Pró-Reitoria de Graduação Curso de Biomedicina Trabalho de Conclusão de Curso INFLUÊNCIA DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA SOBRE OS EFEITOS ADVERSOS DA AIDS Autor:Thayane Soares Barros Orientador: Prof. Dra. Kênia Fonseca Pires Brasília - DF 2011 THAYANE SOARES BARROS INFLUÊNCIA DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA SOBRE OS EFEITOS ADVERSOS DA AIDS Artigo apresentado ao curso de Graduação em Biomedicina da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do Título de Bacharel em Biomedicina. Orientador: Prof. Dra. Kênia Fonseca Pires Brasília 2011 Artigo de autoria de Thayane Soares Barros, intitulado “INFLUÊNCIA DA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA SOBRE OS EFEITOS ADVERSOS DA AIDS” apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Biomedicina da Universidade Católica de Brasília, em 02 de junho de 2011, defendido e aprovado pela banca examinadora abaixo assinada: Prof. Dra. Kênia Fonseca Pires Orientadora Curso de Fisioterapia – UCB Prof. Msc. Marcelo César Machado de Carvalho Curso de Fisioterapia – UCB Prof. Msc. Leina Adriana Barbosa Pimenta Fisioterapeuta - SENAC Brasília 2011 Influências da medicina tradicional chinesa sobre os efeitos adversos da AIDS Influence of traditional chinese medicine on the adverse effects of AIDS Thayane Soares Barros Universidade Católica de Brasília, graduanda em Biomedicina, Brasília, DF-Brasil, e-mail: [email protected] Resumo: A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) abrange variadas técnicas, as quais buscam a saúde e equilíbrio do ser. Além de trabalhar na cura, age também na prevenção e manutenção da saúde. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), esta desenvolve em seus pacientes a diminuição das células de defesa, principalmente os linfócitos CD4+, os tornando imunodeficientes, o que aumenta a susceptibilidade a doenças originadas por agentes oportunistas como bactérias, fungos e outros tipos de vírus. Após o surgimento dos medicamentos antiretrovirais, a taxa de mortalidade de pacientes HIV + diminuiu, entretanto esses fármacos causam uma série de efeitos indesejáveis, os quais incomodam muito e diminui a qualidade de vida dos mesmos. O objetivo deste artigo é fazer uma revisão da literatura sobre as influências da MTC na qualidade de vida do indivíduo portador do HIV/AIDS. Palavras-chave: HIV, AIDS, Medicina Tradicional Chinesa. Abstract The Traditional Chinese Medicine (TCM) evolves various techniques which aim heath and equilibrium. Besides working on the cure, it also acts on the prevention and maintenance of heath. The Acquired Immune Deficiency Syndrome (AIDS) is caused by the Human Immunodeficiency Virus (HIV) which develops in patients and diminishes the cells defense, the lymphocytes CD4+ making the immunodeficiency. The increases the suspensibility of the disease originated by the opportunist agents such as bacteria, fungus and others types of virus. Soon after tha anti-retrovirus medication, the death rate of HIV patience has decreased drastically. However, this medication can cause a series of side effect which may interfere in life quality. KEY WORDS: HIV, AIDS, Traditional Chinese Medicine. 3 INTRODUÇÃO A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é baseada em conceitos e bases sem caráter científico, portanto são baseados através da observação da natureza e fenômenos ocorridos nestas (1). Acredita-se que fenômenos da natureza, tais como clima, influenciam no ser humano, podendo modificar a fisiologia a ponto de causar patologias (2). Foram através da observação do dia - noite, fatores climáticos, principais constituintes da matéria, que surgiram três teorias (Teoria Yin/Yang, Teoria dos Cinco Elementos e Teoria do Zang Fu), as quais são os pilares da MTC (3). Na MTC, não se separa corpo físico do mental, são vistos com uma única entidade. Dessa forma, se há alterações na fisiologia altera-se também a mente do paciente e vice-versa (4). Acupuntura, moxabustão, fitoterapia, reflexologia, entre outras técnicas fazem parte da MTC (5). Na sociedade Ocidental, esta medicina tão habitual e praticada no Oriente, é considerada como Medicina Alternativa (6). A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) começou a repercutir na década de 1980, onde era considerada a doença dos homossexuais e usuários de drogas injetáveis (7), vem sendo muito