Conhecimento etnofarmacobotânico de plantas medicinais

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS
COORDENAÇÃO DE PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA
MESTRADO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE
Conhecimento etnofarmacobotânico de plantas medicinais
utilizadas por comunidades tradicionais do Distrito Nossa
Senhora Aparecida do Chumbo, Poconé, Mato Grosso,
Brasil
ISANETE GERALDINI COSTA BIESKI
Cuiabá - MT
2010
i
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS
COORDENAÇÃO DE PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MEDICINA
MESTRADO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE
Conhecimento etnofarmacobotânico de plantas medicinais
utilizadas por comunidades tradicionais do Distrito Nossa
Senhora Aparecida do Chumbo, Poconé, Mato Grosso,
Brasil
ISANETE GERALDINI COSTA BIESKI
Dissertação apresentada à Coordenação do
Programas de Pós-Graduação em Medicina,
da Faculdade de Ciências Médicas, da
Universidade Federal de Mato Grosso, como
requisito parcial para a obtenção do Título
de Mestre em Ciências da Saúde, Área de
Farmacologia
Orientador: Prof. Dr. Domingos Tabajara de Oliveira Martins
Co-orientador: Prof. Dr. Mariano Martinez Espinosa
Cuiabá - MT
2010
ii
Ilustração da Etnocultura, Etnoconhecimento, Etnobotância e Etnofarmacologia, Fonte: acervo da
pesquisadora.
iii
Esta dissertação de mestrado, com o título “Conhecimento etnofarmacobotânico de
plantas medicinais utilizadas por comunidades tradicionais do Distrito Nossa Senhora
Aparecida do Chumbo, Poconé, Mato Grosso, Brasil”, foi submetida como parte integrante
dos requisitos necessários à obtenção do Grau de Mestre em Ciências da Saúde, Área de
Concentração Farmacologia de Produtos Naturais Sub-Área Etnofarmacologia outorgado pela
Universidade Federal de Mato Grosso e encontra-se a disposição dos interessados na
Biblioteca Central.
A citação de qualquer trecho desta Dissertação é permitida, desde que seja feita de
conformidade com as normas éticas.
_________________________________________
Isanete Geraldini Costa Bieski
Mestre em Farmacologia de Produtos Naturais
Dissertação Aprovada em: 05/07/2010
___________________________________________
Prof. Dr. Domingos Tabajara de Oliveira Martins
DSBS/FCM/UFMT
Orientador
___________________________________________
Prof. Dr. Mariano Martinez Espinosa
Departamento de Estatística ICET/UFMT
Co-orientador
iv
MEMBROS DA BANCA EXAMINADORA DA DEFESA
___________________________________________
Prof. Dr. Marcos Roberto Furlan
Univeridade de Taubaté - UNITAÚ-SP
Examinador Externo
___________________________________________
Prof. Dr. Lousã Lopes
DSBS/FCM/UFMT
Examinador Interno
___________________________________________
Prof. Dr. Germano Guarim Neto
IB/UFMT
Examinador Interno
___________________________________________
Profª Drª Miramy Macedo
UNIC/IB/UFMT
Examinadora Interna
v
“O Senhor é bom e seu amor dura para sempre sua fidelidade dura de
geração em geração” (Salmo 100:5)
“... As plantas são jóias que poucos olhos vêem e poucas mentes
entendem...” Linneu
"Os filhos são presentes de Deus,
com eles partilhamos o pão, o tempo, a vida." ....
"A maternidade é um grande dom de cura interior,
principalmente quando os filhos vem em momentos inoportunos
Somos curados pelo amor que os doamos e pelo amor que deles recebemos."
Lair Durigon - Livro Clamor pela Vida
vi
“À DEUS e a NOSSA SENHORA APARECIDA,
Tudo o que eles representam na minha vida além de proporcionar os Dons do
Espírito Santo ...”
“Ao meu orientador Domingos Tabajara de Oliveira Martins, pela Amizade e
grandes oportunidades e ensinamentos proporcionados...”
Por todos os informantes desta pesquisa em especial aos Raizeiras Maria
Teodora e Maria Evódia, que não pouparam em fornecer informações de forma
carinhosa e prestativas.
vii
DEDICATÓRIA
“Ao meu querido Esposo, Silvio Carlos Bieski, Companheiro e dádiva do meu bom
Deus, por ser compreensivo em minhas várias horas de ausência familiar
dedicadas aos estudos...”
“Aos meus filhos Leonam Geraldini Costa Oliveira que cresceu me vendo
conquistar meus sonhos na busca do conhecimento é carinhoso e preocupado
comigo; Joana Maria Geraldini Costa Bieski minha companheira diária dos
afazeres domésticos às pesquisas, sempre se espelhou em mim com sua forma
meiga e carinhosa se expressando com desenhos de plantas medicinais para me
agradar e João Pedro Geraldini Costa Bieski uma grande dádiva que veio para
realizar uma grande cura interior e bênçãos de Deus para mim e minha família...”
Aos meus Pais, Ideval Silva Costa e Maria Aparecida Costa, que me
ensinaram o valor da Família e me formaram com, Amor, Sabedoria e Fé.
As minhas Irmãs, Cunhados e Sobrinhas, Isânia Geraldini Costa Andrade,
Márcio de Andrade e Lavínia, pela amizade e carinho de irmã em minha vida, com
meus filhos. Idevânia, Gustavo Julia e minha querida e abençoada afilhada
Helena pela sinceridade. Martha Melissa Mendes Cabral, que me apoiaram
sempre Família. Meus Padrinhos e compadres amados Alvantino Geraldino e
Manoelita Geraldino Oliveira e meus primos Diego e Diogo, que tanto os amo.
Ao Pedro de Oliveira, por ser amigo e pai presente na educação do nosso
filho Leonam. Aos meus queridos amigos Domingos Tabajara de Oliveira
Martins e Ana Maria Martins pela amizade construída durante estes anos.
Minha sogra querida Joana Bieski, um exemplo de mulher vencedora e
amável; A todas as minhas cunhadas e cunhados que gosto muito em
especial a Iria, Zélia e Cesar, que estão mais próximos de mim.
viii
AGRADECIMENTOS
A realização deste trabalho em muito se deve à colaboração e apoio de
diversas pessoas, às quais transmito os mais sinceros agradecimentos...
Ao querido amigo Prof. Dr. Domingos Tabajara de Oliveira Martins, pela
oportunidade
concedida
e
em
aceitar
orientar-me
na
subárea
de
Etnofarmacologia, e pelas ricas experiências profissionais, cientifica e pessoal
vivenciadas neste período, fruto de uma sabedoria providencial e divina, além dos
profundos ensinamentos, discussões, críticas e incentivo. E tudo isso de forma
dura quando precisou e carinha quando eu mereci e sempre muito dedicado às
orientações em todos os momentos deste percurso
Ao Prof. Dr. Mariano Martinez Espinosa, meu co-orientador, pela sua
colaboração imprescindível nos dados estatísticos, por toda dedicação, carinho e
amizade;
Ao meu Amigo Marcos Furlan que muito me ensinou sobre as plantas
medicinais e etnobotânica em especial nessa dissertação com suas ricas
contribuições, sempre me socorreu Amigo Leal e de todas as horas;
A professora Delma P. Oliveira de Souza, pelas ricas contribuições e
amizade;
A professora Maria Thereza Lemos de Arruda Camargo Centro de
Estudos da Religião Universidade de São Paulo /Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo pela simplidade e sabedoria;
À Universidade Federal de Mato Grosso e ao Programa de PósGraduação em Ciências da Saúde pela formação acadêmica e oportunidade, em
especial aos professores do programa;
ix
Ao Prof. Dr. Cor Jesus, ex-coordenador do Programa de Pós-Graduação
em Ciências da Saúde da Faculdade de Ciências Médicas da UFMT, pelo auxílio e
apoio na realização do mestrado;
Ao Prof. Dr. Amilcar Sabino Damazo, coordenador do Programa de PósGraduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Ciências Médicas da UFMT;
Ao meu esposo Silvio Carlos Bieski, pelo carinho, compreensão e amor
durante estes anos de parceria familiar;
A todos da Minha família, pela compreensão e pelo apoio, muitas vezes
silencioso e mesmo assim tão forte;
Ao amigo Filadelfo dos Reis Dias, pela oportunidade impar que me
proporcionou no mundo das plantas medicinais;
À Amiga Especial, Rita de Cássia Feguri, muito obrigada por tudo, minha
amiga querida, pelo carinho, companheirismo, uma amizade iniciada durante este
trabalho e que durará para sempre;
Ao amigo Nicandro Figueiredo, obrigada pelo carinho e confiança;
A amiga, Elisângela Saturnino, um amiga especial, meiga e carinhosa uma
irmanzona que gosto muito;
A amiga, Solange F. M. Lopes sempre pronta pra ajudar e realizar as
terapias mentais como foi preciso;
A amiga, Aurea Damaceno Alves, pela confiança confidencialidades e
companheirismo;
A amiga, Larissa Lemos, a intelectual amiga pra todas as horas;
As amigas (os) Anísio Onório, Clarisse A. Mahon, Clara Mendes pelo
carinho e amizada;
x
Ao Amigo, Libério Amorim Neto, que nunca mediu esforços para auxiliar
nos trabalhos de campo, sempre descontraído e alegre;
À amiga, Miramy Macedo, que mesmo me conhececendo tão pouco em 2005
me oportunizou, compartilhando co-orientações de suas alunas da biologia na área
de plantas medicinais, e me mostrou a importância da pesquisa cientifica na
produção do meu primeiro artigo e resumos, obrigada pelo carinho e amizade;
O professor e amigo Germano Guarim Neto, pelos ricos ensinamentos
publicados e que me fizeram apaixonar pelas etnobotânica;
A professora Vera Guarim, que mesmo de longe sempre muito carinhosa;
A Rosilene Rodrigues Silva, Pesquisadora do Herbário UFMT pelo
excelente trabalho na identificação das exsicatas;
A toda equipe do laboratório sempre muito, prestativas, Danielle Ary que
chegou recentemente mais já ganhou minha amizade, carinho, admiração e
respeito;
Maria Cristina e Phamella, sempre prontas a contribuir, muito queridas e
eficientes;
Às Acadêmicas de Enfermagem da UFMT: Angélica, Elyane, Gisele,
Isabela e Fernanda, pela competência no grande auxílio durante pesquisa;
Aos Acadêmicos de Medicina da UFMT: Anélise, Elvira, Haritana,
Fernanda Breder, Mariana, Rafael e Valter, pela dedicação e competência
durante toda pesquisa;
A Amiga Rosilene da comunidade Chumbo que abraçou esta pesquisa não
medindo esforços para o que precisei, muito obrigada mesmo tenha a certeza que
você também colhererá muitos frutos;
Aos 16 agentes de saúde Antônia Flávia, Berenice, Clara Sandra, Creoci
Márcia, Lenelice, Etelfranci, Elza, Maria Lúcia, Marta, Maria Candelaria,
xi
Maria Aparecida, Maria dos Santos, Maurício, Rosileni, Zita e Zilair, pelo
carinho e disponibilidade, obrigada pela amizada, pois nunca esquecerei-os;
Ao Enfermeiro e Amigo Admilson, que estava sempre pronto pra ajudar
quando eu precisava;
Ao Amigo e Médico Karipuna que sempre muito simpático e prestativo
também acreditou neste trabalho;
A todos os colegas da equipe do PSF Chumbo que sempre estavam alegres
e prestativos;
A Secretária Municipal de Saúde de Poconé Ilma Regina de Figueiredo,
pelo carinho e confiança depositada;
Pela minha prima Daianny Franco e seus familiares pelo carinho e
companheirismo em vários momentos desta pesquisa;
A Amiga Drª Lydia Bocayva, pessoa especial que sempre me incentivou nos
trabalhos de plantas medicinais;
A Amiga Clara Brandão, Médica, Nutróloga e Mãe da Multimistura e
conhece muito de comunidades Tradicionais e Etnoconhecimento das plantas
medicinais e que amo de paixão;
A amiga e médica homeopática e fitoterapeuta Henriqueta Teresa
Sacramento que sempre me ajudou durante minhas angústias e de meus filhos;
A amiga paulistana do Ceará, Marta Braggio, uma pessoa muito especial e
que mora no meu coração;
A amiga Andrea Nascimento Mendonça que é como irmã, mesmo longe
sempre esta muito perto de mim, um presente de Deus em minha vida;
A amiga Lair Márcia Durigon que é minha intercessora espiritual e irmã,
menina de Ouro e Anjo de Deus, na minha vida;
xii
Ao amigo Dr. Jerolino Lopes Aquino, que me oportunizou com o primeiro
emprego e sempre me motivou a ser empreendedora e lutadora e que eu nunca
deixasse de estudar e me aperfeiçoar;
As amigas de todas as horas Márcia Rutilli Konageski Fonseca, Mônica
Igreja Leite da Fonseca e que de uma forma ou de outra contribuíram para que
eu pudesse concretizar este meu desejo de nunca parar de estudar;
As amigas Marilú Malheiros, Ana Hein, Helena Belai, Marina Capilé,
Marcia Prado;
A amiga Otilia amiga sempre preocupada com o bem estar e a saúde e
prontamente a ajudar;
Schirlei Jorge, amiga pesquisadora e mãezonha;
Ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP/UHJM), pela análise e aprovação
de meu projeto;
A todos da administração da Faculdade de Ciências Médicas da UFMT,
Luciana Ivanete Kapelinski, Gracielly Alves Gama e Eva Elizabeth Pedroso da
Silva Morais, pelo convívio e atenção;
À secretária do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da
Faculdade de Ciências Médicas da UFMT, Eliana Maria da Silva, pelas
orientações administrativas, convívio e atenção;
Novamente a minha amada e Querida Mãe pela grande ajuda durante este
mestrado e pelo exemplo de mulher e pelo dom da Vida.
Aos Demais amigos espalhados por este país (e fora dele);
xiii
Enfim, a todos que de forma direta ou indireta, colaboraram para a
execução desse trabalho;
A TODOS, O MEU “MUITO OBRIGADA”
SUMÁRIO
Lista de siglas e abreviaturas.......................................................................................
XVI
Lista de figuras.............................................................................................................
XVII
Lista de tabelas.............................................................................................................
XVIII
Lista de anexos.............................................................................................................
XX
RESUMO
................................................................................................................
XXI
ABSTRACT..................................................................................................................
XXII
I INTRODUÇÃO..........................................................................................................
23
1.1 PLANTAS MEDICINAIS......................................................................................
23
1.1.1 O mercado das plantas medicinais no mundo............................................
27
1.1.2 O Pantanal como ferramenta para a Aliança do Saber............................
28
II JUSTIFICATIVA.....................................................................................................
33
III OBJETIVOS............................................................................................................
35
3.1 Gerais.................................................................................................................
35
3.2 Específicos .........................................................................................................
35
IV MATERIAL E MÉTODOS....................................................................................
36
4.1. Métodos e técnicas de abordagem...............................................................
36
4.1.1 Delineamento do estudo........................................................................
36
4.1.2 Caracterização do Local de Estudo.........................................................
36
4.1.3 População de estudo...............................................................................
39
4.1.4 Planejamento amostral............................................................................
39
4.2. Execução da pesquisa de campo.....................................................................
41
4.2.1 Coleta de dados.......................................................................................
41
4.2.2 Variáveis do estudo..................................................................................
42
xiv
4.3 Treinamento dos entrevistados.......................................................................
46
4.4 Critérios de inclusão e exlusão dos informantes...............................................
46
4.5 Processamento e análises dos dados...............................................................
46
4.6 Identificação botânica......................................................................................
47
4.7 Aspectos éticos................................................................................................
48
4.8 Autorização do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético
CGEN e retorno dos resultados à comunidade...................................................
51
V RESULTADOS.........................................................................................................
50
5.1 Descrição da população de estudo.......................................................................
50
5.2 Características sócio-demográficas......................................................................
51
5.3Uso e Conhecimento sobre Plantas Medicinais: Análises Estatísticas ..............
53
VI DISCUSSÃO............................................................................................................
150
6.1Caracterização das Comunidades do DNSAC......................................................
150
6.2 Impacto do Conhecimento Tradicional................................................................
152
6.3 Etnoconhecimento das plantas medicinais no DNSAC.......................................
155
6.4 Origem geográfica das plantas medicinais no DNSAC.......................................
166
6.5 Abordagens Etnobotânicas: Associações estatísticas das plantas medicinais....
169
6.6 Etnofarmacologia: concordância dascitações de uso e força Medicinal............
175
6.6.1 Plantas usadas no aparelho digestório...............................................................
176
6.6.2 Plantas com atividade hemotocatártica.............................................................
182
6.6.3 Plantas usadas no aparelho geniturinário..........................................................
183
6.6.4 Plantas usadas em doenças infecciosas e parasitárias.......................................
187
6.6.5 Plantas usadas em lesões cutâneas e causas externas........................................
190
6.7 Contribuições da etnofarmacologia......................................................................
195
6.8 Distribuição das Famílias botânicas.....................................................................
193
6.9 Etnotoxicologia: promoção, uso seguro e racional das plantas medicinais.........
197
VII CONCLUSÃO........................................................................................................
203
REFERÊNCIAS............................................................................................................
206
xv
ANEXOS........................................................................................................................
255
LISTA DE SIGLAS
ABIFISA
Associação Brasileira das Empresas do Setor Fitoterápico, Suplemento
Alimentar e de Promoção da Saúde
ANVISA
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
C.L.E.
Consulta a Literaturas Especializadas
CDB
Convenção sobre Diversidade Biológica
CEME
Programa de Plantas Medicinais da Central de Medicamentos
CGEN
Conselho de Gestão do Patrimônio Genético
CID
Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados
à Saúde
CNPq
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
CUP
Concordância de uso popular
CUPc
Valor da concordância quanto ao uso principal
DNSAC
Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo
EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
FC
Fator de Correção
FM
Taxa da Força Medicinal
ICEMC
número de informantes que citaram a espécie
ICUE
nº de informantes que citaram qualquer uso da espécie
ICUP
número de informantes que citaram o uso principal
MMA
Ministério de Meio Ambiente
MP
Medida provisória
MT
Estado de Mato Grosso
NP
Espécie nativa do Pantanal
NB
Espécie nativa do Brasil
ONU
Organização das Nações Unidas
PNPICS
Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS
PNPMF
Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos
xvi
SIAB
Sistema de Informação de Atenção Básica em Saúde
TCLE
Termo de Consentimento Livre Esclarecido
UNESCO
United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization
UTM
Sistema Universal Transverso de Mercator
LISTA DE FIGURAS
Figura 1.
Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense Patrimônio Mundial
da UNESCO, Mato Grosso (2006)................................................
Figura 2.
Praça da cidade de Poconé-MT. (Fonte: Poconet, 2010).................
29
37
Figura 3.
Comunidade Chumbo, Sede do Distrito Nossa Senhora Aparecida
do Chumbo, Poconé - MT. (Acervo da pesquisadora, 2010)……..
37
Figura 4
Figura 5
Figura 6.
Localização do Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo em
Poconé – MT, saindo do Brasil (a), mostrando Poconé (b) e
chegando
nas
37
comunidades
do
DNSAC
(c)………………………………………….......................…………
Croqui de localização das 37 comunidades do Distrito nossa
Senhora Aparecida do Chumbo em Poconé-MT............................
Comparação das idades dos 262 informantes do DNSAC. Teste t
de Student não pareado, bicaudal, *p = 0,022................................
38
39
Figura 7.
Frequência do uso de plantas pelos 262 informantes no DNSAC..
53
53
Figura 8.
Frequência da finalidade de uso das plantas, por 259 informantes
no DNSAC......................................................................................
59
Famílias botânicas mais citadas, segundo compilação de listas de
espécies medicinais, por 259 informantes do DNSAC...................
105
Frequência de distribuição das plantas citadas nas 37 comunidades
do DNSAC.....................................................................................
144
Frequência de relatos de toxicidade das plantas, por 259
informantes no DNSAC...................................................................
146
Figura 9.
Figura10.
Figura 11.
xvii
LISTA DE TABELAS
Tabela 1.
Tabela 2.
Tabela 3.
Tabela 4.
Tabela 5.
Tabela 6.
Tabela 7.
Tabela 8.
Tabela 9.
Tabela 10.
Tabela 11.
Tabela 12.
Tabela 13.
Tabela 14.
Tabela 15.
Tabela 16.
Distribuição, das 37 comunidades do Distrito Nossa Senhora do
Chumbo, por micro-área, com o total de pessoas e famílias em cada
micro-área, bem como fração amostral e tamanho da amostra,
Poconé-MT, 2009.................................................................................
Distribuição das comunidades, por micro-áreas e total de citações de
plantas no Distrito Nossa Senhora do Chumbo (DNSAC), PoconéMT........................................................................................................
Características sócio-demográficas dos 262 informantes do Distrito
Nossa Senhora do Chumbo, Poconé-MT.............................................
51
Frequência entre sexo e citações de plantas, pelos 259 informantes do
DNSAC............................................................................................
54
Relação entre sexo e idade quanto às citações de plantas, pelos 259
informantes............................................................................................
54
Frequência entre idade e citações de plantas, pelos 259 informantes
do DNSAC............................................................................................
54
Relação entre sexo e tempo de moradia quanto às citações de plantas,
pelos 259 informantes do DNSAC.......................................................
55
Frequência entre tempo de moradia e citações de plantas, pelos 259
informantes do DNSAC........................................................................
55
Relação entre sexo e etnia quanto às citações de plantas, pelos 259
informantes do DNSAC.......................................................................
55
Frequência entre etnia e citações de plantas, pelos 259 informantes do
DNSAC............................................................................................
56
Relação entre renda salarial e escolaridade quanto às citações de
plantas, pelos 259 informantes do DNSAC.........................................
56
Frequência entre escolaridade e citações de plantas, pelos 259
informantes do DNSAC........................................................................
57
Frequência entre renda e citações de plantas pelos 259 informantes do
DNSAC............................................................................................
57
Relação entre sexo e grupo religioso quanto às citações de plantas,
pelos 259 informantes do DNSAC....................................................
57
Relação entre grupo religioso e citações de plantas, pelos 259
informantes do DNSAC......................................................................
58
Relação entre sexo e nupcialidade quanto às citações de plantas
citadas pelos 259 informantes do DNSAC.......................................
xviii
41
50
58
Tabela 17.
Tabela 18.
Tabela 19.
Tabela 20.
Tabela 21.
Tabela 22.
Tabela 23.
Tabela 24.
Tabela 25.
Tabela 26.
Tabela 27.
Tabela 28.
Tabela 29.
Tabela 30.
Tabela 31.
Tabela 32.
Frequência entre escolaridade e citações de plantas pelos 259
informantes do DNSAC.........................................................................
58
Relação entre sexo e fonte do conhecimento das plantas citadas, por
259 informantes no DNSAC..................................................................
59
Relação de uso medicinal das Famílias e Espécies citadas pelos 259
informantes do DNSAC.........................................................................
62
Caracterização das espécies medicinais, citadas pelos 259 informantes
do DNSAC..............................................................................................
109
Relação entre o sexo e a origem geográfica das plantas citadas, por
259 informantes no DNSAC...............................................................
140
Relação entre o sexo e hábito das plantas citadas, por 259 informantes
no DNSAC...........................................................................................
141
Relação entre sexo e habitat das plantas medicinais citadas, por 259
informantes no DNSAC.........................................................................
141
Relação entre sexo e estado da planta citadas, por 259 informantes do
DNSAC...............................................................................................
141
Relação entre sexo e horário de coleta das plantas citadas, por 259
informantes do DNSAC......................................................................
142
Relação entre sexo e a idade da planta citadas, por 259 informantes do
DNSAC................................................................................................
142
Relação do sexo e parte da planta citada, por 259 informantes no
DNSAC...............................................................................................
143
Relação entre sexo e forma de preparo, quanto as citações de plantas,
por 259 informantes no DNSAC........................................................
143
Relação entre sexo e motivo de uso das plantas medicinais citadas,
por 259 informantes no DNSAC.........................................................
144
Associação entre o sexo e a categoria de doenças em relação às
citações de plantas, por 259 informantes no DNSAC...........................
145
Informações sobre toxicidade de plantas, por 259 informantes no
DNSAC...................................................................................................
147
Coordenadas em UTM das Comunidades Rurais do Distrito Nossa
Senhora do Chumbo. Poconé / MT........................................................
271
xix
LISTA DE ANEXOS
Anexo 1.
Ofício 159/FCM/08. Ref.: Solicitação de autorização da pesquisa......
256
Anexo 2.
Termo de consentimento livre e esclarecido.......................................
257
Anexo 3.
Ficha A. Utilizada pelas Acs, para cadastro e atualizações mensais
das famílias pertencentes as respectivas micro-área de abrangência -
258
verso......................................................................................................
Anexo 4.
Questionário Utilizado na Pesquisa no DNSAC...............................
259
Anexo 5.
Manual do Aplicador: Orientação para aplicação do Questionário......
260
Anexo 6.
Oficio 202/31/03/2008/SMS - Autorização da pesquisa pela
Secretaria Municipal de Saúde de Poconé ...........................................
261
Anexo 7
Termo de compromisso de divulgação e publicação de resultados......
262
Anexo 8.
Termo de Aprovação Ética de Projeto de Pesquisa Protocolo n.
561/CEP/HUJM..................................................................................
Anexo 9.
263
Ofício 036/2009/DPG/SBP/MMA – Acusação de recebimento da
solicitação de autorização e encaminhamentos ao CGEN, protocolo 264
n. 02000.000289/2009-39 (26/02/2009)..............................................
Anexo 10.
Oficio 276/2009DPG/SBP/MMA – Comunicado de autorização para
o acesso ao conhecimento tradicional referente ao Projeto de
265
Pesquisa n. 02000.000289/2009-39.................................................
Anexo 11
Autorização publicada em Diário Oficial da União Seção D.O.U. 1
nº.203 23/10/2009 ..............................................................................
Anexo 12
267
Documento de Autorização de Acesso ao Conhecimento Tradicional
Associado para fins de Pesquisa Cientifica encaminhado pelo MMA
270
sob o Numero 45/2008........................................................................
Anexo 13
Listagem das coordenadas em UTM das comunidades rurais do
DNSAC..............................................................................................
xx
271
RESUMO
Conhecimento etnofarmacobotânico de plantas medicinais utilizadas por comunidades
tradicionais do Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo, Poconé, Mato Grosso, Brasil.
Bieski, I. G. C. Dissertação submetida à Coordenação De Programas de Pós-Graduação em Medicina
da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Federal de Mato Grosso, como requisito parcial
para a obtenção do título de Mestre em Ciências da Saúde. Orientador: Domingos Tabajara de Oliveira
Martins. Co-Orientador: Mariano Martinez Espinosa.
O conhecimento e o uso de plantas medicinais vêm se perpetuando ao longo da história e renasce
fortemente no final do século XX, amparados nos avanços da medicina e da química modernas e no
rápido desenvolvimento da biotecnologia e da biologia molecular, propiciando o lançamento de novos
bioprodutos fitoterápicos e/ou fitofármacos. O mosaico do Pantanal não só se caracteriza pela sua rica
biodiversidade, como também pela exuberante etnocultura que durante séculos vivem em harmonia
com a diversidade geográfica constituído por um grande complexo vegetacional medicinal. O objetivo
dessa pesquisa foi realizar levantamento das espécies vegetais utilizadas como medicinais pelas
comunidades do Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo (DNSAC), em Poconé - MT. Tratouse de um estudo etnofarmacobotânico, de corte transversal, envolvendo 262 informantes de 37
comunidades tradicionais do DNSAC, com idade ≥ 40 anos e que residiam no Distrito há pelo menos
5 anos. Utilizou-se questionário semi-estruturado que propiciou a descrição e as análises de dados
sócio-demográficos, etnobotânicos e farmacológicos, aplicado aos moradores (um por domicílio),
sorteados aleatoriamente, no período de novembro de 2009 a fevereiro de 2010. Observou-se maior
representatividade do sexo feminino (69%), com predominância na faixa etária de 40-59 anos, 99,0%
afirmaram utilizar plantas medicinais no autocuidado à saúde, 68% eram naturais de Poconé, 18%
nascidos no DNSAC, com tempo de habitação ≥ 20 anos (62%), possuindo de 0-4 anos de
escolaridade (89%), renda de 1-5 salários-mínimo (59%), trabalhadoras do lar (45%), mestiços (45%),
casados (77%), com 1 a 5 filhos (58%) e católicos (89%). As mulheres citaram mais plantas que os
homens resultando em uma listagem de 409 diferentes espécies pertencentes a 285 gêneros e 102
famílias, (24,0%) das espécies identificadas, com maior representatividade para Fabaceae (10,2%),
Asteraceae (7,8%) e Lamiaceae (4,89%). 61,85% das espécies foram nativas e 38,5% exóticas, com
predominância de hábitos herbáceos (47,66%). A folha a parte mais usada (49,7%), no estado fresco
(43,2%) e na forma de chás (71,6%), obtidas principalmente nos quintais (50%), nos estágios
adulto/jovem (49,3%) e adulto (43,9%). As espécies foram usadas no tratamento de 18 categorias de
doenças da CID-10, com destaques para I, XI, XVIII, XIV, XIX, distribuídas entre 11 espécies com
maiores forças medicinais (CUPc > 40%) abrangendo 15 categorias de doenças do CID-10, em 5
categorias principais, com 3 espécies utilizadas nas doenças do aparelho digestório - Plectranthus
barbatus, Vernonia condensata e Lafoensia pacari; 1 na atividade hematocatártica (depurativa do
sangue) - Macrosiphonia longiflora; 3 do aparelho geniturinário - Palicourea coriacea,
Stryphnodendrom adstringens e Costus spicatus; 1 nas doenças infecciosas e parasitárias Chenopodium ambrosioides; 3 nas lesões cutâneas e algumas outras conseqüências de causas externas
- Scoparia dulcis, Solidago microglossa e Myracrodruon urundeuva; 52 (12,5%) espécies foram
referidas por 19,5% dos informantes por apresentarem 35 diferentes efeitos maléficos à saúde, com
maiores freqüências para sonolência (17,07%), náuseas e problemas no estômago (9,75%) e tonturas
(7,31%). Os resultados indicam expressiva relevância da biodiversidade vegetal medicinal e
etnocultural existente no DNSAC, servindo como banco de dados para futuros estudos da cadeia de
xxi
desenvolvimento sustentável de plantas medicinais, com potencial uso no eixo principal de
desenvolvimento de bioprodutos de interesse farmacêutico.
Palavras-chave: Plantas medicinais, Pantanal mato-grossense, etnofarmacobotânico, comunidades
tradicionais, Poconé.
ABSTRACT
Ethnopharmacobotanical knowledge of medicinal plants used by traditional communities the
Distrito of Nossa Senhora Aparecida Leadmbo, Pocone, Mato Grosso, Brazil. Bieski, I. G. C.
Dissertation submitted to coordination of the course of Post-Graduation in Sciences of the Health, the
Department of Basic Sciences in Health of the College of Medical Sciences of the Federal University
of Mato Grosso, as partial requisite for obtaining of the degree Master in Sciences of the Health.
Advisor: Domingos Tabajara de Oliveira Martins. Co-advisor: Mariano Martinez Espinosa.
The knowledge and use of medicinal plants have been perpetuating itself throughout history and
strongly revived in the late twentieth century, bolstered by advances in medicine and modern
chemistry and the rapid development of biotechnology and molecular biology, allowing the release of
new bioproducts herbal and phytochemicals. The mosaic of the Pantanal is characterized not only for
its rich biodiversity, but also by the exuberant ethnocultural who for centuries lived in harmony with
the geographical diversity consisting of a large medical complex vegetation. The objective of this
research was to perform surveys of medicinal plant species used as the communities of District Our
Lady of Aparecida Lead (DNSAC) in Poconé - MT. It was a study etnofarmacobotânico, cross
sectional study involving 262 informants from 37 communities traditional DNSAC, aged ≥ 40 years
and residing in the District for at least five years. We used semi-structured questionnaire that provided
a description and analysis of socio-demographic data, ethnobotanical and pharmacological, as applied
to residents (one per household) randomly selected during the period November 2009 to February
2010. There was greater representation of females (69%), predominantly aged 40-59 years, 99.0%
reported the use of medicinal plants in self-care to health, 68% were natural Poconé, 18% born in
DNSAC, with time dwelling ≥ 20 years (62%) having 0-4 years of schooling (89%), income of 1-5
minimum wages (59%), working from home (45%), mestizos (45% ), married (% 77), with 1-5 kids
(58%) and Catholics (89%). Women were more plants than men resulting in a list of 409 different
species belonging to 285 genera and 102 families (24.0%) of the identified species, with greater
representation for Fabaceae (10.2%), Asteraceae (7, 8%) and Lamiaceae (4.89%). 61.85% of species
were 38.5% native and exotic, with a predominance of herbaceous habit (47.66%). The sheet the most
used (49.7%), fresh (43.2%) and in the form of teas (71.6%), obtained mainly quintals (50%), in stages
adult / young (the 49th 3%) and adult (43.9%). The species were used in the treatment of 18 categories
of diseases CID-10, with highlights for I, XI, XVIII, XIV, XIX, distributed among 11 species with
medicinal greatest strengths (CUPc > 40%) covering 15 categories of diseases of the CID -10 in five
main categories, with three species used in diseases of the digestive tract - Plectranthus barbatus, and
Vernonia condensata, Lafoensia pacari; an activity hematocatártica (purifying the blood) Macrosiphonia longiflora, 3 of the genitourinary system - Palicourea coriacea, Stryphnodendron
adstringens and Costus spicatus; 1 in infectious and parasitic diseases - Chenopodium ambrosioides; 3
in skin lesions and certain other consequences of external causes - Scoparia dulcis, and Solidago
microglossa, Myracrodruon urundeuva; 52 (12.5%) species were reported by 19.5% informants
because they had 35 different harmful effects on health, with higher frequencies to sleepiness
(17.07%), nausea and stomach problems (9.75%) and dizziness (7.31%). The results indicate
significant relevance of medicinal plant biodiversity and the existing ethnocultural DNSAC, serving as
a database for future studies of the chain of sustainable development of medicinal plants with potential
use in the main axis of development of bioproducts for pharmaceutical interest.
xxii
Keywords: Medicinal
communities, Poconé.
plants,
Pantanal
mato-grossense,
xxiii
Ethnopharmacobotany,
traditional
23
I INTRODUÇÃO
1.1. PLANTAS MEDICINAIS
Desde os primórdios dos tempos, o ser humano tem estabelecido íntima relação com
os reinos vegetal e animal, com vistas, dentre outros aspectos, ao tratamento de suas
enfermidades (MACHADO, 1945; MATOS, 1985).
O conhecimento sobre plantas medicinais vem se perpetuando na história e são
confirmados por vários estudos arqueológicos, antropológicos, documentários, expedições,
escritos e manuscritos gravados no tempo que marcam antes da existência da terra sem o
homem, seguindo no tempo da pré-história, idades antiga, média, moderna e idade
contemporânea (QUEIROZ, 1986).
Ao final da década de 1970, a OMS criou o Programa de Medicina Tradicional que
recomendou aos estados membros o desenvolvimento de políticas públicas para facilitar a
integração da medicina tradicional e da medicina complementar alternativa nos sistemas
nacionais de atenção à saúde, assim como promover o uso racional dessa integração (OMS,
2000). Neste sentido, desde a Declaração de Alma-Ata de 1978, realizada no Cazaquistão
(antiga URSS), a OMS, em sua 40ª Assembléia Mundial de Saúde (1987), reitera sua posição
a respeito da necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário,
tendo em conta que 80% da população mundial utilizam estas plantas ou preparações destas
para cuidados primários de saúde. Ao lado disso, destaca-se a participação dos países em
desenvolvimento nesse processo, já que possuem 67% das espécies vegetais do mundo
(Brasil, 1990).
No Brasil, embora anterior à discussão atual e ao crescente interesse pelos produtos
fitoterápicos, a ação da Central de Medicamentos, por intermédio do Programa de Pesquisa de
Plantas Medicinais possui importância histórica no esforço governamental em pesquisa e
desenvolvimento voltado à obtenção e geração de fitomedicamento para consumo da
população (BRASIL, 1981).
Em sua estratégia global sobre medicina tradicional, complementar e alternativa para o
período de 2002-2005, a OMS reforçou o compromisso em estimular o desenvolvimento de
políticas públicas com o objetivo de ser inserido no sistema oficial de saúde dos 191 estados
membros (BRASIL, 1981).
25
Após desativação da CEME em 1997, renasce oficialmente em 2006 duas grandes
Políticas Nacionais: a de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde
(PNPICS) sob a Portaria nº. 971/07 e a de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no SUS
(PNPMF), validada pelo Decreto Presidencial nº. 5.813/07 e aprova o Programa Nacional de
Plantas Medicinais e Fitoterápicos criando o Comitê Nacional de Plantas Medicinais e
Fitoterápicos com a portaria Interministerial nº 2.960, de 9 de dezembro de 2008, das
responsabilidades oficiais do Ministério da Saúde (BRASIL, 2006; BRASIL, 2008).
Para fortalecer as políticas acima descritas e no intuito de unir ciência e tradição, a
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), regulamentou com a aprovação da
Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 10, publicada em 10/03/2010, a popularização
desse conhecimento, visando contribuir para a construção do marco regulatório para
produção, distribuição e uso de plantas medicinais, particularmente sob a forma de drogas
vegetais, a partir da experiência da sociedade civil nas suas diferentes formas de organização,
de modo a garantir e promover a segurança, a eficácia e a qualidade no acesso as plantas
medicinais que totalizaram 66 espécies (ANVISA, 2010).
Considerando a necessidade de ampliação da ofertas de fitoterápicos e de plantas
medicinais que atendam às demandas e às necessidades locais, respeitando a legislação
pertinente às necessidades do SUS é que o Ministério da Saúde institui oficialmente no SUS a
Farmácia Viva, que existe na história do Brasil desde 1.888, sob tradição hereditária do Prof.
Dr. Francisco de Abreu Matos (in memória) e agora sob gestão estadual, municipal ou do
Distrito Federal (Portaria nº 886 de 20 de abril de 2010), que no contexto da Política Nacional
de Assistência Farmacêutica, deverá realizar todas as etapas, desde o cultivo, a coleta, o
processamento, o armazenamento de plantas medicinais, a manipulação e a dispensação de
preparações magistrais e oficinais de plantas medicinais e fitoterápicos (BRASIL, 2010).
A PNPICS objetiva incorporar e implementar no SUS, com ênfase na atenção básica,
sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos, denominados pela OMS de medicina
tradicional e complementar/alternativas (WHO, 2002), envolvendo: Medicina Tradicional
Chinesa - Acupuntura, Homeopatia, Termalismo Social e Crenoterapia, Medicina
Antroposófica e Plantas Medicinais e Fitoterapia (Brasil, 2006). A PNPMF objetiva garantir à
população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos,
promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da
indústria nacional (BRASIL, 2006).
O rápido desenvolvimento da biotecnologia e biologia molecular a partir da década de
70 parecia tornar absoleto o método tradicional de pesquisa de novos medicamentos através
26
do screening de extrato de plantas. A compreensão dos mecanismos causadores das
enfermidades em níveis moleculares e a capacidade de desenhar proteínas com auxilio de
novas ferramentas computacionais que também se desenvolvem rapidamente abriram a
perspectiva de sintetizar novas drogas com muito maior eficácia, partindo apenas do saber
cientifico acumulado. Assim sendo, diversas empresas farmacêuticas redirecionaram seus
esforços de pesquisas, conferindo um papel secundário ao screening. É reconhecida a
importância dos produtos naturais, incluindo aqueles derivados de plantas. As empresas
internacionais não esperam “descobrir” novos compostos de uso terapêutico a partir de
plantas medicinais, ainda que isso tenha uma pequena chance de ocorrer. Elas procuram, na
verdade modelos na natureza (template) que lhes permitam utilizar como ponto de partida
para o desenho de drogas. Trata-se por tanto, de uma combinação de técnicas novas com o
screening, e não sua substituição. O enfoque dessas grandes empresas farmacêuticas está na
identificação de princípios ativos, e não na utilização direta de plantas medicinais. Estas
podem eventualmente ser a matéria-prima para extração das substâncias puras (fitofármacos),
embora as empresas naturalmente busquem desenvolver métodos de síntese. Mas o que deve
ser sublinhado aqui é a importância renovada das plantas medicinais na descoberta desses
novos princípios ativos, seja por utilização direta, semi-síntese ou síntese (Ferreira, 1998;
BRASIL, 2007).
Estima-se que aproximadamente 40% dos medicamentos atualmente disponíveis
foram desenvolvidos direta ou indiretamente a partir de fontes naturais, sendo 25% de plantas,
12% de microorganismos e 3% de animais (CALIXTO, 2000). Das 252 drogas consideradas
básicas e essenciais pela OMS, 11% são originárias de plantas e um número significativo são
drogas sintéticas obtidas de precursores naturais (RATES, 2001; ABIFISA, 2008).
O uso de fitoterápicos intensificou-se na década de 90 e seu mercado mundial obteve
um faturamento de US$ 12,4 bilhões em 1997. Na Europa, foram gastos US$ 5 bilhões em
2003, com destaques para a Alemanha, com gastos na ordem de US$ 283 milhões e França,
com gastos de US$ 91 milhões no ano de 2002 (LIU e WANG, 2008).
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Setor Fitoterápico,
Suplemento Alimentar e de Promoção da Saúde (ABIFISA), os fitoterápicos movimentariam,
anualmente, no Brasil, cerca de US$ 400 milhões e representariam cerca de 6,7% das vendas
do setor de medicamentos. É de se esperar que em 2010, esses medicamentos cheguem a
alcançar 15% da fatia do mercado, com US$ 2 bilhões de vendas ao ano (ABIFISA, 2008).
Os Estados Unidos e a Alemanha estão entre os maiores consumidores dos produtos
naturais brasileiros. Entre 1994 e 1998, importaram, respectivamente, 1.521 e 1.466 toneladas
27
de plantas que seguem para esses países sob o rótulo genérico de “material vegetal do Brasil”,
de acordo com IBAMA (REUTERS, 2002).
Embora esse país possua a maior diversidade vegetal do mundo, com cerca de 60.000
espécies vegetais superiores catalogadas (PRANCE, 1977), apenas 8% foram estudadas para
pesquisas de compostos bioativos e 1.100 espécies foram avaliadas em suas propriedades
medicinais (GUERRA et al., 2001). O Brasil é o país da megadiversidade, possuindo 35% das
florestas tropicais existentes na Terra, com cerca de 60 mil espécies de plantas superiores. Até
o presente, foram identificadas em torno de 3.000 espécies vegetais nativas, com potencial
para 10 mil, sendo muitas de interesse econômico, como medicinais, oleaginosas,
alimentícias, pesticidas naturais e fertilizantes (FERREIRA, 1998).
Este país é signatário da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), acordo
estabelecido no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) e integrado por 188 países
cujos objetivos são: a conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável de seus
componentes e a repartição justa e eqüitativa dos benefícios derivados da utilização dos
recursos genéticos (FERREIRA, 1998). A Convenção ressalta a importância dos
conhecimentos tradicionais de povos indígenas e de comunidades locais para o alcance destes
objetivos, delegando aos seus signatários o dever de garantir a esses povos e comunidades o
direito de decidir sobre os usos de saberes e de também perceber os benefícios decorrentes de
seu uso (BRASIL, 2006).
Essa mesma fonte afirma que o amplo patrimônio genético e sua diversidade
etnocultural brasileiral têm em mãos a oportunidade para estabelecer um modelo de
desenvolvimento próprio e soberano na área de saúde e uso de plantas medicinais e
fitoterápicas, que prime pelo uso sustentável dos componentes da biodiversidade e respeite os
princípios éticos e compromissos internacionais assumidos, notadamente a CDB, e assim,
promover a geração de riquezas com inclusão social.
Informa ainda que que a convergência e a sintonia entre as políticas setoriais são
fatores que devem ser considerados nas elaborações de políticas públicas na área de plantas
medicinais e fitoterápicos como a Política Nacional de Saúde, a Política Nacional de
Biodiversidade, a Política Industrial Tecnológica e de Comércio Exterior e a Política Nacional
de Desenvolvimento Regional, que contemplam biotecnologia e fármacos em suas ações
estratégicas, nas denominadas “áreas portadoras de futuro”.
Outro fator de grande relevância para o desenvolvimento do setor é que o Brasil possui
4,8 milhões de estabelecimentos agropecuários e, desse total, mais de 4,1 milhões (85,1%) são
de agricultores familiares, que respondem pela maior parte dos empregos no meio rural e por
28
grande parte dos alimentos produzidos diariamente. A agricultura familiar representa mais de
dois terços dos postos de trabalho no campo. De um total de 17,3 milhões de trabalhadores
ocupados na agricultura, mais de 13 milhões trabalham em regime familiar (Brasil, 2006).
A participação da agricultura familiar nas cadeias e nos arranjos produtivos de plantas
medicinais e fitoterápicos é estratégia fundamental para garantir insumos e produtos, para a
ampliação dos mercados e melhor distribuição da riqueza gerada nas cadeias e nos arranjos
produtivos (BRASIL, 2009).
O desenvolvimento dos setores de plantas medicinais e fitoterápicos podem se
configurar como importante estratégia para o enfrentamento das desigualdades regionais
existentes em nosso país, podendo prover a necessária oportunidade de inserção
socioeconômica das populações de territórios caracterizados pelo baixo dinamismo
econômico e indicadores sociais precários (BRASIL, 2007).
A diversidade dos solos e climas brasileiros favorece a grande variedade de tipos de
vegetação e espécies da flora, distribuídas em diversos ecossistemas e biomas brasileiros,
suplantando as encontradas na África, Ásia e restante da região neotropical com alto índice de
espécies endêmicas (BRASIL, 2000).
Por ser detentor de uma rica diversidade étnico-cultural, formada por índios e não
índios (africanos, europeus e asiáticos), o Brasil apresenta vantagens importantes no processo
de desenvolvimento de programas e projetos de pesquisa de plantas medicinais e substâncias
naturais extraídas de plantas úteis para a humanidade (Mittermeier et al., 1992).
1.1.1 O mercado das plantas medicinais no mundo
O mercado de plantas medicinais, preparações fitofarmacêuticas e os produtos naturais
isolados representam uma movimentação de bilhões de dólares, elevando assim o faturamento
tanto em países industrializados como em desenvolvimento (SKELLY, 1996).
O faturamento da indústria farmacêutica brasileira, registrado em 1996 alcançou 25%
dos US$ 8 bilhões advindos de medicamentos derivados de plantas, com crescente nas vendas
de 10% ao ano, nesse setor, há com estimativa de terem alcançado a cifra de US$ 550 milhões
no ano de 2001 (KNAPP, 2001).
Cerca de 50% dos medicamentos utilizados são de origem sintética e cerca de 30% são
de origem vegetal, isolados ou produzidos por semi-síntese (CALIXTO, 2005). Apesar do
grande desenvolvimento da síntese orgânica e dos processos biotecnológicos, cerca de 25%
dos medicamentos prescritos nos países industrializados são originários de plantas, oriundos
29
de nada mais do que 90 espécies, na utilização na terapia moderna. No entanto, durante os
últimos 20 anos, os fármacos de origem natural que apareceram no mercado são quase que na
totalidade, oriundos das pesquisas científicas de países como China, Coréia e Japão, sendo
que a contribuição dos outros países é bem menor (REZENDE et al. 1995). As plantas
medicinais
estão
envolvidas
no
desenvolvimento
de
38%
das
novas
drogas
(HOSTETTMANN, 2003). Assim sendo, as plantas medicinais, consideradas medicamentos
de segunda categoria, voltaram à voga com a comprovação de ações farmacológicas
relevantes e de uma excelente relação de custo-benefício.
Calcula-se que no ano de 2000 os produtos a base de plantas medicinais
movimentaram cerca de 30 bilhões de dólares, o mercado foi motivado pela combinação de
folclore, pesquisas científicas e a mídia, onde os consumidores eram idosos da classe média,
procurando pela medicina natural e a manutenção da saúde. As vendas de fitoterápicos
alcançaram cifras da ordem de bilhões de dólares na Europa, Ásia e Estados Unidos, num
total de 12 a 15% das vendas no mercado mundial (ENGELKE, 2003).
O uso potencial desses recursos da flora impressiona. Nos Estados Unidos 25% de
todos os produtos farmacêuticos comercializados provêm de plantas; as substâncias naturais
foram à fonte para o preparo de todos os medicamentos utilizados até a metade do século
passado; cerca de 1.100 espécies de plantas, dentre as 250.000 catalogadas até hoje, foram
pesquisadas com fins medicinais (CUGHLIN, 1993).
Estima-se que menos de 0,0001% dos lucros do setor farmacêutico retornam para os
usuários de plantas medicinais que assistiram à indústria farmacêutica nas descobertas; 74%
de drogas derivadas de plantas medicinais são ainda hoje utilizadas da mesma forma como
eram empregadas por comunidades tradicionais (RUBIN e FISH, 1994).
1.1.2 O pantanal como ferramenta e aliança do Saber
Em 09 de novembro de 2000, o Pantanal foi declarado pela UNESCO, reserva da
Biosfera e em 28 de novembro do mesmo ano foi declarado Sitio do Patrimonio Mundial
Natural, representando um reforço significativo pela preservaçao de sua biodiversidade. A
região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde
se desenvolvem fauna e flora de raras belezas e abundâncias, influenciadas por quatro grandes
biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica (BRASIL, 2006).
30
O Pantanal localizado no centro da América do Norte, Parque Nacional do Pantanal
Mato-grossense, Patrimônio da UNESCO (Figura 1) na bacia hidrográfica do Alto Paraguai.
Figura 1. Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense Patrimônio
Mundial da UNESCO, Mato Grosso (2006).
Para a identificação desta biodiversidade Embrapa, que atualmente contém cerca de
23.000 exsicatas. Neste levantamento foram catalogadas 1.863 espécies de plantas
fanerógamas, 1.000 espécies de plantas campestres, 142 aquáticas, e em torno de 550, a
vegetação do Pantanal é muito variada, principalmente em função da inundação e do solo,
geralmente são distribuídas em mosaico (POTT e POTT, 1994). Estes autores registram assim
estes Ambientes:
Baías: lagoas temporárias ou permanentes de tamanho variado, podendo apresentar
muitas espécies de plantas aquáticas emergentes, submersas, ou flutuantes. Nas águas
permanentes são comuns os camalotes (Eichhornia, Pontederia) e o baceiro ou batume,
vegetação flutuante, formada principalmente por ciperáceas e diversas plantas aquáticas. As
plantas aquáticas são importantes ambientes para a fauna aquática.
 Cordilheira: pequenas faixas de terreno não inundável, com 1 a 3 metros acima do
relevo adjacente, com vegetação de cerrado, cerradão ou mata.
 Cambarazal: mata inundável de cambará (Vochysia divergens), árvore amazônica.
31
 Campos: áreas inundáveis, com predominância de gramíneas. É a formação vegetal
mais importante do Pantanal. Eventualmente são confundidos como um resultado do
desmatamento.
 Capão: mancha de vegetação arbórea, de cerrado, cerradão ou mata, formando
verdadeiras ilhas nos campos.
