Ensino contemporâneo da geografia

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ISSN: 0000-0000
ENSINO CONTEMPORÂNEO DA GEOGRAFIA:
COM O AUXILIO DO GEORREFERENCIAMENTO
Daniel Nascimento1
Wander de Souza Sifuentes2
Kelly Cristina Onofri3
RESUMO
A necessidade do homem em obter e reter informações que pudessem manter sua
sobrevivência e suprir sua existência, o levou há criar códigos, que lhes dessem condições de
entender o que acontecia em determinada região, e como chegar à outra. Dessa maneira sua
forma de fazer seus registros acompanha de forma direta seu desenvolvimento, pois assim, o
homem passou de registros em cavernas, que é a forma mais rudimentar conhecida para
esculturas em pedra feitas de argila cozida, que marcaram o surgimento da cartografia que a
partir do século II contou com mapas confeccionados em papiro, mais tarde em pergaminhos,
passando no século XVI com expansão marítima, a contar com mapas mais ricos em detalhes,
pois os cartógrafos passam a manter um contato mais próximo dos habitantes dessas novas
regiões, o que possibilitava a aquisição de uma maior riqueza de detalhes. Com o passar dos
tempos chegamos à idade moderna e contemporânea, o que significou uma apropriação de
forma fenomenal das evoluções técnico científicas dando um salto qualitativo enorme, com
mapas mais detalhados a partir do século IXX, para mapas aéreos no século XX e mapas em
3D no século XXI.
Palavras-chaves: Geografia e Ensino. Cartografia. Geoprocessamento. Novas tecnologias no
ensino da Geografia.
ABSTRACT
Man's need to obtain and retain information that they could keep their survival and meet their
existence, took him there create codes that give them a position to understand what was
happening in a particular region, and getting to the other. In this way the way they do their
records attached directly development, seeing that the man passed records in caves, which is
the most rudimentary form known stone carvings made of baked clay that marked the
emergence of cartography that from second century had maps made of papyrus, later on
parchment, passing in the sixteenth century with overseas expansion, starting with richer
maps in detail, as cartographers spend to maintain closer contact the inhabitants of these new
regions, which It enabled the acquisition of a greater detail. Over the time we come to the
modern and contemporary age, which meant an appropriation of phenomenal form of
technical and scientific developments giving a huge qualitative leap with more detailed maps
1
Acadêmico do Curso de Licenciatura em Geografia pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci –
UNIASSELVI, Balneário Camboriú/SC. Professor de Geografia em Itajaí. Contato:
[email protected]
2
Acadêmico do Curso de Licenciatura em Geografia pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci –
UNIASSELVI, Balneário Camboriú/SC. Professor de Geografia em Itajaí. Contato: [email protected]
3
Orientadora. Graduada em Geografia, Pós Graduada em Docência no Ensino Superior e em Docência em
Geografia, Professora no Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI, Balneário Camboriú/SC,
Contato: [email protected]
Ensino contemporâneo da geografia: com o auxílio do georreferenciamento
from the IXX century to aerial maps in the twentieth century and maps 3D in the XXI
century.
Key words: Geography and Education. Cartography. New technologies in the teaching of
Geography.
1 INTRODUÇÃO
Pelo que se tem conhecimento, desde épocas remotas, sejam como forma de
expressão ou para registrar acontecimentos e conhecimentos, o homem procura dentro de seu
tempo e de suas disponibilidades, fazer com que esses registros sirvam de referências, paras
suas diversas necessidades.
Dentre as técnicas atávicas mais conhecidas estão as pinturas rupestres, as placas
de argilas (babilônios), papiros (egípcios), tendo também registros de culturas como: as précolombianas e de países asiáticos.
