Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo
Sistemas de redes inteligentes - SRI
Prof. Danilo
BIBLIOGRAFIA
Redes de computadores
Autor – Andrew S. Tanenbaum
Editora Campus
Protocolos de comunicação de dados
Autor – Linderberg Barros Souza
Redes de Computadores, dados, voz e imagem
Autor – Linderberg Barros Souza
Editora Érica
Redes
Autor – Kurose
Editora Pearson Books
BASES TECNOLÓGICAS
1. Redes locais ( LAN’s, MAN’s, WAN’s e PAN’s)
 Topologia de redes
2. Transmissão de informação e os meios físicos
 Ligação Inter-redes
3. Modelo OSI, conceitos de teleprocessamento
4. Protocolos de rede, datagrama
5. Equipamentos que compõem uma rede (Hub, Bridge, Routers, etc)
6. Internet e Intranet
 ATM, TMN, RDSI (ISDN)
REDES
Hardware de rede
Tecnologia de transmissão
Tecnologia de escala
Tecnologia de transmissão
Links de difusão
Links de ponto a ponto
Redes de difusão




Um canal de comunicação para o compartilhamento de várias
maquinas da rede.
Mensagens curtas – pacotes
Enviado por qualquer máquina e recebida por todas.
O endereço é que vai definir a entrega
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Sistemas de difusão também pode possibilitar a entrega do pacote a
todas as máquinas da rede, para isso, necessário se faz a utilização de um
código especial no campo de endereço.
Esse método de transmissão é conhecido por difusão (Broadcasting)
Multidifusão (Multicasting)
Redes ponto a ponto
Consistem em muitas conexões entre pares de máquinas individuais.
Para ir da origem ao destino, o pacote neste tipo de rede poderá percorrer
primeiro uma ou mais máquinas intermediarias.
A transmissão ponto a ponto com um transmissão e um receptor as
vezes é chamada de Unicasting.
TECNOLOGIA DE ESCALA
Sistema de vários processadores organizado por seu tamanho físico.
Na parte superior encontram-se redes pessoais (PAN’s) – redes
destinadas a uma única pessoa (Personal Área Network).
Exemplo:- Uma rede sem fio conectando um computador com o mouse,
o teclado e a impressora é uma rede pessoal.
Além da redes pessoais, encontramos rede de maior abrangência.
Essas redes podem ser divididas em:
REDES LOCAIS (LAN’s) Local área network
REDES METROPOLITANAS (MAN’s) Metropolitan área network
REDES GEOGRAFICAMENTE DISTRIBUIDAS OU REMOTAS (WAN’s)
Wide área network
A conexão de duas ou mais redes é chamada inter-rede
DISTÂNCIA ENTRE
PROCESSADORES
1m
10 m
100 m
1 Km
10 Km
100 Km
1.000 Km
10.000 Km
PROCESSADORES
LOCALIZADOS NO
MESMO
Metro quadrado
Sala
Edifício
Campus
Cidade
País
Continente
Planeta
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EXEMPLO
Rede Pessoal
Rede Local
Rede Metropolitana
Rede Geograficamente
Distribuída
Internet
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Topologias de redes:




Ponto a ponto
Ponto multiponto
Barramento
Anel
Estrela
REDES LOCAIS
As redes locais, muitas vezes chamadas LAN’s (Local Área Network),
são redes privadas contidas em um único edifício ou campus universitário com
até alguns quilômetros de extensão.
Elas são amplamente usadas para conectar computadores pessoais e
estações de trabalho em escritórios e instalações industriais de empresas
permitindo o compartilhamento de recursos (Por exemplo, impressora) e a
traça de informações).
As LAN’s tem três características que as distinguem de outros tipos de
redes:1. Tamanho
2. Tecnologia de transmissão
3. Topologia
1-)
As LAN’s tem um tamanho restrito, o que significa que a pior situação ou
seja, o tempo de transmissão é conhecido com antecedência, o conhecimento
desse limite permite a utilização de determinadas tipos de projetos que em
outras situações não seria possível.
Possibilita também a simplificação do gerenciamento da rede.
2-)
A tecnologia de transmissão das LAN’s quase sempre consistem em um
cabo, ao qual todas as maquinas são conectadas.
As LAN’s tradicionalmente funcionam em velocidade de 10 a 100 Mbps,
tem baixo retardo (micro ou nano segundos) e cometem pouquíssimos erros.
As LAN’s mais recentes operam a taxa de 10 Gbps.
3-)
As LAN’s por difusão operam em várias topologias.
Por exemplo:- Em uma rede em barramento (um cabo linear)
  
CABO
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Em qualquer instante no maximo um maquina desempenha a função de
mestre e pode realizar uma transmissão.
Quando as outras máquinas quiserem fazer use de uma transmissão
simultânea, será preciso criar um mecanismo de arbitragem para resolver
conflitos quando duas ou mais maquinas quiserem transmitir.
O mecanismo de arbitragem pode ser centralizado ou distribuído.
Por exemplo:- O padrão IEEE 802.3, mais conhecido como ETHERNET,
é uma rede de difusão de barramento com controle descentralizado, operando
em velocidade de 10 Mbps a 10 Gbps.
Os computadores em uma rede ETHERNET podem transmitir sempre
que desejarem. Se dois ou mais pacotes colidirem, cada computador
aguardará um tempo aleatório e fará uma nova tentativa mais tarde.
Um segundo tipo de sistema de difusão é por anel.
Em um anel cada bit propaga de modo
independente sem esperar pelo restante do pacote
ao qual pertence. Em geral, cada BIT percorre o
anel todo no intervalo de tempo em que alguns
BITs são enviados, muitas vezes até mesmo
antes do pacote ser transmitido inteiro assim
como ocorre em todos os outros sistemas de
difusão, existe a necessidade de se definir alguma
regra para arbitrar os acessos simultâneos ao anel.
São usados vários métodos, como fazer as máquinas
adotarem turnos.
Ex:- Rede Token Ring da IBM, rede local em anel que opera a 4 e 16
Mbps. (Token = bastão).
As redes locais por difusão podem ainda serem estáticas e dinâmicas,
dependendo do modo como o canal é alocado.
Em uma alocação estática típica, o tempo seria dividido em intervalos
discretos e seria utilizado um algoritmo de rodízio fazendo com que cada
maquina transmita apenas no intervalo de tempo de que dispõe. A alocação
estática dispensa a capacidade do canal quando uma maquina não tem nada a
transmitir durante o intervalo de tempo (slot) alocado a ela, e assim a maioria
dos sistemas procuram alocar o canal dinamicamente, ou seja, a medida que é
solicitada ou por demanda.