 Carandazal: campos inundáveis e capões com dominância de carandá (Copernicia
alba), uma palmeira do Chaco, com folhas em forma de leque, parente da carnaúba do
Nordeste, e com madeira utilizada para cercas e construções.
 Corixo: curso d´água de fluxo estacional, com calha definida (leito abandonado de
rio), geralmente com mata ciliar.
 Paratudal: campo com árvores de paratudo (Tabebuia aurea), que é um dos ipêsamarelos.
 Salinas: distintas, são lagoas de água salobra, sem cobertura de plantas aquáticas, mas
com grande densidade de algas, o que confere cor verde à água.
 Vazante: curso d´água temporário, amplo, sem calha definida; no período seco
geralmente é coberta por gramíneas como o mimosinho (Reimarochloa), preferido
pelo gado e por herbívoros silvestres.
A flora pantaneira com grande vegetação campestre é vista por suas características
vegetacionais extremamente diversificada e adaptada às condições especiais da região, onde
se alternam alta umidade e acentuada secura, conforme a época do ano e o tipo de solo
favorável à identificação de vários grupos vegetais e assim catalogar várias espécies utilizadas
como medicinal no vasto sistema da cadeia de desenvolvimento dos produtos naturais (POTT
e POTT, 1994; POTT e POTT, 2000).
As comunidades tradicionais que habitam o Pantanal, constituída por quilombolas,
ribeirinhos, pescadores, garimpeiros, peões de gado, fazendeiros, coureiros e machadeiros
desenvolvem diferentes estratégias adaptativas para cada paisagem.
Embora utilizando métodos diferentes, pode-se dizer que os Pantaneiros é, ao mesmo
tempo, um botânico, um zoólogo, um astrônomo, um geógrafo e um educador ambiental,
acostumado à leitura semiótica da natureza com a qual aprendeu a conviver, no dia-a-dia
(Guarim Neto, 2006).
A tão valiosa flora do Pantanal com potencial medicinal vem sofrendo com a atividade
extrativista da população local, e com isso, comprometendo a diversidade genética desta
vegetação (VIEIRA et al., 2002). Em vista disso que os pesquisadores dos estados de MT e
32
MS vêm realizando várias pesquisas nas áreas de etnobotânica, química, farmacologia,
agronomia, para viabilização de espécies vegetais do Pantanal (MACEDO et al., 1999).
Muitas espécies já tiveram seus princípios ativos identificados como o falso-ginseng
(Pfaffia glomerata) e o nó-de-cachorro (Heteropterys aphrodisiaca), necessitando, no
momento, de pesquisas sobre as melhores técnicas de propagação e cultivo, bem como de
domesticação. Enquanto que outras ainda necessitam de estudos sobre a fitoquímica, como o a
Machaerium hirtum (barreiro, barreirinho) cujas indicações populares são contra o câncer,
além do tradicional uso como anti-diarriéico (POTT et al.,1994).
Os mesmos autores apontam para as várias espécies desse bioma estão em estudos de
identificação e isolamento de princípios químicos e farmacológicos, além de necessitar
estudos de prospecção para determinação de suas áreas de ocorrência do Pantanal, uma vez
que tem sido correntemente utilizadas no âmbito das Farmácias Vivas do país.
Acredita-se que muitas espécies deste bioma poderiam ser priorizadas pelo alto
potencial medicinal, destacando-se espécies popularmente conhecidas como sucupira-preta,
faveira, barbatimão, mama-cadela, landim e algodãozinho-do-campo.
Muitas dessas espécies tenham sido estudadas farmacológicas, químicas e
agronômicamente, pois são espécies de importância industrial e que são obtidas somente por
extrativismo para atender o mercado interno e externo, resultando grande risco de extinção e
entre as várias espécies podemos citar Croton urucurana Baill., Copaifera langsdorffii Desf
Leg., Calophyllum brasiliense Cambess., Bowdichia virgilioides Kunth, Dimorphandra
mollis Benth., e Dimorphandra gardneriana Tul., Stryphnodendron adstringens (Mart.)
Coville, Simaba ferruginea A. St. Hil., Cybistax antisyphilitica (Mart.) Mart., dentre várias
outras (MARTINS, 2006).
Mato Grosso ocupa lugar de destaque no cenário nacional e internacional, por
apresentar três dos principais ecossistemas brasileiros (Pantanal, Cerrado e Floresta
Amazônica). Além disso, conta com diversas comunidades tradicionais, distribuídas em todo
o território, formadas principalmente por índios, quilombolas e brancos de origem portuguesa,
cujos conhecimentos sobre plantas medicinais foram herdados de seus ancestrais, porém
encontra-se em risco de extinção (MATO GROSSO, 2005).
O potencial dos recursos naturais desse bioma é vasto, destacando-se a flora que é
composta por espécies pertencentes aos biomas Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica,
estando catalogadas 1.700 espécies de plantas superiores (POTT e POTT, 1994).
Há também enorme variedade de modos de vida e culturas diferenciadas consideradas
tradicionais, e por estarem relativamente isoladas, estas comunidades desenvolvem modos de
33
vida particulares que envolvem grande dependência dos ciclos naturais, conhecimento
profundo dos ciclos biológicos e dos recursos naturais e tecnologias patrimoniais de origem
indígena e negra (REIS e GUARIM NETO, 2000; DIEGUES, 2000; BRASIL, 2001; SILVA
e MACEDO, 2007).
O presente estudo será desenvolvido no Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo
área rural do município de Poconé (MT), constituído por 37 comunidades, segundo o Sistema
de Informação da Atenção Básica/SIAB, Brasil (2007). Está localizado no Pantanal de
Poconé, com muitas espécies vegetais medicinais, diversidade etnocultural de saber
tradicional, que necessitam da realização de pesquisas etnobotânicas e etnofarmacológicas,
podendo contribuir para a proteção do conhecimento e preservação do ecossistema local, em
virtude de seu valor econômico.
33
II. JUSTIFICATIVA
A etnofarmacologia busca informações a partir do conhecimento de diferentes povos e
etnias, e estuda a interação de comunidades humanas com o mundo vegetal, em suas
dimensões antropológica, ecológica e botânica do passado e do presente (LÉVI-STRAUSS,
1987, ELISABETSKY, 1987, ALBUQUERQUE, 2004).
Esses estudos são de grande importância para a ciência que visa contribuir com a
manutenção etnocultural, além de combinar conhecimentos tradicionais e modernos na
formação da aliança do saber tecnológico e científico que permite uma melhor investigação da
flora desconhecida que poderá contribuir com a conservação e manejo do desenvolvimento
sustentável.
Esta ciência pode ter várias aplicações, tais como: valorização da diversidade cultural;
resgate e valorização do conhecimento tradicional; entendimento sobre as dinâmicas do
conhecimento tradicional; conservação da biodiversidade e finalmente, o desenvolvimento
tecnológico (sobretudo o de medicamentos).
Os estudos etnofarmacológicos compreendem a exploração científica interdisciplinar
dos agentes biologicamente ativos, tradicionalmente empregados ou observados pelo homem
no alívio de seus sintomas (ELISABETSKY, 1987). Permite ainda formular hipóteses quanto
à (s) atividade (s) farmacológica (s) e à (s) substância (s) ativa (s) responsáveis pelas ações
terapêuticas relatadas em várias comunidades (ELISABETSKY e SETZER, 1985). Nesta
mesma óptica de contribuir no aperfeiçoamento quanto aos usos populares corretos no
desenvolvimento de preparados terapêutico, de baixo custo, acessíveis ao SUS, implicando
em substituição da necessidade de importação de matéria prima para a elaboração de
medicamentos (WHO, 2002).
A potencialidade do desenvolvimento tecnológico recente, especialmente com relação
às novas biotecnologias, que vêm abrindo inúmeras oportunidades para investimento no
aproveitamento sustentável dos recursos genéticos e na diversidade biológica em áreas de
interesse botânicos, químico, farmacêutico, agrícola e industrial.
As comunidades tradicionais que habitam o Pantanal são constituídas por ribeirinhos,
pescadores, garimpeiros, peões de gado, fazendeiros, coureiros e machadeiros onde
desenvolvem diferentes estratégias adaptativas para cada paisagem, embora utilizem métodos
diferentes, pode-se dizer que os pantaneiros são, ao mesmo tempo, um botânico, um zoólogo,
35
um astrônomo, um geógrafo e um educador ambiental, acostumados à leitura semiótica da
natureza com a qual aprenderam a conviver, no dia-a-dia (GUARIM, 2002; POCONÉ, 2008).
A flora do Pantanal com potencial medicinal vem sofrendo com a atividade
extrativista da população local, e com isto, comprometendo a diversidade genética desta
vegetação (VIEIRA et al., 2002).
Como objeto de estudo desta pesquisa foi escolhido o Distrito Nossa Senhora do
Chumbo, localizado no município de Poconé - MT, por ser uma região grande potencial
etnocultural e pela ausência de estudos. Além disso, a presença da flora pantaneira com
grande vegetação campestre é vista por suas características vegetacionais extremamente
diversificada e adaptada às condições da região, onde se alternam alta umidade e acentuada
secura, conforme a época do ano e o tipo de solo favorável à identificação de vários grupos
vegetais e várias espécies utilizadas como medicinal no vasto sistema da cadeia de
desenvolvimento dos produtos naturais (POTT e POTT, 2000).
36
III. OBJETIVOS
3.1 GERAL
Realizar levantamento das espécies vegetais utilizadas como medicinais pelas 37
comunidades do Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo (DNSAC) Poconé - MT.
3.2. ESPECÍFICOS
 Descrever o perfil sócio-demográfico das comunidades do Distrito de Nossa
Senhora Aparecida do Chumbo, Poconé – MT;
 Determinar as proporções de indivíduos adultos com idade igual ou superior a 40
anos, que fazem uso de espécies vegetais com finalidades medicinais nas
comunidades pertencentes ao Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo;
 Analisar as espécies vegetais utilizadas como medicinais pelas 37 comunidades do
Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo, verificando o local de coleta, a
identificação, a parte utilizada, o hábito, o habitat, a ocorrência, as formas de
preparo, a indicação terapêutica e os efeitos adversos das plantas.
 Analisar a associação do uso de espécies vegetais utilizadas como medicinais em
relação às variáveis sócio-demográficas e etnobotânicas;
 Analisar a associação do uso de espécies vegetais utilizadas com as medicinais e as
categorias de doenças em capítulos proposta pela Classificação Estatística
Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10), 10ª Revisão;
e
 Relacionar os dados etnobotânicos quanto ao Nível de Fidelidade, a categoria de
doenças e a Força Medicinal.
37
IV. MATERIAL E MÉTODOS
4.1. MÉTODOS E TÉCNICAS DE ABORDAGEM
4.1.1 Delineamento do Estudo
Trata-se de um estudo seccional ou de corte transversal, de base populacional, com
famílias do Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo em Poconé no Estado de Mato
Grosso (MT). Este tipo de estudo epidemiológico é caracterizado pela observação direta de
indivíduos ou de unidades de observação, em uma única oportunidade (MEDRONHO et al.,
2006; ROUQUAYROL, 2003).
4.1.2 Caracterização do Local de Estudo
Para a escolha da área do estudo, realizou-se primeiramente um levantamento
etnobotânico bibliográfico para identificar uma região pantaneira de Mato Grosso, com
presença de comunidades tradicionais em que não houvesse estudos e pesquisas realizadas
e/ou publicadas sobre etnobotânica. Este levantamento identificou a região pantaneira de
Nossa Senhora Aparecida do Chumbo no município de Poconé - MT.
Esta comunidade localiza-se no município de Poconé (Figura 2) originou-se em 1.777,
com a descoberta de ouro. O primeiro nome do lugar foi Beripoconé, em referência à tribo
indígena que habitava a região. Em 21 de janeiro de 1781, o mestre de campo Antonio José
Pinto de Figueiredo, a mando do governador da Capitania, Capitão-General Luiz de
Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, lavrou a Ata de fundação do Arraial de São Pedro
d‟El Rey, "e não Arraial de Beripoconé, por ser este nome gentílico e bárbaro, e derivar-se do
gentio.
Está localizado na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, distante da Capital
100 km, cuja coordenada em (UTM) é E 540143 e N 202734, município histórico com 229
anos (2010), que apresenta 17.260,86 Áreas/Km2 de extensão territorial, conta com uma
população de 31.118 habitantes, destes 16.270 são homens e 14.748 são mulheres, sendo que
22.272 habitantes encontram-se em área urbana e 8.846 em área rural, onde 56% são homens
e 44% mulheres. O Município conta com 14 bairros, 05 vilas, 02 distritos de Cangas e N.
38
Senhora Aparecida do Chumbo (DNSAC), 72 comunidades (Zona Rural) e 11 Assentamentos
(MATO GROSSO, 2007).
Figura 2. Praça da cidade de Poconé-MT, FONTE: POCONET (2010).
O Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo (Figura 3) encontra-se a 30 km
da sede da cidade de Poconé- MT e a 94,8 km de Cuiabá cujas coordenadas são entre as Br.
070, Br. 060, estrada Velha de Cáceres e MT- 451 (POCONÉ, 2007).
Figura 3. Comunidade Chumbo, Sede do Distrito Nossa Senhora Aparecida do
Chumbo, Poconé-MT. Acervo da pesquisadora, 2010).
39
Este distrito é constituído por 37 comunidades, agrupadas em 16 micro-áreas (Figura 4,
5 e Tabela 1).
(a)
(b)
(c)
Figura 4. Localização do Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo em Poconé – MT,
saindo do Brasil (a), mostrando Poconé (b) e chegando nas 37 comunidades do
DNSAC (c) (TECNOMAPAS, 2009).
40
Figura 5. Localização das 37 comunidades do Distrito nossa Senhora Aparecida do
Chumbo em Poconé - MT (TECNOMAPAS, 2009).
4.1.3. População do Estudo
O gênero das famílias com indivíduos de idade igual ou superior a 40 anos e que
residiam a mais de 5 anos no DNSAC (Tabela 01).
4.1.4 Planejamento amostral
O procedimento utilizado para obter-se a amostra foi o método de amostragem aleatória
simples, método este onde todas as unidades têm iguais possibilidades de serem incluídas na
amostra e todas as amostras têm iguais probabilidades de serem selecionadas (SCHEAFFER
et al., 1987). Assim, considerando este método de amostragem e as variáveis categóricas da
pesquisa que utilizou-se na grande maioria testes estatisticos de associações
2
(qui-quadrado)
e teste (z) de duas proporções.
Conforme objetivo da pesquisa e segundo dados do Sistema de Informação de Atenção
Básica em Saúde – SIAB, Brasil (2007). Então, para determinação do tamanho da amostra
41
(número de familias) no distrito considerado, utilizou-se a expressão abaixo (BOLFARINE e
BUSSAB, 2005):
n=
Np(1 p)
,
(N - 1 )(d / z / 2 ) 2 + p(1 p)
(1)
Onde:
n = tamanho aproximado da amostra;
N = número de indivíduos na população do distrito;
p = proporção populacional considerada no distrito;
d = limite para o erro de estimação;
z / 2 = obtido da tabela da distribuição normal padronizada, o qual representa o coeficiente
confiança a ser considerado na pesquisa.
Neste estudo, foi considerado um tamanho da população de 1.179 famílias (N=1.179),
um coeficiente de confiança de 95% (z
/2
= 1,96), um erro amostral de 0,05 (d = 0,05) e uma
proporção de 0,5 (p = 0,5). Cabe observar que, o valor de p = 0,5, foi atribuído devido a não
existir informação anterior sobre este valor, conforme é usual na prática, para obter um tamanho
de amostra conservador e representativo.
Assim, utilizando-se a expressão (1), chegou-se a um tamanho da amostra de 290
famílias (n=290) nas 37 comunidades. Portanto, com uma amostra de no mínimo 290
indivíduos, espera-se que 95% dos intervalos de confiança estimados, com semi-amplitude de
0,05 contenham as verdadeiras freqüências das porcentagens determinadas. Na determinação
do tamanho de amostra foi considerado um erro de 5%. Considerou-se uma perda amostral de
10%.
Para determinar o tamanho da amostra, em cada micro-área, foi multiplicado o
tamanho de amostra (290) pela fração amostral de cada micro-área, dividindo-se o total de
famílias das mesmas pelo total de famílias em todas as micro-áreas (1.179), encontrando-se
assim o tamanho da amostra em cada micro-área, conforme apresentado na Tabela 1.
42
Tabela 1. Distribuição, das 37 comunidades do Distrito Nossa Senhora do Chumbo, por
micro-área, com o total de pessoas e famílias em cada micro-área, bem como
fração amostral e tamanho da amostra, Poconé-MT, 2009.
ID
1
2
3
4
5
Tamanho
da
amostra
COMUNIDADE
MA
Total de Total de Fração
Pessoas famílias amostral
Chumbo
32
31
49
311
397
238
71
78
67
0,0602
0,0662
0,0568
17
19
16
179
52
0,0441
15
165
59
0,05
15
279
81
0,0687
20
188
67
0,0568
16
23
Canto do Agostinho, Santa Helena
Os Cagados, Várzea bonita
Furnas II, Salobra, Zé Alves
41
72
Campina II, Furnas I, Mundo
36
Novo, Rodeio
33
Campina de Pedra, Imbé
6
Barreirinho, Coetinho, Figueira
34
253
95
0,0806
7
Bahia de Campo
76
257
74
0,0628
8
Agrovila, São Benedito
9
Agroana
10
67
46
61
37
Bandeira, Minadouro
Carretão,
Deus
Ajuda,
Sangradouro
Pesqueiro, Varzearia
39
Chafariz, Ramos, Sete Porcos,
71
Urubamba
Céu Azul, Capão Verde, Morro
Cortado
38
Passagem de Carro, Varal
N
184
186
186
248
66
81
97
82
0,056
0,0687
0,0823
0,0696
16
20
24
20
216
77
0,0653
19
208
67
0,0568
16
157
65
0,0551
16
3.652
1.179
1,000
290
11
12
13
ID = identificação da micro-área
18
MA= Micro-área
4.2. Execução da Pesquisa de Campo
4.2.1. Coleta de Dados
Os dados foram obtidos através de entrevistas semi-estruturada, por aplicação de
um questionário, utilizando diários de campo, gravações, fotografias, filmagens, mapeamento
comunitário (croqui) e fontes secundárias como relatórios, resumos, monografias, artigos,
dissertações, teses de periódicos e bibliotecas locais.
43
4.2.2. Variáveis de Estudo
Neste estudo foram considerados 3 grupos de variáveis, com suas respectivas
categorias:
Variáveis sócio-demográficas: sexo, idade, naturalidade, tempo de moradia, grau
de escolaridade, nível sócio-econômico, profissão/ocupação, etnia, estado civil, número de
filhos e grupo religioso:
 sexo: feminino e masculino;
 idade: ≥ 40 anos, a faixa etária foi agrupada de 40 – 59 anos, 60 – 79 anos e ≥
80 anos;
 naturalidade: comunidades do DNSAC, Poconé-MT (Menos o DNSAC),
interior de MT (menos Poconé), Centro Oeste (menos MT), Sul, Sudeste,
Nordeste;
 tempo de moradia no DNSAC: 5-10 anos, 11-20 anos, > 20 anos. Não sendo
incluídos em hipótese alguma informantes que moraram no DNSAC < 5 anos;
 grau de escolaridade: < 1 ano (não alfabetizado), 1-9 anos (ensino fundamental
incompleto, ensino fundamental completo) e > 9 anos (ensino médio incompleto,
ensino médio completo, ensino superior incompleto, ensino superior completo,
pós-graduação);
 nível sócio-econômico: < 1 salário mínimo, 1-5 salários mínimo, 6-10 salários
mínimo, > 10 salários mínimo. O valor do salário mínimo R$ 465,00,
Brasil/março/2009;
 profissão/ocupação: do lar, agricultor (a), aposentado (a), professor (a), raizeiro
(a), benzedeiro (a) e outras;
 etnia: negro (a), índio (a), mestiço (a), branca, amarela, não informou;
 estado civil: casado e não casado;
 número de filhos: 1-5 filhos, 6-10 filhos, > 10 filhos, sem filhos, Não informou
(NI);
 grupo religioso: católico, não católico.
Variáveis etnobotânicas das plantas medicinais: fonte do conhecimento, motivo
de uso, locais de obtenção, partes das plantas, idade das plantas, horário de coleta, porte das
plantas, origem geográfica, hábito e habitat, etnobotânica quantitativa:
44
 fonte do conhecimento: família, vizinhos, raizeiro, outros (livro, curso, índio);
 finalidade de uso: curativa, preventivo, paleativo e não curativa;
 motivo de uso: Não fazem mal à saúde, tradição, baixo custo, outros (Melhor
que remédio de farmácia, não tem farmácia/posto de saúde, sintético não
resolve);
 origem geográfica: foram consideradas três categorias:
 nativa (N): para espécies presentes no pantanal mais também em outras regiões
do Brasil;
 exótica (E): para as espécies introduzidas no Brasil de outros continentes
(exterior);
 hábito: herbáceo, arbóreo, subarbusto, arbusto, trepadeira, palmeira;
 habitat: pantanal, cerrado, mata ciliar, floresta, quintais e/ou hibrido;
 horário de coleta: qualquer horário, manhã, tarde, outros (à noite, lua crescente,
meio dia, quando chove);
 locais de obtenção: terreno próximo, quintal, campo distante outros/raizeiros;
 estágio de desenvolvimento da planta: ambas (adulta/jovem), adulta, jovem;
 partes das plantas: folha, casca, raiz, planta inteira, fruto, rizoma/batata, outros
(flor, semente, látex/seiva, resina);
 forma de preparo: infusão, maceração, xarope, decocção, tintura, garrafada;
 estado das plantas: fresca, seca, ambas (fresco-seca);
 número de identificação das espécies: as espécies férteis que foram
identificadas e depositadas no Herbário UFMT receberam um número de
registro;
 Etnobotânica quantitativa : concordância de uso popular - foi calculada para as
plantas medicinais citadas por um ou mais informantes por meio das seguintes
etapas, utilizada a metodologia proposta por Friedman et al. (1986) e modificada
por Amorozo e Gély (1988):
 Concordância de uso popular (CUP): utilizou-se o cálculo de
porcentagem de Concordância quanto aos Usos Principais - CUP - (mais
citados) para a espécie, usando-se o número de informantes que citaram o
uso principal x 100, dividido pelo número de informantes que citaram a
espécie, sendo: CUP = (ICUE / ICUP) x 100, onde, ICUP é o número de
informantes que citaram o uso principal, e ICUE - nº de informantes que
45
citaram qualquer uso da espécie;

Fator de Correção (FC): FC = ICUP/ICEMC, onde, ICUP é o
número de informantes que citaram o uso principal, é o número de
informantes que citaram a espécie e ICEMC = 62 - número de
informantes que citaram a espécie que mais citaram o uso principal.
Julgou-se necessário agrupar o número de citação do uso principal por
CID-10, devido ao número de doenças parecidas citadas pelos
informantes;

Concordância de uso popular corrigida (CUPc): CUPc = CUP x
FC, onde: CUPc é o valor da concordância quanto ao uso principal
corrigido; CUP é o valor da concordância quanto ao uso principal e FC é
o fator de correção;

Força medicinal (FM): O taxa da Força Medicinal (FM) foi
calculado em relação a 409 espécies vegetais referidas pelos informantes,
essa taxa foi obtido pelo cálculo da CUPc (porcentagem de concordância
quanto aos usos principal corrigida). Nesta pesquisa Os valores de CUPc
< 10%, corresponderam a espécies pouco utilizadas na comunidade e
receberam um índice simbólico fraco (♣), representando a força
medicinal da planta. Valores de CUPc > 10% < 40 % corresponderam a
espécies de uso intermediário na comunidade e receberam um índice
simbólico, moderado (♣♣), representando a força medicinal da planta.
Por fim Os valores de CUPc > 40% corresponderam espécies muito
utilizadas na comunidade e receberam um índice simbólico forte (♣♣♣).
Variáveis
etnofarmacológicas: nome
vernacular,
nome
científico, indicação
terapêutica, forma de preparo, toxicidades, conforme se segue:
 nome vernacular: nome popular da planta a nível local;
 nome científico: nome do gênero e espécie em itálico e autor;
 forma de preparo: infusão, maceração, xarope, decocção, tintura, garrafada;
 finalidade de uso: curativa, preventivo, paleativo e não curativa;
 táxons/famílias botânicas: número de citações na família;
 identificação botânica da espécie: nome científico e nome vernacular local;
 categoria de doença: distribuição das categorias de doenças em capítulos
proposta pela Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas
46
Relacionados à Saúde (CID), 10ª Revisão (Brasil, 2008), não foi citada
nenhuma enfermidade que se enquadrasse na classificação dos Capítulos XVI e
XX:
 Capítulo I - Algumas doenças infecciosas e parasitárias;
 Capítulo II - Neoplasias (tumores);
 Capítulo III - Doenças do sangue e dos órgãos hematopoiéticos e
alguns transtornos imunitários;
 Capítulo IV - Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas;
 Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais;
 Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso;
 Capítulo VII - Doenças do olho e anexos;
 Capítulo VIII - Doenças do ouvido e da apófise mastóide;
 Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório;
 Capítulo X - Doenças do aparelho respiratório;
 Capítulo XI - Doenças do aparelho digestivo;
 Capítulo XII - Doenças da pele e do tecido subcutâneo;
 Capítulo XIII - Doenças do sistema osteomuscular e do tecido
conjuntivo;
 Capítulo XIV - Doenças do aparelho geniturinário;
 Capítulo XV - Gravidez, parto e puerpério;
 Capítulo XVI - Algumas afecções originadas no período perinatal;
 Capítulo XVII - Malformações congênitas, deformidades e anomalias
cromossômicas;
 Capítulo XVIII - Sintomas, sinais e achados anormais de exames
clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte;
 Capítulo
XIX
-
Lesões,
envenenamento
e
algumas
conseqüências de causas externas;
 Capítulo XX - Causas externas de morbidade e de mortalidade.
outras
47
4.3. Treinamento dos Entrevistadores
Para auxiliar na coleta de dados, a mestranda contou com auxílio de 12 acadêmicos de
graduação dos Cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso,
devidamente treinados com o auxílio de um “Manual do Entrevistador” (Anexo V), recebendo
orientações sobre o processo da entrevista e esclarecimentos quanto à maneira correta de
abordagem do entrevistado e o uso adequado da linguagem para obtenção dos dados corretos.
Os estudantes treinados tiveram acompanhamento integral do pesquisador e
supervisionados pelo coordenador da pesquisa periodicamente.
Aspectos éticos também foram abordados quanto à necessidade de se proteger a
confidencialidade dos dados e a importância de se manter um ambiente agradável e natural no
momento da entrevista.
4.4. Critérios de exclusão dos informantes
 não pertencer ao DNSAC;
 idade inferior a 40 anos; e
 residir menos de 5 (cinco) anos comunidade do estudo.
4.5. Processamento e análises dos dados
Para realização do processamento dados foram utilizados os seguintes programas para
Windows: o Microsoft Office Access 2003; o Pacote estatístico para ciências sociais
(Statistical Package for Social Science – SPSS, versão 15.0: SPSS Inc., Chicago, USA, 1995)
e o Programa GraphPad Prism (GraphPad Softwer, San Diego, CA).
Inicialmente os dados do questionário foram duplamente digitados em bancos
elaborados no Programa Microsoft Office Access 2003. Os dois bancos foram comparados
utilizando o procedimento de Freqüência do SPSS, como forma de permitir a correção de
possíveis inconsistências, sendo esta etapa realizada pela autora principal do estudo.
Após da verificação da consistência e análise dos dados realizou-se uma classificação
dos dados devido à complexidade do mundo das plantas medicinais, para que fosse possível
efetuar uma ampla análise a partir dos dados e posterior aplicabilidade das técnicas
estatísticas, de forma a tornar perceptível e relevante as análises.
48
Para conhecer o comportamento das variáveis estudadas (sócio-demográficas e
etnobotânicas) primeiro fez-se análise descritiva (freqüências absolutas e relativas). Na
2
seqüência, foram realizadas as análises bivariadas utilizando o Teste do
(qui-quadrado)
para as variáveis qualitativas e considerando um nível de significância (p) menor que 5%.
Após a aplicação do teste de
2
(qui-quadrado) e havendo associação entre as variáveis
consideradas, optou-se pelo uso do Teste (z) de duas proporções, baseado na distribuição
normal e o teste exato de Fisher, para identificar diferenças significativas entre as categorias
das variáveis, dependendo do número de freqüências esperado, caso este número fosse igual
ou maior que 5 utilizou-se a distribuição normal padrão (distribuição z), em caso contrário o
teste exato de Fisher.
A existência de associação entre as variáveis, após o Teste do
2
(qui-quadrado) e
existência estatisticamente significante entre as categorias do estudo foram consideradas para
um nível mínimo de significância de p < 0,05.
Para a comparação das variáveis quantitativas idade e número de citações de plantas
por sexo do informante foram utilizados os testes t de Student e para comparações entre duas
medianas aplicou-se o teste de Mann-Whitney, utilizando como desvio o 1º e 3º Quartil,
considerando em ambos os casos um nível mínimo de significância de p < 0,05.
4.6. Identificação Científica
As espécies vegetais foram identificadas no local da pesquisa segundo métodos usuais
de taxonomia, com base em caracteres morfológicos florais, bibliografia especializada
(GUARIM NETO, 1984; POTT e POTT, 1994; JORGE et al., 1998; AMOROZO, 2002;
LORENZI e MATOS 2002; GUARIM NETO e MORAES, 2003; MACEDO e FERREIRA,
2004; DE LA CRUZ, 2008), chaves analíticas e utilizando-se, quando possível, exemplares
para comparação.
O material botânico que se encontrava em período fértil foi coletado e herborizado no
Laboratório de Farmacologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e
encaminhado ao Herbário da UFMT, com ficha de identificação compelta para identificação
pela curadora Profª Drª Miramy Macedo e pela pesquisadora Drª Rosilene Rodrigues Silva.
O sistema de classificação botânica adotado foi o de Cronquist (1988) com excessão
das Pteridophyta e Gymnospermae.
49
A determinação da origem geográfica foi realizada pela pesquisadora utilizando obras
de Mendonça et al. (1998), Lorenzi e Matos (2002), Souza e Lorenzi (2005), Pott e Pott
(1994), IBAMA (2007).
Para correções de nomes cientificos e famílias utilizou-se o site oficial do Missouri
Botanical Garden (TRÓPICOS, 2010).
4.7. Aspectos Éticos
A autorização da pesquisa foi concedida pelo Comitê de Ética em Pesquisa do
Hospital Universitário Julio Mulher em setembro de 2008 sob o nº protocolo 561/CEPHUJM/08. Após as devidas autorizações, foram realizados o teste piloto no Distrito vizinho
de nome “Cangas”, viabilizando assim o treinamento dos aplicadores, compreensão e ajustes
do questionário e adequação da logística do trabalho de campo, proporcionando uma melhor
qualidade na realização da pesquisa (NUNES DA CUNHA, 1998).
Para auxiliar a pesquisa de campo contou com auxílio de 12 acadêmicos dos Cursos de
Medicina e Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso, onde receberam
treinamento. Foram apresentando a cada indivíduo, entrevistado a autorização concedida pela
Secretária Municipal de Saúde de Poconé - MT, para realização da pesquisa (Anexo VI), bem
como o TCLE (Termo de consentimento Livre Esclarecido).
4.8. Autorização do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético – CGEN e
retorno dos resultados à comunidade
No Brasil a Medida Provisória 2.186-16 regulamentada pelo Decreto nº 3.945 de 2001,
estabelece normas para regular o acesso ao conhecimento tradicional associado aos recursos
genéticos, além da repartição de benefícios, estando o Conselho de Gestão do Patrimônio
Genético – CGEN, órgão de caráter deliberativo e normativo do Ministério do Meio
Ambiente, responsável por emitir autorizações referentes a estas normas, até dezembro de
2009, posteriormente a esta data, passou ser o CNPq, órgão a expedir de tais autorizações
referentes a acesso ao conhecimento tradicional associado aos recursos genéticos para fins de
pesquisa cientifica (BRASIL, 2010).
A presente pesquisa por abordar o conhecimento tradicional associado aos recursos
genéticos da flora brasileira e comunidades tradicionais, tem potencial de se enquadrar nas
normas estabelecidas pela medida provisória destacada no parágrafo anterior, foi
50
encaminhada consulta ao CGEN para solicitação de autorização, bem como Termo de
Anuência Prévio (TAP) assinado pelos representantes das 37 comunidades do DNSAC e após
Deliberação nº 247 do Conselho Nacional de Patrimônio Genético do Ministério de Meio
Ambiente CGEN/MMA publicado em Diário Oficial da UNIÃO em 23/10/2009, a pesquisa
foi realizada no período de novembro de 2009 a fevereiro de 2010 (Anexo XI).
Além disso, os procedimentos preconizados na MP 2.186-16 relacionados com a
abordagem do pesquisador junto aos entrevistados, aos devidos esclarecimentos ao
entrevistado sobre a pesquisa, sobre a possibilidade irrestrita de negarem-se a fornecer
qualquer tipo de informação quando lhe fosse conveniente e que em qualquer momento
poderia desistir de participar da pesquisa, foram seguidos.
As formas de retorno dos resultados obtidos nesta pesquisa, assim como a
contrapartida dos pesquisadores à comunidade até o presente momento foram parcialmente
executadas, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2013. Dentre estas ações
estão previstas a realização de cursos de plantas medicinais, palestra com informações
coletadas na pesquisa, oficinas participativas para divulgação e discussão de ações de
interesse dos moradores do DNSAC relacionadas com a conservação e uso das espécies
vegetais utilizadas como medicinais, nativos e cultivadas, implantação de uma farmácia viva
junto à unidade de saúde do PFS do distrito bem como a distribuição de mudas de plantas
medicinais.
51
V. RESULTADOS
5.1. Descrição da População de Estudo
As 16 micro-áreas são constituídas por 37 comunidades, pertencentes ao DNSAC. A
amostra inicial constituiu-se de 290 informantes com idade entre 40 - 94 anos, sendo
efetivamente realizadas 262 entrevistas de 1.179 moradores do DNSAC nesta faixa etária
(22,22%), correspondendo a uma perda de 9,7 %. Das 3.344 citações houve um destaque para
as comunidades Chumbo com 882 citações de espécies, seguida de 461 em Bahia do Campo e
349 na Agroana conforme visto na Tabela 2.
TABELA 2. Distribuição das comunidades, por micro-áreas e total de citações de
plantas no Distrito Nossa Senhora do Chumbo (DNSAC), Poconé-MT.
ID
COMUNIDADES
MA
n
Citações de
plantas
1
Chumbo
32, 31, 49
50
882
2
Canto do Agostinho, Santa Helena, Os Cagados, Várzea Bonita
41
9
131
3
Furnas II, Salobra, Zé Alves
72
10
99
4
Campina II, Furnas I, Mundo Novo, Rodeio
36
11
179
5
6
Campina de Pedra, Imbé
Barreirinho, Coetinho, Figueira
33
34
12
23
173
213
7
Bahia de Campo
76
13
461
8
9
Agrovila, São Benedito
Agroana
67
46, 61
14
38
141
349
10
Bandeira, Minadouro
37
20
171
11
Carretão, Deus Ajuda, Sangradouro, Pesqueiro, Varzearia
39
23
180
12
Chafariz, Ramos, Sete Porcos, Urubamba
71
16
200
13
Céu Azul, Capão Verde, Morro Cortado, Passagem de Carro,
38
Varal
17
165
262
3344
N
ID= identificação
MA - micro-área
n=informantes entrevistados
52
5.2. Características Sócio-Demográficas
Dos 262 informantes que responderam ao questionário, a maior representação foi do
sexo feminino (69%), com predominância da faixa etária de 40-59 anos (60%). Houve maior
proporção de respondentes naturais de Poconé (68%), com 18% nascidos no DNSAC,
habitando no DNSAC a mais de 20 anos (62%), possuindo de 0-4 anos de escolaridade (89%),
com renda de 1-5 salários-mínimo (59%), trabalhadoras do lar (45%), mestiços (45%),
casados (77%), com 1 a 5 filhos (58%) e católicos (89%), como mostrado na Tabela 3.
Tabela 3. Características sócio-demográficas dos 262 informantes do Distrito Nossa
Senhora do Chumbo, Poconé-MT.
CARACTERÍSTICAS
CATEGORIAS
FA
FR (%)
SEXO
Feminino
182
69,0
Masculino
80
31,0
40-59 anos
157
60,0
60-79 anos
101
39,0
4
2,0
Comunidades do DNSAC
48
18,0
Poconé-MT (Menos o DNSAC)
130
50,0
Interior de MT (Menos Poconé)
43
16,0
Centro Oeste (Menos MT)
13
5,0
Outras regiões do Brasil (Sul, Sudeste,
Nordeste)
28
11,0
5-10 anos
71
27,0
11-20 anos
29
11,0
> 20 anos
162
62,0
não alfabetizado
64
24,43
ensino fundamental incompleto
135
51,53
ensino fundamental completo
34
12,98
ensino médio incompleto
6
2,29
ensino médio completo
16
6,11
ensino superior incompleto
3
1,15
ensino superior completo
3
1,15
pós-graduação
1
0,38
< 1 salário mínimo
94
35,88
1-5 salários mínimo
155
59,16
≥ 6 salários mínimo
03
1,15
NI
10
3,82
FAIXA ETÁRIA (ANOS)
≥80 anos
NATURALIDADE
TEMPO DE MORADIA NO DNSAC
ESCOLARIDADE (ANOS DE ESTUDO)
NÍVEL SÓCIO-ECONÔMICOa
53
Continuação Tabela 3...
CARACTERÍSTICAS
CATEGORIAS
FA
FR(%)
PROFISSÃO/OCUPAÇÃO
Do lar
123
45,0
Agricultor (a)
93
34,0
Professor (a)
10
4,0
Raizeiro (a)
5
2,0
Benzedeiro (a)
Outros
3
42
1,0
15,0
Negro
85
32,0
Índio (a)
13
5,0
Mestiço (a)
117
45,0
Branca
28
11,0
Amarela
7
3,0
Não informou
12
5,0
Católico
233
89
Não católico
29
11
0-5 filhos
165
64
6-10 filhos
82
31
> 10 filhos
15
6
Casados
201
77
Não casados
61
23
ETNIA
GRUPO RELIGIOSO
NÚMERO DE FILHOS
NUPCIALIDADE
NI - não informou; a Valor do salário mínimo de R$ 465,00, Brasil/março/2009; DNSAC – Distrito Nossa
Senhora Aparecida do Chumbo .
Neste levantamento, os informantes do sexo masculino apresentaram idade
significantemente maior (58,7 ± 1,3 anos, p=0,022) do que as mulheres (55,2 ± 0,8 anos),
conforme visto na Figura 06. Também nesta Figura se observa que o informante com maior
idade foi do sexo masculino (94 anos).
54
Figura 6. Comparação das idades dos 262 informantes do DNSAC. Teste t de Student não
pareado, bicaudal, *p = 0,022.
5.3. Uso e Conhecimento sobre Plantas Medicinais: Análises Estatísticas
Dos 262 entrevistados, 99,0% afirmaram utilizar plantas medicinais no autocuidado à
saúde (Figura 7), com um mínimo de 1 citação e o máximo de 250 plantas para as mulheres e
um mínimo de 2 citações e máximo de 54 para os homens, num total de 3.344 citações, sendo
citadas 409 espécies vegetais diferentes (Tabela 5).
Figura 07. Frequência do uso de plantas pelos 262 informantes no DNSAC.
55
Na Tabela 4, verifica-se que as mulheres citaram significativamente mais plantas que
os homens, com medianas de 9 (6, 13) e 8 (5, 10) plantas, respectivamente.
Tabela 4. Freqüência entre sexo e citações de plantas, pelos 259 informantes do DNSAC.
Sexo
n
Mediana (Q1 – Q3)
U
Feminino
185
9,0 (6 - 13)
25206,5
Masculino
74
8,0 (5 - 10)
Total
259
Teste de Mann-Whitney (U) considerando um nível de significância menor que 0,05.
p
0,034
Na Tabela 5, observa-se que existe associação (p = 0,003) entre sexo e idade dos
informantes do DNSAC em relação às plantas citadas. As mulheres na faixa etária de 40 – 59
anos conhecem mais plantas (60,23%, p = 0,001) do que os homens nesta mesma faixa etária
(53,17%), enquanto que os homens com idade > 60 anos (46,83%, p = 0,001) conhecem mais
que as mulheres (39,77%), desta mesma categoria.
Tabela 5. Relação entre sexo e idade quanto às citações de plantas, pelos 259
informantes.
Idade
F
%
M
%
p
N
%
40 - 59 anos
> 60 anos
1545
1020
60,23
39,77
386
340
53,17
46,83
0,001
0,001
1931
1360
58,68
41,32
Total
2565
100
726
100
3291
100
Sexo
Teste do Qui-quadrado.
2
= 11,65 (p = 0.003), seguido do teste de (z) 2 proporções. Sexo versus idade.
Na Tabela 6, verifica-se que não houve diferença significativa (p> 0,05) entre idade e
citações de plantas, com valores de medianas de 9 (6 - 12), para ambas as categorias.
Tabela 6. Freqüência entre idade e citações de plantas, pelos 259 informantes do
DNSAC.
Idade
n
Mediana ( Q1 – Q3)
U
p
40-59 anos
≥ 60 anos
Total
155
104
259
9,0 (6 - 12)
9,0 (6 - 13)
8810,0
0,1727
Teste de Mann-Whitney (U) considerando um nível de significância menor que 0,05.
Com relação ao sexo e tempo de moradia (Tabela 7), foi encontrada associação
(p=0,0001), constatando que as mulheres com tempo de moradia entre 11-20 anos citaram
mais plantas (9,89%, p=0,0001) que os homens com o mesmo tempo de moradia (5,38%).
56
Tabela 7. Relação entre sexo e tempo de moradia quanto às citações de plantas, pelos
259 informantes do DNSAC.
Tempo moradia
F
%
M
%
p
N
%
Sexo
5 - 10 anos
432
17,22
167
19,98
0,081
599
17,91
11-20 anos
> 20 anos
248
1828
9,89
72,89
45
624
5,38
74,64
0,0001
0,315
293
2452
8,76
73,33
2508
100,00
836
100,00
3344
100,0
TOTAL
Teste do Qui-quadrado.
moradia.
2
= 48,68 (p = 0.0001), seguido do teste de (z) 2 proporções. Sexo versus tempo de
Na Tabela 8, verifica-se que os informantes do DNSAC com tempo de moradia > 10
anos citaram significativametne mais plantas 9,0 (6, 13), p = 0,049, do que aqueles com
menos tempo de moradia 8,0 (5, 11).
Tabela 8. Freqüência entre tempo de moradia e citações de plantas, pelos 259
informantes do DNSAC.
Tempo de moradia
n
Mediana (Q1-Q3)
U
p
5 - 10 anos
63
8,0 (5 - 11)
> 10 anos
195
9,0 (6 - 13)
Total
259
7601,0
0,0497
Teste de Mann-Whitney (U), considerando um nível de significância menor que 0,05.
Com relação ao sexo e etnia (Tabela 9), foi encontrada associação (p=0,001),
constatando uso significativamente maior de plantas (13,72, p = 0,0001), pelos índios do que
pela índia (5,40%). Enquanto que às mulheres nas categorias mestiça e amarela (44,89% e
2,10%; p= 0,0001, respectivamente), citaram mais plantas que os homens destas categorias
(35,29% e 2,10%, respectivamente).
Tabela 9. Relação entre sexo e etnia quanto às citações de plantas, pelos 259 informantes
do DNSAC.
Etnia
F
%
M
%
p
N
%
Sexo
Negro (a)
918
37,81
326
40,65
0,218
1244
38,51
Índio (a)
Branco (a)
Mestiço (a)
131
238
1090
5,40
9,80
44,89
110
81
283
13,72
10,10
35,29
0,0001
0,866
0,0001
241
319
1373
7,46
9,88
42,51
Amarelo (a)
51
2,10
2
0,25
0,0001
53
1,64
TOTAL
2428
100,00
802
100,00
3230
100,00
Teste do Qui-quadrado.
2
= 82,92 (p = 0.0001), seguido do teste de (z) 2 proporções. Sexo versus etnia.
57
Com relação à etnia e citações de plantas pelos informantes, verifica-se na Tabela 10
que não houve diferença significativa (p = 0,6083), entre as diferentes categorias, tendo a
categoria negra, citado no mínimo 1 planta e máximo 250 plantas com mediana 9 (9,10),
enquanto a categoria amarela citarou no mínimo 2 plantas e no máximo 14 plantas com
mediana 9 (9, 13).
Tabela 10. Freqüência entre etnia e citações de plantas, pelos 259 informantes do
DNSAC.
Etnia
n
Mediana (Q1 – Q3)
Negro (a)
84
9 (9 - 10)
Índio (a)
Branco (a)
Mestiço (a)
Amarelo (a)
Total
13
28
127
7
9 (8 - 11)
8 (9 - 17)
9 (9 - 13)
9 (9 - 13)
K
p
2.693
0.6105
259
Teste de Kruskal-Wallis (K), considerando um nível de significância menor que 0,05.
Quanto à renda salarial e o tempo de escolaridade (Tabela 11), verificou-se associação
entre essas variáveis (p = 0,0001). Os informantes que ganham < 1 salário-mínimo e que
estudaram menos de 1 ano no DNSAC, citaram significativamente (34,44%, p = 0,0001) mais
plantas do que aqueles que ganham > 1 salário-mínimo (27,16%). Por outro lado os
informantes que ganham > 1 salário-mínimo e que estudam > 9 anos (12,52%, p= 0,0001),
citaram significativamente mais plantas do que os que ganham < 1 salário mínimo (6,57%).
Tabela 11. Relação entre renda salarial e escolaridade quanto às citações de plantas,
pelos 259 informantes do DNSAC.
Escolaridade
Renda
< 1 salário
%
> 1 salário
%
p
N
%
< 1 ano
1-9 anos
519
889
34,44
58,99
499
1108
27,16
60,32
0,0001
0,437
1018
1997
30,44
59,72
> 9 anos
99
6,57
230
12,52
0,0001
329
9,84
1507
100,00
1837
100,00
3344
100,00
Total
2
Teste do Qui-quadrado.
= 44,44 (p = 0,0001), seguido do teste de (z) 2 proporções. Renda salarial versus
escolaridade.
Na Tabela 12, verificou-se que não houve significância (p = 0,3992) entre o tempo de
escolaridade e citações de plantas no DNSAC, com mediana 9 (7, 14) 9 (7, 11) e 9 (6, 12)
58
Tabela 12. Frequência entre escolaridade e citações de plantas, pelos 259 informantes do
DNSAC.
Escolaridade
n
Mediana (Q1 – Q3)
< 1 ano
1-9 anos
63
9 (7 - 14)
9 (7 - 11)
> 9 anos
27
Total
259
169
9 (6 - 12)
k
p
1.836
0.3992
Teste de Kruskal-Wallis (K), considerando um nível de significância menor que 0,05.
Na Tabela 13, verificou-se que não houve significância (p= 0,4120) entre a renda
salarial e citações de plantas no DNSAC, com mediana 8,5 (6, 12) e 9 (6, 13).
Tabela 13. Freqüência entre renda e citações de plantas pelos 259 informantes do
DNSAC.
Renda
n
Mediana (Q1 – Q3)
U
p
< 1 salário
> 1 salário
98
161
8,5 (6 - 12)
9,0 (6 - 13)
8369,0
0,4120
Total
259
Teste de Mann-Whitney (U), considerando um nível de significância menor que 0,05.
Na Tabela 14, observou-se associação (p = 0,0001) entre o sexo e o grupo religioso,
em relação ao número de plantas citadas. As mulheres católicas conhecem mais plantas
(94,3%, p = 0,0001) do que os homens (88,86%). Por outro lado, os homens não católicos
(11,14%, p = 0,0001), conhecem mais plantas do que as mulheres (5,7%), desta mesma
categoria.
Tabela 14. Relação entre sexo e grupo religioso quanto às citações de plantas, pelos 259
informantes do DNSAC.
Grupo Religioso
Sexo
F
%
M
%
p
N
%
Católicos
2366
94,30
742
88,86
0,0001
3108
92,94
Não católicos
143
5,70
93
11,14
0,0001
236
7,06
2509
100,00
835
100,00
3344
100,00
Total
Teste do Qui-quadrado.
religioso
2
= = 28,25 (p = 0,0001), seguido do teste de (z) 2 proporções. Sexo versus grupo
Na Tabela 15, verificou-se que não houve diferença significativa (p = 0,7603) entre
grupo religioso e citações de plantas, com valores de mediana 9 (6, 12) para católicos e 9 (5,
14) para não católicos.
59
Tabela 15. Relação entre grupo religioso e citações de plantas, pelos 259 informantes do
DNSAC.
Grupo religioso
Católicos
n
230
Mediana (Q1 – Q3)
9,0 (6 - 12)
Não católicos
29
9,0 (5 - 14)
Total
259
U
p
3451.5
0,7603
Teste de Mann-Whitney (U), considerando um nível de significância menor que 0,05.
Na Tabela 16, observa-se que existe associação (p = 0,0001) entre sexo e a
nupcialidade dos informantes do DNSAC, em relação as citações de plantas. As mulheres
casadas (86,23%; p = 0,0001) conhecem mais plantas do que os homens (25,51%), enquanto
que homens não casados (25,51%; p= 0,0001), conhecem mais plantas do que as mulheres
desta categoria (13,77%).
Tabela 16. Relação entre sexo e nupcialidade quanto às citações de plantas citadas pelos
259 informantes do DNSAC
Nupcialidade
F
%
M
%
p
N
%
Casados
1958
78,16
735
87,60
0,0001
2693
80,53
Não casados
547
21,84
104
12,40
0,0001
651
19,47
Total
2505
100,00
839
100,00
3344
100,00
Sexo
Teste do Qui-quadrado.
2
= 48,68 (p = 0.0001), seguido do teste de (z) 2 proporções. Sexo versus nupcialidade
Na Tabela 17, verifica-se que não houve significância entre a nupcialiade e (6, 12)
citações de plantas no DNSAC. Os informantes casados obtiveram a médina de 9 (6, 14)
plantas, com uma média de 13,3 (± 1,84), plantas tendo citado no mínimo de 1 e máximo 250
plantas. Para os informantes não casados a mediana foi de 9 plantas com média de 11,5 (±
1,2) plantas e tendo citado o mínimo de 1 e máximo de 70 plantas.
Tabela 17. Frequência entre nucpcialidade e citações de plantas pelos 259 informantes
do DNSAC.
Nupcialidade
n
Casados
Não casados
198
61
Total
259
Mediana (Q1 – Q3)
9
9
(6 – 12)
(6 – 14)
U
p
6320,0
0,5834
Teste de Mann-Whitney (U) considerando um nível de significância menor que 0,05.
Em relação às variáveis sexo e fonte de conhecimento, verificou-se que não existe
associação (p = 0,088) entre homens e mulheres, nas diferentes categorias (Tabela 18).