Desde então, esses registros vem acompanhando a evolução, ou processo de
desenvolvimento da civilização, e ao mesmo tempo tomando formas que se aproximam há
percepção, do homem nesse século, auxiliado por novas tecnologias, que não suplanta as
tecnologias anteriores, mas utiliza-se das mesmas para seu aprimoramento. Dessa forma
veremos a Cartografia, e a seguir as evoluções dessa forma de guardar e transmitir
informação, que iniciou com as pinturas rupestres, utilizou-se da argila, passando pelos mapas
da idade média, tomando o padrão cartográfico ainda em uso, e sendo auxiliado por novas
tecnologias como o Google Earth e o Google Maps.
2 INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS
2.1 ARTE RUPESTRE
Arte rupestre é o termo que denomina as representações artísticas pré-históricas
realizadas em paredes, tetos e outras superfícies de cavernas e abrigos rochosos, ou mesmo
sobre superfícies rochosas ao ar livre. A arte rupestre divide-se em dois tipos: a pintura
rupestre, composições realizadas com pigmentos; e a gravura rupestre, imagens gravadas em
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incisões na própria rocha.
Revista Científica Emersão
v.1, nº1 – maio/2015 – p. 156-168
Porto Belo/ SC
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FONTE: Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_rupestre. Acesso em: 10 de nov. 2014.
Figura 2, 3, 4 – PLACA DE GA-SUR
3
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2
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FONTE: Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=mapa+de+ga-sur. Acesso em: 11de nov. 2014.
Um dos mapas conhecidos mais antigos foi confeccionado pelos babilônios
(SUMÉRIOS) em um pedaço de cerâmica, ente 4.400 e 2.500 anos A.C, é uma representação
feita em uma placa de barro cozido de apenas 7 cm, que mostra o norte da Mesopotâmia,
cortada pelo Rio Eufrates.
A placa praticamente cabe na palma da mão e foi descoberta nas escavações das
ruínas da cidade de Ga-Sur, próxima a antiga Babilônia, atual região do Iraque,
(GEOGRAFIA, nos dias de hoje, Manual do professor, 2012, p. 52).
2.3 CARTOGRAFIA
Os mapas, o globo terrestre a e fotografia aérea são representações de parte de
toda a superfície da Terra. Os mapas são representações espaciais em superfícies planas,
muito utilizadas para localizar países ou regiões e mostrar informações diversas, como as
características físicas e humanas de um determinado lugar. São instrumentos que nos ajudam
a conhecer, compreender e analisar a realidade.
Há muito tempo os seres humanos se interessam em representar o espaço
geográfico a sua volta. A necessidade de conhecer melhor o lugar onde vive. Explorar novos
lugares, demarcar territórios, representar novos caminhos e identificar e registrar as
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características dos lugares levou os seres humanos a criar diferentes representações
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cartográficas, ferramentas que permitem analisar o espaço de maneira como está organizado e
que ajudam a orientar novas ações.
Os
primeiros
registros
cartográficos
feitos
pelas
civilizações
antigas
representavam pequenas localidades. Eram confeccionados com materiais bem diferentes dos
atuais. Esculturas em pedra e representações feitas em argila cozida marcaram o surgimento
da cartografia. Mais tarde, esses registros passaram a ser entalhados em madeira e gravados
em metal. Somente no século II passaram a existir mapas em papiro, uma espécie de papel
feito com a planta de mesmo nome. Outro material bastante utilizado para produzir mapas foi
o pergaminho, produto derivado do pelo da ovelha. (GEOGRAFIA, nos dias de hoje, Manual
do professor, 2012, p. 51).
No século XVI, os europeus iniciaram a descoberta e a conquista de novos
continentes, nas chamadas Grandes Navegações. Queriam ir além das terras próximas e,
percorrendo os mares, chegar a lugares até então desconhecidos. Descobriram terras na
América, contornaram a África e passaram a fazer comércio com os povos do Oriente.
Ampliaram seus horizontes, antes restritos as terras europeias, ao norte da África e parte da
Ásia. A cartografia contribuiu para a descoberta desses novos caminhos, pois com os mapas
náuticos, foi possível aventurar-se, pelos mares com um pouco mais de segurança.
(GEOGRAFIA, nos dias de hoje, Manual do professor, 2012, p. 53).
