Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo BIBLIOGRAFIA Redes de computadores Autor – Andrew S. Tanenbaum Editora Campus Protocolos de comunicação de dados Autor – Linderberg Barros Souza Redes de Computadores, dados, voz e imagem Autor – Linderberg Barros Souza Editora Érica Redes Autor – Kurose Editora Pearson Books BASES TECNOLÓGICAS 1. Redes locais ( LAN’s, MAN’s, WAN’s e PAN’s) Topologia de redes 2. Transmissão de informação e os meios físicos Ligação Inter-redes 3. Modelo OSI, conceitos de teleprocessamento 4. Protocolos de rede, datagrama 5. Equipamentos que compõem uma rede (Hub, Bridge, Routers, etc) 6. Internet e Intranet ATM, TMN, RDSI (ISDN) REDES Hardware de rede Tecnologia de transmissão Tecnologia de escala Tecnologia de transmissão Links de difusão Links de ponto a ponto Redes de difusão Um canal de comunicação para o compartilhamento de várias maquinas da rede. Mensagens curtas – pacotes Enviado por qualquer máquina e recebida por todas. O endereço é que vai definir a entrega Página:- 1 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Sistemas de difusão também pode possibilitar a entrega do pacote a todas as máquinas da rede, para isso, necessário se faz a utilização de um código especial no campo de endereço. Esse método de transmissão é conhecido por difusão (Broadcasting) Multidifusão (Multicasting) Redes ponto a ponto Consistem em muitas conexões entre pares de máquinas individuais. Para ir da origem ao destino, o pacote neste tipo de rede poderá percorrer primeiro uma ou mais máquinas intermediarias. A transmissão ponto a ponto com um transmissão e um receptor as vezes é chamada de Unicasting. TECNOLOGIA DE ESCALA Sistema de vários processadores organizado por seu tamanho físico. Na parte superior encontram-se redes pessoais (PAN’s) – redes destinadas a uma única pessoa (Personal Área Network). Exemplo:- Uma rede sem fio conectando um computador com o mouse, o teclado e a impressora é uma rede pessoal. Além da redes pessoais, encontramos rede de maior abrangência. Essas redes podem ser divididas em: REDES LOCAIS (LAN’s) Local área network REDES METROPOLITANAS (MAN’s) Metropolitan área network REDES GEOGRAFICAMENTE DISTRIBUIDAS OU REMOTAS (WAN’s) Wide área network A conexão de duas ou mais redes é chamada inter-rede DISTÂNCIA ENTRE PROCESSADORES 1m 10 m 100 m 1 Km 10 Km 100 Km 1.000 Km 10.000 Km PROCESSADORES LOCALIZADOS NO MESMO Metro quadrado Sala Edifício Campus Cidade País Continente Planeta Página:- 2 EXEMPLO Rede Pessoal Rede Local Rede Metropolitana Rede Geograficamente Distribuída Internet Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Topologias de redes: Ponto a ponto Ponto multiponto Barramento Anel Estrela REDES LOCAIS As redes locais, muitas vezes chamadas LAN’s (Local Área Network), são redes privadas contidas em um único edifício ou campus universitário com até alguns quilômetros de extensão. Elas são amplamente usadas para conectar computadores pessoais e estações de trabalho em escritórios e instalações industriais de empresas permitindo o compartilhamento de recursos (Por exemplo, impressora) e a traça de informações). As LAN’s tem três características que as distinguem de outros tipos de redes:1. Tamanho 2. Tecnologia de transmissão 3. Topologia 1-) As LAN’s tem um tamanho restrito, o que significa que a pior situação ou seja, o tempo de transmissão é conhecido com antecedência, o conhecimento desse limite permite a utilização de determinadas tipos de projetos que em outras situações não seria possível. Possibilita também a simplificação do gerenciamento da rede. 2-) A tecnologia de transmissão das LAN’s quase sempre consistem em um cabo, ao qual todas as maquinas são conectadas. As LAN’s tradicionalmente funcionam em velocidade de 10 a 100 Mbps, tem baixo retardo (micro ou nano segundos) e cometem pouquíssimos erros. As LAN’s mais recentes operam a taxa de 10 Gbps. 3-) As LAN’s por difusão operam em várias topologias. Por exemplo:- Em uma rede em barramento (um cabo linear) CABO Página:- 3 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Em qualquer instante no maximo um maquina desempenha a função de mestre e pode realizar uma transmissão. Quando as outras máquinas quiserem fazer use de uma transmissão simultânea, será preciso criar um mecanismo de arbitragem para resolver conflitos quando duas ou mais maquinas quiserem transmitir. O mecanismo de arbitragem pode ser centralizado ou distribuído. Por exemplo:- O padrão IEEE 802.3, mais conhecido como ETHERNET, é uma rede de difusão de barramento com controle descentralizado, operando em velocidade de 10 Mbps a 10 Gbps. Os computadores em uma rede ETHERNET podem transmitir sempre que desejarem. Se dois ou mais pacotes colidirem, cada computador aguardará um tempo aleatório e fará uma nova tentativa mais tarde. Um segundo tipo de sistema de difusão é por anel. Em um anel cada bit propaga de modo independente sem esperar pelo restante do pacote ao qual pertence. Em geral, cada BIT percorre o anel todo no intervalo de tempo em que alguns BITs são enviados, muitas vezes até mesmo antes do pacote ser transmitido inteiro assim como ocorre em todos os outros sistemas de difusão, existe a necessidade de se definir alguma regra para arbitrar os acessos simultâneos ao anel. São usados vários métodos, como fazer as máquinas adotarem turnos. Ex:- Rede Token Ring da IBM, rede local em anel que opera a 4 e 16 Mbps. (Token = bastão). As redes locais por difusão podem ainda serem estáticas e dinâmicas, dependendo do modo como o canal é alocado. Em uma alocação estática típica, o tempo seria dividido em intervalos discretos e seria utilizado um algoritmo de rodízio fazendo com que cada maquina transmita apenas no intervalo de tempo de que dispõe. A alocação estática dispensa a capacidade do canal quando uma maquina não tem nada a transmitir durante o intervalo de tempo (slot) alocado a ela, e assim a maioria dos sistemas procuram alocar o canal dinamicamente, ou seja, a medida que é solicitada ou por demanda. REDES METROPOLITANAS (Metropolitan Área Network) Uma rede metropolitana, ou MAN, abrange uma cidade. Exemplo:- Rede de TV a cabo Página:- 4 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Originalmente esta rede cresceu a partir de antigos sistemas de antenas comunitárias usadas em áreas com