REDES METROPOLITANAS (Metropolitan Área Network)
Uma rede metropolitana, ou MAN, abrange uma cidade.
Exemplo:- Rede de TV a cabo
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Originalmente esta rede cresceu a partir de antigos sistemas de antenas
comunitárias usadas em áreas com fraca recepção do sinal de televisão pelo
ar.
Nesses primeiros sistemas, uma grande antena era colocada no alto de
uma colina próxima e o sinal era então conduzido até a casa dos assinantes.
Esses sistemas eram AD HOC, projetados no local, posteriormente
empresas começaram a entrar no negócio, obtendo concessão
governamentais.
REDES GEOGRAFICAMENTE DISTRIBUIDAS
Uma rede geograficamente distribuída, ou WAN (Wide Área Network),
abrange uma grande área geográfica, com freqüência um país ou continente.
Ela contém um conjunto de maquinas cuja finalidade é executar os programas
(ou seja, as aplicações) do usuário.
Seguiremos a tradição e chamaremos essas maquinas de “HOST”. Os
hosts estão conectados por uma sub-rede de comunicação ou, simplificando,
uma sub-rede.
Os hosts pertencem aos usuários (por exemplo, são os computadores
de uso pessoal), enquanto a sub-rede pertence e é operada por uma
concessionária de telefonia ou por um provedor de internet.
A tarefa da sub-rede é transportar mensagens de um host para outro,
semelhantemente ao sistema de telefonia (Tx/Rx).
Esta estrutura de rede é altamente simplificada, pois separa os aspectos
de comunicação pura da rede ( a sub-rede) dos aspectos de aplicação (hosts).
A maioria das redes geograficamente distribuídas consiste de dois
componentes básicos, quais sejam:


Linhas de transmissão;
Elementos de comutação.
As linhas de transmissão transportam os bits entre maquinas. Elas
podem ser formadas por qualquer meio de Tx (fios de cobre, fibra óptica,
enlaces de radio, etc.).
Os elementos de comutação são computadores especializados que
conectam três ou mais linhas de transmissão.
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Quando os dados chegam a uma linha de entrada, o elemento de
comutação deve escolher uma linha de saída para encaminhá-los.
Esses computadores de comutação receberam diversos nomes no
passado; O nome “ROTEADOR” é agora o mais comumente usado.
Comentário em relação a “sub-rede”.
Originalmente, seu único significado identificava o conjunto de
roteadores e linhas de comunicação que transportavam pacotes (Hosts –
Origem  destino).
O termo sub-rede adquiriu um segundo significado, ou seja, em conjunto
com endereçamento de rede.
Infelizmente não existe nenhuma alternativa amplamente utilizada para
seu significado inicial e assim nós o utilizaremos com alguma hesitação em
ambos os sentidos, contudo, o contexto sempre deixara clara a acepção do
termo que esta sendo usado.
Na maioria das WAN’s, a rede contém numerosas linhas de transmissão
todas conectadas a um par de roteadores. No entanto, se dois roteadores que
não compartilham uma linha de transmissão desejarem se comunicar, eles só
poderão fazê-lo indiretamente, através de outros roteadores.
Quando é enviado de um roteador para outro por meio de um ou mais
roteadores intermediários, o pacote é recebido integralmente em cada roteador
intermediário onde é armazenado ate a linha de saída solicitando ser liberada,
para então ser encaminhado.
Uma sub-rede organizada de acordo com esse princípio é chamada de
sub-rede “STORE AND FORWARD” (armazenamento e encaminhamento) ou
de “comutação de pacotes”.
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Quase todas as redes geograficamente distribuídas (com exceção das
que utilizam satélite) têm sub-redes store and forward. Quando são pequenos e
têm todos os mesmo tamanhos os pacotes costumam ser chamados de
“células”.
O princípio de uma WAN de comutação por pacotes baseia-se em geral
em quando um processo em algum host tem uma mensagem para ser enviada
a um processo em algum outro host, primeiro o host que irá transmitir divide a
mensagem em pacotes, cada um contendo seu número na seqüência. Esses
pacotes são então injetados na rede um de cada vez em rápida sucessão.
Os pacotes são transportados individualmente pela rede e depositados
no host receptor, onde são novamente montados para formar a mensagem
original que é entregue ao processo receptor.
Na figura, todos os pacotes seguem a rota A-C-E, em vez de A-B-D-E ou
A-C-D-E.
Em algumas redes, todos os pacotes de uma determinada mensagem
devem seguir a mesma rota, em outras, cada pacote é roteado separadamente.
É claro que, se A-C-E for a melhor rota, todos os pacotes deverão ser enviados
por ela ainda que cada pacote seja roteado individualmente. As decisões de
roteamento são tomadas em caráter local. Quando um pacote chega ao
roteador “A” cabe ao roteador “A” decidir se esse pacote deve ser enviado na
linha para “B” ou na linha para “C”. A forma como “A” toma essa decisão é
chamada de algoritmo de roteamento (Existem muitos desses algoritmos).
Nem todas as WAN’s são comutadas por pacotes, uma segunda
possibilidade para uma WAN é um sistema de satélite. Cada roteador tem uma
antena pela qual pode enviar e receber, as vezes, os roteadores estão
conectados a uma sub-rede ponto a ponto de grande porte, e apenas um deles
tem uma antena de satélite. As redes de satélite são inerentemente redes de
difusão e são mais úteis quando a propriedade de difusão é importante.
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REDES SEM FIO
A comunicação digital sem fio não é uma idéia nova, em 1901, o físico
Italiano Guglielmo Marconi, demonstrou como funcionava um telegrafo sem fio
e transmitia informações de um navio para o litoral por meio de código morse
(afinal de contas os pontos e traços são binários). Os modernos sistemas
digitais sem fio têm um desempenho melhor, mas a idéia básica é a mesma.
Em uma primeira aproximação redes sem fio podem ser divididas em 3
categorias principais:
1. Interconexão de sistemas;
2. LAN’s sem fio;
3. WAN’s sem fio.
A interconexão de sistemas significa interconectar os componentes de
um computador usando radio de alcance limitado. Quase todo computador tem
um monitor, um teclado, um mouse e uma impressora conectados por cabos a
uma unidade central (CPU).
