Capítulo 9

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Grandes navegações
Entre os séculos XV e XVI, a Índia era o maior centro de distribuição de especiarias (pimenta,
açafrão, gengibre, canela e outros temperos) do mundo conhecido. Como a distância entre o velho mundo
(Europa) e a Índia era continental, as transações comercias eram feitas por via marítima, como você pode ver
na figura abaixo a Itália domina o mar mediterrâneo que é a principal rota para as Índias impedindo o
comércio de outras nações com tal país.
Nessa época, quem necessita-se obter especiarias deveria procurar com os comerciantes italianos
que por possuírem o controle de tais mercadorias, impunham o preço que quisessem visando seu lucro.
Esse monopólio comercial desagradava à Península Ibérica que passa a desejar estabelecer relações
com o oriente, tendo total apoio da Igreja Católica, que via nessa nova empreitada a aquisição de novos fiéis.
Essas atividades comercias eram muito interessantes já que, descobrindo outra rota, Portugal e
Espanha também poderiam estabelecer suas próprias taxas e assim participar diretamente dessas relações.
Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito . Blaise Pascal
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Especiarias são temperos condimentos que ao
mesmo tempo em que temperam alimentos, também
têm a capacidade de conservá-los. Na época em
questão, tais alimentos eram muito valiosos por serem
raros na Europa já que o clima não favorecia o seu
cultivo.
O descobrimento da América
Financiado pelo rei Fernando da Espanha, Cristóvão Colombo partiu mar adentro em busca de um
novo rumo a Ásia, em direção as Ilhas Canárias, Colombo percebe que sua busca não dá frutos, a tripulação
também nota isso e dá um ultimato ao seu comandante, ou encontram terras em três dias ou se amotinariam
e voltariam a Europa. No terceiro dia, Colombo desembarcou em Cuba e Haiti.
Povos pré – colombianos
Maias
Residentes no que hoje em dia corresponde a
Honduras, México e Guatemala, os povos Maias viveram
entre os séculos IV A. c e IX D. c. A civilização Maia não era
um império unificado, esse fator favoreceu a invasão de
outros povos enfraquecendo-os. O estado Mais era de
cunho teocrático, ou seja, o rei era um representante direto
dos deuses que eram cultuados. Sua economia era baseada
na agropecuária e no comércio com nações vizinhas. O
legado que deixaram ao mundo foram a matemática, as
técnicas de cultivo e irrigação e o estabelecimento da
contagem dos dias com um complexo calendário chegando
a conclusão que um ano teria 365 dias.
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Astecas
De todos os povos, os astecas
destacavam-se como o mais guerreiro de
todos. O rei era além de senhor de todo
império, era também chefe do exército,
conduzindo seus soldados rumo às batalhas.
O maior imperador que o povo asteca já
conheceu chamava-se Montezuma II, grande
estrategista e chefe de estado, o monarca foi
responsável por grandes conquistas e pela
fundação de mais de 400 cidades ao longo o
tempo. A região que essa civilização ocupava
era rica em ouro e pedras preciosas, os
adornos e enfeites, tanto reais quanto da
população eram feitos de ouro puro o que
levou a criação da lenda de Eldorado (uma
cidade feita de ouro), com a chegada dos
conquistadores espanhóis, o império foi
dizimado, quem sobreviveu a matança foi
escravizado e forçado a trabalhar em prol dos
lucros do Reino de Espanha.
Incas
A sociedade Inca era extremamente hierarquizada composta por nobreza ( governantes, militares, e
sacerdotes) , Classe média (funcionários públicos e trabalhadores com uma especialização) e Classe baixa
(artesão e camponeses). Esse povo, destaca-se como no que diz respeito às esculturas e a construção
monumental usando blocos de pedra projetados para serem encaixados, prova disso, foi à descoberta da
cidade de Machu Pichu em 1911 mostrando ao mundo a tecnologia dos nossos antepassados. Também se
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utilizavam da agricultura como fonte de subsistência, a grande novidade era como esse processo era feito: o
cultivo era posicionado em degraus que se prolongavam ao longo das montanhas.
Processo de colonização portuguesa
Processo de colonização espanhola
Portugal entra para história como o pioneiro dasCom a entrada dos espanhóis no território americano,
navegações, pois a nação já possuía uma grandevárias civilizações viram seu fim na ponta das espadas
experiência marítima, resultado da pesca de bacalhau.espanholas.
O país recebeu grandes investimentos financeiros econquistadores
técnicos patrocinados pela classe burguesa, que viaextremamente
Ao
invadirem
se
tais
depararam
evoluídos,
que
regiões,
os
com
povos
detinham
uma
em tal empreitada uma grande fonte de lucro. Essasociedade muito bem organizada.
visão de futuro econômico influenciou tanto o campo
monetário quanto o campo social, resultando na
criação da escola de Sagres, que era especialista na
formação de profissional náutica.
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Papel da igreja
Como detentora de grande poder nessa época, a Ireja Católica inha papel fundamental nas decisões
que tinham relação direta com a cultura e com a economia. Os investimentos que a burguesia fazia nessas
navegações proporcionaria um grande salto no meio financeiro e cultural europeu. Com a descoberta da
América, as grandes potêcias econômicas da época iniciaram uma batalha pela posse das regiões
encontradas. Sempre com poder decisório, a igreja estabelece um tratado que prevê a delimitação de uma
linha imaginária que teria inicio a partir do pólo de 37 graus, esse acordo institui a posse de todas as terras
localizadas a oeste a Espanha e todas as terras encontradas a leste a Portugal,esse tratado entrou para
história como o famoso “Tratado de Tordesilhas”.