fraca recepção do sinal de televisão pelo ar. Nesses primeiros sistemas, uma grande antena era colocada no alto de uma colina próxima e o sinal era então conduzido até a casa dos assinantes. Esses sistemas eram AD HOC, projetados no local, posteriormente empresas começaram a entrar no negócio, obtendo concessão governamentais. REDES GEOGRAFICAMENTE DISTRIBUIDAS Uma rede geograficamente distribuída, ou WAN (Wide Área Network), abrange uma grande área geográfica, com freqüência um país ou continente. Ela contém um conjunto de maquinas cuja finalidade é executar os programas (ou seja, as aplicações) do usuário. Seguiremos a tradição e chamaremos essas maquinas de “HOST”. Os hosts estão conectados por uma sub-rede de comunicação ou, simplificando, uma sub-rede. Os hosts pertencem aos usuários (por exemplo, são os computadores de uso pessoal), enquanto a sub-rede pertence e é operada por uma concessionária de telefonia ou por um provedor de internet. A tarefa da sub-rede é transportar mensagens de um host para outro, semelhantemente ao sistema de telefonia (Tx/Rx). Esta estrutura de rede é altamente simplificada, pois separa os aspectos de comunicação pura da rede ( a sub-rede) dos aspectos de aplicação (hosts). A maioria das redes geograficamente distribuídas consiste de dois componentes básicos, quais sejam: Linhas de transmissão; Elementos de comutação. As linhas de transmissão transportam os bits entre maquinas. Elas podem ser formadas por qualquer meio de Tx (fios de cobre, fibra óptica, enlaces de radio, etc.). Os elementos de comutação são computadores especializados que conectam três ou mais linhas de transmissão. Página:- 5 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Quando os dados chegam a uma linha de entrada, o elemento de comutação deve escolher uma linha de saída para encaminhá-los. Esses computadores de comutação receberam diversos nomes no passado; O nome “ROTEADOR” é agora o mais comumente usado. Comentário em relação a “sub-rede”. Originalmente, seu único significado identificava o conjunto de roteadores e linhas de comunicação que transportavam pacotes (Hosts – Origem destino). O termo sub-rede adquiriu um segundo significado, ou seja, em conjunto com endereçamento de rede. Infelizmente não existe nenhuma alternativa amplamente utilizada para seu significado inicial e assim nós o utilizaremos com alguma hesitação em ambos os sentidos, contudo, o contexto sempre deixara clara a acepção do termo que esta sendo usado. Na maioria das WAN’s, a rede contém numerosas linhas de transmissão todas conectadas a um par de roteadores. No entanto, se dois roteadores que não compartilham uma linha de transmissão desejarem se comunicar, eles só poderão fazê-lo indiretamente, através de outros roteadores. Quando é enviado de um roteador para outro por meio de um ou mais roteadores intermediários, o pacote é recebido integralmente em cada roteador intermediário onde é armazenado ate a linha de saída solicitando ser liberada, para então ser encaminhado. Uma sub-rede organizada de acordo com esse princípio é chamada de sub-rede “STORE AND FORWARD” (armazenamento e encaminhamento) ou de “comutação de pacotes”. Página:- 6 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Quase todas as redes geograficamente distribuídas (com exceção das que utilizam satélite) têm sub-redes store and forward. Quando são pequenos e têm todos os mesmo tamanhos os pacotes costumam ser chamados de “células”. O princípio de uma WAN de comutação por pacotes baseia-se em geral em quando um processo em algum host tem uma mensagem para ser enviada a um processo em algum outro host, primeiro o host que irá transmitir divide a mensagem em pacotes, cada um contendo seu número na seqüência. Esses pacotes são então injetados na rede um de cada vez em rápida sucessão. Os pacotes são transportados individualmente pela rede e depositados no host receptor, onde são novamente montados para formar a mensagem original que é entregue ao processo receptor. Na figura, todos os pacotes seguem a rota A-C-E, em vez de A-B-D-E ou A-C-D-E. Em algumas redes, todos os pacotes de uma determinada mensagem devem seguir a mesma rota, em outras, cada pacote é roteado separadamente. É claro que, se A-C-E for a melhor rota, todos os pacotes deverão ser enviados por ela ainda que cada pacote seja roteado individualmente. As decisões de roteamento são tomadas em caráter local. Quando um pacote chega ao roteador “A” cabe ao roteador “A” decidir se esse pacote deve ser enviado na linha para “B” ou na linha para “C”. A forma como “A” toma essa decisão é chamada de algoritmo de roteamento (Existem muitos desses algoritmos). Nem todas as WAN’s são comutadas por pacotes, uma segunda possibilidade para uma WAN é um sistema de satélite. Cada roteador tem uma antena pela qual pode enviar e receber, as vezes, os roteadores estão conectados a uma sub-rede ponto a ponto de grande porte, e apenas um deles tem uma antena de satélite. As redes de satélite são inerentemente redes de difusão e são mais úteis quando a propriedade de difusão é importante. Página:- 7 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo REDES SEM FIO A comunicação digital sem fio não é uma idéia nova, em 1901, o físico Italiano Guglielmo Marconi, demonstrou como funcionava um telegrafo sem fio e transmitia informações de um navio para o litoral por meio de código morse (afinal de contas os pontos e traços são binários). Os modernos sistemas digitais sem fio têm um desempenho melhor, mas a idéia básica é a mesma. Em uma primeira aproximação redes sem fio podem ser divididas em 3 categorias principais: 1. Interconexão de sistemas; 2. LAN’s sem fio; 3. WAN’s sem fio. A interconexão de sistemas significa interconectar os componentes de um computador usando radio de alcance limitado. Quase todo computador tem um monitor, um teclado, um mouse e uma impressora conectados por cabos a uma unidade central (CPU). É tão grande o número de novos usuários que enfrentam grande dificuldade para conectar todos os cabos aos pequenos orifícios corretos (embora em geral eles sejam codificados em cores) que a maioria dos fabricantes de computadores oferece a opção de enviar um técnico à casa do usuário para fazê-lo. Consequentemente algumas empresas se uniram para projetar uma rede sem fio de alcance limitado