estudada, quanto aos aspectos de transmissão, reprodução do vírus, medicamentos em busca da cura e prevenção, (8). A AIDS como o próprio nome nos revela, proporciona ao paciente a imunodeficiência, ou seja, os pacientes adquirem baixa imunidade, os deixando mais vulneráveis às infecções oportunistas (9). Após muitos estudos sobre o HIV e a AIDS, surgiram os medicamentos antiretrovirais, com isso a taxa de mortalidade diminuiu significativamente, assim a AIDS deixou de ser uma sentença de morte (10). Porém, HACKER et al. (7), ressalta que os usos destes medicamentos causam uma série de efeitos indesejáveis, como vômito, anorexia, perda de peso, dor de cabeça e enjôos. Diante da imunodeficiência e os efeitos adversos desencadeados nos pacientes portadores de AIDS/HIV, a revisão literária tem como objetivo 4 demonstrar a influência da MTC sob os efeitos adversos dos medicamentos, podendo melhorar a qualidade de vida dos mesmos. A pesquisa foi realizada em duas principais bibliotecas virtuais, sendo pubmed e scielo, usando as seguintes palavras chaves: HIV/AIDS/Medicina Tradicional Chinesa. Foi encontrado um grande número de artigos, porém a maioria é escrito em Mandarim, tornando isso uma limitação devido à falta de conhecimento da língua. Dessa forma, foram selecionados para o presente estudo somente estudos em dois principais idiomas (inglês e português). MEDICINA TRADICIONAL CHINESA No Ocidente, a MTC é considerada um método de Terapia Alternativa/Complementar, esta é muito utilizada por comunidades chinesas em todo o mundo (11). Esta metodologia terapêutica abrange várias técnicas, as quais buscam a saúde e o equilíbrio do ser (12). Além de trabalhar na cura, age também na prevenção e manutenção da saúde (1). De acordo com YAMAMURA (13) a MTC é constituída de conceitos teóricos empíricos, observação da natureza e seus fenômenos climáticos, alimentação/nutrição, exercícios e até mesmo higiene. A base da MTC é a integração e interação entre o ser humano e a natureza (14), sendo que o organismo é considerado um sistema energético e funcional (2). Assim, SILVA-FILHO et al. (15) afirma que a MTC avalia de forma particular as relações entre o ser humano e o meio externo. Usando como alicerce três teorias: a teoria do Yin e Yang, dos Cinco Elementos e a do Zang Fu (órgãos e vísceras) (13). Através da observação de fatores ambientais como o dia e a noite, foi que surgiu a teoria do Yin e Yang. Sendo o Yin, a noite e o Yang o dia. Confirmando a complementaridade e a transformação, cita-se o dia transformando em noite e a noite transformando-se em dia. Aonde, dia e noite são dois opostos capazes de se transformarem e se complementarem. Esse dualismo entre o Yin e o Yang é o que dá origem à vida (1). 5 Foi também pela observação da Natureza e fenômenos naturais que os chineses ainda na China Antiga perceberam que a madeira, o fogo, a terra, o metal e a água eram os principais constituintes da mesma, dando origem assim a teoria dos cinco elementos, que também é muito conhecida como a Teoria dos Cinco Movimentos (4). São dois os princípios básicos dessa teoria: geração e dominância. O de geração é também conhecido de lei “mãe-filho”, pois como já citado, cada movimento gera o movimento seguinte. Dessa forma, o elemento que gera é a mãe, e o que é gerado, filho. Assim, Madeira é mãe de Fogo e filho de água (16). Já a regra “avô-neto”, ou de dominância, demonstra que cada elemento domina o seguinte. Essa “regra” possui a função de controlar o crescimento descontrolado que poderia acontecer se existisse somente a lei de geração (17). Juntos, esses princípios têm a função de manter a harmonia do sistema, mantendo assim o equilíbrio (12). Os Zang Fu (Órgãos e Vísceras) possuem os mesmos nomes e posição anatômica que a Medicina Ocidental, porém o conceito chinês ultrapassa a função anato-fisiológica (15). De acordo com UNSCHULD et al. (3) os Zang-Fu devem ser vistos como centros de sistemas energéticos distintos, porém inter-relacionados entre eles. Os Zang (órgãos sólidos) são responsáveis pela produção, transformação e armazenamento das substâncias vitais, enquanto os Fu são responsáveis pelas funções de excreção, digestão e transporte dos alimentos (1). A ligação/transmissão de energia entre o interior e o exterior do indivíduo é realizada pelos canais de energia, também denominados de Meridianos (18). Nos Meridianos circulam Qi e