– PDF - Ensino de Astronomia

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Universidade Federal do ABC
Jessica Gonçalves de Sousa
E-mail: [email protected]
Ensino de Astronomia UFABC
Aula:
História da Astronomia I
Mitologia
Das observações sobre o céu, o homem notou algumas regularidades no
mesmo, tais como os dias, estações e as fases da Lua. Dessas, surgiram
reflexões que levaram à busca de leis naturais, imutáveis; e também a
“tentação” de colocar lá seres sobrenaturais e todo poderosos.
Homens primitivos pintavam suas caçadas nas paredes de cavernas
(pintura rupestre).
Acredita-se que, para esses homens, as pinturas evocariam uma divindade
que lhes daria maior sorte e proteção para a próxima caçada.
Na África, estatuetas de mulheres de corpo exagerado.
Representavam a Mãe Terra, deusa da fertilidade, e considerada, em
muitas culturas, a força que deu origem ao mundo.
Mitologia
O que é um mito?
s.m. (Do gr. mythos, do latim mythus : palavra expressa, discurso, fábula)
1. Relato ou narrativa de origem remota e significação simbólica, que tem como
personagens deuses, seres sobrenaturais, fantasmas coletivos, etc.
2. Narrativa de tempos fabulosos ou heróicos; lenda.
s.f. (Do gr. mythologia)
3. Estudo sistemático dos mitos.
4. Conjunto de mitos de uma determinada cultura transmitido pela tradição (oral
ou escrita).
Mitologia
Mitologia
Tentativa de entender o mundo, o homem e os fenômenos que os regem. Mitos
encarnam fenômenos fundamentais à vida .
- Deuses representando elementos naturais;
- Tempestades e outras catástrofes naturais representavam a fúria dos deuses.
Ligada intimamente à religião:
- Crença em santos e em um Deus maior;
- Amor – Cupido, Afrodite/Vênus.
Estudos astronômicos sofriam influências da mitologia.
Nomenclatura de astros, estrelas e constelações estão relacionados a elementos da
mitologia, especialmente a grega.
Mitologia
Sol era uma deusa da mitologia nórdica que fora perseguida e morta
pelo lobo Skoll.
Na mitologia grega esse astro é associado ao deus Hélio.
Na mitologia egípcia o deus do Sol é Rá.
Mitologia
Na mitologia nórdica Lua, era a deusa da lua.
Na mitologia egípcia temos Lah
Na mitologia grega temos
Artêmis (a luz da lua), Selene (as
fases da lua) e Hécate (a lua nova)
Constelações
A orientação foi outra necessidade que motivou o estudo do céu, pois o homem
deixara de ser nômade, tinha agora um lugar fixo para onde retornava após o
período de caça. Nesse momento, a de reunir as estrelas em grupos para facilitar
o seu reconhecimento, dando origem, assim, às constelações.
Constelações
Na Mitologia grega representa o herói Órion, grande caçador e amado por
Ártemis. Apolo, irmão de Ártemis, por não aprovar o romance entre os dois envia
um escorpião para matá-lo. Apolo, então, desafia a pontaria de Ártemis, outra
grande caçadora, que atinge em cheio seu amado que fugia do escorpião.
Percebendo o engano que havia cometido, Ártemis, em meio às lágrimas, pediu
para Zeus colocar Órion e o Escorpião entre as estrelas.
Mitologia
Deus: Rom. – Mercúrio
Gr. – Hermes
Deus mensageiro responsável por levar mensagens de Júpiter.
Seus atributos são: uma bolsa, sandálias e um capacete com asas e
um caduceu, rapidez.
Justificativa: planeta que apresenta maior velocidade.
Deus: Rom. – Vênus
Gr. – Afrodite
Deusa do Amor e da Beleza .
Justificativa: objeto mais brilhante no céu noturno
depois da Lua – bela imagem no céu
Mitologia: Vênus
“A estrela matutina parece um homem todo
pintado de vermelho; essa é a cor da vida. […]
Estrela matutina, traz-nos força e renovação... O
dia vem no seu encalço”.
Indígenas de planícies da América do Norte.
Chamada de Estrela Matutina, ou Estrela D'alva
mas é um planeta.
