A Evolução da Contabilidade

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Curso de Ciências Contábeis
Artigo Original
A Evolução da Contabilidade
The evolution of accounting
Rayza Poliana Dias Augusto1, Tiago Braga1, André Gustavo Kruklis2
1 Alunos do Curso de Ciências Contábeis
2 Professor Curso de Ciências Contábeis
Resumo
Este artigo aborda o processo evolutivo da contabilidade em uma linha de tempo direcionada á
contabilidade estratégica. Desse modo, o objetivo da pesquisa é demonstrar os vários entendimentos que
se têm quanto á evolução da contabilidade, bem como caracterizá-la. Para atingi-lo, buscou-se numa
pesquisa bibliográfica, encontrar, primeiramente, a origem e o desenvolvimento até chegar nas principais
analogias entre a contabilidade financeira, neste estudo tida como “tradicional”, contabilidade gerencial e a
contabilidade estratégica. O estudo evidencia os aspectos que contribuiu ao desenvolvimento dos ramos da
contabilidade. Assim, por se tratar de uma metodologia de pesquisa bibliográfica, este artigo tem como base
os livros e artigos publicados em revistas que abordam esse campo de pesquisa. Portanto considera-se, ao
final deste trabalho, que a evolução da contabilidade gerencial estratégica pode ser compreendida como um
novo momento econômico que se desenvolve em nível mundial e que ainda há muito a se pesquisar,
constituindo-se num campo fértil para novas descobertas.
Palavras-Chave: Contabilidade; Evolução; Estratégica; Gerencial.
Abstract
This article discusses the evolutionary process accounting on a timeline will directed strategic management accounting.
Thus, the objective of the research is to demonstrate the different understandings that have as to the evolution of accounting and characterize it. To achieve it sought in a literature search, find, first, the origin and development until you
reach the main analogies between financial accounting, this study considered to be "traditional" management accounting and strategic accounting. The study highlights the aspects that contributed to the development of the branches of
accounting. Thus, because it is a bibliographical research methodology, this article is based on the books and articles
published in journals that cover this field of research. Therefore it is considered at the end of this work, the evolution of
strategic management accounting can be understood as a new economic moment that develops globally and there is still
much to research, becoming a fertile ground for new discoveries.
Keywords:
Accounting; Evolution; strategic ; management
Contato: [email protected]; [email protected]
Introdução
Este artigo aborda o processo evolutivo da
contabilidade
estratégica,
apresentando
a
importância do processo de gerenciamento
estratégico dentro das organizações. Para tornase possível esta pesquisa, buscamos informações
desde
a
origem
da
contabilidade,
o
desenvolvimento, a transgressão de técnica para
ciência, a caracterização da contabilidade
financeira e a contabilidade gerencial. Traçando
assim uma linha de tempo, que será apresentado
como processo evolutivo.
Antiga quanto á civilização humana a
contabilidade tornou-se presente na medida em
que a população precisava controlar e registrar
seus ganhos. Realizando os registros em paredes
de cavernas, o homem primitivo iniciou-se o
controle contábil 3.500 a.C, posteriormente
confeccionaram -se as fichas de barro, que era
armazenadas individualmente em envelopes
também de barro, representando este ato de
guardar estas fichas como o que conhecemos por
registros contábeis.
Nomeada Ciência Social a contabilidade
não limita-se apenas á observar, porém a explicar.
Estudando e praticando os atos direcionados a
administração
econômica
da
empresa
a
contabilidade deixou-se de ser apenas técnica
alterando-se para ciência, pois com o passar dos
anos percebeu-se que o foco não era apenas o
registro e controle do patrimônio.
O que surgiu primeiro, a contabilidade
como técnica ou como ciência? Sabemos que
contabilidade é tão antiga quanto à origem do ser
humano. A técnica contábil surgiu primeiro nos
negócios privados, adotados primeiramente pelos
comerciantes italianos do sec. XIII. Sendo assim
percebe-se que primeiro surgiu as técnicas
contábeis, entretanto o motivo da contabilidade ser
considerada como ciência será uns dos assuntos a
serem abordados neste artigo. Vale ressaltar que a
contabilidade tornou-se uma ciência social, em
virtude que as informações geradas são
estudadas, analisadas e interpretadas pelo
contador, auxiliando assim as pessoas jurídicas
com objetivo de buscar respostas, evitar
problemas e projetar soluções. Dessa forma o
contador tem um papel de extrema importância na
sociedade, pois auxiliando as empresas toda a
sociedade é beneficiada.
As tomadas de decisões evoluiu no que
refere-se as informações contábeis. Nos últimos
anos foram observados um surgimento de uma
nova ferramenta, sendo esta voltado ao processo
decisório por intermédio da contabilidade
gerencial. A evolução da economia no mundo e a
necessidade de informações mais competitivas
fizeram com que a contabilidade atenta-se para os
ambientes externos das empresas, com o foco
direcionado
ao
futuro
estabelecido
pela
administração
para
atender
necessidades
estratégicas e operacionais, utilizando-se do
processo de mensuração física e operacional de
forma á estar integrada no processo decisório das
organizações. Detalhes desta pesquisa serão
abordados no decorrer deste artigo apresentando
princípios, características, modelos e fundamentos
necessários.
Problemática
Quais os principais ramos da contabilidade
contribuíram para a evolução da ciência contábil e
sua perspectiva de futuro?
Objetivo Geral
Realizar estudo sobre a evolução da contabilidade
ao longo da sua existência, destacando as
mudanças no foco da informação.
Objetivos Específicos
•
Identificar o surgimento dos primeiros
registros contábeis.
•
Relatar
o
desenvolvimento
da
contabilidade conforme as necessidades
da sociedade.
•
Identificar os principais ramos da
contabilidade e como eles foram
evoluindo.
•
Relatar a mudança
informações contábeis.
no
foco
das
Materiais e Métodos
O presente artigo tem como finalidade
realizar um estudo sobre a evolução da
contabilidade ao longo da sua existência,
destacando as mudanças no foco da informação
contábil.
Diante de tais características, este artigo
classifica-se como descritiva por preocupa-se em
analisar fatos e interpretá-los sem interferir
diretamente neles.
“Infere-se do exposto que a pesquisa
descritiva configura-se como um estudo
intermediário
entre
a
pesquisa
exploratória e a explicativa, ou seja, não é
tão preliminar como a primeira nem tão
aprofundada como a segunda. Nesse
contexto, descrever significa identificar,
relatar, comparar, entre outros aspectos”
(BEUREN, 2004).
Gil (2010) afirma que com base na
classificação da pesquisa segundo seus métodos,
podemos usar o método por delineamento.
Entende-se o planejamento da pesquisa
em sua dimensão mais ampla, que
envolve os fundamentos metodológicos, a
definição dos objetivos, o ambiente da
pesquisa e a determinação das técnicas
de coleta e análise de dados.
