MICROBIOLOGIA

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MICROBIOLOGIA
Micro = muito pequeno
Bio = vida, organismos vivos
Logia = estudo
Portanto, a microbiologia é o estudo de organismos vivos muito pequenos,
chamados de microorganismos. E quais são estes microorganismos? Bactérias,
fungos, vírus, algas e protozoários. Sendo que estudaremos apenas as
bactérias, fungos e vírus.
Acelular: Vírus.
Celular: Bactérias e fungos (além dos outros que não serão estudados...).
*Seres Procariontes = Reino Monera = Bactéria.
**Estruturas de uma célula procarionte: Cápsula, P.C., M.C., citoplasma,
nucleóide, mesossomo, ribossomos e inclusões citoplasméticas, flagelo e
fímbrias.
Podem produzir ou se transformar em esporos, para sobrevivência.
*Seres Eucariontes = Reinos Protista, Fungi, Animal e Vegetal = onde
focalizaremos apenas os fungos.
**Estruturas de uma célula eucarionte: M.C., núcleo verdadeiro, citoplasma,
diversas organelas, algumas podem ter P.C., flagelos e cílios.
- A maioria só é vista ao microscópio.
- Uma baixa porcentagem destes microorganismos é considerada patogênica, ou
seja, capaz de causar doenças (3%). Os outros são benéficos, oportunistas ou
não prejudiciais (97%).
- Há os microorganismos presentes na superfície ou no interior de um
organismo normalmente saudável, formando a microflora ou microbiota
endógena. Traz de benefício o impedimento, a redução ou a inibição do
crescimento dos patógenos no seu ambiente. Não é de interesse da microbiota
ter um competidor ameaçando seu espaço e seu alimento. Além disto,
naturalmente, a microbiota secreta substâncias, toxinas e antibióticos,
decorrente de seu próprio metabolismo e que são úteis para combater os tais
patógenos.
- Quando a resistência do organismo ou hospedeiro está baixa
(imunodeprimido) e as condições de crescimento são favoráveis, a própria
microbiota, até então normal, invade o lugar errado (que não é o dela),
causando as doenças infecciosas, sendo chamados de patógenos oportunistas.
Os microorganismos também têm a sua utilidade pública, principalmente no
comércio de alimentos e fármacos, na agricultura, na biotecnologia, no
tratamento de esgotos dentre outros.
Todos os profissionais da área da saúde devem ter uma elevada consciência de
seu papel quanto a não disseminação de microoganismos de risco:
- Profissionais passam para pacientes;
- Pacientes passam para outros pacientes;
- Aparelhagem, instrumentos, sondas e seringas contaminadas podem passar
tanto para os profissionais quanto para os pacientes. Assim como as roupas de
cama, de vestir, de banho, pratos e alimentos.
- E do próprio paciente para o profissional.
VIROLOGIA
- Seres sub-microscópicos (somente visualizados em microscópio eletrônico).
- Seres acelulares (não é composto por células).
- Vírus são minúsculos piratas biológicos (genes móveis), pois invadem as células
vivas e utilizam o complexo metabolismo celular para produzir mais vírus.
- Formado por um ácido nucléico (DNA ou RNA), envolto por uma capsídeo
protéico, apresentando-se sob várias formas: oval, esférica, cilíndrica,
poliédrica ou bastonete.
- Por ser incapaz de realizar as funções vitais, é sempre um parasita
intracelular obrigatório, ou seja, necessita de um animal, planta ou bactéria
para multiplicar-se e desenvolver-se.
- Na reprodução dentro da célula hospedeira, qualquer modificação no DNA ou
no RNA pode acontecer, provocando uma mutação e gerando novos tipos de
vírus. Ao se reproduzir dentro desta célula, acaba lesando-a, o que permite a
liberação destes vírus produzidos em seu interior.
- O cultivo de vírus só pode ser feito em células.
