GEOGRAFIA

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Geografia
Espaço geográfico do brasil
Capítulo 1
Formação, localização e divisão
política
Conexões
1.O declínio dos preços e queda acentuada das exportações,
dificuldade de o mercado interno absorver os excedentes por
causa da redução das exportações, redução da população e da
atividade econômica.
2.Resposta pessoal. Entre os motivos, os alunos poderão citar:
a falta efetiva de uma reforma agrária e de ações governamentais no implemento econômico da região. É importante,
no entanto, acompanhar o desenvolvimento do Nordeste,
que, em decorrência dos mais recentes investimentos, tem
a possibilidade de atingir maior dinamismo econômico nos
próximos anos.
Exercícios complementares
5.a
As entradas e bandeiras, conduzidas pelos bandeirantes, contribuíram para a extensão territorial atual brasileira.
6.Os lucros da metrópole vinham dos altos tributos cobrados de
toda e qualquer atividade desenvolvida em seus domínios e
para que os colonos fossem obrigados a consumir produtos
industrializados europeus e remetessem metais preciosos
para Portugal, eles proibiam o desenvolvimento de qualquer
atividade manufatureira.
1.a
1
Todas as características se aplicam ao meio-norte.
12.a) As regiões administrativas ou macrorregiões correspondem
à divisão oficial do IBGE. Ela considera os limites administrativos dos estados em sua divisão e as relativas semelhanças
entre os aspectos naturais e socioeconômicos. As regiões
geoeconômicas ou grandes complexos regionais foram uma
divisão elaborada pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger e não
acompanham os limites entre os estados, havendo estados
que possuem parte do seu território em uma região e parte
em outra. Essa divisão considera a formação histórico-econômica do Brasil e a recente modernização econômica que
se manifestou nos espaços urbano e rural, estabelecendo
novas formas de relações no território brasileiro. O mapa
“Regiões brasileiras” releva o contexto da Terceira Revolução Industrial ou Técnico-Científica e foi elaborado pelo
geógrafo Milton Santos. Considera, entre outros aspectos: a
quantidade de recursos tecnológicos avançados, o volume
de atividades econômicas modernas nas áreas financeira,
comercial, industrial e de serviços. A região que detém a
maior parte desses recursos instalados é conhecida como
Região Concentrada e corresponde às regiões Sul e Sudeste
da divisão do IBGE.
b) Correspondem às regiões mais industrializadas do país, em
todas as divisões regionais apresentadas.
Tarefa proposta
1.d
O texto do comerciante situa-se no período da expansão marítima e refere-se à disputa que envolveu Portugal e Espanha,
antes e depois da assinatura do Tratado de Tordesilhas (1494),
que dividia as terras da América entre os dois países.
2.c
As capitanias hereditárias eram grandes extensões de terras
(15 grandes lotes) que a colônia portuguesa repartiu entre os
donatários com o objetivo de total ocupação e exploração das
terras pelos portugueses.
3.c
O objetivo do Tratado de Madri (1750) era substituir o de Tordesilhas, o qual já não era mais respeitado na prática e, com
isso, os portugueses passaram a ter maior domínio sobre o
território brasileiro, que, na época, já estava bem próximo do
que é hoje.
4.Tratado de Santo Ildefonso (1777): substituiu o Tratado de
Madri porque os nativos de Sete Povos das Missões se rebelaram contra o domínio português, e a região Sul do atual
território brasileiro continuava em litígio entre portugueses e
espanhóis; assim, Portugal ficava com as terras de Santa Catarina e com todo o Rio Grande, e a Espanha com Sacramento
e Sete Povos das Missões.
Tratado de Badajoz (1801): entre muitos outros acertos, esse
tratado fez a Espanha renunciar as terras de Sacramento e de
Sete Povos das Missões em favor de Portugal.
5.Com a vinda da família real, houve a abertura dos portos e a
fixação da corte no Rio de Janeiro em março de 1808, o que
tornou a região ainda mais importante, atraindo banqueiros,
comerciantes, artesãos, pequenos industriais e imigrantes, pois
esta região passou a ser o vice-reino de Portugal.
