CLIPPING SAúDE 16.09.2012

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Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 10:06
Panorama
Da Redação
Home care
Fisioterapia, home care e medicina preventiva são uns dos temas que serão trabalhados
no 1º Workshop Pernambucano de Atendimento Domiciliar. O evento ocorre nos dias
21 e 22, no Grupo JCPM, situado na Av. Eng. Antônio de Góes, no Pina. O destaque da
abertura é a palestra do secretário de Saúde do Estado, Antônio Figueira.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 08:17
JC Negócios
Da Redação
Saúde em casa
Nesta sexta-feira no JCPM Trade Center tem o workshop Pernambuco de Atendimento
Domiciliar, conversa sobre o Melhor em Casa, programa do SUS que terá 1.400 equipes
e custa R$ 1 bilhão.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 08:07
JC nas ruas
Só com reza
O arcebispo Dom Fernando Saburido visita o Hospital Maria Vitória, em São Lourenço
da Mata, hoje de manhã. A unidade, conveniada ao SUS, tem 40 leitos prontos para ser
utilizados pela rede pública, mas ainda falta a liberação da Secretaria de Saúde.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 09:47
Olhar interior
Da Redação
Medicamentos
Um assunto que é do interesse de todos, será debatido em palestra, no dia 18 (terçafeira): Os medicamentos produzem saúde? O palestrante José Augusto Cabral de Barros
é médico com doutorado em saúde pública. Será às 19h30 no Libertas/Casa Amarela
(R. Rodrigues Sete, 158). O evento é gratuito. Informações: (81) 3441 7462.
Psicologia
Libertas vai participar da 2ª Mostra Nacional de Práticas de Psicologia, que será em São
Paulo nos dias 20, 21 e 22 de próximos. O evento em comemoração aos 50 anos da
psicologia como profissão no Brasil, reunirá 25 mil psicólogos abordando diversos
temas entre eles a psicologia corporal. Será um grande intercâmbio entre os
profissionais do País.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 09:05
Dia a Dia
Da Redação
A dermatologista Mariana de Andrade Lima participa, na próxima semana, do
Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia, em Praga.
O provedor do Hospital Português, Alberto Ferreira da Costa, comemora os 157 anos da
unidade de saúde hoje, com missa às 9h, seguida de sessão solene.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 10:41
Região oferta estágios em medicina
Parceria com rede de hospitais locais permitiu que alunos estagiassem na região. Antes
estudantes precisavam ir para as capitais
Luciana Passos
Os estudantes do curso de medicina da Universidade do Vale do São Francisco agora
contam com uma oferta de estágio mais ampliada. Se há quatro anos os alunos tinham
que se deslocar para as capitais para fazer o internato (estágio obrigatório), agora eles
têm a oportunidade de atuar nos hospitais públicos de Petrolina e Juazeiro.
Segundo o coordenador do curso de medicina da Univasf, Izaias Sousa, essa conquista
foi possível a partir do momento que os Hospitais Dom Malam e de Urgência e
Traumas (em Petrolina) e Regional, em Juazeiro, além da prefeitura dos dois municípios
agregaram o ensino à rede de saúde, garantindo assim a prática do aprendizado aos
alunos.
Dos 440 estudantes que hoje cursam medicina na universidade, 160 estão fazendo o
internato nas instituições públicas de saúde. “Através de um convênio entre a Univasf e
esses hospitais nós conseguimos distribuir nossos estudantes de forma que pudessem
cumprir todos os estágios nas áreas de ginecologia e obstetrícia, pediatria, medicina de
família e comunidade, clínica médica e cirurgia geral”, informou o coordenador.
ATENDIMENTO
Todo o processo de estágio é acompanhado por preceptores, profissionais médicos da
rede pública ou ainda professores médicos contratados que atuam como orientadores.
“O recomendado é que para cada oito estudante se tenha um preceptor. Aqui estamos
trabalhando com um preceptor para cada aluno em algumas áreas e em outras um
profissional para orientar quatro estudantes. Então isso é muito bom”, declara Sousa,
que destaca ainda que todo atendimento realizado pelos estudantes nos hospitais conta
com um acompanhamento. “Muita gente pensa que será cobaia quando é atendido por
algum estudante. No entanto, a gente destaca que eles atuam sob supervisão direta e não
realizam nenhum procedimento sozinho, até porque não têm autorização legal para
isso”. Além de aprendizado, o internato, segundo o coordenador, vem garantindo a
qualificação do serviço na saúde pública.
As novas perspectivas para o estágio na área médica na região estão voltadas para a
assistência secundária, que inclui atendimentos em ambulatórios e policlínicas. Com a
ampliação desse campo, Sousa afirma que os estudantes poderão ter novas experiências.
“Hoje temos estágios voltados para a assistência primária (atendimentos de casos menos
graves) e terciária (para casos mais graves), mas pretendemos ampliar o estágio na área
secundária, a partir da inauguração de uma policlínica e de uma Unidade de Pronto
Atendimento (UPA) que estão sendo construídas pelo poder público, em Petrolina. Com
elas firmaremos um convênio para ampliar ainda mais essa oferta aos estudantes”,
promete Sousa.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 10:36
Que presente dar à cidade?
O JC-Vale fez a pergunta a moradores de Petrolina. Muitos falaram sobre melhorias
para a saúde e transporte coletivo. Já outros desejam mais gentileza nas atitudes
coletivas
Colocaria mais médicos para a população e ofereceria um atendimento mais digno para
as pessoas. Se eu pudesse, daria melhor atendimento na área da saúde”
Maria José da Conceição Barbosa, cabeleireira
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 10:18
Para entender o que passa na tela
Dividida em 15 capítulos, a publicação apresenta aspectos clínicos dos transtornos
mentais e discute obras cinematográficas que podem servir como exemplo desses
distúrbios
Da Redação
Produzir um livro que mescla saúde mental e cinema é um desafio porque são temas
que aguçam a curiosidade e – ao mesmo tempo – são permeados por questões para as
quais não há consenso. Devido a essa complexidade, alguns estudiosos chegam a
acreditar que jamais o ser humano (muito menos a indústria cinematográfica)
conseguirá desvendar de forma plena o que está por trás da mente.
É por isso que os especialistas Jesus Landeira-Fernandez e Elie Cheniaux (autores de
Cinema e loucura: conhecendo os transtornos mentais através dos filmes) alegam a
possibilidade de críticas em relação ao diagnóstico formulado por eles para alguns dos
personagens dos filmes. Afinal, longe de ser uma ciência exata, o cinema é uma arte que
proporciona diversas interpretações e faz despontar sentimentos singulares. Ainda
assim, a publicação foi produzida com muito critério, em consonância com os mais
conceituados sistemas classificatórios da medicina.