- Atacam um ou poucos tipos celulares, devido à especificidade dos vírus às
moléculas receptoras na superfície da célula hospedeira.
Viroses
Grande parte das doenças infecciosas é causada por vírus, como a Aids ,
a catapora, a dengue, a rubéola e o sarampo. A transmissão pode ser feita pelo
ar, por contato direto (gotículas de saliva ou muco,sangue e/ou produtos
sanguíneos) e indireto (utensílios, água e alimentos contaminados ou picada de
animais). O tratamento de uma infecção viral geralmente é restrito apenas ao
alívio dos sintomas, com o uso de analgésicos e antitérmicos para diminuir a dor
de cabeça e reduzir a febre. Há poucas drogas que podem ser usadas no
combate de uma infecção viral, pois ao destruírem o vírus acabam por destruir
também a célula do hospedeiro. Algumas doenças causadas por vírus podem ser
prevenidas com vacinas. A febre é um sintoma comum a todas as infecções
virais. Outros sinais característicos presentes na maioria das infecções são
dor de garganta, fadiga, calafrio, dor de cabeça e perda de apetite. Mas
grande parte das doenças apresenta uma sintomatologia própria. Por exemplo,
a manifestação de pequenas elevações eruptivas avermelhadas na pele
caracteriza a rubéola e a catapora ou varicela. No sarampo, são comuns
erupções na mucosa bucal e o surgimento de manchas avermelhadas na pele. A
inflamação e o inchaço das glândulas salivares são sintomas específicos da
caxumba. Na poliomielite ocorre rigidez da nuca e perturbações físicas que
podem causar paralisia e atrofia de certas partes do corpo. Na febre amarela
e na hepatite infecciosa viral há náuseas e vômitos.
TIPOS DE CICLOS VIRAIS
 Ciclo Reprodutivo de um Bacteriófago (fago):
Adere à P.C. por meio de proteínas específicas.
Enzimas digestivas para perfurar a P.C. e introduzir o DNA viral.
Ocorre transcrição e tradução.
Indução da multiplicação do DNA viral e inibição do funcionamento do
cromossomo bacteriano.
Lise bacteriana.
 Ciclo Reprodutivo de um Vírus da Gripe:
Adere à superfície celular por meio de moléculas receptoras.
A partícula viral penetra inteiramente.
Capsídeo digerido no interior da célula, liberando o RNA no citoplasma.
Ocorre duplicação e tradução, dando origem aos componentes protéicos
do capsídeo.
 Ciclo Reprodutivo de um Retrovírus:
Possui a enzima Transcriptase reversa (t.r.).
Fusão entre as membranas do retrovírus e da célula hospedeira.
Capsídeo viral penetra por inteiro, o qual é digerido.
RNA viral livre produz uma molécula de DNA (t.r.), que penetra no
núcleo, recombinando-se ao DNA celular (provírus).
Ocorre transcrição e tradução.
Muitos retrovírus possuem ONCOGENES, que induzem a célula
hospedeira à uma divisão descontrolada, com a formação de tumores
cancerosos.
MICOLOGIA
-
Os fungos são seres eucariontes unicelulares e pluricelulares, tais como as
leveduras, o mofo, o bolor de alimentos e os cogumelos.
-
Já foram classificados, erroneamente, como vegetais. Posteriormente
notou-se que sua Parede Celular é constituída por quitina, molécula presente
também nos insetos e que não se encontra entre as plantas (celulose).
-
Seres heterotróficos e aclorofilados, retirando nutrientes do meio a partir
de matéria orgânica.
-
São absortivos e fazem Digestão intracelular.
-
Armazenam glicogênio e trealose.
-
Podem ser benéficos ou nocivos:
Benefícios: Saprófitas ou decompositores.
Produção de queijos, iogurtes, cerveja, vinhos e outros alimentos.
Produção de medicamentos e antibióticos.
Alguns podem fazer parte da Microbiota humana normal.