60
Tabela 18. Relação entre sexo e fonte do conhecimento das plantas citadas, por 259
informantes no DNSAC.
Fonte do conhecimento
Sexo
F
%
M
%
N
%
Família
147
80,77
57
67,06
204
76,40
Vizinhos
Raizeiro
Outros (livro, curso, índio)
12
10
13
6,59
5,49
7,14
11
6
11
12,94
7,06
12,94
23
16
24
8,61
5,99
8,99
182
100,00
85
100,00
267
100,00
Total
Teste do Qui-quadrado.
2
= 6,54 (p = 0,09)
A Figura 8 mostra a opnião dos informantes do DNSAC sobre a finalidade principal
de uso das plantas, com 76% afirmarem usar plantas para fins curativo, 15% para fins
preventivo, 7% para fins paleativo e 2% não curativo.
Figura 8. Freqüência da finalidade de uso das plantas, por 259 informantes
no DNSAC.
Na Tabela 19, encontram-se apresentados os dados etnobotânicos do levantamento
feito junto aos 259 informantes do DNSAC. Foram citadas pelos informantes, 409 espécies
vegetais distintas, pertencentes a 285 gêneros e 102 famílias. Do total das espécies citadas, 98
(24,0%) foram identificadas pelo Herbário UFMT, 278 (67,97%) através de consulta à
literatura especializada e 33 (8,06%) encontram-se em fase de identificação.
As plantas citadas apresentaram usos medicinais que englobaram todas as categorias
de doenças do CID-10, com excessão das categorias XVII e XX. Treze (13) espécies vegetais
apresentam alta frequência de citações (acima de 40), Plectranthus barbatus Andrews (boldobrasileiro), Scoparia dulcis L. (vassorinha), Chenopodium ambrosioides L. (erva-de-santamaria), Strychnos pseudoquina A. St.-Hil. (quina), Macrosiphonia longiflora (Desf.) Müll.
Arg. (velame-do-campo), Solidago microglossa DC. (arnica-brasileira), Palicourea coriacea
61
Schum. (douradinha), Myracrodruon urundeuva (Allemão) Engl. (aroeira), Jacaranda
decurrens Cham (carobinha), Tabebuia caraiba (Mart.) Bureau (para - tudo), Lafoensia
pacari A. St. Hil. (mangava-braba), Aloe barbadensis Mill. (babosa), Stachytarpheta aff.
cayennensis (Rich.) Vahl (gervão), sendo citadas 62, 55, 54, 53, 50, 49, 48, 48, 45,42, 42,
41,40 vezes e tendo como usos principais doenças do estômago, fraturas ósseas, verminoses,
anemia, depurativo do sangue, cicatrizante, rins, fraturas ósseas, depurativo do sangue, úlcera,
cicatrizante e tosse, respectivamente (Tabela 19).
As plantas que apresentaram as maiores forças medicinais, CUPc entre 45,16 a 93,55,
foram Plectranthus barbatus, Macrosiphonia longiflora, Palicourea coriacea Schum,
Chenopodium ambrosioides, Scoparia dulcis, Myracrodruon urundeuva, Stryphnodendrom
adstringens, Solidago microglossa, Lafoensia pacari, Vernonia condensata e Costus spicatus
com CUPc de 93,55; 69,35; 64,52; 61,29; 58,06; 53,23 e 51,61, 48,39; 48,39; 46,77; 45,16,
respectivamente (Tabela 19). Com relação à força medicinal das 409 espécies vegetais
referidas pelos informantes, 329 (80,44%) apresentaram taxa de citação por menos de 10%
dos informantes (♣), 69 (16,87%) por 10,1% a 40% dos informantes (♣♣) e 11 (2,69%) por >
40% (♣♣♣), conforme Tabela 19 e Figura 9 (PIERONI, 2003; DE LA CRUZ, 2008,
PIERONI e GIUSTI (2009).
Figura 9. Onze espécies de maior Força Medicinal do DNSAC
62
Tabela 19. Relação de uso medicinal das Famílias e Espécies citadas pelos 259 informantes do DNSAC.
Família/Espécies
Nome
Vernacular
NIB
Aplicação
CID1O
FA
FR
ICUE
ICUP
CUP
FC
CUP
c
FM
Anador
L.E.
Dor
Febre
XVIII
XVIII
20
1
0,598
0,030
26
21
80,77
0,4194
33,87
♣♣
Relaxante
muscular
XIII
5
0,150
Febre
XVIII
3
0,090
9
6
66,67
0,1452
9,68
♣
Sarampo
I
6
0,179
XVIII
11
0,329
28
11
39,29
0,4516
17,74
♣♣
XI
3
0,090
Reumatismo
XIII
5
0,150
Rins
XIV
9
0,269
1.ACANTHACEAE
1.1. Justicia pectoralis Jacq.
2. ADOXACEAE
2.1. Sambucus australis Cham. & Schltdl.
Sabugueiro
L.E.
3. ALISMATACEAE
3.1. Echinodorus macrophyllus (Kuntze.) Micheli
4. AMARYLLIDACEAE
4.1. Allium cepa L.
Chapéu-de- couro
L.E.
Depurativo
sangue
Estômago
do
Cebola
L.E.
Cicatrizante
XIX
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
4.2. Allium fistulosum L.
Cebolinha
L.E.
Gripe
X
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
4.3. Allium sativum L.
Alho
L.E.
Hipertensão
IX
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Terramicina
L.E.
Cicatrizante
XIX
7
0,209
27
11
40,74
0,4355
17,74
♣♣
Coceira
XII
4
0,120
Diabetes
IV
1
0,030
Dor
XVIII
5
0,150
Fraturas ósseas
XIX
4
0,120
Garganta
XVIII
1
0,030
Gripe
X
1
0,030
Inflamação
uterina
Relaxante
muscular
XIV
3
0,090
XIII
1
0,030
5. AMARANTHACEAE
5.1. Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze
63
5.2. Alternanthera dentata Moench) Stuchlik ex R.E. Fr.
Ampicilina
5.3.Alternanthera ficoide (L.) P. Beauv.
Doril
5.4. Amaranthus aff. viridis L.
Caruru-de-porco
5.5.Beta vulgaris L.
Beterraba
5.6. Celosia argentea L.
Crista-de-galo
5.7.Chenopodium ambrosioides L.
Erva-de-santa-maria
5.8. Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen
L.E.
L.E.
38.689
L.E.
34.111
L.E.
Cicatrizante
XII
3
0,090
5
3
60,00
0,0806
4,83
♣
Rins
XIV
1
0,030
Relaxante
muscular
Cicatrizante
XIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
XII
Dor
XVIII
1
0,030
3
1
33,34
0,0483
1,61
♣
1
0,030
Rins
XIV
1
0,030
Anemia
III
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Rins
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Cicatrizante
XIX
1
0,030
54
38
70,37
0,8710
61,29
♣♣♣
Coração
IX
2
0,060
Diabetes
IV
2
0,060
Fraturas ósseas
XIX
6
0,179
Gripe
X
3
0,090
Rins
XIV
1
0,030
Tosse
XVIII
1
0,030
Verminose
I
38
1,136
Ginseng-brasileiro
L.E.
Obesidade
IV
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Cajuzinho-do-campo
L.E.
Diabetes
IV
1
0,030
3
1
33,33
0,0484
1,61
♣
Disenteria
I
1
0,030
Hepatite
XI
1
0,030
Abortivo
XV
2
0,060
18
5
27,78
0,2903
8,06
♣
Cicatrizante
XIX
3
0,090
Colesterol
IV
1
0,030
Dente
XI
2
0,060
XVIII
1
0,030
IV
1
0,030
I
3
0,090
6. ANACARDIACEAE
6.1. Anacardium humile A. St. -Hil.
6.2. Anacardium occidentale L.
Cajueiro
L.E.
Depurativo
sangue
Diabetes
Diarréia
do
64
6.3. Astronium fraxinifolium Schott ex Spreng
6.4.Mangifera indica L.
6.5. Myracrodruon urundeuva (Allemão) Engl.
Gonçaleiro
Mangueira
Aroeira
L.E.
L.E.
L.E.
Disenteria
I
1
0,030
Dor
XVIII
4
0,120
Gripe
X
1
0,030
Hemorróidas
IX
1
0,030
Tosse
XVIII
5
0,150
Bronquite
X
1
0,030
Gripe
X
2
0,060
Tosse
XVIII
4
0,120
Anemia
III
1
0,030
Bexiga
XIV
1
0,030
Bronquite
X
1
0,030
Câncer
II
1
0,030
Cicatrizante
XIX
4
0,120
Depurativo
do
sangue
Fraturas ósseas
XVIII
1
0,030
XIX
29
0,867
Hérnia
XIV
1
0,030
Inflamação
uterina
Relaxante
muscular
Tosse
XIV
5
0,150
XIII
2
0,060
XVIII
2
0,060
7
5
71,43
0,1129
8,06
♣
7
4
57,14
0,1129
6,45
♣
48
33
68,75
0,7742
53,23
♣♣♣
6.6. Spondias dulcis Parkinson
Caja-manga
L.E.
Sarna
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
6.7. Spondias purpurea L.
Seriguela
L.E.
Cicatrizante
XIX
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
Hepatite
XI
1
0,030
Diabetes
IV
2
0,060
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Fraturas ósseas
XIX
1
0,030
7. ANNONACEAE
7.1. Annona cordifolia Poepp. ex Maas & Westra
Araticum-abelha
L.E.
7.2. Annona crassiflora Mart.
Graviola
L.E.
Diabetes
IV
4
0,120
4
4
100,00
0,0645
6,45
♣
7.3. Duguetia furfuracea (A. St.-Hil.) Saff.
Beladona-do-cerrado
L.E.
Dor
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Coentro
L.E.
Gripe
X
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
8. APIACEAE
8.1 Coriandrum sativum L.
65
8.2 Eryngium aff. pristis Cham. & Schltdl.
Língua-de-tucano
34.785
Dente
XI
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
XIII
1
0,030
X
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
8
6
75,00
0,1290
9,68
♣
4
4
100,00
0,0645
6,45
♣
8.3 Petroselinum crispum ((Mill) Fuss
Salsinha
L.E.
Relaxante
muscular
Gripe
8.4. Pimpinella anisum L.
Erva-doce
L.E.
Calmante
V
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Prisão de ventre
XVIII
5
0,150
Rins
XIV
1
0,030
Estômago
XI
1
0,030
Laxante
XI
2
0,060
9.APOCYNACEAE
9.1. Aspidosperma polyneuron (Müll.) Arg.
Péroba
L.E.
9.2. Aspidosperma tomentosum Mart.
Guatambu
L.E.
Gastrite
XI
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
9.3. Catharanthus roseus (L.) G. Don
Boa-noite
L.E.
Caxumbá
I
2
0,060
5
2
40,00
0,0806
3,23
♣
Febre
XVIII
2
0,060
Rins
XIV
1
0,030
Diabetes
IV
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Dor
XVIII
2
0,060
Coceira
XII
1
0,030
7
5
71,43
0,1129
8,06
♣
Diarréia
I
5
0,150
Estômago
XI
1
0,030
Anemia
III
1
0,030
29
10
34,48
0,4677
16,13
♣♣
Cicatrizante
XIX
2
0,060
Colesterol
IV
1
0,030
XVIII
8
0,239
XVIII
2
0,060
IX
1
0,030
9.4. Geissospermum laeve (Vell.) Miers
Pau-tenente
9.5. Hancornia speciosa var.gardneri (A.DC.) Müll. Arg.
Mangava-mansa
9.6. Himatanthus obovatus (Müll. Arg.) Woodson
Angélica
L.E.
19.400
29.067
Depurativo
sangue
Dor
do
Hemorragia
nariz
Hipertensão
do
IX
1
0,030
Inflamação
uterina
Labirintite
XIV
3
0,090
VIII
5
0,150
Pneumonia
X
1
0,030
66
9.7 Macrosiphonia longiflora (Desf.) Müll. Arg.
Velame-do-campo
L.E.
Relaxante
muscular
Verminose
XIII
2
0,060
I
1
0,030
Vitiligo
XII
1
0,030
IX
1
0,030
XVIII
40
1,196
VI
2
0,060
Diurético
XIV
1
0,030
Dor
XVIII
2
0,060
Garganta
XVIII
1
0,030
Relaxante
muscular
Vitiligo
XIII
2
0,060
XII
1
0,030
Coração
Depurativo
sangue
Derrame
9.8. Macrosiphonia velame (A. St.-Hil.) Müll. Arg.
do
50
43
86,00
0,8065
69,35
♣♣♣
Velame-branco
L.E.
Gripe
X
3
0,090
3
1
33,33
0,0484
1,61
♣
Comigo-ninguémpode
Jararaquinha
L.E.
Dor
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
1.619
Picada de cobra
XIX
1
0,030
6
5
83,33
0,0968
8,06
♣
Bocaiuveira
L.E.
Coração
IX
2
0,060
2
2
100,00
0,0322
3,22
♣
Hepatite
XI
3
0,090
Hipertensão
IX
7
0,209
Rins
XIV
1
0,030
10. ARACEAE
10.1 Dieffenbachia picta Schott
10.2. Dracontium sp.
11. ARECACEAE
11.1. Acrocomia aculeata Lodd. ex. Mart.
11.2. Cocos nucifera L.
Cocô-da-bahia
L.E.
Rins
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
11.3. Orbignya phalerata Mart.
Babaçu
L.E.
Inflamação
XIII
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
11.4. Syagrus oleracea (Mart.) Becc.
Guariroba
L.E.
Rins
XIV
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Cipó-de-mil-homem
L.E.
Dengue
I
1
0,030
8
3
50,00
0,0968
4,84
♣
XVIII
1
0,030
XI
1
0,030
XIV
3
0,090
12. ARISTOLOCHIACEAE
12.1. Aristolochia cymbifera Mart & Zucc.
Depurativo
sangue
Estômago
Rins
do
67
12.2. Aristolochia esperanzae Kuntze
Papo-de-peru
L.E.
Digestivo
XI
2
0,060
Cicatrizante
XIX
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Cólica
XIV
1
0,030
11
10
90,91
0,1774
16,13
♣♣
Rins
XIV
9
0,269
Tosse
XVIII
1
0,030
Corrimento
XIV
1
0,030
5
3
60,00
0,0806
4,84
♣
Gonorréia
I
3
0,090
Rins
XIV
1
0,030
Dor
XVIII
6
0,179
12
7
58,33
0,1935
11,29
♣♣
Febre
XVIII
1
0,030
Gripe
X
2
0,060
Relaxante
muscular
Diarréia
XIII
3
0,090
I
1
0,030
14
10
71,43
0,2258
16,13
♣♣
Dor
XVIII
3
0,090
Estômago
XI
5
0,150
Gastrite
XI
1
0,030
Gripe
X
1
0,030
Hipertensão
IX
3
0,090
Dor
XVIII
1
0,030
12
6
50,00
0,1935
9,68
♣
Dor de parto
XV
2
0,060
Estômago
XI
1
0,030
Inchaço de mulher
grávida
Reumatismo
XV
4
0,120
XIII
3
0,090
Tosse
XVIII
1
0,030
13. ASTERACEAE
13.1. Acanthospermum australe (Loefl.). Kuntze
13.2. Acanthospermum hispidum DC.
13.3. Achillea millefolium L.
13.4. Achyrocline satureioides (Lam.) DC.
13.5. Ageratum conyzoides L.
Carrapicho, beijo-deboi
Chifre-de-garrotinho
Dipirona, Novalgina,
Macela-do-campo
Mentrasto
29.763
L.E.
L.E.
L.E.
L.E.
13.6. Artemisia vulgaris L.
Artemísia
L.E.
Insônia
V
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
13.7. Artemisia absinthium L.
Losna, nor-vômica
L.E.
Dor
XVIII
1
0,030
27
24
88,89
0,4355
38,71
♣♣
Estômago
XI
23
0,688
Fígado
XI
1
0,030
68
13.8. Baccharis trimera (Less.) DC.
13.9. Bidens pilosa L.
13.10. Brickellia brasiliensis (Spreng.) B.L. Rob.
Carqueja
Picão-preto
Arnica-do-campo
13.11. Calendula officinalis L.
Calêndula
13.12. Centratherum aff. punctatum Cass.
Perpétua-roxa
13.13. Chamomilla recutita (L.) Rauschert.
Camomila
Hérnia
XIV
1
0,030
Relaxante
muscular
Câncer
XIII
1
0,030
II
1
0,030
Colesterol
IV
1
0,030
Diabetes
IV
3
0,090
Diurético
XIV
1
0,030
Estômago
XI
1
0,030
Gripe
X
2
0,060
Obesidade
IV
4
0,120
Hepatite
XI
5
0,150
Icterícia
XVI
2
0,060
Rins
XIV
3
0,090
Cicatrizante
XIX
8
0,239
Inflamação
uterina
Rins
XIV
1
0,030
XIV
1
0,030
L.E.
Ansiedade
V
2
33.697
Relaxante
muscular
Coração
XIII
L.E.
Calmante
L.E.
L.E.
L.E.
13
8
61,54
0,2097
12,90
♣♣
10
5
50,00
0,1613
8,06
♣
10
8
80,00
0,1613
12,90
♣♣
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
IX
2
0,060
V
18
0,538
39
16
41,03
0,6290
25,81
♣♣
Cólica
XIV
1
0,030
Dor
XVIII
15
0,449
Estômago
XI
3
0,090
Febre
XVIII
1
0,030
Gripe
X
1
0,030
13.14. Chaptalia integerrima (Vell.) Burkart
Língua-de-vaca
L.E.
Verminose
I
2
0,060
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
13.15. Chromolaena odorata (L.)R.M. King & H. Rob
Cruzeirinho
L.E.
Cólica
XIV
1
0,030
5
2
40,00
0,0806
3,23
♣
Dor
XVIII
2
0,060
Fraturas ósseas
XIX
1
0,030
Rins
XIV
1
0,030
69
13.16. Conyza bonariensis (L.) Cronquist
Voadeira
34.782
Câncer
II
1
0,030
Coceira
XII
2
0,060
XVIII
2
0,060
II
1
0,030
I
3
0,090
XVIII
1
0,030
Depurativo
sangue
Leucemia
do
Verminose
13.17. Elephantopus mollis Kunth
Sussuaiá
13.18. Emilia fosbergii Nicolson
Serralha
13.19. Eremanthus exsuccus (DC.) Baker
Bácimo-do-campo
13.20. Eupatorium odoratum L.
Arnicão
L.E.
Depurativo
sangue
Dor
do
9
3
33,33
0,1452
4,84
♣
5
4
80,00
0,0806
6,45
♣
XVIII
3
0,090
XIV
1
0,030
34.116
Inflamação
uterina
Conjuntivite
VII
2
0,060
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
L.E.
Cicatrizante
XIX
4
0,120
8
6
75,00
0,1290
9,68
♣
Estômago
XI
1
0,030
Fraturas ósseas
XIX
2
0,060
Pele
XII
1
0,030
Cicatrizante
XIX
1
0,030
8
6
75,00
0,1290
9,68
♣
Relaxante
muscular
Rins
XIII
1
0,030
XIV
6
0,179
Bronquite
X
6
0,179
7
6
85,71
0,1129
9,68
♣
L.E.
13.21. Mikania glomerata Spreng.
Guaco
L.E.
Tosse
XVIII
1
0,030
13.22. Mikania hirsutissima DC.
Cipó-cabeludo
L.E.
Diabetes
IV
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
13.23. Pectis jangadensis S. Moore
Erva-do-carregador
L.E.
Depurativo
sangue
Diabetes
XVIII
1
0,030
4
3
75,00
0,0645
4,84
♣
13.24. Porophyllum ruderale (Jacq.) Cass.
Picão-branco
10
7
70,00
0,1613
11,29
♣♣
49
30
61,22
0,7903
48,39
♣♣♣
13.25. Solidago microglossa DC.
Arnica-brasileira
32.793
L.E.
do
IV
3
0,090
Hepatite
XI
7
0,209
Rins
XIV
3
0,090
Cicatrizante
XIX
29
0,867
XVIII
5
0,150
XVIII
1
0,030
Fraturas ósseas
XIX
1
0,030
Hipertensão
IX
1
0,030
Depurativo
sangue
Dor
do
70
Inflamação
uterina
Relaxante
muscular
Rins
XIV
2
0,060
XIII
6
0,179
XIV
3
0,090
Verminose
I
1
0,030
Dor
XVIII
3
0,090
Estômago
XI
1
0,030
Hipertensão
IX
1
0,030
Pneumonia
X
1
0,030
Prisão de ventre
XVIII
2
0,060
XIII
4
0,120
XI
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
13.26. Spilanthes acmella (L.) Murray
Jambú
L.E.
Relaxante
muscular
Fígado
13.27. Tagetes minuta L.
Cravo-de-defunto
L.E.
Dengue
I
1
0,030
Gripe
X
1
0,030
XVIII
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
XI
3
0,090
7
6
85,71
0,1129
9,68
♣
Estômago
XI
3
0,090
Prisão de ventre
XVIII
1
0,030
Câncer
II
1
0,030
30
29
96,67
0,4839
46,77
♣♣♣
Estômago
XI
21
0,628
Fígado
XI
8
0,239
Bronquite
X
3
0,090
25
15
60,00
0,4032
24,19
♣♣
XVIII
1
0,030
XVIII
1
0,030
Gripe
X
6
0,179
Pneumonia
X
5
0,150
Resfriado
X
1
0,030
Tosse
XVIII
8
0,239
Dor
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
13.28. Taraxacum officinale L.
Dente-de-leão
L.E.
13.29.Tithonia diversifolia (Hemsl.) A. Gray
Flor-da-amazônia
L.E.
13.30.Vernonia condensata Baker
13.31. Vernonia scabra Pers.
Figatil-caferana
Assa-peixe
L.E.
L.E.
Depurativo
sangue
Alcoolismo
Depurativo
sangue
Febre
13.32. Zinnia elegans Jacq.
14. BERBERIDACEAE
Jacinta
34.789
do
do
71
14.1. Berberis laurina Billb.
Raiz-de-são-joão
L.E.
Depurativo
sangue
Diarréia
do
XVIII
1
0,030
I
3
0,090
Ansiedade
V
2
0,060
Calmante
V
3
0,090
Rins
XIV
5
0,150
XII
4
0,120
XVIII
2
0,060
XVIII
3
0,090
Gripe
X
2
0,060
Relaxante
muscular
Verminose
XIII
1
0,030
I
1
0,030
4
3
75,00
0,0645
4,84
♣
10
5
50,00
0,1613
8,06
♣
6
4
66,67
0,0968
6,45
♣
7
3
42,86
0,1129
4,84
♣
15. BIGNONIACEAE
15.1. Anemopaegma arvense (Vell.) Stellfeld & J.F.
Souza
15.2. Arrabidaea chica (Humb. & Bonpl.) B. Verl.
15.3. Cybistax antisyphilitica (Mart.) Mart.
Verga-teso, Alecrimdo-campo, Catuaba
Crajirú
Pé-de-anta
L.E.
L.E.
Cicatrizante
34.408
Depurativo
sangue
Febre
do
15.4. Jacaranda caroba (Vell.) A. DC.
Caroba
L.E.
Cicatrizante
XIX
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
15.5. Jacaranda decurrens Cham.
Carobinha
L.E.
Alergia
X
3
0,090
45
22
48,89
0,7258
35,48
♣♣
Câncer
II
1
0,030
Cicatrizante
XIX
7
0,209
XVIII
22
0,658
IV
6
0,179
I
2
0,060
IX
1
0,030
XIV
1
0,030
XIV
2
0,060
Depurativo
sangue
Diabetes
do
Hanseníase
Hemorragia
nariz
Inflamação
uterina
Rins
15.6. Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. & Hook. f. ex
S. Moore
15.7. Tabebuia caraiba (Mart.) Bureau
do
Ipê-amarelo
L.E.
Verminose
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Para-tudo
L.E.
Câncer de próstata
II
1
0,030
42
22
52,38
0,6774
35,48
♣♣
Anemia
III
5
0,150
Bronquite
X
1
0,030
II
1
0,030
XVIII
1
0,030
Câncer
Depurativo
sangue
do
72
15.8. Tabebuia impetiginosa (Mart. ex DC.) Standl.
Ipê-roxo
L.E.
Diarréia
I
2
0,060
Dor
XVIII
4
0,120
Estômago
XI
3
0,090
Tosse
XVIII
4
0,120
Verminose
I
20
0,598
Câncer de próstata
II
4
0,120
Tosse
XVIII
1
0,030
5
4
80,00
0,0806
6,45
♣
15.9. Tabebuia serratifolia Nicholson
Piúva
L.E.
Câncer de próstata
II
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
15.10. Zeyhera digitalis (Vell.) Hochn.
Bolsa-de-pastor
L.E.
Estômago
XI
5
0,150
6
5
83,33
0,0968
8,06
♣
Urucum
L.E.
Colesterol
IV
2
0,060
5
2
40,00
0,0806
3,23
♣
Derrame
VI
1
0,030
Fraturas ósseas
XIX
1
0,030
Sarampo
I
1
0,030
XVIII
15
0,449
33
15
45,45
0,5322
24,19
♣♣
8
4
50,00
0,1290
6,45
♣
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
16. BIXACEAE
16.1. Bixa orellana L.
16.2. Cochlospermum regium (Schrank) Pilg.
Algodãozinho-docampo
L.E.
Depurativo
sangue
Estômago
do
XI
2
0,030
Fraturas ósseas
XIX
1
0,030
Inflamação
uterina
Sífilis
XIV
3
0,090
I
3
0,090
Vitiligo
XII
4
0,120
Estômago
XI
1
0,030
Gonorréia
I
2
0,060
Micose
I
2
0,060
Pneumonia
X
3
0,090
Tosse
XVIII
3
0,090
Tuberculose
I
1
0,030
Câncer de próstata
II
1
0,030
17. BOMBACACEAE
17.1. Pseudobombax longiflorum (Mart. Et Zucc.) Rob.
17.2. Eriotheca candolleana (K. Schum.)
18. BORAGINACEAE
Embiriçu-do-cerrado
Catuaba
L.E.
L.E.
73
18.1. Cordia insignis Cham.
Calção-de-velho
18.2. Heliotropium filiforme Lehm.
Sete-sangria
L.E.
Tosse
XVIII
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
22.091
Dente
XI
1
0,030
32
18
56,25
0,5161
29,03
♣♣
XVIII
18
0,538
6
2
33,33
0,0968
3,23
♣
Depurativo
sangue
Hipertensão
18.3. Symphytum asperrimum Donn ex Sims
Confrei
L.E.
do
IX
12
0,359
Tuberculose
I
1
0,030
Cicatrizante
XIX
2
0,060
Coração
IX
1
0,030
Dente
XI
1
0,030
Obesidade
IV
1
0,030
19. BRASSICACEAE
19.1. Nasturtium officinale R. Br.
Agrião
L.E.
Bronquite
X
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Abacaxi
L.E.
Diurético
XIV
3
0,090
4
3
75,00
0,0645
4,84
♣
Tosse
XVIII
1
0,030
L.E.
Tosse
XVIII
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
L.E.
Bronquite
X
1
0,030
L.E.
Menstruação
XIV
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Reumatismo
XIII
2
0,060
XVIII
1
0,030
15
5
33,33
0,2419
8,06
♣
VI
1
0,030
Dor
XVIII
4
0,120
Relaxante
muscular
Reumatismo
XIII
1
0,030
XIII
4
0,120
Tosse
XVIII
4
0,120
L.E.
Cólica
XIV
1
0,030
4
3
75,00
0,0645
4,84
♣
XV
3
0,090
L.E.
Resguardo
parto
Coluna
XIII
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
20. BROMELIACEAE
20.1. Ananas comosus (L.) Merr.
20.2. Bromelia balansae Mez
Gravatá
21. BURSERACEAE
21.1. Commiphora myrrha (T. Nees) Engl.
21.2. Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand
Mirra
Almésica
12.533
.
Depurativo
sangue
Derrame
do
22. CACTACEAE
22.1. Cactus alatus Sw.
22.2. Opuntia sp.
Cacto
Palma
de
74
22.3. Pereskia aculeata Mill.
Oro-pro-nobis
L.E.
Anemia
III
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
23. CAPPARACEAE
23.1. Crataeva tapia L.
Cabaça
27.800
Tosse
XVIII
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
23.2. Cleome sp.
Mussambé
24.506
Diarréia
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Mamoeiro
L.E.
Verminose
I
4
0,120
16
5
31,25
0,2580
8,32
♣
Dente
XI
2
0,060
Estômago
XI
1
0,030
Hepatite
XI
2
0,060
Relaxante
muscular
Tosse
XIII
1
0,030
XVIII
2
0,060
Diabetes
IV
1
0,030
7
3
42,86
0,1129
4,84
♣
Hipertensão
IX
3
0,090
Labirintite
VIII
1
0,030
Obesidade
IV
2
0,060
Ácido úrico
XIV
2
0,060
17
6
35,29
0,2742
9,68
♣
Bronquite
X
3
0,090
Diarréia
I
1
0,030
Estômago
XI
1
0,030
Gastrite
XI
3
0,090
Gripe
X
1
0,030
Tosse
XVIII
6
0,179
Colesterol
IV
1
0,030
20
9
45,00
0,3226
14,52
♣♣
XVIII
1
0,030
IV
1
0,030
XVIII
1
0,030
24. CARICACEAE
24.1. Carica papaya L.
25. CARYOCARACEAE
25.1. Caryocar brasiliense A. St.-Hil.
Pequizeiro
L.E.
26. CELASTRACEAE
26.1. Maytenus ilicifolia Mart.ex Reissek
Espinheira-santa
L.E.
27. CECROPIACEAE
27.1. Cecropia pachystachya Trécul
Embaúba
L.E.
Depurativo
sangue
Diabetes
Dor
do
75
Hipertensão
IX
5
0,150
Leucemia
II
1
0,030
Pneumonia
X
1
0,030
Rins
XIV
2
0,060
Tosse
XVIII
7
0,209
28. CLUSIACEAE
28.1 Kielmeyera aff. grandiflora (Wawra) Saddi
Pau-santo
18.758
Anemia
III
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Pau-de-bicho
27.628
Coceira
XII
1
0,030
4
2
50,00
0,0645
3,23
♣
Diabetes
IV
1
0,030
Tosse
XVIII
2
0,060
29. COMBRETACEAE
29.1. Terminalia argentea Mart.
29.2. Terminalia catappa L.
Sete-copa
L.E.
Conjuntivite
VII
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
30.1. Commelina benghalensis L.
Capoeraba
L.E.
Hemorróidas
IX
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
30.2. Commelina nudiflora L.
Erva-de-santa-luzia
L.E.
Cicatrizante
XIX
2
0,060
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Conjuntivite
VII
1
0,030
30.3. Dichorisandra hexandra (Aubl.) Standl.
Cana-de-macaco
L.E.
Gripe
X
1
0,030
4
2
50,00
0,0645
3,23
♣
Hipertensão
IX
1
0,030
Rins
XIV
2
0,060
30. COMMELINACEAE
31. CONVOLVULACEAE
31.1. Cuscuta racemosa Mart.
Cipó-de-chumbo
L.E.
Dor
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
31.2. Ipomoea batatas (L.) Lam.
Batata-doce
L.E.
Coração
IX
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
31.3. Ipomoea (Desr.) Roem. & asarifolia Schult
Batatinha-do-brejo
L.E.
Estômago
XI
2
0,060
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Verminose
I
1
0,030
Bexiga
XIV
1
0,030
29
28
96,55
0,4677
45,16
♣♣♣
Diurético
XIV
1
0,030
Inflamação
uterina
Relaxante
muscular
XIV
1
0,030
XIII
1
0,030
32. COSTACEAE
32.1. Costus spicatus (Jacq.) Sw.
Caninha-do-brejo
L.E.
76
Rins
XIV
25
0,748
Alergia
X
3
0,090
X
1
0,030
XVIII
1
0,030
X
1
0,030
XVIII
3
0,090
XVIII
6
0,179
Hepatite
XI
1
0,030
Bexiga
XIV
1
0,030
33. CRASSULACEAE
33.1. Kalanchoe pinnata (Lam.) Pers.
Folha-da-fortuna
L.E.
Bronquite
Depurativo
sangue
Gripe
do
Depurativo
sangue
Dor
do
6
4
66,67
0,0968
6,45
♣
10
9
90,00
0,1613
14,52
♣♣
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
34. CUCURBITACEAE
34.1. Cayaponia tayuya (Cell.) Cogn.
Raiz-de-bugre
L.E.
34.2. Citrullus vulgaris Schrad.
Melância
L.E.
Cólica
XIV
1
0,030
34.3. Cucumis anguria L.
Máxixe
L.E.
Anemia
III
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
34.4. Cucumis sativus L.
Pepino
L.E.
Hipertensão
IX
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
34.5. Cucurbita maxima Duchesne ex Lam.
Abóbora
L.E.
Dor
XVIII
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Verminose
I
2
0,060
34.6. Luffa sp
Bucha
L.E.
Anemia
III
2
0,060
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Rins
XIV
1
0,030
Bronquite
X
1
0,030
28
12
42,86
0,4516
19,35
♣♣
Dengue
I
8
0,239
Estômago
XI
1
0,030
Febre
XVIII
3
0,090
Gripe
X
5
0,150
Hepatite
XI
3
0,090
Inchaço de mulher
grávida
Malária
XV
1
0,030
I
3
0,090
Relaxante
muscular
XIII
1
0,030
34.7. Momordica charantia L.
Melão-de-são-caetano
L.E.
77
34.8. Siolmatra brasiliensis (Cogn.) Baill.
Verminose
I
2
0,060
Taiuá
L.E.
Úlcera
XI
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Barba-de-bode
L.E.
Diurético
XIV
2
0,060
10
7
70,00
0,1613
11,29
♣♣
Estômago
XI
1
0,030
Rins
XIV
5
0,150
Verminose
I
2
0,060
Dor
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Cicatrizante
XIX
2
0,060
16
10
62,50
0,2581
16,13
♣♣
Cólica
XIV
1
0,030
Diarréia
I
1
0,030
Gripe
X
2
0,060
Rins
XIV
9
0,269
Tosse
XVIII
1
0,030
35. CYPERACEAE
35.1. Bulbostylis capillaris (L.) C.B. Clarke
35.2. Cyperus rotundus L.
Tiririca
22.630
Lixeira
L.E.
36. DILLENIACEAE
36.1. Curatella americana L.
36.2. Davilla elliptica A. St.-Hil.
Lixeira-de-cipó
L.E.
Rins
XIV
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
36.3. Davilla nitida (Vahl.) Kubitzki
Lixeirinha
L.E.
Ajuda no parto
XV
1
0,030
6
3
50,00
0,0968
4,84
♣
Fígado
XI
2
0,060
Hérnia
XIV
2
0,060
Rins
XIV
1
0,030
37.573
Furúnculo
XII
5
0,150
5
5
100,00
0,0806
8,06
♣
L.E.
Depurativo
sangue
XVIII
5
0,150
5
5
100,00
0,0806
8,06
♣
Dor
XVIII
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
Hanseníase
I
1
0,030
Gastrite
XI
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Rins
XIV
2
0,060
37. DIOSCOREACEAE
37.1. Dioscorea sp.
Cará-do-cerrado
37.2. Dioscorea trifida L
Cará
do
38. EBENACEAE
38.1. Diospyros híspida A. DC.
Olho-de-boi
19.438
39. EQUISETACAE
39.1. Equisetum arvense L.
Cavalinha
L.E.
78
40. ERYTHROXYLACEAE
40.1 Erythroxylum aff. Daphnites Mart.
Vasoura-de-bruxa
31.245
Sífilis
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
L.E.
Hipertensão
IX
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
XIV
2
0,060
L.E.
Inflamação
uterina
Inflamação
uterina
Câncer
XIV
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
II
2
0,060
23
6
26,08
0,3710
9,67
♣
Câncer de próstata
II
1
0,030
Cicatrizante
XIX
6
0,179
Diabetes
IV
2
0,060
Estômago
XI
3
0,090
Gastrite
XI
2
0,060
Inflamação
uterina
Rins
XIV
2
0,060
XIV
3
0,090
Úlcera
XI
2
0,060
41. EUPHORBIACEAE
41.1. Croton antisyphiliticus Mart.
Curraleira
41.2. Croton sp.
Curraleira-branca
41.3. Croton urucurana Baill.
Sangra d‟água
27.119
41.4. Euphorbia aff. Thymifolia L.
Trinca-pedra
22.102
Rins
XIV
8
0,239
8
8
100,00
0,129
12,90
♣♣
41.5. Euphorbia prostrata Aiton
Fura-pedra
11.955
Rins
XIV
5
0,150
5
5
100,00
0,0806
8,06
♣
41.6. Euphorbia tirucalli L
Aveloz
L.E.
Câncer
II
2
0,060
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
XIV
1
0,030
L.E.
Inflamação
uterina
Diabetes
41.7. Jatropha sp.
Capa-rosa
IV
5
0,150
5
5
100,00
0,0806
8,06
♣
41.8. Jatropha elliptica (Poh) Oken
Purga-de-lagarto
28.534
Alergia
X
1
0,030
22
7
31,82
0,3548
11,29
♣♣
41.9. Jatropha aff. Gossypiifolia L.
Pinhão-roxo
30.893
Cicatrizante
XIX
6
0,179
6
6
100,00
0,0968
9,68
♣
Câncer de próstata
II
1
0,030
Cicatrizante
XIX
1
0,030
Coceira
XII
1
0,030
XVIII
5
0,150
Depurativo
sangue
Derrame
do
VI
1
0,030
Picada de cobra
XIX
4
0,120
Sífilis
I
3
0,090
79
Verminose
I
4
0,120
Vitiligo
XII
1
0,030
L.E.
Diabetes
IV
6
0,179
6
6
100,00
0,0968
9,68
♣
41.10. Jatropha urens L.
Cansansão
41.11. Manihot esculenta Crantz
Mandioca-braba
32.011
Coceira
XII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
41.12. Manihot utilissima Pohl.
Mandioca
L.E.
Coceira
XII
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
41.13. Ricinus communis L.
Mamona
L.E.
Cicatrizante
XIX
2
0,060
5
3
60,00
0,0806
4,84
♣
XVIII
3
0,090
10.828
Depurativo
sangue
Gastrite
XI
10
0,269
13
10
76,92
0,2096
16,13
♣♣
Câncer de próstata
II
1
0,030
Estômago
XI
1
0,030
Pneumonia
X
1
0,030
Coluna
XIII
3
0,090
9
5
55,56
0,1452
8,06
♣
XVIII
3
0,090
XVIII
2
0,060
XIV
1
0,030
XIX
1
0,030
8
3
37,50
0,1290
4,84
♣
XVIII
1
0,030
XVIII
1
0,030
Fígado
XI
1
0,030
Inflamação
uterina
Recaída de parto
XIV
2
0,060
XV
1
0,030
Rins
XIV
1
0,030
41.14. Synadenium grantii Hook. f.
Cancerosa
do
42. FABACEAE
42.1. Acosmium dasycarpum (Volgel) Yakovlev
Cinco-folha
L.E.
Depurativo
sangue
Dor
do
Rins
42.2. Acosmium subelegans (Mohlenbr.) Yakovlev
Quina-gensiana
L.E.
Cicatrizante
Depurativo
sangue
Dor
do
42.3. Albizia niopoides (Spr. ex Benth.) Burkart.
Angico-branco
L.E.
Bronquite
X
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
42.4. Amburana cearensis (Allemão) A.C. Sm.
Imburana
L.E.
Tosse
XVIII
8
0,239
8
8
100,00
0,1290
12,90
♣♣
42.5. Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan
Angico
L.E.
Asma
X
2
0,060
9
4
44,44
0,1452
6,45
♣
Cicatrizante
XIX
2
0,060
Expectorante
X
1
0,030
80
Inflamação
uterina
Pneumonia
XIV
2
0,060
X
1
0,030
Tosse
XVIII
1
0,030
42.6. Andira anthelminthica Benth.
Angelim
L.E.
Diabetes
IV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
42.7. Bauhinia variegata L.
Unha-de-boi
L.E.
Rins
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
42.8. Bauhinia ungulata L.
Pata-de-vaca
L.E.
Diabetes
IV
7
0,209
7
7
100,00
0,1129
11,29
♣♣
42.9. Bauhinia glabra Jacq.
Cipó-tripa-de-galinha
33.512
Diarréia
I
1
0,030
5
2
40,00
0,0806
3,23
♣
Disenteria
I
2
0,060
Dor
XVIII
2
0,060
42.10. Bauhinia rubiginosa Bong.
Tripa-de-galinha
L.E.
Rins
XIV
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
42.11. Bauhinia rufa (Bong.) Steud.
Pata-de-boi
L.E.
Diabetes
IV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
42.12. Bowdichia virgilioides Kunth
Sucupira
L.E.
Depurativo
sangue
Dor
XVIII
2
0,060
10
5
50,00
0,1613
8,06
♣
XVIII
3
0,090
XI
1
0,030
IX
1
0,030
XVIII
1
0,030
Verminose
I
2
0,060
Cicatrizante
XIX
3
0,090
7
4
57,14
0,1129
6,45
♣
Estômago
XI
1
0,030
Fraturas ósseas
XIX
1
0,030
Inflamação
uterina
Diarréia
XIV
2
0,060
I
1
0,030
6
3
50,00
0,0968
4,84
♣
Estômago
XI
3
0,090
Verminose
I
2
0,060
Constipação
XI
1
0,030
8
5
62,50
0,1290
8,06
♣
Dor
XVIII
4
0,120
Febre
XVIII
1
0,030
do
Estômago
Hemorragia
nariz
Tosse
42.13. Caesalpinia ferrea Mart.
42.14. Cajanus bicolor DC.
42.15. Cassia desvauxii Collad.
Jucá
Feijão-andu
Sene
L.E.
L.E.
L.E.
do
81
42.16. Chamaecrista desvauxii (Collad.) Killip
Sene-do-campo
3.032
Inflamação
uterina
Labirintite
XIV
1
0,030
VIII
1
0,030
Constipação
XI
3
0,090
XVIII
1
0,030
XVIII
2
0,060
Febre
XVIII
1
0,030
Cicatrizante
XIX
1
0,030
Rins
XIV
2
0,060
Úlcera
XI
2
0,060
Bronquite
X
2
0,060
Câncer de próstata
II
2
0,060
Derrame
VI
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Garganta
XVIII
1
0,030
Tuberculose
I
1
0,030
Depurativo
sangue
Dor
42.17. Copaifera sp.
42.18. Copaifera langsdorffii var. glabra(Vogel) Benth.
Pau-d‟óleo
Copaiba
L.E.
L.E.
do
7
4
57,14
0,1129
6,45
♣
5
2
40,00
0,0806
3,23
♣
8
2
25,00
0,1290
3,23
♣
42.19. Copaifera marginata Benth.
Guaranazinho
33.447
Úlcera
XI
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
42.20. Desmodium incanum DC.
Carrapicho
29.093
Bexiga
XIV
1
0,030
13
5
41,67
0,1935
8,06
♣
Coceira
XII
1
0,030
Diarréia
I
3
0,090
Dor
XVIII
1
0,030
Hepatite
XI
2
0,060
Rins
XIV
3
0,090
Bronquite
X
1
0,030
14
4
28,57
0,2258
6,45
♣
Cicatrizante
XII
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Gripe
X
1
0,030
Hipertensão
IX
2
0,060
42.21. Dimorphandra mollis Benth.
Fava-de-santo-inácio
L.E.
82
Pneumonia
X
1
0,030
Reumatismo
XIII
1
0,030
Tosse
XVIII
2
0,060
Verminose
I
4
0,120
42.22. Dioclea latifolia Benth.
Fruta-olho-de-boi
L.E.
Derrame
VI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
42.23. Dioclea violacea Mart. Zucc.
Coronha-de-boi
L.E.
Osteoporose
XIII
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Derrame
VI
2
0,060
Bronquite
X
1
0,030
30
13
43,33
0,4839
20,97
♣♣
Cicatrizante
XIX
8
0,239
Diarréia
I
2
0,060
Disenteria
I
2
0,060
Dor
XVIII
5
0,150
Garganta
XVIII
5
0,150
Gripe
X
3
0,090
Picada de cobra
XIX
1
0,030
Tosse
XVIII
3
0,090
Coluna
XIII
1
0,030
5
2
40,00
0,0806
3,23
♣
Dor
XVIII
1
0,030
Fraturas ósseas
XIX
2
0,060
Rins
XIV
1
0,030
Bexiga
XIV
1
0,030
23
14
60,87
0,3710
22,58
♣♣
Bronquite
X
4
0,120
Gripe
X
2
0,060
Pneumonia
X
2
0,060
Tosse
XVIII
14
0,419
Bronquite
X
5
0,150
16
7
43,75
0,2581
11,29
♣♣
Câncer de próstata
II
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Fertilizante
XIV
1
0,030
Gripe
X
2
0,060
42.24. Dipteryx alata Vogel
42.25. Galactia glaucescens Kunth
42.26. Hymenaea courbaril L.
42.27. Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne
Cumbarú
Três-folhas
Jatobá-mirim
Jatoba-do-cerrado
8.521
L.E.
L.E.
11.954
83
Tosse
XVIII
6
0,179
42.28. Indigofera suffruticosa Mill.
Anil
12.120
Úlcera
XI
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
42.29. Inga vera Willd.
Ingá
9.323
Laxante
XI
1
0,030
5
4
80,00
0,0806
6,45
♣
42.30. Machaerium hirtum (Vell.) Stellfeld
Espinheira-santanativa
Trevo-cheiroso
L.E.
Rins
Úlcera
XIV
XI
4
2
0,120
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
L.E.
Fraturas ósseas
XIX
2
0,060
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Tireóide
IV
1
0,030
33.296
Calmante
V
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
42.31. Melilotus officinalis (L) Pall.
42.32. Mimosa debilis var. vestita (Benth.) Barneby
Dorme-dorme
42.33. Mucuna pruriens (L.) DC.
Macuna
L.E.
Derrame
VI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
42.34. Peltophorum dubium (Spreng.) Taub.
Cana-fistula
L.E.
Gastrite
XI
5
0,150
5
5
100,00
0,0806
8,06
♣
42.35. Platycyamus regnellii Benth.
Pau-porrete
L.E.
Anemia
III
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
42.36. Pterodon pubescens (Benth.) Benth.
Sucupira-branca
Verminose
I
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Dor
XVIII
1
0,030
Estômago
XI
1
0,030
Garganta
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,16
♣
Verminose
I
3
0,090
Vitiligo
XII
2
0,060
XVIII
1
0,030
21
15
71,43
0,3387
24,19
♣♣
XVIII
2
0,060
Gripe
X
2
0,060
Tosse
XVIII
1
0,030
Verminose
I
15
0,449
Cicatrizante
XIX
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Bexiga
XIV
1
0,030
38
32
84,21
0,6129
51,61
♣♣♣
Bronquite
X
1
0,030
Cicatrizante
XIX
3
0,090
Cólica
XIV
1
0,030
Estômago
XI
1
0,030
Fraturas ósseas
XIX
1
0,030
Inflamação
XIV
27
0,807
42.37. Senna alata (L.) Roxb.
42.38. Senna occidentalis (L.) Link
Mata-pasto
Fedegoso
17.093
34.112
2.835
42.39. Stryphnodendron obovatum Benth.
Barbatimão 1
3.023
42.40. Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville
Barbatimão 2
L.E
Depurativo
sangue
Dor
do
84
uterina
42.41. Tamarindus indica L.
Tamarindo
L.E.
Relaxante
muscular
Úlcera
XIII
1
0,030
XI
2
0,060
Ansiedade
V
2
0,060
Dente
XI
1
0,030
Dor
XVIII
3
0,090
Laxante
XI
2
0,060
Osteoporose
XIII
1
0,030
Sífilis
I
2
0,060
Verminose
I
1
0,030
Epilepsia
VI
1
0,030
Rins
XIV
1
0,030
12
3
25,00
0,1935
4,84
♣
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
43. FLACOURTIACEAE
43.1. Casearia silvestris Sw.
Guaçatonga
L.E.
44. GINKGOACEAE
44.1. Ginkgo biloba L.
Ginco-biloba
L.E.
Cérebro
VI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Salsaparilha
L.E.
Coluna
XIII
2
0,060
9
8
88,89
0,1452
12,90
♣♣
XVIII
5
0,150
XIII
1
0,030
XIV
1
0,030
45. HERRERIACEAE
45.1. Herreria salsaparilha Mart.
Depurativo
sangue
Relaxante
muscular
Rins
do
46. HIPPOCRATEACEAE
46.1. Salacia aff. elliptica (Mart. ex Schult.) G. Don
Saputa-do-brejo
19.290
Dor
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
L.E.
Dor
XVIII
1
0,030
10
6
60,00
0,1613
9,68
♣
Hemorróidas
IX
4
0,120
Tosse
XVIII
3
0,090
XVIII
2
0,060
47. IRIDACEAE
47.1. Eleutherine bulbosa (Mill.) Urb.
Palmeirinha
Depurativo
sangue
48. LAMIACEAE
do
85
48.1. Hyptis cf. hirsuta Kunth
Hortelã-do-campo
32.838
Diabetes
IV
1
0,030
Estômago
XI
1
0,030
Gripe
X
2
0,060
Tosse
XVIII
1
0,030
Verminose
I
9
0,269
L.E.
Resfriado
X
1
Diabetes
IV
Tosse
Dor
48.2. Hyptis paludosa St. -Hil.ex Benht.
Alevante
48.3. Hyptis sp.
Hortelã-bravo
34.775
48.4. Hyptis suaveolens (L.) Poit.
Tapera-velha
26.480
48.5. Leonotis nepetifolia (L.) R. Br.
Cordão-de-sãofrancisco
L.E.
14
9
64,29
0,2258
14,52
♣♣
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
XVIII
1
0,030
XVIII
6
0,179
24
12
50,00
0,3871
19,35
♣♣
Estômago
XI
12
0,359
Gripe
X
2
0,060
Prisão de ventre
XVIII
1
0,030
Rins
XIV
2
0,060
Verminose
I
1
0,030
Coluna
XIII
4
0,120
28
10
35,71
0,4516
16,13
♣♣
IX
6
0,179
XVIII
1
0,030
XI
2
0,060
Febre
XVIII
1
0,030
Gastrite
XI
5
0,150
Gripe
X
1
0,030
Hipertensão
IX
2
0,060
Labirintite
VIII
1
0,030
Relaxante
muscular
Rins
XIII
2
0,060
XIV
3
0,090
Gripe
X
6
0,179
11
6
54,55
0,1774
9,68
♣
Hipertensão
IX
1
0,030
Tosse
XVIII
4
0,120
Calmante
V
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Coração
Depurativo
sangue
Estômago
48.6. Marsypianthes chamaedrys (Vahl) Kuntze
48.7. Melissa officinalis L
Alfavaca/ Hortelã-domato
Melissa
L.E.
L.E.
do
86
48.8. Mentha crispa L.
48.9. Mentha pulegium L.
48.10. Mentha spicata L.
48.11. Mentha x piperita L.
48.12. Mentha x villosa Huds.
Hortelã-folha-míuda
Poejo
Hortelã-vicki
Hortelã-pimenta
Hortelã-rasteira
L.E.