2.4 CARTOGRAFIA TOPOGRÁFICA
A Cartografia Topográfica tem como objetivo transformar dados e fotografias,
obtidas pelos levantamentos de campo, bem como fotografias aéreas, em cartas topográficas,
ou seja, cartas com detalhamento do relevo terrestre. São quase exclusivamente elaborados
em instituições governamentais que se dedicam à execução da carta de um país.
Consiste de um trabalho permanente, de contínuo aperfeiçoamento e
pormenorização que passou a ser indispensável tanto na tomada de decisões da administração
pública como da defesa do território nacional. Com o emprego de escalas grandes, produzemse cartas e mapas detalhados, matematicamente corretos e que servem de base para outros
menos detalhados.
Os levantamentos aerofotogramétricos, através de imagens estereoscópicas
(técnica que permite observar fotografia aérea em 3 dimensões, através de um aparelho
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chamado estereoscópio), simplificou o desenho cartográfico, possibilitando sua execução
mais rápida e com menor dependência do esforço individual. Ocorrem deformações ópticas
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nesse tipo de foto, porém elas são corrigidas no momento da fotografia ou em laboratório.
Apesar da grande facilidade que trouxe a aerofotogrametria, esta não reduziu os
levantamentos de campo necessitando ainda de apoio terrestre, planimétrico e altimétrico,
(UNIASSELVI, Caderno de Estudos, CARTOGRAFIA, 2013, p. 68).
Figura 5 – Mapa da América, de Diego Gutiérez, de 1562.
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2.5 MAPAS
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A cartografia é utilizada em muitos ramos do conhecimento, assim como em
outras ciências. Diversos profissionais, como arquitetos, geólogos, meteorologistas e
militares, fazem uso desse recurso. Entretanto, este misto de linguagem, técnica e ciência
estão perfeitamente adequadas àquilo que constitui o objeto de estudo da Geografia, ou seja,
as organizações especiais. Em linhas gerais, um mapa descreve os aspectos qualitativos e
quantitativos de uma dada porção do espaço ou da realidade. “A Geografia tem a finalidade
de facilitar a comunicação, ou seja, tornar instantânea a decodificação da mensagem contida
nessas representações” (SAMPAIO; SUCENA, 2010, P, 208).
O mapa é a representação do plano, normalmente em escala pequena, dos aspectos
geográficos, naturais, culturais e artificiais de uma área tomada na superfície de uma
figura planetária, delimitada por elementos físicos, culturais e ilustrativos (IBGE,
2007).
De modo simplificado, um mapa representa um conjunto de símbolos que têm
uma relação única e inequívoca entre: entidades, objetos e fenômenos existentes no mundo
real. O mundo real é por demais complexo para ser representado fielmente em sua totalidade.
A produção de um mapa é uma atividade de engenharia e, portanto, exige projetos. Esse
projeto chama-se: projeto cartográfico
Com o projeto cartográfico estabelecemos quais métodos e quais passos deverão
ser seguidos, que finalidades serão alcançadas a partir do uso do mapa. Os processos de
abstração cartográfica e de generalização cartográfica são aplicados, em primeiro lugar, na
produção de um mapa e, como resultado das ações da Cartografia, tem-se uma representação
simplificada e/ou aproximada do mundo. Ocorre, portanto, a simbolização e a seleção das
entidades, objetos e fenômenos representados. A eficiência da representação cartográfica
depende do conhecimento de quem interpreta e também da representação em si.
As principais caraterísticas são:
 Representação plana;
 Geralmente em escala pequena;
 Área delimitada por acidentes naturais (bacias, planaltos, chapadas etc.), políticoadministrativo;
 Destinação a fins temáticos, culturais ou ilustrativos. (UNIASSELVI, Caderno de
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Estudos, CARTOGRAFIA, 2013, p. 78; 79).