Podem associar-se à plantas, causando doenças (pragas agrícolas) e
também pode fazer parte de adubos, beneficiando a plantação.
Genética: uso como vetores em biotecnologia e biologia molecular.
Riscos: Encontrados onde existe vida, embora consigam sobreviver e
deteriorar materiais adversos, como o couro, o plástico e alimentos.
Causadores de doenças em animais e vegetais.
-
Para fins didáticos, é possível dividir os fungos em dois grandes grupos:
MACROFUNGOS: Representados pelos COGUMELOS. Importantes tanto na
alimentação quanto na toxicologia. Há estudos verificando indícios de atividade
imunomoduladora, para futuro uso terapêutico complementar.
MICROFUNGOS: Representados pelos BOLORES e LEVEDURAS. As leveduras
possuem inúmeros aspectos importantes para o homem.
Principal Classificação Dos Fungos:
Basidiomicetos: Cogumelos e mofos. Muitos são deliciosos, porém, outros são
extremamente tóxicos, causando danos permanetes ao cérebro ou até a morte.
Deuteromicetos: A maioria dos fungos são patogênicos, além das leveduras.
Oomicetos: Mofos mais comuns em vegetais.
Zigomicetos: Mofo de pão.
Ascomicetos: Mofos e leveduras como a principal fonte de antibióticos.
Reprodução:
-
Varia conforme a espécie. Podem se reproduzir por brotamento/gemulação,
alongamento de hifa ou por esporos.
-
Os esporos de fungos são bem resistentes, sendo levadas ao vento e
resistindo ao calor, ao frio, a ácidos, a bases e outros produtos químicos.
*Algumas leveduras são patogênicas ao ser humano: uma delas é a Candida
albicans, que também faz parte da flora vaginal naturalmente.
* Um pequeno número de fungos patogênicos podem apresentar dimorfismo, ou
seja, alteração morfológica de acordo com as condições de cultivo.
Como
exemplos temos: Histoplasma, Sporothrix, Coccidioides e o Blastomyces.
Doenças Fúngicas:
-
Perante o grande número de fungos existentes, poucos são patogênicos para
a espécie humana e a grande maioria é encontrada na classe dos
Deuteromicetos.
-
Chamadas de Micoses, que podem ser superficiais, cutâneas, subcutâneas ou
sistêmicas.
BACTERIOLOGIA
Células Procariontes
Bactérias
Membrana Plasmática.
Parede Bacteriana.
Cápsula (pode ter ou não).
Nucleóide (1 ou mais).
Flagelos (movimento).
Fímbrias.
Cápsula:
-
Composição variada e consistência mucosa.
-
Possui antígenos potentes, causando uma resposta imunológica no
hospedeiro.
-
Confere à bactéria patogênica certa resistência à fagocitose e ao
ataque de outros elementos de defesa do organismo.
Parede Bacteriana:
-
É rígida e responsável pela forma celular.
-
Confere proteção quanto à ruptura e contra a penetração de vírus.
-
É permeável.
-
Contém moléculas antigênicas que servem para a identificação das
bactérias.
 GRAM + : Parede simples, formada apenas por peptideoglicanos,
situados entre a M.P. e a Cápsula, responsáveis pela rigidez e resistência
da parede. Possui ácido teicóico.
 GRAM - : Parede mais complexa, formada pelas seguintes camadas (de
dentro para fora): peptideoglicanas (+ fina), lipoproteínas, membrana
externa (similar à M.P.) e lipopolissacarídeos (LPS).
LPS: Proteção e impermeabilidade (porinas) à bactéria.
Nucleóide:
-
Um filamento circular de DNA (cromossomo bacteriano), próximo ou
ligado à M.P..
-
Constituído por duas cadeias em hélice super espiralizadas, para
caber na bactéria, contendo todos os genes necessários para a
sobrevivência da célula bacteriana.
Plasmídeos:
-
Filamento circular de DNA, extracromossômico, menor e
independente do cromossomo bacteriano, embora possa integrar-se à
ele.