Dividida em 15 capítulos, a publicação apresenta aspectos clínicos dos transtornos
mentais e discute obras cinematográficas que podem servir como exemplo desses
distúrbios. O trabalho pioneiro da dupla de pesquisadores inclui 184 longas.
“Priorizamos filmes que mostram de forma fidedigna os transtornos mentais, além de
outros de maior qualidade artística, mais conhecidos do grande público e ainda que
contemplam nossas preferências pessoais”, diz Cheniaux.
Ele elege como o seu favorito Um corpo que cai (1958). “Nele, encontramos evidentes
características de transtornos fóbicos, transtorno de estresse agudo e, principalmente, de
transtorno de estresse pós-traumático”, complementa Cheniaux, que – com LandeiraFernandez – consolidou muito bem o elo da psiquiatria com a arte
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 10:17
Rain Main fez história ao enfocar o autismo
Que o diga o motorista Carlos Antonio Teixeira, 37, pai de Arthur, 6. O menino recebeu
o diagnóstico de autismo aos 2 anos
Da Redação
A saúde mental na infância e na adolescência também tem sido retratada nos filmes. É
importante frisar que não há distúrbios exclusivos dessa faixa etária. A questão é que
alguns costumam ter origem nos estágios precoces de desenvolvimento do ser humano,
como o autismo. Mesmo quando começam na infância, esses transtornos podem
perdurar por toda a vida e ser controlados com medicação e tratamentos não
farmacológicos, como atividade física, terapias ocupacional e fonoaudiológica.
Muitos especialistas concordam que Rain Man (1988) é um dos filmes que melhor
ilustram sintomas presentes em pessoas com autismo de alto funcionamento. Nesse
longa, Charlie Babbitt descobre, logo após a morte do pai, que tem um irmão chamado
Raymond Babbitt, portador de autismo.
Ele é pouco expressivo afetivamente, nunca olha para o rosto de outra pessoa e tem
déficits significativos com relação à comunicação e ao uso da linguagem. Embora
indiferente a várias situações, Raymond possui habilidades, como uma ótima memória.
Nos casos da vida real, realmente são comuns os problemas em comportamentos não
verbais (evitar o contato visual direto), as alterações linguísticas e a indiferença ao
afeto. Que o diga o motorista Carlos Antonio Teixeira, 37, pai de Arthur, 6. O menino
recebeu o diagnóstico de autismo aos 2 anos. “Ele não olhava nos olhos das pessoas,
não falava, só se comunicava com gestos e chegava a ser agressivo. Foi um choque
grande. Mas fomos à luta e vimos que não era algo do outro mundo.”
Atualmente, Arthur segue um tratamento medicamentoso, além de participar das
atividades de terapia ocupacional e de fonoaudiologia na Associação Novo Rumo, em
Casa Amarela. Foi lá onde recebeu estímulos para aprender a ler, para desenvolver
habilidades motoras e sociais, como também para aprimorar a comunicação verbal. “Ele
é uma prova de que crianças com autismo podem superar dificuldades”, orgulha-se o
pai. “A minha esposa, mãe dele, informa-se muito sobre autismo, inclusive vendo
filmes que falam sobre o transtorno.”
Filmes que remetem a distúrbios que costumam ter origem na infância também usam
como pano de fundo os transtornos da aprendizagem, que representam prejuízos
específicos do desenvolvimento que se distinguem do retardo mental pelo
comprometimento seletivo de determinadas funções. Crianças com inteligência normal,
por exemplo, costumam apresentar dislexia – desordem que dificulta o processo da
decodificação das letras, o que pode acarretar dificuldades com a linguagem e a escrita.
Professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a fonoaudióloga Bianca
Queiroga recorre ao seu repertório de especialista em distúrbios de aprendizagem para
trazer à tona uma reflexão sobre Como estrelas na Terra (2007), que narra a história de
um menino com dislexia. “Na escola, ele é desvalorizado porque é diferente das outras
crianças e por não conseguir acompanhar a turma. Os pais, então, resolvem colocá-lo
em um colégio interno, onde ele sofre discriminações por parte dos professores, que
cobram dele um desempenho que ele não consegue ter.”
Para Bianca, o ponto-chave se dá a partir do momento em que chega um novo educador
na escola, também com dislexia, que consegue compreender bem o garoto. “Esse
professor faz um esforço enorme para mudar a atitude da escola e da família em relação
à criança. Passa a ajudá-lo constantemente, oferecendo um acompanhamento
individualizado, como deve ser com a criança que convive com esse transtorno de
aprendizagem.”
A partir daí, diz a fonoaudióloga, o menino passa a se desenvolver e a resgatar a alegria
de viver. “O filme favorece a quebra de estereótipos porque mostra as potencialidades
da criança com dislexia e como se pode superar dificuldades, desde que tenha um
acompanhamento adequado”, finaliza a especialista.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 10:15
Drama de viciados em jogos de azar rendeu bons longas
Na medicina, esse transtorno se chama jogo patológico
Da Redação
Há pessoas que pensam constantemente em jogo e possuem um vício imenso por
partidas que envolvem dinheiro. Quem se seduz por atividades de jogos de azar se sente
tão atingido pelo prazer tóxico trazido pelos desafios que fica envenenado, isolando-se
da família, de amigos e das responsabilidades profissionais. Na medicina, esse
transtorno se chama jogo patológico. “É bem retratado no filme O sonho de Cassandra,
de 2007, que mostra o quanto é nocivo esse distúrbio ao apostador”, diz o psicólogo
Igor Lins Lemos, doutorando em neuropsiquiatria e ciências do comportamento pela
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
O longa-metragem citado por Igor conta a história de um mecânico de automóveis,
Terry, que é um jogador inveterado. Em uma das apostas, ele ganha 30 mil libras.
Arrisca-se novamente e, além de perder tudo, fica devendo o triplo do valor a agiotas.
Assim como diversas pessoas que convivem com esse padrão de comportamento
compulsivo, Terry conta para o irmão que se sentia como em um estado de transe: ele
tinha noção do que acontecia, mas não conseguia parar de apostar.
Outro filme que também tem o jogo patológico como pano de fundo é Oscar e Lucinda:
uma história de amor e loucura (1997), cujo personagem Oscar aposta em corridas de
cavalos, brigas de cães e, em certo momento, diz não parar de arriscar. “Ele relata que
joga por prazer. Percebemos em sua fisionomia a excitação que experimenta quando
aposta”, escrevem os professores Jesus Landeira-Fernandez e Elie Cheniaux, no livro
citado na abertura desta matéria.
