Queridos PAIS 05

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TRÊS PARÁBOLAS
por John M. Drescher
Gostaria de contar três parábolas contidas no livro “Christian Nurture of Children” (“Educação
Cristã dos Filhos”):
1)
Tomei uma criança pela mão, a fim de andarmos juntos parte do caminho.
Eu deveria levá-la ao Pai. A tarefa me amedrontou, tão terrível me pareceu a
responsabilidade. Falei, então, com a criança apenas sobre o Pai. Pintei a severidade
do Pai, caso ela o desagradasse. Andamos sob as arvores altas e eu disse que o Pai
tinha poder de derrubá-la num minuto, com Seus raios possantes. Andamos ao Sol, e
lhe falei sobre a grandeza do Pai que fez o Sol ardente, esplendoroso. Ao cair da
tarde um dia, nos encontramos com o Pai. A criança se escondeu por trás de mim;
tinha medo, não queria olhar para aquela face tão cheia de Amor. Ela lembrou-se da
minha descrição; não quis colocar sua mãozinha na mão do Pai. Fiquei entre a
criança e o Pai. Refleti. Eu tinha sido tão conscienciosa, tão séria.
2)
Tomei uma criança pela mão. Eu deveria levá-la ao Pai. Senti-me
esmagada pela multidão de coisas que deveria ensinar-lhe. Não nos
demoramos, mas corremos todo o caminho. Num minuto comparávamos as folhas
das arvores e no seguinte examinávamos o ninho de um pássaro. Enquanto a criança
me fazia perguntas a respeito, eu a empurrava para caçar uma borboleta. Se por
acaso adormecia eu a despertava, a fim de que não perdesse nada. Eu queria que
ela visse. Falamos do Pai muitas vezes e rapidamente. Derramei em seus ouvidos
todas as histórias que deveria saber, mas fomos em diversas ocasiões interrompidas
pelo soprar do vento, do qual deveríamos fala; pelo sair das estrelas, que tínhamos
que estudar; pelo riacho murmurante, que precisávamos acompanhar até sua fonte.
E então, ao cair do dia, encontramos o Pai. A criança O olhou de relance. O Pai
estendeu-lhe a mão, mas ela não interessou-se bastante para tomá-la. Pontos febris
queimavam em seu rosto, ela caiu exausta no chão e adormeceu. Eu estava de novo
entre a criança e o Pai. Refleti. Eu lhe ensinara tantas, tantas coisas.
3)
Tomei uma criança pela mão para levá-la ao Pai. Meu coração estava cheio
de gratidão pelo alegre privilégio. Andamos devagar. Moderei meus passos pelos
dela. Falamos das coisas que a criança ia notando. Algumas vezes era um dos
pássaros do Pai: observamos quando construía seu ninho e vimos os ovos que nele
depositava. Conversamos depois sobre os cuidados que ele tinha com os filhotes.
Outras vezes apanhávamos flores do Pai e acariciávamos as pétalas macias,
apreciando suas lindas cores. Com freqüência contávamos historias do Pai. Eu as
contava à criança e ela para mim. Nós contávamos uma para a outra essas historias,
repetidamente. De tempo a tempos parávamos, encostando nas árvores do Pai e
deixando que o ar feito por Ele refrescasse nosso rosto, sem falar. E, então, ao fim
do dia, encontramos o Pai. Os olhos da criança brilharam. Ela olhou com Amor,
Confiança e Alegria para a face do Pai, colocando sua mão na mão dEle. Naquele
momento fui esquecida. E me alegrei.
Com Carinho,
Ministério GERAÇÃO Terra Nova
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