- Antigos mexicanos temiam-no e fechavam portas e janelas de manhã para se
protegerem de seus raios. Acreditavam que estes disparavam moléstias.
- Por aparecer ora a leste, ora a oeste (direção das “trevas”), Vênus se tornou para
maias e astecas um símbolo de morte e renascimento.
Mitologia
Deus: Rom. - Telo
Gr. – Gaia
O nome tem mais de mil anos e significa "solo". Gregos
chamavam o planeta de Gaia, entidade titânica que representa a
Terra.
Justificativa: Terra é vista como um organismo vivo, fecundo,
como uma deusa.
Deus: Rom. – Marte
Gr. – Ares
Deus da guerra.
Justificativa: sua cor vermelha era associada ao
sangue derramado em batalhas.
Mitologia
Deus: Rom. – Júpiter
Gr. – Zeus
Rei dos deuses.
Justificativa: homenagem ao maior de todos os deuses.
Já os orientais o chamavam de Estrela da Madeira.
Deus: Rom. – Saturno
Gr. – Cronos
Deus do cultivo e da agricultura; pai de Júpiter
Justificativa: É um dos titãs e pai de Júpiter. Como o planeta está
mais longe que Júpiter em relação à Terra, acredita-se que isso tenha
determinado seu nome, como uma representação de pai e filho
Mitologia
Deus: Rom. – Urano
Gr. – Urano
Deus dos céus, das alturas; pai de Saturno.
Justificativa: adjacente a Saturno.
Deus: Rom. – Netuno
Gr. – Poseidon
Deus dos oceanos.
Justificativa: apresenta coloração azulada, como
nos mares.
Deus: Rom. – Plutão
Gr. – Hades
Deus do Submundo; capacidade de se tornar invisível
Justificativa: ‘planeta’ mais distante do Sol, encontra-se em constante
escuridão.
Mitologia: manchas da Lua
A Lua é muitas vezes tida em lendas como um Sol decaído, mas
ainda assim são atribuídas a ela muitas influências e poderes.
Sempre existem histórias da Lua ser habitada (coelho ou lebre) e de
um homem levado para a Lua para pagar um erro cometido na Terra.
Mitologia: Via Láctea
Lenda: Para se tornar imortal, Hércules deveria mamar no seio da esposa de Zeus,
Hera. Para isso, Hermes, filho de Zeus, colocara a criança no seio da deusa
adormecida. Mal abriu os olhos, Hera desvencilhou-se do pequeno, embora tarde
demais. O leite que escorreu do seu seio deixo um rastro pelo céu: a Via Láctea.
Para os esquimós, eram rastros
nevados do Grande Corvo.
Na Estônia e Lapônia, eram trilha
dos pássaros.
Finlândia: Caminho dos gansos
Selvagens.
Mitologia: Nórdica
Também chamada de mitologia germânica, mitologia viking ou mitologia
escandinava, é o nome dado ao conjunto de religiões, crenças e lendas précristãs dos povos escandinavos (norte da Europa).
Mitologia: Nórdica
No início havia o Nada (remete à noção grega do "Caos“). Um imenso
vazio, que se estendia até o Norte, a Terra do Gelo (Niflheim), e o Sul,
a Terra do Fogo (Musphelhein).
Separadas pelo Nada, essas forças de frio e calor, estavam inertes. Até
que Deus, o Criador de todas as coisas, respira, e suas baforadas unem
frio e calor, compondo flocos de neve que foram se aglutinando até
formar o primeiro ser: um gigante de gelo chamado Ymer, que deu
origem a vários outros gigantes.
Essas
criaturas
alimentavam-se
do
leite
da
vaca
primordial Audumbla que, por sua vez, alimentava-se lambendo o sal
dos blocos de gelo. Numa dessas lambidas revelou-se a forma de uma
nova criatura, cuja raça ficou conhecida como Aesir. Esse primeiro
Aesir se chamava Buri, que teve um filho, Bor, que se casou com a
filha de um dos gigantes e assim tiveram três filhos: Odin, Vili e Vé.
Esses três são a Santíssima Trindade Nórdica, detêm o poder de trazer
ordem ao Caos. Eles matam o gigante Ymer, dilaceram suas formas e
com seus restos ajudam a compor o Universo.
Enquanto Ymer bebe na teta de Audumbla,
Buri é formado do gelo lambido pela vaca.