chamada Bluetooth, a fim de conectar esses componentes sem a utilização de fios. A rede Bluetooth também permite a conexão de câmeras digitas, fones de ouvido, scanners e outros dispositivos a um computador, simplesmente trazendo-os para dentro do alcance da rede. Nada de cabos, nada de instalações de drivers, basta junta-los, ligá-los e eles funcionarão. Para muitas pessoas essa facilidade de operação é uma grande vantagem. A próxima etapa das redes sem fio são as LAN’s sem fio. Elas são sistemas em todo computador tem um modem de rádio e uma antena por meio dos quais pode-se comunicar com outros sistemas. Frequentemente existem uma antena no teto que permite a comunicação das maquinas, porém se os sistemas estiverem próximos o bastante, eles poderão se comunicar diretamente um com o outro em uma configuração não hierárquica. As LAN’s sem fio estão se tornando caca vez mais comuns em pequenos escritórios e lares, onde a instalação de Ethernet é considerada trabalhosa demais, bem como em edifícios comerciais, cantinas de empresas, shoppings, aeroportos, bares, restaurantes, e outros lugares mais. Página:- 8 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Existe um padrão para LAN’s sem fio chamado IEEEE 802.11, que a maioria dos sistemas implementa e que esta se tornando bastante difundido. O terceiro tipo de rede sem fio é usado em sistemas geograficamente distribuídos. A rede de radio utilizada para telefonia celular é um exemplo de sistema sem fio de baixa largura de banda. Em certo sentido as redes celulares sem fio são semelhantes as LAN’s sem fio, exceto pelo fato de que as distâncias envolvidas são muito maiores e as taxas de bits muito mais baixas. As LAN’s sem fio podem operar em velocidades de até 54 Mbps sobre distâncias de dezenas de metros. Os sistemas celulares operam abaixo de 1 Mbps porem a distância entre a Estação Rádio Base (ERB) e o telefone é medida em quilômetros. Além das redes de baixa velocidade estão sendo desenvolvidas redes sem fio geograficamente distribuídas de alta largura de banda. O enfoque inicial é o acesso a Internet de alta velocidade sem fio a partir dos lares e de empresas comerciais sem a utilização do sistema de telefonia. Esse serviço é chamado de serviço de distribuição local multiponto. REDES DOMÉSTICAS As redes domésticas estão surgindo no horizonte. A idéia fundamental é que, no futuro, a maioria dos lares estará configurada para redes. Todo dispositivo doméstico será capaz de se comunicar com cada um dos outros dispositivos e todos eles estarão acessíveis pela Internet. Muitos dispositivos são capazes de se conectar em rede. Alguma das categorias mais obvia são (com exemplos): 1. Computadores, (Desktops, Notebooks, Pdas, Periféricos compartilhados); 2. Entretenimento (Tv, DVD, Vídeo Cassete, câmera de vídeo, câmera fotográfica, equipamento estéreo, MP3 e similares). 3. Telecomunicações (Telefone, Celular, Intercomunicador, Fax). 4. Eletrodomésticos (Microondas, refrigerador, relógio, forno, condicionador de ar, lâmpadas). 5. Telemetria (medidor de consumo de serviços de utilidade pública, alarme de fumaça/arrombamento, termostatos, câmaras para monitoramento de bebes. INTER-REDES Página:- 9 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Existem muitas redes no mundo. Com freqüência apresentando diferentes tipos de hardware e software. Normalmente as pessoas conectadas às redes distintas precisam se comunicar entre si. Para que esse desejo se tornar realidade, é preciso que se estabeleçam conexões entre redes quase sempre incompatíveis, as vezes por meio de maquinas chamadas gateways, que estabelecem a conexão e fazem a conversão necessária, tanto em termos de hardware como em termos de software. Um conjunto de redes interconectadas é chamada inter-rede ou internet. Esses termos serão usados em um sentido genérico, em contraste com a Internet mundial (uma inter-rede específica), que sempre será representada com inicial maiúscula. Uma forma comum de inter-rede é um conjunto de LAN’s conectadas por uma WAN. Uma inter-rede é formada quando diferentes redes estão interconectadas. A conexão de um LAN e uma WAN ou a conexão de duas LAN’s forma uma inter-rede, mas ainda não existe um consenso na indústria quanto a terminologia a ser usada nessa área. Uma regra pratica é que, se diferentes organizações pagam pela construção de partes distintas da rede e cada uma mantenha a sua parte temos uma inter-rede e não uma única rede. SOFTWARE DE REDE No projeto das primeiras redes de computadores o hardware foi a principal preocupação e o software ficou em segundo plano, essa estratégia foi deixada para trás. Atualmente, o software de rede é altamente estruturado. HIERARQUIA DE PROTOCOLOS Para reduzir a complexidade do projeto à maioria das redes é organizada como uma pilha de camadas ou níveis, colocadas uma sobre as outras. O número de camadas, o nome, o conteúdo, e a função de cada camada diferem de uma rede para outra. No entanto, em todas as redes o objetivo de cada camada é oferecer determinados serviços a camadas superiores, isolando essas camadas dos detalhes de implementação desses recursos. Em certo sentido, cada camada é uma espécie de maquina virtual, oferecendo determinados serviços a camada situada acima dela. Página:- 10 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo HOST B HOST A Protocolo Nível 5 NÍVEL OU CAMADA Nível 5 Interface 4/5 Protocolo Nível 4 Nível 4 Interface 3/4 Protocolo Nível 3 Nível 3 Interface 2/3 Protocolo Nível 2 Nível 2 Interface 1/2 Protocolo Nível 1 Nível 1 PRIMITIVAS DE SERVIÇO São os relacionamentos entre os níveis de cada host, (exemplo:Interface entre nível 1 e nível 2). Deve-se observar a hierarquia a ser utilizada Página:- 11 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo MODELAMENTO OSI (Open System Interconection) Desenvolvido pela ISO (International Standards Organization) o sistema OSI é composto por sete (7) camadas (Níveis), quais sejam: Camada 1 Camada 2 Camada 3 Camada 4 Camada 5 Camada 6 Camada 7 Física Enlace ou controle de linha Rede Transporte Sessão Apresentação Aplicação B A Nome de unidade intercambiada Protocolo de aplicação Aplicação Aplicação APDV Apresentação PPDN Sessão SPDN Transporte TPDN Protocolo de aplicação Apresentação Protocolo de aplicação Sessão Protocolo de aplicação Transporte Protocolo de aplicação Rede Rede PACOTE Enlace QUADRO Física BIT Protocolo de aplicação Enlace Protocolo de aplicação Física Limite da sub-rede de comunicação Página:- 12 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo LIMITE DA SUB-REDE DE COMUNICAÇÃO Protocolo da sub-rede interna REDE REDE ENLACE ENLACE FÍSICA FÍSICA Protocolo de roteador / Host de camada de rede Protocolo de roteador / Host de camada de enlace Protocolo de roteador / Host de camada física MODELO DE REFERENCIA OSI 1. Uma camada deve ser criada onde houver necessidade de um grau de abstração adicional. 