-
Contém informação genética para sua própria replicação e tb para
beneficiar a bactéria hospedeira, sem ser essencial à vida dela.
-
Ocorrem em cópias múltiplas, aumentando a eficiência.

As bactérias não se dividem por mitose e sim por FISSÃO.

Com frequência ocorre transferência de informação genética (DNA)
de uma bactéria para outra, através de processos chamados
Transformação, Conjugação e Transdução.
Fímbrias:
-
Filamentos rígidos de origem protéica.
-
Mais finos e mais curtos que os flagelos.
 FÍMBRIAS COMUNS: Promovem a aderência das bactérias às células
eucariontes agredidas, estando envolvidas na patogenicidade bacteriana.
 FÍMBRIAS SEXUAIS: Mais longas e responsáveis pela fixação de
bactérias doadoras durante o processo de conjugação. Nas bactérias
receptoras existe macromoléculas que facilitam a fixação delas.
Formas básicas
1) Esféricas - cocos
- isolado
- um par = diplococo
- em "colar" = estreptococos, são muito sensíveis, não se multiplicando muito
em meio mais ou menos sólido.
- "cacho de uvas" = estafilococos
- micrococos sp. = em forma de cubo ou tétrade.
- Organização é decorrente da multiplicação e do grau de ligação da
bactéria.
- De acordo com o ambiente, por exemplo, estreptococos pode virar diplococo.

menor bactéria : Mycoplasma (não possuem parede celular, só membrana
celular).
- pode ser : GRAM + OU GRAM 2) Cilíndricas - bacilos
- muito pequeno, não costuma se agrupar como os cocos: 80% vive isolado.
em "corrente" = estreptobacilos
em letra chinesa = "quebrados"
empaliçada = um do ladinho do outro
bacilos curvos = vibrião (vírgula)
- GRAM + : ficam azuis, pois não permitem a entrada do agente diferenciador.
3) Espiraladas – espiroquetas
- não faz nenhum agrupamento.
Treponema sp = gênero muito importante.
- pleomorfismo = bactérias que apresentam formas variáveis.
Bactéria velha pode sofrer mudanças morfológicas como forma de
involução e não pleomorfismo.
- GRAM -: ficam vermelhas, pois permite entrada do agente diferenciador.
GRAM + são mais suscetíveis à penicilina do que as GRAM -.
Nota: Proteínas porinas possuem função importante na regulação do transporte
de pequenas moléculas hidrofílicas para o interior da célula, funcionando de
modo como um canal.
Estruturas internas
1) Núcleo: DNA agrupado e disperso o citoplasma. Não há núcleo e sim
nucleóide sem membrana nuclear.
2) Mesossomo: Há várias supostas funções, tais como ser uma invaginação da
membrana citoplasmática que atua como a origem do septo transverso na
divisão celular bacteriana, podendo ser também um sítio de ligação do
nucleóide ou mimetizar a organela responsável pela respiração celular.
3) Ribossomo: Sítio para síntese de proteínas; Dispersos no citoplasma;
Formados por DNAr + proteínas. Tem tamanho e composição química diferente
dos humanos.
4) Inclusões citoplasmáticas: Material de acúmulo ou de reserva,
principalmente açúcares em forma de glicogênio e amido. Enxofre (bactéria o
oxida para produção de energia, as bactérias sulfaradas). Lipídeos e fosfato
inorgânico (granulação metacromática).
Estruturas externas
1) Estruturas de fixação: pelas quais as bactérias se fixam em uma superfície.
Glicocálix: Promove agregação entre as bactérias sendo uma massa de
filamentos de polissacarídeos que fica ao redor da bactéria, revestindo-a e
secretadas pelas mesmas.
Fímbrias: Pequenos filamentos que ficam ao redor das GRAM - , não estando
relacionadas com a locomoção. Aumentam a capacidade de fixação, sendo assim
fatores de virulência.