Nesse contexto, para que os objetivos
presentes sejam alcançados é importante definir
os procedimentos a serem utilizados.
Por se tratar de um assunto baseado em
documentos disponíveis em sites, livros, leis,
artigos e afins. Pode-se afirmar que o trabalho
proposto utilizará procedimentos bibliográficos e
documentais.
A pesquisa bibliográfica possibilita maior
entendimento acerca do tema. Beuren (2004)
afirma que a pesquisa bibliográfica objetiva
recolher informações acerca de um problema para
o qual se procura resposta.
O material consultado na pesquisa
bibliográfica abrange todo referencial
já tornado público em relação ao
tema de estudo, desde publicações
avulsas, boletins, jornais, revistas,
livros,
pesquisas,
monografias,
dissertações, teses, entre outros. Por
meio dessas bibliografias reúnem-se
conhecimentos sobre a temática
pesquisada. Com base nisso é que se
pode elaborar o trabalho monográfico,
seja ele em uma perspectiva histórica
ou com intuito de reunir diversas
publicações, isoladas e atribuir-lhes
uma nova leitura (BEUREN, 2004).
Alguns materiais utilizados não possuem
um tratamento analítico, como exemplo as leis
utilizadas, dessa forma o trabalho também se trata
de uma pesquisa documental.
A pesquisa documental é constituída
pelo exame de materiais que ainda
não receberam um tratamento
analítico
ou
que
podem
ser
reexaminados com vistas a uma
interpretação nova ou complementar.
Pode oferecer base útil para outros
tipos de estudos qualitativos e
possibilita que a criatividade do
pesquisador dirija investigação por
enfoques diferenciados (NEVES,
1996).
Em relação à abordagem do problema, é
um
estudo
do
tipo
qualitativo,
pois,
especificamente nessa pesquisa não se pretende
empregar instrumentos estatísticos nem numerar
ou medir unidades. Portanto a abordagem
qualitativa parece ser a mais adequada.
Beuren (2004) destaca que uma das
formas mais adequadas para se conhecer um
fenômeno social é aborda-lo qualitativamente.
Uma
pesquisa
qualitativa
objetiva-se
principalmente
em
obter
um
maior
aprofundamento do objetivo da pesquisa,
compreendendo e analisando processos vividos
pela sociedade.
Discussão
Estudos revelam que a Contabilidade é tão
antiga quanto à própria civilização humana. Não
há um fato histórico que registre a origem dessa
ciência, pois, acredita-se que ela está presente
desde as primeiras manifestações humanas.
Iudícibus
(2000)
descreve
que
a
contabilidade é tão antiga quanto á origem do
homem pensante. Historiadores remontam os
primeiros sinais da existência de contas
aproximadamente a 4000 anos a.C.
Marion (2009) define a função da
contabilidade no início da civilização, como a
ferramenta de avaliação das variações da riqueza
do homem, ou seja, os acréscimos e decréscimos
de determinado período.
O homem primitivo ao inventar as primeiras
ferramentas e instrumentos de caça e pesca, ao
contar seu rebanho e controlar seus bens já
estava praticando o ato de contabilizar de uma
forma rudimentar. (Cotrin, Santos e Júnior, 2012).
Como o homem não sabia escrever, a forma
que encontrava para registra seus feitos realizados
durante o dia era a artística. Ao voltar da caça e da
colheita dos frutos, fazia o registro em pinturas
gravadas nas paredes das cavernas. A sua
maneira, o homem primitivo realiza os registros e
controles contábeis (Luiz, 2009).
Á medida que o homem passou a acumular
riquezas precisava saber qual a maneira de
registrar e controlar esses ganhos, pois, tais
informações passavam a ser cada vez mais
numerosas, dificultando a memorização.
Essa foi considera a fase empírica da
Contabilidade, segundo Marion (2009). Utilizavam
desenhos, figuras e imagens para identificar o
patrimônio existente.
Os fatos registrados evidenciavam uma
pequena parcela do que, com o passar dos anos,
o homem descobria sozinha como registrar seus
bens através da desconhecida contabilidade
(José, 2009).
Para Sá (1997), o nascimento da
Contabilidade é o da inscrição de elementos da
riqueza patrimonial, passando, aos poucos, a
registros de melhor qualidade.
Conforme o homem passou a aumentar
seus bens, preocupava-lhe saber quanto poderiam
render e como aumentá-los, dificultando assim a
memorização pela quantidade de informações.
Com isso o homem sente a necessidade de
registrá-los. (Cotrin, Santos e Júnior, 2012)
Com o passar do tempo, esses registros
contábeis foram sendo aprimorados e se
adequando com a realidade do momento. (José,
2009)
O que toda história tem mostrado é que a
Contabilidade vem adquirindo espaço na
sociedade e tornando-se cada vez mais importante
à medida que há desenvolvimento econômico.
(Marion, 2009)
O Desenvolvimento da Contabilidade
Os principais estágios da evolução da
contabilidade e sua representação simbólica são
descritas segundo Santos et al (2007) da seguinte
maneira:
• 8.000 a.C. eram utilizadas simples
fichas de barro de vários formatos para
controle de estoque e do fluxo de produtos
agrícolas e serviços.
• 4.400 a.C. as fichas tornam-se
complexas, com cortes em forma de linhas
ou pontuações, aparecendo no antigo,
bem como em novos formatos, coincidindo
com a origem do Estado.
• 3.250 a.C. surgimento do esquema de garantia, com o selo sobre os envelopes de barro para proteger as fichas
contábeis e sistema de amarras de garantia para salvaguardar as fichas contábeis
perfuradas.
• 3.200 a.C nas superfícies dos envelopes de barro era também impressa
cada ficha colocada no seu interior para
revelar facilmente os ativos e o patrimônio
representado pelo conteúdo das fichas –
constituindo uma espécie de partida dobrada.
• 3.100 a 3.000 a.C criação dos primeiros pictográficos, com incisões feitas
em pedras moles. Esse estágio foi também o começo da contagem abstrata e da
escrita.
Schmidt (2000) afirma que depois de 3.250
a.C as fichas de barros eram armazenadas em
envelopes de barro que eram lacrados e
apresentavam do lado de fora uma ficha impressa
identificando o conteúdo de cada envelope. Como
ainda não existia escritas nem livros contábeis, o
ato de guardar as fichas dentro dos envelopes
significava o registro das quantidades de vários
ativos (atual débito) e o ato de imprimir no exterior
do envelope os dados pertinentes a cada ficha
pode ser considerado uma contra-entrada (atual
crédito) pelo sistema contábil.