Mitologia: Nórdica
Há a existência de nove mundos, conhecidos
como os Nove Mundos da Mitologia
Nórdica, que podem ser considerados os
principais:
Asgard
Midgard
Jotunheim
Vanaheim
Alfheim
Musphelhein
Svartalfheim
Nidavellir
Niflheim
Mitologia
Odin e seus irmãos usaram o corpo do gigante Ymir para criar Midgard (Terra Média),
o mundo dos homens, situado em volta do tronco de Yggdrasil. A carne de Ymir se tornou a
terra. O sangue formou lagos e oceanos. Dos ossos, formaram-se as montanhas. Seus dentes
e fragmentos de ossos são as pedras. Os cabelos formaram árvores. O crânio de Ymer
formou o céu, e foi sustentado no alto por 4 anões, chamados Norðri (Norte), Suðri (Sul),
Austri (Leste) e Vestri (Oeste).
Midgard está unida a Asgard por uma ponte em forma de arco-íris, chamada Bifröst.
Construída pelos Aesir, era guardada pelo deus Heimdall, que nunca dormia.
Jötunheim é a Terra dos gigantes.
Muspelheim (Terra do fogo)
é o lar dos demônios de fogo.
Mitologia: Grega
No começo, tudo era uma desordem, o universo estava imerso em uma treva sem
fim, pois o Caos, o único deus que existia desde sempre, reinava sobre o nada,
Um dia, Caos decidiu dar início ao mundo.
Então, ele começou criando Gaia, que pode ser considerada como a Mãe Terra e é
cheia de força vital. Após ela, foi criado Eros para ser a divindade do amor. Por
fim, o deus Caos decidiu criar o Tártaro, o inferno grego.
O reino do Tártaro localizava-se bem perto do centro da Terra,
ele ficava muito longe da superfície, assim como a Terra é
distante do céu. No coração tartárico, existe
o palácio da Noite que é envolvido por nuvens
negras e é onde a Noite fica durante o dia.
Mitologia: Grega
Depois de algum tempo, Gaia criou Urano, que viria a ser a representação do céu e que
seria também o amante de Gaia. Urano, então, tem diversos filhos com Gaia,
as mulheres eram as Titânidas e os homens os Titãs, juntamente a eles, nasceram três
Ciclopes que eram iguais aos titãs, que possuíam domínios sobre os elementos que seriam a
origem dos poderes de Zeus: o raio, o relâmpago e o trovão.
Urano não gostava de nenhum de seus filhos, temendo traição por parte deles e de Gaia, os
lacra nas profundezas do Tártaro, no ventre de Gaia. A partir de um plano, Cronos corta a
genitália do pai, o sangue se espalha pelo mundo e dá origem a diversas divindades. As
primeiras foram Aleto, Tisífone e Megera, que representam o ódio, a vingança e a
discórdia. Depois, nasceu a deusa Afrodite, personificação da beleza e do amor, e os
gigantes.
Mitologia: Grega
É por causa do crime cometido e da dor sentida,
Urano separa-se de Gaia e dá lugar ao espaço e,
com isso, seus filhos podem crescer e se
desenvolver, fato que faz o tempo começar a rodar.
Depois de tomar o lugar do pai Urano, Cronos
liberta todos os titãs e acaba se casando com uma de
suas irmãs, Reia, entretanto, para cada filho que
têm,
Cronos
imediatamente
o
engole
completamente para evitar que o “pai tome o lugar
do filho”.
Reia , quando o último filho está para nascer – Zeus
– consegue enganar Cronos, Zeus liberta os
Ciclopes a pedido de Gaia e seus irmãos. Assim tem
inicio a Guerra dos Titãs.
Mitologia: Grega
Tífon era o ser mais temido de todos. Durante a guerra, o cosmos
inteiro serviu como campo de batalha, e isso fez com que vários astros
saíssem de seu lugar, sem falar que acabou desestruturando a própria
Terra. Após Zeus vencer a guerra, portanto, ele reconstrói tudo o que
foi destruído e ainda inclui o caos nessa nova harmonia, que agora se
torna perfeita.
Tífon, enfraquecido e derrotado, tem poderes que só conseguem afetar
o mundo dos mortais através das tempestades, em terra, e dos tufões,
em mar.