L.E.
L.E.
L.E.
L.E.
Anemia
III
1
0,030
Fígado
XI
1
0,030
Tosse
XVIII
3
0,090
Verminose
I
4
0,120
Bronquite
X
2
0,060
Calmante
V
2
0,060
Febre
XVIII
4
0,120
Gripe
X
15
0,449
Resfriado
X
4
0,120
Tosse
XVIII
5
0,150
Bronquite
X
4
0,120
Gripe
X
11
0,329
Cicatrizante
XIX
2
0,060
Estômago
XI
2
0,060
Verminose
I
8
0,239
Bronquite
X
1
0,030
Gripe
X
2
0,060
Tosse
XVIII
1
0,030
Verminose
I
1
0,030
Estômago
XI
3
0,090
Gripe
X
9
0,269
Resfriado
X
1
0,030
Verminose
I
11
0,329
9
4
57,14
0,1129
6,45
♣
32
21
65,63
0,5161
33,87
♣♣
27
15
55,56
0,4355
24,19
♣♣
5
3
60,00
0,0806
4,84
♣
24
10
41,67
0,3871
16,13
♣♣
48.13. Ocimum kilimandscharicum Baker ex Gürke
Alfavacaquinha
L.E.
Gripe
X
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
48.14. Ocimum minimum L.
Manjericão
L.E.
Rins
XIV
1
0,030
4
2
50,00
0,0645
3,23
♣
Sinusite
X
2
0,060
Verminose
I
1
0,030
48.15. Origanum majorana L.
Manjerona
L.E.
Coração
IX
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
48.16. Origanum vulgare L.
Orégano
L.E.
Tosse
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
48.17. Plectranthus amboinicus (Lour.) Spreng.
Hortelã-da-folha-gorda
L.E.
Bronquite
X
4
0,120
7
5
71,43
0,1129
8,06
♣
87
48.18. Plectranthus barbatus Andrews
Boldo-brasileiro
L.E.
Gripe
X
1
0,030
Inflamação
uterina
Tosse
XIV
1
0,030
XVIII
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Estômago
XI
58
1,734
Fígado
XI
2
0,060
Mal estar
XI
1
0,030
62
58
93,55
1,0000
93,55
♣♣♣
48.19. Plectranthus neochilus Schltr.
Boldinho
L.E.
Estômago
XI
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
48.20. Rosmarinus officinalis L.
Alecrim
L.E.
Ansiedade
V
1
0,030
21
12
57,14
0,3387
19,35
♣♣
Calmante
V
3
0,090
Coração
IX
3
0,090
Dor
XVIII
1
0,030
Hipertensão
IX
8
0,239
Insônia
V
1
0,030
Labirintite
VIII
1
0,030
Lerdeza memória
VI
1
0,030
Taquicardia
IX
1
0,030
Vitiligo
XII
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Afrodísiaco
V
1
0,030
8
4
50,00
0,1290
6,45
♣
Fortificante
V
2
0,060
Obesidade
IV
1
0,030
Tosse
XVIII
4
0,120
Diurético
XIV
15
0,449
23
18
78,26
0,3710
29,03
♣♣
Hipertensão
IX
5
0,150
Rins
XIV
3
0,090
Bexiga
XIV
1
0,030
28
14
50,00
0,4516
22,58
♣♣
Cicatrizante
XIX
2
0,060
49. LAURACEAE
49.1. Cinnamomum camphora (L.) Nees & Eberm.
Cânfora
49.2. Cinnamomum zeylanicum Breyne
Canela-da-índia
49.3. Persea americana Mill.
Abacateiro
L.E.
34.784
L.E.
50. LECYTHIDACEAE
51.1. Cariniana rubra Gardner ex Miers
Jequitibá
L.E.
88
Cólica
XIV
1
0,030
Dor
XVIII
6
0,179
Inflamação
uterina
Reumatismo
XIV
12
0,359
XIII
1
0,030
Tosse
XVIII
4
0,120
Úlcera
XI
1
0,030
Anemia
III
17
0,508
Cicatrizante
XIX
3
0,090
Colesterol
IV
1
0,030
XVIII
6
0,179
XVIII
7
0,209
Estômago
XI
3
0,090
Fraturas ósseas
XIX
1
0,030
Gripe
X
2
0,060
Inflamação
uterina
Pneumonia
XIV
1
0,030
X
1
0,030
Relaxante
muscular
Tosse
XIII
1
0,030
XVIII
1
0,030
Úlcera
XI
1
0,030
Verminose
I
8
0,239
Derrame
VI
2
0,060
Dor
XVIII
2
0,060
Gripe
X
1
0,030
Pneumonia
X
3
0,090
Rins
XIV
3
Cicatrizante
XIX
3
51. LOGANIACEAE
51.1. Strychnos pseudoquina A. St.-Hil.
Quina
38.621
Depurativo
sangue
Dor
do
53
17
32,08
0,8548
27,42
♣♣
8
4
50,00
0,1290
6,45
♣
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
0,090
42
30
71,43
0,6774
48,39
♣♣♣
52. LORANTHACEAE
52.1. Psittacanthus calyculatus (D.C.) G. Don
Erva-de-passarinho
L.E.
53. LYTHRACEAE
53.1. Adenaria floribunda Kunth
Veludo-vermelho
53.2. Lafoensia pacari A.St.-Hil.
Mangava-braba
31.974
L.E.
89
Diarréia
I
1
0,030
Dor
XVIII
2
0,060
Estômago
XI
2
0,060
Gastrite
XI
4
0,120
Rins
XIV
1
0,030
Úlcera
XI
29
0,867
54. MALPIGHIACEAE
54.1. Byrsonima orbignyana A. Juss.
Angiquinho
L.E.
Cicatrizante
XIX
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
54.2. Byrsonima sp.
Semaneira
19.291
Dor
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
54.3. Byrsonima verbascifolia (L.) DC.
Murici-do-cerrado
17.830
Coluna
XIII
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
XIV
1
0,030
L.E.
Inflamação
uterina
Cicatrizante
XIX
6
0,179
6
6
100,00
0,0968
9,68
♣
37.576
Cicatrizante
XIX
1
0,030
4
1
25,00
0,0645
1,61
♣
Coceira
XII
1
0,030
Dente
XI
1
0,030
Fraturas ósseas
XIX
1
0,030
Cérebro
VI
1
0,030
14
5
35,71
0,2258
8,06
♣
Cicatrizante
XIX
1
0,030
Depurativo
do
sangue
Impotência sexual
XVIII
5
0,150
V
5
0,150
Relaxante
muscular
Reumatismo
XIII
1
0,030
54.4. Camarea ericoides A. St.-Hil.
Arniquinha
54.5. Galphimia brasiliensis (L.) A. Juss.
Mercúrio-do-campo
54.6. Heteropterys aphrodisiaca O.Mach.
Nó-de-cachorro
L.E.
XIII
1
0,030
54.7. Malpighia emarginata DC.
Cereja
L.E.
Cicatrizante
XIX
5
0,150
5
5
100,00
0,0806
8,06
♣
54.8. Malpighia glabra L.
Aceroleira
L.E.
Bronquite
X
1
0,030
13
10
76,92
0,2097
16,13
♣♣
Dengue
I
1
0,030
Estômago
XI
1
0,030
Febre
XVIII
1
0,030
Gripe
X
9
0,269
55. MALVACEAE
90
55.1. Brosimum gaudichaudii Trécul
Mama-cadela
30.084
Estômago
55.2. Gossypium barbadense L.
Algodão-de-quintal
31.755
Depurativo
sangue
Estômago
55.3. Guazuma ulmifolia var. tomentosa (Kunth) K. Schum.
55.4. Hibiscus pernambucensis Bertol.
Chico-magro
Algodão-do-brejo
55.5. Hibiscus rosa-sinensis L.
Primavera
55.6. Hibiscus sabdariffa L.
Quiabo-de-angola,
Hibísco
33.489
L.E.
29.102
L.E.
XI
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
XVIII
3
0,090
13
3
23,07
0,2096
4,83
♣
XI
2
0,060
Vitiligo
XII
2
0,060
Inflamação
XVI
4
0,120
Gonorréia
I
2
0,060
Diarréia
I
1
0,030
6
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Rins
XIV
1
0,030
Bronquite
X
3
0,090
Cicatrizante
XIX
1
0,030
Cicatrizante
XIX
4
0,120
26
20
76,92
0,4194
32,26
♣♣
Cólica
XIV
1
0,030
Gripe
X
1
0,030
Inflamação
uterina
XIV
19
0,568
Dor
XVIII
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Ansiedade
V
1
0,030
18
6
33,33
0,2903
9,68
♣
Coração
IX
1
0,030
Gripe
X
1
0,030
Taquicardia
IX
1
0,030
Rins
XIV
1
0,030
Cólica
XIV
3
0,090
Corrimento
XIV
1
0,030
Diarréia
I
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Inflamação
uterina
Labirintite
XIV
1
0,030
VIII
3
0,090
Picada de cobra
XIX
1
0,030
do
91
55.7 . Helicteres sacarolha A. St.-Hil.
55.8. Malva sylvestris L.
Semente-de-macaco
Malva-branca
10.849
L.E.
Pneumonia
X
2
0,060
Hipertensão
IX
1
0,030
Úlcera
XI
1
0,030
Cicatrizante
XIX
2
0,060
Conjuntivite
VII
6
0,179
Corrimento
XIV
2
0,060
XVIII
1
0,030
XIV
1
0,030
Furúnculo
XII
1
0,030
Inflamação
uterina
Reumatismo
XIV
2
0,060
XIII
4
0,120
Amigdalite
X
3
0,090
Cicatrizante
XIX
2
0,060
Dor
XVIII
3
0,090
XIV
1
0,030
IV
3
Depurativo
sangue
Diurético
55.9. Malvastrum corchorifolium (Desr.) Britton ex Small
Malva
L.E.
do
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
19
6
31,58
0,3065
9,68
♣
9
3
33,33
0,1452
4,84
♣
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
Guaxuma
L.E.
Inflamação
uterina
Obesidade
56.1. Leandra purpurascens (DC.) Cogn.
Pixirica
L.E.
Reumatismo
XIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
56.2. Tibouchina clavata (Pers.) Wurdack
Cibalena
L.E.
Dor
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
56.3. Tibouchina urvilleana (DC.) Cogn.
Buscopam-de-casa
L.E.
Estômago
XI
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
57.1. Azadirachta indica A. Juss.
Neem
L.E.
Diabetes
IV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
57.2. Cedrela odorata L.
Cedro
L.E.
Cicatrizante
XIX
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Coluna
XIII
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
Rins
XIV
1
0,030
Diurético
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
55.10. Sida rhombifolia L.
56. MELASTOMATACEAE
57. MELIACEAE
58. MENISPERMACEAE
58.1. Cissampelos sp.
Orelha-de-onça
13.464
59. MORACEAE
59.1. Artocarpus integrifolia L.f..
Jaca
L.E.
92
59.2. Chlorophora tinctoria (L.) Gaudich. ex Benth.
59.3. Dorstenia sp.
Taiúva
Carapiá
L.E.
Osteoporose
XIII
3
0,090
XIII
1
0,030
23.241
Relaxante
muscular
Cicatrizante
XIX
1
0,030
Cólica
XIV
1
0,030
Dente
XI
1
0,030
XVIII
3
0,090
Depurativo
sangue
Disenteria
do
I
1
0,030
Dor
XVIII
4
0,120
Gripe
X
2
0,060
Laxante
XI
1
0,030
Menstruação
XIV
1
0,030
Pneumonia
X
1
0,030
Recaída de parto
XV
9
0,269
Rins
XIV
1
0,030
4
3
75,00
0,0645
4,84
♣
26
9
34,62
0,4194
14,52
♣♣
59.4. Ficus brasiliensis Link.
Figo
L.E.
Gastrite
XI
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
59.5. Ficus pertusa L.f.
Figueirinha
L.E.
Estômago
XI
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Bananeira-de-umbigo
L.E.
Bronquite
X
2
0,060
5
2
40,00
0,0806
3,23
♣
Anemia
III
1
0,030
Dor
XVIII
2
0,060
Bronquite
X
2
0,060
12
6
50,00
0,1935
9,68
♣
Diabetes
IV
1
0,030
Febre
XVIII
2
0,060
Gripe
X
3
0,090
Sinusite
X
1
0,030
Tosse
XVIII
3
0,090
Dor
XVIII
1
0,030
7
3
42,86
0,1129
4,84
♣
Garganta
XVIII
2
0,060
60. MUSACEAE
60.1. Musa x paradisiaca L.
61. MYRTACEAE
61.1. Eucalyptus citriodora Hook.
61.2. Eugenia pitanga (O. Berg) Kiaersk.
Eucálipto
Pitanga
L.E.
L.E.
93
Gripe
X
3
0,090
Rins
XIV
1
0,030
61.3. Psidium guajava L.
Goiabeira
10.018
Diarréia
I
14
0,419
14
14
100,00
0,2258
22,58
♣♣
61.4. Psidium guineense Sw.
Goiaba-áraça
21.080
Dor
XVIII
3
0,090
7
3
42,86
0,1129
4,84
♣
Diarréia
I
3
0,090
Hipertensão
IX
1
0,030
Garganta
XVIII
1
0,030
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
61.5. Syzygium aromaticum (L.) Merr. & L.M. Perry
Cravo-da-índia
L.E.
Tosse
XVIII
2
0,060
61.6. Syzygium jambolanum (Lam.) DC.
Azeitona-preta
L.E.
Colesterol
IV
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Amarra-pinto
L.E.
Bexiga
XIV
1
0,030
11
8
72,73
0,1774
12,90
♣♣
Icterícia
XVI
3
0,090
Inflamação
uterina
Rins
XIV
1
0,030
XIV
6
0,179
Coração
IX
1
0,030
6
3
50,00
0,0968
4,84
♣
Dor
XVIII
3
0,090
Hipertensão
IX
2
0,060
Afta
XI
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
Diurético
XIV
1
0,030
27.815
Inflamação
uterina
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
62. NYCTAGINACEAE
62.1. Boerhavia coccinea L.
62.2. Mirabilis jalapa L.
Maravilha
L.E.
63. OLACACEAE
63.1. Ximenia americana L.
Limão-bravo
L.E.
64. OPILIACEAE
64.1. Agonandra brasiliensis Miers ex Benth. & Hook f.
Pau-marfim
65. ORCHIDACEAE
65.1. Vanilla palmarum (Salzm. ex Lindl.) Lindl.
Baunilha
L.E.
Hipertensão
IX
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
65.2. Oncidium cebolleta (Jacq.) Sw.
Orquídea
L.E.
Dor
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Hipertensão
IX
6
0,179
6
6
100,00
0,0968
9,68
♣
Obesidade
IV
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
66. OXALIDACEAE
66.1. Averrhoa carambola L.
Carambola
L.E.
66.2. Oxalis aff. hirsutissima Mart. ex Zucc.
Azedinha
18.892
67. PAPAVERACEAE
94
67.1. Argemone mexicana L.
Cardo-santo
L.E.
Hipertensão
IX
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
68.1. Passiflora alata Curtis
Maracujá
L.E.
Calmante
V
3
0,090
2
3
150,00
0,0323
4,84
♣
68.2. Passiflora cincinnata Mast.
Maracujá-do-mato
32.803
Calmante
V
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Hipertensão
IX
2
0,060
Estômago
XI
1
0,030
8
4
50,00
0,1290
6,45
♣
Fígado
XI
4
0,120
Gastrite
XI
1
0,030
Úlcera
XI
1
0,030
Verminose
I
1
0,030
Rins
XIV
20
0,598
20
20
100,00
0,1290
12,90
♣♣
Reumatismo
XIII
4
0,120
4
4
100,00
0,0645
6,45
♣
68. PASSIFLORACEAE
69. PEDALIACEAE
69.1 Sesamum indicum L.
Gergelim
L.E.
70. PHYLLANTHACEAE
70.1. Phyllanthus niruri L.
Quebra-pedra
L.E.
71. PHYTOLACCACEAE
71.1. Petiveria alliacea L.
Guiné
34.108
72. PIPERACEAE
72.1. Piper callosum Ruiz & Pav
Ventre-livre/elixir
paregórico
L.E.
Rins
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
72.2. Piper cuyabanum C. DC.
Jaborandi
2.826
Dor
XVIII
1
0,030
5
2
40,00
0,0806
3,23
♣
Estômago
XI
2
0,060
Queda de cabelo
XII
2
0,060
Depurativo
sangue
Estômago
XVIII
1
0,030
6
4
66,67
0,0968
6,45
♣
8
6
75,00
0,1290
9,68
♣
72.3. Pothomorphe umbellata (L.) Miq.
Pariparoba
L.E.
do
XI
2
0,060
Fígado
XI
2
0,060
Pneumonia
X
1
0,030
Coração
IX
1
0,030
Dor
XVIII
6
0,179
Laxante
XI
1
0,030
73. PLANTAGINACEAE
73.1. Plantago major L.
Tanchagem
L.E.
95
74. POACEAE
74.1. Andropogon bicornis L.
Capim-rabo-de-lobo
L.E.
74.2. Coix lacryma-jobi L..
Lácrimas-de-nossasenhora
Capim-cidreira
74.3. Cymbopogon citratus (DC.) Stapfc
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
L.E.
Inflamação
uterina
Rins
XIV
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
L.E.
Calmante
V
9
0,269
31
9
29,03
0,5
14,51
♣♣
XVIII
1
0,030
7
6
85,71
0,1129
9,68
♣
8
4
50,00
0,1290
6,45
♣
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
6
2
33,33
0,0968
3,23
♣
19
9
47,37
0,3065
14,52
♣♣
Depurativo
sangue
Dor
74.4. Cymbopogon nardus (L.) Rendle.
74.5. Digitaria insularis (L.) Mez ex Ekman
74.6. Eleusine indica (L.) Gaertn.
74.7. Imperata brasiliensis Trin.
74.8. Melinis minutiflora P.Beauv.
Capim-citronela
Capim-amargoso
Capim-pé-de-galinha
Capim-sapé
Capim-gordura
do
XVIII
5
0,150
Estômago
XI
1
0,030
Expectorante
X
1
0,030
Febre
XVIII
1
0,030
Gripe
X
6
0,179
Hipertensão
IX
1
0,030
Relaxante
muscular
Rins
XIII
1
0,030
XIV
2
0,060
Taquicardia
IX
1
0,030
Tosse
XVIII
2
0,060
Gripe
X
6
0,179
Tosse
XVIII
1
0,030
Cicatrizante
XIX
4
0,120
Estômago
XI
1
0,030
Fraturas ósseas
XIX
2
0,060
Reumatismo
XIII
1
0,030
L.E.
Hipertensão
IX
2
0,060
XV
1
0,030
L.E.
Infecção urinária
em gestante
Diabetes
IV
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Hepatite
XI
2
0,060
Rins
XIV
1
0,030
Vitiligo
XII
1
0,030
Dengue
I
1
0,030
L.E.
32.822
L.E.
96
Depurativo
sangue
Derrame
do
XVIII
1
0,030
VI
1
0,030
Gripe
X
2
0,060
Rins
XIV
9
0,269
Sinusite
X
3
0,090
Tosse
XVIII
1
0,030
Tumores
II
1
0,030
74.9. Oryza sativa L.
Arroz
L.E.
Bexiga
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
74.10. Saccharum officinarum L.
Cana-de-açúcar
L.E.
Rins
XIV
1
0,030
3
1
33,33
0,0484
1,61
♣
Anemia
III
1
0,030
Hipertensão
IX
1
0,030
Bexiga
XIV
2
0,060
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
Rins
XIV
1
0,030
74.11. Zea mays L.
Milho
L.E.
75. POLYGALACEAE
75.1. Polygala paniculata L.
Bengué
L.E.
Reumatismo
XIII
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
76.1. Coccoloba cujabensis Wedd.
Uveira
L.E.
Diurético
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
76.2. Polygonum cf. punctatum Elliott
Erva-de-bicho
Cicatrizante
XIX
2
0,060
25
11
44,00
0,4032
17,74
♣♣
Dengue
I
6
0,179
Estômago
XI
1
0,030
Febre
XVIII
1
0,030
Gripe
X
11
0,329
Hemorróidas
IX
4
0,120
XVIII
1
0,030
4
1
25,00
0,0645
1,61
♣
I
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Picada de cobra
XIX
1
0,030
Diabetes
IV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
76. POLYGONACEAE
76.3. Rheum palmatum L.
76.4. Triplaris brasiliana Cham.
77. POLYPODIACEAE
Ruibarbo
Novatero
12.904
L.E.
L.E.
Depurativo
sangue
Disenteria
do
97
77.1. Phlebodium decumanum (Willd.) J. Sm.
77.2. Pteridium aquilinum (L.) Kuhn
Rabo-de-macaco
Samambaia
L.E.
L.E.
Diurético
XIV
1
0,030
Hepatite
XI
2
0,060
Rins
XIV
3
0,090
XIV
3
0,090
XVIII
1
0,030
XIII
2
0,060
Cólica
Depurativo
sangue
Reumatismo
77.3. Pteridium sp.
do
6
4
66,67
0,0968
6,45
♣
6
3
50,00
0,0968
4,84
♣
Samambaia-de-cipo
L.E.
Reumatismo
XIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Aguapé
L.E.
Úlcera
XI
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Onze-horas
L.E.
Hipertensão
IX
3
0,090
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Carne-de-vaca
L.E.
Relaxante
muscular
XIII
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Romã
L.E.
Cólica
XIV
1
0,030
24
17
70,83
0,3871
27,42
♣♣
Diarréia
I
1
0,030
Dor
XVIII
9
0,269
Garganta
XVIII
8
0,239
Inflamação
uterina
Rins
XIV
3
0,090
XIV
2
0,060
Anemia
III
2
0,060
23
13
56,52
0,3710
20,97
♣♣
Diarréia
I
4
0,120
Diurético
XIV
2
0,060
Dor
XVIII
13
0,389
Estômago
XI
1
0,030
Verminose
I
1
0,030
Cicatrizante
XIX
1
0,030
4
2
50,00
0,0645
3,23
♣
78. PONTEDERIACEAE
78.1. Eichhornia azurea (Sw.) Kunth
79. PORTULACACEAE
79.1. Portulaca oleracea L.
80. PROTEACEAE
80.1. Roupala montana Aubl.
81. PUNICACEAE
81.1. Punica granatum L.
82. RHAMNACEAE
82.1. Rhamnidium elaeocarpum Reissek
Cabriteiro
33.461
83. ROSACEAE
83.1. Rosa alba L.
Rosa-branca
L.E.
98
Dor
XVIII
1
0,030
XIV
2
0,060
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
22
10
45,45
0,3548
16,13
♣♣
6
2
33,33
0,0968
3,23
♣
83.2. Rosa graciliflora Rehder & E.H. Wilson
Rosa-amarela
L.E.
Inflamação
uterina
Dor
83.3. Rubus brasiliensis Mart.
Amoreira
L.E.
Colesterol
IV
2
0,060
Hipertensão
IX
2
0,060
Labirintite
VIII
3
0,090
Menopausa
XIV
10
0,299
Obesidade
IV
1
0,030
Osteoporose
XIII
1
0,030
Rins
XIV
3
0,090
Dor
XVIII
2
0,060
Gripe
X
2
0,060
Reumatismo
XIII
2
0,060
84. RUBIACEAE
84.1. Chiococca alba (L.) Hitchc.
Cainca
32.800
84.2. Cordiera edulis (Rich.) Kuntze
Marmelada
32.837
Verminose
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
84.3. Cordiera macrophylla (K. Schum.) Kuntze
Marmelada-espinho
18.205
Verminose
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
84.4. Cordiera sessilis (Vell.) Kuntze
Marmelada-bola
33.458
Gripe
X
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
Verminose
I
1
0,030
84.5. Coutarea hexandra (Jacq. ) K. Schum.
Murtinha
L.E.
Diarréia
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
84.6. Genipa americana L.
Jenipapo
L.E.
Apendicite
XI
1
0,030
7
3
42,86
0,1129
4,84
♣
Bronquite
X
3
0,090
Diabetes
IV
1
0,030
Rins
XIV
2
0,060
XVIII
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
XI
1
0,030
Câncer de próstata
II
1
0,030
48
40
83,33
0,7742
64,52
♣♣♣
Coração
IX
1
0,030
XVIII
1
0,030
XIV
1
0,030
84.7. Guettarda viburnoides Cham. & Schltdl.
84.8. Palicourea coriacea (Cham.) K. Schum.
Veludo-branco
Douradinha-do-campo
19.165
L.E.
Depurativo
sangue
Úlcera
Depurativo
sangue
Diurético
do
do
99
84.9. Palicourea rigida Kunth
84.10. Rudgea viburnoides (Cham.) Benth.
Doradão
Erva-molar
15.902
19.387
Gripe
X
1
0,030
Hipertensão
IX
1
0,030
Insônia
V
1
0,030
Relaxante
muscular
Rins
XIII
2
0,060
XIV
39
1,166
Rins
XIV
3
0,090
Tosse
XVIII
2
0,060
Coluna
XIII
1
0,030
Dente
XI
1
0,030
XVIII
3
0,090
Depurativo
sangue
Disenteria
84.11. Tocoyena formosa (Cham. & Schltdl.) K. Schum.
Jenipapo-bravo
84.12. Uncaria tomentosa (Willd. ex Roem. & Schult.) DC.
Unha-de-gato
27.801
L.E.
do
5
3
60,00
0,0806
4,84
♣
30
24
76,67
0,4839
37,10
♣♣
I
1
0,030
Reumatismo
XIII
1
0,030
Rins
XIV
24
0,688
Rins
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Intoxicação
XIX
1
0,030
5
3
60,00
0,0806
4,84
♣
Reumatismo
XIII
3
0,090
Rins
XIV
1
0,030
Calmante
V
5
0,150
7
5
71,43
0,1129
8,06
♣
Coração
IX
1
0,030
Hipertensão
IX
1
0,030
Cólica
XIV
1
0,030
11
3
27,27
0,1774
4,84
♣
Diabetes
IV
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Fígado
XI
1
0,030
Gripe
X
4
0,120
Hipertensão
IX
1
0,030
Tosse
XVIII
2
0,060
85. RUTACEAE
85.1. Citrus aurantiifolia (Christm.) Swingle
85.2. Citrus limon (L.) Osbeck
Lima
Limão
L.E.
L.E.
100
85.3. Citrus sinensis (L.) Osbeck
85.4. Ruta graveolens L.
Laranja
Arruda
85.5. Spiranthera odoratissima A.St.-Hil.
Manacá
85.6. Zanthoxylum cf. rhoifolium Lam.
Mamica-de-porca
L.E.
L.E.
L.E.
32.006
Calmante
V
1
0,030
18
8
44,44
0,2903
12,90
♣♣
Cicatrizante
XIX
1
0,030
Febre
XVIII
7
0,209
Gripe
X
4
0,120
Pneumonia
X
4
0,120
Tétano
XVIII
1
0,030
Cólica
XIV
14
0,419
31
14
45,16
0,5000
22,58
♣♣
Conjuntivite
VII
1
0,030
Dor
XVIII
7
0,209
Estômago
XI
1
0,030
Febre
XVIII
2
0,060
Gastrite
XI
1
0,030
Náusea
XI
1
0,030
Relaxante
muscular
Reumatismo
XIII
4
0,120
XIII
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
Diabetes
IV
Diarréia
I
1
0,030
8
3
37,50
0,1290
4,84
♣
3
0,090
Hemorróidas
IX
3
0,090
Relaxante
muscular
XIII
1
0,030
XVIII
2
0,060
5
5
100,00
0,0806
8,06
♣
4
3
75,00
0,0645
4,84
♣
5
3
60,00
0,0806
4,84
♣
86. SALICACEAE
86.1. Casearia silvestris Sw.
Chá-de-frade
L.E.
Depurativo
sangue
Dor
do
XVIII
1
0,030
Febre
XVIII
2
0,060
Fraturas ósseas
XIX
1
0,030
Inflamação
uterina
Cicatrizante
XIV
3
0,090
XIX
2
0,060
Dor
XVIII
2
0,060
Tosse
XVIII
1
0,030
87. SAPINDACEAE
87.1. Dilodendron bipinnatum Radlk.
87.2. Magonia pubescens A. St.- Hil.
Mulher-pobre
Timbó
L.E.
32.713
101
87.3. Serjania erecta Radk.
87.4. Talisia esculenta (A. St.-Hil.) Radlk.
Cinco-pontas
Pitomba
L.E.
Coluna
XIII
1
0,030
Relaxante
muscular
Rins
XIII
2
0,060
XIV
3
0,090
Coluna
XIII
3
0,090
Dor
XVIII
1
0,030
Reumatismo
XIII
1
0,030
L.E.
Febre
XVIII
1
17.721
Úlcera
XI
1
Rins
XIV
3
0,090
Rins
XIV
1
Bexiga
XIV
1
Cicatrizante
XIX
4
0,120
Coração
IX
1
0,030
XVIII
1
0,030
IV
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Fraturas ósseas
XIX
32
0,957
Inchaço de mulher
grávida
Pneumonia
XV
4
0,120
X
1
0,030
Rins
XIV
1
0,030
Sífilis
I
3
0,090
Tosse
XVIII
5
0,150
Anemia
III
1
0,030
Cicatrizante
XIX
2
0,060
Diabetes
IV
1
0,030
Digestivo
XI
1
0,030
L.E.
6
3
50,00
0,0968
4,84
♣
5
4
80,00
0,0806
6,45
♣
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
0,030
4
3
75,00
0,0645
4,84
♣
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
0,030
55
36
65,45
0,8871
58,06
♣♣♣
20
10
50,00
0,3226
16,13
♣♣
88. SAPOTACEAE
88.1. Pouteria glomerata (Miq.) Radlk.
Laranjinha-do-mato
88.2. Pouteria ramiflora (Mart.) Radlk.
Fruta-de-viado
89. SCROPHULARIACEAE
89.1. Bacopa sp.
Vicki-de-batata
89.2. Scoparia dulcis L.
Vassorinha
L.E.
16.871
Depurativo
sangue
Diabetes
do
90. SIMAROUBACEAE
90.1. Simaba ferruginea A. St. -Hil.
Calunga
L.E.
102
90.2. Simarouba versicolor A. St.-Hil.
Pé-de-perdiz
Dor
XVIII
1
0,030
Estômago
XI
4
0,120
Obesidade
IV
2
0,060
Úlcera
XI
5
0,150
Verminose
I
3
0,090
Cicatrizante
XIX
1
0,030
Inflamação
uterina
XIV
2
0,060
Dor
XVIII
1
0,030
Febre
XVIII
1
0,030
Gripe
X
8
0,239
Coluna
XIII
4
0,120
Reumatismo
XIII
1
0,030
Dor
XVIII
8
0,239
Hemorróidas
IX
1
0,030
L.E.
Tétano
I
1
29.094
Hepatite
XI
L.E.
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
10
8
80,00
0,1613
12,90
♣♣
5
5
100,00
0,0806
8,06
♣
9
8
88,89
0,1452
12,90
♣♣
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
91. SIPARUNACEAE
91.1. Siparuna guianensis Aubl.
Negramina
L.E.
92. SMILACACEAE
92.1. Smilax aff. brasiliensis Spreng.
Japecanga
33.545
93. SOLANACEAE
93.1. Capsicum sp.
Pimenta
29.097
93.2. Nicotiana tabacum L.
Fumo
93.3. Physalis sp.
Tomate-de-capote
93.4. Solanum americanum Mill.
Maria-pretinha
L.E.
Verminose
I
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
93.5. Solanum lycocarpum A. St.-Hil.
Fruta-de-lobo
L.E.
Gastrite
XI
2
0,060
4
4
100,00
0,0645
6,45
♣
Úlcera
XI
2
0,060
Coluna
XIII
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Estômago
XI
1
0,030
Fígado
XI
1
0,030
16.851
Furúnculo
XII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
93.6. Solanum sp.
Jurubeba
34.777
93.7. Solanum sp.
Urtiga
93.8 Solanum melongena L
Berinjela
L.E.
Colesterol
IV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
93.9. Solanum tuberosum L.
Batata-inglesa
L.E.
Dor
XVIII
4
0,120
8
4
50,00
0,1290
6,45
♣
Gastrite
XI
4
0,120
Hemorróidas
IX
5
0,150
5
5
100,00
0,0806
8,06
♣
93.10. Solanum viarum Dunal.
Joá-manso
L.E.
103
94. TILIACEAE
94.1. Apeiba tibourbou Aubl.
Jangadeira
94.2. Luehea divaricata Mart.
Açoita-cavalo
33.407
L.E.
Fígado
XI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Ácido úrico
XIV
5
0,150
32
10
31,25
0,5161
16,13
♣♣
XIII
1
0,030
XVIII
1
0,030
XVIII
1
0,030
Gripe
X
1
0,030
Hemorróidas
IX
4
0,120
Intestino
XI
1
0,030
Pneumonia
I
1
0,030
X
4
0,120
Relaxante
muscular
Rins
XIII
2
0,060
XIV
2
0,060
Tosse
XVIII
8
0,239
Tumores
II
1
0,030
Cicatrizante
XIX
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
XI
1
0,030
6
4
66,67
0,0968
6,45
♣
XVIII
1
0,030
XIV
2
0,060
Coluna
Depurativo
sangue
Garganta
do
95. ULMACEAE
95.1. Trema micrantha (L.) Blume
Piriquiteira
27.231
96. VERBENACEAE
96.1. Casselia mansoi Schau
Saúde-da-mulher
L.E.
Dente
Depurativo
sangue
Inflamação
uterina
Menstruação
do
XIV
2
0,060
96.2. Duranta repens L.
Pingo-de-ouro
L.E.
Diabetes
IV
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
96.3. Lantana camara L.
Cambará
L.E.
Resfriado
X
6
0,179
9
6
66,67
0,1452
9,68
♣
Tosse
XVIII
3
0,090
96.4. Lippia alba (Mill.) N.E.Br.ex Britton & P. Wilson
Erva-cidreira
L.E.
Calmante
V
14
0,419
38
17
44,74
0,6129
27,42
♣♣
Coração
IX
1
0,030
Dente
XI
1
0,030
104
Depurativo
sangue
Dor
96.5. Phyla sp.
Chá-mineiro
22.106
XVIII
1
0,030
XVIII
2
0,060
Gripe
X
2
0,060
Hipertensão
IX
15
0,449
Taquicardia
IX
1
0,030
Tosse
XVIII
1
0,030
Conjuntivite
VII
1
0,030
XVIII
2
0,060
XVIII
1
0,030
Febre
XVIII
1
0,030
Relaxante
muscular
Reumatismo
XIII
1
0,030
XIII
1
0,030
Rins
XIV
9
0,269
Estômago
XI
2
0,060
Sinusite
X
1
0,030
Bronquite
X
1
0,030
XVIII
2
0,060
XI
9
0,269
Fígado
XI
3
0,090
Fraturas ósseas
XIX
3
0,090
Gastrite
XI
1
0,030
Gripe
X
1
0,030
Prisão de ventre
XVIII
1
0,030
Relaxante
muscular
Tosse
XIII
1
0,030
XVIII
17
0,508
Verminose
I
1
0,030
Relaxante
muscular
XIII
2
0,060
Depurativo
sangue
Dor
96.6. Priva lappulacea (L.) Pers.
96.7. Stachytarpheta aff. cayennensis (Rich.) Vahl
Pega-pega
Gervão
34.118
9.986
Depurativo
sangue
Estômago
96.8. Stachytarpheta sp.
Rabo-de-pavão
32.833
do
do
do
16
9
56,25
0,2581
14,52
♣♣
3
2
100,00
0,0323
3,23
♣
40
20
50,00
0,6452
32,26
♣♣
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
105
96.9. Vitex cymosa Bert.ex Spregn.
Tarumeiro
L.E.
Depurativo
sangue
Diarréia
do
XVIII
2
0,060
I
1
0,030
Dor
XVIII
1
0,030
Estômago
XI
1
0,030
Coluna
XIII
1
0,030
XVIII
1
0,030
XVIII
1
0,030
Intoxicação
XIX
2
0,060
Vitiligo
XII
2
0,060
5
3
60,00
0,0806
4,84
♣
7
3
42,86
0,1129
4,84
♣
97. VIOLACEAE
97.1. Anchietea salutaris A. St.-Hil.
Cipó-suma
L.E.
Depurativo
sangue
Febre
97.2. Hybanthus calceolaria (L.) Schulze-Menz.
do
Poaia-branca
L.E.
Tosse
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
98.1. Cissus cissyoides L.
Insulina-de-ramo
L.E.
Diabetes
IV
4
0,120
4
4
100,00
0,0645
6,45
♣
98.2. Cissus gongylodes Burch. ex Baker
Cipó-de-arráia
22.726
XIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
98.3. Cissus sp.
Rabo-de-arráia
32.849
Relaxante
muscular
Hipertensão
IX
1
0,030
2
1
50,00
0,0323
1,61
♣
Inflamação
uterina
Inflamação
uterina
Relaxante
muscular
Rins
XIV
1
0,030
XIV
2
0,060
5
4
80,00
0,0806
6,45
♣
XIII
1
0,030
XIV
2
0,060
Hepatite
XI
8
0,239
9
8
88,89
0,1452
12,90
♣♣
Icterícia
XVI
1
0,030
Diarréia
I
1
0,030
5
4
80,00
0,0806
6,45
♣
Dor
XVIII
4
0,120
31.282
Diarréia
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
L.E.
Diarréia
I
8
0,239
11
8
72,73
0,1774
12,90
♣♣
Diurético
XIV
1
0,030
Hemorróidas
IX
1
0,030
98. VITACEAE
98.4. Cissus sp.
Sofre-do-rim-quemquer
L.E.
99. VOCHYSIACEAE
99.1. Callisthene fasciculata Mart.
99.2. Qualea grandiflora Mart.
Carvão-branco
Pau-terra
99.3. Qualea parviflora Mart.
Pau-terrinha
99.4. Salvertia convallariodora A. St.-Hil.
Capotão
L.E.
17.534
106
99.5. Vochysia cinnamomea Pohl
Quina-doce
L.E.
99.6. Vochysia rufa Mart.
Pau-doce
L.E.
Relaxante
muscular
Gripe
XIII
1
0,030
X
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
XVIII
2
0,060
13
6
46,15
0,2097
9,68
♣
IV
3
0,090
Diarréia
I
1
0,030
Laxante
XI
1
0,030
Obesidade
IV
3
0,090
Rins
XIV
1
0,030
Tosse
XVIII
1
0,030
Verminose
I
1
0,030
Câncer
II
6
0,179
41
22
53,66
0,6613
35,48
♣♣
Câncer de próstata
II
2
0,060
Cicatrizante
XIX
20
0,598
Diabetes
IV
2
0,060
Estômago
XI
4
0,120
Fraturas ósseas
XIX
2
0,060
Gastrite
XI
1
0,030
Hepatite
XI
1
0,030
Laxante
XI
2
0,060
Reumatismo
XIII
1
0,030
Depurativo
sangue
Diabetes
do
100. XANTHORRHOEACEAE/LILIACEAE
100.1. Aloe barbadensis Mill.
Babosa
L.E.
101. ZAMIACEAE
101.1. Zamia boliviana (Brongn.) A. DC.
Maquiné
17.270
Estômago
XI
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Colônia
L.E.
Calmante
V
4
0,120
27
20
74,07
0,4355
32,26
♣♣
Coração
IX
1
0,030
Febre
XVIII
1
0,030
Gripe
X
1
0,030
Hipertensão
IX
20
0,598
102. ZINGIBERACEAE
102.1. Alpinia speciosa (J.C. Wendl.) K. Schum.
107
102.2. Curcuma longa L.
102.3. Zingiber officinale Roscoe
Açafrão
Coluna
XIII
1
0,030
6
2
33,33
0,0968
3,23
♣
Diurético
XIV
1
0,030
Dor
XVIII
2
0,060
Estômago
XI
1
0,030
Hepatite
XI
1
0,030
Dor
XVIII
2
0,060
12
7
58,33
0,1935
11,29
♣♣
Gripe
X
6
0,179
Sinusite
X
1
0,030
Tosse
XVIII
3
0,090
L.E.
Cicatrizante
XII
2
0,060
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
XVIII
1
0,030
Atrativa
L.E.
Depurativo
sangue
Pneumonia
X
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Barba-de-bicho
L.E.
Gripe
X
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Belém
L.E.
Bem-me-quer
L.E.
Depurativo
sangue
Hepatite
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
XI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Castanha-talaia
L.E.
Reumatismo
XIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Cavalinha-do-pantanal
L.E.
Rins
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Chá-de-mina
L.E.
XVIII
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
Cipó-de-açougue
L.E.
Depurativo
sangue
Coceira
XII
3
0,090
3
3
100,00
0,0484
4,84
♣
Cipó-de-samambaia
L.E.
Gripe
X
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Cravo-da-chapada
L.E.
Gripe
X
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Espinha-aguia
L.E.
Dente
XI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Espinha-de-uriço
L.E.
Dor
XVIII
1
0,030
3
1
33,33
0,0484
1,61
♣
Recaída de parto
XV
1
0,030
Gengibre
L.E.
L.E.
Em fase de identificação
Arriadeira
do
do
do
Úlcera
XI
1
0,030
Folha-de-comer-leite
L.E.
Úlcera
XI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Folha-fidida
L.E.
Gripe
X
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Gordurinha
L.E.
Fígado
XI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
108
Justiça
L.E.
Reumatismo
XIII
4
0,120
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Largatinha
L.E.
Picada de cobra
XIX
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Lava-prato
L.E.
Rins
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Língua-cachorro
L.E.
Diarréia
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Mão-de-deus
L.E.
Estômago
XI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Número 3
L.E.
Dente
XI
1
0,030
3
2
66,67
0,0484
3,23
♣
Febre
XVIII
2
0,060
Gripe
X
1
0,030
7
5
71,43
0,1129
8,06
♣
Tosse
XVIII
5
0,150
Tuberculose
I
1
0,030
Pau-de-urubu
L.E.
Pau-poconé
L.E.
Dor
XVIII
2
0,060
2
2
100,00
0,0323
3,23
♣
Pincen
L.E.
Estômago
XI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Quecede
L.E.
Rins
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Raiz-de-tigre
L.E.
Tosse
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Raiz-de-ursa
L.E.
XVIII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Sasaiá
L.E.
Depurativo
sangue
Menstruação
XIV
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Taburu
L.E.
Furúnculo
XII
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Taiwan
L.E.
Laxante
XI
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Ponta-livre
L.E.
Diarréia
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
Telão-da-vagem
L.E.
Verminose
I
1
0,030
1
1
100,00
0,0161
1,61
♣
do
LEGENDA: CID-10 - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), 10ª Revisão; NIB – Número de Identificação Botânica; L.E. – Literatura especializada;
FA - Frequência absoluta; FR - Frequência relativa; ICUE - nº de informantes que citaram qualquer uso da espécie; ICUP - nº de informantes que citaram o uso principal; ICEMC = (62) - número de
informantes que citaram a espécie mais citada; CUP - Concordância quanto aos usos principais; FC - fator de correção; CUPc - Concordância corrigida quanto aos usos principais para cada uma das spécies;
FM – Força Medicinal representada pela taxa de citação da espécie pelos informantes: ♣ (0-10%), ♣♣ (>10 <40%), ♣♣♣ (>40%), (Amorozo e Gely, 1988; Pieroni, et al., 2003, La Cruz, 2008; Pieroni e Giusti,
2009).
105
As famílias mais bem representadas foram Fabaceae com 42 (10,2 %), Asteraceae com
32 (7,82%), Lamaceae com 20 (4,89%) espécies (Figura 9).
Figura 9. Famílias botânicas mais citadas, segundo compilação de
listas de espécies medicinais, por 259 informantes do
DNSAC.
Quanto à origem geográfica (Tabela 20 e 21) 253 (61,85%) foram nativas e 156
(38,5%) foram exóticas.
As maiorias das plantas foram de hábito, herbáceas correspondendo a 104 (47,66%)
espécies, arbóreas 126 (29,22%) espécies, arbustos/subarbustivos 80 (23,11%) (Tabelas 20).
Conforme visto nas Tabelas 20 e 28, as principais formas de preparo das plantas citadas nesta
pesquisa foram infusão e maceração, com freqüências de 2.535 (71,6%) e 411 (11,6%),
citações respectivamente.
110
TABELA 20. Caracterização das espécies medicinais, citadas pelos 259 informantes do DNSAC.
Espécies Medicinais
Nome
Vernacular
Hábito
Persea americana Mill.
Abacateiro
AR
Ananas comosus (L.) Merr
Cucurbita
Duchesne
maxima
Curcuma longa L.
Malpighia glabra L.
Luehea divaricata Mart.
Abacaxi
Abóbora
Açafrão
Aceroleira
Açoita-cavalo
HB
HB
HB
AB
AR
Or.
Geo.
E
E
E
N
E
N
Habitat
Forma
Preparo
Uso medicinal principal
FA
Q
INF
Diurético
15
0,449
DEC, INF
Hipertensão
5
0,150
DEC, INF
Rins
3
0,090
SUM, INF
Diurético
3
0,090
SUM
Tosse
2
0,060
MAC
Dor de ouvido
2
INF, SUM
Verminose
2
0,060
INF
Congestão
1
0,030
INF
Diurético
1
0,030
TIN
Dor na coluna
2
0,060
INF
Garganta
2
0,060
XAR
Bronquite
1
0,030
INF
Dengue
2
0,060
INF
Estômago
1
0,030
INF
Febre
1
0,030
Gripe
8
Ácido úrico
4
0,120
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
MAC
Dores na coluna
1
0,030
INF
Dor no corpo
2
0,060
INF
Gripe
1
0,030
INF, MAC
Hemorróidas
4
0,120
INF
Infecção intestinal
1
0,030
INF
Rins
2
0,060
INF, TIN
Inflamação na garganta
1
0,030
INF,
XAR,
MAC
INF,
XAR,
MAC, XAR
INF
Pneumonia
6
Tosse
8
Tumores
1
Q
Q
Q
Q
C
INF,
SUM
INF
DEC,
FR
0,060
0,239
0,179
0,239
0,030
Nasturtium officinale R.
Br.
Eichhornia azurea Kunth
Agrião
HB
E
Q
INF
Bronquite
3
Aguapé
HB
N
P
INF
Úlcera
2
0,060
Rosmarinus officinalis L.
Alecrim
HB
E
Q
INF
Ansiedade
5
0,150
INF
Calmante
2
0,060
INF
Coração
3
0,090
INF
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Hipertensão
8
0,239
INF
Insônia
1
0,030
INF
Labirintite
1
0,030
INF
Lerdeza memória
1
0,030
DEC
Manchas na Pele
1
0,030
MAC
Taquicardia
1
0,030
0,090
111
Hyptis paludosa A. St.-Hil.
ex Benth
Marsypianthes chamaedrys
(Vahl) Kuntze
Ocimum
kilimandscharicum Gürke
Hibiscus pernambucensis
Bertol.
Gossypium barbadense L.
Cochlospermum
regium
(Mart et Schl.) Pilg.
Alevante
HB
E
Q
XAR
Resfriado
1
Alfavaca/
Hortelã-domato
Alfavaquinha
HB
E
Q
XAR
Resfriado
11
HB
E
Q
INF
Gripe
1
Algodão-dobrejo
SA
N
CP
INF
Gonorréia
5
INF, TIN
Estômago
1
INF
Cicatrizante
3
Algodão-dequintal
Algodãozinhodo-campo
0,030
0,329
SA
E
Q
0,030
0,150
0,030
0,090
SA
N
C
INF
Cólica menstrual
1
0,030
INF
Gripe
1
0,030
INF,
DEC,
MAC, SUM
DEC
Útero
20
Úlcera
1
INF,
GAR,
MAC
DEC, TIN
Depurativo do sangue
15
Estômago
1
INF,
TIN
INF
Útero
3
Fraturas ósseas
1
0,030
INF, MAC
Manchas na Pele
4
0,120
INF, TIN
Sífilis
3
0,090
0,060
GAR,
0,598
0,030
0,449
0,030
0,090
Allium sativum L.
Alho
HB
E
Q
MAC
Hipertensão
2
Protium
March.
Almésica
AR
N
CMCF
INF
Depurativo do sangue
1
INF
Derrame
1
0,030
MAC
Dor de cabeça
2
0,060
INF
Dor muscular
2
0,060
INF
Dor no corpo
1
0,030
INF
Reumatismo
4
0,120
INF, XAR
Tosse
4
0,120
DEC, INF
Rins
6
0,179
INF
Icterícia
3
0,090
INF
Inflamação na bexiga
1
0,030
INF
Útero
1
0,030
INF, MAC
Colesterol
2
0,060
INF
Hipertensão
2
0,060
INF
Labirintite
3
0,090
INF
Menopausa
10
0,299
INF
Obesidade
1
0,030
TIN
Osteoporose
1
0,030
INF
Rins
3
0,090
INF
Infecção da Pele
2
INF
Útero
3
0,090
INF
Dor de cabeça
21
0,628
INF
Dor no corpo
5
0,150
INF
Anemia
1
INF
Cicatrizante
2
heptaphyllum
Boerhavia coccinea L.
Rubus brasiliensis Mart.
Amarra-pinto
Amoreira
HB
AR
N
E
Q
Q
Alternanthera
dentata
(Moench.) Scheygr.
Ampicilina
HB
E
Q
Justicia pectoralis Jacq.
Anador
HB
E
Q
Himatanthus
obovatus
(Müll. Arg.) Woodson
Angélica
AB
N
C
0,030
0,060
0,030
0,060
112
Andira
anthelminthica
Benth.
Albizia niopoides (Spr. Ex
Benth.) Burkart.
Anadenanthera colubrina
(Vell.) Brenan
Byrsonima orbignyana A.
Juss.
Indigofera
suffruticosa
Mill.
Annona cf.
cordifolia
(Szyszyl.)
Solidago microglossa DC.
Brickellia brasiliensis B.L.
Rob.
Eupatorium odoratum L.
Camarea ericoides A. St.Hil.
DEC
Colesterol
1
0,030
DEC, INF
Depurativo do sangue
8
0,239
INF
Dor de barriga
1
0,030
INF
Dor de cabeça
1
0,030
DEC, INF
Dor no corpo
2
0,060
XAR
Hemorragia do nariz
1
0,030
INF
Hipertensão
1
0,030
DEC, INF
Útero
3
0,090
INF
Labirintite
5
0,150
DEC, INF
Pneumonia
1
0,030
DEC, INF
Verminose
1
0,030
INF
Vitiligo
1
0,030
Angelim
AR
N
C
INF
Diabetes
1
Angico-branco
AR
N
C
XAR
Bronquite
1
Angico
AR
N
C
INF, XAR
Asma
1
MAC, COM
Cicatrizante
3
0,090
INF
Expectorante
1
0,030
MAC
Útero
2
0,060
INF
Pneumonia
1
0,030
INF
Tosse
1
0,030
0,030
0,030
0,030
Angiquinho
AR
N
C
XAR
Cicatrizante
2
Anil
AB
N
Q
XAR
Úlcera
2
Araticumabelha
AB
N
CP
INF
Diabetes
2
XAR
Fraturas ósseas
4
INF, MAC
Cicatrizante
7
INF, MAC
Depurativo do sangue
5
0,150
TIN
Dor muscular
1
0,030
INF
Dor no corpo
2
0,060
MAC
Dor no peito
4
0,120
INF
Hipertensão
1
0,030
INF
Útero
2
0,060
DEC,
INF,
MAC, TIN
INF, MAC
Fraturas ósseas
23
Rins
3
0,090
MAC
Verminose
1
0,030
MAC
Útero
1
DEC, INF
Fraturas ósseas
2
0,060
INF, TIN
Pancadas
6
0,179
INF
Rins
1
0,030
INF
Dor no corpo
1
0,030
INF
Rins
6
0,179
INF
Fraturas ósseas
1
0,030
INF
Fraturas ósseas
6
Arnicabrasileira
Arnica-docampo
Arnicão
Arniquinha
HB
HB
SA
HB
N
N
N
N
Q
C
Q
C
0,060
0,060
0,060
0,120
0,209
0,688
0,030
0,179
113
Myracrodruon urundeuva
(Fr. All.) Engl.