Pili ou fímbria sexual: Principalmente em GRAM - . Forma ligação entre o macho
e a fêmea durante a conjugação. Faz ligação de bactérias a receptores
específicos na superfície de células humanas.
Fibrilas: Em GRAM + . Em algumas servem com formas de fixação e
são formadas por ácido teicóico.
Esporos: Forma de resistência da bactéria em condições adversas.
Dois gêneros de bastonetes GRAM + produzem: Bacillus (antrax) e
Clostridium (tétano e botulismo).
Na esporulação ocorre a condensação do material genético em uma
cápsula formada por uma série de camadas protéicas até a condição adversa
de crescimento persistir, fazendo com que haja perpetuação da espécie.
Portanto, o esporo contém o DNA bacteriano, uma pequena porção de
citoplasma, peptideoglicana, muito pouca água e a capa espessa, permitindo
uma extrema resistência ao calor, desidratação, radiação e substâncias
químicas.
Pode permanecer quiescente durante anos até encontrar um ambiente
favorável (água e nutrientes) onde sofrerá ação de enzimas específicas
dando origem a uma bactéria metabolicamente ativa e capaz de se
reproduzir. Devido à alta resistência ao calor e substâncias químicas, a
esterilização não pode ser feita por fervura simples, e sim por 30 minutos
em vapor sob pressão a 121C (autoclavação).
Flagelo: Apêndices longos e normalmente curvos fazendo movimento em
chicote.
Nas Salmonella sp, por ex, há sua identificação em laboratórios clínicos por
anticorpos específicos dirigidos contra proteínas falgelares, característica
antigênica.
Nutrição Bacteriana
1) Água:
85% de uma bactéria.
Faz termorregulação mantendo a temperatura constante e mantém pressão
osmótica
Nutrientes precisam estar dissolvidos em água para serem absorvidos
Bactéria álcool-ácido resitentes resistem à dessecação. Ex: Micobacterium
(bacilo de Kock = causador da tuberculose = Mycobacterium tuberculoses parede lipídica espessa impede saída de água, podendo ser transmitido pelo
ar).
2) Bactérias fotossintéticas: absorve energia solar pela clorofila ou rodopsina
(pigmento vermelho). Reação endergônica: absorve energia da clorofila que
absorveu da luz solar.
3) Bactérias quimiossintéticas: energia vem da oxidação de substratos.
4) Paratróficas: Ex - Mycobacterium leprae , Kiccketsia prowazeku (peste
negra), Chlamydia trachomatis. Sobrevivem somente dentro de células
vivas.
5)
Fontes de carbono: existem bactérias que além do CO2 (compostos
inorgânicos) precisam de compostos orgânicos. Ex: Neisseria gononholae.
6) Fontes de nitrogênio: grande maioria utiliza amônia.
7) Íons inorgânicos essenciais:
Enxofre é necessário em grande quantidade para fazer aminoácido.
NaCl geralmente em 0,9%, mas existem bactérias halófilas facultativas 2 15% NaCl e bactérias halófilas extremas 30% NaCl - Ex : Staphylococcus
aureus (causam intoxicação alimentar).
8) Fatores de crescimento: alimentos. vitaminas , pH, aeração e umidade.
9) Bactérias aeróbicas:
Estritas: precisam de O2, pois seu sistema de geração de ATP é
dependente de O2 como aceptor de hidrogênio.
Microaerófilas: precisam de O2, só que não na concentração atmosférica.
Têm catalase, mas não têm superóxido desmutase .
Nota: catalase e superóxido desmutase são as enzimas utilizadas no
aproveitamento do O2.
Superóxido desmutase: 2 O2 + 2 H
H2O2 + O2
Catalase: 2 H2O2
2 H2O + O2
10) Bactéria anaeróbicas:
Estritas: algumas suportam a presença de O2, mas não se multiplicam.
Outras morrem rapidamente. Não tem superóxido desmutase e catalase.