12 deuses do Olimpo
Zeus (Júpiter): rei dos deuses e homens
Hera (Juno): deusa do matrimônio
Poseidon (Netuno): deus dos mares
Atena (Minerva): deusa da sabedoria
Ares (Marte): deus da guerra
Deméter (Ceres): deusa das plantas
Apolo (Febo): deus da luz e do sol
Ártemis (Diana): deusa da vida selvagem e caça
Hefesto (Vulcano): deus dos ferreiros
Afrodite (Vênus): deusa do amor
Hermes (Mercúrio): deus dos ladrões
Dionísio (Baco): deus do vinho
Árvore interativa dos deuses gregos:
http://www.webexhibits.org/greekgods/index.html
Mitologia: Egípcia
O universo começou quando um ser primordial cria suas próprias características e dá
origem a uma espécie de liquido cósmico que recebe o nome de Nun, que é o ser
subjetivo.
Quando Nun torna-se mais material e concreto, ele se torna Áton – o ser objetivo.
Atón, então, originou dois seres divinos: Tefnut – a deusa da água – e Shu – o deus do
ar.
A partir daí, Shu e Tefnut, deram origem a outros dois deuses: Nut – representada pelo
céu – e Geb – o deus da terra.
Shu acaba separando Nut e Geb, que antes estavam grudados, e isso dá forma ao céu, à
terra e à atmosfera do jeito que conhecemos.
Mas antes de se separarem, os dois deram a luz a quatro deuses: Osíris, Ísis, Seth e
Néftis. Osíris cria a vida após a morte; Ísis toma conta de tudo que tem vida; Seth
representa o mal em geral; e Néfitis o ato da morte e a orientação.
Astrologia
J. Mitton: a astrologia é "a prática da tradição que pretende conectar as
características humanas e o curso dos acontecimentos com as posições do
Sol, Lua e planetas em relação às estrelas“.
Primeiros estudos astrológicos..
Sua origem ainda é discutida, mas os primeiros registros
documentados que se tem notícia atualmente foram feitos
em escrita cuneiforme sumeriana na Mesopotâmia sobre
tabuinhas de argila, e são originários da região de Lagash,
governada por Gudea (aproximadamente 2122-2102 a.C.).
Astrologia Egípcia
Era extremamente ligada a religião, os signos eram deuses egípcios. Acredita-se
que os estudos começaram por volta de 3000 A.C, mas como não ha dados
concretos, não é considerado o primeiro estudo astrológico.
Como saber seu Deus egípcio?
Como já haviam feito o calendário egípcio de
365 dias e a divisão do ano em 12 meses,
simplesmente iniciaram a distribuição dos Deuses
começando por Rá, a partir do dia 16 de julho, que
é quando a estrela Sothis (Sirius) surgia no
horizonte de Mênfis, cidade do Faraó.
Astrologia Chinesa
Também os chineses tinham sua própria
astrologia. Eles iniciaram seus estudos
astrológicos por volta de 2000 a.C.
O signo do horóscopo chinês se descobre
através do ano em que nascemos. Só que o ano
chinês vira em meados de janeiro para fevereiro.
No restante dos meses, obedece o ano do
nascimento. A cada 11 anos retorna o primeiro
signo.
Astrologia Chinesa
Segundo uma antiga lenda chinesa, Buda convidou todos os animais da criação
para uma festa de Ano Novo, prometendo uma surpresa a cada um dos animais.
Apenas doze animais compareceram e ganharam um ano de acordo com a ordem
de chegada.
De acordo com um antigo texto budista, quando os animais terminam suas
meritórias tarefas, fazem um juramento solene perante Buda de que um deles
estará sempre, por um dia e por uma noite, pelo mundo, pregando e convertendo,
enquanto os outros onze ficam praticando o bem em silêncio.
Astrologia
Incas, Astecas e Maias
Possuíam a mesma visão astrológica que os egípcios, além de ter o calendário, a
mitologia e a astrologia integrados em um mesmo sistema de crença.
Os Astecas aperfeiçoaram os conhecimentos astrológicos incas e maias, e criaram
um horóscopo com 20 signos.
Grega
Por volta de 500 A.C. os gregos incorporaram em sua cultura a astrologia vinda
dos mesopotâmios.