Em fase de identificação
Aroeira
Arriadeira
AR
AB
N
N
CF
CP
INF
Anemia
1
XAR
Bronquite
1
0,030
MAC
Câncer
1
0,030
DEC,
INF,
OUT, MAC,
XAR
INF, XAR
Cicatrizante
5
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Dor no corpo
1
0,030
INF
Dor no peito
1
0,030
DEC,
INF,
XAR, OUT
MAC
Fraturas ósseas
8
Inflamação (Hérnia)
2
INF,
MAC,
XAR
DEC,
INF,
XAR, TIN
INF, XAR
Útero
5
Fraturas ósseas
20
Tosse
2
0,060
INF
Afecções da Pele
2
0,060
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
0,030
0,150
0,239
0,060
0,150
0,598
Oryza sativa L.
Arroz
HB
E
Q
INF
Dor de bexiga
3
0,090
Ruta graveolens L.
Arruda
HB
E
Q
INF, XAR
Cólica menstrual
14
0,419
MAC
Conjuntivite
1
0,030
Dor de cabeça
5
Dor de dente
1
0,030
INF
Dorno peito
4
0,120
INF, SUM
Estômago
1
0,030
INF
Febre
1
0,030
1
0,030
INF,
TIN
DEC
MAC,
INF, MAC
0,150
INF
Gastrite
1
0,030
DEC
Náusea
1
0,030
INF
Pele
1
0,030
0,030
Artemisia vulgaris L.
Artemísia
HB
E
Q
INF
Insônia
1
Vernonia scabra Pers. (V.
brasiliensis)
Assa-peixe
AB
N
CMC
INF, XAR
Bronquite
3
TIN
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Febre
1
0,030
INF,
MAC,
XAR
INF, MAC
Gripe
15
Pneumonia
5
0,150
0,090
0,449
Em fase de identificação
Atrativa
NI
N
NI
INF
Pneumonia
2
0,060
Euphorbia tirucalli L
Aveloz
AR
E
Q
MAC, OUT
Câncer
2
0,060
Útero
1
Obesidade
3
Oxalis aff. hirsutissima
Mart. Ex Zucc.
Syzygium
jambolanum
(Lam.) DC
Orbignya phalerata Mart.
Azedinha
HB
N
C
DEC,
TIN
INF
INF,
Azeitona-preta
AR
E
Q
DEC, INF
Colesterol
2
Babaçu
AB
N
C
XAR
Inflamação
3
0,090
Aloe barbadensis DC
Babosa
HB
E
Q
INF, XAR
Afecções da Pele
2
0,060
INF,
GAR,
SUM, XAR
DEC,
INF,
MAC,
TIN,
OUT
Câncer
6
Cicatrizante
17
0,030
0,090
0,060
0,179
0,508
114
MAC
Diabetes
2
INF,
MAC,
SUM, XAR
OUT
Estômago
4
Gastrite
1
0,030
INF
Hepatite
1
0,030
Laxante
2
INF,
GAR
INF
Eremanthus cf. exsuccus
Bak.
Musa x paradisiaca L.
Bácimo-docampo
Bananeira-deumbigo
AR
AR
N
E
C
Q
MAC,
0,060
0,120
0,060
Próstata
2
0,060
INF, XAR
Queimadura
3
0,090
INF
Reumatismo
1
0,030
DEC, INF
Cicatrizante
4
INF
Estômago
1
0,030
INF
Fraturas ósseas
2
0,060
INF
Problemas circulatórios
1
0,030
XAR
Bronquite
2
DEC
Anemia
1
0,030
INF
Dor de dente
2
0,060
0,030
0,120
0,060
Em fase de identificação
Barba-de-bicho
HB
N
C
INF
Reumatismo
1
Bulbostylis capillaris (L.)
C.B. Clarke
Barba-de-bode
HB
N
C
INF
Diurético
5
INF
Estômago
3
0,090
0,060
Stryphnodendron
obovatum Benth.
Stryphnodendrom
adstringens (Mart.) Coville
0,150
INF
Rins
2
Barbatimão 1
AR
N
C
DEC
Cicatrizante
1
Barbatimão 2
AR
N
C
INF, MAC
Úlcera
2
INF
Bronquite
1
Cicatrizante
1
Cólica menstrual
1
0,030
INF
Dor no corpo
1
0,030
INF
Estômago
1
0,030
INF, MAC
Cicatrizante
2
0,060
INF
Cicatrizante no útero
1
0,030
INF
Infecção urinária
1
0,030
INF,
GAR,
MAC, TIN
MAC
Útero
26
Fraturas ósseas
1
0,030
INF,
XAR
DEC
TIN,
0,030
0,060
0,030
0,030
0,778
Ipomoea batatas (L.) Lam.
Batata-doce
HB
E
Q
INF
Pressão
1
0,030
Solanum tuberosum L.
Batata-inglesa
HB
E
Q
INF, MAC
Dor de barriga
4
0,120
MAC, OUT
Gastrite
4
0,120
INF, MAC
Estômago
2
MAC
Verminose
1
0,030
0,030
Ipomoea asarifolia (Desr.)
Roem. & Schult.
Batatinha-dobrejo
HB
N
CMC
0,060
Vanilla palmarum Lindl.
Baunilha
HB
N
CMC
INF
Hipertensão
1
Duguetia furfuracea (A.
St.-Hil.) Saff.
Não identificada
Beladona-docerrado
Belém
SA
N
C
INF
Dor de cabeça
1
NI
N
NI
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
Não identificada
Bem-me-quer
NI
N
NI
INF
Hepatite
1
0,030
Polygala paniculata L.
Bengué
HB
N
Q
DEC
Reumatismo
2
0,060
Solanun melongena L
Berinjela
AR
E
Q
MAC
Colesterol
1
0,030
0,030
115
Beta vulgaris L.
Catharanthus roseus
Don.
G.
Acrocomia aculeata (Jacq.)
Lodd. ex Mart.
Plectranthus
neochilus
Schltr.
Plectranthus
Andrews
barbatus
Zeyhera digitalis (Vell.)
Hochn.
Luffa sp
Beterraba
HB
E
Q
GAR
Anemia
1
Boa-noite
HB
E
Q
INF
Caxumbá
2
INF
Febre
2
0,060
INF
Inflamação do testículo
1
0,030
0,030
0,060
Bocaiuveira
AB
N
CP
INF
Coração
2
Boldinho
HB
E
Q
INF
Estômago
1
MAC
Indigestão
1
INF
Dor de barriga
1
MAC
Dor de estômago
4
0,120
INF, MAC
Dores no estômago
1
0,030
DEC,
INF,
MAC, SUM
INF, MAC
Estômago
53
Fígado
2
0,060
MAC
Mal estar
1
0,030
Boldo-brasileiro
SA
N
Q
0,060
0,030
0,030
0,030
1,585
Bolsa-de-pastor
AB
N
C
MAC
Estômago
6
Bucha
HB
E
Q
INF
Anemia
2
0,060
INF
Rins
1
0,030
0,179
Tibouchina
urvilleana
(DC.) Cogn.
Crataeva tapia L.
Buscopam-decasa
Cabaça
HB
E
Q
MAC
Estômago
2
AR
N
PMC
INF, XAR
Tosse
2
Rhamnidium elaeocarpum
Reissek
Cabriteiro
AR
N
C
INF
Anemia
2
DEC, INF
Diarréia
3
0,090
INF
Diarréia de bebê
1
0,030
INF
Diurético
2
0,060
INF
Dor de barriga
7
0,209
INF
Dor de cabeça
6
0,179
INF
Estômago
1
0,030
INF
Verminose
1
0,030
INF
Cólica menstrual
1
0,030
DEC, INF
Resguardo de parto
3
0,090
INF
Dor de cabeça
2
INF
Gripe
2
0,060
INF
Reumatismo
2
0,060
Cactus sp.
Chiococca
Hitchc.
Cacto
alba
(L.)
Cainca
AB
SA
E
N
Q
C
0,060
0,060
0,060
0,060
Spondias dulcis G. Forst -
Caja-manga
AR
E
QMC
INF
Sarna
1
0,030
Anacardium occidentale L.
Cajueiro
AB
N
C
INF
Abortivo
2
0,060
INF, MAC
Cicatrizante
4
0,120
INF
Colesterol
1
0,030
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Diabetes
1
0,030
INF, MAC
Diarréia
3
0,090
INF
Disenteria
1
0,030
DEC, MAC
Dor de barriga
2
0,060
DEC, MAC
Dor de dente
1
0,030
DEC, INF
Inflamação de garganta
2
0,060
116
Anacardium humile A. St. Hil.
Cajuzinho-docampo
SA
N
C
INF
Diabetes
1
INF
Disenteria
1
0,030
INF, OUT
Hepatite
1
0,030
0,030
Cordia insignis Cham.
Calção-de-velho
AB
N
C
DEC, INF
Tosse
3
0,090
Calendula officinalis L.
Calêndula
HB
E
Q
INF
Ansiedade
2
0,060
Simaba ferruginea A. St.
Hil.
Calunga
SA
N
C
MAC
Anemia
1
INF
Cicatrizante
2
0,060
MAC
Diabetes
1
0,030
MAC
Digestivo
1
0,030
MAC
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Dor de estômago
1
0,030
INF, MAC
Estômago
3
0,090
INF, MAC
Obesidade
2
0,060
INF
Úlcera
5
0,150
INF, MAC
Verminose
3
0,090
INF, XAR
Resfriado
6
0,179
INF
Tosse
3
0,090
DEC, INF
Calmante
18
DEC
Cólica menstrual
1
Dor de barriga
13
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Dor de estômago
1
0,030
INF
Estômago
2
0,060
INF
Febre
1
0,030
INF
Gases
1
0,030
INF
Gripe
1
0,030
GAR
Anemia
2
0,060
INF
Hipertensão
1
0,030
MAC
Gripe
2
INF
Hipertensão
2
Lantana camara L.
Chamomilla recutita (L.)
Rauschert.
Cambará
Camomila
AR
HB
N
E
C
Q
DEC,
MAC
INF
Saccharum officinarum L.
Dichorisandra
Standley
hexandra
Peltophorum
dubium
(Spreng.) Taub.
Cinnamomum zeylanicum
Breyne
Cinnamomum camphora T.
Nees e C.H.Eberm
Jatropha urens L.
Cana-de-açúcar
Cana-demacaco
SA
SA
E
E
Q
Q
INF,
0,030
0,538
0,030
0,389
0,060
0,060
Cana-fistula
SA
N
MC
INF
Gastrite
5
Canela-da-índia
AR
E
Q
DEC
Afrodisíaco
1
GAR, INF
Fortificante
2
0,060
INF
Obesidade
1
0,030
INF, XAR
Tosse
4
0,120
Dor de cabeça
1
Rins
24
Diurético
1
0,030
INF
Dor no corpo
1
0,030
INF
Infecção urinária
1
0,030
INF
Útero
1
0,030
INF
Pedra nos rins
1
0,030
Cânfora
HB
N
C
INF
Caninha-dobrejo
HB
N
Q
DEC,
MAC
INF
INF,
0,150
0,030
0,030
0,718
117
Não identificada
Cansansão
SA
N
C
Não identificada
Capa-rosa
NI
N
NI
Capimamargoso
HB
N
Q
Digitaria insularis
Mez ex Ekman.
(L.)
Cymbopogon
citratus
Stapf. Cymbopogon nardus (L.)
Rendle.
Melinis
P.Beauv.
Eleusine
Gaertn.
minutiflora
indica
(L.)
Andropogon bicornis L.
Imperata brasiliensis Trin.
Commelina benghalensis
L.
Salvertia convallariodora
A. St.-Hil.
INF,
TIN
INF
MAC,
Diabetes
6
Diabetes
5
Cicatrizante
4
Estômago
1
0,030
INF, SUM
Fraturas ósseas
2
0,060
0,030
DEC,
SUM
SUM
INF,
0,179
0,150
0,120
INF
Reumatismo
1
Capim-cidreira
HB
E
Q
DEC, INF
Calmante
9
Capim-citronela
HB
E
Q
DEC, INF
Gripe
6
XAR
Tosse
1
INF, TIN
Dengue
1
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Derrame
1
0,030
INF
Gripe
2
0,060
INF
Rins
9
0,269
INF
Sinusite
3
0,090
INF
Tosse
1
0,030
INF
Tumores
1
0,030
INF
Hipertensão
2
INF
Capim-gordura
Capim-pé-degalinha
Capim-rabo-delobo
Capim-sapé
HB
HB
E
N
Q
Q
urinária
em
1
0,269
0,179
0,030
0,030
0,060
HB
N
C
INF
Infecção
gestante
Útero
HB
N
Q
INF
Diabetes
1
0,030
DEC, INF
Hepatite
2
0,060
INF
Malina
1
0,030
INF
Manchas na Pele
2
0,060
1
0,030
0,030
Capoeraba
HB
E
Q
INF
Hemorróidas
1
Capotão
SA
N
C
INF
Diarréia
8
INF
Diurético
1
0,030
INF
Dor no corpo
1
0,030
MAC
Hemorróidas
1
0,030
0,030
0,239
Dioscorea sp
Cará-do-cerrado
HB
N
C
INF
Furúnculo
5
0,150
Dioscorea trifida L
Cará
HB
E
Q
DEC
Depurativo do sangue
5
0,150
Averrhoa carambola L.
Carambola
AB
E
Q
INF, SUM
Hipertensão
6
0,179
Argemone mexicana L.
Cardo-santo
HB
E
Q
INF
Hipertensão
2
0,060
Roupala montana Aubl..
Carne-de-vaca
AR
N
C
INF
Dor no corpo
2
0,060
Jacaranda caroba (Vell.)
DC.
Caroba
AR
N
C
INF
Cicatrizante
2
MAC
Jacaranda
Cham
decurrens
Carobinha
SA
N
C
1
0,060
0,030
INF
Alergia
2
INF
Câncer
1
DEC,
INF,
XAR
INF,
MAC,
TIN, SUM
INF
Cicatrizante
6
Depurativo do sangue
22
Diabetes
5
0,150
INF
Cicatrizante
2
0,060
0,060
0,030
0,179
0,658
118
Baccharis trimera DC.
Dorstenia
Gardner.
asaroides
Desmodium incanum DC.
Acanthospermum australe
(Loefl.) Kuntze.
Callisthene
Mart.
fasciculata
Carqueja
Carapiá
Carrapicho-decarneiro
Carrapicho,
beijo-de-boi
Carvão-branco
HB
HB
AB
HB
AR
E
N
N
N
N
Q
C
Q
Q
CP
INF
Hanseníase
2
0,060
XAR
Hemorragia do nariz
1
0,030
INF, TIN
Rins
3
0,090
TIN
Útero
1
0,030
INF
Câncer
1
0,030
INF
Colesterol
1
0,030
INF
Diabetes
3
0,090
INF
Diurético
1
0,030
INF
Estômago
1
0,030
INF
Gripe
2
0,060
INF, MAC
Obesidade
4
0,120
INF
Cólica menstrual
1
INF
Depurativo do sangue
3
0,090
INF
Disenteria
1
0,030
DEC, INF
Dor de barriga
2
0,060
INF
Dor de cabeça
2
0,060
INF
Dor de dente
1
0,030
INF
Cicatrizante
1
0,030
INF, TIN
Gripe
2
0,060
INF
Intestino preso
1
0,030
XAR
Menstruação
1
0,030
DEC INF
Pneumonia
1
0,030
DEC,
INF,
XAR
INF, MAC
Recaída de parto
9
Rins
1
INF
Rins
10
INF
Tosse
1
INF
Coceira
2
INF
Diarréia
3
0,090
INF
Dor de barriga
1
0,030
DEC
Dorna urina
1
0,030
INF
Hepatite
2
0,060
INF
Rins
4
0,120
INF
Hepatite
8
DEC INF
Icterícia
1
0,030
0,030
0,030
0,269
0,030
0,299
0,030
0,060
0,239
Em fase de identificação
Castanha-talaia
HB
N
NI
INF
Reumatismo
1
Eriotheca candolleana (K.
Schum.)
Em fase de identificação
Catuaba
AR
N
C
MAC
Próstata
1
Cavalinha-dopantanal
Cavalinha
HB
N
P
INF
Rins
1
HB
E
P
INF
Gastrite
1
0,030
INF
Rins
2
0,060
Equisetum arvense L.
0,030
0,030
Allium cepa L.
Cebola
HB
E
Q
INF
Cicatrizante de diabetes
1
0,030
Allium fistulosum L.
Cebolinha
HB
E
Q
SAL
Gripe
1
0,030
Cedrela odorata L.
Cedro
AR
N
MCF
MAC
Cicatrizante
1
0,030
Malpighia emarginata DC.
Cereja
AB
E
Q
INF
Cicatrizante
5
0,150
119
Casearia silvestris Eichler
Chá-de-frade
SA
N
C
INF XAR
Depurativo do sangue
2
0,060
INF
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Febre
2
0,060
Em fase de identificação
Chá-de-mina
HB
N
CP
MAC
Depurativo do sangue
3
0,090
Phyla sp.
Chá-mineiro
HB
N
C
INF
Depurativo do sangue
2
0,060
INF
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Dor no corpo
1
0,030
INF
Febre
1
0,030
INF
Infecção dos olhos
1
0,030
INF
Rins
1
0,030
INF
Reumatismo
1
0,030
INF, MAC
Rins
8
0,239
INF
Depurativo do sangue
11
INF
Rins
1
0,030
INF
Estômago
3
0,090
INF
Reumatismo
5
0,150
Rins
8
Bronquite
3
Echinodorus macrophyllus
(Kuntze.) Micheli
Guazuma ulmifolia var.
tomentosa (Kunth) K.
Schum.
Chapéu-decouro
Chico-magro
HB
AR
N
N
P
C
DEC,
XAR
INF
Tibouchina cf. clavata
(Pers.) Wurd.
Acosmium
dasycarpum
(Volgel) Yakovlev
Serjania erecta Radk.
0,239
0,090
MAC
Acanthospermum hispidum
DC.
INF,
0,329
Chifre-degarrotinho
HB
N
Q
Cicatrizante
1
0,030
Diarréia
1
0,030
Rins
1
0,030
Bronquite
3
0,090
Cicatrizante
1
0,030
INF
Corrimento
1
INF
Gonorréia
3
0,090
INF
Problemas de urina
1
0,030
0,030
Cibalena
HB
E
Q
INF
Dor de cabeça
1
Cinco-folha
HB
N
C
INF
Depurativo do sangue
3
INF
Dor de cabeça
2
0,060
INF
Dores na coluna
3
0,090
DEC
Rins
1
0,030
INF
Dores na coluna
1
0,030
INF
Dor no corpo
2
0,060
INF
Rins
3
0,090
0,060
Cinco-pontas
HB
N
C
0,030
0,090
Mikania hirsutissima DC.
Cipó-cabeludo
HB
N
C
INF
Diabetes
2
Em fase de identificação
Cipó-deaçougue
Cipó-de-arráia
HB
N
C
INF
Coceira
3
HB
N
P
INF
Dor no corpo
1
Cipó-dechumbo
Cipó-de-milhomem
HB
N
CP
INF
Dor de barriga
1
HB
N
C
INF
Dengue
1
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Digestivo
2
0,060
INF
Estômago
1
0,030
Cissus gongylodes Burch.
Ex Baker
Cuscuta racemosa Mart. Et
Humb.
Aristolochia
cymbifera
Mart e Zucc
0,090
0,030
0,030
0,030
120
Em fase de identificação
Anchietea salutaris A. St.Hil.
Bauhinia glabra Jacq.
Cipó-desamambaia
Cipó-suma
Cipó-tripa-degalinha
INF
Rins
3
HB
N
MC
INF
Gripe
1
SA
N
MC
INF
Depurativo do sangue
1
INF
Dores na coluna
1
0,030
INF
Febre
1
0,030
INF
Intoxicação
2
0,060
INF
Manchas na Pele
2
0,060
MAC
Diarréia
1
INF, MAC
Disenteria
2
0,060
INF, MAC
Dor de barriga
2
0,060
HB
N
C
0,090
0,030
0,030
0,030
Cocos nucifera L.
Coco-da-bahia
AB
E
Q
INF
Rins
1
0,030
Coriandrum sativum L.
Coentro
HB
E
Q
Salada
Gripe
1
0,030
Colônia
HB
E
Q
INF, MAC
Calmante
5
XAR
Febre
1
0,030
INF
Gripe
1
0,030
INF, MAC
Hipertensão
19
0,568
INF
Taquicardia
1
0,030
Alpinia
Schum.
speciosa
K.
Dieffenbachia picta Schott
Symphytum
Donn.
asperrimum
Copaifera langsdorffii var.
glabra (Vogel) Benth.
Comigoninguém-pode
Confrei
Copaiba
HB
E
Q
INF
Dor de cabeça
1
HB
E
Q
INF
Cicatrizante
2
INF
Coração
1
0,030
MAC
Dor de dente
1
0,030
INF
Dor no útero
1
0,030
INF
Obesidade
1
0,030
INF
Bronquite
2
INF
Câncer de próstata
1
0,030
1
0,030
AR
N
CFMC
MAC
Leonotis nepetifolia (L.) R.
Br.
Cordão-de-sãofrancisco
0,150
HB
E
Q
0,030
0,060
0,060
MAC
Derrame
1
0,030
INF
Garganta
1
0,030
INF
inflamação de garganta
1
0,030
INF
Tuberculose
1
0,030
DEC INF
Coração
6
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Dores na coluna
4
0,120
INF
Dor no corpo
2
0,060
INF
Estômago
2
0,060
INF
Febre
1
0,030
INF
Gastrite
5
0,150
DEC
Gripe
1
0,030
INF
Hipertensão
2
0,060
INF
Labirintite
1
0,030
INF
Rins
3
0,090
0,179
121
Dioclea violacea Mart.
Amaranthus aff. viridis L.
Arrabidaea chica (Bonpl.)
B. Verl.
Em fase de identificação
Syzygium aromaticum (L.)
Merr. e L.M. Perry
Tagetes minuta L.
Chromolaena odorata (L.)
King e H. Rob.
Dipteryx alata Vogel
Croton sp.
antisyphiliticus
Taraxacum
officinale
Weber
Achillea millefolium L.
Palicourea rigida Kunth
Palicourea
Caruru-deporco
Crajirú
Cravo-dachapada
Cravo-da-índia
Cravo-dedefunto
Celosia argentea L..
Croton
Mart.
Coronha-de-boi
coriacea
Crista-de-galo
Cruzeirinho
Cumbarú
Curraleirabranca
Curraleira
AR
HB
AR
N
E
E
MC
Q
Q
INF
Derrame
2
0,060
INF
Osteoporose
1
0,030
INF
Afecções da Pele
1
MAC
Infecção no ouvido
1
0,030
INF
Rins
1
0,030
INF
Afecções da Pele
4
INF
Depurativo do sangue
2
0,030
0,120
0,060
HB
N
C
INF
Gripe
2
AR
E
Q
INF
Garganta
1
INF XAR
Tosse
2
XAR
Dengue
1
XAR
Gripe
1
0,030
INF XAR
Estômago
2
0,060
INF
Sinusite
1
0,030
INF
Cólica menstrual
1
INF
Dor de cabeça
2
0,060
INF
Infecção de mulher
1
0,030
INF
Fraturas ósseas
1
0,030
MAC
Bronquite
2
0,060
MAC
Cicatrizante
1
0,030
INF, MAC
Diarréia
2
0,060
INF, MAC
Disenteria
2
0,060
INF
Dor de barriga
1
0,030
INF,
MAC,
OUT
INF, MAC
Garganta
5
Cicatrizante
5
0,150
INF, MAC
Gripe
3
0,090
INF
Inflamação de garganta
1
0,030
INF
1
INF
inflamação do útero e
ovário
Picada de cobra
1
0,030
MAC
Rouquidão
3
0,090
INF
Tosse
3
0,090
HB
HB
HB
AR
E
N
N
N
Q
C
C
CP
AR
N
C
INF
Útero
2
AR
N
C
INF
Hipertensão
2
INF
1
0,060
0,030
0,060
0,030
0,030
0,150
0,030
0,060
0,060
Dente-de-leão
HB
E
Q
INF
Inflamação do útero
ovário Úlcera
Depurativo do sangue
Dipirona
HB
E
Q
DEC, INF
Dor de cabeça
2
0,060
INF
Dor no corpo
7
0,209
INF
Febre
3
0,090
INF
Rins
3
0,090
DEC, INF
Tosse
2
0,060
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
Doradão
Douradinha-do-
SA
SA
N
N
C
C
3
0,030
0,090
122
Schum.
campo
Alternanthera ficoidea R.
Br.
Mimosa debilis var. vestita
(Benth.) Barneby
Cecropia
pachystachya
Trécul
Pseudobombax
longiflorum (Mart.
Zucc.) Rob.
Et
Lippia
alba
(Mill.)
N.E.Br.ex Britton & P.
Wilson
Polygonum cf. punctatum
Elliott
INF
Diurético
1
0,030
INF
Dor no corpo
2
0,060
INF
Rins
2
0,060
INF
Gripe
1
0,030
INF
Hipertensão
1
0,030
INF
Rins
2
0,060
INF
Insônia
1
0,030
INF
Pedra nos rins
2
0,060
INF
Pressão baixa
1
0,030
INF
Próstata
1
0,030
Rins
33
Dor no corpo
1
Doril
HB
E
Q
DEC,
XAR
INF
Dorme-dorme
HB
N
C
INF
Calmante
2
Embaúba
AR
N
C
INF
Colesterol
1
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Diabetes
1
0,030
INF
Dor de cabeça
1
0,030
INF XAR
Hipertensão
4
0,120
INF
Leucemia
1
0,030
INF
Pneumonia
3
0,090
INF
Rins
2
0,060
INF XAR
Tosse
6
0,179
INF
Pneumonia
3
Embiriçu-docerrado
Erva-cidreira
AR
N
C
INF,
0,987
0,030
0,060
0,030
0,090
HB
N
C
INF XAR
Tosse
3
0,090
INF
Tuberculose
1
0,030
INF
Calmante
13
0,389
Erva-de-bicho
HB
N
P
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
MAC
Dor de dente
1
0,030
INF
Gases
1
0,030
INF
Gripe
2
0,060
INF
Hipertensão
15
0,449
INF
Pressão baixa
2
0,060
INF
Rouquidão
1
0,030
INF
Taquicardia
1
0,030
DEC
Tosse
1
0,030
Dengue
6
Estômago
1
0,030
DEC
Febre
1
0,030
INF
Cicatrizante
2
0,060
DEC,
XAR
INF
INF,
0,179
123
Psittacanthus calyculatus
(D.C.) G. Don.
Commelina nudiflora L.
Chenopodium
ambrosioides L.
Erva-depassarinho
Erva-de-santaluzia
Erva-de-santamaria
AR
HB
HB
N
N
E
CP
Q
Q
INF
Gripe
11
0,329
INF XAR
Hemorróidas
4
0,120
INF XAR
Derrame
2
INF
Dor de barriga
2
0,060
INF
Gripe
1
0,030
INF
Pneumonia
3
0,090
INF
Cicatrizante
2
INF
Infecção dos olhos
1
MAC
Cicatrizante
1
INF
Coração
2
0,060
INF
Diabetes
2
0,060
DEC
Gripe
3
0,090
Fraturas ósseas
6
INF,
MAC,
TIN
INF
GAR,
SUM,
aff.
jangadensis
Pimpinella anisum L.
Rudgea
viburnoides
(Cham.) Benth.
Erva-docarregador
Erva-doce
Erva-molar
HB
HB
AR
N
E
N
CP
Q
C
0,060
0,030
0,030
0,179
Rins
1
0,030
Tosse
1
0,030
Verminose
38
Depurativo do sangue
1
INF
Diabetes
3
0,090
INF
Calmante
1
0,030
INF
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Prisão de ventre
5
0,150
INF
Rins
1
0,030
INF
Depurativo do sangue
3
INF
Disenteria
1
0,030
INF
Dor de dente
1
0,030
INF
Dores na coluna
1
0,030
INF
Reumatismo
1
0,030
DEC, INF
Rins
23
0,688
0,030
INF XAR
Pectis
Moore
0,060
DEC,
SUM
INF
INF,
1,136
0,030
0,090
Em fase de indentificação
Espinha-aguia
NI
N
NI
DEC
Inflamação de dente
1
Em fase de indentificação
Espinha-deuriço
NI
N
NI
GAR
Dor de gravidez
1
GAR
Recaída de parto
1
0,030
GAR
Úlcera
1
0,030
Machaerium hirtum (Vell.)
Stelf.
Maytenus ilicifolia Mart.ex
Reissek.
Espinheirasanta-nativa
Espinheirasanta
0,030
AR
N
CP
INF
Úlcera
2
AR
N
C
INF
Ácido úrico
2
INF
Diarréia
1
0,030
MAC
Dor de estômago
1
0,030
INF
Dor no peito
3
0,090
INF
Gastrite
3
0,090
DEC XAR
Gripe
1
0,030
INF, XAR
Tosse
6
0,179
0,060
0,060
124
Eucalyptus
Hook.
citriodora
Dimorphandra
Benth.
Senna
Link
mollis
occidentalis
(L.)
Cajanus bicolor DC.
Vernonia
Backer.
condensata
Eucálipto
Fava-de-santoinácio
Fedegoso
Feijão-andu
Figatil-caferana
AR
AR
HB
HB
SA
E
N
E
E
E
Q
C
Q
Q
Q
INF
Bronquite
2
INF
Diabetes
1
0,030
INF
Febre
2
0,060
DEC, INF
Gripe
3
0,090
INF
Sinusite
1
0,030
INF, XAR
Tosse
3
0,090
INF XAR
Bronquite
1
INF
Garganta
1
0,030
INF
Gripe
1
0,030
INF
Hipertensão
2
0,060
MAC
Manchas na Pele
1
0,030
INF
Pneumonia
1
0,030
INF TIN
Reumatismo
1
0,030
INF, MAC
Tosse
2
0,060
INF XAR
Verminose
4
0,120
INF
Depurativo do sangue
1
INF, MAC
Dor de barriga
2
0,060
INF XAR
Gripe
2
0,060
INF
Tosse
1
0,030
Verminose
15
Diarréia
1
0,030
INF
Estômago
3
0,090
INF
Verminose
2
0,060
INF
Câncer
1
INF, MAC
Dor de estômago
3
DEC,
INF,
MAC
INF, MAC
Estômago
18
Fígado
8
0,239
DEC,
MAC
INF
INF,
0,060
0,030
0,030
0,449
0,030
0,090
0,538
Ficus brasiliensis Link.
Figo
AR
E
Q
INF
Gastrite
2
0,060
Ficus pertusa L.f.
Figueirinha
AR
N
MC
MAC
Estômago
1
0,030
INF
Micose
2
0,060
INF, MAC
Estômago
3
MAC
Gases
1
INF
INF
Sistema
(Alcoolatra)
Alergia
DEC
Bronquite
1
0,030
MAC
Depurativo do sangue
1
0,030
INF XAR
Gripe
1
0,030
Tithonia
diversifolia
(Hemsl.) A. Gray
Kalanchoe pinnata (Lam.)
Pers.
Em fase de indentificação
Em fase de indentificação
Solanum lycocarpum A.
St.-Hil.
Flor-daamazônia
Folha-dafortuna
SA
HB
E
E
Q
Q
nervoso
3
3
Folha-decomer-leite
Folha-fidida
NI
N
NI
INF
Úlcera
1
HB
N
C
INF
Gripe
1
Fruta-de-lobo
AR
N
C
MAC
Gastrite
2
INF
Úlcera
2
0,090
0,030
0,090
0,090
0,030
0,030
0,060
0,060
125
Pouteria ramiflora (Mart.)
Radlk.
Dioclea violacea Mart
Fruta-de-viado
AR
N
C
INF
Úlcera
4
AR
N
CP
INF
Derrame
1
Nicotiana tabacum L.
Fruta-olho-deboi
Fumo
AR
E
Q
INF
Tétano
1
0,030
Euphorbia prostrata Aiton
Fura-pedra
HB
E
Q
INF
Rins
1
0,030
DEC, INF
Rins
4
0,120
Gripe
6
Inflamação na garganta
2
0,060
TIN
Sinusite
1
0,030
INF
Tosse
3
0,090
MAC
Estômago
1
0,030
INF, MAC
Fígado
4
0,120
MAC
Gastrite
1
0,030
MAC
Úlcera
1
0,030
MAC
Verminose
1
0,030
INF
Depurativo do sangue
2
INF
Dor de estômago
1
0,030
INF
Dor no corpo
1
0,030
INF
Dor no estômago
1
0,030
DEC
Dor no peito
1
0,030
INF
Estômago
5
0,150
DEC, INF
Fígado
2
0,060
MAC
Gastrite
1
0,030
INF
Gripe
1
0,030
DEC, INF
Fraturas ósseas
3
0,090
INF
Prisão de ventre
1
0,030
DEC,
INF,
MAC
INF XAR
Tosse
20
Verminose
1
0,030
0,030
Zingiber officinale Roscoe
Sesamum indicum L.
Stachytarpheta
aff.
Cayennensis (Rich.) Vahl
Gengibre
Gergelim
Gervão
HB
SA
HB
E
E
E
Q
Q
C
DEC,
MAC
INF
INF,
0,120
0,030
0,179
0,060
0,598
Ginkgo biloba L.
Ginco-biloba
AR
E
Q
INF
Cérebro
1
Pfaffia
glomerata
(Spreng.) Pedersen.
Psidium guineense Sw.
Ginsengbrasileiro
Goiaba-áraça
SA
N
P
GAR
Obesidade
2
AR
N
C
INF
Diarréia
3
0,090
INF
Dor de barriga
2
0,060
INF
Dor de cabeça
2
0,060
0,419
0,060
Psidium guajava L.
Goiabeira
AR
E
Q
DEC, INF
Diarréia
14
Astronium
Schott.
Gonçaleiro
AR
N
C
DEC XAR
Gripe
1
DEC
Hemorróidas
1
Tosse
5
Fígado
1
0,030
fraxinifolium
INF,
0,030
0,030
Em fase de indentificação
Gordurinha
NI
N
NI
DEC,
XAR
OUT
Bromelia balansae Mez.
Gravatá
HB
N
CP
MAC
Bronquite
1
0,030
XAR
Tosse
1
0,030
0,150
Annona crassiflora Mart.
Graviola
AR
E
Q
INF
Diabetes
4
0,120
Casearia silvestris Eichler
Guaçatonga
AR
N
C
INF
Epilepsia
1
0,030
126
Mikania glomerata Spreng.
Guaco
HB
N
C
INF
Rins
1
0,030
INF
Bronquite
6
0,179
XAR
Tosse
1
0,030
Copaifera
marginata
Benth.
Syagrus oleracea (Mart.)
Becc.
Aspidosperma tomentosum
Mart.
Sida thombifolia L.
Guaranazinho
SA
N
CP
INF
Úlcera
2
Guariroba
AR
N
F
INF
Rins
2
Guatambu
AR
N
FC
INF
Gastrite
2
Guaxuma
HB
E
Q
INF
Obesidade
3
0,090
Petiveria alliacea L.
Guiné
HB
E
CP
INF, TIN
Reumatismo
4
0,120
Hyptis sp.
Hortelã-bravo
HB
N
CP
INF, SAL
Diabetes
2
0,060
Plectranthus amboinicus
(Lour.) Spreng.
Hortelã-dafolha-gorda
HB
E
Q
INF, XAR
Bronquite
4
XAR
Gripe
1
0,030
INF
Inflamação no útero
1
0,030
INF
Tosse
1
0,030
INF
Diabetes
1
INF
Estômago
1
0,030
INF
Gripe
2
0,060
INF
Tosse
1
0,030
INF
Verminose
9
0,269
DEC
Anemia
1
MAC
Fígado
1
0,030
INF
Tosse
1
0,030
INF
Verminose
6
0,179
XAR
Bronquite
1
INF, XAR
Gripe
2
0,060
INF
Tosse
1
0,030
INF
Verminose
1
0,030
INF
Bronquite
3
0,090
INF, XAR
Gripe
10
0,299
XAR
Bronquite
1
0,030
INF
Estômago
2
0,060
DEC, INF
Gripe
1
0,030
XAR
Queimadura
2
0,060
INF
Verminose
8
0,239
INF
Dor de estômago
2
0,060
INF
Estômago
1
0,030
INF,
MAC,
XAR
INF, XAR
Gripe
9
Resfriado
1
0,030
INF, XAR
Verminose
11
0,329
Hyptis cf. hirsuta Kunth
Mentha crispa L.
Mentha x piperita var.
citrata (Ehrh.) Briq.
Mentha spicata L.
Mentha x villosa Huds.
Amburana
cearensis
(Allemão) A. C. Smith.
Inga vera Willd.
Hortelã-docampo
Hortelã-folhamíuda
Hortelã-pimenta
Hortelã-vicki
Hortelã-rasteira
HB
HB
HB
HB
HB
N
E
E
E
E
C
Q
Q
Q
Q
0,060
0,060
0,060
0,120
0,030
0,030
0,030
0,269
Imburana
AR
N
F
DEC, INF
Tosse
8
Ingá
AR
E
MC
INF
Rins
4
0,120
INF
Instetino preso
1
0,030
0,239
127
Cissus cissyoides L.
Tabebuia aurea (Silva
Manso) Benth. & Hook. f.
ex S. Moore
Tabebuia
impetiginosa
(Mart. Ex DC.) Standl.
Piper cuyabanum C. DC.
Insulina-deramo
Ipê-amarelo
HB
E
Q
INF
Diabetes
4
AR
N
C
INF
Câncer de próstata
1
0,120
0,030
Ipê-roxo
Jaborandi
AR
SA
N
N
CP
MCP
DEC, INF
Câncer de próstata
4
XAR
Tosse
1
0,030
DEC
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Estômago
2
0,060
INF
Queda de cabelo
2
0,060
0,120
Artocarpus integrifolia L.f.
Jaca
AR
E
Q
INF
Diurético
1
0,030
Zinnia elegans Jacq.
Jacinta
HB
E
Q
INF
Dor no corpo
1
0,030
Spilanthes acmella Murr
Jambú
AR
E
Q
INF, MAC
Fígado
2
0,060
Apeiba tibourbou Aubl.
Jangadeira
AR
N
C
INF
Fígado
1
0,030
Smilax aff.
Spreng.
Japecanga
HB
N
C
INF
Dores na coluna
4
INF
Reumatismo
1
brasiliensis
Dracontium
longipoes
Engl.
Hymenaea stigonocarpa
Mart. ex Hayne
Hymenaea courbaril L.
Tocoyena formosa (Cham.
e Schltdl.) K. Schum.
Genipa americana L.
Cariniana rubra Gardner
ex Miers
Solanum viarum Dunal.
0,120
0,030
Jararaquinha
HB
N
C
DEC
Picada de cobra
1
Jatoba-docerrado
AR
N
C
INF, XAR
Bronquite
4
INF
Dor no peito
1
0,030
GAR
Fertilizante
1
0,030
INF, TIN
Gripe
2
0,060
INF
Inflamação da próstata
1
0,030
INF, XAR
Tosse
7
0,209
DEC, INF
Bronquite
4
0,120
INF,
XAR
MAC
Gripe
3
Infecção urinária
1
0,030
INF, XAR
Pneumonia
2
0,060
Tosse
13
Rins
1
Jatobá-mirim
AR
N
FMC
MAC,
0,030
0,120
0,090
Jenipapo-bravo
AB
N
C
DEC,
INF,
MAC, XAR
INF
Jenipapo
AR
N
C
MAC
Apendicite
1
0,030
INF
Bronquite
3
0,090
SUM
Diabetes
1
0,030
INF
Rins
2
0,060
DEC
Cólica menstrual
1
INF XAR
Dores reumáticas
1
0,030
MAC
Dor no nervo
1
0,030
DEC, INF
Cicatrizante
2
0,060
INF
Infecção na bexiga
1
0,030
DEC, INF
Inflamação de garganta
3
0,090
DEC,
INF,
MAC, XAR
INF, TIN
inflamação do útero e
ovário
Tosse
14
4
0,120
INF
Úlcera
1
0,030
DEC, INF
Hemorróidas
5
0,150
Jequitibá
Joá-manso
AR
AB
N
N
F
C
0,389
0,030
0,030
0,419
128
Caesalpinia ferrea Mart.
Solanum sp.
Jucá
Jurubeba
AR
SA
N
E
F
Q
MAC
Cicatrizante
3
0,090
MAC
Estômago
1
0,030
INF
Útero
2
0,060
TIN
Fraturas ósseas
1
0,030
INF
Dores na coluna
1
0,030
INF
Estômago
1
0,030
INF
Fígado
1
0,030
0,030
Em fase de identificação
Justiça
NI
N
NI
TIN
Reumatismo
1
Coix lacrima-jobi L.
Lácrimas-denossa-senhora
Laranjeira
HB
E
Q
INF
Rins
2
AR
E
Q
INF
Calmante
1
0,030
INF
Cicatrizante
1
0,030
DEC,
INF,
MAC
INF, XAR
Febre
7
Gripe
4
0,120
INF, MAC
Pneumonia
3
0,090
INF
Tétano
2
0,060
Citrus aurantium L.
0,060
0,209
Pouteria glomerata (Miq.)
Radlk.
Em fase de identificação
Laranjinha-domato
Largatinha
AR
N
MC
INF
Febre
1
NI
N
NI
TIN
Picada de cobra
1
0,030
Em fase de indentificação
Lava-prato
HB
N
C
INF
Rins
1
0,030
Synadenium grantii Hook.
f.
Cancerosa
SA
E
Q
MAC
Câncer de próstata
1
INF
Dor de estômago
1
0,030
INF
Gastrite
1
0,030
MAC
Pneumonia
1
0,030
INF
Afta
1
0,030
INF
Diurético
1
0,030
INF
Calmante
5
0,150
INF
Hipertensão
1
0,030
DEC
Taquicardia
1
0,030
SUM
Cólica menstrual
1
0,030
MAC
Diabetes
1
0,030
SUM
Dor de barriga
1
0,030
INF, XAR
Fígado
1
0,030
INF, XAR
Gripe
4
0,120
INF
Hipertensão
1
0,030
INF, XAR
Tosse
2
0,060
Citrus limon (L.) Burm.
Citrus limmeta Risso
Limeira
Citrus aurantifolia Swingle
Em fase de identificação
Eryngium
aff.
Cham. & Schltdl.
Limão-bravo
pristis
Limoeiro
Línguacachorro
Língua-detucano
AR
AR
AR
E
E
E
Q
Q
Q
0,030
0,030
HB
N
C
MAC
Diarréia
1
HB
N
C
INF
Dor no corpo
1
INF
Inflamação de dente
1
0,030
0,030
0,030
Emilia fosbergii Nicolson
Língua-de-vaca
HB
E
Q
SAL
Verminose
3
0,090
Davilla elliptica A. St.-Hil.
Lixeira-de-cipó
HB
N
C
INF
Rins
3
0,090
Curatella americana L.
Lixeira
AR
N
C
DEC, INF
Cicatrizante
2
0,060
MAC
Cólica intestinal
1
0,030
129
Davilla nitida
Kubitzki
(Vahl.)
Artemisia absinthium L.
Achyrocline
(Lam.) DC.
satureioides
Lixeirinha
Losna,
vômica
AR
nor-
Macela-docampo
HB
HB
N
E
N
C
Q
CP
INF
Diarréia
1
0,030
INF, XAR
Gripe
2
0,060
INF
Rins
3
0,090
INF, MAC
Rins
6
0,179
INF
Tosse
1
0,030
INF
Acelera trabalho de parto
1
INF
Fígado
2
0,060
INF
Rins
1
0,030
DEC, INF
Inflamação (Hérnia)
2
0,060
INF
Dor de barriga
1
MAC
Dor no corpo
1
DEC,
INF,
MAC, SUM
INF
Estômago
23
Fígado
1
0,030
INF
Inflamação (Hérnia)
1
0,030
INF
Diarréia
1
INF
Dor de cabeça
3
0,090
INF
Estômago
5
0,150
INF
Gastrite
1
0,030
INF
Gripe
1
0,030
DEC, INF
Hipertensão
3
0,090
0,030
0,030
0,030
0,688
0,030
Mucuna pruriens DC.
Macuna
HB
E
Q
MAC
Derrame
1
0,030
Malva sylvestris L.
Malva-branca
HB
N
Q
DEC, INF
Cicatrizante
2
0,060
INF
Conjuntivite
1
0,030
INF, TIN
Corrimento
2
0,060
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Diurético
1
0,030
INF
Furúnculo
1
0,030
INF
Infecção dos olhos
1
0,030
TIN
2
INF
inflamação do útero e
ovário
Inflamação dos olhos
4
0,120
INF
Reumatismo
4
0,120
INF
Amigdalite
3
INF
Cicatrizante
2
0,060
INF
Dor de cabeça
2
0,060
INF
Dor de dente
1
0,030
INF
Útero
1
0,030
INF
Azia
2
INF,
GAR,
MAC
INF, GAR
Depurativo do sangue
3
Infecção na Pele
1
0,030
INF
Vitiligo
1
0,030
MAC
Diabetes
1
Malvastrum
coramandelianum Garcke
Brosimum
Trécul
gaudichaudii
Zanthoxylum cf. rhoifolium
Lam.
Malva
Mama-cadela
Mamica-deporca
SA
SA
AR
N
N
N
C
C
C
0,060
0,090
0,060
0,090
0,030
130
Carica papaya L.
Mamoeiro
Ricinus communis L.
Spiranthera
A. St.-Hil.
Manihot sp.
odoratissima
Hancornia
speciosa
Gomes
Lafoensia pacari A. St.
Hil.
Hancornia
Gomes
speciosa
Mangifera indica L.
Ocimum minimum L.
Origanum majorana L.
Mamona
AR
AB
E
N
Q
C
INF
Diarréia
3
0,090
INF
Dorna coluna
1
0,030
INF, MAC
Hemorróidas
3
0,090
INF
Congestão
1
0,030
INF
Dor de dente
2
0,060
INF
Dor no corpo
1
0,030
INF
Hepatite
2
0,060
INF
Tosse
2
0,060
INF, OUT
Verminose
4
0,120
INF
Cicatrizante
1
0,030
INF
Depurativo do sangue
3
0,090
INF
Cicatrizante
1
0,030
Manacá
SA
N
C
INF, TIN
Reumatismo
3
Mandioca-braba
SA
N
P
INF
Coceira
1
Mandioca
SA
E
Q
INF
Coceira
3
Mangava-braba
AR
N
C
MAC
Cicatrizante
3
MAC
Diarréia
1
0,030
MAC
Dor de barriga
2
0,060
MAC
Estômago
1
0,030
INF, MAC
Gastrite
4
0,120
MAC
Estômago
1
0,030
INF
Rins
1
0,030
Úlcera
29
Mangava-mansa
Mangueira
Manjericão
Manjerona
SA
AR
HB
HB
N
E
E
E
C
Q
Q
Q
DEC,
XAR,
MAC
INF
INF,
GAR,
0,090
0,030
0,090
0,090
0,867
Coceira
1
INF, MAC
Diarréia
5
0,150
INF
Estômago
1
0,030
XAR
Bronquite
1
0,030
INF, XAR
Gripe
2
0,060
Tosse
4
Rins
1
0,030
INF
Sinusite
2
0,060
INF
Verminose
1
0,030
INF
Coração
2
0,060
INF
Taquicardia
1
0,030
0,030
DEC,
XAR
INF
INF,
0,030
0,120
Em fase de indentificação
Mão-de-deus
NI
N
NI
MAC
Estômago
1
Zamia boliviana (Brongn.)
A. DC.
Passiflora
cincinnata
Mast.
Maquiné
HB
N
C
INF
Estômago
2
Maracujá-domato
HB
N
C
INF
Calmante
1
INF
Hipertensão
1
0,030
0,060
0,030
Passiflora alata Dryander
Maracujá
HB
N
Q
INF
Calmante
3
0,090
Mirabilis jalapa L.
Maravilha
HB
E
Q
DEC
Coração
1
0,030
131
INF, SUM
Dor de ouvido
3
0,090
INF, SUM
Hipertensão
2
0,060
0,090
Solanum americanum Mill.
Maria-pretinha
HB
E
Q
DEC, INF
Verminose
3
Cordiera sessilis (Vell.)
Kuntze
Marmelada-bola
AR
N
C
INF
Gripe
1
INF
Verminose
1
0,030
0,030
Cordiera macrophylla (K.
Schum.) Kuntze
Cordiera edulis (Rich.)
Kuntze
Senna alata (L.) Roxb.
Marmeladaespinho
Marmelada
AB
N
C
INF
Verminose
1
AB
N
C
INF
Verminose
1
Mata-pasto
AB
N
C
INF
Dores de cabeça
1
0,030
Cucumis anguria L.
Máxixe
HB
E
Q
INF
Anemia
1
0,030
Citrullus vulgaris Schrad
Melância
HB
E
Q
INF
Cólica de bebê
1
0,030
INF
Dorna bexiga
1
0,030
INF
Bronquite
1
Dengue
8
Dor no corpo
1
0,030
INF
Estômago
1
0,030
INF
Febre
3
0,090
INF, MAC
Gripe
5
0,150
INF
Hepatite
3
0,090
MAC
INF, MAC
Inchaço
grávida
Malária
INF
Momordica charantia L.
Melão-de-sãocaetano
HB
E
Q
DEC,
MAC
INF
INF,
de
0,060
1
0,030
Q
INF
Calmante
Ageratum conyzoides L.
Mentrasto
HB
N
Q
INF
INF
Inchaço
de
grávida
Estômago
INF
Zea mays L.
Milho
Commiphora myrrha (T.
Nees) Engl.
Dilodendron
Radlk.
Byrsonima
(L.) DC.
bipinnatum
verbascifolia
Coutarea hexandra (Jacq. )
K. Schum.
Mirra
Mulher-pobre
Murici-docerrado
Murtinha
HB
HB
AR
AR
HB
E
E
N
N
N
C
Q
Q
C
C
C
0,030
0,090
E
N
0,239
2
HB
HB
0,030
Verminose
Melissa
Mercúrio-docampo
1
0,030
3
Melissa officinalis L
Galphimia brasiliensis (L.)