Sobre religiosidade dos
povos pré-colombianos
Mercantilismo
Os governos absolutistas interferiram em demasia na economia, tendo como principais objetivos: o
acumulo de riquezas, o desenvolvimento da indústria, o crescimento do comércio, pleno desenvolvimento
econômico, respeito entre as outras monarquias e aumento do prestigio e poder. Baseado nesses objetivos,
foram criadas varias medidas que pudessem assegurar que essas metas fossem concluídas, essas medidas
econômicas ficaram conhecidas como mercantilismo.
Grandes companhias comerciais foram criadas para incentivar o
crescimento do comercio como a Companhia das Índias Ocidentais e a Companhia
das índias Orientais foram estabelecidas varias teorias econômica e comerciais que
estabeleciam e legislavam as transações mercantilistas.
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Metalismo: A maneira de saber se uma monarquia era poderosa e influente se dava à medida que a
sua riqueza aumentava. Nessa época, os metais preciosos como o ouro e a prata não só eram a
expressão concretizada dessa riqueza mais também simbolizava a economia monárquica; o acumulo
de tais materiais (geralmente apoderados dos vizinhos) eram de grande valia, tendo a coroa como
sua regulamentadora, a mesma impunha pesados impostos sobre os produtos estrangeiros e
monopolizava a comercialização dos produtos.
Protecionismo: A entrada de produtos estrangeiros não era o principal meio de se obter os metais
preciosos, a saída de produtos manufaturados do próprio país era mais bem visto pelos olhos da
coroa, pois isso ocasionaria o crescimento da indústria nacional. As taxas sobre os produtos
internacionais eram altas para evitar que esses produtos sobrepujassem os produtos nacionais. Esse
protecionismo econômico se expandia para além mar com as chamadas companhias de comercio
que atuavam nas colônias especialmente nas Américas.
Balança comercial favorável: Tinha como objetivo principal exportar mais do que importar, para que
assim a entrada de mais moedas fosse superior à saída das mesmas, o que deixaria o país numa
boa situação financeira.
Exclusivismo Colonial / Pacto Colonial: o sistema colonialista compreende a existência das
metrópoles como sendo as regiões que empreendem as expedições e conquistam territórios, esses
territórios conquistados são as chamadas colônias. Dentro da teoria “Pacto Colonial” pregava-se que
as colônias só poderiam comercializar exclusivamente com suas metrópoles, o que na verdade não
passava de um meio de a metrópole levar para dentro de seu território todas as riquezas existentes
em suas colônias, obviamente muitas colônias, incluindo o Brasil, burlavam esse pacto
comercializando com outros países.
O descobrimento do Brasil
Portugal possui dois objetivos nas suas grandes empreitadas náuticas: busca de um novo rumo para
as Índias, e a conquista de novas terras para o fortalecimento da economia lusitana. Após a chegada e o
primeiro contato com a população que aqui residia, os conquistadores portugueses passaram a explorar a
cana de açúcar e outros materiais do território brasileiro.
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Brasil colônia
Período entre a descoberta do Brasil e a proclamação de independência em 1822. Nessa época, o
Brasil se caracteriza como a principal fonte de renda de Portugal. O Brasil era de longe a maior colônia
portuguesa tanto economicamente como territorialmente. A base da economia na colônia eram os engenhos
de açúcar onde o senhor de engenho era proprietário das terras e das ferramentas, utilizando a mão de obra
escrava vinda da África com o objetivo de produzir e comercializar com o mercado europeu, contudo após a
instituição das praticas mercantilistas; a colônia só pode comercializar com Portugal.
Interessante destacar que a agricultura brasileira era feita sob o regime da monocultura (o cultivo de
apenas um único produto) chamado plantation. Após a descoberta das minas de ouro, a extração do metal
passou a ser um grande trunfo nas mãos da metrópole, onde passou-se a cobrar o quinto, que seria um
imposto sobre o ouro encontrado, correspondia a 20% do total e essa transação era efetuada nas casas se
fundição.
Durante o período em que o Brasil ficou sendo uma colônia portuguesa, ocorreram dezenas de
levantes por todo o território, as principais foram:
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Revolta de Felipe dos Santos
Guerra dos emboabas:
Inconfidência mineira
Levante organizado por Felipe dos Santos resultado
da insatisfação pela cobrança do quinto.
Conflito entre bandeirantes e paulistas pela exploração
do ouro.
Revolta encabeçada por Tiradentes, reivindicava a
libertação do Brasil de Portugal, o levante foi
descoberto e todos foram condenados a forca ou ao
exilamento.
O processo de formação das monarquias nacionais foi acompanhado, de modo geral, pela introdução de uma
política econômica conhecida como Mercantilismo. São características desse sistema:
I. Balança de comércio desfavorável: o país devia importar mais e exportar menos.
II. Metalismo: a riqueza de um país era medida em função da quantidade de metais nobres que se possuía.
III. Não-intervenção estatal: o estado não podia intervir na vida econômica.
IV. Protecionismo: incentivo à produção interna para concorrer no mercado externo, dificultando a importação de
produtos concorrentes.
V. Exploração das colônias: a busca de metais preciosos e produtos tropicais com a finalidade de tornar mais sólida a
economia da metrópole.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) I, II e IV, apenas. d) I, II e III, apenas.
b) I, II, III, IV e V. e) II, IV e V, apenas.
c) I, II, IV e V, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) II, IV e V, apenas.
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