2. Cada camada deve executar uma função bem definida. 3. A função de cada camada deve ser escolhida tendo em vista a definição de protocolos padronizados internacionalmente. 4. Os limites de camada devem ser escolhidos para minimizar o fluxo da informações pelas interfaces. 5. O número de camadas deve ser grande o bastante para que funções distintas não precisem ser desnecessariamente colocadas na mesma camada e pequeno o suficiente para que a arquitetura não se torne difícil de controlar. CAMADA FÍSICA A camada física trata da transmissão de bits brutos por um canal de comunicação. O projeto de rede deve garantir que, quando um lado enviar um bit 1, o outro lado receberá como um bit 1, não como um bit 0, nesse cabo, as questões mais comuns são a voltagem a ser usada para representar um bit 1 Página:- 13 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo um bit 0, a quantidade de nanossegundos que um bit deve durar, o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nos dois sentidos simultaneamente, a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada quando ambos os lados tiverem terminado, e ainda quantos pinos o conector de rede terá e qual será a finalidade de cada pino. Nessa situação, as questões de projeto lidam em grande parte com interfaces mecânicas, elétricas e de sincronização, e com o meio físico de transmissão que se situa abaixo da camada física. CAMADA DE ENLACE DE DADOS OU CONTROLE DE LINHA A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar 1 canal de transmissão bruto em uma linha que pareça livre de erros de transmissão não detectados para camada de redes. Para executar essa tarefa, a camada de enlace de dados faz com que o transmissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que em geral, tem alguma centenas ou alguns milhares de bits e transmita os quadros sequencialmente. Se o serviço for confiável, o receptor confirmará a recepção correta de cada quadro, enviando de volta um quadro de confirmação. Outra questão que surgiu na camada de enlace de dados ( e na maioria nas camadas mais altas) é como impedir que um transmissor rápido envie uma quantidade excessiva de dados a um receptor lento. Com freqüência, é necessário algum mecanismo que regule o trafego para informar ao transmissor quanto espaço o buffer do receptor tem no momento. Muitas vezes, esse controle de fluxo e o tratamento de erros estão integrados. As redes de difusão tem uma questão adicional a ser resolvida na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. Uma sub-camada especial na camada de enlace de dados, a sub-camada de controle de acesso ao meio, cuida desse problema. CAMADA DE REDE A camada de rede controla a operação da sub-rede. Uma questão fundamental de projeto é determinar a maneira como os pacotes são roteados da origem até o destino. Página:- 14 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo As rotas podem se basear em tabelas estáticas “Amarradas” a rede e raramente alteradas. Elas também pode ser determinadas no início de cada conversação: por exemplo, uma sessão terminal “com logon” em uma maquina remota. Por fim elas podem ser altamente dinâmicas, sendo determinadas para cada pacote com o objetivo de refletir a carga atual da rede. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo, eles dividirão o mesmo caminho provocando gargalos. O controle desse congestionamento também pertence a camada de rede. De modo mais geral a qualidade do serviço fornecido (retardo, tempo em transito, instabilidade, etc.). Também é uma questão da camada de rede. Quando um pacote tem de viajar de uma rede para a outra até chegar ao seu destino podem surgir muitos problemas. O endereçamento utilizado pela 2ª rede pode ser diferente do que é empregado pela 1ª rede. Talvez a segunda rede não aceite o pacote devido ao seu tamanho excessivo, os protocolos podem ser diferentes e assim por diante. Cabe a camada de rede superar todos esses problemas, afim de permitir que redes heterogêneas sejam interconectadas. Nas redes de difusão o problema de roteamento é simples e assim a camada de rede com freqüência é estreita ou mesmo inexistente. CAMADA DE TRANSPORTE A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada acima dela, dividi-los em unidades menores caso necessário repassar essas unidades a camada de rede e assegurar que todos os fraguimentos chegaram corretamente a outra extremidade, além do mais, tudo isso deve ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas da inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware. A camada de transporte também determina que tipo de serviço deve ser fornecido a camada de seção e em última analise aos usuários da rede. O tipo de conexão de transporte mais popular é um canal ponto a ponto, livre de erros que entrega mensagens ou bits na ordem em que eles forem enviados. No entanto, outros tipos possíveis de serviços de transporte são as mensagens isoladas sem nenhuma garantia relativa a ordem de entrega e a difusão de mensagens para muitos destinos. Página:- 15 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida. (Observe que é impossível conseguir um canal livre de erros; o que as pessoas realmente entendem por essa expressão é que a taxa de erros é baixa o suficiente para ser ignorada na pratica). CAMADA DE SESSÃO Permite que usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessão entre eles. Uma sessão oferece diversos serviços, inclusive controle de dialogo (mantendo o controle de quem deve transmitir a cada momento), o gerenciamento de token (bastão) (impedindo que duas partes tentem executar a mesma operação crítica ao mesmo tempo) e a sincronização (realizando a verificação periódica de transmissões longas para permitir que elas continuem a partir do ponto em que estavam ao ocorrer uma falha). CAMADA DE APRESENTAÇÃO Diferente das camadas mais baixas, que se preocupam com a movimentação de bits, a camada de apresentação esta relacionada à sintaxe e a semântica das informações transmitidas. Para tornar possível a comunicação entre computadores com diferentes representações de dados, as estruturas de dados a serem intercambiadas podem ser definidas de maneira abstrata, juntamente com a codificação padrão que será usada durante a conexão. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e permite a definição e o intercâmbio de estrutura de dados de nível mais alto. CAMADA DE APLICAÇÃO A camada de aplicação contém uma série de protocolos comumente necessários para os usuários. Um protocolo de aplicação amplamente utilizado é o http (Hyper text transfer protocol) que constitui a base da word wide web (www). Quando um navegador deseja uma página web, ele envia o nome da página desejada ao servidor, utilizando o http. Então o servidor transmite a pagina de volta. Outros protocolos de aplicação são usados para transparência de arquivos, correio eletrônico e transmissão de notícias pela rede. Página:- 16 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo O MODELO DE REFERÊNCIA TCP/IP Quando foram criadas as redes de rádio e satélite começaram a surgir problemas com os protocolos existentes, o que forçou a criação de uma nova arquitetura de referência. Um dos principais objetivos do projeto foi a habilidade para conectar diversas redes de uma maneira uniforme. Definiu-se também que a rede deveria ser capaz de sobreviver à perda do hardware de sub-redes, com as conversações existentes sendo mantidas em atividades. Em outras palavras, as conexões deveriam permanecer intactas enquanto as máquinas de origem e destino estivessem funcionando, mesmo que algumas maquinas ou linha de transmissão intermediárias deixassem de operar repentinamente. Além disso, era necessária uma arquitetura flexível, capaz de se adaptar a aplicações com requisitos divergentes como, por exemplo, a transferência de arquivos e a transmissão de dados de vem em tempo real. A CAMADA INTER-REDES Todas essas necessidades levaram a escolha de uma rede de comutação de pacotes baseada em uma camada de interligação de redes sem conexões. Essa camada, chamada camada inter-redes, integra toda a arquitetura. Sua tarefa é permitir que os hosts injetem pacotes em qualquer rede, garantir que eles trafegarão independentemente até o destino (talvez em uma rede diferente). Eles podem chegar até mesmo em uma ordem diferente daquela em que foram enviados obrigando as chamadas superiores a reorganizá-los, caso a entrega em ordem seja desejável. A camada inter-redes define em formato de pacote oficial e um protocolo chamado IP (internet protocol). A tarefa da camada inter-redes é entregar pacote IP onde eles são necessários. O roteamento de pacotes é uma questão de grande importância nessa camada, assim como a necessidade de evitar o congestionamento. Por esses motivos, é razoável dizer que a função da camada inter-redes do TCP/IP é muito parecida com a da chamada de rede da OSI. Página:- 17 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo OSI TCP / IP APLICAÇÃO APRESENTAÇÃO SESSÃO TRANSPORTE REDE ENLACE DE DADOS FÍSICA APLICAÇÃO NÃO PERTENCENTES NO MODELO TRANSPORTE INTER-REDES HOST/REDE CAMADA DE APLICAÇÃO Corresponde as camadas 5,6 e 7 do modelo OSI e faz a comunicação entre os aplicativos e o protocolo de transporte. Entre os principais protocolos que operam nesta camada, destacam-se o http, SMTP, FTP e o TELNET. A camada de aplicação comunica-se com a camada de transporte através de uma porta. As portas são numeradas e as aplicações padrão usam sempre uma mesma porta. Por exemplo, o SMTP utiliza sempre a porta 25, o http a porta 80 e o FTP as portas 20 (para transmissão de dados) e porta 21 (para transmissão de informações de controle). Através das portas, é possível saber para qual protocolo serão enviados os dados para uma determinada aplicação. É possível configurar cada porta de cada aplicação. PROGRAMA DE E-MAIL NAVEGADOR WWW (BROWSER) SMTP Porta 25 PROGRAMA DE FTP HTTP Porta 80 CAMADA DE APLICAÇÃO FTP Porta 20 Porta 21 CAMADA DE TRANSPORTE TCP CAMADA DE TRANSPORTE Página:- 18 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo É a camada que equivale a camada de transporte do modelo OSI. Esta camada é responsável por pegar os dados enviados pela camada de aplicação e transformá-los em pacotes a serem repassados para a camada de internet. Ela utiliza uma forma de multiplexação, onde é possível transmitir simultaneamente dados de diferentes aplicações. Nesta camada operam dois protocolos: TCP Transport control protocol UDP User datagram protocol Ao contrário do TCP, o UDP não verifica se o dados chegou ao seu destino, já o TCP para todo pacote enviado sempre há uma confirmação se este chegou ou não. Protocolo Permite a comunicação entre hosts dentro de uma mesma camada PrimitivasPermite a comunicação entre camadas de um mesmo host. TCP/IP-5 TELNET Protocolos FTP SMTP TCP Aplicação (apresentação e sessão) DNS Transporte UDP Rede IP Redes ARPANET SATNET PACKET RADIO LAN Física + Controle de linha ou enlace IHM Interface homem máquina A CAMADA HOST/REDE Abaixo da camada Inter-redes, encontra-se um grande vácuo. O modelo de refer6encia TCP/IP não especifica muito bem o que acontece ali, exceto o fato de que o host tem de se conectar à rede utilizando algum protocolo para que seja possível enviar pacotes IP. Esse protocolo não é definido e varia de host para hoste de rede para rede. Página:- 19 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo O modelo OSI Três conceitos fundamentais 1. Serviço 2. Interfaces 3. Protocolos A definição do “SERVIÇO” informa o que a camada faz, e não a forma como as entidades acima dela o acessam ou como a camada funciona. INTERFACE A interface de uma camada informa como os processos acima dela podem acessá-la. A interface especifica quais são os parâmetros e resultados a serem esperados. Ela também não revela o funcionamento interno da camada. PROTOCOLOS Utilizados em uma camada são de responsabilidade dessa camada. A camada pode usar os protocolos que quiserem, desde que eles viabilizem a realização do trabalho. Ela também pode alterar