• Em 1202, na Itália, foi publicado o
livro "Liber Abaci" de Leonardo Pisano,
que estudava na época as técnicas matemáticas, pesos e medidas, câmbio, etc.,
tornando o homem mais evoluído em conhecimentos comerciais e financeiros. Foi
um período de grandes descobertas para
a história do mundo e também da contabilidade, ficando conhecido como a Era
Técnica.
• Em 1453, os turcos tomam Constantinopla, o que fez com que grandes sábios bizantinos emigrassem, principalmente para Itália;
• Em 1492, é descoberta a América
e, em 1500, o Brasil, o que representava
um enorme potencial de riquezas para alguns países europeus;
• Em 1517, ocorreu a reforma religiosa; os protestantes, perseguidos na Europa, emigram para as Américas, onde se
radicaram e iniciaram nova vida.
• Em 1.809, na Itália, a Contabilidade chega à universidade sendo lecionada
com a aula de Comércio da Corte.
• E a partir de 1920, aproximadamente, inicia-se a fase de predominância
norte-americana dentro da Contabilidade
(História da Contabilidade, 2015).
A Contabilidade como Ciência
Conforme a definição de Fonseca( 1989):
Ciência é um sistema de
conhecimentos relativos a determinadas
relações observadas ou reveladas. A
ciência nada ordena, nada aconselha e
nem prescreve, limita-se apenas a
observar e explicar.
Lakatos (1991) apresenta a ciência como
um sistemático conhecimento com objeto limitado
capaz de ser submetido à verificação. Para isso,
utiliza-se de um conjunto de atitudes e atividades
racionais.
A ciência não se resume apenas a
experimentos, ela é mais abrangente e completa.
O experimento é ponto fundamental para o
desenvolvimento das ciências exatas e biológicas
ou da natureza, que são bem representadas pela
física e pela biologia. Porém, essa teoria não é
bem partilhada nas disciplinas de ciências
humanas e sociais (Francelin, 2004).
Théophilo (1998) define que a ciência é
reconhecia por três critérios: a confiabilidade do
seu corpo de conhecimentos, sua organização e
seu método.
Para que uma área do conhecimento seja
considerada ciência, ela precisa apresentar uma
série de características conforme define Padoveze
(2009). Dentre esses requisitos podemos citar:
a) Ter objeto de estudo próprio, como um
campo de atuação dos fenômenos em que ela se
debruça;
b) Utilizar-se de métodos racionais ou científicos;
c) Deve ter um corpo de teorias, normas e
princípios;
d) Apresentar o caráter de certeza dos seus
enunciados;
e) Estar em evolução e relacionar-se com os
demais ramos de conhecimento científico;
f) Ter o caráter de generalidade em seus estudos e aplicações;
g) Seus resultados serem comprovados.
Com base nesses requisitos, pode-se qualificar a contabilidade como uma ciência, pois atende as exigências descritas, conforme descrito
abaixo:
a) Tem objeto de estudo, que é o patrimônio
e os eventos econômicos que alteram esse patrimônio;
b) Utiliza-se de método racional, que é o Método das Partidas Dobradas;
c) Estabelece relações entre os elementos
patrimoniais, válidas em todos os espaços
e tempos, ou seja, é um ramo de conhecimento universal e permanente;
d) Apresenta-se em constante evolução;
e) O regime Contábil é regido por um conjunto de leis, normas e princípios, ou seja,
tem um conjunto de princípios contábeis.
f) Seus estudos têm o carácter de generalidade, ou seja, os mesmo eventos econômicos reproduzidos nas mesmas condições provocam os mesmo efeitos;
g) Tem caráter preditivo, isto é, os modelos
contábeis permitem a construção de modelos de decisão para eventos futuros;
h) Suas aplicações podem ser comprovadas
por evidências posteriores, confirmando o
i)
caráter de certeza na afirmação de seus
enunciados.
Utiliza-se de instrumentos das ciências da
Matemática, Filosofia, Economia, Direito,
Administração, etc.. Relacionando assim
com os demais ramos do conhecimento.
Para Coelho e Lins (2010):
A contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação e
controle relativas aos atos e fatos da administração econômica.
Da técnica à Ciência Contábil
Pode-se definir a técnica como um conjunto de procedimentos e de processos, ordenados e
concretos aplicáveis na realização de objetos específicos. A técnica não é apenas para fins materiais, mas também para fins abstratos e tem alcance
limitado à sua finalidade. Ela também não é auto
renovável, tornando-se obsoleta quando houver
alteração no objetivo inicialmente proposto. (Santos, 2001)
Segundo Schmidt (1998):
(...) técnica pode ser definida como
o aproveitamento ordenado dos recursos
e das forças naturais, baseado no conhecimento da natureza e colocado a serviço
da satisfação das necessidades humanas.
A técnica não se preocupa com a produção
de conhecimento, pois o conhecimento já foi fornecido pela ciência. A técnica apenas utiliza e
aperfeiçoa aquilo que a Ciência já produziu.
A ciência já é mais abrangente, pois possui
um objeto de estudo, se basea em normas e teorias, está em constante evolução e utiliza-se de
outras áreas da ciência.
Conclui-se que a Contabilidade passou da
Técnica à Ciência com o passar dos anos, pois no
início o foco era apenas o registro e controle do
patrimônio, com o objetivo de identificar o lucro
obtido em determinado período. Posteriormente
tais informações foram sendo utilizadas para a
tomada de decisão dos gestores e para a análise
da empresa por diversos usuários (internos e externos).
As demonstrações contábeis passaram a
ser instrumentos de informações gerenciais retratando além do lucro e da rentabilidade, o valor
econômico gerado por suas atividades.
Contabilidade Financeira
A contabilidade financeira foi a primeira a
surgir, tendo como finalidade registrar e classificar
os fatos contábeis originados das transações da
empresa. É a origem da contabilidade (Mauss et
al., 2006).
Segundo Frezatti, Aguiar e Guerreiro (2007)
a diferenciação da contabilidade financeira dos
outros ramos da contabilidade é dada pela
distinção do usuário da informação, que, na
contabilidade financeira é o público externo. Os
principais usuários da contabilidade financeira são
os investidores, autoridades governamentais e
credores. A contabilidade gerencial e a
contabilidade de custos, por exemplo, é voltado
para os gestores da companhia, o alvo é o público
interno.
Para
Crepaldi
(2008),
contabilidade
financeira é o sistema de geração de
demonstrações financeiras para propósitos
externos. Este sistema é muito influenciado por
órgãos ou autoridades que regem os princípios e
normas contábeis. Essa influência é dada pela
vinculação da contabilidade financeira ás normas
contábeis, devendo-se obedecer às alterações da
norma.
A contabilidade financeira é a responsável
pela geração de informações ao público externo e
é pautada pelos princípios e normas de
contabilidade. Assim, a contabilidade financeira se
confunde com as demonstrações contábeis que
também necessita atender os princípios e normas
contábeis. (Frezatti, Aguiar e Guerreiro, 2006).