6.b
A província Cisplatina tornou-se independente em 1828, com
o nome de República Oriental do Uruguai.
1
7.d
A zona de Palmas englobava áreas do Paraná e Santa Catarina.
8.c
O próprio texto esclarece o contexto histórico em que foi assinado
o Tratado de Petrópolis, com a consequente incorporação do Acre
ao território brasileiro: uma gigantesca massa humana, oriunda
do Nordeste, invadiu a Amazônia boliviana para coletar látex,
o que ocasionou uma crise militar, somente superada por meio
de ação diplomática e da assinatura do referido tratado.
9.d
O número 4 refere-se ao Sudeste, região de maior industrialização e que engloba as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.
0.c
1
É importante para demarcar território e confeccionar mapas,
além de poder se transformar em ponto turístico.
11.a) O IBGE adota a divisão em cinco macrorregiões: Sudeste,
Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte.
b) Os complexos regionais propostos pelo geógrafo Pedro Geiger
são formados pela Amazônia, Nordeste e Centro-Sul.
c) A divisão do IBGE considera o limite político-administrativo
dos Estados e considera em sua regionalização aspectos
comuns relacionados às características econômicas, naturais
e demográficas; já na divisão de Pedro Pinchas Geiger, os
critérios adotados foram geoeconômicos.
12.a) 1. Macrorregiões político-administrativas brasileiras.
2. Grandes complexos regionais ou regiões geoeconômicas.
b) O mapa 1 adota exclusivamente o critério político-administrativo, e suas fronteiras coincidem com as fronteiras dos
estados. Esses estados estão agrupados por similaridades
físicas, humanas e econômicas. O mapa 2 utiliza critérios
mais abrangentes e considera principalmente os aspectos socioeconômicos. A divisão em complexos regionais não respeita
o limite entre os estados. O norte de Minas Gerais encontra-se
no Nordeste, e o restante do território mineiro encontra-se no
Centro-Sul. O leste do Maranhão encontra-se no Nordeste, e o
oeste encontra-se na Amazônia. O sul do Tocantins e de Mato
Grosso encontra-se no Centro-Sul, mas a maior parte desses
estados pertence ao complexo da Amazônia.
13.e
O Centro-Sul é a região mais desenvolvida do Brasil; o Nordeste
é ainda área de repulsão demográfica e, embora tenha se recuperado recentemente, ainda é região muito pobre; a Amazônia
é a última fronteira agrícola do país, para onde se direcionam
investimentos não só neste setor, como no extrativismo mineral.
14.e
As características apresentadas referem-se às respectivas regiões;
o (2) caracteriza diretamente o Nordeste e o (4) caracteriza o
Sudeste, encerrando as possibilidades.
2
15.a
No agreste, há o predomínio da prática de policultura comercial, principalmente algodão, café, frutas e sisal e de médias e
pequenas propriedades.
16.e
A região Sul é a única que apresenta climas subtropicais com
matas de araucária e típica colonização europeia.
17.As regiões Sudeste e Sul, de acordo com a divisão oficial do
IBGE, formam a área de maior desenvolvimento do país.
Juntas, elas concentram grandes atividades de alta tecnologia
e informação, colocando-se em destaque no cenário socioeconômico brasileiro.
18.b
O Brasil é atravessado ao norte pela linha do Equador, e a maior
parte das terras fica no hemisfério sul. Está ainda completamente a oeste do meridiano principal.
Capítulo 2
Geologia, geomorfologia e
mineração no Brasil
Conexões
Existem duas formas de contaminação, a ocupacional e a
ambiental. A contaminação ocupacional ocorre pelas vias
respiratórias, no ambiente de trabalho, em que, no processo
de amalgamação do ouro em áreas de garimpo, vapores de
mercúrio são inalados. Pode ainda ocorrer a contaminação no
trabalho, em fábricas de cloro-soda e indústrias de lâmpadas
fluorescentes. A contaminação ambiental é causada pela ingestão de peixes de água doce ou salgada. O mercúrio penetra
diretamente na corrente sanguínea, provocando problemas
no sistema nervoso central. Pode ocorrer a deposição nos
tecidos, causando lesões no fígado, rins, aparelho digestivo.