É tão grande o número de novos usuários que enfrentam grande
dificuldade para conectar todos os cabos aos pequenos orifícios corretos
(embora em geral eles sejam codificados em cores) que a maioria dos
fabricantes de computadores oferece a opção de enviar um técnico à casa do
usuário para fazê-lo. Consequentemente algumas empresas se uniram para
projetar uma rede sem fio de alcance limitado chamada Bluetooth, a fim de
conectar esses componentes sem a utilização de fios.
A rede Bluetooth também permite a conexão de câmeras digitas, fones
de ouvido, scanners e outros dispositivos a um computador, simplesmente
trazendo-os para dentro do alcance da rede. Nada de cabos, nada de
instalações de drivers, basta junta-los, ligá-los e eles funcionarão. Para muitas
pessoas essa facilidade de operação é uma grande vantagem.
A próxima etapa das redes sem fio são as LAN’s sem fio.
Elas são sistemas em todo computador tem um modem de rádio e uma
antena por meio dos quais pode-se comunicar com outros sistemas.
Frequentemente existem uma antena no teto que permite a
comunicação das maquinas, porém se os sistemas estiverem próximos o
bastante, eles poderão se comunicar diretamente um com o outro em uma
configuração não hierárquica. As LAN’s sem fio estão se tornando caca vez
mais comuns em pequenos escritórios e lares, onde a instalação de Ethernet é
considerada trabalhosa demais, bem como em edifícios comerciais, cantinas
de empresas, shoppings, aeroportos, bares, restaurantes, e outros lugares
mais.
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Existe um padrão para LAN’s sem fio chamado IEEEE 802.11, que a
maioria dos sistemas implementa e que esta se tornando bastante difundido.
O terceiro tipo de rede sem fio é usado em sistemas geograficamente
distribuídos. A rede de radio utilizada para telefonia celular é um exemplo de
sistema sem fio de baixa largura de banda.
Em certo sentido as redes celulares sem fio são semelhantes as LAN’s
sem fio, exceto pelo fato de que as distâncias envolvidas são muito maiores e
as taxas de bits muito mais baixas. As LAN’s sem fio podem operar em
velocidades de até 54 Mbps sobre distâncias de dezenas de metros. Os
sistemas celulares operam abaixo de 1 Mbps porem a distância entre a
Estação Rádio Base (ERB) e o telefone é medida em quilômetros.
Além das redes de baixa velocidade estão sendo desenvolvidas redes
sem fio geograficamente distribuídas de alta largura de banda. O enfoque
inicial é o acesso a Internet de alta velocidade sem fio a partir dos lares e de
empresas comerciais sem a utilização do sistema de telefonia.
Esse serviço é chamado de serviço de distribuição local multiponto.
REDES DOMÉSTICAS
As redes domésticas estão surgindo no horizonte. A idéia fundamental é
que, no futuro, a maioria dos lares estará configurada para redes. Todo
dispositivo doméstico será capaz de se comunicar com cada um dos outros
dispositivos e todos eles estarão acessíveis pela Internet.
Muitos dispositivos são capazes de se conectar em rede. Alguma das
categorias mais obvia são (com exemplos):
1. Computadores,
(Desktops,
Notebooks,
Pdas,
Periféricos
compartilhados);
2. Entretenimento (Tv, DVD, Vídeo Cassete, câmera de vídeo, câmera
fotográfica, equipamento estéreo, MP3 e similares).
3. Telecomunicações (Telefone, Celular, Intercomunicador, Fax).
4. Eletrodomésticos
(Microondas,
refrigerador,
relógio,
forno,
condicionador de ar, lâmpadas).
5. Telemetria (medidor de consumo de serviços de utilidade pública,
alarme de fumaça/arrombamento, termostatos, câmaras para
monitoramento de bebes.
INTER-REDES
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Existem muitas redes no mundo. Com freqüência apresentando
diferentes tipos de hardware e software. Normalmente as pessoas conectadas
às redes distintas precisam se comunicar entre si.
Para que esse desejo se tornar realidade, é preciso que se estabeleçam
conexões entre redes quase sempre incompatíveis, as vezes por meio de
maquinas chamadas gateways, que estabelecem a conexão e fazem a
conversão necessária, tanto em termos de hardware como em termos de
software.
Um conjunto de redes interconectadas é chamada inter-rede ou internet.
Esses termos serão usados em um sentido genérico, em contraste com
a Internet mundial (uma inter-rede específica), que sempre será representada
com inicial maiúscula.
Uma forma comum de inter-rede é um conjunto de LAN’s conectadas por
uma WAN. Uma inter-rede é formada quando diferentes redes estão
interconectadas. A conexão de um LAN e uma WAN ou a conexão de duas
LAN’s forma uma inter-rede, mas ainda não existe um consenso na indústria
quanto a terminologia a ser usada nessa área.
Uma regra pratica é que, se diferentes organizações pagam pela
construção de partes distintas da rede e cada uma mantenha a sua parte
temos uma inter-rede e não uma única rede.
SOFTWARE DE REDE
No projeto das primeiras redes de computadores o hardware foi a
principal preocupação e o software ficou em segundo plano, essa estratégia foi
deixada para trás. Atualmente, o software de rede é altamente estruturado.
HIERARQUIA DE PROTOCOLOS
Para reduzir a complexidade do projeto à maioria das redes é
organizada como uma pilha de camadas ou níveis, colocadas uma sobre as
outras. O número de camadas, o nome, o conteúdo, e a função de cada
camada diferem de uma rede para outra.
No entanto, em todas as redes o objetivo de cada camada é oferecer
determinados serviços a camadas superiores, isolando essas camadas dos
detalhes de implementação desses recursos.
Em certo sentido, cada camada é uma espécie de maquina virtual,
oferecendo determinados serviços a camada situada acima dela.