esses protocolos sem influenciar o software das camadas superiores. Essas idéias se adaptaram perfeitamente aos novos conceitos da programação orientada a objeto. Um objeto, assim como uma camada, tem um conjunto de métodos (operações) que os processos externos ao objeto podem invocar. A semântica desses métodos define o conjunto de serviços que o objeto oferece. Os parâmetros e os resultados dos métodos formam a interface do objeto. O código interno do objeto é seu protocolo, que não é visível nem interessa aos elementos que estão fora do objeto. Originalmente, o modelo TCP/IP não distinguia com clareza a diferença entre serviço, interface e protocolo. O PROTOCOLO IP (ENDEREÇAMENTO IP) O protocolo TCP/IP foi desenvolvido com a intenção de permitir o roteamento de pacotes, e graças a essa característica é possível fazer a interligação de diversas redes (como é o caso da internet). Página:- 20 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Para permitir o roteamento ele utiliza um esquema de endereçamento lógico denominado IP. (para rede de computadores existem dois tipos de endereçamento: FÍSICO que vem impresso nas placas de rede “MAC ADRESS” e LÓGICO que é configurado pelo usuário com um endereço IP.) Em uma rede TCP/IP cada dispositivo conectado à rede deve ter pelo menos um endereço IP, isso permite identificar o dispositivo na rede a qual ele pertence. REDE “A” ROTEADOR “1” REDE “B” ROTEADOR “2” REDE “C” Neste exemplo existem três redes distintas (redes A,B e C) onde cada uma tem seu fluxo de comunicação interno. As redes são interligadas através de um dispositivo chamado roteador. O roteador isola o fluxo das redes só permitindo que dados atravessem por ele se esses dados se destinarem a uma rede externa. Supondo que um computador da rede queira enviar dados para um computador da rede B, este envia os dados ao roteador 1 que se encarregará de encaminhar os dados ao seu destinatário. Caso um computador da rede A queira enviar dados para um computador da rede C, ele envia os pacotes ao roteador 1, que então passará esse pacote diretamente para o roteador 2, que se encarregará de entregar os pacotes ao computador destino. Esse tipo de entrega de pacotes é feito facilmente pelo roteador porque o pacote de dados tem o endereço IP da maquina destino. Quando um roteador recebe um pacote que não pertence a rede interna, ele redireciona este pacote para outra rede que possa estar interligado a ele. É assim que as redes baseadas no protocolo TCP/IP funcionam. Elas tem um ponto de saída da rede (Gateway) onde todos os pacotes que não pertencem aquela rede são encaminhados as redes subseqüentes que vão enviando os pacotes a sues gateways até que o pacote atinja a rede destino. Um endereço IP é composto de 4 bytes (32 bits) representados na forma decimal, e separados por ponto, no formato X.Y.Z.W . Assim o menor número do endereço IP possível é 0.0.0.0 e o maior é 255.255.255.255. Como cada dispositivo de uma rede TCP/IP precisa ter um endereço IP único, para que o pacote de dados consiga ser entregue corretamente, você Página:- 21 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo terá que usar um endereço que não esteja sendo utilizado por nenhum outro computador da rede. Para facilitar a distribuição dos endereços IP foram especificados cinco classes de endereços IP. CLASSE BIT DE IDENTIFICAÇÃO 0XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX A B C D E 10XXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX 110XXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX 1110XXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX 1111XXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX.XXXXXXXX ENDEREÇO MAS BAIXO (DECIMAL) 1.0.0.0 128.1.0.0 192.0.1.0 224.0.0.0 240.0.0.0 ENDEREÇO MAIS ALTO (DECIMAL) 126.0.0.0 191.255.0.0 223.255.255.0 239.255.255.255 255.255.255.254 Em redes usamos somente os endereços IP das classes A, B e C com as seguintes características de cada uma delas. Classe A Classe B Classe C O primeiro número identifica a rede, os demais três números indicam a máquina. Cada endereço Classe A consegue endereçar até 16.777.216 máquinas. Os dois primeiros números identificam a rede, os dois demais identificam a máquina. Esse tipo de endereço consegue endereçar até 65.536 máquinas em rede Os três primeiros números identificam a rede, o último indica a maquina. Com isso consegue-se endereçar até 256 máquinas Para entendermos melhor, vejamos um exemplo de rede Classe C. Neste tipo de rede, onde os 3 primeiros dígitos identificam a rede, você poderá conectar até 256 máquinas na mesma rede (0 a 255), na verdade 254 pois os endereços 0 (identifica a rede) e 255 (identifica os computadores) são endereços especiais que serão discutidos posteriormente. A realidade é que o tipo de classe de rede a ser usada vai depender da quantidade de máquinas que serão conectadas a sua rede. O sistema de redes que forma a estrutura da internet é chamado de Backbone. Para que sua rede possa se conectar a internet, ela deverá estar conectada ao Backbone de alguma forma, seja diretamente ou indiretamente, através de uma rede que esteja conectada ao backbone. No Brasil um dos Backbones existentes é o da Embratel. Dessa forma, se você quiser que sua rede esteja conectada à internet ela deverá estar conectada de alguma forma ao Backbone da Embratel. Página:- 22 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Na internet o responsável pelo fornecimento dos endereços IPs são os Backbones. São eles que distribuem os números IPs validos para a internet. Essa estrutura de distribuição funciona de uma forma hierárquica. Em princípio se sua rede não for estar conectada à internet, você poderá definir qualquer endereço IP para os dispositivos que estiverem conectados a ela. O problema é que mais cedo ou mais tarde surgirá a necessidade de se conectar a internet e o conflito com endereços IPs reais será inevitável, caso você tenha montado uma rede com endereços IPs já existentes. Para evitar tal aborrecimento existem endereços especiais que servem para a configuração de uma rede local, sem a necessidade de se utilizar endereços IPs reais. Esses endereços são reservados para redes privadas e são os seguintes: Classe A Classe B Classe C 10.0.0.0 a 172.16.0.0 a 192.168.0.0 a 10.255.255.255 172.31.255.255 192.168.255.255 