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2.6 CARTA
Carta é uma representação no plano, em escala média ou grande, dos aspectos
artificiais e naturais de uma área tomada de uma superfície planetária, subdividida em folhas
delimitadas por linhas convencionais (paralelos e meridianos), com a finalidade de possibilitar
a avaliação de pormenores, como grau de precisão compatível com a escala (IBGE 2007).
Em países de língua portuguesa os vocábulos carta e mapa coexistem e têm
praticamente tudo em comum. Em decorrência da navegação aérea, por analogia, temos a
carta aeronáutica. O Glossary of Mapping, Charting and Geodetic Terms (Termos do
Glossário de Mapeamento, Gráficos e geodésicos) (IBGE, 2007), define mapa como,
“Representação gráfica, geralmente numa superfície plana e numa determinada escala, das
características naturais e humanas, acima ou abaixo da superfície da Terra ou de outro
planeta”. E a definição de Carta: “Mapa de finalidade especial, destinado, em geral, á
navegação ou a outros fins particularidades, em que a informação cartográfica essencial se
combina com elementos decisivos ao uso proposto”. (SENE; MOREIRA, 2011, p. 13).
As principais características são:
 Representação plana;
 Escala média ou grande;
 Desdobramento em folhas articuladas de maneira sistemática;
 Limites das folhas constituídos por linhas convencionais, destinadas à avaliação
precisa de direções, distâncias e localização de pontos, áreas e detalhes.
(UNIASSELVI, Caderno de Estudos, CARTOGRAFIA, 2013, p. 80).
2.7 PLANTA
No conceito do IBGE, “Carta representa uma área de extensão suficientemente
restrita para que a sua curvatura não precise ser levada em consideração, e que, em
consequência, a escala possa ser considerada constante” (2007). Consiste num caso particular
de carta, pois utiliza escala grande o que permite representar um número de detalhes bem
maior, o que restringe a representação a uma pequena área.
Em geral, as plantas são mapas como uma escala que varia de 1: 10 até 1: 20.000,
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representam uma área restrita (pequena), um quarteirão ou um bairro, uma fazenda, um
terreno ou um condomínio, com isso a escala tende a representar com maior riqueza de
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detalhes. A principal característica da planta é a exiguidade das dimensões da área
representada. (UNIASSELVI, Caderno de Estudos, CARTOGRAFIA, 2013, p. 80, 81).
2.7 ESCALAS
As escalas podem ser apresentadas de duas maneiras: de forma gráfica ou através
de representação numérica.
Um mapa ou uma carta são representações esquemáticas reduzidas da superfície
topográfica da Terra, com os detalhes nela existentes, sobre um plano ou arquivo digital. Esta
redução se faz seguindo determinada proporção entre o desenho e a superfície terrestre,
proporção esta mostrada de forma numérica ou gráfica, chamada de escala (UNIASSELVI,
Caderno de Estudos, CARTOGRAFIA, 2013, p. , 81).
2.8 PRODUÇÃO DOS MAPAS NA ATUALIDADE
As fotos aéreas são muito utilizadas pelo governo e por empresas na elaboração
de mapas. Desde meados do século XX, a foto aérea é um importante recurso que auxilia os
seres humanos na organização do espaço geográfico.
As fotos aéreas servem para estudos geográficos, cartográficos, históricos e
arqueológicos, bem como para planejamentos urbanos e agropecuários. Com base nelas, é
possível obter informações como a localização de rios, morros, ilhas, pontes, ruas e avenidas,
além de outros elementos do espaço, sejam eles culturais ou naturais, as fotografias revelam
uma imagem de como eram os lugares no momento em que foram tiradas.
E com auxílio das fotos aéreas que a técnica denominada aerofotogrametria
identifica a distância entre os elementos fotografados, a forma, as dimensões e a posição dos
objetos contidos em uma série de fotos do mesmo local. Por isso, as fotos não são mapas, mas
auxiliam na confecção deles, (GEOGRAFIA, nos dias de hoje, Manual do professor, 2012, p.
55).