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HOST B
HOST A
Protocolo
Nível 5
NÍVEL OU
CAMADA
Nível 5
Interface 4/5
Protocolo
Nível 4
Nível 4
Interface 3/4
Protocolo
Nível 3
Nível 3
Interface 2/3
Protocolo
Nível 2
Nível 2
Interface 1/2
Protocolo
Nível 1
Nível 1
PRIMITIVAS DE SERVIÇO
São os relacionamentos entre os níveis de cada host, (exemplo:Interface entre nível 1 e nível 2). Deve-se observar a hierarquia a ser utilizada
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MODELAMENTO OSI (Open System Interconection)
Desenvolvido pela ISO (International Standards Organization) o sistema
OSI é composto por sete (7) camadas (Níveis), quais sejam:
Camada 1
Camada 2
Camada 3
Camada 4
Camada 5
Camada 6
Camada 7







Física
Enlace ou controle de linha
Rede
Transporte
Sessão
Apresentação
Aplicação
B
A
Nome de unidade
intercambiada
Protocolo de
aplicação
Aplicação
Aplicação
APDV
Apresentação
PPDN
Sessão
SPDN
Transporte
TPDN
Protocolo de
aplicação
Apresentação
Protocolo de
aplicação
Sessão
Protocolo de
aplicação
Transporte
Protocolo de
aplicação
Rede
Rede
PACOTE
Enlace
QUADRO
Física
BIT
Protocolo de
aplicação
Enlace
Protocolo de
aplicação
Física
Limite da sub-rede de comunicação
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LIMITE DA SUB-REDE DE COMUNICAÇÃO
Protocolo da sub-rede interna
REDE
REDE
ENLACE
ENLACE
FÍSICA
FÍSICA
Protocolo de roteador / Host de camada de rede
Protocolo de roteador / Host de camada de enlace
Protocolo de roteador / Host de camada física
MODELO DE REFERENCIA OSI
1. Uma camada deve ser criada onde houver necessidade de um grau de
abstração adicional.
2. Cada camada deve executar uma função bem definida.
3. A função de cada camada deve ser escolhida tendo em vista a definição
de protocolos padronizados internacionalmente.
4. Os limites de camada devem ser escolhidos para minimizar o fluxo da
informações pelas interfaces.
5. O número de camadas deve ser grande o bastante para que funções
distintas não precisem ser desnecessariamente colocadas na mesma
camada e pequeno o suficiente para que a arquitetura não se torne difícil
de controlar.
CAMADA FÍSICA
A camada física trata da transmissão de bits brutos por um canal de
comunicação. O projeto de rede deve garantir que, quando um lado enviar um
bit 1, o outro lado receberá como um bit 1, não como um bit 0, nesse cabo, as
questões mais comuns são a voltagem a ser usada para representar um bit 1
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um bit 0, a quantidade de nanossegundos que um bit deve durar, o fato de a
transmissão poder ser ou não realizada nos dois sentidos simultaneamente, a
forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será
encerrada quando ambos os lados tiverem terminado, e ainda quantos pinos o
conector de rede terá e qual será a finalidade de cada pino.
Nessa situação, as questões de projeto lidam em grande parte com
interfaces mecânicas, elétricas e de sincronização, e com o meio físico de
transmissão que se situa abaixo da camada física.
CAMADA DE ENLACE DE DADOS OU CONTROLE DE LINHA
A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar 1 canal
de transmissão bruto em uma linha que pareça livre de erros de transmissão
não detectados para camada de redes.
Para executar essa tarefa, a camada de enlace de dados faz com que o
transmissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que em geral,
tem alguma centenas ou alguns milhares de bits e transmita os quadros
sequencialmente.
Se o serviço for confiável, o receptor confirmará a recepção correta de
cada quadro, enviando de volta um quadro de confirmação. Outra questão que
surgiu na camada de enlace de dados ( e na maioria nas camadas mais altas)
é como impedir que um transmissor rápido envie uma quantidade excessiva de
dados a um receptor lento.
Com freqüência, é necessário algum mecanismo que regule o trafego
para informar ao transmissor quanto espaço o buffer do receptor tem no
momento.
Muitas vezes, esse controle de fluxo e o tratamento de erros estão
integrados.
As redes de difusão tem uma questão adicional a ser resolvida na
camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado.
Uma sub-camada especial na camada de enlace de dados, a sub-camada de
controle de acesso ao meio, cuida desse problema.
CAMADA DE REDE
A camada de rede controla a operação da sub-rede.
Uma questão fundamental de projeto é determinar a maneira como os
pacotes são roteados da origem até o destino.
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As rotas podem se basear em tabelas estáticas “Amarradas” a rede e
raramente alteradas. Elas também pode ser determinadas no início de cada
conversação: por exemplo, uma sessão terminal “com logon” em uma maquina
remota.
Por fim elas podem ser altamente dinâmicas, sendo determinadas para
cada pacote com o objetivo de refletir a carga atual da rede.
Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo, eles dividirão o
mesmo caminho provocando gargalos. O controle desse congestionamento
também pertence a camada de rede.
De modo mais geral a qualidade do serviço fornecido (retardo, tempo em
transito, instabilidade, etc.). Também é uma questão da camada de rede.
Quando um pacote tem de viajar de uma rede para a outra até chegar ao
seu destino podem surgir muitos problemas. O endereçamento utilizado pela 2ª
rede pode ser diferente do que é empregado pela 1ª rede.
Talvez a segunda rede não aceite o pacote devido ao seu tamanho
excessivo, os protocolos podem ser diferentes e assim por diante.
Cabe a camada de rede superar todos esses problemas, afim de permitir
que redes heterogêneas sejam interconectadas.
Nas redes de difusão o problema de roteamento é simples e assim a
camada de rede com freqüência é estreita ou mesmo inexistente.
CAMADA DE TRANSPORTE
A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada
acima dela, dividi-los em unidades menores caso necessário repassar essas
unidades a camada de rede e assegurar que todos os fraguimentos chegaram
corretamente a outra extremidade, além do mais, tudo isso deve ser feito com
eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas da inevitáveis
mudanças na tecnologia de hardware.
A camada de transporte também determina que tipo de serviço deve ser
fornecido a camada de seção e em última analise aos usuários da rede.
O tipo de conexão de transporte mais popular é um canal ponto a ponto,
livre de erros que entrega mensagens ou bits na ordem em que eles forem
enviados.
No entanto, outros tipos possíveis de serviços de transporte são as
mensagens isoladas sem nenhuma garantia relativa a ordem de entrega e a
difusão de mensagens para muitos destinos.
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O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida.
(Observe que é impossível conseguir um canal livre de erros; o que as pessoas
realmente entendem por essa expressão é que a taxa de erros é baixa o
suficiente para ser ignorada na pratica).
CAMADA DE SESSÃO
Permite que usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessão entre
eles.
Uma sessão oferece diversos serviços, inclusive controle de dialogo
(mantendo o controle de quem deve transmitir a cada momento), o
gerenciamento de token (bastão) (impedindo que duas partes tentem executar
a mesma operação crítica ao mesmo tempo) e a sincronização (realizando a
verificação periódica de transmissões longas para permitir que elas continuem
a partir do ponto em que estavam ao ocorrer uma falha).
