rita ruivo - Casa da Música

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15 OUT | 2013
RITA RUIVO
“AMOR E DESAMOR”
19:30 SALA 2
Rita Ruivo voz
Armindo Fernandes guitarra portuguesa
André Teixeira viola de fado
Sérgio Marques contrabaixo
– Ó ai ó linda
(Amália Rodrigues/Popular)
– Profecia
(Rita Ruivo/Jaime Santos no Fado Sevilha)
– Minha mãe é pobrezinha
(Linhares Barbosa/José António Sabrosa no Fado nas Horas)
– Passou
(Frederico de Brito/Alfredo Marceneiro na Marcha
do Alfredo Marceneiro)
– Noite de S. João
(Linhares Barbosa/José Marques no Fado Triplicado)
– Vida
(António Laranjeira/Alfredo Marceneiro
no Fado Alexandrino do Alfredo Marceneiro)
– Soneto do amor total
(Vinícius de Moraes/Armando Machado do Fado Licas)
– Quadras soltas
(DR/ DR no Fado Corrido e no Fado Menor)
– Guitarrada
– Definição do amor
De “amor e desamor” reza a história de todos, ricos e po‑
bres, novos e velhos, dos fracos e também dos fortes, dos
marialvas e dos bairristas. Essa história universal e intem‑
poral que não tem raça nem religião é aqui contada pela
mão dos fados tradicionais na poesia de Almeida Garrett,
Fernando Pessoa, Amália Rodrigues, Vinícius de Moraes e
também nos inéditos de autores contemporâneos como
António Laranjeira, Fábia Rebordão e da própria Rita Rui‑
vo. O alinhamento do concerto foi desenhado seguindo
a ordem cronológica desta história que começa, natural‑
mente, na vigorosa infância e termina na doce velhice.
Uma história co(a)ntada é uma forma não tão comum
de apresentar um reportório em concerto e era o desejo
original e antigo desta voz portuguesa que percebeu o va‑
lor da comunicação oral da nossa cultura através das suas
experiências anteriores na música tradicional portugue‑
sa. Reuniu pessoas que partilhassem o mesmo respeito
pelo legado que nos foi deixado com os fados tradicio‑
nais e chegou à formação que vai musicar esta história:
Armindo Fernandes na guitarra portuguesa, André Tei‑
xeira na viola de fado e Sérgio Marques no contrabaixo.
(Anónimo Séc. XVII­‑XVIII/Carlos Manuel Proença no Fado Sereno)
– Este inferno de amar
Rita Ruivo voz
(Almeida Garrett/Alfredo Marceneiro no Fado Menor Versículo)
– Porquê
(António Laranjeira/Frederico de Brito no Fado Britinho)
– Confronto
(Fábia Rebordão/Raul Pinto no Fado Raul Pinto)
– Fonte
(Pedro Homem de Mello/Jaime Santos no Fado Vadio)
– Contradição
(António Laranjeira/Armando Machado no Fado Maria Rita)
– Fado do silêncio
(Frederico Valério/DR do Filme “Sol e Toiros”, 1949)
– Canção grata
(Carlos Queiroz/José Joaquim Cavalheiro Jr. no Fado Menor do Porto)
– Fado da lua cheia
(Maestro Belo Marques)
– Ó ai ó linda
Rita Ruivo estreou­‑se no palco aos 4 anos, na Gala Inter‑
nacional dos Pequenos Cantores da Figueira da Foz, de
onde é natural. Iniciou a formação no conservatório aos
10 anos ao piano mas foi pelo instrumento da voz que re‑
gressou irreversivelmente à música uns anos mais tarde.
Começou por integrar projectos de música tradicional
portuguesa, nomeadamente com a gravação a solo do
tema “Meninas Vamos à Murta” no disco Ceia Louca da
Brigada Victor Jara. O gosto pela música de raiz tradicio‑
nal leva­‑a a explorar géneros como o fado, a bossa nova, o
flamenco e o tango. Mais recentemente, aceita o desafio
de integrar o grupo de jazz vocal Jogo de Damas, em cujo
primeiro disco participou.
Profissionalmente exerce investigação em Engenharia
Química.
(Amália Rodrigues/Popular)
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A sua incursão no fado começou em 2012, frequentan‑
do as noites de fado vadio lisboeta e portuense onde não
perdia a oportunidade de estrear um par de fados novos
que ia estudando com anseio. Rendeu­‑se ao fado, para
onde convergiram as suas experiências por diferentes gé‑
neros musicais. A primeira vez que falou ao fado disse­
‑lhe assim:
“É na boca das outras que me provocas
Nas noites vadias por todas as portas
Sem saberes quem sou, pela tua mão que me despe
É por tocares­‑me toda que a mim me trouxeste”
Armindo Fernandes guitarra portuguesa
Natural de Vagos, começou a vida profissional como gui‑
tarrista com 18 anos. Viveu parte da sua vida em Lisboa
onde acompanhou, entre muitos, Cidália Moreira, Car‑
los do Carmo, Frei Hermano da Câmara, Camané, Her‑
mínia Silva, António Mourão, Tristão da Silva, Amália Ro‑
drigues, e fez parte do conjunto de guitarras de António
Chainho. Tocou em inúmeros países dos 5 continentes,
destacando­‑se várias cidades nos Estados Unidos, Cana‑
dá, China, Austrália, África do Sul e Índia.