Assim, a astrologia se espalhou gradualmente pelo ocidente, e desenvolveram a
tradição de que os astros influenciavam na vida de todas as pessoas.
Astrologia - Ptolomeu
Ptolomeu acreditava não só que os
padrões de comportamento eram
influenciados pelos planetas e pelas
estrelas, mas também que as questões
de estatura, tez, nacionalidade e até as
deformações físicas congênitas eram
determinadas pelas estrelas.
Seu trabalho de astrologia chamado
Tetrabiblos (estudo da astrologia
baseado nos conhecimentos egípcios,
babilônicos e gregos),é utilizado até
hoje como base na astrologia.
Astrologia – Os 12 signos ocidentais atuais
Possuem sua origem nas doze constelações o zodíaco visíveis na Via Solis
(Caminho do Sol). O horóscopo ocidental começa por Áries, devido a marca do
início da primavera do hemisfério norte ser assinalada pelo “ingresso” do Sol na
constelação de Áries.
O Sol, em seu movimento em torno da
Terra, desenha, tendo as constelações ao
fundo um círculo denominado eclíptica. Os
5 planetas visíveis a olho nu circulavam no
interior de uma faixa estreita, que a
eclíptica divide em 2. Os 5 planetas, junto à
Lua e ao Sol, percorrendo esta faixa,
atravessam 12 constelações.
Astrologia
Pela precessão do eixo rotacional (=>aula Terra-Lua-Sol) da Terra (mudança do eixo de
rotação), hoje em dia (mais que 2.200 anos depois do estabelecimento dos signos), todos os
signos do zodíaco são "atrasados", tal que o Sol está nos seguintes signos nas seguintes
datas:
Capricórnio - Jan 20 a Fev 16
Aquário - Fev 16 a Mar 11
Peixes - Mar 11 a Abr 18
Áries ou Carneiro - Abr 18 Maio 14
Touro - Maio 14 a Jun 21
Gêmeos - Jun 21 a Jul 20
Câncer ou Caranguejo - Jul 20 a Ago 10
Leão - Ago 10 a Set 16
Virgem - Set 16 a Out 30
Libra ou Balança - Out 30 a Nov 23
Escorpião - Nov 23 a Nov 29
Ophiuchus - Nov 29 a Dez 17 < Este signo não existe na astrologia!
Sagitário - Dez 17 a Jan 20
...e não nas datas preditas pela astrologia.
http://www.youtube.com/watch?v=DAEdMe2GfAk
Astrologia
Da modernidade, em diante, pode-se dizer que o mundo começa a ser
desencantado, pois com o renascimento cultural e científico, retomam-se algumas
ideias originadas no mundo antigo, as quais buscam explicar o universo a partir das
leis físicas e matemáticas.
Astrologia
Uma pseudociência é qualquer tipo de informação que se diz ser baseada em fatos
científicos, ou mesmo como tendo um alto padrão de conhecimento, mas que não
resulta da aplicação de métodos científicos.
Afirmações que não permitem elaboração de testes e experimentos para falsificálas constituem-se no que Popper denomina por Pseudociência. A astrologia se
enquadra nessa definição.
Astronomia e Astrologia
A separação da astronomia e da astrologia ocorreu muito mais tarde, já nos
séculos XVI e XVII. Apesar de muitos pensadores gregos rejeitarem a astrologia, o
certo é que a crença nos astros como condicionantes do futuro humano persistiu ao
longo de toda a antiguidade clássica.
Astronomia e Astrologia
A Astronomia é uma ciência natural que estuda corpos celestes (como estrelas,
planetas, cometas, nebulosas, aglomerados de estrelas, galáxias) e fenômenos que
se originam fora da atmosfera da Terra (como a radiação cósmica de fundo em
micro-ondas).
Ela está preocupada com a evolução, a física, a química, e o movimento de
objetos celestes, bem como a formação e o desenvolvimento do universo.
Astronomia e Astrologia
Vídeo: Cosmos – a harmonia dos mundos
http://www.youtube.com/watch?v=3KUyiitoynw
Astronomia
Por que analisar o comportamento dos corpos celestes?
- Fascinação natural;
- Necessidade: marcação do tempo.