“Quando as pessoas se identificam com alguns filmes por perceber que apresentam
sintomas apresentados pelos personagens, é importante que se procure um tratamento
psicológico e ou psiquiátrico”, alerta Igor. Ele ainda ressalta que, de forma geral, várias
obras do cinema possuem interessante proposta de psicoeducação sobre saúde mental.
“Mas há também filmes que estigmatizam ou distorcem distúrbios. Lamentavelmente,
esse tipo de produto induz a uma ideia negativa sobre os transtornos mentais”, acredita
o psicólogo.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 10:13
Ansiedade inspirou bons roteiros
Em níveis adequados, serve como advertência diante de uma ameaça, para que a pessoa
fique atenta e se prepare para encarar uma situação que inspira cuidado
Da Redação
Parece estranho afirmar que ansiedade pode ser essencial. Mas é uma realidade. Em
níveis adequados, serve como advertência diante de uma ameaça, para que a pessoa
fique atenta e se prepare para encarar uma situação que inspira cuidado. Por outro lado,
a ansiedade passa a ser doentia quando é desproporcional à situação que a provocou ou
é intensa e duradoura a ponto de interferir no dia a dia de quem a tem, além de causar
prejuízos psicossociais.
A literatura médica define um leque de distúrbios de ansiedade, como transtorno de
pânico, fobia social, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), estresse pós-traumático e
ansiedade generalizada. O cinema tem usado bastante essa forma de adoecimento
mental como inspiração. Três filmes retratam bem, por exemplo, o TOC, definido pela
presença de ideias obsessivas (pensamentos, impulsos ou imagens que se apresentam de
forma repetitiva) e/ou comportamentos compulsivos (contar, verificar, limpar, tocar,
arrumar e praticar atos ritualísticos).
Nesse contexto, destacam-se O aviador (2004), Melhor é impossível (1997) e Os
vigaristas (2003). O primeiro, baseado na vida do cineasta e magnata da aviação
Howard Hughes (interpretado por Leonardo Di Caprio), mostra as compulsões
predominantemente relacionadas à limpeza do personagem. Ele coloca papel celofane
no manche do avião que pilota para se proteger da sujeira das mãos de outras pessoas e
chega a levar um sabonete de casa para lavar as mãos em banheiro público.
“São comportamentos compulsivos, apresentados com muito mais frequência nos
filmes, em comparação às ideias obsessivas. O cinema, sendo eminentemente visual,
enfatiza mais as imagens do que as palavras”, salientam os professores Jesus LandeiraFernandez e Elie Cheniaux. Também no filme Melhor é impossível, outro personagem
apresenta várias compulsões de limpeza e intenso medo de contaminação. No final, ele
aceita tomar um remédio para controlar o TOC, o que mostra a importância do
tratamento para quem convive com adoecimento mental.
Como a medicina mostra elevada associação do TOC com a síndrome de Tourette
(caracterizada pela presença de tiques motores e vocais), vale a pena citar os filmes que
fazem referência a este último distúrbio. É o caso de O primeiro da classe (2008), que
narra a vida de Brad Cohen, um professor americano que convive com Tourette desde
os 6 anos.
Quem fala sobre esse filme é o jornalista e escritor Giba Carvalheira, 41, que hoje tem
os sintomas da síndrome sob controle e conta a própria história de enfrentamento do
problema no livro A maldição de Tourette (Editora do Autor, 198 páginas, R$ 50).
“Confesso que me emociono sempre que tento vê-lo, pois num determinado momento
não consigo mais continuar. Mas consegui assistir ao começo e ao fim”, conta Giba, que
ficou abalado com a humilhação que Brad Cohen sofre, em sala de aula, pelos próprios
educadores.
“Eles são pessimamente preparados para lidar com esse transtorno mental e não têm
paciência com o garoto, que deveria ser tratado com respeito”, complementa o escritor,
que diz ter sofrido situações semelhantes. “No caso do filme, o garoto cresceu e deu a
volta por cima. Mas, na vida real, quantos conseguiram?”, questiona Giba, ao ressaltar
que filmes que abordam problemas de saúde mental geralmente contam histórias
vitoriosas. “Mas há pessoas com transtorno mental que ficam pelo meio do caminho e
são engolidas pela sociedade, que as massacra.”
Ainda assim, a psiquiatra Miriam Gorender, professora da Universidade Federal da
Bahia (UFBA), ressalta que há uma leva de filmes que traz informações e pontos de
vista valiosos para o público em geral. “Faço seleção de muitos deles para trabalhar,
inclusive, em sala de aula. De qualquer maneira, é importante frisar que os longas
permitem um ponto de vista complexo e abrangente, raramente alcançado na vida
cotidiana”, diz Miriam.
Ela também se recorda de filmes que favorecem o preconceito em relação à saúde
mental, como o brasileiro Bicho de sete cabeças (2000). “Nele, o psiquiatra é um tirano,
e o doente é tratado com encarceramento em hospital fechado”, conta Miriam. De fato,
nas instituições psiquiátricas, o personagem é submetido a tratamentos cruéis e
desumanos.
Tanto Elie Cheniaux como Jesus Landeira-Fernandez consideram que, embora o filme
ilustre alguns dos fatos que fundamentam o movimento antimanicomial brasileiro,
muitas generalizações indevidas têm sido feitas a partir dele. A internação psiquiátrica
de curto prazo é, muitas vezes, essencial para o tratamento de uma crise. Dessa maneira,
há filmes que favorecem mais o preconceito contra a psiquiatria do que contra o doente
mental. “Um estranho no ninho, de 1975, também se enquadra nesse cenário. Nele,
lamentavelmente os métodos terapêuticos são mostrados como formas de tortura”,
destaca Cheniaux.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 10:12
Wsquizofrenia é tema recorrente
É bom frisar que esse distúrbio nada tem a ver com loucura, problema de dupla
personalidade e fraqueza de espírito ou caráter
Da Redação
Desorganização do pensamento, delírios, alucinações, agitações psicomotoras e
isolamento são alguns dos sintomas que geralmente aparecem em quem tem
esquizofrenia – transtorno psicótico que acomete cerca de 1% da população mundial. É
bom frisar que esse distúrbio nada tem a ver com loucura, problema de dupla
personalidade e fraqueza de espírito ou caráter. Entre os filmes que têm como mote a
esquizofrenia, destaca-se Uma mente brilhante (2001).
Trata-se da biografia do matemático John Nash, ganhador do Nobel de Economia em
1994. No enredo, ele é apresentado como uma pessoa estranha, voltada imensamente
para o estudo, introvertido e isolado – características que os psiquiatras consideram
como os sintomas negativos da esquizofrenia. Ao longo da obra, Nash começa a ter
vivências extraordinárias quando passa a conversar com um colega de quarto na
universidade e a sobrinha deste.