Xué, causando ligação interior/exterior, entre os Zang Fu (órgãos e vísceras). São localizados em todo o corpo, promovendo dessa forma a união Alto/Baixo (13). Qi é traduzido por energia - “Sopro Primordial”, surge anteriormente à bipolaridade energética, ou seja, antes do Yin e Yang, o Qi é a força que origina tudo, são pelos meridianos que o Qi circula e percorre (1). Já Xué é traduzido como sangue, que circula todo o corpo através de vasos sanguíneos (13). A MTC abrange uma série de técnicas as quais envolvem desde a utilização de fitoterápicos, reflexologia, dietoterapia, magnetoterapia, acupuntura, 6 moxabustão, ventosaterapia, entre outras técnicas. HAYASHI & MATERA (19) e CUNHA (20) descreveram que a acupuntura é realizada por meio de inserção de agulhas em pontos denominados de acupontos, nos quais possuem uma enorme quantidade de terminações nervosas sensoriais, feixes, plexos nervosos, mastócitos e capilares. De acordo com ALTMAN (21), os acupontos possuem condutância elétrica elevada, resistência baixa e diferença de potencial, quando comparado com áreas adjacentes. Com esse conjunto de características o ponto é altamente reativo quando estimulado por agulhas (4). A acupuntura leva este estímulo ao sistema nervoso, favorecendo o organismo a criar condições internas que restabelecem o equilíbrio, devolvendo assim bem-estar, diminuição de dores, entre outros sintomas (22). Busca saúde e equilíbrio do ser (12). A ação da acupuntura (AP) é basicamente relacionada a dois tipos de fibras nervosas chamadas A-Delta e C. Este método é considerado de estimulação neural periférica (1). Para WHITE (23) as fibras mais superficiais são A-Delta, capazes de responderem estímulos fortes, e “trabalhando” com o efeito calmante quando estimuladas com giros rápidos nas agulhas, já as fibras C respondem a estímulos leves, com efeito, excitatório. A agulha da acupuntura estimula neurônio periférico nos aferentes A-Delta, que cessa no corno dorsal da medula espinhal, esse impulso é transferido a um segundo neurônio que pertence ao mesmo segmento espinhal. Dessa forma, atinge os três níveis do sistema nervoso, que são: medula espinhal, região supra-espinhalsubstância cinzenta periaquedutal, núcleo magno da rafe e o complexo hipófisehipotálamo (24). Em 1972, um estudo de Han Jisheng demonstrou que AP estimulava encéfalo e medula espinhal a produzir serotonina e outras substâncias capazes de modificar o limiar da dor, assim, imaginou-se que também podia liberar/estimular opióides endógenos, sendo assim capaz de suprimir a dor (19). Quando os três níveis são estimulados, endorfinas e monoaminas (serotoninas e adrenalina) são envolvidas em cascatas químicas, capazes de diminuir 7 a dor (19; 25). Ao serem liberadas as substâncias precursoras da beta endorfina (próopiome lanocortina) são liberadas na corrente sanguínea em maiores níveis o cortisol, com ação antiinflamatória. (26) Assim, têm-se concluído que ao serem estimulados, os pontos de acupuntura liberam peptídeos opióides, promovendo analgesia. Na teoria da MTC, Yin-Yang, leva a um equilíbrio, sendo necessário haver o oposto, neste caso, a mesma quantidade de opióides existente é a quantidade de antiopióides, alcançando o equilíbrio. (26; 1) Para YI (27) e LITSCHER (28) a moxabustão é uma técnica baseada na aplicação da queima da erva Artemisia vulgaris sobre os acupontos. As principais funções da moxaterapia é aquecer o ponto, remover as obstruções dos canais, eliminar a umidade e frio e dessa forma melhorar a circulação de Qie e de Xué. Além disso, ela estimula o fluxo de Qi e conseqüentemente, mantém equilíbrio e saúde (28). Segundo ORIOLI & APFELMANN (29) a moxaterapia desempenha uma função importante na manutenção e formação de células brancas do sangue, podendo aumentar em até 90% a produção destas. Com isto, observa-se tamanha importância de tal método principalmente em pacientes imunodeprimidos. O mecanismo de ação da moxa sobre dor ainda não está elucidado, mas em seu estudo, LEE et al. (30) demonstra boa eficácia no tratamento da dor, a excluindo e/ou diminuindo, sendo um dos principais motivos os quais a população procura tratamentos alternativos. A Artemísia vem sendo muito estudada no Ocidente, onde já é conhecida como “aspirina medieval” (31). Esta erva é utilizada no tratamento de enxaquecas, reumatismos, além de cólicas menstruais. Comercialmente, são encontradas em