Para se criar uma rede privada é aconselhado o uso de tais endereços, a não ser que haja uma certeza de que tal rede nunca será conectada à internet. www.projetoredes.kit.net Colégio Salesiando de Lins. Exemplificando, tem-se uma rede IP configurada com o endereço 192.168.100.0. O endereço “0” indica a rede. Assim o endereço de rede 192168.100.0 indica a rede que usa endereços que comecem por 192.168.100, e que o ultimo byte é usado para identificar as maquinas na rede. Já o endereço 10.0.0.0 indica que os três últimos identificam o computador na rede. Já o endereço “255” é reservado para Broadcast, o ato de enviar um mesmo pacote para mais de uma maquina ao mesmo tempo. Neste caso, a rede envia o mesmo pacote de dados para todos os computadores da rede. Página:- 23 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Para podermos nos conectar à internet com a rede do exemplo, duas ações podem ser tomadas: Uma seria conseguir uma faixa de IP classe “C” e reconfigurar todos os endereços IP’s das máquinas. Como essa situação é pouco provável, pois esses endereços são geralmente disponibilizados para provedores de internet, uma outra solução seria obter apenas um endereço IP real e usar um gateway (Roteador) para disponibilizar o acesso a rede externa (Internet). Com o gateway é possível fazer a comunicação com a internet sem a necessidade de alterar toda a configuração da rede. O roteador atua entre as duas redes permitindo que o trafego da rede local (192.168.100.0) não interfira no trafego da internet. O roteador possui duas interfaces de rede, uma para a rede local, e outra para a internet, e cada uma dessas interfaces deve ser configurada para que ambas as redes possam acessá-las. A interface para a rede local é o IP 192.168.100.100 que é configurado pelo administrador da rede. Já a internet 200.128.210.4 é um endereço IP disponibilizado pelo provedor de internet que a rede está ligada. A comunicação da rede local com a internet acontece da seguinte forma: O computador 192.168.100.3 solicita uma pagina na www. Essa solicitação percorre toda a rede chegando ao roteador, que percebe que essa solicitação não pertence a essa rede. Isso é possível graças a tabela de endereços existentes no roteador. Toda página www tem um endereço IP que é traduzido para um nome. Como o roteador perceber que aquele endereço não pertence àquela rede, ele encaminha a solicitação para a próxima rede, e assim sucessivamente até que se encontre o seu destino (ou não). A solicitação feita pelo computador 192.168.100.3 fica guardada no roteador até se obter uma resposta de confirmação (positiva ou negativa). Quando essa resposta chega, ela é encaminhada para seu solicitante (192.168.100.3) Página:- 24 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo Existem duas formar do roteador armazenar a tabela, um tabela estática e outra tabela dinâmica, Na estática o roteador tem todos os endereçamentos IPs da rede já determinados, na dinâmica os endereços IPs são determinados conforme se necessita de uma. No caso do endereçamento dinâmico, utiliza-se um protocolo chamado DHCP (Dinamic Host Configurations Protocol – Protocolo de configuração dinâmica de máquina), dessa forma, toda vez que um cliente solicitar um endereço IP, o servidor DHCP disponibilizará para ele um endereço valido que não esteja sendo usado naquele momento, e assim que o cliente finalizar o seu uso ele libera o endereço IP. MASCARA DE REDE A mascara de rede é um endereço de 4 bytes (32 bits), no mesmo padrão do IP, onde cada bit 1 representa a parte do endereço IP que identificará a rede e o bit “0” informa a parte do endereço IP que será usado para configurar o endereçamento da máquina. As mascaras de rede padrão são: Classe A Classe B:Classe C:- 255.0.0.0 255.255.0.0 255.255.255.0 Quando desejamos fragmentar uma rede em mais segmentos usamos a mascara fora do padrão conforme a necessidade. Por exemplo temos um endereço IP classe C (192.168.100.0), podemos fragmentá-los em 4 sub-redes distintas, veja as especificações: Rede 1:31 – Endereços IP variando de 192.168.100.0 até 192.168.100.31, utilizamos uma mascara igual a 255.255.255.224 (se subtrairmos 224 de 255 temos 31 endereços validos); Rede 2:31 – Endereços IP variando de 192.168.100.32 até 192.168.100.63, utilizamos uma mascara igual a 255.255.255.224 Rede 3:63 – Endereços IP variando de 192.168.100.64 até 192.168.100.127 utilizamos uma mascara igual a 255.255.255.192; Rede 4:127 – Endereços IP variando de 192.168.100.128 192.168.100.254, utilizamos uma mascara igual a 255.255.255.128. Página:- 25 até Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo O valor da mascara é a diferença entre 256 e o número disponível na sub-rede em questão. Quando criamos uma sub-rede podemos isolar o fluxo de comunicação entre as redes através dos roteadores. RECONHECENDO UM ENDEREÇO IP Como foi visto, redes TCP/IP utilizam-se de endereços virtuais cada placa de rede tem um endereço físico único gravado na própria placa. Para enviarmos uma mensagem pela rede precisamos conhecer o endereço virtual (IP) da máquina destinatária. Para associar um endereço físico a um endereço a um endereço virtural existe o protocolo ARP (adress resolution protocol). Ele funciona mandando uma mensagem Broadcast para a rede perguntando a todas as máquinas, qual responde pelo IP do destinatário. Então a máquina destinatária responde e informa o seu endereço de placa de rede (MAC – Médium Access Control) permitindo a transmissão de dados entre as duas máquinas. Para não ter que ficar enviando toda vez uma mensagem Broadcast pela rede, o dispositivo transmissor armazena o último endereço IP recentemente acessado e o endereço MAC correspondente a cada IP. Podemos fazer um teste no MSDOS, para isso basta usar o comando “arp-a” e ele te relacionará o último endereço IP e o respectivo endereço MAC daquele IP. Existe um protocolo que permite descobrir um endereço IP através de um endereço físico, é o protocolo RARP (reverse address resolution protocol). Esse protocolo faz o processo inverso ao arp. PROTOCOLO TCP (Transmissão de dados) O protocolo TCP (Transport control protocol) é o responsável pelo controle de fluxo de dados na rede, já que “faz” o transporte dos dados, ele recebe os dados vindos da camada de rede (IP) e os coloca em ordem, verifica