A exposição por inalação pode acarretar fraqueza, fadiga,
perda de peso e problemas gastrintestinais. Foram ainda
relatados problemas psicóticos, como delírio, alucinação e
tendência suicida.
Exercícios complementares
5.a
Dentre as alternativas, a planície do pantanal é a única que
apresenta sedimentação recente em processo de consolidação.
6.a
As estruturas citadas correspondem a escudos cristalinos, que
derivam de formações antigas.
11.a
O Brasil apresenta um vasto território de grande riqueza mineral
de cobiça internacional.
12.a
O número 1 no Pará corresponde ao projeto Trombetas, no município de Oriximiná; em MG, está em Poços de Caldas. O manganês (3)
corresponde à serra do Navio, no Amapá, ao maciço do Urucum, em
Mato Grosso do Sul, e ao quadrilátero ferrífero, em Minas Gerais.
Tarefa proposta
1.d
O relevo brasileiro já sofreu muitos desgastes e, hoje, predominam altitudes entre 100 m e 800 m; em virtude disso, suas
formas são classificados como baixas.
2.d
De acordo com a classificação do professor Jurandyr Ross, a unidade
de relevo número 2 é a depressão periférica da borda leste da bacia
do Paraná, tendo a leste os planaltos e serras do Atlântico leste-sudeste e, a oeste, os planaltos e chapadas da bacia do Paraná.
3.d
A existência da terra roxa evidencia derrames vulcânicos, uma
vez que ela é originária da decomposição da rocha vulcânica
(basalto).
4.b
A planície amazônica verdadeira corresponde ao setor frequentemente inundado pelo rio Amazonas e seus afluentes.
5.b
O desenho esquemático mostra-nos um processo de formação de fósseis em terrenos sedimentares. Restos depositados
e soterrados por processos de sedimentação são litificados,
transformando-se em sedimentos soltos e restos de animais e
vegetais em rocha estruturada.
6.Soma = 28 (04 + 08 + 16)
O território brasileiro é formado por um conjunto de rochas muito
antigas que constituem os chamados complexos ou escudos cristalinos. Esses escudos foram afetados por diastrofismos pré-cambrianos
e, posteriormente, submetidos a um intenso trabalho erosivo cujos
sedimentos foram acumulados em áreas rebaixadas.
7.c
A área indicada está situada na bacia do meio-norte, e o relevo
dominante é do tipo “chapada”.
8.b
O petróleo ocorre em bacias sedimentares e resulta do soterramento de antigos assoalhos oceânicos.
9.a
A serra do Mar corresponde a um conjunto de montanhas
antigas que datam do Arqueozoico.
0.c
1
Ambos aparecem em bacias sedimentares, e o carvão data do
Paleozoico, enquanto o petróleo, do Cenozoico.
11.a) Indústria extrativista mineral.
b) Ferro: quadrilátero ferrífero (MG), serra dos Carajás (PA), maciço
do Urucum (MS); bauxita: Oriximiná e vale do rio Trombetas
(PA), Poços de Caldas e quadrilátero ferrífero (MG).
12.d
O mapa refere-se ao ferro, que é o principal minério exportado
pelo Brasil.
13.a
O quadrilátero central ou ferrífero fica em Minas Gerais em
terrenos do Pré-Cambriano, sendo sua produção fundamental
para o abastecimento da Companhia Siderúrgica Nacional,
localizada em Volta Redonda (RJ), a maior do Brasil.
14.a
Poços de Caldas (MG) e o vale do rio Trombetas (PA) correspondem
às duas mais importantes áreas extratoras de bauxita no Brasil.
15.e
A sequência bauxita-Pará-rio Trombetas indica a alternativa
correta.
16.c
O projeto Grande Carajás envolve a exploração mineral, principalmente o minério de ferro, da serra dos Carajás (sudeste do
Pará), cuja produção se destina a atender ao mercado externo.
O escoamento da produção é feito pela E. F. Carajás até o porto
de Itaqui — Ponta da Madeira (litoral do Maranhão). A opção
pelo transporte ferroviário justifica-se pela maior capacidade
de carga e pelo menor custo do transporte ferroviário, em
comparação ao rodoviário, por exemplo.