farmácias, principalmente homeopáticas em forma de folhas frescas ou desidratadas e moídas (32). De acordo com PARK et al. (33), a moxaterapia não está completamente isenta de efeitos colaterais. Observou-se que sensações de coceira, náuseas, bolhas, 8 queimaduras, dores de cabeça e tontura, podem aparecer após aplicação em diversas patologias. A maior limitação da AP, ainda hoje no Ocidente é a falta de embasamento científico, de estudos da técnica, devido à falta de tradição e crença nos fundamentos filosóficos (6 ). Nos últimos 40 anos, tem-se investido em estudos e pesquisas científicas, e foram comprovados efeitos da acupunturas quanto à estimulação da produção de esteróides que agem como antiinflamatórios (34), além da liberação de endorfinas, melhora sensação de bem estar, relaxamento, entre outros benefícios (35). Devido à explosão de fatos científicos e modernos, a MTC viu-se obrigada a unir o conhecimento tradicional com os novos métodos científicos, e com este intuito em 1979 a Organização Mundial de Saúde (OMS) patrocinou um seminário na China com o intuito de demonstrar que a acupuntura não era apenas suposições e crenças; no seminário questionou-se - “acupuntura é „puramente mental‟, como explicar que as agulhas parecem ser igualmente eficientes na veterinária?”. (6) Para MEDEIROS (36), cada indivíduo possui uma forma de encarar a sua realidade e sua relação com o meio. Assim, SEGRE (37), conclui que um estado razoável de harmonia entre o sujeito e a realidade, define saúde. Porém, a OMS define saúde como um estado de total bem estar físico, mental e social, sendo assim, saúde não é somente a ausência de doenças (38). Para a MTC, saúde é o resultado do equilíbrio entre os sistemas físicos e psíquicos (16). Segundo ROSS (39) para que o indivíduo goze de plena saúde, este deve estar em completo equilíbrio entre o Yin e Yang, portanto a doença pode surgir mediante desequilíbrio entre Yin e Yang. Essa desarmonia de energia provoca vazio ou estagnação de Qi nos meridianos, isso acontece devido a influências do meio externo, e/ou comportamento do indivíduo. De acordo com CLAVEY (40), quando o organismo possui desequilíbrio, seja este por excesso ou deficiência, geram processos patológicos, desgastes físicos e/ou mentais. O diagnóstico é dado através do reconhecimento do desequilíbrio e trata-se com a técnica adequada, podendo 9 esta ser moxaterapia, fitoterapia, acupuntura, reflexologia, entre outras, podendo assim corrigi-lo e trazer saúde novamente ao paciente (11). O tratamento na MTC é direcionado a reconciliação e/ou restauração de um deles, restabelecendo assim o equilíbrio. Para MAIKE et al. (17) o ajuste da relação entre as duas polaridades (Yin e Yang), estimula a circulação tanto de Qi (energia) quanto de Xué (sangue). Qualquer modificação nos níveis energéticos causa manifestações ao Shen (mente), conseguinte a coloração da face, manifestações funcionais de órgãos e só então causam alterações nas estruturas do corpo, capazes de serem detectadas em exames laboratoriais. (1) O diagnóstico na MTC é realizado através da observação do corpo como um todo, levando em consideração todos os sinais e sintomas, por ele apresentado. Ao realizar a inspeção no paciente, é observada, a expressão facial, ânimo, fala, respiração, pulsologia, semiologia da língua, estado de consciência e coordenação de movimentos (41). Também é realizado com o individuo um interrogatório, onde se estreita a relação terapeuta-paciente. Esta etapa é realizada considerando os cinco elementos, meridianos e fatores externos. O paciente é interrogado sobre sensações de frio e calor, transpiração, digestão, olhos, ouvidos, ginecologia, sono, entre outros aspectos fisiológicos (42). HIV/AIDS No início da década de 80, a AIDS se tornou um fator muito preocupante, é considerada um problema de saúde pública, social e até mesmo econômico (43). Para CHRISTO (44) isso ocorre devido ao grave comprometimento imunológico dos pacientes, tornando estes mais vulneráveis a neoplasias e infecções, geralmente de caráter oportunista. 