Astronomia
Contagem do Tempo
Dia: período que o Sol demorava para percorrer o céu.
Semana: período entre as fases da Lua.
Astronomia
Contagem do Tempo
Mês: período entre duas luas novas.
Ano: A variação da altura do sol no horizonte permitiu uma nova descoberta, os
equinócios, duração do dia igual à da noite, esta periodicidade foi calculada em 365
dias, aproximadamente 12 vezes a duração do mês lunar. Este cálculo levaria mais
tarde à divisão do ano em 12 meses.
Astronomia Antiga
Desde os primórdios o ser humano olha para o céu e vê corpos celestes com
seus movimentos e tenta entendê-los, por motivos religiosos ou práticos (prever
as estações do ano, agricultura, orientação, navegação) ou por curiosidade.
Os conhecimentos astronômicos dos povos antigos se manifestaram na maioria
dos casos nos seus calendários e em alinhamentos das suas construções com
corpos celestes, direções especiais na rosa de ventos, entre outros.
Astronomia Babilônica
É notada pelos seus registros de fenômenos astronômicos tais como eclipses,
posições dos planetas e nascimento e o caso da Lua. Alguns destes registros foram
feitos em 800 a.C. e são os mais antigos documentos científicos existentes.
O propósito desta atividade era claramente astrológico com o objetivo de predizer a
prosperidade do país assim como a do seu rei.
Os babilônios acreditavam em um universo de seis níveis com três firmamentos e
três terras: dois firmamentos acima do céu, o firmamento das estrelas, a terra, o
submundo do Apsu, e o submundo dos mortos.
A Terra repousava sobre uma câmara de água, um rio que a circunda totalmente.
Em volta da Terra havia uma parede que sustentava uma cúpula onde todos os
corpos celestes estavam localizados.
A Terra foi criada pelo deus Marduk como uma jangada que flutua sobre o Apsu.
Os deuses estavam divididos em dois panteons, um ocupando os firmamentos e o
outro no submundo.
Astronomia Babilônica
O Universo visto pelos babilônios.
Astronomia
Egito – desde 5º milênio a. C.
Corredores das pirâmides de Gizé, alinhados com estrelas.
Astronomia no Egito
Os egípcios tinham pouca ideia da extensão e estrutura do universo. Sua
cosmologia, tal como a dos babilônios, refletia crenças religiosas .
Os conceitos sobre o céu noturno foram formulados em vários mitos que mais tarde
se tornaram parte central da religião.
As principais divindades eram os corpos celestes. Um grande esforço foi feito
pelos religiosos para prever o momento e o local do aparecimento de seus deuses.
Foram essas habilidades que levaram a divisão do dia e da noite em 12 seções cada
um, o desenvolvimento de dois calendários, um lunar e um solar. O solar tinha 12
meses, cada um com 30 dias, além de 5 dias “especiais”, totalizando 365 dias. O
deus Sol, denominado Rá, era o mais importante. Portanto, o movimento solar
anual foi uma observação astronômica fundamental na cosmologia egípcia.
Astronomia na Índia
Os textos Védicos apresentam uma visão do universo que é visto como três
regiões, terra, espaço e céu, que no ser humano estão espelhadas no corpo físico, a
respiração (prana) e mente.
Os processos que ocorrem no céu, sobre a terra e dentro da mente são tomados
como estando conectados. O universo também esta conectado com a mente
humana conduzindo a ideia de que a introspecção pode produzir conhecimento. O
universo passa por ciclos de vida e morte.
Visão hindu sobre a criação e destruição do Universo.
Astronomia na China
A chinesa foi uma das primeiras
a se preocupar com a
astronomia. Já entre os séculos
3 e 4 antes de Cristo os
astrônomos chineses Shi Shen,
Gan De e Wu Xian mapearam
as posições das estrelas no céu
e
determinaram
algumas
constelações (bem diferentes
daquelas construídas no mundo
ocidental). Segundo alguns
historiadores, esse é o mais
antigo mapa estelar que se
conhece.
Carta celeste feita entre os séculos 3 e 4 a.C.. O mais antigo
mapa estelar que se conhece.
Astronomia Grega
Os antigos jônicos foram os primeiros pensadores que afirmaram,
sistematicamente, que são as leis e as forças da Natureza, e não os deuses, os
responsáveis pela ordem e até pela existência do mundo.