Outro cenário de alucinação e delírio do transtorno é representado quando Nash passa a
ver um funcionário do Departamento de Defesa que o convida para ser um espião. Em
uma cena, ele acredita que está sendo vigiado pelos soviéticos. No ápice dessa perda de
contato com a realidade, ele é contido por um psiquiatra, que dá o diagnóstico de
esquizofrenia ao matemático.
A questão é que vários especialistas em saúde mental são unânimes ao afirmar que o
filme retrata esses fenômenos psicóticos de forma pouquíssimo fiel ao que, de fato,
acontece na esquizofrenia. “Em primeiro lugar, Nash frequentemente apresenta
alucinações visuais, que são raras. E é ainda mais incomum o fato de o matemático, ao
mesmo tempo, ver e ouvir essas pessoas”, destacam os professores Jesus LandeiraFernandez e Elie Cheniaux, no livro.
Os autores deixam claro que, na esquizofrenia, quando o paciente ouve uma voz,
dificilmente ele vê quem fala. “Além disso, Uma mente brilhante passa também a ideia
errônea de que Nash desenvolveu um método genial de lidar com a doença que o
permitiu se manter sem remédios”, diz o psiquiatra Amaury Cantilino, professor do
departamento de neuropsiquiatria da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Através desse depoimento, ele enfatiza que o tratamento medicamentoso é necessário
para promover a qualidade de vida de quem tem esquizofrenia.
Por outro lado, o fato de Uma mente brilhante não ter retratado fielmente o transtorno
não é, na visão artística, necessariamente um deslize. A maneira com que o filme foi
construído certamente foi um recurso para tornar o longa mais interessante,
principalmente se levarmos em consideração que o cinema é uma arte essencialmente
visual.
“É difícil filmes desse gênero traduzirem o adoecimento mental de forma convincente e
sem recorrer aos clichês em que os portadores de transtornos são geralmente
apresentados de forma caricata. Retratar os delírios de quem enfrenta esse tipo de
problema não é fácil”, diz o jornalista Alexandre Figueirôa, doutor em estudos de
cinema e audiovisual.
Em contrapartida, Amaury Cantilino acredita que alguns diretores parecem ter grande
capacidade em captar aspectos psicopatológicos difíceis de serem compreendidos pelo
público geral. “Ao ver Ilha do medo, de 2010, por exemplo, podemos ter uma excelente
dimensão do que pode ser uma vivência de uma pessoa num surto psicótico da
esquizofrenia”, julga o psiquiatra. “Esse filme pode ajudar a família a entender que o
paciente não consegue trazer o pensamento à realidade, mesmo que outra pessoa com
vários argumentos razoáveis o assegure de que as suas ideias não são reais.”
O diretor-adjunto da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de
Esquizofrenia (Abre), José Alberto Orsi, convive com esquizofrenia há quase 20 anos.
Ele reconhece que vários filmes utilizam recursos visuais e acrescentam características
aos personagens que fazem com que o enredo não retrate fielmente um transtorno
mental. “Apesar disso, eu gosto muito de Uma mente brilhante. Nele, consigo
identificar algumas características, no personagem principal, vividas por mim”, conta
Orsi. “As imagens traduzem muita coisa que experimentei em um dos meus surtos.”
Atualmente, ele tem a esquizofrenia sob controle: não possui mais alucinações desde
2001. “Sigo tratamento medicamentoso e encontrei na arte uma forma de envolvimento
social”, diz. Na Abre, em São Paulo, ele comanda um grupo de artes. “Nessa atividade,
reunimos os pacientes com esquizofrenia e as pessoas que não têm transtorno mental.
Nesse processo de harmonia, conseguimos combater o estigma que ronda os distúrbios”,
completa Orsi. Ele é exemplo de que enfrentar o adoecimento mental sem preconceito é
fundamental para se alcançar qualidade de vida.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 10:10
Um zoom nos labirintos da alma
Além de aguçar a curiosidade do público em geral sobre os transtornos mentais, cinema
é utilizado como instrumento de investigação por especialistas
Cinthya Leite
O jornalista Alexandre Figueirôa e o psiquiatra Francisco Lotufo Neto não se
conhecem, nunca trocaram sequer uma palavra. O primeiro possui uma bagagem imensa
de crítico cinematográfico, enquanto o médico é conhecido por ser expert em
psicopatologia e cultura. Ao abraçarem com louvor a área que dominam, eles se
encontram nesta reportagem especial sobre a saúde mental e o cinema. Ambos não
medem palavras ao recordarem o clássico O gabinete do Dr. Caligari (1919), dirigido
por Robert Wiene e que, nos primórdios do cinema, já fazia alusão à psiquiatria.
“O filme, da fase muda do cinema, traz a história de um sonâmbulo, sob o efeito de
hipnose, que comete vários crimes. Ao final, ficamos sabendo que o enredo é a visão de
um louco internado num hospício”, diz o jornalista. Sob o prisma psicopatológico,
Lotufo comenta: “O filme inicia uma longa tradição do cinema de representar o
psiquiatra e o portador de transtorno mental de formas estereotipadas”.
O psiquiatra faz esse relato no livro Cinema e loucura: conhecendo os transtornos
mentais através dos filmes (Artmed Editora, 288 páginas, R$ 89). A publicação, diga-se
de passagem, foi o pontapé inicial para a reportagem. Escrita pelo doutor em
neurociências e comportamento Jesus Landeira-Fernandez e também pelo doutor em
psiquiatria e saúde mental Elie Cheniaux, a obra mescla ciência, harmonia e
criatividade para percorrer o mundo mental de personagens de 184 filmes do cinema
nacional e estrangeiro.
Ao nos debruçarmos sobre o livro, uma pergunta há de se fazer: os filmes ajudam a
compreender melhor os distúrbios mentais? “Como qualquer obra artística, eles devem
divertir e provocar emoções na plateia. E podem ser úteis para promover uma maior
compreensão acerca dos transtornos se discutidos com um profissional da área, capaz de
apontar as imperfeições da obra na caracterização dos quadros clínicos psiquiátricos”,
afirma Elie, em entrevista para a reportagem.
A dinâmica do cinema alimenta tanto a curiosidade quanto às formas de adoecimento
mental que o tema começa a ser trabalhado em sala de aula. Em Maceió, o psiquiatra e
professor Flávio Soares de Araújo está à frente do curso de extensão cinema &
psiquiatria, ligado à Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).
As aulas são voltadas a estudantes e profissionais de diversos segmentos.