A. Juss.
mulher
0,030
mulher
4
0,120
1
0,030
Parto
2
0,060
INF
Prisão de ventre
1
0,030
DEC INF
Reumatismo
3
0,090
INF, XAR
Tosse
1
0,030
INF
Coceira
1
INF
Cicatrizante
1
0,030
INF
Infecção no dente
1
0,030
INF
Fraturas ósseas
1
0,030
INF
Dorna urina
2
0,060
INF
Rins
1
0,030
XAR
Menstruação
1
INF
Reumatismo
2
INF
Útero
3
MAC
Fraturas ósseas
1
INF
Dores na coluna
1
INF
Útero
1
INF
Diarréia
1
0,030
0,030
0,060
0,090
0,030
0,030
0,030
0,030
132
Cleome sp.
Mussambé
AB
E
Q
INF
Diarréia
1
0,030
Azadirachta indica A. Juss
Neem
AR
E
Q
MAC
Diabetes
1
0,030
Siparuna guianensis Aubl.
Negramina
AR
E
Q
INF
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Febre
1
0,030
DEC, INF
Gripe
8
0,239
GAR
Cérebro
1
INF, TIN
Depurativo do sangue
5
0,150
INF
Dor no corpo
1
0,030
GAR
Cicatrizante
1
0,030
Impotência sexual
5
Reumatismo
1
0,030
Heteropterys aphrodisiaca
Machado
Nó-de-cachorro
HB
N
C
GAR,
TIN
TIN
INF,
0,030
0,150
Triplaris brasiliana Cham.
Novatero
AR
N
MC
INF
Diabetes
1
0,030
Em fase de identificação
Número 3
NI
N
NI
INF
Dentição
1
0,030
INF
Febre
2
0,060
INF
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Hanseníase
1
0,030
Diospyros híspida A. DC.
Olho-de-boi
AR
N
C
Pereskia aculeate Mill.
Onze-horas
HB
E
Q
INF
Hipertensão
3
0,090
Origanum vulgaris l.
Orégano
HB
E
Q
INF
Tosse
1
0,030
Cissampelos sp.
Orelha-de-onça
HB
N
C
INF
Dores na coluna
1
0,030
INF
Rins
1
0,030
0,060
Pereskia cf. aculeata
Oro-pro-nobis
AB
E
Q
INF
Anemia
2
Oncidium cebolleta (Jacq.)
Sw.
Opuntia sp.
Orquídea
HB
N
CP
INF
Dor de cabeça
1
Palma
HB
E
CP
INF
Dores na coluna
2
Eleutherine bulbosa (Mill.)
Urb.
Palmeirinha
HB
E
Q
INF
Depurativo do sangue
2
INF
Dor de barriga
1
0,030
INF, XAR
Tosse
3
0,090
INF
Hemorróidas
4
0,120
Cicatrizante
1
Anemia
3
Bronquite
1
0,030
INF, TIN
Câncer
1
0,030
GAR
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Diarréia
2
0,060
INF
Dor de barriga
3
0,090
INF
Dor de cabeça
1
0,030
INF, MAC
Estômago
3
0,090
DEC,
INF,
XAR
DEC,
INF,
XAR, MAC
INF
Tosse
5
Verminose
22
Depurativo do sangue
1
DEC, INF
Estômago
2
0,060
DEC, MAC
Fígado
2
0,060
Aristolochia
esperanzae
Kuntze
Tabebuia caraiba (Mart.)
Bureau
Pothomorphe
(L.) Miq.
umbellata
Papo-de-peru
HB
N
C
INF
Para-tudo
AR
N
C
DEC,
MAC
GAR
Pariparoba
SA
N
MC
INF,
0,030
0,060
0,060
0,030
0,090
0,150
0,658
0,030
133
Bauhinia rufa (Bong.)
Steud.
Bauhinia cf ungulata L.S.
Lat
Copaifera sp.
Terminalia argentea Mart.
Em fase de identificação
Vochysia rufa Mart.
INF
Pneumonia
1
0,030
Pata-de-boi
AB
N
C
INF
Diabetes
2
Pata-de-vaca
AB
N
C
INF, MAC
Diabetes
7
Pau-d‟óleo
AR
N
FC
INF
Dores nos rins
1
0,030
INF
Cicatrizante
1
0,030
INF
Rins
1
0,030
MAC
Úlcera
2
0,060
DEC
Coceira
1
0,030
MAC
Diabetes
1
0,030
INF
Tosse
2
0,060
DEC, XAR
Gripe
1
0,030
DEC,
XAR
INF
Tosse
5
Tuberculose
1
0,030
INF
Depurativo do sangue
2
0,060
INF
Diabetes
3
0,090
INF
Diarréia
1
0,030
INF
Intestino preso
1
0,030
INF
Obesidade
3
0,090
INF
Rins
1
0,030
INF
Tosse
1
0,030
INF
Verminose
1
0,030
Pau-de-bicho
Pau-de-urubu
Pau-doce
AR
AR
AR
N
N
N
C
MC
C
INF,
0,060
0,209
0,150
Agonandra
brasiliensis
Miers ex Benth. & Hook f.
Não identificada
Pau-marfim
AR
N
C
INF
Infecção de mulher
1
Pau-poconé
AR
N
P
INF
Dor muscular
2
Platycyamus
regnellii
Benth.
Kielmeyera
aff.
grandiflora (Wawra) Saddi
Geissospermum
laevis
Miers
Pau-porrete
AR
N
P
MAC
Anemia
1
Pau-santo
AB
N
C
INF
Anemia
1
Pau-tenente
AR
N
P
INF
Diabetes
1
INF
Dor de barriga
2
0,060
INF
Diarréia
1
0,030
INF
Dor de barriga
4
0,120
Qualea grandiflora Mart.
Pau-terra
AR
N
C
0,030
0,060
0,030
0,030
0,030
Qualea parviflora Mart.
Pau-terrinha
AR
N
C
INF
Diarréia
1
0,030
Priva lappulacea (L.) Pers.
Pega-pega
HB
N
C/Q
INF
Estômago
2
0,060
Sinusite
1
0,030
INF
Dor no corpo
1
DEC, INF
Febre
3
0,090
INF
Gripe
2
0,060
INF
Verminose
1
0,030
INF
Cicatrizante
1
GAR
Infecção de mulher
1
0,030
XAR
Útero
1
0,030
0,030
Cybistax
antisyphylitica
(Mart.) Mart.
Simorouba versicolor A.
St. –Hil.
Pé-de-anta
Pé-de-perdiz
AB
AR
N
N
CP
C
Cucumis sativus L.
Pepino
HB
E
Q
INF
Hipertensão
1
Caryocar
Cambess.
Pequizeiro
AR
N
C
INF
Diabetes
1
brasiliense
0,030
0,030
0,030
134
Aspidosperma polyneuron
(Müll.) Arg.
Centratherum
punctatum Cass.
Porophyllum
(Jacq.) Cass.
aff.
ruderale
Bidens pilosa L.
Capsicum sp.
Péroba
Perpétua-roxa
Picão-branco
Picão-preto
Pimenta
AR
HB
HB
HB
AB
N
E
E
E
E
C
Q
Q
Q
Q
DEC INF
Hipertensão
3
0,090
DEC
Labirintite
1
0,030
INF
Obesidade
2
0,060
INF
Estômago
1
INF
Intestino preso
3
INF
Dor no corpo
1
INF
Coração
2
DEC, INF
Hepatite
7
INF, TIN
Rins
3
0,090
INF
Hepatite
5
0,150
DEC INF
Icterícia
2
0,060
INF
Rins
3
0,090
INF
Dor de cabeça
8
0,239
Hemorróidas
1
0,030
0,030
0,090
0,030
0,060
0,209
Helicteres sacarolha A.
St.-Hil.
Em fase de identificação
Semente-demacaco
Pincen
AB
N
C
INF
Hipertensão
1
NI
N
NI
MAC
Estômago
1
0,030
Duranta repens aurea
Pingo-de-ouro
HB
E
Q
INF
Diabetes
3
0,090
Jatropha aff. gossypiifolia
L.
Pinhão-roxo
AB
E
Q
MAC
Cicatrizante
2
INF
Cicatrizante
4
Trema micrantha (L.)
Blume
Eugenia pitanga (O.Berg.
ex Mart.) KC.L.E.srk
Talisia esculenta (A. St.Hil.) Radlk.
Tabebuia
serratifolia
Nicholson
Leandra
purpurascens
(DC.) Cogn.
Hybanthus calceolaria (L.)
Schulze-Menz.
Mentha pulegium L.
Em fase de indentificação
0,030
0,060
0,120
Piriquiteira
AR
N
C
INF
Cicatrizante
1
Pitanga
AB
E
Q
INF
Dor de barriga
1
INF
Garganta
2
0,060
INF
Gripe
3
0,090
INF
Rins
1
0,030
INF
Dores na coluna
3
INF
Inflamação na garganta
1
0,030
TIN
Reumatismo
1
0,030
Pitomba
AR
E
F
0,030
0,030
0,090
Piúva
AR
N
F
INF
Próstata
3
Pixirica
AR
N
C
INF
Reumatismo
1
Poaia-branca
HB
N
MC
INF
Tosse
1
Poejo
HB
E
Q
INF, XAR
Bronquite
2
0,060
INF, XAR
Calmante
2
0,060
INF
Febre
4
0,120
DEC,
INF,
MAC,
SAL,
XAR
INF, XAR
Gripe
15
Resfriado
4
0,120
INF, XAR
Tosse
5
0,150
INF
Diarréia
1
0,030
INF
Dor de barriga
2
0,060
INF
Dor de cabeça
1
0,030
DEC
Dor de estômago
1
0,030
Ponta-livre
HB
E
Q
0,090
0,030
0,030
0,449
135
INF
Dor no corpo
4
0,120
INF
Hipertensão
1
0,030
INF
Pneumonia
1
0,030
INF
Prisão de ventre
2
0,060
0,060
Hibiscus rosa-sinensis L.
Primavera
AB
E
Q
INF, MAC
Dor de cabeça
2
Jatropha elliptica (Poh)
Oken
Purga-delagarto, Amaroleite
HB
N
C
GAR
Alergia
1
0,030
DEC,
INF,
MAC, TIN
INF
Depurativo do sangue
5
Derrame
1
0,030
INF
Cicatrizante
1
0,030
MAC
Manchas na Pele
1
0,030
Picada de cobra
4
Próstata
1
0,030
INF, TIN
Sífilis
3
0,090
INF, MAC
Verminose
4
0,120
DEC INF
Coceira
1
0,030
Rins
28
Rins
1
Cólica menstrual
2
INF,
TIN
INF
Phyllanthus niruri L.
Quebra-pedra
HB
N
C
Em fase de indentificação
Quecede
NI
N
NI
Hibiscus sabdariffa L.
Alecrim-deangpla, Quiabode-angola
SA
E
Q
Vochysia
cinnamomea
Pohl
Acosmium
subelegans
(Mohl.) Yakovlev
Strychnos pseudoquina A.
St.-Hil.
MAC,
DEC,
MAC
INF
INF,
DEC,
XAR
INF,
0,150
0,120
0,837
0,030
0,060
INF
Corrimento
1
0,030
INF
Diarréia
1
0,030
INF
Dor de barriga
1
0,030
INF
Útero
1
0,030
INF
Labirintite
3
0,090
DEC
Picada de cobra
1
0,030
INF, MAC
Pneumonia
1
0,030
INF
Ansiedade
6
0,179
INF
Coração
6
0,179
INF
Gripe
5
0,150
INF
Taquicardia
1
0,030
Quina-doce
AR
N
C
DEC
Gripe
3
Quina-gensiana
AB
N
CP
INF
Cicatrizante
1
TIN
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Dor de cabeça
1
0,030
MAC
Fígado
1
0,030
DEC
Infecção de mulher
1
0,030
TIN, GAR
1
INF
inflamação do útero e
ovário
Recaída de parto
1
0,030
DEC
Rins
1
0,030
Anemia
17
Cicatrizante
1
Quina
AR
N
CP
INF,
XAR
MAC
MAC,
0,090
0,030
0,030
0,508
0,030
136
MAC
Colesterol
1
DEC,
INF,
MAC, TIN
INF, MAC
Depurativo do sangue
6
Dor de barriga
4
0,120
INF, MAC
Dor de cabeça
4
0,120
GAR
Dor no corpo
1
0,030
Estômago
3
Cicatrizante
2
0,060
INF, MAC
Gripe
2
0,060
MAC, OUT
Estômago
1
0,030
TIN
1
INF
inflamação do útero e
ovário
Fraturas ósseas
1
0,030
DEC, INF
Pneumonia
1
0,030
MAC
Tosse
1
0,030
DEC
Úlcera
1
0,030
DEC,
INF,
MAC, XAR
INF
Verminose
6
Hipertensão
1
0,030
INF
Infecção de mulher
1
0,030
INF
Diurético
1
INF
Hepatite
2
0,060
INF
Rins
3
0,090
0,060
DEC,
MAC
INF
Cissus sp.
Phlebodium
J.Sm.
Rabo-de-arráia
decumanum
Rabo-demacaco
HB
HB
N
N
CP
CP
INF,
0,030
0,179
0,090
0,030
0,179
0,030
Stachytarpheta sp.
Rabo-de-pavão
HB
N
CP
INF
Dor no corpo
2
Cayaponia tayuya (Cell.)
Cogn.
Raiz-de-bugre
SA
N
CP
MAC
Depurativo do sangue
3
INF
Hepatite
1
0,030
INF
Inflamação da garganta
1
0,030
INF, MAC
Rouquidão
5
0,150
INF
Diarréia
3
INF
Depurativo do sangue
1
Berberis laurina Billb.
Raiz-de-sãojoão
HB
N
C
0,090
0,090
0,030
0,000
0,000
Punica granatum L.
Romã
AR
E
Q
MAC
Cólica menstrual
1
0,030
INF
Diarréia
1
0,030
DEC, INF
Dor de barriga
5
0,150
INF
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Dor de garganta
1
0,030
DEC,
INF,
TIN
DEC, INF
Garganta
7
Inflamação da garganta
3
INF, MAC
3
INF
inflamação do útero e
ovário
Rins
2
0,060
0,209
0,090
0,090
Rosa x grandiflora
Rosa-amarela
AR
E
Q
INF
Dor de cabeça
1
0,030
Rosa alba L.
Rosa-branca
SA
E
Q
MAC
Cicatrizante
1
0,030
INF
Dor de cabeça
1
0,030
137
INF
Rheum palmatum L.
Ruibarbo
HB
E
Q
2
MAC
inflamação do útero e
ovário
Depurativo do sangue
1
0,030
MAC
Disenteria
1
0,030
INF
Dor de cabeça
1
0,030
INF
Picada de cobra
1
0,030
0,060
Em fase de indentificação
Raiz-de-tigre
NI
N
NI
DEC
Tosse
1
0,030
Em fase de identificação
Raiz-de-ursa
NI
N
NI
DEC
Depurativo do sangue
1
0,030
Sambucus australis Cham.
e Schltdl.
Sabugueiro
AR
E
Q
INF
Febre
3
INF
Sarampo
6
Depurativo do sangue
5
Dores na coluna
2
0,060
INF
Dor no corpo
1
0,030
INF
Rins
1
0,030
Herreria
Mart.
salsaparrilha
Petroselinum
Hoffm.
Pteridium sp.
sativum
Pteridium aquilinum (L.)
Kuhn
Salsaparilha
SA
N
CMC
DEC,
MAC
INF
INF,
Salsinha
HB
E
Q
INF
Gripe
1
Samambaia-decipo
Samambaia
HB
N
MC
INF
Reumatismo
1
HB
N
MC
INF
Cólica de bebê
3
0,090
0,179
0,150
0,030
0,030
0,090
0,000
0,000
Croton urucurana Baill.
Sangra d‟água
AR
N
MC
INF, MAC
Câncer
2
0,060
MAC
Câncer de próstata
1
0,030
Cicatrizante
5
INF,
MAC,
XAR
MAC
GAR,
TIN,
0,150
Diabetes
2
0,060
MAC
Estômago
3
0,090
MAC
Cicatrizante
1
0,030
INF
Cicatrizante no útero
1
0,030
MAC
Gastrite
2
0,060
INF
1
INF, GAR
inflamação do útero e
ovário
Rins
3
0,090
GAR, INF
Úlcera
2
0,060
0,030
0,030
Em fase de indentificação
Sasaiá
NI
N
NI
XAR
Menstruação
1
Casselia mansoi Schauer
Saúde-damulher
AR
N
MC
DEC
Dentição
1
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Útero
1
0,030
INF
1
GAR, INF
inflamação do útero e
ovário
Menstruação
2
0,060
0,030
0,030
0,030
Byrsonima sp.
Semaneira
AR
N
C
INF
Inflamação na garganta
1
Chamaecrista deusvauxii
(Collad.) Killip
Sene-do-campo
AR
N
C
INF
Constipação
3
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
DEC INF
Dor de cabeça
2
0,060
INF
Febre
1
0,030
0,090
138
Cassia desvauxii Collad.
Spondias purpúrea L.
Sene
Seriguela
HB
AR
E
E
Q
MC
INF
Constipação
1
0,030
DEC INF
Dor de cabeça
4
0,120
INF
Febre
1
0,030
INF
Inflamação vaginal
1
0,030
INF
Labirintite
1
0,030
INF, MAC
Cicatrizante
1
0,030
INF, OUT
Hepatite
1
0,030
Em fase de indentificação
Serralha
NI
N
MC
INF
Infecção dos olhos
3
0,090
Terminalia catappa L.
Sete-copa
AR
E
Q
INF
Infecção dos olhos
2
0,060
Heliotropium
Lehm.
Sete-sangria
HB
N
CP
INF, MAC
Depurativo do sangue
18
INF
Dor de dente
1
0,030
DEC INF
Hipertensão
12
0,359
INF
Tuberculose
1
0,030
filiforme
Salacia aff. elliptica (Mart.
ex Schult.) G. Don
Cissus sp.
Pterodon
pubescens
(Benth.) Benth.
Bowdichia
H.B.e Kunth.
virgiloides
Saputa-do-brejo
AR
N
MC
INF
Inflamação na garganta
1
Sofre-do-rimquem-quer
HB
E
Q
INF
Dor no corpo
1
INF
Útero
2
0,060
INF
Rins
2
0,060
MAC
Estômago
1
INF
Inflamação na garganta
2
Depurativo do sangue
5
Hemorragia do nariz
1
0,030
Estômago
1
0,030
Inflamação de garganta
1
Tosse
1
0,030
INF, XAR
Verminose
1
0,030
INF,
XAR,
GAR
DEC, INF
Depurativo do sangue
1
Dor pós parto
1
INF
1
INF
inflamação do útero e
ovário
Inflamação na garganta
2
0,060
0,030
Sucupira-branca
Sucupira
AR
AR
N
N
C
C
INF,
MAC
XAR
TIN,
MAC
INF,
TIN
INF
Elephantopus mollis Kunth
0,538
Sussuaiá
HB
N
C
MAC,
0,030
0,030
0,030
0,060
0,150
0,030
0,030
0,030
0,030
Em fase de indentificação
Taburu
NI
N
NI
INF
Furúnculo
1
Siolmatra
brasiliensis
(Cogn.) Baill.
Chlorophora tinctoria (L.)
Gaudich. ex Benth.
Taiuá
AB
N
C
INF
Úlcera
2
Taiúva
AR
N
F
INF
Dor no corpo
1
INF
Osteoporose
3
0,090
0,060
0,030
Em fase de indentificação
Taiwan
AB
N
C
INF
Laxante
1
0,030
Tamarindus indica L.
Tamarindo
AR
E
Q
INF, XAR
Ansiedade
2
0,060
INF
Dentição
1
0,030
INF, SUM
Doenças venéreas
2
0,060
INF
Dor de cabeça
3
0,090
INF
Intestino preso
2
0,060
INF
Osteoporose
1
0,030
INF
Verminose
1
0,030
139
Plantago major L.
Hyptis
Poit.
Tanchagem
suaveolens
Vitex
cymosa
Spregn.
(L.)
Bert.ex
Tapera-velha
Tarumeiro
HB
AB
AR
E
N
N
Q
CP
F
INF
Coração
1
0,030
INF
Dor de cabeça
5
0,150
INF
Inflamação na garganta
1
0,030
INF
Intestino preso
1
0,030
INF
Dor de barriga
2
INF
Dor de cabeça
3
0,090
INF
Dor de estômago
3
0,090
INF, XAR
Estômago
9
0,269
INF
Gases
2
0,060
INF
Gripe
2
0,060
INF, MAC
Rins
2
0,060
INF
Verminose
1
0,030
INF
Depurativo do sangue
2
MAC
Diarréia
1
0,030
INF
Dor de barriga
1
0,030
INF
Estômago
1
0,030
0,030
0,060
0,060
Em fase de indentificação
Telão-da-vagem
HB
N
C
INF
Verminose
1
Alternanthera
(L.) Kuntze
Terramicina
HB
E
Q
INF
Afecções da Pele
4
DEC, INF
Cicatrizante
3
0,090
INF
Diabetes
1
0,030
INF
Dor no corpo
1
0,030
DEC, INF
Cicatrizante
4
0,120
INF
Gripe
1
0,030
INF
Infecção de garganta
1
0,030
INF
Infecções genitais
3
0,090
INF
Inflamação na garganta
5
0,150
INF
Fraturas ósseas
4
0,120
INF
Dor de barriga
2
INF, MAC
Cicatrizante
2
0,060
INF, GAR
Tosse
1
0,030
0,030
brasiliana
Magonia pubescens A. St.
– Hil.
Timbó
AR
N
C
0,120
0,060
Cyperus rotundus L.
Tiririca
HB
N
Q
INF
Dor de barriga
1
Physalis sp.
Tomate-decapote
Três-folhas
HB
E
Q
INF
Hepatite
1
HB
N
Q
INF
Dor muscular
1
INF
Dores na coluna
1
0,030
INF
Fraturas ósseas
2
0,060
INF
Rins
1
0,030
INF
Fraturas ósseas
2
0,060
INF, MAC
Tireóide
1
0,030
Galactia
Kunth
glaucescens
Melilotus officinalis L.
Bauhinia rubiginosa Bong.
Euphorbia aff. thymifolia
L.
Trevo-cheiroso
Tripa-degalinha
Trinca-pedra
HB
E
Q
HB
N
Q
INF
Rins
2
HB
N
Q/C
INF
Rins
8
0,030
0,030
0,060
0,239
0,000
140
Bauhinia variegata L.
Unha-de-boi
AR
E
Q
INF
Rins
1
Uncaria tomentosa (Willd.
Ex Roem. e Schult.) DC
Unha-de-gato
HB
E
F
INF
Intoxicação
1
INF
Reumatismo
3
0,090
GAR
Rins
1
0,030
0,030
0,030
Solanum sp.
Urtiga
HB
E
Q
INF
Furúnculo
1
0,030
Bixa orellana L.
Urucum
AR
E
MC
INF
Colesterol
2
0,060
MAC
Derrame
1
0,030
OUT
Fraturas ósseas
1
0,030
INF
Sarampo
1
0,030
Coccoloba
cujabensis
Wedd.
Erythroxylum
aff.
daphnites Mart.
Scoparia dulcis L.
Uveira
AR
E
P
INF
Diurético
1
Vasoura-debruxa
Vassorinha
AB
N
C
INF
Doenças venéreas
1
HB
E
Q
INF
Cicatrizante
4
0,120
INF
Depurativo do sangue
1
0,030
INF
Diabetes
1
0,030
Doenças venéreas
3
Dor no peito
1
0,030
INF
Inchaço de mulher
4
0,120
INF
Infecção na urina
1
0,030
DEC,
INF,
MAC, TIN
INF
Fraturas ósseas
28
Pneumonia
1
0,030
DEC, INF
Problemas no coração
1
0,030
INF,
OUT
MAC
Fraturas ósseas
4
Rins
1
0,030
Tosse
4
0,120
1
0,030
INF,
TIN
INF
MAC,
MAC,
DEC, INF
INF, XAR
Macrosiphonia longiflora
(Desf.) Müll. Arg..
Macrosiphonia velame (A.
St.-Hil.) Müll. Arg.
Guettarda
viburnoides
Cham. & Schltdl.
Adenaria
H.B.K.,
Cetratherum
Cass.
floribunda
punctatum
Velame-docampo
Velame-dobranco
Veludo-branco
Veludovermelho
Ventrelivre/elixir
paregórico
SA
SA
AR
N
N
N
C
CP
C
0,030
0,030
0,090
0,837
0,120
DEC, INF
Coração
1
DEC,
INF,
MAC, TIN
INF
Depurativo do sangue
40
Derrame
2
0,060
MAC
Diurético
1
0,030
INF
Dor de barriga
2
0,060
INF
Dores de cabeça
1
0,030
INF
Dor no corpo
2
0,060
MAC
Manchas no corpo
1
0,030
INF
Depurativo do sangue
2
INF
Gripe
3
INF
Depurativo do sangue
1
INF
Úlcera
1
AB
N
F
INF
Rins
3
HB
N
Q
INF, SUM
Rins
1
0,030
1,196
0,060
0,090
0,030
0,030
0,090
0,030
141
Anemopaegma
arvense
(Vell.) Stellfeld ex Souza
Verga-teso,
Alecrim-docampo, Catuaba
HB
N
C
INF
Ansiedade
2
0,060
INF
Calmante
3
0,090
GAR, TIN
Rins
5
0,150
0,299
Bacopa sp.
Vicki-da-batata
HB
N
CP
INF
Rins
10
Conyza bonariensis (L.)
Cronquist
Voadeira
AB
N
C
INF
Afecções da Pele
2
INF
Câncer
1
0,030
INF
Depurativo do sangue
2
0,060
INF
Leucemia
1
0,030
INF
Verminose
3
0,090
3.344
100,00
TOTAL
0,060
LEGENDA: HÁBITO: HB – herbácea, AR – arbóreo, SA – subarbusto; ORIGEM GEORGRÁFICA (Or. geo.): N – Nativa, E – Exótica; HABITAT: C –
Cerrado, Pantanal, Mata Ciliar, Floresta, Quintal, CMC – Cerrado Mata Ciliar, CP – Cerrado e Pantanal, CMCF- Cerrado, Mata Ciliar e Floresta, PMC –
Pantanal e Mata Ciliar, QMC – Quintal e Mata Ciliar, MCF – Mata Ciliar e Floresta; FORMA DE PREPARO: INF – Infusão, DEC – Decocção, XAR –
Xarope, MAC – Maceração, SAL – Salada, TIN – Tintura, SUM – Sumo, GAR – Garrafada, OUT – Outros (compressa, banho). FREQUÊNCIAS: FA –
Frequência absoluta, FR – Frequência relativa
Com relação ao gênero e origem geográfica das plantas, observa-se na Tabela 21, a
existência de associação entres estas variáveis (p = 0,0001). As categorias, plantas nativas
foram mais citadas pelos homens (74,04%; p = 0,0001), enquanto as mulheres citaram mais
espécies exóticas (37,24%; p = 0,0001) (Tabela 21).
Tabela 21. Relação entre o sexo e a origem geográfica das plantas citadas, por 259
informantes no DNSAC.
Origem geográfica
F
%
M
%
p
FA
FR (%)
Sexo
Nativa
Exótica
Total
Teste do Qui-quadrado.
geográfica.
2
1655
62,76
982
37,24
2637
100,00
=79,4 (p = 0,0001), seguido do
522 74,04
0,0001
183 25,96
0,0001
705 100,00
teste (z) de 2 proporções.
2177
65,14
1165
34,86
3342
100,00
Sexo versus origem
Quanto ao sexo e o hábito das plantas citadas (Tabela 22), verificou-se associação
entre estas variáveis (p = 0,009). As mulheres citaram significativamente mais herbáceas
(49,01%, p = 0,002) do que os homens (42,61%), por outro lado, os homens fizeram uso
significativamente maior de plantas arbóreas (33,95%, p = 0,003) do que as mulheres
(27,96%).
142
Tabela 22. Relação entre o sexo e hábito das plantas citadas, por 259 informantes no
DNSAC.
Hábito das Plantas
F
%
M
%
p
Herbáceo
1292
49,01
300
42,61
Arbóreo
737
27,96
239
33,95
Arbusto/Subarbusto
607
23,03
165
23,44
Total
2636
100,0
704
100,0
FA
FR (%)
0,002
1592
47,66
0,003
976
29,22
0,819
772
23,12
3340
100,0
Sexo
Teste do Qui-quadrado.
2
=11,63 (p=0,009), seguido do teste (z) de 2 proporções. Sexo versus hábito.
Na Tabela 23, observa-se que não houve associação (p = 0,596) entre homens e
mulheres, com relação ao habitat das plantas medicinais.
Tabela 23. Relação entre sexo e habitat das plantas medicinais citadas, por 259
informantes no DNSAC.
Local de obtenção
F
%
M
%
FA
FR (%)
Terreno próximo
93
36,9
40
42,6
133
38,8
Quintal
92
36,5
29
30,9
121
35,3
Campo distante
54
21,4
22
23,4
76
22,2
Outros/Raizeiro
13
5,2
3
3,2
13
3,8
252
100
94
100,1
343
100,0
Sexo
Total
Teste do Qui-quadrado.
2
= 1,889 (p = 0,596). Sexo versus habitat.
Analisando-se a Tabela 24, verifica-se associação (p= 0,0002), entre as variáveis sexo
e estado em que a planta é usada, sendo que as mulheres usaram mais a droga seca (23,0%, p
= 0,001) do que os homens (16,3%). Por outro lado, os homens fizeram uso
significativamente maior (40,1%, p = 0,003), de ambas as partes da planta (fresca/seca) do
que as mulheres (34,0%).
Tabela 24. Relação entre sexo e estado da planta citadas, por 259 informantes do
DNSAC.
Estado da planta
FA
FR
(%)
0,857
1372
43,2
16,3
0,001
681
21,5
285
40,1
0,003
1121
35,3
710
100,0
3174
100,0
F
%
M
%
p
Fresca
1063
43,0
309
43,5
Seca
565
23,0
116
Ambas as partes (fresca/seca)
836
34,0
Total
2464
100,0
Sexo
Teste do Qui-quadrado.
planta.
2
=17,20 (p = 0,0002), seguido do teste (z) de 2 proporções. Sexo versus estado da
143
Na Tabela 25, observa-se que existe associação (p = 0,0001) entre as variáveis sexo e
horário de coleta, sendo que as mulheres coletaram mais as plantas ou só no período da manhã
(19,2%, p = 0,0001) ou só no período da tarde (2,7%, p=0,005), enquanto os homens
coletaram mais as plantas, em ambos horários (manhã/tarde 83,6%, p=0,0001).
Tabela 25. Relação entre sexo e horário de coleta das plantas citadas, por 259
informantes do DNSAC.
Horário de coleta
FA
FR
(%)
0,0001
516
17,3
1,2
0,005
72
2,4
547
83,6
0,0001
2297
77,0
2,9
29
4,4
0,085
97
3,3
100,0
654
100,0
2982
100,0
F
%
M
%
p
Manhã
446
19,2
70
10,7
Tarde
64
2,7
8
75,2
Sexo
Ambos (manhã/tarde)
1750
Outros (noite, lua cheia e/ou minguantes
68
ou nas chuvas)
Total
2328
Teste do Qui-quadrado
coleta.
2
= 34,36 (p = 0.0001), seguido do teste (z) de 2 proporções. Sexo versus horário de
Para as variáveis sexo e idade da planta (Tabela 26), nota-se que há associação
significativa (p = 0,0001). As plantas na idade adulta foram mais citadas pelas mulheres
(46,4%, p = 0,0001), do que pelos homens (35,5%); já os homens, citaram mais as plantas, em
ambas as idades (58,8%, p = 0,001), do que as mulheres (46,5%).
Tabela 26. Relação entre sexo e a idade da planta citadas, por 259 informantes do
DNSAC.
Horário Plantas
F
%
M
%
p
Jovem
170
7,1
40
5,7
Adulta
1113
46,4
248
Ambos (adulta/jovem)
1116
46,5
2399
100,0
Sexo
Total
Teste do Qui-quadrado.
versus idade da planta.
2
FA
FR
(%)
0,182
210
6,8
35,5
0,0001
1361
43,9
411
58,8
0,0001
1527
49,3
699
100,0
3098
100,0
= 32,72 (p = 0.0001), seguido do teste de (z) 2 proporções. Sexo
Com relação ao sexo e parte da planta citada (Tabela 27), foi encontrada associação
(p=0,001), constatando uso significativamente maior (24,6%, p=0,003) das cascas pelos
homens e de outras partes da plantas (flor, semente, látex/seiva, resina, 5,1%, p=0,034) pelas
mulheres. Houve uma tendência, porém não significativa, de mulheres usarem mais folhas
144
(49,7%, p = 0,059) e em relação aos homens e dos homens usarem mais rizoma/batatas
(4,8%, p=0,063) do que as mulheres e frutos (4,0%, p=0,059),
Tabela 27. Relação do sexo e parte da planta citada, por 259 informantes no DNSAC.
Parte da planta
F
%
M
%
p
1527
589
399
164
129
50,5
19,5
13,2
5,4
4,3
352
186
108
35
22
46,6
24,6
14,3
4,6
2,9
2,1
26
5,1
100
FA
FR (%)
0,059
0,003
0,429
0,367
0,059
1879
775
507
199
151
49,7
20,5
13,4
5,3
4,0
3,4
0,063
90
2,4
26
3,4
0,034
180
4,8
755
100
3781
100
Sexo
Folha
Casca
Raiz
Planta inteira
Fruto
Rizoma/batata
64
Outras (flor, semente, látex/seiva,
154
resina)
Total
3026
Teste do Qui-quadrado.
2
= 21,62 (p = 0,001), seguido do teste (z) de 2 proporções. Sexo versus parte da planta.
Com relação às variáveis sexo e forma de preparo da planta (Tabela 28), verifica-se
associação entre as mesmas (p = 0,0001). O sexo feminino fez uso significativamente maior
de infusão (73,0%, p = 0,0001) e xarope (6,0%, p = 0,041) do que os homens (66,0% e 4,0%,
respectivamente), enquanto que o sexo masculino fez uso significativamente maior de
maceração (19,0%, p = 0,0001), do que as mulheres (10,0%).
Tabela 28. Relação entre sexo e forma de preparo, quanto as citações de plantas, por 259
informantes no DNSAC.
Forma de preparo
F
%
M
%
p
FR
FA
Sexo
(%)
Infusão
2038
73,0
498
66,0
0,0001
2536
71,6
Maceração
269
10,0
142
19,0
0,0001
411
11,6
Xarope
171
6,0
33
4,0
0,041
204
5,8
6,0
40
5,0
0,443
207
5,8
5,0
44
6,0
0,406
184
5,2
100,0
757
100,0
3542
100,0
Decocção
167
Outros (garrafada, banhos, compressa,
140
inalação
Total
2785
Teste do Qui-quadrado.
preparo.
2
= 51,51 (p = 0001), seguido do teste (z) de 2 proporções. Sexo versus forma de
Na Tabela 29, observa-se que existe associação (p = 0,037) entre sexo e o motivo de
uso das plantas medicinais, sendo que a categoria outros motivos (não tem farmácia/melhor
145
do que sintético) foi significativamente maior (p=0,008) no sexo masculino (31,3%) do que
no sexo feminino (16,2%).
Tabela 29. Relação entre sexo e motivo de uso das plantas medicinais citadas, por 259
informantes no DNSAC.
Motivo de uso
F
%
M
%
Não faz mal à saúde
70
35,4
24
28,9
Tradição
69
34,8
22
Baixo custo
27
13,6
Sexo
Outros
(não
tem
32
farmácia/melhor que sintético)
Total
198
Teste do Qui-quadrado.
2
p
FA
FR (%)
0,285
94
33,5
26,5
0,158
91
32,4
11
13,3
0,931
38
13,5
16,2
26
31,3
0,008
58
20,6
100
83
100
281
100
= 8,5 (p = 0,037), seguido do teste (z) de 2 proporções. Sexo versus motivo de uso.
Verifica-se na Figura 11, a freqüência de distribuição das espécies vegetais citadas
pelas comunidades do DNSAC, tendo as comunidades do Chumbo, Bahia do Campo e
Agroana citado o maior número de espécimes vegetais com 302 (72,8%), 275 (62,3%) e 134
(32,3%) espécimes, respectivamente.
FIGURA 10. Freqüência de distribuição das plantas citadas nas 37 comunidades do DNSAC.
146
Na Tabela 30, observa-se associação entre às variáveis sexo e categoria de doenças,
CID-10, (p = 0,0025), em relação ao número de plantas citadas. Verifica-se que os homens
citaram mais plantas na categoria XVIII e XIX (24,68% e 11,35%) do que as mulheres
(21,07% e 7,84%, respectivamente). Por outro lado, as mulheres citaram um número
significativamente maior na categoria X e XII (9,89% e 1,93%), do que os homens (0,009 e
0,013%, respectivamente).
Tabela 30. Associação entre o sexo e a categoria de doenças em relação às citações de
plantas, por 259 informantes no DNSAC.
Categoria CID-10
F
%
M
%
p
FA
FR (%)
I
249
9,44
55
7,80
0,159
304
9,09
II
24
0,91
14
1,99
0,053
38
1,14
III
27
1,02
11
1,56
0,289
38
1,14
IV
86
3,26
23
3,26
0,996
109
3,26
V
73
2,77
12
1,70
0,068
85
2,54
VI
15
0,57
2
0,28
0,551
17
0,51
VII
14
0,53
2
0,28
0,548
16
0,48
VIII
12
0,45
3
0,43
0,916
15
0,45
IX
140
5,31
40
5,67
0,705
180
5,38
X
261
9,89
49
6,95
0,009
310
9,27
XI
338
12,81
97
13,76
0,512
435
13,01
XII
51
1,93
6
0,85
0,013
57
1,70
XIII
117
4,43
34
4,82
0,666
151
4,52
XIV
436
16,52
100
14,18
0,119
536
16,03
XV
27
1,02
2
0,28
0,067
29
0,87
XVI
6
0,23
1
0,14
0,614
7
0,21
XVIII
556
21,07
174
24,68
0,046
730
21,83
XIX
207
7,84
80
11,35
0,007
287
8,58
2639
100,00
705
100,00
3344
100,00
Sexo
Total
Teste do Qui-quadrado.
doenças.
2
= 39,40, (p = 0,0025), seguido do teste (z) de 2 proporções. Sexo versus categoria de
Na Figura 11 verifica-se que 10,32% das plantas citadas na pesquisa, apresentaram
algum tipo de toxicidade.
147
Figura 11. Freqüência de relatos de toxicidade das plantas, por 259 informantes no
DNSAC.
No Tabela 31, encontram-se detalhadas as informações de plantas com potencial
toxicidade. Foram apontadas neste estudo, 52 plantas passíveis de causarem toxicidade
diversa, as partes das plantas que prevaleceram foram as folhas, nas formas de preparo por
infusão, com maiores freqüências para sonolência (16,98%), náusea e problemas no estômago
(15,09%) e tontura (11,32%), com 9; 8 e 6 espécies citadas, respectivamente. Jatropha
elliptica (purga-de-lagarto) e Magonia pubescens (timbó), 3,77% foram citadas por 1 e 2
informantes, respectivamente, como capazes de levarem ao óbito, se as raízes foram ingeridas
em doses altas e na forma de decocção. Três das espécies citadas apresentaram 4 diferentes
tipos de toxidades Aloe barbadensis (aumenta apetite, diarréia, salivação, problemas
estomacais), Citrus aurantium (atrofia de membros, náuseas, sudorese e taquicardia),
Lafoensia pacari (aborto, diarréia, emagrecimento e taquicardia).
148
Tabela 31. Informações sobre toxicidade de plantas, por 259 informantes no DNSAC.
NOME CIENTÍFICO
NOME
VERNACULAR
Dose
Forma
Parte da
de
planta
Preparo
R. graveolens
Arruda
normal
Folha
Xarope
M. spicata
Hortelã-vicki
Jatoba-docerrado
normal
Folha
normal
Casca
L. pacari
Mangava-braba
excessiva
Casca
C. mansoi
Folha
C. citratus
Saúde-da-mulher normal
Batatinha-donormal
brejo
Capim-cidreira
normal
Folha
Infusão
Decocçã 4
o
Maceraç
ão
Infusão
Decocçã
o
Infusão 5
A. speciosa
V.condensata
Colônia
Figatil-caferana
excessiva
excessiva
Folha
Folha
Infusão
Infusão
C. aurantium
Laranjeira
normal
Folha
Infusão
1
1,89
A.barbadensis
Babosa
excessiva
Folha
Infusão
1
1,89
A.barbadensis
Babosa
excessiva
Folha
Infusão
1
1,89
A. conyzoides
Mentrasto
excessiva
Folha
Infusão
1
1,89
R. elaeocarpum
Cabriteiro
excessiva
Folha
1
1,89
Cegueira
E. tirucalli
Aveloz
normal
1
1,89
Desinteria
S. indicum
Gergelim
normal
1
1,89
L. pacari
Mangava-braba
excessiva
A.barbadensis
excessiva
3
5,66
TOXICIDADE
Abortiva
Alteração
pressão
H. stigonocarpa
da
Atrofia
de
membros
Aumenta apetite
Aumenta
salivação
Bronquite
alérgica
Cefaléia
L. asarifolia
Raiz
Infusão
Maceraç
Látex
ão
Rizoma Infusão
Maceraç
Casca
ão
Folha
Xarope
Maceraç
Semente
ão
Casca
Xarope
Semente Infusão
Decocçã
Casca
o
FA
(nº
plantas)
FR
(%)
7,55
9,43
Diurese
Dor
L. divaricata
B. orellana
Babosa
Fava-de-santoinácio
Açoita-cavalo
Urucum
Dor de cabeça
S. pseudo-quina
Quina
excessiva
Dor no corpo
(friagem)
Z. officinale
Gengibre
normal
Rizoma
Emagrece
L. pacari
Mangava-braba
excessiva
Casca
C. citratus
Capim-cidreira
normal
Folha
Decocçã
1
o
Infusão 2
C. argentea
Crista-de-galo
normal
Folha
Infusão
1
1,89
J. pectoralis
Anador
normal
Folha
Infusão
1
1,89
Fraqueza no
corpo
Gripe (efeito
contrario)
Mal estar
Mal estar Interação com
medicamento
M. minutiflora.
C. americana
Capim-gordura
Lixeira
excessiva
normal
Folha
Folha
Infusão
Infusão
2
1
3,77
1,89
M. spicata
Hortelã-vicki
normal
Folha
Infusão
1
1,89
A. speciosa
Colônia
excessiva
Folha
Infusão
1
1,89
J. pectoralis
Anador
normal
Folha
Infusão
1
1,89
Morte
J. elliptica
Purga-de-lagarto
excessiva
Raiz
Decocçã
2
o
3,77
Diarréia
D. mollis
Falta de ar
Faz mal se tiver
com Dengue
normal
excessiva
excessiva
Infusão
1
1
1,89
1,89
1
1,89
1
1,89
1,89
3,77
149
Continuação Tabela 31 ...
TOXICIDADE
Não cicatrização
NOME
CIENTÍFICO
NOME
VERNACULAR
Dose
M. pubescens
Timbó
excessiva
M. urundeuva
Aroeira
excessiva
Parte
FA
Forma de
FR (%)
da
(nº
Preparo
planta
plantas)
Maceraç
Raiz
ão
Maceraç
Casca
1
1,89
ão
Maceraç
Semente
ão
Folha
Infusão
Folha
Infusão
Folha
Infusão
15,09
Folha
Infusão 8
Folha
Infusão
S. occidentalis
C. aurantium
C. aurantifolia
M. indica
V. scabra
Erva-de-santamaria
Fedegoso
Laranjeira
Limoeiro
Mangueira
Assa-peixe
D. insularis
Capim-amargoso
excessiva
Folha
Infusão
C.citratus
Capim-cidreira
normal
Folha
Infusão
Nervosismo
P. americana
Abacateiro
Perda da voz
P. granatum
Romã
excessiva
P. heptaphyllum
Almésica
excessiva
Folha
Infusão
P. barbatus
Boldo-brasileiro
excessiva
Folha
Infusão
A. salutaris
Cipó-suma
excessiva
Folha
Infusão
normal
Folha
Infusão
C. ambrosioides
Náusea
normal
excessiva
normal
normal
excessiva
normal
normal
Semente Maceraç
1
verde
ão
Decocçã
Casca
1
o
1,89
1,89
Sonolência
C. ambrosioides
R. viburnoides
P. heptaphyllum
normal
Folha
excessiva Folha
Infusão
Infusão
excessiva Folha
excessiva Folha
Infusão
Infusão
normal
Folha
Infusão
R. viburnoides
T. formosa
T. caraiba
S. pseudo-quina
Boldo-brasileiro
Cipó-suma
Erva-de-santamaria
Erva-molar
Jenipapo-bravo
Para-tudo
Quina
normal
normal
normal
excessiva
Folha
Fruto
Casca
Casca
Infusão
Xarope
Decocção
Decocção
P. major
C. aurantium
C. aurantium
Tanchagem
Laranjeira
Laranjeira
excessiva Folha
normal
Folha
normal
Folha
L. pacari
Mangava-braba
excessiva Casca
L. divaricata
excessiva Folha
excessiva Folha
Infusão
H. stigonocarpa
Açoita-cavalo
Doradinha-docampo
Jatoba-do-cerrado
Infusão
Xarope
Infusão
Maceraçã
o
Xarope
normal
H. courbaril
P. aquilinum
H. suaveolens
Jatobá-mirim
Samambaia
Tapera-velha
normal
Casca
excessiva Folha
excessiva Folha
Decocção 6
Decocção
Infusão
Infusão
P. barbatus
A. salutaris
Sonolência
Sudorese
Taquicardia
C. ambrosioides
P. coriacea
Tontura
Erva-de-santamaria
Erva-molar
Almésica
Casca
9
16,98
2
1,89
2
3,77
11,32
150
Continuação Tabela 31 ...
TOXICIDADE
Tosse
Problemas no
estômago
Uso interno
Visão
embaraçada
Vômito
NOME
CIENTÍFICO
NOME
VERNACULAR
Dose
Parte
FA
Forma de
FR (%)
da
(nº
Preparo
planta
plantas)
C. argentea
Crista-de-galo
normal
A. barbadensis
P. barbatus
Babosa
Boldo-brasileiro
excessiva Folha
excessiva Folha
Folha
S. compactum
Cancerosa
excessiva
R. viburnoides
Erva-molar
excessiva
S. lycocarpum
Fruta-de-lobo
excessiva
S. indicum
Gergelim
normal
P. niruri
Quebra-pedra
excessiva
M. urundeuva
Aroeira
excessiva
E. odoratum
J. gossypiifolia
Arnicão
Pinhão-roxo
normal
normal
S. compactum
Cancerosa
excessiva
E. tirucalli
Aveloz
normal
M. charantia
Melão-de-sãocaetano
excessiva Folha
Infusão
Infusão
Infusão
Maceraçã
Látex
o
Folha
Infusão
Maceraçã
Fruto
o
Rizoma Infusão
Planta
Infusão
inteira
Maceraçã
Casca
o
Folha
Infusão
Folha
Infusão
Maceraçã
Látex
o
Maceraçã
Látex
o
Infusão
1
1,89
8
15,09
2
3,77
2
3,77
1
1,89
151
VI. DISCUSSÃO
6.1. Caracterização das Comunidades do DNSAC
O presente estudo foi desenvolvido no Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo
(DNSAC), localizado no Pantanal mato-grossense, caracterizado pela riqueza e abundância
das águas, animais e espécies vegetais, com plantas oriundas do Chaco, Cerrado, Amazônica e
Mata Atlântica (POTT e POTT, 1984). Em virtude de seus valorosos atributos naturais,
culturais e humanos o Pantanal é Patrimônio Nacional da União (Constituição Brasileira,
1988) e, desde 2000, dada a sua importância como Reserva da Biosfera do Planeta, foi
reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade, apresentando bens
considerados únicos, insubstituíveis e de valor excepcional para a humanidade.
O levantamento etnobotânico abrangeu 16 microáreas, 37 comunidades e 262
habitantes do DNSAC, em uma população de 1.179 moradores com idade ≥ 40 anos
(22,22%). As microáreas foram constituídas para melhor atenderem às comunidades,
utilizando-se de uma Unidade Básica de Saúde, contanto com uma equipe de Programa de
Saúde da Família, formada por 1 médico, 1 enfermeiro, 16 agentes de saúde, 2 técnicos em
enfermagem e 1 recepcionista, dispondo de 1 farmácia local e itinerante, sem, no entanto,
dispor de Laboratório de Análises Clínicas e Hospital, estes últimos existentes na cidade de
Poconé-MT, distante 18 km da comunidade mais próxima (Chumbo) e 110 km da mais
distante (Chafariz).
Considerando-se que uma equipe de Saúde da Família responsabiliza-se pelo
acompanhamento, em média, de 3 a 4 mil pessoas, em um território definido, pode-se afirmar
que as comunidades do DNSAC estão bem assistidas do ponto de vista da Atenção Básica.
Por se tratarem de comunidades tradicionais pantaneiras (BRASIL, 1999; 2009), de seu
relativo isolamento pela inexistência de estradas pavimentadas, particularmente no período
chuvoso (outubro a abril), e em decorrência de certa dificuldade de acesso a medicamentos, os
habitantes do DNSAC representados por quilombolas, descendentes de índios, ribeirinhos,
pescadores, garimpeiros, peões de gado, fazendeiros, coureiros e machadeiros, têm como
principal opção no tratamento de suas enfermidades, as plantas medicinais.
152
A presença no Pantanal de populações tradicionais, que utilizam plantas medicinais e
habitualmente transmitem seus conhecimentos para seus descendentes, faz da região um
importante campo para estudos etnobotânicos (AMOROZO, 2002; GUARIM NETO, 2006).
Nesse contexto, o Pantanal assume uma importância ímpar, uma vez que nessa região
alagável, habitam populações que detêm um conhecimento sobre os recursos vegetais e suas
possibilidades. Esse conhecimento se manifesta no cotidiano de suas vivências
(CONCEIÇÃO e PAULA, 1986; GUARIM NETO, 1996; BORTOLOTTO, 1999; SOUZA,
1998). Aspectos biológicos, sociais e culturais devem ser observados quando da análise e do
estudo da flora medicinal da planície pantaneira e do seu entorno, cujos significados
evidenciam um processo tradicional da relação ser humano e ambiente (GUARIM NETO,
2006).
Como relevância da pesquisa, ressalta-se que este é o primeiro estudo envolvendo
levantamento etnobotânico de plantas medicinais usadas pela população do DNSAC.
A presente investigação envolveu estudo de corte transversal, que apresenta limitações
no que se refere às inferências causais, pois as informações sobre exposição e desfecho são
coletadas simultaneamente. Merecem ainda atenção outras limitações desta dissertação, sendo
que a primeira se relaciona ao problema da comparabilidade com outros estudos, já que são
poucas as investigações que têm como objeto a associação entres as variáveis sóciodemograficas, etnobotânicas e etnofarmacológicos.