17.a
O mapa mostra três importantes áreas de extração mineral brasileiras, serra dos Carajás (PA), maciço do Urucum e quadrilátero
ferrífero, com destaque para os minérios de ferro (hematita),
manganês (pirolusita) e alumínio (bauxita).
8.c
1
A produção mineral do quadrilátero ferrífero é escoada pelos
portos de Vitória e Tubarão. O porto de São Luís escoa a produção de Carajás, e a hidrovia de Corumbá (MS), a produção
do maciço do Urucum.
Capítulo 3
Clima e formações vegetais
Conexões
1.Em razão do potencial das informações contidas em plantas,
animais, fungos e bactérias, que podem servir como fonte para a
obtenção de novos remédios, alimentos, fibras, pigmentos, como
matéria-prima para produtos e processos agrícolas e industriais,
e para o desenvolvimento de novas espécies ou variedades de
plantas adaptadas a diversas condições ambientais.
3
2.Apesar de enfatizar as possibilidades de utilização das espécies
vegetais e animais para exploração econômica e comercial, o
texto apresenta informações sobre como a natureza, nesse caso
representada pelas diversas espécies de seres vivos, contribui
para a purificação do ar, a reciclagem dos nutrientes, a manutenção da fertilidade do solo, a regulação da temperatura, a
proteção contra os ventos.
3.Não, somente podem ocorrer nos ecossistemas que lhes deram abrigo. Dessa forma, é imprescindível a conservação dos
ecossistemas naturais, sob o risco de se perderem as condições
necessárias aos processos evolutivos das espécies.
4.A questão tem como objetivo provocar a reflexão sobre a visão
meramente utilitarista da natureza, considerada um banco de
recursos para o desenvolvimento de atividades, para o serviço
da sociedade e da economia. É preciso considerar a importância
do equilíbrio ecológico do planeta, da preservação das espécies
para a manutenção dos diversos ecossistemas que apresentam
grandes quantidades de elementos naturais.
Exercícios complementares
5.c
Goiânia possui o clima tropical com chuvas de verão e seca
no inverno; Belo Horizonte possui clima tropical de altitude;
Curitiba apresenta clima subtropical; João Pessoa apresenta
clima tropical litorâneo, e Manaus apresenta clima equatorial
com baixa amplitude térmica.
6.b
Tropical atlântica é quente e úmida; Tropical continental é
quente e seca; Equatorial atlântica é quente e úmida.
11.c
III.Os mangues localizam-se na zona intertropical e são ecossistemas frágeis.
IV.Assim como os mangues, os corais são frágeis às mudanças
climáticas e à poluição.
12.d
Sujeita ao clima equatorial, ou seja, elevadas temperaturas
e índices pluviométricos, a floresta permite a sobrevivência
de milhares de espécies vegetais e animais, constituindo
uma das maiores reservas da biodiversidade mundial.
No entanto, seus solos são considerados rasos e pobres.
Tarefa proposta
1.a
A massa Equatorial atlântica (mEa) tem seu centro de origem
no Atlântico norte, no anticiclone dos Açores (próximo ao arquipélago de Açores). É uma massa quente e úmida que forma
os ventos alísios de nordeste e atua, principalmente, no litoral
das regiões Norte e Nordeste, na primavera e no verão.
4
2.e
A massa de ar responsável pela friagem na Amazônia durante
o inverno é a V (mPa: massa Polar atlântica, fria e úmida). As
demais são:
I.mEc (massa Equatorial continental, quente e úmida);
II.mEa (massa Equatorial atlântica, quente e úmida);
III.mTc (massa Tropical continental, quente e seca);
IV.mTa (massa Tropical atlântica, quente e úmida).
3.a
O fator climático que interfere na temperatura das duas cidades é a altitude. Cidades como Paranaguá apresentam uma
média térmica maior por estarem próximas ao nível do mar;
já em cidades como Guarapuava, que estão localizadas a uma
altitude maior, as médias térmicas serão menores em razão
do menor número de moléculas na atmosfera mais alta.