10 A infecção pelo HIV pode acontecer por várias vias sendo as mais comuns: sexual, parenteral e vertical (7). Devido à forma de transmissão, alguns grupos são considerados de risco como profissionais do sexo, usuário de drogas injetáveis, moradores de rua, presidiários (45). Para FARMER (8), a taxa de incidência de infecção, está relacionada com o nível socioeconômico, tendo em vista a dificuldade em obter materiais descartáveis e preservativos. O conhecimento sobre a AIDS, não depende somente das informações dadas sobre a mesma, mas conjuntamente do entendimento individual, aonde são assimiladas estas informações (46). Dessa forma, o nível econômico contribui para o conhecimento e entendimento da doença, já que, na sociedade brasileira, a educação está intimamente relacionada com a posição socioeconômica da população (47). A AIDS é causada pelo HIV, é caracterizada pela diminuição da atividade celular de linfócitos T CD4, linfócitos B e T circulante, além da diminuição de imunoglobulinas (46). Devido a esse declínio nas células responsáveis pela imunidade e proteção, os indivíduos ficam mais susceptíveis a infecções por patógenos oportunistas, podendo estes ser vírus, fungos, bactérias e as doenças emergentes e negligenciadas como a tuberculose (49). Freqüentemente, pacientes com AIDS apresentam algumas afecções como candidíase oral e genital (esta mais comum em mulheres), periodondite, gengivite, infecções pelo Epstein-Barr e Sarcoma de Kaposi (46). No estudo de RODRIGUES-JÚNIOR et al. (50), a candidíase oral e esofágica, herpes simples, tuberculose e pneumonia são as patologias oportunistas encontradas com maior freqüência. A terapia anti-retroviral tripla de alta potência (TARV) é o tratamento utilizado por pacientes com HIV. Desde o início da TARV, a mortalidade de pacientes soropositivos diminuiu consideravelmente. Isso se dá devido ao aumento na contagem de linfócitos T CD4, diminuição da carga viral, entre outros efeitos 11 deste fármaco. O uso de TARV diminuiu a incidência das infecções oportunistas, conseqüentemente aumentou a sobrevida dos seus usuários (51). De acordo com ALENCAR et al. (52) governo brasileiro financia a terapêutica TARV caracterizando uma nova “fase” da doença, onde pacientes com AIDS conseguem conviver com a doença. A adesão dos pacientes ao uso do TARV pode proporcionar alguns efeitos adversos como: náuseas, perda de apetite, conseqüentemente de peso, mal estar, vômitos, fraqueza, confusão mental, anemia, entre outros (44). O uso de TARV melhora significantemente a qualidade de vida das pessoas portadoras da AIDS, porém, juntamente com esses benefícios podem surgir dislipidemia, diabetes e resistência a insulina (53). Para o controle dessas desordens metabólicas, indica-se a prática de exercícios físicos, iniciando o uso de fármacos, somente se essas alterações no metabolismo persistirem (53). Em pacientes com AIDS, além da preocupação com sintomas notáveis como sarcoma de Kaposi, preocupa-se também com a saúde mental e qualidade de vida do indivíduo (51). Um fato muito preocupante em pacientes HIV positivos é a depressão. Apesar de LYKETSOS et al (54) observarem que não há relação entre estado depressivo e a diminuição de células imunológicas, BURACK et al (55) observaram uma redução mais acelerada nos níveis de linfócito T CD4+ pacientes em depressão. nos Segundo MALBERGIER et al. (56) ressaltaram que a depressão influencia na progressão da doença, já que estes diminuem os níveis de células de defesa. WAGNER et al (57) relata que pacientes com AIDS e com depressão sentem-se menos estimulados a realizarem o tratamento, assim, permitem que a infecção por agentes oportunistas ocorra. MTC E HIV/AIDS 12 ROSS (39) descreve que a MTC trata as seguintes patologias: sinusite, rinite, resfriado, faringite, amigdalite aguda, zumbido, dor no peito, palpitações, enfisema, bronquite crônica, asma brônquica, alterações menstruais, cólica menstrual, lombalgia durante a gravidez, ansiedade, depressão, insônia, mal-estar provocado pela quimioterapia, dores associadas com câncer, tendinites, fibromialgia, dores pós-cirúrgicas, síndrome complexa de dor regional, dermatites, gastrite, úlcera gástrica, úlcera duodenal, colites, diarréia, constipação, cefaléias, enxaqueca, paralisia facial, seqüelas de acidente vascular cerebral, lombalgia, ciatalgia, artrose, artrites entre tantas outras patologias. O tratamento convencional para AIDS/HIV é realizado com medicamentos anti-retrovirais, porém, estes trazem alguns efeitos adversos que incomodam muito os pacientes que o utilizam. Dentre os efeitos não desejáveis estão: supressão de medula óssea ocasionando anemia, náuseas, vômitos, dores de cabeça, diarréias, síndromes