Aceptor final é uma substância inorgânica. Ex :Clostridium sp (tétano)
Facultativas: fermentação quando há ausência de O2 suficiente (
importantes, pois diminuem o PH impedindo instalaçãio de outras bactérias
/ tem bastante na flora intestinal e vagina da mulher adulta) e respiração
aeróbica na presença de O2.
11) Curva de crescimento bacteriano: apresenta 4 fases principais
- Fase lag ou de espera: Metabolismo altíssimo, mas sem divisão celular.
Duração depende do meio de cultura.
- Fase exponencial: rápida divisão celular, bactéria vai crescer em PG. É uma
reta cuja inclinação vai depender da velocidade de divisão das bactérias.
(penicilina atua nessa fase, pois há produção de peptideoglicana).
- Fase estacionária: ocorre quando há carência de nutrientes. Número de
mortes se iguala ao número de células novas produzidas, resultando em uma
situação de equilíbrio na população.
- Fase de degradação: declínio no n de células viáveis. Número de catabólitos
aumenta até provocar morte de todas células.
FORMAS RUDIMENTARES DE BACTÉRIAS
- RICKETTSIAS: Todas são Gram - e possuidoras de DNA e RNA. Entretanto,
são parasitas intracelulares obrigatórios. Sua M.C. é muito porosa
(característica peculiar) e são normalmente trnsmitidos por vetores
artrópodes (reservatórios: pulga, carrapato e piolho), pelo ar ou pelo
alimento. Ex.: Tifo exantemático.
- BARTONELLA: Muito semelhantes às anteriores e estão comumente
associadas à arranhadura de gato, à bacteremia e à endocardite.
- CLAMÍDIAS: Talvez as mais simples, pois não possuem enzimas importantes
para sua sobrevivência, por isto tb são parasitas intracelulares
obrigatórios. São transmitidos diretamente pelo hospedeiro,
normalmente pela via sexual, causando uretrite, prostatite, salpingite,
cistite e outras complicações.
- MICOPLASMAS: São os menores microorganismos celulares, podendo ser
livres ou parasitas. São patogênicos, onde nos humanos, causam
pneumonia primária atípica e muitas outras infecções secundárias. São
resistentes à penicilina, pois não possuem P.C. Antigamente eram
comparadas aos PPLO, que em gado causa pleuropneumonia e tb não
possuem P.C..
Bactérias anaeróbicas:
Não necessitam de O2 , mas são divididas conforme a sensibilidade ao
gás:
 FACULTATIVA: Sobrevivem tanto na presença quanto na ausência de O 2 ,
variando de 0% até 20%. Ex.: Enterobactérias, Estreptococos e Estafilococos.
 AEROTOLERANTES: Crescem melhor na ausência de O2 . Não requer O2 para
seu cultivo, mas podem sobreviver em condições atmosféricas e em
incubadores de CO2.
 OBRIGATÓRIAS: Não cresce no ar, nem em taxas mínimas de O2 nem em
incubadores de CO2 (15% de O2). Ex.: Clostridium sp.
* BACTÉRIAS CAPNÓFILAS: Crescem melhor em elevadas concentrações de
CO2 (12-17% de O2 + 3-5% de CO2 ) – “jarra”. Ex.: Anaeróbicas – Bacteróides
sp. e Fusobacterium sp.; Aeróbicas – Neisseria sp. e Campylobacter sp.

Cocos gram-positivos: Peptococcus e Peptostreptococcus.

Cocos gram-negativos: Veillonella.

Bacilos gram-positivos: Clostridium, Actinomyces, Bífido bacterium,
Eubacterium e Propionibacterium

Bacilos gram-negativos: Bacteróides e Fusobacterium.

Infecções de grau variável – predominam sempre as manifestações
determinadas pelas toxinas produzidas pela bactéria no foco infeccioso.

Mecanismos de virulência: Cápsulas anti-fagocitárias e enzimas das
lesões teciduais.