4.Soma = 25 (01 + 08 + 16)
Existem outros fatores, como latitude, continentalidade e
maritimidade, a serem considerados para se afirmar que duas
localidade possuem climas idênticos, algo não considerado
no item 02. A mPa tem ação direta e praticamente o ano todo no
Sul brasileiro, ao contrário do que afirma o item 04.
5.c
Campos do Jordão está a uma altitude superior a São Paulo, o
que determina menores médias térmicas.
6.d
II.Há também influência de massas frias como a mPa e secas
como o mTc.
IV.O clima equatorial é o de maior índice pluviométrico e o
clima semiárido o de menor índice pluviométrico.
7.a) Um dos fatores geográficos e sua explicação, entre os apresentados a seguir:
• maritimidade/continentalidade: as áreas costeiras geralmente possuem umidade maior que as localizadas no interior do
continente. Goiânia situa-se afastada da superfície marítima,
por isso sofre inexpressiva influência da maritimidade;
• altitude: em decorrência de a temperatura ser consequência
da irradiação do calor existente na superfície terrestre, à
medida que aumenta a altitude, diminui-se a temperatura.
Em Goiânia, têm-se altitudes do relevo, expressas em cotas
altimétricas medianas;
• situação latitudinal: a proximidade ou não em relação à
linha do Equador determina maiores ou menores temperaturas médias. Em virtude de Goiânia localizar-se na área
intertropical, possui temperatura média de aproximadamente 23 °C;
• formas do relevo: a distribuição dos grandes compartimentos (serras, planaltos e planícies) forma corredores naturais
para o desenvolvimento dos sistemas atmosféricos em
grandes extensões, ou seja, a configuração do relevo pode
facilitar ou dificultar a circulação das massas de ar. No caso
de Goiânia, têm significativa expressão os alinhamentos
N/S do território sul-americano e o relevo em sua maioria
suave-ondulado de Goiânia;
• dinâmica das massas de ar e frentes: são responsáveis pelas
características de temperatura e umidade. As massas de ar
que mais interferem nas características do clima de Goiânia
são a Equatorial continental, Tropical continental, Tropical
atlântica e a Polar atlântica;
• vegetação/atividades humanas: as intervenções na paisagem, decorrentes da economia moderna, ocasionam
transformações na dinâmica natural. Essas intervenções,
no caso de Goiânia, são mais evidentes pelo processo
do desmatamento para a realização de obras de engenharia.
b) Relação existente entre a temperatura e a pluviosidade
durante o verão: essa área apresenta temperaturas elevadas na maior parte do ano, sendo nos meses de setembro
e outubro o período em que se observam temperaturas
mais elevadas. No período do verão (de dezembro a março), verifica-se que as temperaturas continuam elevadas,
apresentando médias que oscilam entre 22 °C e 24 °C.
A incidência dos totais pluviométricos concentra-se entre
os meses de outubro e abril, com destaque para os meses
de dezembro a março (verão), com índices pluviométricos
médios entre 200 e 275 mm. Observa-se, mediante a leitura
e interpretação das médias térmicas mensais e dos índices
pluviométricos, que o verão se caracteriza por ser uma
estação quente e chuvosa.
8.F – F – F – V – V
I.As médias térmicas mais baixas da localidade A ocorrem
exatamente em junho e julho, meses de inverno no hemisfério sul. II.A localidade B não tem praticamente estação seca, logo não
há déficit hídrico.
III.As duas localidades não podem possuir regimes fluviais
idênticos. A localidade A deve possuir regime sazonal intermitente, e a B, permanente.
IV.Ambas as localidades estão no hemisfério sul, conforme se
deduz do exame da linha térmica.
V.A localidade A é nitidamente semiárida; logo, nela predomina o intemperismo mecânico ou físico das rochas.
11.b
A caatinga é o bioma característico do semiárido brasileiro.
Nessa região encontramos irregularidade na distribuição das
chuvas, predominando baixos índices pluviométricos. Isso
acarreta solos pouco desenvolvidos, litossolos e predomínio
de drenagem fluvial intermitente.