O último debate de agosto tratou da expressão artística e do caráter científico por trás
dos transtornos do humor. A discussão foi comandada com muita segurança pela dupla
de monitores Adriano Barboza, 22 anos, e Maria Carolina Marques, 24 – estudantes de
psicologia e de medicina, respectivamente. Cerca de 40 alunos acompanharam a aula,
que trouxe à tona o longa As horas (2002), que remete ao transtorno depressivo maior,
popularmente conhecido como depressão.
Após a exibição de As horas, os monitores convidaram a turma para a segunda parte da
aula, que faz reflexões sobre a abordagem artística do distúrbio. Em seguida, Adriano e
Carolina traçaram o perfil das três personagens do filme com depressão – entre elas, a
escritora Virgínia Woolf (o único caso não fictício). Ela mora na Inglaterra, na primeira
metade do século 20, e faz tratamento porque havia tentado o suicídio duas vezes.
Outra personagem do longa é Laura Brown, que vive em Los Angeles (EUA), em 1951.
Grávida do segundo filho, a dona de casa aparece sempre prostrada, sem vontade de
deixar a cama e com semblante de desespero. O trio se completa com Richard, que sofre
de aids e cuja depressão poderia ser secundária à infecção pelo HIV.
Embora Adriano e Maria Carolina mostrem detalhadamente os sintomas apresentados
pelos personagens do filme que podem ser bastante comuns a quem convive com a
depressão, o professor faz questão de ressaltar: “As obras cinematográficas nunca vão
retratar por completo a realidade por causa da veia poética que elas possuem”.
Ao criarem um elo com o real, os monitores fazem o recorte de Laura na cama para
relacionar o desânimo e a falta de energia, que formam uma condição típica do
transtorno depressivo maior. “Por outro lado, As horas traça a melancolia como algo
poético. E não funciona assim em quem tem depressão. É um quadro que precisa ser
tratado”, frisa Flávio de Araújo.
Nas próximas páginas, confira o debate sobre outros filmes que ilustram sinais,
sintomas e síndromes psiquiátricas.
Diario de Pernambuco - PE
16/09/2012 - 08:12
Cada vez menos leitos
SUS perdeu quase 42 mil vagas nos últimos sete anos, diz Conselho Federal de
Medicina
Da Redação
Levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) com base em dados do
Ministério da Saúde aponta que quase 42 mil leitos de internação do Sistema Único de
Saúde (SUS) foram desativados entre outubro de 2005 e junho de 2012. Entre as
especialidades mais atingidas com o corte, de acordo com a análise, estão a psiquiatria
(-9.297 leitos), a pediatria (-8.979), a obstetrícia (-5.862), a cirurgia-geral (-5.033) e a
clínica-geral (-4.912).
Mato Grosso do Sul é apontado como o estado brasileiro que mais perdeu leitos (26,6%), seguido pela Paraíba (-19,2%) e pelo Rio de Janeiro (-18%). Em números
absolutos, São Paulo aparece na frente, com a redução de 10.278 leitos, seguido por
Minas Gerais, com 5.177, e pelo Paraná, 3.057.
Já Roraima, segundo o levantamento, é o estado que registrou o maior aumento no
número de leitos no mesmo período (33,5%), seguido por Rondônia (23,6%) e pelo
Amapá (9,2%). Em números absolutos, o Pará aparece na frente, com 793 leitos criados,
seguido por Rondônia, com 622, e pelo Amazonas, com 360.
Por meio de nota, o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Ávila, avaliou que grande parte
dos problemas enfrentados pelo SUS passa pelo subfinanciamento e pela falta de uma
política eficaz de presença do Estado. O Ministério da Saúde apontou falhas no
levantamento. De acordo com a pasta, o CFM não fez uma interpretação correta dos
números, já que os dados não foram analisados ano a ano e os leitos remanejados não
foram levados em consideração.
Diario de Pernambuco - PE
16/09/2012 - 08:13
Brasil enfrenta epidemia de acidentes de trânsito
Incidentes geraram um gasto de R$ 200 milhões aos cofres públicos apenas no ano
passado
Divulgação
Levantamentos feitos pelo Ministério da
Saúde sobre internações hospitalares e gastos
com tratamento mostram que o Brasil enfrenta
“uma epidemia” de acidentes de trânsito,
segundo a coordenadora da Área Técnica de Vigilâncias e Acidentes da pasta, Marta
Maria Alves da Silva. Em 2011, foram internadas em hospitais da rede pública 153.565
vítimas de acidentes de trânsito, o que gerou um gasto de R$ 200 milhões aos cofres
públicos.
Mais de 150 mil vítimas foram
internadas em hospitais da rede
pública em todo o país
A agravante é que, do total das internações, praticamente a metade – 48% – envolveu
motociclistas. “Isso caracteriza uma situação epidêmica, e as causas mais comuns são:
direção perigosa e condução das motos por pessoas alcoolizadas”, destacou Marta
Alves. A técnica disse que o governo como um todo e não apenas o Ministério da
Saúde tem desenvolvido uma série de ações para reduzir os números de acidentes no
trânsito. Os investimentos são destinados principalmente à reestruturação dos centros de
saúde e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), além da preparação dos
profissionais de saúde.
O problema, segundo Marta Alves, é que apesar dos investimentos feitos as estatísticas
demonstram crescimento no número de acidentes e principalmente de óbitos ano a ano.
“É preciso inverter essa tendência com investimentos maciços em prevenção,
especialmente para conscientizar sobre o perigo do excesso de velocidade e de dirigir
alcoolizado”, frisou a técnica. Segundo ela, 30% dos leitos dos prontos-socorros são
ocupados por vítimas de acidentes de trânsito, e 25% dos condutores que dão entrada
nos hospitais morrem.
Os dados da Associação Brasileira de Medicina no Tráfego (Abramet) corroboram os
levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde. O presidente da entidade, Dirceu
Rodrigues Alves Júnior, ressaltou que a cada dez leitos ocupados nas unidades de
terapia intensiva (UTIs), quatro são por acidente de trânsito, especialmente condutores
de motos.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 07:48
Bisavôs saudáveis e de bem com a vida
Para chegar à terceira idade com qualidade de vida, receita é abandonar o sedentarismo
o quanto antes e cair na malhação
José Eduardo Barella
Daphinis de Lauro, 88 anos, Mitiko Nakatani, 80, e Ivone Ramos, 70, são bisavôs
saudáveis e de bem com a vida. Eles trilharam caminhos parecidos até atingir um vigor
invejável para pessoas da terceira idade – abandonaram o sedentarismo depois dos 50
anos, abraçaram uma atividade física e não pararam mais. Daphinis participa de
campeonatos de natação há 13 anos. Mitiko, uma celebridade entre os corredores de rua,
disputa provas há 23. Ivone começou a treinar natação 18 anos atrás, mas nos últimos
dois migrou para as corridas. A receita é uma rígida rotina de treinos cinco vezes por
semana, alimentação controlada e uma constatação: nunca é tarde para começar.