Astronomia Grega
Thales de Mileto
Thales (de Miletus) nasceu em 640 a.C.
Ele foi o primeiro filósofo natural grego
importante e, frequentemente, e considerado o pai
da astronomia grega.
Thales ganhou fama ao prever a ocorrência de um
eclipse solar no ano 585 a.C.
Thales (de Mileto).
Astronomia Grega
Anaximander
A Anaximander é creditado o fato de ter sido o
primeiro pensador que tentou mapear o mundo e
que ofereceu uma audaciosa explicação sobre a
origem do universo.
Mantinha que a origem de tudo (a substância
fundamental do universo) era uma massa primária,
indefinida e eterna, a qual ele deu o nome de
“ilimitado”. Esse foi o primeiro elemento que
surgiu.
Anaximander (de Miletus)
Astronomia Grega
Anaximander
O cosmos resultou de uma luta entre os opostos de
calor e frio. No vasto começo não limitado do tempo
os dois começaram a se separar, resultando em uma
bola de fogo circundada por neblina. A bola quente
contraiu e endureceu formando uma esfera sólida no
centro, que e a Terra.
No entanto, essa separação não foi perfeita. Alguns
anéis mais externos de fogo aprisionaram camadas
de névoa dentro deles. Esta névoa e a nossa
atmosfera. Através de aberturas nela podemos
observar pequenas partes do fogo circundante, na
forma do Sol, Lua e as estrelas.
Anaximander também dizia que a Terra estava
necessariamente em repouso por causa da sua
uniformidade, e portanto não precisava repousar
sobre coisa alguma.
O Universo de Anaximander: uma Terra
cilíndrica e “aberturas” de fogo.
Astronomia Grega
Anaxágoras
Anaxágoras viveu no período entre 500 e 428 a.C. Ele sugeriu que a mente,
controlava o universo.
-
Cometas eram formados por planetas que colidiam.
O Sol era uma bola de fogo, de ferro derretido.
A Terra era plana, sólida e estava suspensa no ar.
A Lua estava mais perto da Terra do que o Sol.
Os eclipses da Lua eram causados pela sombra da Terra e de outros corpos e os
eclipses do Sol eram causados pela Lua.
- Existiam corpos invisíveis atrás das estrelas.
- Acreditava que os meteoros eram formados pelos mesmos materiais que
encontramos na Terra. Para ele os corpos celestes originalmente faziam parte da
Terra mas foram lançados no espaço devido a rápida rotação do nosso planeta. A
medida que a rotação desses outros corpos diminuía eles eram puxados de volta
pela Terra e caiam sobre ela na forma de meteoros.
Astronomia Grega
Platão
Para Platão o tempo teve um início e surgiu junto com o
universo em um instante de criação. Para ele o universo
foi criado por um “artesão” usando como seu modelo o
mundo das formas.
O Universo foi criado com arquitetura premeditada por
Deus (Dermiugo) a partir de um caos primordial. Platão
acreditava que os corpos celestiais exibiam formas
geométricas perfeitas.
- Mundo sensível e mundo inteligível: Obra Timeu,
Demiurgo e a compreensão adequada sobre as coisas do
mundo sensível deveria abstrair as suas imperfeições e
chegar até a sua essência.
- A "geometrização" da natureza (ruptura com os
padrões de pensamento vigentes nas outras civilizações
da antiguidade)
Astronomia Grega
Eudoxus
Foi na época de Platão, século 4 a.C., que surgiu o modelo que descrevia o universo por
meio de esferas. Este modelo tornou-se popular e consistia de uma Terra esférica colocada
no seu centro, circundada por uma esfera externa formada por estrelas. Entre estas duas
esferas os planetas se moviam de um modo não determinado.
Um deles era o movimento da esfera de estrelas fixas,
compartilhado por todos os corpos celestes e o outro eram
os movimentos independentes apresentados pelo Sol, Lua
e planetas no céu.
Ele foi o primeiro a propôr que o movimento dos corpos
celestes podia ser descrito por meio de uma série de esferas
transparentes nos céus, que transportavam os corpos
celestiais a diferentes velocidades em grupos encadeados,
com centros que variavam ligeiramente.