O objetivo da contabilidade financeira é
fornecer informações acerca da situação financeira
da entidade e informações que sejam úteis ao
público
externo
(investidores,
credores,
autoridades governamentais) de maneira que o
usuário tenha suporte para a tomada de decisão
ligada ao fornecimento de recursos à entidade
(CPC 2011).
Segundo Mauss et al. (2006) a contabilidade
financeira representa a contabilidade geral que é
necessária a todas as empresas de forma
obrigatória,
visa
fornecer
informações
necessidades às autoridades governamentais e
demonstrar a situação financeira da entidade para
investidores e credores, obedecendo as normas
contábeis.
Contabilidade
financeira
expressa
a
situação patrimonial, econômica e os resultados
alcançados pela companhia. É ela a contabilidade
geral, necessária a todas as empresas e que
dependendo da área de atuação da entidade,
pode ser denominada como agrícola, bancária,
pública, comercial, industrial, hospitalar, dentre
outras (Mauss et al., 2006).
Para Martins (2002) aproximadamente a
partir de 1930 os investidores com interesses em
proteger o seu capital aplicado nas empresas,
influenciaram as autoridades a regulamentar um
ramo diferente da contabilidade convencional: a
contabilidade para utilização externa. Para atender
aos seus usuários, esse tipo de contabilidade,
também chamada de financeira, precisou
padronizar-se ao redor de determinados princípios,
que seriam as bases da preparação dos
demonstrativos contábeis das empresas.
Para garantir um padrão de
uniformidade das informações contábeis
para
os
usuários
externos,
a
Contabilidade Financeira é estruturada em
cima de normas que valem para todas as
empresas.
Essas
normas
são
apresentadas como práticas contábeis. As
práticas contábeis são fundamentadas em
princípios contábeis (Padoveze, 2012).
Demonstrações Contábeis e os Princípios Contábeis
No Brasil, essas informações destinadas ao
público externo foram instituídas obrigatórias pelas
leis 6.385 e 6404 de 1976. As leis ficaram conhecidas como Leis das Sociedades Anônimas e estabeleciam que ao final de cada exercício social
(ano), as Sociedades Anônimas tanto de Capital
aberto e fechado deveriam elaborar as demonstrações contábeis com base na escrituração contábil
(Iudícius et al 2009).
As demonstrações Contábeis obrigatórias
conforme a lei 6.404/76 eram: Balanço Patrimonial, Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados, Demonstração do Resultado do Exercício,
Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.
Em 2007 a lei 6.404/76 foi alterada pela lei
11.638 de 28 de dezembro de 2007 com o intuito
de padronização e harmonização das Normas
Internacionais de Contabilidade. A partir de 2008
as Demonstrações Contábeis obrigatórias passaram a ser:
• Balanço Patrimonial;
• Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados;
• Demonstração do Resultado do
Exercício;
• Demonstração dos Fluxos de Caixa;
e
• Demonstração do Valor Adicionado
(se companhia aberta)
No Brasil, a Estrutura contábil e os critérios
de avaliação constam da lei 6.404/76, a legislação
das Sociedades por Ações, mas que foi estendida
para todos os tipos de sociedades. Essa legislação
foi adaptada para abrigar as Normas Internacionais de Contabilidade pelas alterações promovidas
pela lei 11.638/2007 e 11.941/2009 (Padoveze,
2012).
As principais mudanças da lei 6.404/76 foram a substituição da Demonstração das origens e
Aplicações de Recursos (DOAR) pela Demonstração dos Fluxos de Caixa e a inclusão da Demonstração do Valor Adicionado. Outra alteração significativa foi na estrutura do Balanço Patrimonial.
Segundo Ferreira, Alves e Silva (2010) a
implementação das Normas Internacionais de
Contabilidade (IFRS) com a lei 11.638/2007 é entendida como um grande avanço por transformar
as demonstrações financeiras em um instrumento
efetivo de gestão do negócio, mais transparente e
confiável para os investidores.
Conforme o CPC 26, as Demonstrações
Contábeis são aquela cujo propósito reside no
atendimento das necessidades dos usuários
externos que não se encontram em condições de
requerer relatórios específicos para atender às
suas necessidades peculiares.
Para assegurar a confiabilidade dessas
demonstrações, a entidade deverá seguir as
doutrinas e normas da ciência da contabilidade.
Segundo Iudícibus et al (2009), os relatórios
contábeis utilizam de vários conceitos, como o
custos de reposição, custos imputados e
econômicos, etc. Contudo o principal conceito são
os Princípios Fundamentais de Contabilidade.
Os
Princípios
Fundamentais
de
Contabilidade
foram
regulamentados
pela
Resolução nº 750 de 1993 do Conselho Federal
de Contabilidade (CFC). Posteriormente, em 28 de
maio de 2010 o CFC em convergência com as
Normas Internacionais de Contabilidade, entendeu
que alterar o nome para Princípios de
Contabilidade era suficiente para o perfeito
entendimento dos usuários das demonstrações
contábeis e dos profissionais da Contabilidade.
Os Princípios de Contabilidade conforme a
Resolução 750/93 do CFC são:
• Entidade;
• Continuidade;
• Oportunidade;
• Registro pelo Valor Original
• Competência; e
• Prudência
Os princípios contábeis são regras gerais ou normas fundamentais e devem constituir o núcleo essencial no qual todo profissional deve seguir, com o intuito de haver convergência de entendimento sobre as práticas
contábeis, a fim de dar uniformidade e harmonia à ciência contábil (Coelho e Lins, 2010).
A Revolução Industrial e a Contabilidade
de Custos
A Revolução Industrial início entre os
séculos XVIII e XIX na Europa com a substituição
do trabalho artesanal pelo uso de máquinas e a
produção em grande escala.
A Inglaterra foi a pioneira na Revolução
Industrial por possuir uma rica burguesia, que
consequentemente ampliava seus negócios,
possuía grandes reservas de carvão mineral em
seu subsolo, que era a principal fonte de energia
para movimentar as máquinas e as locomotivas à
vapor, grandes reservas de minério de ferro, a
principal matéria-prima utilizada nesse período e
grande mão de obra disponível devido a imigração
do campo para os centros urbanos.
Para atender a demanda crescente
e sustentar a população cada vez maior,
fazendas e fábricas maiores, exigindo
mais equipamentos, tornaram-se comuns.
Mais capitais era necessário e os bancos
foram
surgindo
para
fornecê-los
(Hendriksen, 2014).
A busca por maiores lucros, menores custos
e produção acelerada devida a grande demanda,
fez com que a tecnologia do período se
desenvolvesse. O surgimento da máquina a vapor
revolucionou o modo de produzir.