Gravou um LP com Pedro Nóbrega intitulado O canto
das minhas mãos, trabalho apadrinhado pela conhecida
escritora e autora radiofónica Odette de Saint­‑Maurice.
No próximo ano de 2014 cumpre 50 anos de carreira e
nesse contexto está a gravar um disco de guitarradas in‑
titulado Armindo Fernandes e amigos, acompanhado por
Miguel Gonçalves e contando com alguns convidados,
em particular com a participação de André Teixeira na
autoria de uma das guitarradas.
Tem o seu nome no Livro de Honra do Museu do Fado.
André Teixeira viola de fado
Natural da Cidade do Porto (1976), inicia muito jovem
o seu percurso enquanto violista fortemente influencia‑
do pelos sons do fado. Aos treze anos recebe os ensina‑
mentos mais básicos da viola transmitidos pelo seu pai,
Rolando Teixeira, e mais tarde por Mário Lopes, sendo
que todo o seu percurso se demarca pelo facto de ser um
auto­didacta. Desde cedo, juntamente com o seu pai, gui‑
tarrista, acompanhou muitos dos artistas da sua cidade,
nos mais variados eventos em que o fado estava presen‑
te. Na década de 90 passou por casas de fado como Casa
da Mariquinhas, Pátio da Mariquinhas, Restaurante Típi‑
co o Fado, Mal Cozinhado, Taberna de S. Jorge, na com‑
panhia de Samuel Paixão, Álvaro Martins, Eduardo Jorge,
Samuel Cabral, entre outros. Ao longo da sua vida acadé‑
mica, manteve presença assídua nos mais variados even‑
tos de fado na sua cidade bem como no resto do país e es‑
trangeiro, nomeadamente Alemanha, França, Espanha e
Índia. Tem realizado espectáculos com nomes como Le‑
nita Gentil, António Rocha, Beatriz da Conceição, Ricar‑
do Ribeiro, Miguel Capucho, Rodrigo Costa Félix, Maria
Ana Bobone, Maria Amélia Proença, Anita Guerreiro, Ma‑
ria da Fé, Lina Rodrigues e Cuca Roseta, ao lado de gran‑
des nomes da guitarra portuguesa como José Fontes Ro‑
cha, Ricardo Rocha, Samuel Cabral, Ângelo Freire, Pedro
Amendoeira, Mário Pacheco, Guilherme Banza e Ricardo
Parreira, entre outros. Apresenta­‑se regularmente em es‑
pectáculos de fado por todo o país.
Sérgio Marques contrabaixo
Conhecido no circuito musical como Ginho, nasceu
em 1981 e deu os primeiros passos musicais aos 16
anos, quando um amigo lhe apresenta uma guitarra.
Identificou­‑se com o baixo eléctrico ao primeiro contac‑
to e iniciou em 2000 o seu estudo aprofundado na Escola
de Jazz do Porto, com Alberto Jorge, frequentando mais
tarde aulas de combo com Paulo Gomes. Entretanto sen‑
te a necessidade de conhecer o contrabaixo e estuda com
Pedro Barreiros e mais tarde com Mário Santos em au‑
las de combo.
Em 2002 começa a traçar o seu percurso no mercado
profissional e grava os seus primeiros discos como músi‑
co freelancer. Desde então tocou com bandas e músicos
de diferentes áreas como o hip hop, pop rock, jazz, funk,
reggae e mais recentemente o fado.
O ponto alto do seu percurso até aos dias de hoje deu­
‑se com a conhecida banda Expensive Soul, onde se des‑
taca pela autenticidade do seu groove. É com esta forma‑
ção que percorre os grandes palcos do país em festivais
de grande dimensão. Participa também noutras forma‑
ções como Mesa, Magenta, DrSax, Tjay, Dino & Soulmo‑
tion, The Funkalicious, Azeitonas, Motown, Phalasolo,
Rui Vilhena e Aliados e Marta Ren.
Ensina baixo eléctrico e combo na Escola Valentim de
Carvalho, desde 2006.
Atraído pelo fado vadio, estreou­‑se em 2003 com Adão
Pereira e Paulo Faria de Carvalho, episódio pontual ao
qual deu seguimento apenas uns anos mais tarde. Dedi‑
cando mais tempo ao fado nos últimos dois anos, tem
partilhado o palco com Miguel Amaral, Samuel Cabral,
Armindo Fernandes, Paulo Faria de Carvalho e André
Teixeira.
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