se todos chegaram corretamente. As aplicações enviam dados a serem transmitidos pela rede ao protocolo TCP, através de canais virtuais de comunicação chamados de portas. As portas mais usadas (e mais conhecidas) estão listadas na tabela abaixo: PORTA 15 20 21 23 25 43 80 APLICAÇÃO NETSTART FTP (DADOS) FTP (CONTROLE TELNET SMTP WHOIS http Página:- 26 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo O protocolo TCP é endereçado pelo número de IP e o número da porta, dessa forma é que as aplicações podem conversar de forma simultânea (na camada de transporte) sem que os dados sejam trocados entre as aplicações. Ao receber um pacote de dados, o protocolo TCP envia uma mensagem de confirmação de recebimento à máquina transmissora, chamada ACKNOWLEDGE ou simplesmente ACK. Caso essa confirmação não chegue ao transmissor após um intervalo de tempo determinado, esses dados serão retransmitidos pelo protocolo TCP. ENQ ACK 0 MENSAGEM 1 ACK 1 MENSAGEM 2 NACK MENSAGEM 2 ACK 0 MENSAGEM 3 WACK ENQ WACK ENQ ACK 1 EOT ENQ Enquire (Solicitação para transmitir “Quero transmitir”) ACK Transmissão recebida com sucesso NACK Transmissão não recebida com sucesso WACK Wait, aguarde para transmitir EOT End of text, fim do texo PROTOCOLO FTP (File transfer protocol) Protocolo de transmissão de arquivos) O serviço FTP é extremamente útil, por isso bastante utilizado na internet. Página:- 27 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo É o serviço que permite o envio de arquivos de um computador para outro na internet, contendo dede um pequeno texto até grandes programas, além de também possibilitarem a manipulação remota de diretórios (criação de diretórios, troca de nome de arquivos, exclusão de arquivos, etc). PORTA 15 APLICAÇÃO NETSTAT NetStat Network Statistic Serve para mostrar as conexões ativas atuais com a máquina em questão. Ela lista na tela todas as conexões (TCP/IP) em andamento. RFC 1700 Portas 16 bits 0 a 65535 , as mais conhecidas são de 0 a 1023. CONEXÃO A comunicação entre duas diferentes máquinas é chamada de conexão. O protocolo TCP é responsável por abrir, manter e fechar as conexões entre as máquinas. Para estabelecer uma conexão, o transmissor envia um pacote de dados avisando que ele quer estabelecer a conexão. O receptor pega esses dados e confirma a conexão com outro pacote de dados, que ao chegar ao transmissor estabelece a conexão confirmando o recebimento do pacote. A conexão é mantida através do envio de dados do transmissor ao receptor. A finalização da conexão ocorre da mesma forma que o seu estabelecimento. SOCKET A transmissão de dados no protocolo TCP acontece usando o conceito de portas. Assim quando o TCP recebe um pacote destinado a porta 80, ele sabe que deve entregar aqueles dados ao protocolo http (que por sua vez os entregará no Browser Internet do usuário), ou seja, a porta serve para identificar o tipo de aplicação que gerou o pacote e para qual tipo de aplicação os pacotes de dados devem ser entregues. DATA:- 13/4/09 Pense no seguinte problema. Você está trabalhando com um browser e resolve abrir nova janela (algo muito comum por sinal), como o protocolo TCP saberá a qual das janelas ele deve entregar o pacote de dados solicitado por uma das janelas do browser, já que as duas janelas usam a mesma porta 80 para a mesma aplicação http? Para resolver esse tipo de problema, o TCP faz o uso do SOCKET. Página:- 28 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo O SOCKET define uma conexão dentre de uma porta. Com o uso desse conceito, pode-se ter várias conexões diferentes em uma mesma porta, permitindo o uso da mesma porta por várias janelas da mesma aplicação. PROTOCOLOS DE APLICAÇÃO Existem vários tipos de protocolos de aplicação, porém os mais utilizados e mais comuns são: DNS (Domain name service): usado para identificar máquinas através de nomes em vez de IP TELNET Usado para comunicar-se remotamente com a maquina FTP (File transport protocol): usado para transferência de arquivos SMTP (Simple text transfer protocol): usado no envio e recebimento de e-mails. HTTP(Hyper text transfer protocol): usado na transferência de documentos hipermídia (www). DNS As máquinas na rede TCP/IP são identificadas por meio de um endereço numérico, que não são tão fáceis de serem guardados, por isso foi criado um sistema que permite relacionar endereços IPs a nomes dados as máquinas, esse sistema é chamado DNS. Endereços como www.terra.com.br , na verdade, são uma conversão para a forma nominal de um endereço IP como por exemplo 200.184.77.138. É muito mais fácil guardar um nome como www.teleipfone.com.br do que guardar um endereço IP. Quando você entra com um endereço no browser de internet, o browser se comunica com o servidor DNS que é responsável por descobrir o endereço IP do nome digitado, permitindo que a conexão seja efetuada. SERVIDOR RAIZ SERVIDOR .COM SERVIDOR .BR SERVIDOR .COM.BR SERVIDOR .ORG SERVIDOR ORG.BR Cada rede local TCP/IP precisa ter ao menos um servidor DNS. Todos os pedidos de conversão de nomes em endereços IP são enviados a este servidor, caso ele não consiga efetuar essa conversão, ele responderá o pedido enviando o endereço de um servidor que seja hierarquicamente Página:- 29 Curso Técnico em Telecomunicações – 3º Módulo Sistemas de redes inteligentes - SRI Prof. Danilo superior a ele e, com isso, a haverá maior probabilidade de conhecer o endereço solicitado. Outra vantagem desse sistema, é que cada vez que um endereço solicitado não pertence aquele DNS é respondido, o servidor de DNS aprende aquele endereço, tornando a resposta aquela solicitação mais rápida. TELNET Ë um terminal remoto, onde o micro cliente pode fazer um login em um servidor qualquer que esteja conectado à rede (ou a internet, se estiver conectada a ela). Através do TELNET o usuário pode manipular o servidor como se ele estivesse sentado em frente a ele localmente. Todo o que o usuário fizer no terminal remoto, na verdade estará sendo executado no servidor, e não no seu computador local. O seu uso é extremamente simples, basta digitar (no prompt do MSDOS) ou na barra de endereços o número IP ou o nome do servidor. C:\> TELNET 192.168.0.9 TELNET 192.168.0.9 Conectar Editar TerMinal Ajuda Red Hat Linux Release 7.0 (Guinness) Kernel 2.2.16.22 on ANi 686 Login: Password: Página:- 30