12.c
A Amazônia não pode ser considerada como o “pulmão do
mundo”, já que a floresta é praticamente autossuficiente, ou
seja, quase todo o oxigênio que a floresta produz acaba sendo
utilizado por ela mesma. Os responsáveis por esse papel são,
na verdade, os oceanos, mais precisamente as algas que neles
vivem. Além disso, o próprio termo “pulmão do mundo”, apesar
de metafórico, traz um paradoxo, pois um pulmão consome
oxigênio e libera gás carbônico, o contrário de uma floresta.
13.a
A presença de um relevo acidentando, típico daquele encontrado no domínio dos mares de morros, com a vegetação densa,
nos faz concluir que se trata do domínio da mata atlântica.
14.c
A vegetação característica do meio-norte é a mata dos cocais
(com predomínio do babaçu e da carnaúba). O meio-norte é uma
formação de transição entre a Amazônia, o cerrado e a caatinga.
15.d
III.A mata atlântica não apresenta predomínio de estrato
herbáceo, mas, sim, de uma vegetação arbórea, com alta
biodiversidade, latifoliada, densa e fechada, tropófita, entre
outras características.
16.d
O item I cita a importância da pecuária extensiva em uma área
onde anteriormente também se cultivou a cana-de-açúcar,
marcando a caatinga.
O item II fala da expansão da população e da construção de
hidrelétricas, como as atuais Santo Antônio, Jirau e Belo Monte,
tratando-se da Amazônia.
O item III cita a presença da atividade industrial nos dias de hoje,
numa região inicialmente ocupada para o cultivo do café e da
cana-de-açúcar, mostrando que se trata da mata atlântica.
9.d
A descrição é de plantas xerófilas, ou seja, adaptadas a longos
períodos de seca.
17.e
O domínio dos mares de morros florestados é resultado de
um intenso processo erosivo pluvial. O intemperismo químico
favorece as formas arredondadas encontradas no planalto
atlântico. O clima mais úmido é ideal para o estabelecimento
de uma floresta tropical úmida, no caso a mata atlântica.
10.a) O domínio morfoclimático da caatinga é caracterizado pela
presença de espécies xerófitas, cactáceas, resistentes a longos
períodos secos, apresentando raízes alongadas.
b) Podemos destacar a perda da biodiversidade, o processo de
desertificação e o aumento de processos erosivos.
18.c
O cerrado é uma formação savânica de áreas em que predomina
o clima semiúmido (uma estação seca e outra chuvosa), numa região de grandes planaltos com a presença de áreas elevadas com
topo aplanado, conhecidas como chapadas ou chapadões.
5
Capítulo 4
Hidrografia e domínios
morfoclimáticos
Conexões
1.Porque engloba uma tentativa de solucionar o problema
da seca no semiárido nordestino e ao mesmo tempo pode
afetar um dos rios mais importantes do Brasil que é usado
para navegação, irrigação e abastecimento urbano.
2.Porque sua nascente e alto curso se localizam em Minas Gerais,
onde o clima tropical com chuvas concentradas no verão abastece o São Francisco e muitos de seus afluentes, garantindo
que ele continue perene no trecho maior, no Nordeste, onde
atravessa a região do semiárido, marcado pela irregularidade
das chuvas.
3.Os defensores da transposição argumentam que o rio ajudará
a sanar a deficiência hídrica da região, sem comprometer o São
Francisco, pois a quantidade de água desviada é pequena. Os
contrários à transposição argumentam que é uma obra cara
e desnecessária, pois não existe déficit hídrico, e sim uma má
administração dos recursos existentes.
Exercícios complementares
5.a
Os erros apresentados nas afirmativas III e IV são, respectivamente, situar Itaipu na bacia 3, que é a bacia do Uruguai,
e afirmar que a bacia 4 está no planalto meridional, que na
verdade é a bacia secundária do leste.
6.c
O surgimento dos grupos serranos do Mar e da Mantiqueira,
por movimentos epirogenéticos de soerguimento (horst),
fez com que os rios que nascem na vertente oeste das serras,
apesar de próximos ao mar, corressem para o continente, integrando a bacia do Paraná. Os rios que correm pela vertente
oriental das serras do Mar e da Mantiqueira fazem parte da
bacia secundária do Atlântico sudeste.
11.e
O domínio dos cerrados é expressivo no Sudeste brasileiro, sendo os estados de Minas Gerais e São Paulo os que
possuem, em seus territórios, os trechos de cerrado mais
extensos.