CAMADA DE APRESENTAÇÃO
Diferente das camadas mais baixas, que se preocupam com a
movimentação de bits, a camada de apresentação esta relacionada à sintaxe e
a semântica das informações transmitidas.
Para tornar possível a comunicação entre computadores com diferentes
representações de dados, as estruturas de dados a serem intercambiadas
podem ser definidas de maneira abstrata, juntamente com a codificação padrão
que será usada durante a conexão. A camada de apresentação gerencia essas
estruturas de dados abstratas e permite a definição e o intercâmbio de
estrutura de dados de nível mais alto.
CAMADA DE APLICAÇÃO
A camada de aplicação contém uma série de protocolos comumente
necessários para os usuários.
Um protocolo de aplicação amplamente utilizado é o http (Hyper text
transfer protocol) que constitui a base da word wide web (www). Quando um
navegador deseja uma página web, ele envia o nome da página desejada ao
servidor, utilizando o http. Então o servidor transmite a pagina de volta. Outros
protocolos de aplicação são usados para transparência de arquivos, correio
eletrônico e transmissão de notícias pela rede.
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O MODELO DE REFERÊNCIA TCP/IP
Quando foram criadas as redes de rádio e satélite começaram a surgir
problemas com os protocolos existentes, o que forçou a criação de uma nova
arquitetura de referência.
Um dos principais objetivos do projeto foi a habilidade para conectar
diversas redes de uma maneira uniforme.
Definiu-se também que a rede deveria ser capaz de sobreviver à perda
do hardware de sub-redes, com as conversações existentes sendo mantidas
em atividades.
Em outras palavras, as conexões deveriam permanecer intactas
enquanto as máquinas de origem e destino estivessem funcionando, mesmo
que algumas maquinas ou linha de transmissão intermediárias deixassem de
operar repentinamente.
Além disso, era necessária uma arquitetura flexível, capaz de se adaptar
a aplicações com requisitos divergentes como, por exemplo, a transferência de
arquivos e a transmissão de dados de vem em tempo real.
A CAMADA INTER-REDES
Todas essas necessidades levaram a escolha de uma rede de
comutação de pacotes baseada em uma camada de interligação de redes sem
conexões.
Essa camada, chamada camada inter-redes, integra toda a arquitetura.
Sua tarefa é permitir que os hosts injetem pacotes em qualquer rede,
garantir que eles trafegarão independentemente até o destino (talvez em uma
rede diferente). Eles podem chegar até mesmo em uma ordem diferente
daquela em que foram enviados obrigando as chamadas superiores a
reorganizá-los, caso a entrega em ordem seja desejável.
A camada inter-redes define em formato de pacote oficial e um protocolo
chamado IP (internet protocol). A tarefa da camada inter-redes é entregar
pacote IP onde eles são necessários.
O roteamento de pacotes é uma questão de grande importância nessa
camada, assim como a necessidade de evitar o congestionamento.
Por esses motivos, é razoável dizer que a função da camada inter-redes
do TCP/IP é muito parecida com a da chamada de rede da OSI.
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OSI
TCP / IP
APLICAÇÃO
APRESENTAÇÃO
SESSÃO
TRANSPORTE
REDE
ENLACE DE DADOS
FÍSICA
APLICAÇÃO
NÃO PERTENCENTES
NO MODELO
TRANSPORTE
INTER-REDES
HOST/REDE
CAMADA DE APLICAÇÃO
Corresponde as camadas 5,6 e 7 do modelo OSI e faz a comunicação
entre os aplicativos e o protocolo de transporte.
Entre os principais protocolos que operam nesta camada, destacam-se o
http, SMTP, FTP e o TELNET.
A camada de aplicação comunica-se com a camada de transporte
através de uma porta.
As portas são numeradas e as aplicações padrão usam sempre uma
mesma porta. Por exemplo, o SMTP utiliza sempre a porta 25, o http a porta 80
e o FTP as portas 20 (para transmissão de dados) e porta 21 (para transmissão
de informações de controle).
Através das portas, é possível saber para qual protocolo serão enviados
os dados para uma determinada aplicação. É possível configurar cada porta de
cada aplicação.
PROGRAMA DE
E-MAIL
NAVEGADOR
WWW (BROWSER)
SMTP
Porta
25
PROGRAMA DE
FTP
HTTP
Porta
80
CAMADA DE
APLICAÇÃO
FTP
Porta
20
Porta
21
CAMADA DE
TRANSPORTE
TCP
CAMADA DE TRANSPORTE
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É a camada que equivale a camada de transporte do modelo OSI. Esta
camada é responsável por pegar os dados enviados pela camada de aplicação
e transformá-los em pacotes a serem repassados para a camada de internet.
Ela utiliza uma forma de multiplexação, onde é possível transmitir
simultaneamente dados de diferentes aplicações.
Nesta camada operam dois protocolos:
TCP  Transport control protocol
UDP  User datagram protocol
Ao contrário do TCP, o UDP não verifica se o dados chegou ao seu
destino, já o TCP para todo pacote enviado sempre há uma confirmação se
este chegou ou não.
Protocolo Permite a comunicação entre hosts dentro de uma mesma camada
PrimitivasPermite a comunicação entre camadas de um mesmo host.
TCP/IP-5
TELNET
Protocolos
FTP
SMTP
TCP
Aplicação
(apresentação e sessão)
DNS
Transporte
UDP
Rede
IP
Redes
ARPANET
SATNET
PACKET RADIO
LAN
Física +
Controle de linha ou enlace
IHM  Interface homem máquina
A CAMADA HOST/REDE
Abaixo da camada Inter-redes, encontra-se um grande vácuo.
O modelo de refer6encia TCP/IP não especifica muito bem o que
acontece ali, exceto o fato de que o host tem de se conectar à rede utilizando
algum protocolo para que seja possível enviar pacotes IP. Esse protocolo não é
definido e varia de host para hoste de rede para rede.
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O modelo OSI  Três conceitos fundamentais
1. Serviço
2. Interfaces
3. Protocolos
A definição do “SERVIÇO” informa o que a camada faz, e não a forma como as
entidades acima dela o acessam ou como a camada funciona.
INTERFACE
A interface de uma camada informa como os processos acima dela
podem acessá-la. A interface especifica quais são os parâmetros e resultados
a serem esperados. Ela também não revela o funcionamento interno da
camada.
PROTOCOLOS
Utilizados em uma camada são de responsabilidade dessa camada. A
camada pode usar os protocolos que quiserem, desde que eles viabilizem a
realização do trabalho. Ela também pode alterar esses protocolos sem
influenciar o software das camadas superiores.