Eudoxus (de Cnidus)
(entre 408 e 355 a.C.).
Astronomia Grega
Aristóteles
No seu texto “Sobre os Céus”, Aristóteles discute a
natureza geral do cosmos e certas propriedades de
corpos individuais.
Segundo Aristóteles a Terra, assim como todos os
corpos, era composta de 4 elementos: terra, água, ar
e fogo. Cada um destes elementos procurava o seu
lugar natural no Universo.
Aristoteles (entre 384 e 322 a.C.).
Astronomia
Aristóteles
No sistema cosmológico aristotélico, a Terra esférica e “imperfeita” estava situada
no centro do Universo (visão geocêntrica). Aristóteles adotou o sistema de esferas
concêntricas proposto por Pitágoras para descrever os planetas, mas deduziu que a
Terra devia estar imóvel. A Terra não gira em torno de qualquer outra coisa nem gira
em torno do seu eixo.
Astronomia Grega
Aristóteles
Aristóteles afirmava que o universo não surgiu em um ponto mas sim que ele
tinha existido, inalterado, por toda a eternidade. Isso tinha que ser assim porque
ele era “perfeito”.
Deste modo Aristóteles estabelecia um cenário de “estado estacionário” para o
universo. Mais ainda, como ele acreditava que a esfera era a mais perfeita de
todas as formas geométricas, o universo tinha um centro, que era a Terra.
Depois da esfera das estrelas o universo continuava para dentro do domínio
espiritual onde as coisas materiais não podiam estar.
Astronomia Grega
Aristóteles
Aristóteles propôs 4 provas observacionais de que a Terra era uma esfera:
• Os navios desaparecem lentamente no horizonte;
• Durante os eclipses lunares a sombra lançada sobre a Lua pela Terra parece
circular;
• Estrelas diferentes são visíveis em latitudes mais ao norte e mais ao sul. Ele notou
que, a medida que uma pessoa viaja para o norte, as estrelas polares se colocam
cada vez mais alto no céu e outras estrelas vão se tornando visíveis ao longo do
horizonte. Isto só poderia acontecer se a Terra fosse esférica.
• Elefantes são encontrados tanto na Índia, que estava na sua direção leste, como no
Marrocos, na sua direção oeste. Sua ideia era que ambos as regiões estão a uma
distância razoável na superfície de uma esfera de tamanho moderado.
A física aristotélica
Mundo sublunar: espaço da corrupção e do
movimento.
Mundo supralunar: perfeito e eterno, acessível
pelo raciocínio.
A física aristotélica
Continua na
próxima aula..
Referências
- Ensino a distância de Cosmologia: Observatório Nacional.
- GEURRA, A., BRAGA, M. e REIS, J. C. Breve história da ciência moderna. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar, 2003, vol 1.
- http://astro.if.ufrgs.br/
Questionário – História da Astronomia I
1-) O que é mitologia?
4-) Astronomia e astrologia são a mesma coisa?
a-) É uma forma realista de representar o mundo
em que vivemos
b-) Tentativa de entender o mundo, o homem e os
fenômenos que os regem. Os mitos encarnam
fenômenos fundamentais à vida.
c-) É uma forma abstrata de representar o mundo e
os fenômenos da natureza.
a-)Sim, estudam a interferência dos astros na
vida cotidiana.
b-)Não, têm origem comum, mas têm formações
diferentes e objetivos distintos.
c-)Sim, estudam o desenvolvimento do Universo.
2-)O que é astronomia?
a-)O Sol no centro do Universo, com os demais
planetas girando ao seu redor, incluindo a Terra.
b-)A Terra no centro do Universo, com os demais
planetas, a Lua e Sol, girando ao seu redor, sendo
a última esfera a das estrelas.
c-)A Terra está no centro do Universo, com os
demais planetas girando ao redor do Sol.
a-)Ciência que estuda os corpos celestes, bem
como a formação e o desenvolvimento do
Universo.
b-)Ciência que estuda os astros e o zodíaco.
c-)Ciência que os corpos celestes e sua
interferência na vida cotidiana.
3-)Qual a forma da Terra segundo Aristóteles?
a-)Plana.
b-)Cilíndrica.
c-)Esférica.
5-) Como Aristóteles definia o Universo?
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