Coelho e Lins (2010, p.279) afirma:
Com o advento da revolução
industrial, houve um aumento substancial
das operações de compra e venda,
acarretando
a
necessidade
de
informações mais detalhadas dos custos
de produção, principalmente na avaliação
mais precisa e permanente dos estoques,
com a inclusão dos custos de depreciação
(fixo).
Com essas mudanças no processo
industrial, o crescimento das empresas e a
necessidade de controle dos gastos, a
contabilidade de Custos passou a se desenvolver
e ser vista como um importante instrumento para a
melhoria e controle do desempenho das
organizações.
Á medida que aumentava a necessidade de
informação sobre os custos de produção e os
custos a serem atribuídos à avaliação de
estoques, o mesmo acontecia com a necessidade
de sistemas de contabilidade de custos.
(Hendriksen, 2014)
Esse desenvolvimento ocorre entre 1880 e
1910, nas metalúrgicas americanas, através de
uma gama de novas técnicas de mensuração de
custos, para analisar a produtividade das tarefas e
associar lucros a produtos. Tais técnicas
representaram um profundo impacto sobre a
prática contábil do século XX, ainda que os
engenheiros
e
administradores
que
as
desenvolveram não demonstrassem um interesse
intrínseco na contabilidade como tal. (Mauss; et
a.,2007).
Além da preocupação em melhor avaliar os
estoques, a revolução industrial modificou a
sistemática gerencial da contabilidade pela visão
distinta que se passou a tomar sobre temas de
impacto na área contábil, tais como: Formação de
preços
e
Controle
e
mensuração
de
desempenhos. (COELHO; LINS, 2010)
Com o passar dos anos, a Contabilidade de
Custos passa a ter mais duas funções relevantes:
o auxilio ao Controle e a ajuda às tomadas de
decisões. A missão do Controle é fornecer dados
para o estabelecimento de padrões, orçamentos e
outras formas de previsão e, num estágio
imediatamente
seguinte,
acompanhar
o
efetivamente acontecido para comparação com os
valores anteriormente definidos. A tomada de
decisões consiste na alimentação de informações
sobre valores relevantes que dizem respeito às
consequências de curto e longo prazo. (Martins,
2003)
Com isso a Contabilidade de Custos que
inicialmente se limitava a fornecer elementos para
a avaliação dos estoques e apuração dos
resultados, passa a fornecer dados de custos para
o controle e a tomada de decisão através da
Contabilidade Gerencial.
A contabilidade Gerencial
Para auxiliar os gestores no processo
decisório, a contabilidade gerencial pode ser
compreendida como á abordagem de várias
técnicas e procedimentos contábeis estudados na
contabilidade financeira e de custos. Sendo tanto
um aprimoramento qualitativo como quantitativo
(IUDÌCIBUS, 1998).
A contabilidade gerencial pode ser definida
por diversos conceitos, considerando seus
elementos de principal entendimento á informação
e a gestão. Seu direcionamento são os usuários
internos das entidades que utilizam das
informações contábeis para o processo de
planejamento, controle e tomada de decisões.
Atkinson et al. (2011, p. 36), definem que:
A contabilidade gerencial é o
processo de identificar, mensurar, relatar e
analisar informações sobre os eventos
econômicos das organizações.
Horngren, Sundem e Stratton (2004, p. 4)
consideram que:
A contabilidade gerencial é o
processo
de
identificar,
mensurar,
acumular, analisar, preparar, interpretar e
comunicar informações que auxiliem os
gestores
a
atingir
objetivos
organizacionais.
As mudanças na gestão dos negócios,
devido o aumento da concorrência e a escassez
de recursos disponíveis, aumenta a necessidade
de informações que auxiliem os administradores
nas tomadas de decisão. A Contabilidade
Gerencial vem preencher essa lacuna produzindo
informações objetivas, úteis e relevantes através
dos conhecimentos da contabilidade financeira e
outras áreas de negócios. (Crepaldi, 2008)
O objetivo da Contabilidade Gerencial é
atender a todos os aspectos da gestão das
entidades onde se torna necessária a informação
contábil. Portanto, sua abrangência é a empresa
como um todo, desde as suas necessidades
estratégicas e de planejamento até as suas
necessidades de execução e controle. (Padoveze,
2012)
A contabilidade gerencial é caracterizada
por várias técnicas e procedimentos contábeis
úteis à administração. Seu objetivo é facilitar o
planejamento, avaliação desempenho e controle
dentro da organização com o objetivo de utilizar de
forma apropriada os recursos disponíveis. (Santos;
Rosa 2010)
A
Contabilidade
Gerencial
preocupa-se mais com o futuro, dá menos
ênfase à precisão, enfatiza segmentos de
uma organização ( em lugar da
organização como um todo), e não é
governada por princípios contábeis
aceitos, além de não ser obrigatória.
Garrison (2007,):
Segundo Iudícius (1998), os procedimentos
contábeis e financeiros são essenciais para a
tomada
de
decisão
da
empresa.
Tais
procedimentos como o orçamento e planejamento
empresarial e o fornecimento de informes
contábeis e financeiros para a decisão entre
cursos de ação alternativos, recaem sobre o
campo da contabilidade gerencial.
A Contabilidade Gerencial tem como foco o
usuário interno e as necessidades de informações
de todos os níveis da administração, e não tem
regras específicas a serem seguidas. Ela está
ligada à necessidade de informações para
planejamento, controle, avaliação de desempenho
e tomada de decisão. (Padoveze, 2012)
Características da Contabilidade Gerencial
As principais características básicas da
contabilidade gerencial são descritas segundo
Crepaldi (2008) da seguinte maneira:
• Público alvo: funcionários, gerentes, executivos.
• Objetivo: Informar as decisões internas tomadas por funcionários e gerentes; dar feedback e controlar o desempenho operacional.
• Posição no tempo: atual orientada
para o futuro.
• Restrições: sem regras estabelecidas; sistemas e informações determinados pela administração para entender as
necessidades estratégicas e operacionais.
• Tipo de informação: financeiras
mais medidas operacionais e físicas sobre
processos, tecnologias, fornecedores, clientes e concorrentes.
• Natureza da informação: mais subjetiva e sujeita a juízo de valor valida, relevante, precisa.
• Escopo: desagregada; informar
decisões e ações locais.
Evolução
No final do século XIX, com o advento das
grandes companhias de produção industrial,
tornaram-se necessárias novas técnicas de
controle e custeio dos produtos.( Grzeszezeszyn,
2005)
Segundo Schmidt (2000), foi neste período
que se desenvolveu as primeiras contribuições à
contabilidade gerencial, com a apresentação de
algumas formas utilizadas para calcular o custo de
produção real, incluindo custos indiretos e
alocação de despesas indiretas. Com o
crescimento das empresas, mais era exigido da
contabilidade como fonte de informações e
controle dos resultados da gestão.