Razões não faltam para cair na malhação. Estudo divulgado neste ano pela Universidade
Harvard, nos Estados Unidos, indica que o sedentarismo estava relacionado a 5,3
milhões de mortes no mundo em 2008, pelo fato de ser um facilitador do
desenvolvimento de diabete, hipertensão, obesidade e até determinados tipos de câncer.
O número representa 9% de todas as mortes anuais de doenças crônicas não
transmissíveis do planeta, perdendo apenas para o tabagismo.
“O envelhecimento é um processo natural, mas é preciso se preparar com antecedência”,
afirma Sandra Matsudo, especialista em medicina esportiva da Universidade Federal de
São Paulo (Unifesp) e autora de trabalhos que relacionam envelhecimento e atividade
física.
Segundo Sandra, o corpo começa perder paulatinamente o vigor a partir dos 30 anos.
Entre os 50 e 60 anos, a perda de massa muscular é acentuada, principalmente nos
membros inferiores, afetando as articulações e o equilíbrio. Portanto, a atividade física a
partir dessa faixa etária atenua os efeitos do envelhecimento. “Praticar exercícios é
como fazer uma ‘poupança’ da saúde do corpo”, diz.
A maioria, porém, só passa a se mexer quando as doenças crônicas começam a se
manifestar. Foi o que aconteceu com Mitiko. Até os 54 anos, ela vivia à base de
remédios e calmantes para aplacar as dores nas costas e as crises de hipertensão que
tornavam sua vida um inferno.
Por recomendação médica, começou a caminhar. No início, uma volta no quarteirão por
dia. Aos poucos foi aumentando a distância até que alguém sugeriu que começasse a
correr. Indicada por um sobrinho, passou a treinar com o técnico Wanderlei de Oliveira,
um dos maiores especialistas do País.
Mitiko tinha na época 57 anos. “O efeito mais visível no início foi a melhora da
autoestima”, diz Oliveira. “Ela ajudou a derrubar o mito de que a idade é um fator
limítrofe para a prática de atividade física.” Mitiko diz que enfrentou preconceito.
“Quando comecei a treinar em pista, os jovens diziam que eu atrapalhava, que ali não
era lugar para uma idosa”, conta.
Com acompanhamento, ela entrou no circuito de provas de pista e de rua (3 km, 5 km e
10 km) que a credenciou a voos mais altos. Das três maratonas internacionais que
disputou, venceu duas na sua faixa etária. Seu currículo inclui o bicampeonato mundial
master, dez vitórias consecutivas na tradicional prova da São Silvestre e o recorde
brasileiro dos 800, 1,5 mil e 3 mil metros. Além de treinos técnicos, Mitiko – dois
filhos, três netos e um bisneto – faz musculação e hidroginástica. No ano que vem, ela
pretende abocanhar o tri do mundial master, que será disputado no Brasil.
Ivone tinha 51 anos quando começou a praticar exercícios, também por necessidade.
Mas aproveitou o conselho do médico vascular de incluir a natação no tratamento de
varizes para lançar um desafio a si própria: o de aprender a nadar. “Queria usar a piscina
de meu filho e não podia, pois era funda”, conta.
“Fiquei um ano tendo aulas num tanquinho. Aprendi e, quando tive segurança, parti
para o treinamento sério.” Em pouco tempo, Ivone passou a competir em torneios
master de natação, acumulando vitórias e recordes pessoais durante 17 anos. Sua rotina
incluía musculação e esteira. Em busca de novos desafios, decidiu trocar a natação pela
corrida de rua. Em dois anos, já completou cinco meias maratonas – na última delas, há
um mês, foi a campeã na sua faixa etária. Mãe de um casal de filhos, Ivone tem cinco
netos e dois bisnetos. Aparenta bem menos a idade que tem, treina seis vezes por
semana – dois deles na piscina – e reclama que é a única da família que pratica
exercícios. “Falei para o meu filho, que acaba de fazer 52 anos, que comecei na idade
dele. Ainda dá.”
Daphinis praticou atletismo na juventude, mas caiu no sedentarismo depois que
começou a trabalhar como autônomo. “Meu esporte era o trabalho”, brinca. Ele só saiu
da mesmice aos 56 anos, quando passou a nadar à noite numa academia perto de casa,
sem maiores pretensões ou acompanhamento. Aos 75, mudou de bairro e de academia,
matriculando-se na Competition, onde foi estimulado a treinar de forma séria.
Ele admite que enfrentou preconceito de amigos próximos, que consideravam a carga de
treinos pesada para sua idade. “Falavam que fazer exercício é muito chato, uma perda
de tempo para quem é velho”, diz. Daphinis lamenta que todos eles já tenham morrido.
“Eles se foram e ainda estou aqui.” Disciplinado, Daphinis acumulou mais de 50
medalhas em provas e ainda conseguiu arrastar a família para a prática de exercícios.
A mulher, de 84 anos, nada e faz musculação. O mais velho dos cinco filhos, hoje com
64 anos, compete em provas de 3 mil metros e 5 mil metros em mar aberto. Além deles,
uma nora, um neto e uma neta também malham na mesma academia. “Já fiz proposta
para me mudar para cá”, brinca. Daphinis reclama não ter ninguém de sua faixa etária
(85 a 90 anos) disputando provas master de natação. “Concorro contra mim”, diz.
Jornal do Commercio - PE
16/09/2012 - 10:27
Social do Agreste
Aniversário e trabalho
O presidente Luiz Henrique Soares vem acompanhado todos os detalhes e ações
desenvolvidas pela equipe do Icia para marcar as comemorações do 9º aniversário da
entidade. O Instituto do Câncer Infantil do Agreste aparece como uma das referências
quando o trabalho é o auxílio da criança com câncer no interior do Estado. A entidade
tem recebido substancial apoio direto da sociedade em todas as atividades.
Diario de Pernambuco - PE
16/09/2012 - 08:44
Cartas à redação
O que deveria ser prioridade
No lugar de um homem fazer caminhada política para eleger seu candidato, seria melhor
que visitasse as UPAs, hospitais e escolas para comprovar a verdeira situação de caos
que se encontram esses serviços. Para começar a visita, o ideal é que fosse às escolas da
periferia, pois lá iria constatar que muitas delas ainda não têm professor e bancas para
os alunos assistem às aulas.