2.9 GEOPROCESSAMENTO
Conceituamos o geoprocessamento como um conjunto de tecnologias de coleta,
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tratamento, manipulação e apresentação de informações espaciais, pois consiste na
manipulação dos dados fornecidos através dos sensores remotos aplicados a softwares
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específicos de computadores especialmente desenvolvidos para permitir o processamento de
dados georreferenciados, utilizando métodos, conceitos e técnicas matemáticas e
computacionais próprios.
Tais programas informatizados permitem o uso de informações cartográficas, tais
como plantas, cartas topográficas, mapas, associando-as aos sistemas de coordenadas
geográficas, sendo isto para inúmeras aplicações, tais como: transporte, comunicações,
planejamento regional e urbano, análise de recursos naturais, além de muitas outras.
O Sistema de Informação Geográfica (SIG) e o geoprocessamento consistem em
sistemas tecnológicos que se completam. Enquanto o SIG consiste em ferramentas
computacionais para obtenção de informações geoespaciais, o geoprocessamento faz a
manipulação de tratamento de tais informações, integrando dados de diversas fontes, criando
bancos de dados georreferenciados, possibilitando, inclusive, automatizar a produção de
documentos cartográficos.
O geoprocessamento tem um grande potencial para um país de dimensão
continental como o Brasil, onde existe enorme carência de informações realistas para a
tomada de decisão sobre os problemas ambientais, rurais e urbanos.
O geoprocessamento passou a ser utilizado amplamente, como ferramenta de
apoio à tomada de decisões, a partir da década de 1990, consolidando assim o uso desta
técnica, saída das universidades para alcançar o mercado com uma grande velocidade.
A tecnologia dos satélites computacionais, aliados à manipulação dos dados
fornecidos pelos sensores remotos, se fazem de suma importância, pois será através do
geoprocessamento que as informações serão extraídas para domada de decisão,
(UNIASSELVI, Caderno de Estudos, CARTOGRAFIA, 2013, p. , 169, 170).
2.9.1 Imagens de satélite
As imagens de satélite são produzidas por satélites artificiais, que são utilizados
para o monitoramento ambiental (verificar a ocorrência de desmatamento em uma
determinada área, por exemplo) e para fazer mapas, eles também são utilizados por estações
meteorológicas, os satélites artificiais giram em torno da Terra a uma altitude que varia entre
200 e 35.000 quilômetros.
As imagens de satélites são muito utilizadas por empresas e pelas Forças Armadas
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dos países. Outro setor governamental que utiliza imagens de satélite é o de fiscalização
ambiental. Por exemplo, o governo do Brasil utiliza essas imagens para detectar pontos onde
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há queimadas, problema ambiental que, entre outras consequências, provoca danos ao solo e
prejudica a qualidade do ar, (GEOGRAFIA, nos dias de hoje, Manual do professor, p. 2012,
56).
2.9.2 Google earth e google maps
Em linhas gerais o Google Earth e o Google Maps são programas desenvolvidos e
distribuídos pela mesma empresa Google, cuja função é apresentar um modelo tridimensional
do globo terrestre, construído com base em fotografias de satélites. Além de ser gratuito, o
programa oferece uma riqueza de detalhes e possibilita o desenvolvimento de uma nova
maneira de olhar e conceber geograficamente o mundo, uma vez que permite visualizar, de
forma dinâmica, diferentes aspectos globais, regionais e locais de vários fenômenos. Um fato
que chama a atenção nesses softwares é a apresentação da realidade local; como são
renovados e atualizados de tempos em tempos disponibilizam sempre imagens atualizadas do
espaço geográfico (SARANTE; SILVA, 2009), (UINIASSELVI, Caderno de Estudos,
TECNOLOGIAS
DA
INFORMAÇÃO
E
COMUNICAÇÃOS
NO
ENSINO
DE
GEOGRAFIA, 2014, p. 129).