Padoveze (2012) descreve quatro estágios
referentes á evolução e mudança da contabilidade
gerencial:
• Estágio 01: antes de 1950, o foco
era na determinação do custo e controle
financeiro. Era utilizadas técnicas de orçamento e contabilidade de custos.
• Estágio 02: Por volta de 1965, o
foco foi mudado para o fornecimento de informação para o controle e planejamento
gerencial. Utilizava-se da análise de decisão e contabilidade por responsabilidade.
• Estágio 03: Por volta de 1985, a
atenção foi focada na redução do desperdício de recursos usados nos processos
de negócios. A análise era realizada pela
administração estratégica de custos.
• Estágio 04: Por volta de 1995, a
atenção foi mudada para a geração ou criação de valor através do uso efetivo dos
recursos, através do uso de tecnologias
tais como exame dos direcionadores de
valor ao cliente, valor para o acionista, e
inovação organizacional.
Sendo assim, a evolução desses 4 estágios
representa adaptação para um novo acervo de
condições que as organizações enfrentam, pela
aquisição, correção, e adição aos focos e
tecnologias empregadas anteriormente. Cada
estágio é uma combinação do velho e do novo, ou
seja, com o velho sendo reformado para ajustar-se
com o novo em combinação a um novo conjunto
de condições para o ambiente gerencial
(PADOVEZE, 2012).
Para o International Federation Of
Accountants (IFAC) a informação é vista como um
recurso organizacional, juntamente com outros
recursos organizacionais. O foco passa a ser a
redução das perdas e desperdícios dos recursos.
Os
relatórios
financeiros
mudaram,
deixando de ser apenas informativos numéricos,
em virtude das necessidades crescente por
informações úteis à administração que pudessem
gerar resultados (Lopes, Santos e Filho 2010).
A contabilidade gerencial está sempre
sofrendo mudanças importantes para refletir o
novo ambiente desafiador das empresas.
Informações precisas, oportunas e pertinentes
sobre a economia e o desempenho das empresas
são essenciais para o sucesso organizacional.
(Crepaldi, 2008)
Coube ao contador perceber a importância
de transformar números em relatórios gerenciais,
com o auxilio de gráficos desenvolvidos em
planilhas auxiliares ou até mesmo em softwares
especializados
em
gestão,
fazendo
da
contabilidade gerencial cada vez mais utilizada
nas empresas em geral (Lopes, Santos e Filho
2010).
Modelos de Contabilidade Gerencial
Na contabilidade gerencial existem alguns
modelos de instrumentos utilizados pelos gestores
das empresas no qual auxilia no processo de
gestão e os controles internos. Segue abaixo os
conceitos referentes a estes importantes
instrumentos gerenciais.
Quadro 1
Gerencial
–
Modelos
MODELOS
Custeio ABC
Valor Econômico
Agregado – EVA
Teoria das Restrições
de
Contabilidade
CONCEITO
Conforme Kaplan, Cooper (2001), esta
ferramenta é baseado nas atividades que a
empresa efetua no processo de fabricação
de seus produtos.
Com a finalidade de apresentar
o verdadeiro lucro econômico, surgiu o Valor
Econômico Agregado – EVA, com o objetivo
de tornar mais claro para gestores
das empresas o conceito de lucro residual,
abordado por economistas financeiros em
seus modelos matemáticos desde o final da
década de 60 (BONACIM, 2006).
Segundo Martins (2003) a teoria das
restrições também conhecida como (TOC Theory of Constraints),passou
á
ser
bastante divulgada após a década de
1980. Ela
trata
da identificação das restrições (gargalos) dos
sistemas produtivos com o objetivo de
otimizar a produção. Esta ferramenta é um
paradigma de gestão que considera qualquer
sistema gerenciável como sendo limitado em
alcançar a maioria de seus objetivos por um
número muito pequeno de restrições e, a
assim aumentando o lucro da empresa.
APLICAÇÃO
Segundo Martins (2003)
sua aplicação possibilita a
melhor visualização dos custos
por meio de análises das
atividades executadas dentro
das organizações e
suas
respectivas relações com os
produtos.
Para Drucker (2005), á
aplicação desta ferramenta
baseia-se no que conhecemos como lucro, o dinheiro
que sobra para remunerar o
capital. Até que a empresa produza um lucro maior do
que seu custo de capital, a
mesma estará operando com
prejuízo.
Conforme Noreen,
Smith, Mackey (2002) á
aplicação deste modelo de
gerenciamento consiste
principalmente em fazer da
empresa produtiva e lucrativa ,
traçando metas para a
organização. Entretanto para
alcançar suas metas foi
revelado pelo livro “A Meta” os
cinco passos necessários.
Segue abaixo os passos.
1.
Identificar a
restrição do sistema
2.
Explorar a restrição do sistema
Balanced
Scorecad
(BSC)
Segundo Prochnik (2003) o BSC foi
desenvolvida pelos
doutores Kaplan
e
Norton, no inicio da década de 90, sendo um
sistema de avaliação de desempenho
empresarial com principal diferencial em
reconhecer os indicadores financeiros. O
BSC é um sistema que auxilia a empresa a
traduzir sua estratégia em objetivos
operacionais
direcionando
ao
comportamento e a performance.
3.
Subordinar
qualquer outra restrição
acima
4.
Elevar a Restrição
Se uma restrição for
quebrada, volte ao 1º passo.
Kaplan e Norton os criadores dessa ferramenta percebeu que avaliar a empresa
em 4 dimensões seria mais
interessante. São elas:
• Financeira;
• Clientes;
• Processos internos;
• Crescimento e
aprendizado
Fonte: elaborado pelos autores.
Controller
Para Crepaldi (2008):
O Controller é o executivo de
normas, controles, metas, objetivos,
orçamentos, contabilidade, finanças e
informática. Sua função principal é obter,
gerar e interpretar as informações que
possam ser usadas na formulação da
política empresarial e principalmente na
execução dessa política.
Crepaldi (2008) ainda afirma que o
Controller ocupa uma posição na equipe que
administra a companhia e está envolvido na
tomada de decisão, no planejamento de sistemas
de informações e de sistemas de incentivos, além
de ajudar os gerentes em decisões operacionais.
O contador gerencial, também conhecido
como Controller da empresa, tem como a principal
função na contabilidade gerencial, a função de
assessoria. O seu departamento tem a
incumbência de prestar serviços especializados
aos outros administradores (Bassolli; Sousa, 2013)
Crepaldi (2008) afirma que o Controller é o
profissional altamente qualificado, que levará a
alta administração somente informações úteis à
tomada de decisões. Para isso, ele definirá e
controlará todo o fluxo de informação da empresa,
garantindo que as informações corretas, cheguem
dentro dos prazos adequados aos interessados.