12.c
As características apontadas pelo fragmento referem-se ao
bioma da caatinga, localizado nas depressões semiáridas do
sertão nordestino.
6
Tarefa proposta
1.e
A impermeabilização do solo acelera o escoamento pelos
canais e condutos da quantidade de água que chega ao
mesmo tempo no sistema de drenagem. As inundações, que
dependem do fluxo de água, ocorrem como consequência
do processo de urbanização e da ineficiência do sistema de
drenagem. Quando não era ocupado, o solo se mostrava
permeável e o escoamento se dava sem problemas. Se a
precipitação é intensa e o solo não tem capacidade de infiltração, parte do volume escoa para o sistema de drenagem
por condutos e canais, superando sua capacidade natural de
escoamento. As edificações erguidas nos leitos dos rios e o
uso inadequado das margens provocaram o desmatamento
e, em decorrência, as enchentes. Nós é que invadimos, e não
a água. Ela apenas segue seu curso. As principais ações a
serem postas em prática são a remoção dos moradores dos
leitos dos rios, a recuperação de suas margens e o reflorestamento.
2.b
Os rios brasileiros são, em sua maioria, de planalto por causa
da configuração do relevo do país e com predomínio da foz
em estuário, onde o rio deságua por um único canal.
3.d
A cisterna é um equipamento de extrema importância para
as populações empobrecidas da região do semiárido do
Nordeste brasileiro. São reservatórios cilíndricos, construídos
próximo à casa dos agricultores, que armazenam a água que
cai no telhado e é captada por uma estrutura construída
com calhas de zinco e canos de PVC. Armazena 16 mil litros
em média, quantidade de água que possibilita a uma família de cinco a sete pessoas utilizá-la durante um período
de até oito meses. Em geral, essa água tem uso restrito ao
consumo familiar. Tais programas se estendem até o vale
do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Analisando as demais
alternativas, temos:
a) A água mineral subsidiada não daria conta de atender às
necessidades de consumo extenso (tomar banho, cozinhar,
lavar e beber), além de ser uma solução cara.
b) Controlar parasitas por meio da distribuição de remédios seria inoperante, além de condenar a população a
infestações recorrentes, com a necessidade incessante da
medicação.
c) Desenvolver carros-pipa maiores geraria custos mais elevados com combustível, pneus e recursos humanos, e o
problema estaria sempre fora de controle.
e) Promover a migração de famílias inteiras para o Sudeste
e o Sul seria mudar o problema de lugar. A solução seria
muito cara para o país e insatisfatória para as famílias,
que acabariam se dispersando em favelas.
4.a
Os movimentos sociais rurais opõem-se ao projeto de transposição. Eles dizem que, por um lado, há necessidade da
recuperação ambiental do rio (recomposição da mata ciliar,
tratamento de esgotos e desassoreamento), mas, por outro, o
projeto atenderia somente ao agronegócio, comprometido
apenas com o mercado externo.
5.a
A montante de um rio é todo ponto referencial ou seção de
rio que se situa antes de um ponto referencial qualquer
de um curso de água. Sendo assim, a foz de um rio é o
seu ponto mais à jusante e a sua nascente é o ponto mais
à montante. A montante do rio Paraíba do Sul situa-se
na serra da Bocaina, no estado de São Paulo, a 1.120 km
de distância da sua foz, em Atafona, no litoral norte do
território fluminense, que é um estuário, já que deságua
no mar (oceano Atlântico).
6.b
I.A alternativa indica que a região com maior abundância de
água seria aquela que apresenta maior densidade de ocupação humana. Ou seja, o texto diz que a região Norte, que
apresenta corretamente a maior disponibilidade hídrica,
deveria apresentar também a maior ocupação humana, o
que não ocorre. Na verdade, a região brasileira com maior
ocupação humana é a região Sudeste. IV.As regiões Sul e Sudeste, que são as mais industrializadas
do país, não possuem menor degradação ambiental.
7.Soma = 27 (01 + 02 + 08 + 16)
(04) A bacia do São Francisco é conhecida como a bacia da
integração nacional por ter áreas no Nordeste e Sudeste.