Essas idéias se adaptaram perfeitamente aos novos conceitos da
programação orientada a objeto. Um objeto, assim como uma camada, tem um
conjunto de métodos (operações) que os processos externos ao objeto podem
invocar. A semântica desses métodos define o conjunto de serviços que o
objeto oferece.
Os parâmetros e os resultados dos métodos formam a interface do
objeto.
O código interno do objeto é seu protocolo, que não é visível nem
interessa aos elementos que estão fora do objeto.
Originalmente, o modelo TCP/IP não distinguia com clareza a diferença
entre serviço, interface e protocolo.
O PROTOCOLO IP (ENDEREÇAMENTO IP)
O protocolo TCP/IP foi desenvolvido com a intenção de permitir o
roteamento de pacotes, e graças a essa característica é possível fazer a
interligação de diversas redes (como é o caso da internet).
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Para permitir o roteamento ele utiliza um esquema de endereçamento
lógico denominado IP. (para rede de computadores existem dois tipos de
endereçamento: FÍSICO  que vem impresso nas placas de rede “MAC
ADRESS” e LÓGICO  que é configurado pelo usuário com um endereço IP.)
Em uma rede TCP/IP cada dispositivo conectado à rede deve ter pelo
menos um endereço IP, isso permite identificar o dispositivo na rede a qual ele
pertence.
REDE
“A”
ROTEADOR
“1”
REDE
“B”
ROTEADOR
“2”
REDE
“C”
Neste exemplo existem três redes distintas (redes A,B e C) onde cada
uma tem seu fluxo de comunicação interno.
As redes são interligadas através de um dispositivo chamado roteador.
O roteador isola o fluxo das redes só permitindo que dados atravessem
por ele se esses dados se destinarem a uma rede externa.
Supondo que um computador da rede queira enviar dados para um
computador da rede B, este envia os dados ao roteador 1 que se encarregará
de encaminhar os dados ao seu destinatário.
Caso um computador da rede A queira enviar dados para um
computador da rede C, ele envia os pacotes ao roteador 1, que então passará
esse pacote diretamente para o roteador 2, que se encarregará de entregar os
pacotes ao computador destino.
Esse tipo de entrega de pacotes é feito facilmente pelo roteador porque
o pacote de dados tem o endereço IP da maquina destino. Quando um
roteador recebe um pacote que não pertence a rede interna, ele redireciona
este pacote para outra rede que possa estar interligado a ele. É assim que as
redes baseadas no protocolo TCP/IP funcionam.
Elas tem um ponto de saída da rede (Gateway) onde todos os pacotes
que não pertencem aquela rede são encaminhados as redes subseqüentes que
vão enviando os pacotes a sues gateways até que o pacote atinja a rede
destino.
Um endereço IP é composto de 4 bytes (32 bits) representados na forma
decimal, e separados por ponto, no formato X.Y.Z.W . Assim o menor número
do endereço IP possível é 0.0.0.0 e o maior é 255.255.255.255.
Como cada dispositivo de uma rede TCP/IP precisa ter um endereço IP
único, para que o pacote de dados consiga ser entregue corretamente, você
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terá que usar um endereço que não esteja sendo utilizado por nenhum outro
computador da rede. Para facilitar a distribuição dos endereços IP foram
especificados cinco classes de endereços IP.
CLASSE
BIT DE IDENTIFICAÇÃO
0XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX
A
B
C
D
E
10XXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX
110XXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX
1110XXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX
1111XXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX
ENDEREÇO
MAS BAIXO
(DECIMAL)
1.0.0.0
128.1.0.0
192.0.1.0
224.0.0.0
240.0.0.0
ENDEREÇO MAIS
ALTO (DECIMAL)
126.0.0.0
191.255.0.0
223.255.255.0
239.255.255.255
255.255.255.254
Em redes usamos somente os endereços IP das classes A, B e C com
as seguintes características de cada uma delas.
Classe A 
Classe B 
Classe C 
O primeiro número identifica a rede, os demais três números
indicam a máquina.
Cada endereço Classe A consegue endereçar até 16.777.216
máquinas.
Os dois primeiros números identificam a rede, os dois demais
identificam a máquina. Esse tipo de endereço consegue
endereçar até 65.536 máquinas em rede
Os três primeiros números identificam a rede, o último indica a
maquina. Com isso consegue-se endereçar até 256 máquinas
Para entendermos melhor, vejamos um exemplo de rede Classe C.
Neste tipo de rede, onde os 3 primeiros dígitos identificam a rede, você
poderá conectar até 256 máquinas na mesma rede (0 a 255), na verdade 254
pois os endereços 0 (identifica a rede) e 255 (identifica os computadores) são
endereços especiais que serão discutidos posteriormente. A realidade é que o
tipo de classe de rede a ser usada vai depender da quantidade de máquinas
que serão conectadas a sua rede.
O sistema de redes que forma a estrutura da internet é chamado de
Backbone. Para que sua rede possa se conectar a internet, ela deverá estar
conectada ao Backbone de alguma forma, seja diretamente ou indiretamente,
através de uma rede que esteja conectada ao backbone.
No Brasil um dos Backbones existentes é o da Embratel. Dessa forma,
se você quiser que sua rede esteja conectada à internet ela deverá estar
conectada de alguma forma ao Backbone da Embratel.
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Na internet o responsável pelo fornecimento dos endereços IPs são os
Backbones. São eles que distribuem os números IPs validos para a internet.
Essa estrutura de distribuição funciona de uma forma hierárquica.
Em princípio se sua rede não for estar conectada à internet, você poderá
definir qualquer endereço IP para os dispositivos que estiverem conectados a
ela. O problema é que mais cedo ou mais tarde surgirá a necessidade de se
conectar a internet e o conflito com endereços IPs reais será inevitável, caso
você tenha montado uma rede com endereços IPs já existentes. Para evitar tal
aborrecimento existem endereços especiais que servem para a configuração
de uma rede local, sem a necessidade de se utilizar endereços IPs reais. Esses
endereços são reservados para redes privadas e são os seguintes:
Classe A
Classe B
Classe C



10.0.0.0
a
172.16.0.0 a
192.168.0.0 a
10.255.255.255
172.31.255.255
192.168.255.255
Para se criar uma rede privada é aconselhado o uso de tais endereços,
a não ser que haja uma certeza de que tal rede nunca será conectada à
internet.
www.projetoredes.kit.net  Colégio Salesiando de Lins.