Siqueira & Soltelinho (2001) citam que em
1962 foram localizados os primeiros anúncios
procurando Controllers. Procuravam profissionais
com conhecimento dos princípios contábeis
americanos e legislação brasileira. Ele seria o
responsável pela tesouraria. As funções a serem
desempenhados pelos que preenchessem as
vagas de Controller oferecidas eram de:
a) Planejamento para o controle;
b) Relatórios e interpretação;
c) Administração Tributária;
d) Relatórios para o governo;
e) Proteção de ativos;
O
Controller
deve
possuir
novas
habilidades, de acordo com os desafios
encontrados. Práticas internacionais de negócios,
controles
orçamentários
e
planejamento
estratégico, são algumas delas. O Controller deve
ser um profissional de fácil relacionamento e
extremamente hábil para vender suas ideias
(Oliveira, Perez Jr. & Silva 2002.)
Além do conhecimento contábil, o Controller
tem a visão econômica, financeira e estratégica da
empresa. Ele, juntamente com os estrategistas da
empresa, irá planejar e coordenar as estratégias a
serem traçadas, pois sabe através dos resultados
realizados qual será a tendência dos resultados
futuros (Crepaldi, 2008).
Calijuri (2005) apresentam o controller
como um profissional estratégico. Afirmam que
quando este ocupa sua posição na nova
Controladoria estratégica deve ter a posse das
informações e alta dose de sensibilidade para a
correta identificação das ameaças e das
oportunidades que surgem em todo momento no
ambiente empresarial.
Controladoria
Controladoria pode ser definida como a
unidade administrativa responsável pela utilização
de todo o conjunto da Ciência Contábil dentro da
organização. Como a Ciência Contábil é a ciência
do controle em todos os aspectos temporais passado, presente e futuro - e como a Ciência
Social exige a comunicação de informação, no
caso a econômica, à Controladoria cabe a
responsabilidade de implantar, desenvolver, aplicar
e coordenar todo o ferramental da Ciência Contábil
dentro da organização, nas suas mais diversas
necessidades (Vieira e Silva, 2005)
Oliveira (2002) afirma que a Controladoria é
considerada o estágio evolutivo da Contabilidade.
É o departamento responsável pelo projeto,
elaboração, implementação e manutenção do
sistema integrado de informações operacionais,
financeiras e contábeis da entidade.
Lunkes, Gasparetto e Schnorrenberge
(2010) asseveram que a controladoria tem se
especializado no apoio à decisão tornando-se
parte da alta administração. Seu papel é buscar a
informação e utilizá-la na preparação de planos
estratégicos e orçamentários e participar do
processo de implementação, desenvolvendo
medidas operacionais e administrativas.
Planejamento Estratégico
Conforme Chiavenato (2004), o planejamento estratégico é o processo contínuo e com a maior quantidade possível de conhecimento do futuro
para a tomada de decisão atual que envolva riscos
futuros.
Para Anthony e Govindarajan (2001) é o
processo pelo qual se decidem os programas que
a empresa adotará e a quantidade aproximada de
recursos que reservará para cada um desses programas, nos vários anos seguintes.
O planejamento estratégico representa uma metodologia administrativa que
procura criar uma situação de otimização
da empresa perante as mutações de seu
ambiente, visando usufruir da melhor maneira possível das oportunidades, bem
como evitar as ameaças. Coloca a empresa numa situação ativa, inclusive procurando “fazer as coisas acontecer”.
(MATTIA, 2014)
O planejamento estratégico é um processo
que prepara a organização para aquilo que está
por vir. Sua função básica é comparar os
resultados gerados pelas atividades com os que
haviam sido projetadas com base na estratégia.
Esse seria o foco da controladoria estratégica.
(Vieira e Silva, 2005).
O planejamento estratégico são decisões
tomadas no presente, a partir da análise da situação atual da empresa e dos resultados passados.
O objetivo é planejar o futuro, que deverá ser seguido, para ter bons resultados. (Nakagawa, 1993)
Frezatti et al (2007):
"[...] o exercício do planejamento
estratégico é elaborado para criar planos
que permitiriam alcançar os objetivos da
empresa. Esses planos, normalmente, requerem dados significativos da contabilidade gerencial [...]".
O planejamento estratégico juntamente
com a controladoria traçam os objetivos a serem
cumpridos a médio e longo prazo pela empresa,
com a finalidade de se proteger dos riscos futuros
e melhorar os resultados. Para isso utilizam dos
recursos da contabilidade financeira para extrair as
informações para o planejamento estratégico da
empresa.
Contabilidade Estratégica
Conforme Silva et al (2010), a Contabilidade
estratégica é definida como a provisão e análise
de dados da contabilidade gerencial sobre um
negócio e os seus competidores para uso no
desenvolvimento e monitoramento da estratégia
de negócio. Por sua característica, se configura
como um ramo da Contabilidade Gerencial.
Controladoria Estratégica é uma forma de
pensar no futuro, uma atividade que deve estar
integrada no processo decisório das organizações,
envolvendo o profundo conhecimento do negócio
e a verificação das tendências do ambiente
externo às organizações. (Vieira e Silva, 2005)
Ainda
que
tenha
avançado
consideravelmente nos últimos anos, seja como
método, técnica ou ciência, a contabilidade ainda
deverá ocupar um espaço muito maior na gestão
das empresas. O que verificamos é que, em todas
as ocasiões em que se discorre sobre a
importância da contabilidade, esta é classificada
como imprescindível para uma gestão empresarial
que busca a maximização do lucro é consequente
o retorno sobre os investimentos. (Navarro et al
2002)
Para ter uma melhor análise da empresa,
não deve-se considerar apenas as informações
contábeis apresentadas pela contabilidade. È
indispensável a análise de outros ambientes,
internos e externos, como o mercado, a política, a
tecnologia, etc.. A movimentação e os efeitos
transformadores da riqueza, não são apenas de
interesses dos empresários e acionistas, mas
também de um grande complexo social que
abrange outros interessados. A nova fase da
Contabilidade é voltada para o futuro, deixando
para trás aquela análise dos fatos já ocorridos, e
sim, do que está por vir (CRCBA, 2005)
Barros (2005) afirma que a Contabilidade
apresenta o propósito básico de embasar as
decisões internas para controle e feedback do
desempenho operacional; seu foco é orientado
para o futuro, não é regulamentada por lei, mas
definida pela administração para atender
necessidades estratégicas e operacionais da
organização. Utilizando-se de processos de
mensuração
física
e
operacional,
apura
informações mais subjetivas, relevantes, sujeitas a
juízo de valor.
A ampliação dos mercados, o crescimento e
a internacionalização das organizações tornaram
as operações comerciais e financeiras da empresa
mais complexas, necessitando de um controle
maior sobre as informações contábeis e
gerenciais. Essas mudanças obrigam o contador a
mudar sua postura, deixando de se preocupava
apenas em cumprir com as exigências impostas
pelos órgãos reguladores e fiscalizadores, mas se
preocupando com o processo de formulação e
implementação da estratégia da empresa (Vieira,
et al 2010).