A segunda limitação se refere aos possíveis vieses de informação, pois mesmo se
garantindo o anonimato, é possível que alguns informantes não tenham revelado o uso e o
conhecimento de todas as plantas, em decorrência de desconfiança ou por lapso de memória.
A terceira refere-se à questão do questionário não ser validado, por não existir um padrãoouro para mensurar tais comportamentos entre os informantes. A quarta limitação refere-se ao
fato das entrevistas terem sido realizadas apenas com pessoas de idade ≥ 40 anos e que
residem há mais de 5 anos no DNSAC.
A idade e o tempo de moradia no local podem influenciar o nível de conhecimento de
uma sociedade sobre o ambiente em que vive (MING e AMARAL-JÚNIOR, 1995;
AMOROZO, 1996; SCHARDONG e CERVI, 2000; RODRIGUES, 2002; BOTREL et al.,
2006; LOZADA et al, 2006; MACIEL e GUARIM NETO, 2006; TEKLEHAYMANOT,
2009).
Esses resultados chamam a atenção por se tratar de informantes com maiores chances
de conhecimento botânico, pois o conhecimento não constitui uma unidade homogênea entre
os sexos, sendo, aparentemente, determinado pelo papel social que homens e mulheres
153
desempenham ou pelas experiências pessoais adquiridas no cotidiano (PHILLIPS e
GENTRY, 1993). Por último observa-se o fato de o questionário aplicado investigar o relato
de uso de plantas e não o consumo em si.
Outro fator a ser levado em consideração na análise dos dados foi a perda amostral de
9,7 % dos informantes, que pode ser atribuída a vários fatores como, por exemplo, o horário
das entrevistas, a faixa etária adotada na pesquisa, as dificuldades de acesso ao local da
pesquisa e também mudanças de habitação do informante selecionado. Contudo, em função
dessas possibilidades, foi previsto, quando do delineamento da amostra, um adicional de 10%
ao tamanho da amostra inicial, o que fez com que a perda verificada não interferisse na
análise dos dados (SCHEAFFER et al., 1987).
6.2. Impacto do Conhecimento Tradicional
Neste estudo verificou-se que a grande maioria (99%) dos informantes do DNSAC,
afirmaram conhecer plantas medicinais, principalmente para tratamentos (76%) e prevenção
(15%) às enfermidades. Esse percentual é superior aos referidos pela OMS, onde na África,
até 80% da população faz uso das plantas medicinais para as necessidades de saúde, 75% na
França, 70% no Canadá, 48% na Áustria, 42% nos EUA, 40% na China e 38% na Bélgica
(OMS, 2002). No caso do Brasil, país da megadiversidade florística e etnocultural, não há
relatos de levantamentos realizados em nível nacional ou estadual e assim, os dados existentes
referem-se a estudos etnobotânicos isolados realizados em nível de comunidades ou cidades.
Os dados desta pesquisa sobre o conhecimento das plantas medicinais no DNSAC se
aproximam aos de trabalhos realizados em várias outras comunidades de Mato Grosso e
Brasil, cujos valores oscilaram entre 80,95% a 100% do total de entrevistados nas pesquisas
levantadas (ANNICHINO et al., 1986; MARÇAL et al., 2003; TEIXEIRA e MELO, 2006;
VIGANÓ et al., 2007; MONTELES e PINHEIRO, 2007; VEIGA JR, 2008; MELO et al.,
2008; SILVA, 2009 MOSCA et al., 2009; RIBEIRO et al., 2009; SANTOS et al., 2009).
Por outro lado, no levantamento realizado por Macedo et al. (2007) em Marília-SP,
apenas 19,34% dos informantes disseram utilizar plantas medicinais, alegando os autores que
se tratavam de indivíduos de alto poder aquisitivo (renda ≥5 salários mínimo) e de área
urbana.
154
Levantamentos realizados no exterior apontam variações sobre o conhecimento de
plantas medicinais entre 42% a 98%, conforme região e país em estudo (EISENBERG, 1998;
TADDEI-BRINGAS, 1999; BEKALO et al., 2009; UPADHYAY et al., 2010).
Um dos aspectos mais relevantes desse estudo foi a citações de 409 espécies vegetais
usados como medicinais pelas comunidades tradicionais do DNSAC, a partir de um total de
3.344 citações, valores considerados bastante expressivos, para trabalhos de etnobotânica, já
que segundo a literatura, no Brasil, assim como em outros países, as comunidades rurais
desenvolveram um acurado saber acerca das propriedades terapêuticas e medicinais dos
recursos naturais. Vale ressaltar a presença expressiva de 8 (oito) informantes
raizeiros/benzedeiros identificados dentre os 262 entrevistados neste estudo que foram
responsáveis pelas citações de um grande número de plantas medicinais (43 a 250), além de
contribuir com a transmissão do saber junto às comunidades do DNSAC. Ressalta-se que dois
dos raizeiros/benzedeiros chegaram a citar 225 e 250 plantas medicinais, respectivamente.
A existência do comércio de recursos biológicos medicinais em várias cidades do país
evidencia que o uso tradicional da biodiversidade para fins terapêuticos, tem sido incorporado
pelas comunidades urbanas. Nesta complexa medicina, além dos conhecimentos que se
podem chamar de espontâneos e que caracterizam a cultura popular local, existe,
paralelamente, um grande processo de aculturação a partir da influência européia, latina,
africana e asiática (SAVASTANO e DI STASI, 1996; ALVES e ROSA, 2007; AMADOR et
al., 2007).
Em Mato Grosso, o número de citações de plantas medicinais referido na literatura
variou de 15 a 254 (GONÇALVES e MARTINS, 1998; DE LA CRUZ e GUARIM NETO,
1999; JORGE, 2001; AMOROZO 2002; SILVA et al., 2004; PASA, 2004; BIESKI, 2005;
BORBA e MACEDO, 2006; JESUS et al., 2007; BIESKI, 2008; CARNIELO et al., 2008;
GUARIM NETO e MACIEL, 2008; FRACARO e GUARIM, 2008; SANTOS e GUARIM
NETO, 2008; AMARAL e GUARIM NETO, 2008).
Pott e Pott (1994), apontaram para o Pantanal brasileiro, 1.700 espécies de plantas
superiores ou fanerógamas, deste total 521 espécies principais pertencentes a 98 famílias
foram consideradas mais importantes por sua utilização atual ou potencial como alimento da
fauna, apícola, forrageira, frutífera, madeira, medicinal ou por outro destaque, como invasoras
e tóxicas ou raridade (POTT e POTT, 1994).
155
Em outros estados do Brasil, o número de citações de plantas medicinais nos
levantamentos etnobotânicos foi menor do que o desse estudo, variando entre 33 a 304
plantas, conforme cidade e o tipo de informante (SIMÃO e GARAVELLO, 2001; RITTER et
al., 2002; ALBUQUERQUE e ANDRADE, 2002; COUTINHO, et al., 2002; SILVA, 2002;
RODRIGUES, 2002; MARTINAZZO e MARTINS, 2004; NOVAIS, et al., 2004; SILVA e
ANDRADE, 2005; CHAVES et al. , 2005; PINTO et al., 2006; TEIXEIRA e MELO, 2006;
PILLA et al. 2006; VENDRUSCOLO e MENTZ, 2006; SOUZA e FELFILI, 2006; LUCENA
et al. 2007; RICARDO et al., 2007; GOMES, et al., 2008; KFFURI, 2008; DAMASCENO e
BARBOSA 2008; ROQUE, 2009; MASSAROTTO e BRANDÃO, 2009).
Em levantamentos realizados no exterior, também o número de citações de plantas
medicinais foi menor do que o encontrado nesse estudo, variando de 46 a 406, conforme a
área levantada e o tipo de informante (PEI SHENG-JI, 1984; GONZÁLEZ-TEJERO et al.,
1995; MERZOUKI et al., 1997; RAJA et al., 1997; BONET et al., 1999; ALI-SHTAYEH et
al., 2000; SINGH et al., 2002; CANO e VOLPATO, 2003; FERNANDEZ et al., 2003;
PIERONI et al., 2003; RAHMAN et al., 2003; MACÍA et al., 2005; VENDRUSCOL e
MENTZ, 2006; NEDELCHEVA, et al., 2007; PIERONI et al., 2008; LEE et al., 2008;
GONZÁLEZ-TEJERO et al., 2008; PIERONI et al., 2008; CALÁBRIA et al., 2008;
IGNACIMUTHU et al., 2008; GONZÁLEZ-TEJERO et al., 2008; PIERONI et al., 2008; LIU
et al., 2009; POONAM e SINGH, 2009; SIMBO, 2010; SAMUEL et al., 2010;
PETKEVICIUTE et al., 2010; BENÍTEZ et al., 2010).
Nessa pesquisa realizada com as 37 comunidades do DNASC, incluindo qualquer
pessoa com idade igual ou superior a 40 anos, desde que residisse a mais de 5 anos no local, o
número de espécies vegetais citadas como medicinais foi superior a qualquer levantamento
referido na literatura nacional e internacional, exceto ao trabalho realizado por Rodrigues
(2002), onde forram citadas 304 plantas medicinais, porém os informantes, em número de 8,
eram somente constituídos por “experts” ou na pesquisa realizada por González-Tejero et al.,
(2008) onde foram citadas 406 plantas medicinais, porém tratou-se de levantamento feito em
8 países, ambos realizados numa extensão territorial muito maior que a do DNASC. Assim
sendo, pode-se considerar que o presente levantamento é altamente relevante, reforçando mais
uma vez a grande biodiversidade vegetal e etnocultural existentes no DNSAC, localizado
numa pequena área da região do Pantanal mato-grossense.
156
Esse largo emprego de plantas medicinais no DNSAC e no restante do país,
particularmente em áreas rurais e comunidades tradicionais poderá contribuir para o uso
sustentável da biodiversidade e a repartição dos benefícios decorrentes do acesso aos recursos
genéticos de plantas medicinais e ao conhecimento tradicional associado. Representa um
passo importante para a pesquisa etnofarmacológica de plantas medicinais do estado de Mato
Grosso, podendo vir a favorecer o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e bioprodutos
nas diversas fases da cadeia de produtos naturais de plantas medicinais e fitoterápicos. Além
disso, está em consonância com as Políticas de Práticas Integrativas e Complementares e
Nacional de Plantas Medicinais do SUS/MS e com o Programa Nacional de Plantas
Medicinais e Fitoterápicos (BRASIL, 2006; 2008; 2009; 2010).
6.3. Etnoconhecimento das plantas medicinais no DNSAC
O etnoconhecimento se mostra através de um saber tradicional, local e transgeracional,
repassado/compartilhado fortemente através da oralidade (Geertz, 2000).
Ao longo do tempo percebeu-se que a discussão sobre etnoconhecimento fundamentase essencialmente naquilo que provavelmente o ser humano tem de mais valoroso: um
saber que é experimentado na prática cotidiana dos afazeres e na pluralidade cultural
das populações humanas que habitam e se adaptam à ambientes dos mais
diversificados” (GUARIM NETO e CARNIELLO, 2007).
Os levantamentos etnobotânicos sobre o uso e a eficácia das plantas medicinais em
todo mundo, mantém em voga a prática do consumo de plantas medicinais e fitoterápicos
tornando válidas as informações terapêuticas que foram sendo acumuladas durante séculos.
Essas informações são as responsáveis pela sobrevivência da fitoterapia no Brasil, devido às
raízes profundas na consciência popular que reconhece sua eficácia e legitimidade
(SACRAMENTO, 2001).
Nesse estudo, as comunidades do DNSAC apresentaram como fonte principal do
conhecimento sobre as plantas medicinais, a transmissão através da família (76,40%) e em
muito menor grau pelos vizinhos (8,61%), raizeiros (5,99%) e outros (8,99%).
Em nível regional, alguns trabalhos apontaram a transmissão através da família como a
principal fonte de conhecimento (MACEDO e FERREIRA, 2004; PASA, 2004; BIESKI,
2005).
157
Em nível nacional e internacional os resultados são semelhantes ao desta pesquisa,
quanto à origem do conhecimento de plantas medicinais (RODRIGUES, 2002; PINTO et al.,
2006; SALGADO, 2007; VEIGA JR, 2008; LOZADA et al., 2006; CRUZ-SILVA et al.,
2009; GIDAY et al., 2009). Entretanto há relatos ou estudos etnobotânico de que alguns
informantes preferem não transmitir este conhecimento a outras pessoas, por não terem
segurança quanto à sua posologia (BONTEMPO, 1985; BALBACH, 1986; ALMEIDA, 1993;
SANTOS, 1995 e RODRIGUES, 2001).
Segundo Paciornick (1989), a transmissão do conhecimento de plantas medicinais é
adquirida ao longo do tempo, sendo classificado como de nível vertical quando é transmitido
de pai-para-filho e de nível horizontal, quando transmitido de amigo-para-amigo, vizinhopara-vizinho e/ou de comadre-para-comadre, sendo este último nível o mais comum em
conjuntos residenciais, vilas e associações de bairro.
Pesquisa realizada em New York, por Balick e Cox (1996), sobre plantas medicinais,
cultura e povo, aponta a preocupação com a perda do saberes ao longo do milênio, devido à
forte influência da modernização e da tecnologia ocidental, com forte influência na vida
humana, trazendo uma nova cultura para os jovens, mas, mesmo assim algumas comunidades
tradicionais e muitas sociedades indígenas têm resistido, e conservado as riquezas
etnobotânicas e culturais adquiridas ao logo dos milênios.
Guarim Neto (2006) reafirma que esses saberes podem ser influenciados por
determinadas intervenções capitalistas e assim serem destruídos e, por isto, é necessário a
valorização e revalorização do conhecimento, subsidiados com informações de outros setores
e da vivência cotidiana destas populações tradicionais pantaneiras. Pois não se pode esquecer
que cultura e processo biológico se complementam e fornecem uma base sólida para a
inserção das plantas medicinais, enquanto temática transversal da vivência cotidiana.
Dos 262 informantes do DNSAC, a maior representação foi na faixa etária de 40-59
anos (60%). Muitos levantamentos etnobotânicos e/ou etnofarmacológicos de plantas
medicinais não determinam a faixa etária dos informantes, mas, em sua maioria, destacam que
a predominância do conhecimento se perpetua na faixa etária mais velha, enfatizando que o
saber sobre as plantas medicinais pelos jovens é pouco comum na comunidade, apesar do
incentivo dos pais (MING e AMARAL JUNIOR, 2001; AMOROZO, 2002; SILVA et al.,
2005; AMOROZO et al., 2006; BORBA e MACEDO, 2006; SILVA et al., 2007; NANYINGI
et al., 2008).
Segundo Borba e Macedo (2006), os mais idosos da comunidade são, geralmente, os
principais informantes. Parecer técnico sobre a situação atual das plantas medicinais nativas
158
utilizadas na medicina tradicional de Minas Gerais, com a finalidade de aquilatar se as
mesmas apresentam valor histórico – cultural de interesse de proteção, foi constado que a
grande maioria das pessoas conhecedoras de plantas encontra-se na faixa etária de 65 e 80
anos (BRANDÃO et al., 2004).
Estudo realizado no Peru para avaliar o conhecimento de plantas úteis, utilizando
informantes de várias faixas etárias, mostra que os jovens possuem pouco conhecimento sobre
plantas medicinais, e concluíram que este conhecimento é limitado aos mais velhos, sendo os
jovens mais vulneráveis à aculturação (PHILLIPS e GENTRY, 1996).
Pesquisa feita no Nepal observou também que as pessoas mais idosas da comunidade
possuem mais familiaridade com as plantas e seus usos e que o conhecimento não tem sido
transmitido à geração seguinte, por isto os jovens desconhecem o assunto (POKHREL et al.,
2003).
Outros estudos relataram que a grande maioria das informações sobre plantas foram
obtidas a partir dos idosos. Isto pode indicar que a modernização e mudança de estilo de vida,
devido à educação e outros, podem aumentar o índice de perda do conhecimento da
biodiversidade e interferir na interrupção da transferência de conhecimentos dos mais velhos
para a nova geração, como se tem observado em muitas partes do mundo (BALICK e COX,
1996). Por outro lado, estudo realizado por Lozada et al. (2006), mostraram em comunidade
rural do noroeste da Patagônia, Argentina, padrões semelhantes de utilização de plantas por
jovens e idosos, independentemente do sexo. Isso pode ser compreendido não só pelas
expressões culturais, mas também pelas diferentes estratégias dos modos de vida e
necessidades do um uso sustentável da natureza (FREIRE, 2008).
O conhecimento está desaparecendo porque muitas vezes as pessoas mais antigas,
detentores do conhecimento tradicional, morrem sem transmitir seus saberes aos
descendentes. No entanto, isso não deve ser interpretado como um fator negativo da vida
moderna, mas que um estilo de vida equilibrado, pode permitir que os avanços da tecnologia
geralmente vivenciados pelos mais jovens, possam co-existir e serem compartilhados
conhecimentos transmitidos de seus antepassados (BALICK e COX, 1996).
Com relação ao gênero dos informantes DNSAC, a maioria foi do sexo feminino
(69%), com idade entre 40-59 anos e maior conhecimento de plantas medicinais pelas
mulheres (60,23%).
A predominância de mulheres neste estudo não reflete, em princípio, a distribuição
real do Município de Poconé, onde os dados do Anuário Estatístico de Mato Grosso (MATO
159
GROSSO, 2007) revelam existir mais homens do que mulheres, tanto na área urbana quanto
rural.
As características sócio-demograficas são fundamentais para evidenciar como o
conhecimento de plantas se distribui na comunidade e se podem ser influenciados por
aspectos sócio-culturais dos informantes (BORBA e MACEDO, 2006).
A predominância de mulheres entre os entrevistados e que demonstraram conhecer
mais plantas medicinais do que os homens, também foram registrados em estudos
etnobotânicos realizados em Mato Grosso, em outros estados do Brasil e no exterior
(GONÇALVES e MARTINS, 1998; RIZZO, 1999; JORGE, 2001; JACOBY et al., 2002;
AMOROSO, 2002; RODRIGUES, 2002; PASA, 2004; SILVA e MACEDO, 2007; JESUS et
al., 2007; SOUZA, 2007; SOUSA e GUARIM Neto, 2008; RODRIGUES et. al., 2009;
MASSAROTTO e BRANDÃO, 2009).
Trabalhos realizados em comunidades tradicionais e indígenas também demonstram
que as mulheres detêm mais conhecimento com relação às plantas medicinais que os homens
(KAINER e DURYEA, 1992).
Além de serem grandes detentoras do conhecimento sobre plantas medicinais, as
mulheres têm importante papel no processo de transmissão deste saber. A mulher e o homem
geralmente têm habilidades e conhecimentos distintos relacionados ao uso da vegetação
natural, muitas vezes resultado das diferenças de responsabilidades dentro da família. Essas
diferenças no conhecimento dos recursos naturais entre homem e mulher são importantes no
direcionamento de pesquisas e ações futuras nos estudos etnobotânicos (RODRIGUES, 2002).
Alguns estudos relatam que as mulheres possuem maior conhecimento do uso de
plantas medicinais para doenças específicas do sexo feminino e/ou de crianças e também
conhecem melhor os recursos vegetais relacionados a problemas domésticos, principalmente
quando estes são encontrados próximos aos domicílios (AMOROZO, 1996; MACEDO e
PACHECO, 2001; VIERTLER, 2002; BORBA e MACEDO, 2006).
Em pesquisa sobre gênero e saberes tradicionais, Freire (2008) verificou que a
diferença entre homens e mulheres diz respeito ao papel histórico-social de cada um,
relacionada às expressões culturais, construídas e reconstruídas no processo cultural do cuidar
e viver cotidianos. Também mostra que os conhecimentos tradicionais sobre a utilização das
plantas medicinais entre homens e mulheres são saberes que afirmam e reafirmam papéis
sociais. Entretanto, em um estudo estatístico etnofarmacológico e etnomedicinal na cidade de
Rajasthan, no Leste da Índia, Upadhyay et al. (2010) verificaram dados diferentes, onde os
informantes do sexo feminino e masculino conhecem igualmente plantas medicinais.
160
Contudo, essa diferença pode estar relacionada às diversidades sociais, econômicas, culturais,
políticas e ambientais.
Quanto aos motivos de uso e plantas medicinais, os informantes do DNSAC alegaram
como motivos principais não fazer mal à saúde (33,5%) e tradição familiar (32,4%) e em
menor extensão não terem farmácia perto e também pelas plantas serem melhores que os
medicamentos sintéticos (20,6%) e de baixo custo (13,5%).
A busca de um hábito de vida saudável, sem muitos danos ao organismo, foi o
principal motivo do uso das plantas medicinais pela população do DNSAC, porém deve-se
ressaltar que esta população é consciente de possíveis efeitos adversos e até tóxicos de
algumas plantas medicinais, em caso de uso incorreto ou excessivo, pois foram citadas 52
plantas passíveis de causarem toxicidades diversas. Isso demonstra que essa população não
acredita no velho ditado popular “se bem não fizer mal também não os fazem”, conforme
relatam Silveira et al. (2008), os medicamentos sintéticos tem muito mais reações adversas,
sendo um dos motivos pelo aumento do interesse populacional pelas terapias naturais
observado nas últimas décadas.
As reações adversas dos medicamentos sintéticos refletem de forma negativa na saúde
da população, colocando-as em primeiro lugar nos registros de intoxicação humana e animal
(29,42%), conforme notificações do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas
– SINITOX (FIOCRUZ, 2007). Porém, mesmo sem muitos relatos de efeitos adversos e
tóxicos com o uso de plantas medicinais é importante o uso seguro e racional das mesmas.
Outro importante e praticamente igual motivo para o uso das plantas medicinais no
DNSAC, advém do conhecimento de origem familiar, fortemente ligado no período colonial à
influência religiosa portuguesa, sob responsabilidade dos padres jesuítas (Figueredo, 2007).
A tradição familiar também é a responsável pelo papel histórico e desenvolvimento da
etnobotânica, vindo a ser determinante no isolamento do primeiro princípio ativo, a morfina
da Papaver somniferum (ópio) e base para a síntese química do primeiro medicamento, o
ácido acetilsalicílico, a partir do ácido salicílico, por sua vez originado da salicina, um
glicosídeo fenólico extraído primeiramente de Filipendula ulmaria e presente em espécies do
gênero Salix (salgueiro) e até hoje, ambas as substâncias, utilizadas como analgésicos.
Atualmente, são mais de 61% de medicamentos industrializados provenientes de
produtos naturais, dos quais 25% somente de plantas medicinais, sendo que das 877 novas
entidades químicas descobertas entre 1981 e 2002, apenas 39% foram classificadas como
verdadeiramente de origem sintética (HOSTETTMANN et al., 2003; CRAGG e NEWMAN,
2005; CHIN et al., 2006).
161
Segundo Sacramento (2001), essa tradição enraizada na origem familiar sobre o
conhecimento e uso popular das plantas medicinais foi a principal responsável pela
sobrevivência da fitoterapia no Brasil, contribuindo pelo reconhecimento e legitimidade
destas, tanto pelos órgãos fiscalizadores como de serviços oficiais de saúde.
Resultados verificados em outras pesquisas e publicados em diversos levantamentos
realizados no Brasil também apontam a tradição familiar e não fazer mal a saúde, como as
principais razões para o uso de plantas medicinais (TADDEI-BRINGAS et al., 1999; JORGE,
2001; MARODIN et al., 2001; AMOROZO, 2002; MARTINAZZO e MARTINS, 2004;
ARNOUS et al., 2005; SILVA et al., 2005; BORBA e MACEDO, 2006; VIGANÓ et al.,
2007; BRASILEIRO et al., 2008).
A rica biodiversidade ligada à tradição familiar no uso de plantas medicinais, a
facilidade na obtenção das mesmas, o baixo custo destas, o difícil acesso da população à
assistência médica e farmacêutica e o alto custo dos medicamentos industrializados são os
principais motivadores, tanto da população do DNSAC, como do restante do Brasil, a
continuarem utilizando produtos de origem natural (SIMÕES et al., 1998; ROSA et al., 1998;
AMOROZO, 2002; IBGE, 2008; ALMEIDA et al., 2009).
No Brasil, pesquisas apontam que o problema financeiro afeta quase 55% da
população brasileira ou mais de 100 milhões de brasileiros, evidenciando que 51,7%
interrompem o tratamento medicamentoso por falta de dinheiro e este tipo de gasto chega a
representar, em média, 47% dos gastos mensais familiares, justamente na parcela da
população com menor poder aquisitivo e que representa 74% da população brasileira
(CONASS, 2004; OPAS, 2007; BRASIL, 2007; IBGE, 2008; PNUD, 2009; SNIFBRASIL,
2010).
Com relação ao gênero e motivo de uso das plantas medicinais, foi constatada
associação maior dos homens (31,3%) em relação às mulheres do DNSAC de utilizarem
plantas medicinais no cuidado à saúde, principalmente por não terem farmácia por perto ou
por acharem que as plantas medicinais são mais eficientes do que os medicamentos sintéticos.
Estes dados são relevantes ao se analisar a questão de gênero nesta área de
conhecimento, e podem justificar a temática relacionada ao papel dos homens e das mulheres
nas atividades desenvolvidas. As informações obtidas revelam que a comunidade local
apresenta um forte conservadorismo cultural, baseado em valores patriarcais, mas sugerem
uma tendência à maior participação feminina, já que as mulheres citaram mais plantas que os
homens.
162
As ocupações dos informantes do DNSAC distribuíram-se principalmente em
atividades do lar com 48% e agricultores (34%), além de comerciantes (7%), professores (5%)
e domésticas (4%). No município de Poconé, as atividades econômicas da população
encontram-se distribuídas entre serviço público (28,6%), agropecuária (27,3%), prestação de
serviços (18,0%), comércio (17,4%), extrativismo mineral (5,6%), indústria de transformação
(2,6%) e construção civil (0,3%), não considerando atividade do lar como ocupação
(SEPLAN, 2001).
Comumente,
as
mulheres
são
consideradas
responsáveis
pelas
atividades
domésticas/trabalho doméstico. No universo rural brasileiro há diferenças no trabalho por
sexo, bem definida e complementar, que deve ser analisada. O trabalho doméstico se define
pelas tarefas propriamente do lar, realizadas dentro do espaço físico da casa, e atividades
próximas a casa, como o cuidado com pequenos animais, horta, canteiros de plantas
medicinais ou também desempenharem atividades domésticas em outras residências
(GUERRO e SILVA, 2004).
Os homens do DNSAC geralmente trabalham em fazendas de gado do Pantanal,
caracterizadas pela cria e recria de animais em regime extensivo e utilização das pastagens
nativas (ALMEIDA et al., 1996), sendo o manejo dos animais dependente do regime
periódico de enchentes (POTT et al., 1989) ou em lavoura de cana-de-açúcar que abastece a
usina de álcool existente na comunidade do Chumbo. Além disso, tanto os homens como as
mulheres com ocupação trabalham no comércio local ou em escolas da região.
Essa diferença no espaço de trabalho entre homens e mulheres, faz parte da realidade
vivida atualmente no espaço agrário brasileiro da produção familiar, onde a produção/roça é
um espaço preferencialmente masculino e consumo/casa é o espaço preferencialmente
feminino, apesar de que há uma reconfiguração constante (RODRIGUES, 2002).
A ocupação dos moradores do DNSAC se aproxima aos de trabalhos realizados em
outras comunidades do país, com predominância de mulheres trabalhadoras do lar e homens
agricultores em fazendas (JORGE, 2001; RODRIGUES, 2002; MARTINAZZO e MARTINS,
2004; PINTO et al., 2006; MACEDO et al., 2007; BADKE e BUDÓ, 2008).
A grande maioria (95,04%) dos informantes desse estudo apresenta renda de 1- 5
salários-mínimo, confirmando as informações de que o Produto Interno Bruto (PIB) per
capita do município de Poconé é inferior a média do PIB estadual e nacional (SEPLAN,
2000) e indicando que as comunidades do DNSAC são de baixo poder aquisitivo.
A distribuição econômica encontrada no DNSAC reflete a distribuição econômica de
área rural da maioria dos trabalhos de etnobotânica pesquisados, correspondendo em média a
163
um salário mínimo, portanto de baixo poder aquisitivo (JORGE, 2001; RODRIGUES, 2002;
SILVA, 2002; PASA, 2004; MACIEL e GUARIM NETO, 2006; BIN et al., 2007;
SIGNORINI et al., 2009; MIRANDA et al., 2009; SILVA e MACEDO, 2007; JESUS et al.,
2007; MACIEL e GUARIM NETO, 2006; VIGANO et al., 2007; BORGES e ALMEIDA,
2009).
Compõem os informantes do Distrito, as mais diversas etnias, com predominância de
mestiços (45%) e quilombolas (32%) e, em menor número, índios (5%) e outros (18%). Os
dados obtidos comprovam que o habitante poconeano, herdou habitantes primitivos de origem
indígena (güato, Beripoconé e Guaicuru), atualmente em pequeno número e, cujo território foi
sendo, ao longo do tempo, povoado principalmente por negros e mestiços descendentes de
africanos (MATO GROSSO, 2000; 2003).
Quanto à naturalidade, verificou-se que a maioria dos informantes do DNSAC nasceu
em Poconé (68,0%), sendo 18% deste total nascidos nas próprias comunidades do DNASC.
No entanto, 16,0% foram oriundos de outros municípios de MT e de outros municípios do
país (16%).
Esses dados demonstram uma predominância de pessoas nascidas no município de
Poconé e que se mantiveram, conservando a natalidade poconeana nas raízes da tradição
familiar. Também se evidencia um fluxo migratório intermunicipal expressivo (16%),
ocorrido num passado bem distante, assim como a presença de um fluxo migratório
interestadual mais recente (5% do Centro Oeste e 11% das regiões Sul, Sudeste, Nordeste),
iniciado na década de 1960, por incentivo das políticas públicas voltadas à ocupação da
Região Amazônica e que predominou até a década de 1990, contribuindo de forma
considerável na demografia do Distrito (IBGE, 2001; SILVA e GUARIM NETO, 2004;
COVEZZI, 2007).
A presença de 11% de imigrantes das regiões Sul, Sudeste e Nordeste nas
comunidades do DNSAC, corresponde à mesma taxa geral de migração para o estado de Mato
Grosso, no período de 1970 e 80, o que significa que Poconé apresentava, na proposta do
garimpo de ouro e na agropecuária, uma importante opção para migração (IBGE, 2007). Além
disso, os dados do estudo revelam que 8,78% desta população migrante vieram de pequenos
municípios ou de áreas rurais dos estados de Minas Gerais, Paraná, Bahia, Amazonas, Rio
Grande do Sul e São Paulo, trazendo como contribuição, um vasto conhecimento popular em
plantas medicinais, que veio somar aos saberes local e regional.
Trabalhos de plantas
medicinais realizados no estado de Mato Grosso também apontam a heterogeneidade sóciocultural das populações estudadas, composta de emigrantes de todas as partes do Brasil,
164
principalmente do Sul e Sudeste (GONÇALVES e MARTINS, 1998; GUARIM NETO e
NOVAIS, 2004; SANTOS e GUARIM NETO, 2005; SILVA e GUARIM NETO, 2008;
GUARIM NETO e MACIEL, 2008; FRACARO e GUARIM, 2008).
Grande parte da população do estudo foi de católicos (89%), valor acima dos dados
censitários do Brasil, onde 82,96% dos católicos residem na área urbana e 71,39% na área
rural (IBGE, 2000). No município de Poconé, essa religiosidade é um lugar cuja cultura e
significados são revelados por meio dos espaços onde as festas religiosas são realizadas desde
1.885 (RONDON, 1981).
No DNSAC, a religiosidade é uma das marcas mais expressivas na cultura local,
ancorada tradicionalmente no catolicismo popular que, mais que oposição ao saber religioso
clerical, com ele dialoga e o transforma, mantendo em seu interior entrecruzamento de
múltiplas experiências religiosas, principalmente de releituras do cristianismo. Estudos
realizados em comunidades de Mato Grosso têm a religião católica como a principal (BORBA
e MACEDO, 2006; SILVA e MACEDO, 2007; GUARIM NETO, 2008). Dados idênticos
foram encontrados por Schardong e Cervi (2000), onde 89% dos moradores da comunidade
de São Benedito, em Campo Grande, MS, Brasil, são católicos. Reforçando a maior
predominância de pessoas católicas, em levantamentos realizados no país, Ming e AmaralJúnior (1995) encontraram 91,19% de católicos na comunidade da Reserva Extrativista Chico
Mendes, localizada no Acre, Brasil.
Essa religiosidade se manifesta de várias maneiras, tanto cotidianamente, e os altares
caseiros são testemunhas, como nos festejos em homenagem aos santos familiares e
comunitários. A construção da igreja de alvenaria recém finalizada na comunidade sede do
DNSAC constitui-se em um importante marco da memória local e expressa um sentimento de
pertencimento à comunidade. No Distrito ocorre à tradicional festa de Nossa Senhora
Aparecida, no mês de outubro de cada ano, sendo considerado um evento cultural do DNSAC,
que recebe o nome da santa padroeira “Nossa Senhora Aparecida”, reunindo até pessoas de
outras cidades, preservando sua cultura e tradição favorecendo a troca de conhecimento entre
comunidades/pessoas.
Quanto ao gênero e grupo religioso verificou-se associação em relação ao número de
plantas citadas, onde as mulheres católicas do DNSAC conhecem mais plantas (94,3%) do
que os homens, enquanto que os homens não católicos mostraram maior conhecimento
(88,86%) do que as mulheres não católicas. Estes dados podem ser reflexos da cultura
brasileira, onde o uso medicinal e místico religioso das plantas medicinais é herança
matriarcal, das avós, tias, comadres, benzedeiras e rezadores e xamãs, que mantêm esse
165
milenar hábito de uso das plantas na medicina não oficial, sendo que em muitas localidades é
o único auxílio „médico‟ existente (GUARIM NETO, 2006).
Conforme o pensamento de Max Weber, as concepções de cunho religioso e as
práticas diárias caminham juntas, num processo inseparável e para Geertz (1989), os
fenômenos religiosos podem explicar circunstâncias históricas, sociais, políticas e
econômicas, que mobilizam os devotos a determinadas ações significado dos sinais culturais,
concluindo que o sentido atribuído à cultura pantaneira pode ser explicado como uma
experiência individual, interior e subjetiva da devoção, e ainda, como uma vivência social,
exterior ou fora da alma.
Com relação à nupcialidade dos informantes da pesquisa, o resultado encontrado foi de
69,08% de casados, dado superior ao resultado do censo do IBGE (2000), que foi de 49,4%
para a população brasileira, nesta faixa etária (≥ 40 anos). A possível explicação para esse
fenômeno deve-se a um crescente desprestígio da oficialização da união conjugal e a
valorização da família entre os casais brasileiros, os quais estão cada vez mais suscetíveis às
praticidades das uniões consensuais. Vale ressaltar que algumas alterações legais e
comportamentais podem ter influenciado tal mudança de comportamento, o que não tem
ocorrido com tanta ênfase no DNSAC (IBGE, 2000).
Davis e Blake (1956) e Rader (1967) apud Freire et al. (2000), a partir de uma visão
demográfica, argumentam que a nupcialidade está fortemente associada com a reprodução,
onde a idade de ingresso ao casamento era regulador do tamanho de família. As famílias do
DNSAC trazem consigo o modelo da família tradicional, pois segundo Beltrão (1973) existe
dois modelos de família, a tradicional, que é extensa, numerosa e dispensa luxo, e a moderna,
que é restringida, reduzida, gosta de conforto. Esses modelos interferem na dinâmica da
nupcialidade atrelada às transformações de ordens sociais e econômicas, como conseqüência
de uma intensa modernização da sociedade ocidental, com ascensão para as uniões
consensuais, outras modalidades de famílias e menos filhos (Srinivasan, 1998 apud Freire et
al., 2000).
Quanto à quantidade de filhos, a maioria dos informantes (58%) afirmou ter de 1 a 5
filhos, com média de 5,18 filhos/família, valor superior aos referidos pelo IBGE, que cita 4,2
filhos, em média, por família de Poconé, 2,3 filhos para Mato Grosso e 2,0 filhos para o Brasil
(IBGE, 2007).
Os filhos constituem força de trabalho familiar e os rapazes aprendem o trabalho do
campo com o pai, as moças aprendem os “afazeres de mulher”. O espaço casa-quintal,
166
portanto, é o centro das atividades femininas e, ao articular os espaços, a mulher articula
também as relações sociais (WOORTMANN, 1992).
No Brasil, verifica-se que a taxa de fecundidade vem caindo drasticamente nas últimas
3 décadas, passando de 5,8 filhos, em média, em 1997, para 2,0 filhos no ano de 2007 (IBGE,
2007). Esta transição vertiginosa experimentada pelo comportamento reprodutivo das
mulheres brasileiras certamente tem relação com o padrão de formação familiar e com a
dinâmica dos estados da nupcialidade (FREIRE et al., 2000).
Levantamentos de plantas medicinais realizados em Mato Grosso identificaram
elevado número de filhos em famílias de comunidades rurais (SCHARDONG e CERVI,
2000; JORGE, 2001; BORBA e MACEDO, 2006), assim como os observados para com as
comunidades do DNASC.
Fatores como a mudança de valores culturais do brasileiro e o ingresso maciço de
mulheres no mercado de trabalho também influenciaram a redução da família ao núcleo
conjugal com filhos. Nas décadas passadas, o número de filhos girava em torno de 10 ou
mais, atualmente situa-se entre 2 a 4. Essa redução pode ser explicada por vários fatores da
globalização, como o maior acesso às informações via rádio, televisão, jornais, revistas e
internet, a educação, os recursos contraceptivos, o progresso tecnológico que dispensa a
necessidade de tantos braços para o trabalho e também como as próprias dificuldades,
atualmente, de sustentar e garantir o futuro de tantos filhos (PLEIN, 2006). Certamente, a
renda familiar, aparece como determinante do tamanho das famílias, sendo o número de filhos
e de pessoas inversamente proporcional à renda familiar. Em 1999, uma família com renda
per capita até 1/4 do salário mínimo tinha, em média, 5 pessoas, enquanto uma família com
renda per capita de mais de 5 salários mínimos tinha, em média, 2,7 pessoas (IBGE, 2007).
Com relação ao grau de escolaridade dos informantes do DNSAC, a maioria (51,53%)
tinha ensino fundamental incompleto (1-9 anos) e 24,43% eram de não alfabetizados (menos
de 1 ano de escolaridade), com média de 4,48 anos de estudos, indicando que as comunidades
do Distrito têm baixa escolaridade. Esses dados estão um pouco abaixo dos indicadores de
Poconé, onde a população do município freqüentou escolas, em média, por 4,53 anos
(SEPLAN, 2008). Entretanto, essas informações representaram, de certo modo, a realidade da
educação brasileira, pois em Mato Grosso, a população rural adulta maior que 25 anos, não
alfabetizada, corresponde a 31,7% e, no Brasil, este índice é de 35% (IBGE, 2000; Brasil,
2008).
Em outros estudos de plantas medicinais, foram constatados altos índices de
analfabetismo em Mato Grosso, com 36,11% em Santo Antônio do Leverger, 32,00% em
167
Dom Aquino e 45,00% em Chapada dos Guimarães (JORGE, 2001; Santana, 2002; BORBA e
MACEDO, 2004), assim em outros locais, como Natividade da Serra, em São Paulo, com
47% e Senador Firmino, em Minas Gerais com 25% (SANTOS et al., 2008; KFFURI, 2008).
Analisando o uso das plantas medicinais, em função da escolaridade dos entrevistados
do DNSAC, verificou-se que o grau de escolaridade não influenciou na citação e uso de
plantas medicinais. No entanto, outros relatos apontam que a faixa da população que mais
utiliza as plantas medicinais apresenta baixo nível de escolaridade (JORGE, 2001;
SANTANA, 2002; BORBA e MACEDO, 2004; ARNOUS, 2005). Essas controvérsias podem
estar relacionadas aos aspectos socioculturais e educacionais, que refletem no conhecimento
das espécies vegetais medicinais, além da tradição familiar, baixo custo, praticidade no
tratamento e facilidade de acesso das plantas medicinais (JORGE, 2001; AMOROZO, 2002).
Com relação ao gênero e escolaridade, as mulheres com menor grau de escolaridade
(<1 ou 1-9 anos), mostraram conhecer mais plantas que os homens na mesma faixa de
escolaridade.
Com relação ao grau de escolaridade de mais de 9 anos em escolas, os homens citaram
mais plantas do que as mulheres, mas é possível que esse resultado reflita mais o consumo do
que o conhecimento de plantas medicinais, pois os homens do DNASAC com maior grau de
escolaridade apresentaram maior poder aquisitivo.
A maioria dos trabalhos relata que o grau de escolaridade está inversamente associado
à opção pela medicina tradicional (EISENBERG, 1993; MACEDO et al., 2007; BASTOS e
NOGUEIRA, 2007).
6.4. Diversidade Geográfica das Plantas Medicinais no DNSAC
Das 409 espécies relatadas, 61,85% são nativas, observa-se a forte ligação das 37
comunidades do DNSAC, com destaque para as comunidades do Chumbo 302 (72,8%), Bahia
do Campo 275 (62,3%) e Agroana 134 (32,3%), quanto ao conhecimento de expressivo de
plantas medicinais, que implica, não apenas na conservação da rica biodiversidade do
complexo vegetacional do Pantanal, mas também na preservação do patrimônio etnocultural
destas comunidades, favorecendo a conservação destes ecossistemas no que diz respeito à
adoção de uso e práticas de manejo sustentável dos recursos naturais (JORGE, 2001;
DIEGUES e ARRUDA, 2001; MORAES et. al., 2002; CAMPOS FILHO, 2002; GUARIM
NETO e MORAES, 2003; PASA et al., 2005; SOUZA e FELFILI, 2006; SANTILLI, 2005;
BOTREL, et al., 2006; FERREIRA e GUARIM NETO, 2008; CARNEIRO, 2009).
168
A utilização das espécies nativas pelas comunidades do DNSAC e de outras regiões
evidencia que a conservação etnocultural colaborou com o uso da medicina popular no
sistema tradicional de saúde. A riqueza de espécies vegetais nativas, traduzida em diversidade
química e de atividades terapêuticas presentes nestas plantas, constitui uma contribuição
essencial nos cuidados primários de saúde.
É Importante ressaltar que o grande número de espécies nativas forma um importante
banco de germoplasma, o que garante a conservação da variabilidade genética de uma ou mais
espécies (BRITO e COELHO, 2000).
Em outros levantamentos sobre o uso da flora como medicinal também se verificou o
uso predominante de plantas medicinais nativas, justificado, provavelmente, pelo fato do
Brasil possuir 22% da biodiversidade vegetal do mundo, com cerca de 55.000 espécies,
muitas das quais com grande potencial farmacêutico (SCHARDONG e CERVI, 2000;
AMOROZO, 2002; RODRIGUES, 2002; SOBRAFITO, 2003; PASA, 2004; BRANDÃO et
al., 2004; BORBA e MACEDO, 2006; SOUZA e FELFILI, 2006; SILVA e MACEDO, 2007;
JESUS et al., 2007; SOUZA, 2007; RODRIGUES e CARVALHO, 2008).
Foi citado pelos entrevistados do DNSAC um número expressivo de espécies exóticas
(38,15%), sugerindo que a existência destas no Distrito é resultado de sua introdução por
colonizadores europeus, principalmente portugueses, e escravos africanos e, mais
recentemente, pelos imigrantes asiáticos, italianos e alemães, que trouxeram consigo algumas
sementes e mudas de plantas e grande conhecimento sobre elas, contribuindo sobremaneira
com o arsenal de plantas medicinais disponíveis no Brasil (AMOROZO, 2002).
Foi verificada associação entre o gênero e a origem geográfica das espécies medicinais
pelos informantes do DNSAC, sendo os homens os maiores conhecedores das espécies
nativas (19,21%), enquanto as mulheres declararam conhecer mais as nativas do Brasil
(49,35%), sendo que para as espécies medicinais exóticas, não se constatou diferenças entre
os gêneros.
Os processos de reconhecimento das espécies nativas do Pantanal utilizadas como
medicinais está difundido mais entre os indivíduos do sexo masculino, em razão de mais
atividades no campo, enquanto que as mulheres têm conhecimento maior sobre plantas
medicinais nativas de outras partes do Brasil, devido os afazeres domésticos que as permitem
169
uma forte ligação com o cultivo destas espécies, que se desenvolvem melhor em quintais,
jardins e hortas caseiras (AMARAL JÚNIOR, 2001).
Com relação às justificativas sobre as atividades do homem e da mulher no Distrito,
deve se levar em conta que a organização social da população rural é baseada no grupo
familiar, unidade básica e onde as tarefas são diferenciadas para cada membro. As mulheres
são mães, trabalhadoras do lar, da roça ou do comércio e o papel delas é de extrema
importância para a manutenção do grupo doméstico, sua reprodução, produção e
sobrevivência, e são responsáveis pelo preparo dos alimentos, abastecimento de lenha,
cuidado com pequenos animais de criação e a criação dos filhos, atividades que forçam sua
permanência nas proximidades da residência. Os homens são encarregados das atividades de
pesca, derrubada e queimada da mata para o estabelecimento de roças, construção das
moradias, construção e condução de canoas e barcos, e manutenção da limpeza dos quintais
(ADAMS, 2000; TORAL, 2000; BORGES e PEIXOTO, 2009).
Em função dessas múltiplas funções, as mulheres do DNSAC conhecem mais as
plantas medicinais que ficam próximas a casa e os homens, por terem maior tempo de
permanência do mato, se relacionam muito mais com as espécies do Pantanal. De acordo com
Santos e Guarim Neto (2008), existe pouca diferença na percepção acerca do quintal entre os
gêneros, pois tanto os homens quanto as mulheres o indicam como útil, primeiramente ao
plantio, pois remetem a origem rural dos informantes que, mesmo em espaço tão restrito,
procuram manter a originalidade do campo por meio do cultivo de espécies com diferentes
finalidades.
Entre os homens e as mulheres do Distrito, não houve diferença significativa quanto
ao conhecimento das plantas medicinais exóticas introduzidas na comunidade. A presença de
espécies exóticas pode estar relacionada à introdução recente de novas espécies medicinais
trazidas pelos 28% dos informantes oriundos das regiões Sul, Sudeste e Nordeste que habitam
o DNSAC, e pelos seus moradores nativos que ao saírem para outros municípios e/ou regiões,
retornam com algumas espécies diferentes, também de uso medicinal, como, por exemplo,
frutíferas, alimentares ou condimentares (SANTOS e GUARIM NETO, 2008).
170
6.5. Abordagens Etnobotânica: Associações Estatísticas
Com relação ao hábito de vida das espécies vegetais referidas nesse estudo, 47,66%
eram herbáceas, (29,22%) arbóreas e (23,11%) arbustivas/subarbustivas, foram verificados
resultados semelhantes por De La Cruz, (1997), Jorge (2001), Stepp e Moerman (2001), Pinto
et al. (2006), Botrel et al. (2006); Jesus et al. (2007) e Silva e Proença (2008).
A maior utilização de espécies herbáceas pode ser justificada pelos seguintes motivos:
hábito de maior ocorrência na região, facilidade de cultivo, ciclo mais rápido do plantio à
colheita e facilidade de propagação. Além disso, a utilização de espécies herbáceas nos
sistemas populares de cura tem maior probabilidade da presença de substâncias
farmacologicamente ativas do que as de hábito arbóreas (SIMÕES et al., 1999; SIMBO,
2010).
Nas áreas do Pantanal ocorrem inúmeras espécies arbóreas como pequi, marmelada,
fruta-de-lobo, angico, ipê e aroeira, o que pode ser uma das justificativas do grande número
de citações deste hábito e o número menor de trepadeiras é por ser o de menor ocorrência no
referido ecossistema.
Verificou-se correlação entre o gênero do entrevistado e o hábito das plantas
medicinais, pois as mulheres citaram que usam mais espécies herbáceas 49,01%, enquanto as
os homens declararam usar mais espécies arbórea (33,95%). Esse resultado pode ser
justificado porque as mulheres dominam melhor o conhecimento das plantas que crescem ou
são cultivadas no quintal e nas proximidades da residência, e que geralmente são herbáceas,
enquanto o homem conhece mais as plantas do mato, local de maior ocorrência de árvores. No
entanto, há relatos de que as mulheres conhecem os “remédios do mato” tão bem quanto seus
maridos (MING, 1995).
Quanto ao local de obtenção das plantas medicinais, os informantes do DNSAC
citaram que as obtém principalmente em terrenos próximos (38,8%) e quintais (35,3%), além
de campos distantes (23,2%). Outras pesquisas também detectaram que a obtenção das plantas
medicinais se deu principalmente em terrenos próximos ou quintais (AMOROZO e GÉLY,
1988; AMOROZO, 2002; GOMES et al., 2001; JESUS et al., 2007).
Os terrenos próximos às residências são definidos como espaços de localização no
entorno da comunidade, locais que possuem grande diversidade de espécies espontâneas e
nativas, e que propiciam uma relação entre os elementos Bióticos e abióticos para
conservação da biodiversidade local e os saberes a ela associados (JORGE, 2001).
171
Os quintais são definidos como espaços situados ao redor das casas, de fácil acesso, e
representaram nesse estudo uma fonte rica de informações etnobotânicas sobre o uso de
plantas nativas e exóticas, com destaque para as plantas domesticáveis, particularmente
aquelas de pequeno porte (AMOROZO, 2008; GUARIM NETO, 2008).
As plantas concentram muitos compostos biologicamente ativos em função do seu
habitat utilizando-os como estratégias de defesa (STEPP e MOERMAN, 2001) e há
indicações que os fatores químicos e ecológicos orientam a seleção e o uso de plantas
medicinais em várias partes do mundo (KFFURI, 2008), favorecendo assim o uso de espécies
domesticadas, presentes em quintais ou terrenos próximos.
Não foi observada correlação entre os gêneros do entrevistado e o local de obtenção
das plantas medicinais no DNSAC, o que pode indicar que existe pouca diferença, não só na
percepção acerca dos quintais entre homens e mulheres, espaços aonde há maior existência de
plantas medicinais nativas do Brasil e exóticas, conforme relatam, Santos e Guarim Neto
(2008), como também acerca de terrenos próximos e campos distantes, onde há maior
existência e plantas do Pantanal.
Os informantes do DNSAC disseram fazer a coleta das plantas medicinais em
qualquer horário (77,0%), no período da manhã (17,3%), tarde (2,4%) e alguns informantes
informaram coletar no período noturno, lua cheia, minguante ou na época das chuvas (3,3%).
Moradores de Rosário da Limeira-MG afirmaram que a época de colheita é importante e cada
espécie tem o horário ideal de coleta, apesar de que nem sempre é possível realizar a colheita
naquele período do ano ou horário do dia, optando por realizar estas tarefas quando
necessitam utilizar as plantas e preparar os remédios caseiros (OLIVEIRA, 2008).
O horário de coleta das plantas para consumo é um aspecto que está diretamente
ligado à eficácia das plantas medicinais e deve ser feita de modo que garanta uma boa
quantidade dos seus princípios ativos (OLIVEIRA et al., 1991; FURLAN, 2005).