Características comuns:
1)
Estas bactérias somente causam infecção quando ocorre redução
acentuada da tensão de O2 nos tecidos;
2)
Com poucas exceções, são membros da flora normal do corpo
humano. Assim sendo, estes germes são oportunistas típicos e suas
infecções são quase sempre de natureza endógena.
Fatores que podem reduzir a tensão de O2:
1)
Necrose
2)
Traumas cirúrgicos ou de outra natureza
3)
Diminuição do fluxo sanguíneo
4)
Corpos estranhos
5)
Tumores malignos
6)
Infecção por bactérias aeróbias...
- São infecções polimicrobianas (no foco da infecção encontram-se bactérias
anaeróbias e aeróbias).
- Doenças específicas:
Tétano
Botulismo
Gangrena gasosa
Colite pesudomembranosa
- Processos infecciosos:
Bacteremia
Inflamações
Supurações
Abscessos
Agentes Antibacterianos – Antibióticos
- 1929 – Alexander Fleming – fungo Penicillium – estafilocococos. – penicilina.
- A antibioticoterapia, em bases empíricas, foi
observada há muitos séculos. Os chineses, 2.500 anos
atrás, já usavam a papa mofada de soja aplicada como
tratamento de rotina no furúnculo, bolhas e infecções
superficiais.
- O antibiótico ideal:
1. possui ação bacteriana seletiva e potente sobre
ampla série de microrganismos (amplo espectro);
2. é bactericida;
3. exerce sua atividade antibacteriana em presença de
líquidos do organismo ou exsudatos, não sendo
destruído por enzimas tissulares;
4. não perturba as defesas do organismo e, na
concentração necessária para afetar o agente infeccioso,
não danifica os leucócitos nem lesa os tecidos do
hospedeiro;
5. possui um índice terapêutico conveniente e, mesmo
em doses máximas durante períodos prolongados, não
produz efeitos colaterais graves;
6. não produz fenômenos de sensibilização alérgica;
7. não provoca o desenvolvimento de resistência dos
microrganismos sensíveis;
8. a absorção, destruição, destino e excreção são tais
que se torna fácil conseguir rapidamente níveis
bactericidas no sangue, tecidos, líquidos tissulares,
inclusive o cefalorraquidiano e urina, níveis estes que
se podem manter pelo tempo necessário;
9. é igualmente eficaz por via oral ou parenteral;
10. pode ser fabricado em grandes quantidades e por
preço razoável, de modo que diretrizes sociais,
domesticas e políticas não interfiram na sua escolha
ou utilização;
11. Deve ser seguro quando empregado no ciclo
grávido-puerperal e na lactação, não possuindo
propriedades teratogênicas;
12. não deve interagir com outros medicamentos ou
substâncias do organismo, o que é difícil, pois cada
vez está-se atribuindo uma importância maior ao
fenômeno da interação medicamentosa.
Mecanismos de Ação dos Antibióticos:
1) antibióticos que atuam sobre a parede
celular;
2) antibióticos que atuam sobre a
membrana plasmática;
3) antibióticos que atuam sobre a síntese
dos ácidos nucléicos;
4) antibióticos que atuam sobre a síntese
de proteínas;
- Os antibióticos funcionam?
O sucesso dos antibióticos só não foi
completo
porque
logo
surgiram
bactérias
resistentes. Isto acontece
seguindo
pela
por
descendência,
mutação,
podendo
até
ocorrer novas alterações genéticas, que levam
ao aparecimento de linhagens ainda mais
resistentes.
Os
processos
metabólicos
são
semelhantes, porém não iguais, aos das células
eucariontes. As pequenas diferenças permitem
o
uso
destas
substâncias
que
bloqueiam
efetivamente certas vias metabólicas típicas de
bactérias,
sem
prejudicar,
pouco, o organismo do doente.
-
Plasmídio e resistência.
-
Antibiograma.
ou
prejudicando
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