Exemplificando, tem-se uma rede IP configurada com o endereço
192.168.100.0.
O endereço “0” indica a rede. Assim o endereço de rede 192168.100.0
indica a rede que usa endereços que comecem por 192.168.100, e que o
ultimo byte é usado para identificar as maquinas na rede. Já o endereço
10.0.0.0 indica que os três últimos identificam o computador na rede.
Já o endereço “255” é reservado para Broadcast, o ato de enviar um
mesmo pacote para mais de uma maquina ao mesmo tempo. Neste caso, a
rede envia o mesmo pacote de dados para todos os computadores da rede.
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Para podermos nos conectar à internet com a rede do exemplo, duas
ações podem ser tomadas:
Uma seria conseguir uma faixa de IP classe “C” e reconfigurar todos os
endereços IP’s das máquinas. Como essa situação é pouco provável, pois
esses endereços são geralmente disponibilizados para provedores de internet,
uma outra solução seria obter apenas um endereço IP real e usar um gateway
(Roteador) para disponibilizar o acesso a rede externa (Internet). Com o
gateway é possível fazer a comunicação com a internet sem a necessidade de
alterar toda a configuração da rede.
O roteador atua entre as duas redes permitindo que o trafego da rede
local (192.168.100.0) não interfira no trafego da internet.
O roteador possui duas interfaces de rede, uma para a rede local, e
outra para a internet, e cada uma dessas interfaces deve ser configurada para
que ambas as redes possam acessá-las. A interface para a rede local é o IP
192.168.100.100 que é configurado pelo administrador da rede. Já a internet
200.128.210.4 é um endereço IP disponibilizado pelo provedor de internet que
a rede está ligada.
A comunicação da rede local com a internet acontece da seguinte forma:
O computador 192.168.100.3 solicita uma pagina na www.
Essa solicitação percorre toda a rede chegando ao roteador, que
percebe que essa solicitação não pertence a essa rede. Isso é possível graças
a tabela de endereços existentes no roteador. Toda página www tem um
endereço IP que é traduzido para um nome. Como o roteador perceber que
aquele endereço não pertence àquela rede, ele encaminha a solicitação para a
próxima rede, e assim sucessivamente até que se encontre o seu destino (ou
não).
A solicitação feita pelo computador 192.168.100.3 fica guardada no
roteador até se obter uma resposta de confirmação (positiva ou negativa).
Quando essa resposta chega, ela é encaminhada para seu solicitante
(192.168.100.3)
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Existem duas formar do roteador armazenar a tabela, um tabela estática
e outra tabela dinâmica, Na estática o roteador tem todos os endereçamentos
IPs da rede já determinados, na dinâmica os endereços IPs são determinados
conforme se necessita de uma.
No caso do endereçamento dinâmico, utiliza-se um protocolo chamado
DHCP (Dinamic Host Configurations Protocol – Protocolo de configuração
dinâmica de máquina), dessa forma, toda vez que um cliente solicitar um
endereço IP, o servidor DHCP disponibilizará para ele um endereço valido que
não esteja sendo usado naquele momento, e assim que o cliente finalizar o seu
uso ele libera o endereço IP.
MASCARA DE REDE
A mascara de rede é um endereço de 4 bytes (32 bits), no mesmo
padrão do IP, onde cada bit 1 representa a parte do endereço IP que
identificará a rede e o bit “0” informa a parte do endereço IP que será usado
para configurar o endereçamento da máquina.
As mascaras de rede padrão são:
Classe A Classe B:Classe C:-
255.0.0.0
255.255.0.0
255.255.255.0
Quando desejamos fragmentar uma rede em mais segmentos usamos a
mascara fora do padrão conforme a necessidade. Por exemplo temos um
endereço IP classe C (192.168.100.0), podemos fragmentá-los em 4 sub-redes
distintas, veja as especificações:
 Rede 1:31 – Endereços IP variando de 192.168.100.0 até 192.168.100.31,
utilizamos uma mascara igual a 255.255.255.224 (se subtrairmos 224 de 255
temos 31 endereços validos);
 Rede 2:31 – Endereços IP variando de 192.168.100.32 até 192.168.100.63,
utilizamos uma mascara igual a 255.255.255.224
 Rede 3:63 – Endereços IP variando de 192.168.100.64 até 192.168.100.127
utilizamos uma mascara igual a 255.255.255.192;
 Rede 4:127 – Endereços IP variando de 192.168.100.128
192.168.100.254, utilizamos uma mascara igual a 255.255.255.128.
Página:- 25
até
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O valor da mascara é a diferença entre 256 e o número disponível na
sub-rede em questão. Quando criamos uma sub-rede podemos isolar o fluxo
de comunicação entre as redes através dos roteadores.
RECONHECENDO UM ENDEREÇO IP
Como foi visto, redes TCP/IP utilizam-se de endereços virtuais cada
placa de rede tem um endereço físico único gravado na própria placa. Para
enviarmos uma mensagem pela rede precisamos conhecer o endereço virtual
(IP) da máquina destinatária.
Para associar um endereço físico a um endereço a um endereço virtural
existe o protocolo ARP (adress resolution protocol). Ele funciona mandando
uma mensagem Broadcast para a rede perguntando a todas as máquinas, qual
responde pelo IP do destinatário. Então a máquina destinatária responde e
informa o seu endereço de placa de rede (MAC – Médium Access Control)
permitindo a transmissão de dados entre as duas máquinas. Para não ter que
ficar enviando toda vez uma mensagem Broadcast pela rede, o dispositivo
transmissor armazena o último endereço IP recentemente acessado e o
endereço MAC correspondente a cada IP. Podemos fazer um teste no MSDOS, para isso basta usar o comando “arp-a” e ele te relacionará o último
endereço IP e o respectivo endereço MAC daquele IP.
Existe um protocolo que permite descobrir um endereço IP através de
um endereço físico, é o protocolo RARP (reverse address resolution protocol).
Esse protocolo faz o processo inverso ao arp.
PROTOCOLO TCP (Transmissão de dados)
O protocolo TCP (Transport control protocol) é o responsável pelo
controle de fluxo de dados na rede, já que “faz” o transporte dos dados, ele
recebe os dados vindos da camada de rede (IP) e os coloca em ordem, verifica
se todos chegaram corretamente. As aplicações enviam dados a serem
transmitidos pela rede ao protocolo TCP, através de canais virtuais de
comunicação chamados de portas. As portas mais usadas (e mais conhecidas)
estão listadas na tabela abaixo:
PORTA
15
20
21
23
25
43
80
APLICAÇÃO
NETSTART
FTP (DADOS)
FTP (CONTROLE
TELNET
SMTP
WHOIS
http
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O protocolo TCP é endereçado pelo número de IP e o número da porta,
dessa forma é que as aplicações podem conversar de forma simultânea (na
camada de transporte) sem que os dados sejam trocados entre as aplicações.