2.9.3 Mapas digitais
Durante séculos os mapas foram feitos a mão, desenhados em pedras,
pergaminhos e depois, em papel. Com o desenvolvimento tecnológico, os mapas passaram a
ser confeccionados com maior precisão, graças ao auxílio de programas de computador, hoje
os mapas também poder ser apresentados na versão digital, ou seja, um arquivo eletrônico que
pode ser consultado sem a necessidade reproduzi-lo em papel.
Hoje, em muitas situações, é possível consultar mapas pelo monitor de um celular
ou de um aparelho GPS que, instalado em um automóvel, por exemplo, recebe informações de
satélites artificiais sobre a localização precisa dos lugares, facilitando o deslocamento.
O avanço tecnológico, portanto tem ajudado muito na obtenção de informações e
dados sobre lugares com a utilização de ferramentas cada vez mais sofisticadas. Podemos
verificar que o principal papel dos mapas e transformar informações em representações
ilustradas, que servem para orientar diferentes tipos de ações humanas (GEOGRAFIA, nos
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dias de hoje, Manual do professor, p. 2012, 57).
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2.9.4 Sistema de Posicionamento Global (gps)
NAVSTAR-GPS (navigation System With Time And Ranging – Global
Positioning System) ou simplesmente GPS (Global Position System ou, então Sistema de
Posicionamento Global) é um aparelho eletrônico auxiliador de navegação, baseado em
satélites por cobertura mundial.
Este aparelho foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos
da América para fins militares, com o propósito de fornecer a posição geográfica através de
coordenadas (x, y, z), velocidade e tempo. O primeiro satélite a ser lançado para este fim foi
no ano de 1978.
Seu funcionamento consiste na receptação de 24 satélites geoestacionários que
orbitam em média a 20 mil quilômetros da superfície terrestre, dispostos em seis planos
orbitais numa inclinação de 60º graus em relação ao plano do Equador. (UNIASSELVI,
Caderno de Estudos, CARTOGRAFIA, 2013, p. 149, 150).
3 CONCLUSÃO
Ao nos deparamos com as informações acima, consideramos que com o suporte
de informação e tecnologias que contamos na atualidade, pode-se dar uma dinâmica maior ao
ensino da Geografia em sala de aula, pois hoje é possível cruzar todas as informações
existentes de uma região em um único mapa, e despolas em camadas que demonstrem suas
alterações ao longo do tempo, demonstrado vegetação suprimida, córregos, canalizações,
construções de obras de infraestruturas. E podemos também fazer uso das novas ferramentas
tecnológicas, para localizar locais que, em virtude dessas alterações tornaram-se indisponíveis
nos registros atuais, mas que com o uso de coordenadas, tornam-se facilmente localizáveis,
mesmo que sem acesso. O que cria um desafio ao estudante, e lhe dê a oportunidade de
trabalhar com recursos que ele tem em suas mãos.
REFERÊNCIAS
167
CHIANCA, Rosaly Braga; ORTEGA, Lígia; GIARDINO, Cláudio; CARVALHO Virna.
Geografia nos dias de hoje: 6º Ano. 1ª Edição. São Paulo/SP. Editora Leya, 2012.
RAMPAZZO, Sandra Regina dos Reis; FRANÇA, Cyntia Simioni; CRISTIANO, Debora
Mabel; SANTOS, Andréa Rodrigues dos. Tecnologias da Informação e Comunicação no
Ensino de Geografia. Londrina/PR. Editora Educacional, 2014.
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SAMPAIO, Fernando dos Santos; SUCENA, Ivone Silveira. Geografia, 2º ano: ensino
médio. 1ª Edição. São Paulo/SP. Edições SM, 2010.
SARANTE, A. L.; SILVA, A. C. V. O mundo dentro da escola: refletindo sobre os
recursos hídricos com o uso do Google Earth. 10º Encontro Nacional de Prática de Ensino
em Geografia, 2009, Porto Alegre.
SOUZA, Arildo João de. Cartografia. 1ª ed. Indaial: Editora Asselvi, 2007.
168
Site consultado. Disponível em:
<http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geografia/atlas.shtm?c=5aíba>. Acesso em: 20 de
nov. 2014.
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