Vieira et al (2010), afirma que para a
inserção da estratégia na contabilidade é
necessário verificar as possibilidades futuras,
identificar necessidades e tendências e presumir
mudanças. É o olhar para frente, e não se
restringir apenas ao existente, ao passado e aos
registros e fatos históricos. O contador deve
assumir uma postura proativa, utilizando-se do
potencial da contabilidade para gerar informações
estratégicas.
A contabilidade estratégica para Grzeszezeszyn (2005):
...a provisão e análise de informações financeiras sobre o mercado do produto, estrutura de custos da firma, custo
dos competidores e o monitoramento das
estratégias da empresa e aquelas dos
seus competidores sobre vários períodos.
Padoveze (2003), apresentados os fundamentos e os enfoques de atuação da contabilidade
estratégica:
• Atenção a todos os stakeholders;
• Preocupação com o longo prazo;
• Uso de informações financeiras e nãofinanceiras (produtividade, qualidade, satisfação
dos clientes e funcionários, dentre outras);
• Foco constante no ambiente externo;
Ferreira, Alves e Silva (2010) sobre o Ensino
da Contabilidade Estratégica no Brasil, citaram a
definição de Grzeszezeszyn (2005) a respeito do
objetivo e aplicação.
Objetivo: demonstrar o entendimento que se
têm sobre o conceito de contabilidade gerencial
estratégica e caracterizá-la através da ênfase dada à informação contábil.
Resultado obtido: a contabilidade gerencial
estratégica foi compreendida como uma resposta
ao novo momento econômico que se instaura em
nível globalizado e que ainda há muito a se pesquisar. Caracterizada como um campo fértil para
novas descobertas
Entende-se que a Contabilidade estratégica
utiliza da informação contábil para analisar a
situação da empresa diante do cenário econômico
e projetar os riscos que poderão ocorrer no futuro.
Para isso ela utiliza da estratégia do negócio que
define o controle sobre a utilização dos recursos
que serão utilizados para atingir as metas
estipuladas.
É caracterizada como uma área dinâmica
que está em constante mutação tendo em vista os
objetivos e os métodos utilizados pela companhia
visando a maximização dos resultados e a
redução dos riscos.
Com o passar dos anos a Contabilidade foi
evoluindo e mudando seu alcance. Antes as informações eram voltadas apenas para o público
externo e no cumprimento das leis, posteriormente
foi desenvolvendo os métodos para uma análise
gerencial.
O quadro abaixo traz uma análise comparativa da mudança da contabilidade tradicional com
a contabilidade estratégica, ficando evidente a
mudança
no
foco
da
informação.
Quadro 2 – Comparativo entre a Contabilidade Tradicional X Contabilidade Estratégica
ASPECTO
Processos Internos
Ênfase
Informação
Relatórios
Fonte: Sousa (2009)
Contabilidade Tradicional
Lançamentos, conciliações,
demonstrações e analise de
balanço.
Consequência do passado,
objetividade e consistência nos
dados.
Precisa e objetiva
Resumidos com informações e
sem especificação.
Contabilidade Estratégica
Planejamento, controle, avaliação e
resultados.
Decisões que afetem o futuro,
relevância e flexibilidade de dados.
Oportuna, objetiva e subjetiva.
Detalhados sobre setores,
departamentos, produtos, clientes,
fornecedores, dentre outros.
Observa-se que as novas abordagens da
contabilidade não estão mais voltadas apenas
para o controle histórico dos eventos passados
mas, sim, na medida do possível preditivas. A
contabilidade está mais inserida na gestão do
negócio e tornou-se ferramenta fundamental de
análise para a tomada de decisão e planejamento.
Para essa nova abordagem a contabilidade utiliza
de outras áreas do conhecimento, como a
administração, e a economia para fornecer
informações a diferentes tipos de usuários
(fornecedor, governo, banco, etc) em tempo hábil
para a análise da situação atual da empresa.
Conclusão
Nota-se que a contabilidade está presente
desde a civilização humana, e que da sua
maneira, o homem primitivo realizava o controle do
seu patrimônio através de desenhos. Observa-se
que a medida que o homem foi evoluindo em
conhecimentos comerciais e financeiros a
contabilidade foi adquirindo espaço e tornou-se
uma técnica contábil. Para a padronização dessa
técnica surgiu a contabilidade financeira,
responsável pelos registros e classificação dos
fatos contábeis, gerando as demonstrações
contábeis, com o objetivo de evidenciar a situação
patrimonial da entidade ao público externo. Esse
ramo da contabilidade ficou vinculado a normas,
leis e princípios que passou a padronizar e
regulamentar a escrituração contábil da entidade.
Porém, a contabilidade financeira não
apresentava informações suficientes para o
público interno (gestores), assim surgiram dois
ramos da contabilidade para suprir essa
necessidade. São eles: contabilidade de custos; e
gerencial.
A contabilidade de custos surgiu entre os
séculos XVIII e XIX com a revolução industrial,
visto a ampliação dos negócios, a aceleração na
produção, a necessidade de informação mais
detalhadas dos custos de produção e o
gerenciamento dos recursos disponíveis.
Este ramo da ciência contábil tornou-se
ferramenta essencial para a sobrevivência da
entidade, diante de um ambiente volátil e
competitivo no qual está inserida.
As informações da contabilidade de custos
eram essenciais, porém muito voltadas para a
produção e controle de estoque. Surge, então, a
contabilidade gerencial, que une as técnicas e
procedimentos da contabilidade financeira e das
de custos, produzindo informações voltada para o
controle e a tomada de decisão estratégica.
Observamos que atualmente estuda-se um
novo ramo da contabilidade: a contabilidade
estratégica. Esse novo campo estuda os demais
ramos da contabilidade para produzir e distribuir
informações, visando o apoio na definição das
premissas necessárias para o planejamento
estratégico da organização. O foco é a melhoria
nos resultados a médio e longo prazo, para isso é
realizado uma análise da empresa como um todo,
inclusive do ambiente externo.
O profundo conhecimento do negócio,
análise do ambiente econômico, a preocupação
com o longo prazo e a atenção a seus parceiros
torna esse ramo dinâmico e complexo, devendo
está integrado com outras áreas do conhecimento
como a administração e a economia.
Através
dessa pesquisa bibliográfica
verificou-se que, conforme a sociedade foi
desenvolvendo-se, a contabilidade foi evoluindo
surgindo novos ramos de estudo com foco em
campos distintos.
Conclui-se que a contabilidade estratégica
não é totalmente conclusiva quanto ao futuro, mas
de acordo com o estudo realizado, é um dos
ramos com maior confiabilidade pelo aglomerado
de informações. Seu estudo tem sido aprofundado
por outros ramos e vertentes.
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