Além disso, o rio São Francisco mantém sua perenidade
o ano todo.
8.a
A diminuição das vazões de estiagem no médio São Francisco
inviabilizaria a navegação nesse trecho, sendo, portanto, descabida.
9.d
A gestão compartilhada do aquífero não é um consenso.
Os críticos da proposta afirmam que, primeiro, o aquífero
Guarani não é um corpo único, mas fracionado por rochas
intrusivas em algumas partes e, segundo, que praticamente
três quartos do aquífero estão dentro do território brasileiro,
não sendo justa a divisão por igual de poderes na gestão dos
recursos hídricos.
10.a) O domínio morfoclimático da região centro-leste de Minas
Gerais é o de mares de morros. O fenômeno geomorfológico
em destaque é o processo de erosão. A erosão é um processo natural, mas pode ser intensificada quando a vegetação
natural é retirada. As áreas de encostas, especialmente
aquelas sujeitas a altos índices pluviométricos (como no
caso da foto), são as mais susceptíveis ao processo. Nelas, é
comum a formação de ravinas que aumentam ainda mais
a capacidade de transporte de partículas do solo e, assim,
o processo de erosão.
b) As áreas de encostas devem ter sua vegetação natural
preservada para que o processo de erosão não seja intensificado. Observa-se no canto direito da foto a ocupação do
solo para fins urbanos. Esse tipo de uso do solo, geralmente,
é acompanhado da retirada da vegetação natural, o que
intensifica o processo de erosão.
11.d
Apesar dos esforços do governo brasileiro, em especial do Ministério do Meio Ambiente, para conter o desmatamento da Amazônia
com a criação de novas unidades de conservação, especialistas
na área ambiental reiteram que a redução do desmatamento se
associa à crise internacional e à diminuição das exportações de
commodities como madeira, minérios, carne e soja (atividades
econômicas que pressionam o desmatamento).
12.c
O cerrado nordestino é identificado pelo número 3. Trata-se de
uma vegetação que corre sério risco de desaparecer por causa
da expansão do cultivo da soja no Piauí, no Maranhão e no
oeste baiano.
13.c
O domínio da caatinga é caracterizado por altas temperaturas
e baixa pluviosidade, muitas vezes inferior a 800 mm por ano.
Em razão da seca prolongada, predomina a drenagem intermitente.
14.a
Na região amazônica, a área desmatada coincide com as linhas
de expansão da fronteira agrícola. Para diminuir o desmatamento e promover justiça ambiental, o Estado brasileiro
deve fortalecer a ação fiscalizadora para coibir a escravidão
nas atividades extrativistas e também viabilizar políticas que
promovam a preservação da floresta e o desenvolvimento
sustentável.
15.Soma = 28 (04 + 08 + 16)
A maior parte do solo onde está a floresta amazônica é
pouco fértil. A sustentabilidade da floresta é decorrente dos
próprios nutrientes que ela fornece (galhos, folhas, frutos).
Nela se encontram as matas de igapó (situam-se em áreas
constantemente alagadas), as matas de várzea (sujeitas à
inundação nos períodos de cheia dos rios) e as matas de terra
firme (áreas que, por estarem em maior altitude, estão livres
de inundação).
16.b
Um dos argumentos para explicar a grande diversidade biológica da mata atlântica, além da presença de dois climas
7
(tropical úmido e de altitude), está na grande concentração
de ecossistemas dentro de um único bioma e a interligação
entre eles, aumentando a heterogeneidade desse domínio que
ocupa áreas ao longo de praticamente todo o litoral brasileiro
e extensas áreas do Sudeste.
17.b
A vegetação típica do Paraná é a floresta de araucária, que
apresenta as seguintes características: arbórea, mesófila,
8
aberta, com baixa diversidade, adaptada ao clima ameno ou
frio; e atualmente sofre com o desmatamento causado pela
indústria de papel e celulose e pela indústria de móveis.
8. Soma = 22 (02 + 04 + 16)
1
(01) A área mais baixa do domínio amazônico é a mata de
igapó (caaigapó), sendo a mata de várzea a parte intermediária.
(08) A mata dos cocais não é transição para mares de morros.
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