19/05/2017 - gripe h1n1

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Gripe H1N1 é mais grave em pessoas com problemas cardiovasculares
A gripe causada pelo vírus H1N1, também conhecida popularmente como "gripe
suína", tornou-se uma "grande vilã" para pacientes com problemas cardíacos. Cada
vez mais, casos graves envolvem pessoas com insuficiência cardíaca, arritmia, angina
ou que já tiveram um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC). Mesmo pessoas
saudáveis podem apresentar problemas cardíacos decorrentes da infecção pelo vírus.
Até o fim outubro de 2016, o Ministério da Saúde registrava 2.086 internações por
H1N1 no País. Aproximadamente 30% desses pacientes eram portadores de doenças
cardiovasculares.
O vírus e o coração
Cardiologista no Hospital Sírio-Libanês, o dr. Juscelio Trajano de Sousa Filho explica
que já existem diversos estudos que mostram associação entre a infecção causada
pelo H1N1 e doenças cardíacas. "Ainda não há uma causa clara para essa associação
e o mecanismo exato permanece obscuro, mas inúmeros dados produzidos
recentemente destacam o papel danoso do vírus sobre o coração."
Na vigência do quadro infeccioso, várias mudanças ocorrem no organismo, entre elas:
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Aumento da frequência cardíaca;
Oscilações da pressão arterial;
Queda da quantidade de oxigênio no sangue;
Alterações imunológicos e hormonais.
Essas mudanças exigem um trabalho maior do coração, levando à descompensação
de doenças cardíacas preexistentes — ocasionando arritmias, desmaio, angina e
edema de pulmão.
Segundo o dr. Juscelio, discute-se inclusive o papel do vírus da gripe na instabilidade
das placas de gordura nas artérias do coração, aumentando o risco de infarto em
pacientes suscetíveis. Geralmente, quanto mais grave o problema cardíaco, maior o
risco de complicações.
Em pacientes saudáveis, o vírus da gripe — aliado ao sistema imunológico do próprio
paciente — pode gerar uma inflamação no músculo cardíaco (miocárdio) ou na
membrana que o reveste (pericárdio); a miocardite (ou miopericardite) pode evoluir
para insuficiência cardíaca e até causar a morte do indivíduo em casos mais graves.
Como se proteger da gripe H1N1?
Assim como os demais vírus da gripe, o H1N1 é transmitido por meio de contato com
secreções respiratórias de uma pessoa doente, geralmente expelidas na tosse ou no
espirro. Não só os pacientes com problemas cardíacos, mas todos podem adotar
medidas simples para reduzir o risco de infecção e transmissão:
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Evitar locais com aglomeração;
Cobrir o rosto ao tossir ou espirrar;
Evitar dividir objetos de uso pessoal, como toalhas de banho, talheres e copos;
Higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool-gel;
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No hospital, principalmente no pronto atendimento, solicitar máscara de
proteção (inúmeras pessoas com gripe estão no local esperando ou em
atendimento);
Vacinação (unidades de saúde ou clínicas privadas, como o Centro de
Imunizações do Hospital Sírio-Libanês).
Sintomas e tratamento
Pacientes infectados pelo H1N1 geralmente apresentam febre alta (acima de 38 ºC),
mal-estar intenso, tosse, falta de ar e dor no peito. Aqueles com problemas cardíacos
devem procurar imediatamente um médico ou um serviço de Pronto Atendimento.
"Quanto mais rápido for o diagnóstico e o início do tratamento, menor será o impacto
do vírus sobre o paciente e seu coração", comenta o cardiologista.
O tratamento contra o vírus envolve repouso e hidratação, mas nos grupos de risco, o
médico pode recomendar o uso de medicamentos que ajudem a aliviar os sintomas
da doença e combater o vírus, prevenindo complicações. O ideal é que esses
medicamentos sejam administrados até 72 horas depois do surgimento dos primeiros
sintomas. A automedicação é sempre contraindicada.
Fonte: www.hospitalsiriolibanes.org.br
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