Ao receber um pacote de dados, o protocolo TCP envia uma mensagem
de confirmação de recebimento à máquina transmissora, chamada
ACKNOWLEDGE ou simplesmente ACK.
Caso essa confirmação não chegue ao transmissor após um intervalo de
tempo determinado, esses dados serão retransmitidos pelo protocolo TCP.
ENQ
ACK 0
MENSAGEM 1
ACK 1
MENSAGEM 2
NACK
MENSAGEM 2
ACK 0
MENSAGEM 3
WACK
ENQ
WACK
ENQ
ACK 1
EOT
ENQ  Enquire (Solicitação para transmitir “Quero transmitir”)
ACK  Transmissão recebida com sucesso
NACK  Transmissão não recebida com sucesso
WACK  Wait, aguarde para transmitir
EOT  End of text, fim do texo
PROTOCOLO FTP (File transfer protocol)
Protocolo de transmissão de arquivos)
O serviço FTP é extremamente útil, por isso bastante utilizado na
internet.
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É o serviço que permite o envio de arquivos de um computador para
outro na internet, contendo dede um pequeno texto até grandes programas,
além de também possibilitarem a manipulação remota de diretórios (criação de
diretórios, troca de nome de arquivos, exclusão de arquivos, etc).
PORTA
15
APLICAÇÃO
NETSTAT
NetStat  Network Statistic
Serve para mostrar as conexões ativas atuais com a máquina em questão. Ela
lista na tela todas as conexões (TCP/IP) em andamento.
RFC 1700  Portas  16 bits 0 a 65535 , as mais conhecidas são de 0 a
1023.
CONEXÃO
A comunicação entre duas diferentes máquinas é chamada de conexão.
O protocolo TCP é responsável por abrir, manter e fechar as conexões entre as
máquinas.
Para estabelecer uma conexão, o transmissor envia um pacote de dados
avisando que ele quer estabelecer a conexão. O receptor pega esses dados e
confirma a conexão com outro pacote de dados, que ao chegar ao transmissor
estabelece a conexão confirmando o recebimento do pacote.
A conexão é mantida através do envio de dados do transmissor ao
receptor. A finalização da conexão ocorre da mesma forma que o seu
estabelecimento.
SOCKET
A transmissão de dados no protocolo TCP acontece usando o conceito
de portas. Assim quando o TCP recebe um pacote destinado a porta 80, ele
sabe que deve entregar aqueles dados ao protocolo http (que por sua vez os
entregará no Browser Internet do usuário), ou seja, a porta serve para
identificar o tipo de aplicação que gerou o pacote e para qual tipo de aplicação
os pacotes de dados devem ser entregues.
DATA:- 13/4/09
Pense no seguinte problema. Você está trabalhando com um browser e
resolve abrir nova janela (algo muito comum por sinal), como o protocolo TCP
saberá a qual das janelas ele deve entregar o pacote de dados solicitado por
uma das janelas do browser, já que as duas janelas usam a mesma porta 80
para a mesma aplicação http?
Para resolver esse tipo de problema, o TCP faz o uso do SOCKET.
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O SOCKET define uma conexão dentre de uma porta. Com o uso desse
conceito, pode-se ter várias conexões diferentes em uma mesma porta,
permitindo o uso da mesma porta por várias janelas da mesma aplicação.
PROTOCOLOS DE APLICAÇÃO
Existem vários tipos de protocolos de aplicação, porém os mais
utilizados e mais comuns são:





DNS (Domain name service): usado para identificar máquinas através
de nomes em vez de IP
TELNET Usado para comunicar-se remotamente com a maquina
FTP (File transport protocol): usado para transferência de arquivos
SMTP (Simple text transfer protocol): usado no envio e recebimento
de e-mails.
HTTP(Hyper text transfer protocol): usado na transferência de
documentos hipermídia (www).
DNS
As máquinas na rede TCP/IP são identificadas por meio de um endereço
numérico, que não são tão fáceis de serem guardados, por isso foi criado um
sistema que permite relacionar endereços IPs a nomes dados as máquinas,
esse sistema é chamado DNS.
Endereços como www.terra.com.br , na verdade, são uma conversão
para a forma nominal de um endereço IP como por exemplo 200.184.77.138.
É muito mais fácil guardar um nome como www.teleipfone.com.br do que
guardar um endereço IP.
Quando você entra com um endereço no browser de internet, o browser
se comunica com o servidor DNS que é responsável por descobrir o endereço
IP do nome digitado, permitindo que a conexão seja efetuada.
SERVIDOR RAIZ
SERVIDOR .COM
SERVIDOR .BR
SERVIDOR .COM.BR
SERVIDOR .ORG
SERVIDOR ORG.BR
Cada rede local TCP/IP precisa ter ao menos um servidor DNS. Todos
os pedidos de conversão de nomes em endereços IP são enviados a este
servidor, caso ele não consiga efetuar essa conversão, ele responderá o
pedido enviando o endereço de um servidor que seja hierarquicamente
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superior a ele e, com isso, a haverá maior probabilidade de conhecer o
endereço solicitado.
Outra vantagem desse sistema, é que cada vez que um endereço
solicitado não pertence aquele DNS é respondido, o servidor de DNS aprende
aquele endereço, tornando a resposta aquela solicitação mais rápida.
TELNET
Ë um terminal remoto, onde o micro cliente pode fazer um login em um
servidor qualquer que esteja conectado à rede (ou a internet, se estiver
conectada a ela). Através do TELNET o usuário pode manipular o servidor
como se ele estivesse sentado em frente a ele localmente. Todo o que o
usuário fizer no terminal remoto, na verdade estará sendo executado no
servidor, e não no seu computador local.
O seu uso é extremamente simples, basta digitar (no prompt do MSDOS) ou na barra de endereços o número IP ou o nome do servidor.
C:\> TELNET 192.168.0.9
TELNET 192.168.0.9
Conectar Editar TerMinal Ajuda
Red Hat Linux Release 7.0 (Guinness)
Kernel 2.2.16.22 on ANi 686
Login:
Password:
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