José Carlos - Recife
Vereador fumacê
Um vereador do Recife, lendo a minha carta publicada nos jornais sobre a invasão de
pernilongos no Coque, pediu através de e-mail o meu endereço para fazer um ofício à
prefeitura no sentido de ser enviado um fumacê para a minha residência. Eu respondi
que as muriçocas do Coque não são tão burras assim, para escolher somente uma casa
para disseminar a dengue. Sugeri que requeresse essa providência para todo o bairro.
Cláudio de Melo – Olinda
Diario de Pernambuco - PE
16/09/2012 - 08:32
MV atrai investidor estrangeiro
Fundo de private equity apostou na pernambucana, com a compra de 20% das ações da
empresa
Da Redação
Divulgação
Paulo Magnus disse que a MV
estava fazendo trabalho de
governança corporativa
Um fundo de private equity norte-americano
que administra uma carteira de mais de US$ 5
bilhões resolveu apostar em uma empresa
pernambucana. O Insight Venture Partners
adquiriu 20% das ações da MV, especializada
em sistemas de gestão de saúde. O valor do
negócio não é revelado, mas o aporte será
suficiente para sustentar os planos de expansão
da MV no Brasil e em outros países da
América Latina, principalmente no México, na
Colômbia e no Chile.
De acordo com o presidente da MV, Paulo
Magnus, a empresa vinha há alguns anos
fazendo um grande trabalho de governança corporativa e de estruturação de suas
unidades nos estados. Paralelamente, vinha investindo na evolução tecnológica de seus
produtos, que hoje rodam 100% na nuvem, no ambiente Web.
“Temos crescido de forma orgânica e investido sempre com capital próprio. Dezenas de
fundos nos assediaram nos últimos dois anos, mas a gente sempre fugiu disso. A
característica desses fundos é entrar com data de saída definida e no final a empresa
compra as cotas do fundo. A gente não estava precisando contratar um financiamento
forçado”, conta Magnus.
E o que mudou para que a Insight pudesse entrar na sociedade? Segundo o executivo,
esse fundo é estratégico com forte atuação na área da tecnologia da informação (TI) e
vai ajudar a MV a crescer, principalmente articulando aquisições. O namoro começou
em dezembro de 2011. Durante o primeiro semestre deste ano, a Insight fez um trabalho
de levantamento e a parceria foi fechada em junho. “Eles têm gente no Chile, no
México. É um player global”, justifica Magnus. Os norte-americanos terão direito a dois
representantes no conselho da MV, composto por sete pessoas.
A MV atua em Angola desde 2003, mas está de olho na aquisição de empresas na
América Latina, para que a operação seja implantada de forma mais rápida. Foi assim
no Brasil. Em 2011, a pernambucana adquiriu a gaúcha Hospidata, primeira empresa de
software para a área de saúde no Brasil, que reúne a HDS Assessoria e Serviços e a HD
Processamento. Depois veio a carioca Microdata, que reúne a Microdata, a Centercall e
a Micropacs, especialista em softwares de gestão de imagens médicas.
A MV fechou 2011 com um faturamento recorde de R$ 100 milhões e prevê crescer
pelo menos 40% este ano. Para os próximos anos, com a entrada do fundo norteamericano, projeta-se uma expansão de mais de 30%. Atrelado ao planejamento e às
aquisições, a empresa pretende lançar, dentro de três anos, um IPO na Bolsa de Valores
de São Paulo.
Em 2012 a MV completa 25 anos de fundação. Seu carro-chefe é o sistema de gestão
SOUL MV, que atende a gestão administrativa e áreas afins de unidades de saúde,
inclusive em rede. Com sede no Recife e dez filiais espalhadas pelo país, a empresa
possui cerca de 800 empregados e uma carteira de clientes com mais de 500 instituições
de saúde.
Diario de Pernambuco - PE
16/09/2012 - 08:26
Miriam Leitão
Miriam Leitão
Num país com mais de 5.000 municípios, como combater a corrupção? A 2ª Câmara
montou estratégia de atuação que em seis meses resultou em mais de 200 ações ao
fiscalizar convênios de transferência voluntária para saúde e educação. O MP começou
a puxar o fio da meada por um crime documental: o de não prestação de contas:
Diario de Pernambuco - PE
16/09/2012 - 08:21
Diario Econômico
Cuidando da saúde
Os investimentos de R$ 60 milhões que a Rede D’Or fez na ampliação do Hospital
Esperança parece que agradaram à comissão da Fifa, que esteve no Recife, semana
passada. A entidade sinalizou que o Esperança, devido a sua estrutura, pode ser unidade
de saúde de referência para as Copa das Confederações e do Mundo.
Diario de Pernambuco - PE
16/09/2012 - 08:38
João Alberto
Festa do Português
O provedor Alberto Ferreira da Costa comanda hoje a comemoração dos 157 anos do
Hospital Português. Teremos, às 9h, Missa de Ação de Graças, seguida de sessão
solene no salão nobre da instituição, com homenagem ao mestre William Stanford e
coquetel.
Folha de Pernambuco - PE
16/09/2012 - 07:36
Farmácias populares II
Para o Ministério da Saúde, a incorporação destes medicamentos ampliará o orçamento
atual do Saúde Não Tem Preço em R$ 30 milhões por ano
Da Redação
Com o Programa Saúde Não Tem Preço, passando a entregar medicamentos para asma
de forma gratuita à população,os antiasmáticos brometo de ipratrópio, dirpoprionato de
beclometasona e sulfato de salbutamol foram incluídos na ação Saúde Não Tem Preço,
ao lado dos 11 medicamentos para hipertensão e diabetes. Vala também assinalar que,
nas 554 unidades próprias, é ofertado, gratuitamente, o sulfato de salbutamol em duas
apresentações. Já nas mais de 20 mil da rede privada, conveniadas ao Programa Aqui
Tem Farmácia Popular, são ofertados os três medicamentos em oito apresentações. Para
retirar os medicamentos, basta apresentar documento com foto, CPF e a receita médica
dentro do prazo de sua validade.
Para o Ministério da Saúde, a incorporação destes medicamentos ampliará o orçamento
atual do Saúde Não Tem Preço em R$ 30 milhões por ano. O orçamento de 2012 do
programa, sem contar os valores previstos para cobrir os custos com a inclusão dos
medicamentos para asma, é de R$ R$ 836 milhões.O MS lembra ainda que o Programa
Saúde Não Tem Preço também distribui, gratuitamente, nas farmácias populares,
medicamentos para hipertensão e diabetes. Desde o lançamento do programa, em
fevereiro de 2011, mais que quadruplicou o número de pessoas que retiram estes
remédios. A gratuidade também para a asma deve beneficiar até 800 mil pacientes por
ano.