gastrointestinais, falta de apetite, entre outros (57). Devido a essa série de sintomas indesejáveis, a MTC está se tornando muito popular entre pacientes com AIDS/HIV, devido ao seu efeito terapêutico sobre esta sintomatologia indesejada (10). A MTC não visa a cura, mas sim aumentar a qualidade de vida, já que é comprovado que técnicas alternativas agem diminuindo dor e toda a sintomatologia citada acima. A Medicina Ocidental trata as doenças e a Medicina Chinesa trata o paciente. Assim, os pacientes tratados com a Medicina Oriental, podem prolongar a passagem de portadores do HIV assintomáticos para pacientes com AIDS. Podem ser utilizadas diversas técnicas, incluindo acupuntura, ervas medicinais, moxabustão, dietoterapia, entre outras técnicas. Em pacientes assintomáticos, o tratamento pela MTC tem o intuito de trabalhar principalmente sobre a imunidade do mesmo, fazendo com que a passagem do estágio de portador do vírus, para portador da AIDS seja retardada. Já em pacientes que são portadores da síndrome e apresentam sintomas da mesma, a MTC tem como foco aliviar os sintomas, tratar infecções oportunistas e melhorar a qualidade de vida dos mesmos, juntamente com a medicação tradicional (antiretroviral), podendo também diminuir nos efeitos indesejáveis causados pelos mesmos. Na ultima década foi observado em diversos 13 ensaios clínicos e randomizados que a associação da MTC com a Medicina Ocidental beneficia os indivíduos com AIDS, já que o uso de ervas, moxabustão e acupuntura aplicada em dois grupos, sendo um placebo, demonstraram que o uso destas diminuiu consideravelmente os sintomas, as infecções por patógenos oportunistas, além da melhora na imunidade e qualidade de vida (43). BODEKER et al. (10) afirmaram que na Austrália, 41% da população que faz tratamento com TARV , utiliza a Medicina Alternativa, pois a mesma possui baixo custo e fácil acesso. Estes pacientes relatam que há melhora no bem estar geral, aumento de peso, apetite, diminuição da dor, entre outros aspectos. 30 % destes, afirmam que este é o principal tratamento para HIV/AIDS. Já em países como África do Sul e Índia, onde há grande número de pacientes portadores do HIV/AIDS, a MTC é muito utilizada, em manutenção da saúde em geral, não sendo observada a utilização da mesma somente em pacientes que vivem com a AIDS. Juntamente com o tratamento os pacientes devem ser orientados quanto a alimentação correta, suplementos alimentares, exercícios físicos, relaxamentos físicos e mentais. A utilização de técnicas da MTC em sujeitos com AIDS tem diminuído muito os sintomas dos mesmos, entre a sintomatologia destaca-se mal estar geral, neuropatias e má qualidade do sono. Visando buscar terapias que auxiliam para melhorar a qualidade de vida de pessoas que vivem com a AIDS, foi desenvolvido um estudo que tinha como objetivos: oferecer treinamento de acupuntura para profissionais de saúde tratar pacientes com HIV/AIDS; criar uma clínica gratuita em um hospital localizado no Norte da Tailândia para pacientes com HIV/AIDS e; realizar estudos que mensurassem quantitativamente e qualitativamente a eficácia da acupuntura na qualidade de vida de pacientes com HIV/AIDS. O estudo foi realizado na Tailândia com 27 pacientes portadores do HIV, confirmados sorologicamente e com o número de linfócitos CD4 maior que 100 céls/mm³, esse estudo demonstrou que as náuseas, antes presentes em 41% dos pacientes, após seis meses de tratamento estavam presente em apenas 32%. Anteriormente ao tratamento, 68% dos pacientes relatavam dores, posteriormente, apenas 55% queixase de dor (59). Ainda na Tailândia, em 2003, em outro estudo relatou-se que 95% de 14 pessoas com HIV utilizam alguma técnica da MTC, porém apenas 78% visitam regularmente profissionais da MTC, o restante utiliza de conhecimentos pessoais. Com os estudos KURTLAND et al. (11) observou que quando associa-se MTC e tratamento convencional com antiretrovirais, os efeitos do tratamento são aumentados. Já em Hong Kong, onde a maioria da população é de etnia chinesa, acreditase que a Medicina Ocidental e a MTC são complementares uma à outra. KURTLAND et al. (2008) estudou a freqüência em que pacientes com HIV e em tratamento com anti-retroviral há mais de um ano recorrem a MTC. Neste estudo concluiu-se que a maioria dos pacientes já recorreram em algum momento à MTC, porém, somente em busca da manutenção e prevenção da