Atualmente, o Programa Farmácia Popular atende 200 mil pessoas que adquirem
medicamentos para o tratamento da doença. A estimativa do Ministério da Saúde é a de
que este número possa quadruplicar, como ocorreu com os medicamentos para
hipertensão e diabetes após um ano de lançamento da gratuidade pelo programa Saúde
Não Tem Preço. A inclusão dos medicamentos para asma no programa aconteceu
porque, após a gratuidade da hipertensão e diabetes, foi percebido que a venda dos
medicamentos para asma foi a que mais apresentou crescimento nas farmácias
populares, chegando a 322% de aumento entre fevereiro de 2011 e abril de 2012.
Folha de Pernambuco - PE
16/09/2012 - 08:02
Assistência jurídica deve ser garantida
Defensoria Pública de Pernambuco atua em todo o Estado em várias áreas
Divulgação
É dever constitucional do Estado prestar
assistência jurídica integral e gratuita à
população que não dispõe de condições
financeiras para custear as despesas referentes
à honorários advocatícios, periciais e custos
judiciais ou extrajudiciais. Mas a quem
recorrer em casos como este? O que muitos
pernambucanos não têm conhecimento é de
que existe um órgão responsável por este
serviço, a Defensoria Pública de Pernambuco
(DPPE).
Há 14 anos o órgão atua garantindo a
concretização do dever do Estado, que é
propiciar a todos o acesso à Justiça.
Atualmente, o organograma da instituição é
dividido em subdefensorias espalhadas por
todo o Estado, com participação em áreas
como Cível, Criminal, causas coletivas, entre
outras. Os defensores atuam como agentes
transformadores sociais e, um dos seus objetivos é não abarrotar o Sistema Judiciário de
processos que, em muitos casos, poderiam ser resolvidos previamente.
Como o objetivo da Defensoria Pública é atender aqueles que não podem arcar com as
despesas de um processo, é realizado um trabalho de filtro sobre o perfil dos atendidos.
Mesmo assim, não existem critérios específicos que avaliem a condição do assessorado.
“A avaliação é feita pelo próprio defensor. É um caso muito subjetivo. É analisado o
quadro social em que a pessoa está inserida para dar continuidade ao atendimento”,
revelou a defensora pública Ângela Valdivino.
Alexandre Manuel, 45 anos, é um exemplo bem sucedido de uma pessoa que conseguiu
ter causa ganha com o intermédio da Defensoria Pública. Ele nasceu de sexo feminino,
mas há pouco mais de dois meses ganhou na Justiça o direito de realizar a cirurgia de
mudança de sexo, com todos os custos arcados pelo Estado. “Tentei resolver a questão
de maneira administrativa, com o Hospital das Clínicas e o Sistema Único de Saúde
(SUS). Como eles me falaram que tinha que arcar com as despesas, resolvi recorrer à
Defensoria”, revelou.
O trabalho no Interior do Estado é dividido entre as regionais, em alguns casos, a sede
fica em determinado município, que atende a demanda daquela região específica.
Somente 14 municípios não contam com um defensor público fixo, mas todos recebem
as visitas semanais destes profissionais para dar andamento aos casos.
“Vivemos um momento de transformação social e é isso o que define nossas ações. É
assim que compreendemos qual o passo que vai ser dado e as novas intervenções que
serão realizadas”, pontuou a Defensora Pública Geral do Estado, Marta Freire. Nos
municípios onde não existem representações físicas da Defensoria Pública, os
profissionais atuam no Fórum.
Atualmente, a palavra reformulação permeia os passos da DPPE. “Esta pode ser
considerada a instituição do Século 21, tendo em vista que é a única que promove a
inclusão social, realizando trabalhos diretos”, afirmou Marta Freire.
Folha de Pernambuco - PE
16/09/2012 - 07:53
Prefeitura de Sirinhaém divulga retificação
Texto traz mudanças em diversos tópicos do edital. Inscrições ficam abertas até o dia 20
Eutalita Bezerra
A Prefeitura de Sirinhaém, no Interior do Estado, distante 79 km do Recife, divulgou,
no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, retificações no edital do concurso para
provimento de vagas na instituição. O certame visa ao preenchimento de 132 vagas, que
envolvem profissionais de nível superior, médio e fundamental.
Dentre as mudanças, a principal é a data da aplicação da prova objetiva. O exame, que
estava previsto para o dia 28 de outubro, inicialmente, acontece somente no dia 4 de
novembro. A avaliação terá quatro horas de duração. Houve alteração, também, no
cargo de assessor administrativo. Para concorrer às vagas, é necessário que os
candidatos tenham concluído o ensino médio e conhecimento básico de Informática.
Houve retificação, ainda, na nota necessária para a análise da prova de títulos. O edital
afirma agora que somente serão computados os títulos aos candidatos que obtiverem
nota igual ou superior a 4, ou seja, que tenham sido classificados. O limite máximo de
classificação é de três vezes o número de vagas ofertadas, sendo considerados os
empates nesta última posição. Para os candidatos ao cargo de técnico de controle
interno, a novidade é que há mais uma vaga, totalizando quatro. Uma delas é reservada
a portadores de necessidades especiais. Também ganha postos o cargo de assessor
administrativo. Ao todo, agora, são cinco ofertas, sendo uma para deficientes.
Os critérios de desempate também foram incluídos no texto. Agora, sucessivamente, a
decisão beneficiará o candidato que tiver maior número de acertos na prova de
onhecimentos específicos, para todos os cargos que contenham esse conteúdo
programático; maior número de acertos na prova de Português, para todos os cargos que
contenham Matemática na segunda parte; maioridade civil e, havendo candidatos com
idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, estes terão preferência na classificação
sobre os demais em caso de empate.
A seleção oferece vagas para os cargos de advogado, médico de várias especialidades,
enfermeiro, orientador pedagógico, professor, auxiliar de enfermagem, educador social,
guarda municipal, fiscal de tributos, auxiliar de consultório dentário, agente de combate
às endemias e agente comunitário de saúde.
PRAZO
As inscrições estão abertas até o dia 20 e custam R$ 70 (nível superior), R$ 60 (nível
médio) e R$ 50 (nível fundamental). O boleto bancário poderá ser pago até o dia 21 de
setembro. Os salários variam de R$ 622 a R$ 5 mil. Para conferir o edital e/ou se
inscrever o candidato deve acessar o site do Instituto de Desenvolvimento Humano e
Tecnológico (IDHTec), www.idtech.org.br.
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