sintomatologia, qualidade de vida. Entretanto, não procuravam especialistas, utilizavam chás, entre outros métodos por conta própria ou familiares e amigos. Aos que não utilizavam técnicas alternativas juntamente com o tratamento anti-retroviral foi atribuído falta de informação/conhecimento sobre benefícios, malefícios e possíveis interações com o tratamento convencional. WANG & ZOU (43) relataram que a moxabustão e estimulação de acupontos com eletroacupuntura agem no organismo dos indivíduos estimulando a medula óssea a produzir células de defesa, os leucócitos. Concluíram que os indivíduos tratados com essas técnicas apresentaram melhor imunidade em pacientes com AIDS e diminuição de infecções por patógenos oportunistas (11). Observou-se que somente após 36 meses de tratamento com moxa e estimulação de acupontos com eletroacupuntura, obteve-se aumento considerável de linfócitos CD4 (43). Em um grupo com 239 pacientes portadores de HIV observou-se a diminuição da dor global no grupo pesquisado, o que não ocorreu no grupo placebo (10). Segundo WANG &ZOU (43), a aplicação de moxabustão sobre os pontos VC8, VC4, TA 36, VC12 e TA25, apresentaram bons efeitos em pacientes com diarréia e distúrbios gastrointestinais, quanto à diminuição dos mesmos. Em (57) WU et al., descreveu uma busca muito intensa por compostos que podem ser desenvolvidos como agentes terapêuticos, essa busca se dá pelo alto 15 custo dos medicamentos, efeitos adversos como supressão de medula óssea, nefropatias crônicas, entre outras limitações contidas no tratamento convencional da AIDS. Os chás muito utilizados na China estão sendo analisados e testados, principalmente nos Estados Unidos e Hong Kong e também avaliaram a capacidade inibitória das ervas sobre o vírus. No século XIV os chineses já utilizavam chás da erva Trichosanthes kirilowii com intuito de “expulsar” placenta retida, proteínas da T.kirilowii vem sendo analisadas quanto a sua capacidade de inibir a infecção pelo HIV, e é utilizada também em tratamento clínico da AIDS, para que a doença não progrida (57). Também há registros da Agarratine, uma erva chinesa em estudo que possui ação antiviral, esta erva é uma esperança do surgimento de um novo e potente fármaco contra a AIDS, com a quantidade de efeitos indesejáveis menores do que no tratamento convencional (60). WU et al. (1993) desenvolveu um estudo onde foi observado que 22% de pacientes com AIDS utilizavam uma ou mais ervas juntamente com o tratamento convencional. Observa-se que houve um aumento na porcentagem nos últimos dez anos. O aumento é devido a sua eficácia sob a sintomatologia indesejada. Desde 1987, o Instituto Nacional do Câncer juntamente com a Academia de Ciências Chinesas estão estudando com atividade anti-HIV, já foram descobertos 20 compostos que exibem atividade anti-HIV (57). Foi demonstrado por WANG & ZHOU (43) que ervas chinesa atuam aumentando a imunidade e aliviando sintomas desagradáveis tais como fadiga, diarréia e perda de peso, além de serem eficientes em candidíase oral, desordens dermatológicas, entre outras manifestações. Porém, não são muito exploradas se existem interações das ervas chinesas com os medicamentos antiretrovirais, com isso, anteriormente ao uso faz-se necessária uma avaliação. No estudo de BODEKER et al. (10), é relatado que a Medicina Alternativa utiliza muito plantas, onde seus compostos possuem características bactericidas, antifúngicas e antivirais, prova disto é que os antimicrobianos disponíveis em 16 drogarias, são elaborados a partir destas mesmas plantas. Dessa forma, os pacientes são “poupados” de desenvolverem resistência a antibióticos, podendo estes ser utilizados em momentos emergenciais. Também observou melhora em infecções por Candida albicans, fungo este muito comum em pacientes imunodeprimidos. Devido a propriedades antioxidantes e anti-infecciosas, plantas medicinais retardam a progressão do HIV para a AIDS. Foi realizado um estudo com uma erva chinesa chamada de Tai Bao, participaram deste estudo 40 pacientes HIV + os quais apresentavam infecções por agentes oportunistas. A erva foi administrada três vezes ao dia após as principais refeições por 18 meses. Passados os 18 meses, observaramse diminuição de doenças dermatológicas e sarcomas, aumento na contagem de células CD4, além da diminuição da carga viral. Foi observado que após 12 semanas realizando acupuntura em pacientes que apresentavam xerostomia, houve aumento na produção de saliva, protegendo o paciente de infecções por Candida albicans, por exemplo. Já em um estudo realizado com dois grupos, sendo um placebo e outro experimental foram avaliados os efeitos da qualidade de vida e contagem de linfócitos CD4 dos mesmos. O grupo placebo não apresentou mudanças significativas, porém o grupo experimental relatou maior satisfação em relação à qualidade de vida, o que não foi relatado pelo grupo placebo. Em pesquisa avaliou-se o efeito de ervas chinesas em um grupo de 68 indivíduos, aonde foi investigada qualidade de vida, contagem de células CD4, progressão da doença e sintomas. O grupo experimental queixou-se do aumento representativo de distúrbios gastrointestinais após o início do uso de ervas chinesas. Mais recentemente foram aplicadas técnicas de relaxamento muscular em 89 indivíduos do sexo masculino que relataram melhora na qualidade de vida total, englobando corpo físico e psicológico, este estudo teve como principal limitação o número de desistentes, já que o estudo foi findado com apenas 69 indivíduos (MILLS et al.(61); apud BURACK et al.,(55); apud ELLER et al.,(62)). Nos estudos encontrados por GONÇALVES et al. (63) pacientes infectados pelo vírus HIV relatam diminuição do desejo e da satisfação sexual, associados a fatores como baixa auto-estima, depressão, alterações metabólicas, alterações no corpo, além de dificuldades em usar preservativos. Para BODEKER et al. (10) o 17 estado emocional pode estar intimamente relacionado com o estado imunológico do paciente. De acordo com HAND & PHILLIPS (48), o nível de cortisol em pacientes HIV positivos é maior do que os não positivos, demonstrando assim que pacientes com AIDS encontram-se em um nível superior de stress quando comparados aos não portadores da doença. Entretanto, JOOS et al. (64) relatam que a acupuntura melhora a harmonia interior ao aumentar a calma, diminuindo a ansiedade e raiva. Também é observado que depressão, fé e espiritualidade contribuem muito no prognóstico de pacientes com HIV. Dessa forma, MARGOLIN (65) admite que acupuntura, especificamente a auriculoterapia, realizada em 5 pontos (Shen Men, Simpático, Rim, Fígado e Pulmão) reconstitui a harmonia, equilibrando o físico e o psique dos pacientes, proporcionando o enfrentamento à doença com mais tranqüilidade e esperança. Para MILLS et al. (61) terapias alternativas não possuem eficácia comprovada, necessitando de mais estudos com maior validade científica. Este tipo de recurso age admiravelmente em estresse, ansiedade, raiva, conseqüentemente melhorando a qualidade de vida de pacientes com HIV. Um dos pontos positivos e motivador de tratamentos alternativos é que não há contra-indicações com relação a interações com o tratamento farmacológico já adotado por estes pacientes (65). No entanto, BODEKER (10) diz ter pouco investimento em pesquisas na Medicina Alternativa Chinesa, precisando aumentar o embasamento cientifico dessa prática, para assim ter maior valor e aceitação em todo o mundo, não somente aonde se têm maior credibilidade os fundamentos filosóficos. É um tratamento de baixo custo e bastante acessível, além de ser muito eficaz em infecções oportunistas. 18 CONCLUSÃO A eficácia da MTC é demonstrada em diversas situações, incluindo os efeitos adversos da AIDS. Esta terapia não visa à cura, mas ameniza efeitos indesejáveis causados pela AIDS e pelo tratamento TARV, sendo capaz de interferir até mesmo na produção de células sanguíneas, o que é essencial a pacientes HIV +, já que estes encontram-se imunodeprimidos. Entretanto, são necessários mais estudos e pesquisas, PALMEIRA (6) confirma isto ao demonstrar que a principal limitação de técnicas pertencentes à MTC é a falta de embasamento científico. MARGOLIN (65) afirma que mais pesquisas contribuirão para melhor aceitação e incorporação da MTC, sendo necessário demonstrar os resultados benéficos que ocorrem há mais de 5mil anos para a população. Estudos nesta área contribuirão não só para avanços da MTC como beneficiará o bem estar e a saúde em geral. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. MACIOCIA, G. Os Fundamentos da Medicina Chinesa: um texto abrangente para Acupunturistas e Fitoterapeutas. São Paulo:Roca,2007. 2. CINTRA, Maria Elisa Rizzi and FIGUEIREDO, Regina. 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