De acordo com Martins (1995), algumas pessoas preferem realizar a coleta conforme a
necessidade, portanto em qualquer horário, "Na hora que eu sinto qualquer coisa eu vou lá e
tiro”.
Verificou-se maior associação entre as mulheres coletarem as plantas só no período da
manhã (19,2%) ou só no período da tarde (2,7%), enquanto os homens coletaram as plantas
em ambos horários (manhã/tarde - 83,6%).
Muitas pesquisas concluem que o horário de colheita afeta o teor de princípios ativos
e, consequentemente, a eficácia do fitoterápico. Martins (1996), analisando os efeitos de
diferentes horários de colheita sobre o conteúdo de óleo essencial de Ocimum sp, verificou
172
que o teor foi maior pela manhã e não houve alteração no teor de estragol (constituinte
majoritário), entre os horários estudados.
Presume-se que existam, simultaneamente, dois padrões de resposta do metabolismo
secundário aos estímulos ambientais; em um deles, as alterações produtivas dependem das
variações climáticas sazonais, tendo maior dimensão, mas ocorrendo mais lentamente, no
outro, as plantas respondem a estímulos que determinam modificações menores e mais
rápidas como, por exemplo, aquelas causadas pelas flutuações climáticas diárias (LEAL et al.,
2001).
A parte vegetativa mais utilizada no DNSAC no preparo dos remédios caseiros foram
as folhas (49,7%) e depois as cascas (20,5%), raízes (13,4%), planta inteira (5,3%), frutos
(4,0%) e rizomas/batatas (2,4%). Quanto maior a multiplicidade das partes da planta usadas
utilizada, maior seu valor de uso (PASA, 2004).
Pode-se observar que as plantas em que a folhas utilizadas são, em geral, herbáceas
(de fácil acesso) e cultivadas, enquanto as plantas arbóreas tiveram a casca ou fruto como a
parte de uso terapêutico mais utilizado, sendo estas de difícil acesso.
Dados semelhantes aos encontrados no DNASC são verificados em muitas pesquisas
que também concluíram que há predominância do uso das folhas nas formas de preparo das
plantas medicinais (KUBO, 1997; DE LA CRUZ, 1997; GONÇALVES e MARTINS, 1998;
MARTINS et al., 2000; JORGE, 2001; RODRIGUES e CARVALHO, 2001; MOREIRA et
al., 2002; PARENTE e ROSA, 2001; MATOS, 2002; RODRIGUES, 2002; PASA, 2004;
BORBA e MACEDO, 2006; REIS e BELLINI, 2007; SILVA e PROENÇA, 2008;
VOLPATO et al., 2009).
Diferentemente, no semi-árido do Rio Grande do Norte-RN, as partes das plantas mais
utilizadas para fins medicinais pelos entrevistados da comunidade rural de Laginhas foram
cascas e as raízes (ROQUE, 2009). A casca (com 75%) também teve uso intenso da pelos
sertanejos do Município de Central Região Arqueológica da Bahia-ba (DE PAULA et al.,
2002) e pelos entrevistados de Juazeiro-PE (GOMES et al., 2008).
Sobre as cascas, alguns especialistas e informantes demonstraram preocupação devido
a sua retirada poder provocar a morte da árvore (DE PAULA et al., 2002; GOMES et al.,
2008; ROQUE, 2009).
A associação existente entre o gênero e a parte da planta utilizada pela população do
DNSAC mostra que os homens citaram mais as cascas (24,6%) e as mulheres mais as flores,
sementes, látex/seiva e resina (5,1%), no preparo dos remédios caseiros. Os resultados podem
estar relacionados com o tipo de conhecimento dos homens e das mulheres sobre a vegetação.
173
A forma de preparo mais utilizada das dragas vegetais pelos informantes do DNSAC
foi a infusão (71,6%), seguida de maceração (11,6%), xarope (5,8%), decocção (5,8%) e
garrafadas (5,2%).
O conhecimento dos aspectos referentes às atividades biológicas do vegetal e a correta
forma farmacêutica a ser utiliza são requisitos essenciais para a transformação da planta
medicinal no remédio caseiro, podendo constituir-se numa forma muito útil de alternativa
terapêutica, por sua eficácia dada a um baixo custo financeiro, além da facilidade para a
aquisição de plantas (FURLAN, 2005).
Depois de mais de 500 anos de emprego das drogas vegetais como remédios caseiros
no Brasil, a ANVISA reconhece a importância dos chás medicinais e regulamenta o uso de 66
plantas medicinais onde deste total, 68% já fazem parte do uso cotidiano da população do
DNSAC (ANVISA, 2010). Os resultados que indicam o largo emprego popular da grande
maioria das plantas utilizadas pelas comunidades do DNSAC, bem como em outras
localidades do país, podem facilitar a ampliação do Programa Farmácias Vivas no SUS e a
adesão da comunidade médica na prescrição de plantas medicinais tradicionais.
A infusão é preparada jogando-se água fervente sobre as partes ativas do vegetal,
geralmente as folhas ou as flores, frescas ou secas. É o modo tradicional de preparar o chá,
deixando as plantas dentro da água quente em repouso por 5 a 10 min e depois filtrar. A
quantidade da erva varia segundo a espécie. A infusão em água quente é indicada para ervas
que não liberam seus componentes ativos em baixas temperaturas, mas que não podem ser
fervidas, pois, dessa forma, podem perder suas propriedades medicinais (SIMÕES et al.,
2003).
Na decocção, geralmente coloca-se a erva em água fria, que, em seguida, se aquece até
a ebulição num recipiente fechado, deixando ferver por alguns minutos, podendo ser utilizada
plantas medicinais frescas ou secas. Essa preparação, normalmente é utilizada para plantas
que contém princípios ativos estáveis ao calor assim como para raízes, cascas, sementes e
outras partes com maiores resistências à ação da água quente. Indicado também para as
plantas que não liberam seus componentes ativos em baixas temperaturas. Não podendo ser
utilizada para plantas com compostos voláteis ou com compostos que se degradam em altas
temperaturas (SIMÕES et al., 2003).
O macerado é um preparado que requer longa imersão. Põe-se a planta em água fria,
cobre-se o recipiente e deixa-se repousar em lugar fresco durante uma noite, geralmente
utilizam as casas, bulbo ou folhas aromáticas (MARTINS, 1995; FURLAN, 2005).
174
A infusão ou chá é a forma de preparo dos remédios caseira mais empregada pela
população tradicional, que utiliza as partes tenras das plantas medicinais tais como folhas,
botões e flores, em razão da facilidade na extração dos princípios ativos pela ação combinada
da água do calor prolongado e pela facilidade de colheita dessas partes tenras. A infusão é
feita apenas com a parte do vegetal e água, tornando simples, rápida e econômica a obtenção
do remédio caseiro (CASTELLANI, 1999).
Foram constados em levantamentos etnobotânicos de plantas medicinais que a infusão,
também foi à forma de preparo principal no uso tradicional do remédio caseiro (COSTANETO e OLIVEIRA, 2000; MARTINS et al., 2000; MATOS, 2002; FRANCO e BARROS,
2006; REIS e BELLINI, 2007).
E com relação ao gênero e a forma de preparo da planta verifica-se associação, onde as
mulheres preparam as plantas mais na forma de infusão (73,0%) e xarope (6,0%) e os homens
na forma de maceração (19,0%).
É importante observar as formas de preparo com a parte da planta utilizada a ser
utilizada, pois a incorreta forma de preparo pode alterar a ação do principio ativo, tornando-os
prejudiciais ao organismo (SIMÕES et al., 2003).
Quanto ao estado em que a planta é utilizada, os informantes do DNSAC, informaram
utilizar as plantas frescas (43,2%) ou ambas fresco-secas (35,3%).
As plantas medicinais para preparação do remédio caseiros podem ser utilizadas tanto
frescas quanto secas, como citaram os entrevistados em Santo Antônio do Leverger (JORGE,
2001), desde que estejam bem higienizadas (SÃO PAULO, 2005).
Em levantamento realizado no Alto Rio Grande-MG, a maioria das espécies é utilizada
fresca (RODRIGUES e CARVALHO, 2002). Em estudo realizado no Leste da Índia, 81%
dos informantes utilizavam mais as plantas frescas do que secas, e justificaram que nesta
forma ocorre menor perda das propriedades medicinais (UPADHYAY et al., 2010).
O consumo de plantas medicinais frescas tende a garantir uma ação mais eficaz de
seus metabolitos essenciais, e quando for consumida seca exigi-se que a secagem seja bem
feita (FURLAN, 2008). No entanto as plantas também podem ser consumidas secas para o
preparo dos remédios caseiros (MOTOMIYA et al., 2004), desde que a secagem, bem como
todo o processo de beneficiamento das plantas, seja realizado adequadamente para não perder
suas propriedades medicinais.
O beneficiamento das plantas medicinais engloba vários processos, benéficos seja para
folhas, flor, raiz ou casca, pois estas partes das plantas frescas apresentam elevando o teor de
umidade e substratos, que favorece ao aumento da ação enzimática, diminuído assim o
175
princípio ativo das plantas, favorecendo a oxidação das moléculas ativas, podendo provocar
danos ao organismo.
As etapas do beneficiamento devem ser realizadas com cautela para manter a boa
integridade e qualidade no principio ativo das plantas. Na secagem, em virtude da evaporação
de água contida nas células e nos tecidos das plantas, reduz o peso do material. Por essa razão,
alguns procedimentos básicos antes de submeter às plantas a secagem, são importantes, para
se conseguir um produto de boa qualidade: a) não é recomendado lavar as plantas antes da
secagem, exceto no caso de determinados rizomas e raízes; b) deve-se separar as plantas de
espécies diferentes; c) as plantas colhidas e transportadas ao local de secagem, não devem
receber raios solares diretamente; d) antes de submeter às plantas à secagem deve-se fazer a
eliminação de elementos estranhos (terra, pedras, outras plantas, etc.) e partes que estejam em
condições indesejáveis (sujas descoloridas ou manchadas, danificadas); e) as plantas colhidas
inteiras devem ter cada parte (folha, flor, caule, raiz, sementes, frutos) seca em separado e
conservada depois em recipientes individuais; f) quando as raízes são volumosas podem ser
cortadas em pedaços ou fatias para facilitar a secagem. Para secar as folhas, a melhor maneira
é conservá-las com seus talos, pois isto preserva sua qualidade, previne danificações e facilita
o manuseio (RODRIGUES, 2001).
Verificou-se que houve associação entre o gênero e o estado em que a planta é
utilizada pelas comunidades do DNSAC, sendo que as mulheres usaram mais a droga vegetal
seca (23,0%) e os homens fizeram uso maior das frescas e secas (40,1%). Algumas pesquisas
indicam que o estado da planta mais utilizado foi a fresca, justificada pela maior praticidade e
estabilidade do principio ativo da planta (CORTEZ, et al., 1999; RODRIGUES, 2002;
UPADHYAY et al., 2010).
Os moradores do DNSAC relataram utilizar as plantas, tanto no estádio de
desenvolvimento adulto quanto jovem (49,3%) e alguns disseram utilizar somente plantas
adultas (43,9%).
É importante ressaltar que a planta medicinal, ou suas partes, se torna droga vegetal
após processos de coleta, estabilização e secagem, podendo ser íntegra, rasurada, triturada ou
pulverizada (BRASIL, 2004).
O extrativismo de plantas medicinais tem sido feito ao longo do tempo, sem nenhuma
orientação a respeito do manejo e dos limites de coleta e, por isto, a idade das folhas deve ser
observada no momento da coleta. Em uma pesquisa verificou-se discordância nas repostas
porque um informante indicou a coleta das folhas mais novas, outro citou as folhas mais
176
maduras, mais velhas e viçosas e o último, num estágio intermediário, ou seja, “nem muito
velha, nem muito nova” (RODRIGUES, 2002).
Quanto à idade das plantas e o gênero, verificou-se que houve associação significativa
entre estes. As mulheres usam as plantas mais na idade adulta (46,4%) e os homens, citaram
usar as plantas, em ambas as idades (58,8%).
Essa diferença pode estar relacionada ao fato das mulheres trabalharem mais com
espécies herbáceas, de ciclo rápido e que atingem o máximo de biomassa quando adultas,
enquanto os homens com espécies arbóreas e ou arbustivas, que por terem ciclo longo são
colhidas em qualquer época.
6.6. Etnofarmacologia: concordância das citações de uso e força medicinal
O interesse na utilização das plantas medicinais no tratamento das doenças ocorre
desde o início da civilização, com crescimento substancial nos últimos anos, no mundo,
inclusive no Brasil devido, entre outros fatores, ao baixo custo, facilidade de acesso e sua
compatibilidade etnocultural, despertando interesse nas indústrias, pesquisas científicas e
literaturas na área (NOGUEIRA et al., 1996; ALBUQUERQUE et al., 2007; PARVEEN et
al., 2007; BRASIL, 2007; UPADHYAY et al., 2010).
Os levantamentos etnobotânicos e etnofarmacológicos são fundamentais para facilitar
as investigações dos efeitos farmacológicos e do isolamento, purificação e caracterização de
princípios ativos, diminuindo as etapas para produção de um fitoterápico com eficácia e
segurança para uso humano.
A contribuição da população do DNSAC para pesquisas futuras, resultaram em uma
lista com 409 espécies vegetais medicinais, pertencentes a 285 gêneros e 102 famílias, das
quais 98 (24,0%) foram identificadas pelo Herbário UFMT, 278 (67,97%) por meio de
consulta à literatura especializada e 33 (8,06%) encontram-se em fase de identificação.
As 409 espécies foram utilizadas no DSNAC para tratar 103 diferentes enfermidades,
distribuídas em 18 categorias da CID-10. As espécies medicinais mais utilizadas foram
identificadas usando a porcentagem de concordância quanto aos usos principais (CUPc) e a
força medicinal (FM).
A utilização desses parâmetros serviu para apontar o uso mais difundido e aceito para
cada espécie, pois evidencia um alto consenso de informações e, conseqüentemente, implica
177
em maior segurança quanto ao uso das espécies medicinais (VENDRUSCOLO e MENTZ,
2006). Nesse estudo como resultado do consenso de utilização das plantas medicinais pelas
comunidades do DNSAC obteve-se 11 espécies de maiores forças medicinais (CUPc > 40%)
empregadas no tratamento de 34 diferentes enfermidades, abrangendo 15 das 18 categorias da
CID-10.
As 11 espécies medicinais de maior consenso foram: Plectranthus barbatus (boldo;
CUPc de 93,55%), Macrosiphonia longiflora (velame-branco; 69,35%), Palicourea coriacea,
(douradinha; 64,52%), Chenopodium ambrosioides (erva-de-santa-maria; 61,29%), Scoparia
dulcis (vasourinha; 58,06%), Myracrodruon urundeuva (aroeira; 53,23%), Stryphnodendrom
adstringens (barbatimão; 51,61%), Solidago microglossa (arnica-brasileira; 48,39%),
Lafoensia pacari (mangava-braba; 48,39%), Vernonia condensata (figatil-caferana; 46,77%)
e Costus spicatus (caninha-do-brejo; 45,16%). Encontram-se distribuídas em 5 categorias
CID-10: doenças do aparelho digestório com 3 espécies, Plectranthus barbatus, Vernonia
condensata e Lafoensia pacari; atividade hematocatártica (depurativa do sangue) com 1
espécie, Macrosiphonia longiflora; doenças do aparelho geniturinário com 3 espécies,
Palicourea coriacea, Stryphnodendrom adstringens e Costus spicatus; doenças infecciosas e
parasitárias com 1 espécie, Chenopodium ambrosioides; lesões cutâneas e algumas outras
conseqüências de causas externas com 3 espécies, Scoparia dulcis, Myracrodruon urundeuva
e Solidago microglossa.
6.6.1. Plantas utilizadas no aparelho digestório
Os estudos sobre doenças gastrintestinais apontam que 70% da população brasileira
sofrem de algum problema estomacal (dor de estômago, azia, distensão abdominal,
flatulência, náuseas e vômitos), decorrente de diversos fatores tais como, ingestão de bebidas
xânticas ou alcoólicas, problemas circulatórios provocados por temperaturas excessivamente
altas, esforço incomum, muito sol, alguns medicamentos, nicotina do cigarro, alguns
alimentos como frutas demasiadas ácidas, refeições irregulares e rápidas, alimentos
gordurosos e comida sem higiene, apimentadas ou incomuns (CHINZON et al., 2002;
QUIGLEY et al., 2006; TYGAT et al., 2006).
A persistência desses transtornos estomacais associadas ou não, a presença do
Helicobacter pylori, pode evoluir para úlceras gastroduodenais. Os estudos epidemiológicos
indicam que a prevalência de úlceras pépticas na população geral é de aproximadamente 5 a
178
10%, com variações regionais (SCHLESINGER et al., 1992; KREISS e BLUM, 1997),
acometendo mais a população idosa (CURADO, 2005).
As espécies utilizadas para problemas no aparelho digestório foram Plectranthus
barbatus e Vernonia condensata, utilizadas para tratar transtornos gastrintestinais e Lafoensia
pacari, para tratar úlceras gastroduodenais.
Plectranthus barbatus foi à planta medicinal de maior consenso entre os informantes
do DNSAC, para transtornos gastrintestinais. A forma de preparo mais utilizada foi a
maceração de 2 a 3 folhas frescas em 1 copo de água deixando descansar por até 1 h, utilizada
por 1 dia apenas. Essa planta foi também indicada para categorias de doenças CID-10, como
dores (XVIII), fígado (XI) e mal-estar (XI).
P. barbatus, pertence à família Lamiaceae, é uma planta subarbustiva, perene,
aromática, originária nativos de regiões tropicais da África, Ásia e Austrália e da Índia e
trazida para o Brasil provavelmente no período colonial (LORENZI e MATOS, 2002), sendo
encontrada facilmente em quintais, jardins e terrenos.
O alto índice de consenso para uso de P. barbatus, em problemas gástricos entre os
informantes do DNSAC, pode estar relacionado a diversos fatores, tais como alta prevalência
de doenças estomacais entre a população, tradição de uso, fácil cultivo e obtenção e por ser
uma planta das mais conhecidas do país (CARRICONDE et al., 1996; HANAZAKI et al.,
1996; SILVA-ALMEIDA e AMOROZO, 1998; AMOROZO e GÉLY, 1988 ALASBAHI et
al., 2010; MAIOLI et al., 2010).
Em todos os levantamentos etnobotânicos pesquisados, P. barbatus aparece como uma
das plantas mais utilizadas para problemas estomacais (GONÇALVES e MARTINS, 1998;
BENNETT e PRANCE, 2000; JORGE, 2001; MARTINAZZO e MARTINS, 2004; PASA,
2004; BIESKI e DE LA CRUZ, 2004; ALMASSY JUNIOR, 2004; ARNOUS et al., 2005;
LUKHOBA et al., 2006; COSTA, 2006; MACIEL e GUARIM NETO, 2006; MAIOLI et al.,
2010; ALSBAHI e MELZIG, 2010), colesterol, flatulência, sangue, triglicerídeo, abortiva
(VENDRUSCOLO e MENTZ, 2006) e altas doses ou uso prolongado causam irritação
gastrintestinal e elevação da pressão arterial (BIESKI, 2006).
P. barbatus apresenta capacidade biosintética para produzir uma variedade de
metabólitos secundários com importância químico-farmacológica, destacando-se entre estes
os diterpenos extraídos de suas raízes, caule e folhas: forscolina, ciclobutatusina, barbatusina,
6-β-hidroxicarnosol, barbatusol, plectrina, cariocal, coleonona E e F, plectrinonas A e B,
abietano e filocladanos, ent-cauranos (TANDON et al., 1977; RUEDI et al., 1986;
BARREIRO e FRAGA, 2001; RASKIN et al., 2002; ABDEL-MOGIB et al., 2002;
179
CÂMARA et al., 2003;MARQUES et al., 2006; WELLSOW et al., 2006; MOURA et al.,
2007) e também os constituintes ativos presentes no óleo essencial das partes aéreas e raízes:
ácido rosmarínico, α-pineno, β-felandreno, (Z)-β-ocimeno, manol e abietatrieno (KERNTOPF
et al., 2002; ALBUQUERQUE et al., 2002; RODRIGUES et al., 2008; PORFÍRIO et al.,
2010).
Dentre os vários compostos ativos isolados de P. barbatus, destacam-se o diterpeno
forscolina, detentor de atividade broncodilatadora (BARREIRO e FRAGA, 2001) e o ácido
rosmarínico, que exibe atividade antioxidante e anticolinesterásica (RODRIGUES et al.,
2008; PORFÍRIO et al., 2010) e na organogênese (ALMEIDA e LEMONICA, 2000).
Estudos farmacológicos pré-clínicos realizados utilizando o extrato aquoso,
hidroalcoólico e metabólico das folhas, talos ou raízes de P. barbatus comprovaram efeitos
benéficos nos transtornos gastrintestinais (ROUNCE, 1933; JARRETT, 1950; BAERTS e
LEHMANN, 1989; JOHNS et al., 1990; FISCHMAN et al., 1991; KOKWARO, 1993;
GUPTA et al., 1993; CARRICONDE et al., 1996; BENNETT e PRANCE, 2000; LORENZI e
MATOS, 2002; CÂMARA et al., 2003; BRASIL, 2004; ALMASSY JUNIOR, 2004).
Na literatura ainda são referidas para essa planta as atividades antiulcerogênica
(FISCHMAN et al., 1991; SCHULTZ et al., 2006), antioxidante (RODRIGUES, 2008;
GOMES et al., 2008; MAIOLI et al., 2010; ALASBAHI et al., 2010; PORFÍRIO et al., 2010),
antiespasmódica (TANDON et al., 1977; CÂMARA et al., 2003), antiasmática (KASONIA,
1995), antitumoral, anti-hipertensiva, antiagregante plaquetário e antinociceptiva (TANDON
et al., 1977; BHAT et al., 1977; KELECOM,1983; COSTA, 2006), antiinflamatória,
antibacteriana, antiviral
e
antifúngica
(MEYERHOFF, 1978;
KOKWARO, 1993;
RWANGABO, 1993; ALASBAHI et al., 1999; NEUWINGER, 2000; COS et al., 2002;
MATU e STADEN, 2003; COSTA, 2006), antimalárica (NEUWINGER, 2000; SCHLAGE et
al., 2000; STEELE et al., 2002) e fotoprotetora (ROSA et al., 2008).
Os ensaios toxicológicos pré-clínicos realizados não demonstraram evidências de
toxicidade para o extrato aquoso das folhas e do caule de P. barbatus (FISCHMAN et al.,
1991). Porém o extrato hidroalcoólico concentrado das folhas em altas doses é abortivo
(ALMEIDA e LEMONICA, 2000).
Apesar de ampla utilização mundial de P. barbatus, não foram encontrados estudos
clínicos em humanos e nem registro desta planta como fitoterápico. Porém, foram umas das
espécies que compôs a lista de plantas da CEME, faz parte da RENISUS, além da Lista de
Drogas Vegetais constantes na RDC nº 10/2010 da ANVISA, para comercialização na forma
de chás e/ou fitoterápicos, considerada uma das espécies de potencial para avanços nas etapas
180
da cadeia produtiva e de geração de produtos de interesse ao SUS (BRASIL, 2006; 2009;
2010).
Vernonia condensata foi à segunda planta de maior consenso medicinal utilizada para
transtornos gastrintestinais no DNSAC, além de usos referidos para as categorias de doenças
CID-10 como, problemas no fígado (XI) e câncer (II). A forma de preparo mais empregada
para esta planta foi à infusão das folhas frescas, utilizada durante 3 a 5 dias.
V. condensata, pertence à família Asteraceae, é uma arbustiva, perene, provavelmente
de origem africana, provavelmente foi trazida para o Brasil pelos escravos, estando bem
adaptadas às nossas condições geoclimáticas. Sua distribuição abrange todo território
brasileiro, podendo ser encontrada com freqüência nos estados Mato Grosso, Goiás, Distrito
Federal, São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Amazonas (GRANDI et al., 1988; BARRETO et
al., 1994; MATZENBACHER e MAFIOLETI, 1994; LORENZI e MATOS, 2002). Também
é cultivada em quintais, jardins e terrenos.
V. condensata apresenta grande importância econômica, sendo largamente cultivada
com propósitos alimentícios, medicinais e ornamentais (LEITÃO FILHO, 1972).
Essa espécie é empregada na medicina popular principalmente no tratamento de
desordens gastrintestinais, com ampla utilização em várias partes do Brasil (RIZZO et al.,
1985; FURLAN, 1999; BOORHEM, 1999; BIESKI, 2005; MACIEL e GUARIM NETO,
2006; CAVALLAZZI, 2006; BARBASTEFANO e BRITO, 2007; SILVA et. al., 2008), além
de seu uso como analgésica e antiinflamatória (BOORHEM, 1999).
Os principais constituintes químicos presentes na folha da V. condensata são os glicosídeos
esteroidais: vernoniósido β2, vernoniósidos D, D1, e D2 (VALVERDE, 1999) triterpenóides:
lupeol e lupenol (BOHLMANN et al., 1981) e derivados dos ácidos caféico e clorogênico.
Nas partes aéreas estão os constituintes químicos lactonas sesquiterpênicas: 19hidroxivernólido, vernólido, vernodalina, 11-β,13-diidrovernodalina, 11-β,13-diidro-hidróxivernólido e 11-β,13-diidro-19-hidróxi-vernólido (JAKUPOVIC et al., 1987).
Os constituintes químicos de V. condensata responsáveis pela atividade antibacteriana, foram
os triterpenos e lactonas sesquiterpênicas (BOHLMANN et al., 1981; JAKUPOVIC et al.,
1987; ROOS et al., 1998), pela antiinflamatória e analgésica foram os glicosídeos esteroidais
e vernoniósidos β2 (VALVERDE et al., 1999) e a mistura dos vernoniósidos D1 e D2
responsáveis pela atividade antitumoral e imunossupressora (DAVINO, 1989; LOPES, 1991;
JISAKA et al., 1993; FREIRE, 1996).
181
Frutuoso et al. (1994), Valverde et al. (2001), Monteiro et al. (2001) e Zanon (2006)
relataram que o extrato aquoso bruto das folhas de V. condensata possui atividade em
transtornos gastrintestinais, bem como analgésica, antiulcerogênica, antiinflamatória e
cardiotônica (FRUTUOSO et al., 1994; DAVINO, 1989; FREIRE, 1996; LOPES, 1991;
BOORHEM et al., 1999; VALVERDE et al., 2001), sedativa (ZANON, 2006) e
imunomoduladora (CORREA et al., 2006). E o extrato metanólico das folhas, caule e raízes
foram responsáveis pela atividade antimicrobiana (BOUZADA et al., 2005).
Sob o ponto de vista toxicológico pré-clínico, o extrato aquoso liofilizado das folhas
de V. condensata aparentemente, é isento de toxicidade aguda, não apresentando risco de
mutagenicidade ou teratogênicidade (MONTEIRO et al., 2001). Também esse extrato não
apresenta genotoxicidade (GUERRA, 1994).
V. condensata não compôs a lista de espécies estudadas na CEME, mas faz parte da
Coletânea Científica de Plantas de Uso Medicinal da FIOCRUZ/Ministério da Saúde, da
RENISUS e da Lista de Drogas Vegetais ANVISA (BRASIL, 2005; 2006; 2009; 2010).
Lafoensia pacari foi à espécie de maior força medicinal para úlceras gastroduodenais
no DNSAC. A forma de preparo dessa espécie se deu principalmente na forma de maceração
da casca em água deixando na geladeira, com uso de 10 a 15 dias, além de ter sido referida
para usos em outras categorias da CID-10 como, transtornos gastrointestinais (XI),
cicatrização (XIX), diarréica (I), dor (XVIII) e problemas renais (XIV).
Essa espécie pertencente à família Lythraceae, é uma árvore de fitofisionomia do
cerrado sentido restrito, cerradão, mata ciliar, mata seca (MENDONÇA et al.,1998; SILVA
JÚNIOR, 2005) e florestas de altitude (LORENZI, 1992). No Brasil está presente no Distrito
Federal, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Amazonas, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Paraná, Santa Catarina, Amapá, Pará e Rio Grande do Sul (SANTOS e COELHO, 2006)
e em muitos municípios de Mato Grosso (FELFILI et al., 2002; RATTER et al., 1973;
TONELLO, 1997).
Foram verificados em diversos registros etnobotânicos que L. pacari é utilizada
popularmente
tanto para
desordens gastrintestinais como úlceras gastroduodenais
(MIRANDA e GUARIM NETO, 1986; GONÇALVES e MARTINS, 1998; LIMA 1999;
JORGE, 2001; TONELLO, 1997; SOLON, 1999; SILVA JÚNIOR, 2005; JESUS et al., 2007;
182
MAZZAROTO, 2009; CARNEIRO, 2009), sendo ainda referidos seus usos como tônica e
febrífuga (REITZ, 1969; CORREIA, 1984; LORENZI, 1992), para emagrecimento, coceiras,
feridas e dores estomacais (TONELLO, 1997), inflamação (TONELLO, 1997; GUARIM
NETO, 1987; ROGÉRIO, 2002; SILVA JÚNIOR, 2005) e pneumonia (BUENO et al., 2005).
Os estudos fitoquímicos preliminares da entrecasca de L. pacari, revelaram as
presenças de esteróides livres, saponinas e taninos catéquicos (SOUZA e SOUZA Jr, 1997),
taninos pirogálicos, dentre os quais o ácido elágico (tido como o composto majoritário),
saponinas, esteróides, triterpenóides, fenóis simples, ácidos fixos fortes e fracos, bases
quaternárias e aminoácidos (SÓLON et al., 2000; ROGÉRIO et al., 2006; 2008).
O extrato bruto metanólico de L. pacari e o ácido elágico têm sido motivos de intensas
e recentes investigações farmacológicas, com promissores resultados antiúlcera, antioxidante
e anti-H. pylori (MURAKAMI et al., 1991; AKUBE e STOHS, 1992; RAMANATHAN e
DAS, 1992; SARTORI e MARTINS, 1996; TAMASHIRO-FILHO, 1999; BESERRA et al.,
2008); também foram comprovadas outras atividades para L. pacari, como antialérgica
(ROGERIO et al., 2010), antitérmica (ALBUQUERQUE et al., 1997), antiinflamatória
(ALBUQUERQUE et al., 1996; ALBUQUERQUE e LOPES, 1999) imunomoduladora
(ALBUQUERQUE et al., 1996), anorética (TAMASHIRO-FILHO, 1999), antifúngica e
antimicrobiana (SOUZA et al., 2002; NARUZAWA et al., 2005; LIMA et al., 2006;
PORFÍRIO et al., 2009) e antidepressiva (GALDINO et al., 2009).
Estudos da toxicidade genética da L. pacari indicaram uma possível ausência de
efeitos nocivos confirmando seu largo emprego na medicina popular (PORTO et al., 2008).
Das 11 espécies medicinais de maior força medicinal no DNSAC, a L. pacari revela-se
como um fitoterápico em potencial, talvez aquela com maiores estudos até o momento, pois
seu extrato metanólico, na forma de cápsulas, foi submetido a ensaios clínicos em 55
pacientes dispépticos, aliviando em 74% os sintomas dispépticos, porém mostrou-se inativa
contra o H. pylori. Nesse mesmo estudo revelou causar mínimos efeitos colaterais (DA
MOTA MENEZES et al., 2006), confirmando a aparente ausência de toxicidade referida em
experimentos anteriores com roedores (TAMASHIRO-FILHO, 1999; BESERRA et al.,
2008).
183
Foi encontrado um registro de patente de uma loção para tratamento capilar, tendo a
infusão das folhas de L. pacari como um dos componentes ativos da formulação (PI 99035189 A2).
Descrição: “Loção para tratamento capilar e respectivo processo de preparação". Loção para
combate a calvície e tratamento da caspa obtida a partir de espécies vegetais da flora brasileira:
pacari, pau podre, barbatimão, pau d'óleo e eucalipto. O produto e obtido através da infusão de
folhas de pacari, pau podre, barbatimão e eucalipto e óleo ou seiva de pau d'óleo ou copaíba.
Apesar do nível avançado de estudos químico-farmacológicos, a L. pacari, que
compôs a Lista de espécies estudas pela equipe da CEME, não consta da lista da RENISUS,
nem na Lista de Drogas Vegetais da RDC nº 10/2010 da ANVISA indicando que estas listas
são incompletas e não contemplaram muitas das espécies relevantes do país (BRASIL, 2006;
2009; 2010)
6.6.2. Plantas com atividade hematocatártica
As enfermidades hematocatártica estão relacionadas a problemas no sangue, se
enquadrando na categoria XVIII como sintomas, sinais e achados anormais de exames
clínicos e de laboratório, não classificados em outra parte. Nas comunidades do DNSAC uma
parte expressiva das Plantas Medicinais foi indicada como depurativo do sangue.
O termo depurativo do sangue é muito antigo e usado pela população para referir a
atividade da planta sobre o organismo com suposta atividade de certos medicamentos que
limpam as “impurezas” do sangue. Essas “impurezas” aflorariam como manifestações
cutâneas (piodermites ou lesões sifilíticas), e nas articulações desaparecendo com o efeito dos
depurativos, que evitariam essas manifestações por ação direta sobre o sangue, que purificam
o organismo, facilitando a eliminação de produtos do metabolismo (MATOS, 2000; AGELET
e VALLÉS, 2003; LORENZI e MATOS, 2008).
Macrosiphonia longiflora teve o maior índice de consenso pelos informantes do
DNSAC dentre as espécies usadas como depurativo do sangue. É utilizada na forma de
decocção de seu xilopódio, de 2 a 3 vezes ao dia, durante 7 dias. Essa planta foi citada para o
tratamento de outras categorias de doenças como derrame (VI), diurético (XIV), dor (XVIII),
estômago (XI), garganta (XVIII), relaxante muscular (XIII), vitiligo (XII) e coração (IX).
M. longiflora pertencente à família Apocynaceae, é um subarbusto ereto, simples ou
ramificado com altura média de 12 - 30 cm. Recebe a denominação vernacular de velame ou
jalapa-do-campo. Esta espécie ocorre em boa parte do Brasil, como os estados de Mato
184
Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, sendo
encontrada também no Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia. Seu habitat é em áreas de
cerrados, campos limpos e campo cerrado (BARBAN, 1985; RIBEIRO, 2009).
Os levantamentos etnobotânicos consultados referem também o uso de rizoma da M.
longiflora como depurativa do sangue (GARLET e IRGANG, 2001; AMOROZO, 2002;
GUARIM NETO e MORAIS, 2003; BIESKI, 2008; CARNEIRO, 2009), além dos usos para
problemas nos rins, mancha no corpo, pano branco, impinge, curar ferida, queimadura,
alergia, inflamação uterina, inflamação, gripe, febre, hemorragia, anti-sifilítica, anti-reumática
e úlceras gástricas (GARLET e IRGANG, 2001; AMOROZO, 2002; GUARIM NETO e
MORAIS, 2003; BIESKI, 2008).
Trata-se de uma espécie inédita com respeito a estudos químicos ou farmacológicos.
Não fez compôs as espécies de Pesquisa da CEME, e nem faz parte da RENISUS ou na Lista
de Drogas Vegetais da ANVISA, particularmente pela ausência de estudos, embora seja
largamente empregada no Brasil Central.
6.6.3. Plantas utilizadas no aparelho geniturinário
A infecção urinária consiste na colonização microbiana da urina com a invasão
tecidual de qualquer estrutura do trato urinário. Os microrganismos podem chegar ao trato
urinário por três vias: ascendente, hematogênica e linfática. As infecções do trato urinário
causam a uretrite, ou inflamação da uretra, e a cistite, ou inflamação na bexiga (BLACK,
2002).
O fluxo urinário comprometido, mecânica ou funcionalmente, e a condição básica
mais comum que predispõem os pacientes a Infecções do Trato Urinário (ITU). As infecções
do trato urinário estão entre as mais comuns de todas as infecções vistas na pratica clinica No
Brasil, um total de 80% das consultas clínicas deve-se a infecção do trato urinário
(MOREIRA et al., 2003). As cistites representam um problema de saúde na mulher, afetando
entre 10% e 20% destas durante suas vidas, sendo que 80% apresentam infecções recorrentes
(PALMA e DAMBROS, 2002).
Entretanto, estudos indicam que aproximadamente 50 a 70 % das mulheres apresentam
pelo menos um episodio de ITU, sendo que, 20 a 30% destas apresentam episódios
recorrentes (GARCIA et al., 2001). No entanto, a real incidência de ITU e, provavelmente,
subestimada porque pelo menos metade de todas as infecções urinárias se resolve sem atenção
médica (Poletto e Reis, 2005). Já a recorrência de ITU apos a primeira infecção acontece em
185
50% das mulheres durante o primeiro ano de seguimento, e em 75% dos casos no período de
dois anos de evolução. Não ha dados comparativos para o sexo masculino (KOCH e
ZUCCOLOTTO, 2003)
As ITUs adquiridas na comunidade quase sempre são causadas por microrganismos da
microbiota intestinal normal, sendo a Escherichia coli a bacteria mais frequentemente isolada.
Outras bactérias encontradas são Proteus mirabilis, Klebsiella pneumoniae e Enterococcus
faecalis. Estes agentes infecciosos alcançam a bexiga mais facilmente através da curta uretra
feminina do que da uretra masculina mais longa (BLACK, 2002; MORA et al., 2008).
Palicourea coriacea foi a primeira espécie de maior consenso entre os informantes do
DNSAC, para uso nas afeções renais, utilizando-se as folhas e cascas na forma de decocto
com duração de até 7 dias, além de sua utilização em menor consenso para as categorias de
doenças da CID-10 como, câncer de próstata (II), coração (IX), depurativo do sangue (XVIII),
diurético (XIV), gripe (X), hipertensão (IX), insônia (V) e relaxante muscular (XIII).
P. coriacea, pertence à família Rubiaceae, é uma planta arbustiva, perene, nativa do
cerrado brasileiro, região central do Brasil, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e
Distrito Federal, conhecido popularmente como douradinho (IBGE, 1988; LORENZI e
MATOS, 2008).
Em levantamentos etnobotânicos verificaram uso de P. coriacea para afeções renais
(PASA, 2004; GOMES e LIÃO, 2005; SOUZA e FELFILI, 2006; KATO et al., 2006), além
de seu uso para combater o envelhecimento, congestão linfática e prevenção de doenças de
pele e inflamações (SOUZA e FELFILI, 2006; KATO et al., 2006; LORENZI e MATOS,
2008).
São referidos alguns constituintes químicos da P. coriacea, dentre os quais estão βcarbolina, ácido epi-estrictosidínico, ceto-estrictosidina, calicantrina, além do ácido ursólico,
tetraidro-β-carbolina, trissacarídio e monoterpênicos indólicos e croceaína A,
clicantina
(GOMES e LIÃO, 2005; DO NASCIMENTO et al., 2006; SILVA et al., 2008; NARINE e
MAXWELL, 2009) além da rica fonte de alantoína (SILVA et al., 2006; CONSOLARO et al.,
2009).
Em estudos farmacológicos com o extrato hidroalcoólico de P. coriácea, comprovam
a atividade antimicrobiana (KATO et al., 2006), antiinflamatória (GOMES et al., 2005),
anticonvulsivante e cicatrizante (CONSOLARO et al., 2009).
Sob o ponto de vista toxicológico pré-clínico o extrato bruto das folhas de P. coriacea
aparentemente demonstrou ser atóxico (PEREIRA et al., 2006).
186
Essa espécie não constou na seleção de plantas da CEME, nem consta na RENISUS e
Lista de Drogas Vegetais da ANVISA.
Costus spicatus, foi a segunda espécie de maior consenso entre os informantes do
DNSAC, para afecções renais, sua utilizada foi na forma de chá infuso das folhas ou decocto
das cascas por até 15 dias. Além de ter sido referida em outras categorias de doenças da CID10 como, relaxante muscular (XIII), depurativo do sangue (XVIII), rins (XIV) dor (XVIII),
fraturas ósseas (XIX), inflamação uterina (XIV), hipertensão (IX) e verminose (I).
Esta planta pertencente à família Costaceae, é uma espécie perene, encontrada em
locais úmidos do Sul do México, Yucatan, Costa Rica, norte da Colômbia (SILVA et al.,
1999) em florestas chuvosas, savanas, ou em afloramentos graníticos (MAAS, 1972) e no
BRASIL, sendo distribuída na mata Atlântica e região Amazônica, além de seu cultivo em
muitos quintais do Brasil.
Os constituintes ativos presentes nessa planta foram a inulina, ácido oxálico, taninos,
sistosterol, saponinas, sapogeninas, mucilagens e pectinas (GUARIM NETO, 1989;
CORRÊA et al., 1998; VIEIRA E ALBUQUERQUE, 1998), responsavéis pela atividade
antioxidante e antimicrobiana (IWU e ANYANWU, 1982; YAMADA et al., 1982;
BANDARA et al., 1989; JITOE et al., 1992; HARAGUCHI et al., 1996), Também foram
descritos a estrutura e o isolamento de dois novos di-glicosídeos flavônicos, como a
tamarixetina 3-O-neo-hesperidosídeo e o canferídio 3-O-neo-hesperidosídeo.
Informações etnofarmacológicas registram o uso do rizoma e folhas como diurético
(GUARIM NETO, 1989, MARTINS et al., 2003, MEDEIROS et al. 2004; TRESVENZOL et
al., 2006; RIBEIRO et al., 2009), tônico, emenagogo e diaforético, enquanto o suco da haste
fresco diluído em água tem uso contra gonorréia, sífilis, nefrite, picadas de insetos, problemas
da bexiga e diabetes (GUARIM NETO, 1989; VAN DEN BERG, 1993; CORRÊA et
al.,1998; VIEIRA e ALBUQUERQUE, 1998; MORS et al., 2000). Externamente, sua
decocção é empregada para aliviar irritações vaginais, leucorréia e no tratamento de úlceras
(BOORHEM, 1999), enquanto que na forma de cataplasma é empregada para amadurecer
tumores (MORS et al., 2000).
Além destes, foram identificados outros compostos muito conhecidos como quercetina
3-O-neo-hesperidosídeo, juntos com mais seis outros flavonóides (SILVA et al., 2000;
GASPARRI, 2005).
Em estudos pré-clínicos objetivando avaliar o extrato aquoso e hidroalcoólico de C.
spicatus sob o ponto de vista farmacológico, onde se confirmou atividades analgésica,
antiedematogênica
e
antiespasmódica
(ESPÍNDOLA
et
al.,
2000),
antioxidante,
187
antiinflamatória e antimicrobiana (IWU e ANYANWU, 1982; YAMADA et al., 1982;
BANDARA et al., 1989; JITOE et al., 1992; CZARNECK e GRZYBEK, 1995;
HARAGUCHI et al., 1996; SILVA et al., 2000; GASPARRI, 2005) e imunomoduladora
(TOMODA et al., 1994).
Essa espécie não constou na seleção de plantas da CEME, nem consta na RENISUS e
nem na Lista de Drogas Vegetais da ANVISA.
Stryphnodendrom adstringens apresenta-se com alto consenso entre os informantes do
DNSAC para inflamação uterina, sendo utilizada na forma de banho de acento com decocção
da casca por até 7 dias e infusão internamente por até 3 dias. Além de seu uso ter sido referido
para outras categorias de doenças da CID-10 como, cicatrizante (XIX), úlcera (XI), bexiga
(XIV), bronquite (X), cólica (XIV), estômago (XI), fraturas ósseas (XIX) e relaxante
muscular (XIII).
S. adstringens, pertencente à família Leguminosae, é nativa do Brasil, com ocorrência
desde o cerrado do Paraná e São Paulo até Mato Grosso, é uma árvore de pequeno porte, com
caule e ramos tortuosos, revestida de pouca folhagem e caracteriza-se como uma das plantas
úteis do Cerrado (CORRÊA, 1926; BRASIL, 2005).
Os estudos etnobotânicos apontam o uso para inflamação uterina (MIRANDA, 1996;
GONÇALVES e MARTINS, 1998; DE LA CRUZ e GUARIM NETO, 1997; SANTOS e
MELLO, 2003; MACIEL e GUARIM NETO, 2006; MAZZAROTO, 2009), além de seu uso
para feridas, hemorragias, diarréias, inflamação da garganta, úlceras, dentre outras indicações
(MIRANDA, 1996; SANTOS e MELLO, 2003, LOPES et al., 2003; MACEDO e
FERREIRA, 2004; BIESKI, 2005; OLIVEIRA e FIGUEIREDO, 2007; SOUZA et al., 2007).
Esta planta também se encontra na relação de plantas medicinais úteis à sobrevivência no
pantanal citada como cicatrizante (POTT et al., 2004).
Os componentes químicos principais de S. adstringens são as catequinas e
proantocianidinas dimerizadas: catequinas e bis-catequinas são os principais constituintes do
extrato hidro-acetônico da casca seca.
Os monômeros incluem galocatequina, epi-
galocatequina, 4‟-O-metil-galocatequina e ésteres de epi-galocatequina. Na complexa mistura
de dímeros encontram-se várias formas epímeras e o 5-desoxi-análogo de galocatoquina,
robinetinidol (MELLO et al., 1993, 1996, 1999). A casca é rica em taninos, com percentual
variando de 10-37% (CORRÊA, 1984; ALMEIDA et al., 1998; SANTOS et al., 2002;
HOLTEZ et al., 2005; VASCONCELOS et al., 2004).
Vários estudos têm confirmado algumas das propriedades farmacológicas pré-clínica
do extrato hidroalcoólico da casca de S. adstringens, dentre elas estão a atividade,
188
antiinflamatória (VIEL et al. 1999; LIMA et al., 1998; ANTUNES et al. 2000, SILVA e
PARENTE 2004), analgésica, antiedematogênica e antiespasmódica (BRASIL, 2004),
antiulcerogênica (CORRÊA, 1984; ALMEIDA et al., 1998; AUDI et al., 1999; MARTINS et
al., 2002), anti-hemostática, anti-hemorrágico (CORRÊA, 1984; ALMEIDA et al., 1998);
antiviral (HOLETZ et al., 2005; FELIPE et al., 2006); antimicrobiano (ISHIDA et al., 2006),
anti-protozoário (BEZERRA et al., 2002; HERZOG-SOARES et al., 2002; LUIZE et al.,
2005; LOPES et al., 2005; HERZOG-SOARES et al., 2006), antimicrobiano (GONÇALVES
et al., 2005; ORLANDO, 2005; SOARES et al., 2008) e cicatrizante (LOPES et al., 2005).
Lucena et al. (2008) desenvolveram uma formulação que incorporou o extrato bruto de
S. adstringens e que foi capaz de se manter estável ao longo de pelo menos três meses. A
pomada foi capaz de neutralizar os efeitos hemorrágicos e a miotoxicidade induzida pela
peçonha de Bothrops pauloensis.
Em estudo toxicológico pré-clínico realizado com extrato aquoso de S. adstringens,
verificou-se ausência de toxicidade, mas não foram realizados estudos específicos de
hepatotoxicidade (SANTOS e MELLO, 2003). Em ensaio sobre a toxicidade aguda do extrato
bruto, em período de 30 dias, foi verificados indícios de toxicidade, sugerindo que S.
adstringens, pode ser seguro em curto prazo, porém de segurança duvidosa em longo prazo
(LIMA et al., 1998; AUDI et al., 1999; REBECCA et al., 2002; ALMEIDA et al., 2009).
S. adstringens fez parte do elenco definitivo de espécies de plantas da CEME, as
Monografias de Plantas Medicinais Brasileiras Aclimatadas e da RENISUS, porém não consta
da Lista de Drogas Vegetais da ANVISA (GILBERT et al., 2005; BRASIL, 2005; 2009).
A utilização da dose incorreta e da parte da planta indevida ou a automedicação
errônea podem causar efeitos colaterais indesejáveis (TUROLLA e NASCIMENTO, 2006).
Calliari-Martin et al. (2001) afirmam existir uma dose limite para cada agente químico, abaixo
da qual não é observado nenhum efeito e a partir da qual este efeito aparece. Somente podem
ser utilizadas como recurso terapêutico as plantas com efeitos bem conhecidos, em doses
sempre moderadas e bem determinadas (MARTINS et al., 1995).
6.6.4. Plantas usadas em doenças infecciosas e parasitárias
A freqüência de parasitoses intestinais em nosso país é sabidamente elevada, assim
como nos demais países em desenvolvimento, sofrendo variações quanto à região de cada
país, às condições de saneamento básico, ao nível sócio-econômico, ao grau de escolaridade, a
idade e aos hábitos de higiene dos indivíduos (MACHADO et al., 1999; TIAGO et al., 2005).
189
As parasitoses podem ser adquiridas através da ingestão de ovos, cistos, larvas e
adultos de helmintos e protozoários encontrados no solo, podendo os ovos e os cistos, serem
levados pela poeira aos alimentos ou serem arrastados por correntes de água (REY, 2000). No
caso da água, a contaminação ocorre através de enxurradas que atingem mananciais utilizados
no abastecimento das comunidades e na irrigação de plantações, inclusive hortaliças
(COELHO et al., 2001; MESQUITA et al., 1999; TAKAYANAGUI et al., 2000). Outra
forma de contaminação é por meio de mãos sujas levadas diretamente à boca, tanto por
adultos como por crianças e também por larvas que penetram ativamente na pele (PEDROSO
e SIQUEIRA, 1997).
Inicialmente as doenças parasitárias não apresentam sintomas tão aparentes, sendo
assim negligenciadas pela saúde pública contribuindo para o agravamento do quadro clínico
(FERREIRA et al., 2000).
Chenopodium ambrosioides foi a espécie de maior consenso entre os informantes do
DNSAC para combate às verminoses, sendo utilizada na forma de chá, por um período de até
3 dias. Além de seu uso como vermífugo, é também usada em outras doenças como: fraturas
ósseas XIX, gripe (X), coração (IX), diabetes (IV), rins (XIV), cicatrizante (XIX).
Essa espécie pertencente à família Chenopodiacae, herbácea, de forte aroma, é
originária do México e América Tropical. No Brasil, essa espécie tem ampla distribuição,
com ocorrência em quase todo o território brasileiro, onde recebe vários nomes populares
dentre eles, mastruço, mastruz, erva-de-santa-maria, chá-do-méxico, erva-formigueira,
ambrósia, erva lombrigueira e quenopódio (LORENZI e MATOS, 2008).
Essa planta apresenta distribuição mundial, com uma ampla utilização etnobotânica
como vermífuga (BALBACH, 1957; MIRANDA, 1996; GONÇALVES e MARTINS, 1998;
JORGE, 2001; LORENZI e MATOS, 2002; MOREIRA et al., 2002; BIESKI, 2005; SILVA e
ANDRADE, 2005; SANTOS e CORREIA, 2006; MONTELES e PINHEIRO, 2007; Cabral e
CARNIELO, 2008; SILVA et al., 2008; MACIEL e GUARIM NETO, 2008), além de uso em
outras enfermidades como: febrífuga, antiespasmódica, tônica, digestiva, problemas
respiratórios, picadas de cobras e insetos, piolho, antiinflamatória, antireumática, cicatrizante,
emoliente, fraturas ósseas, tuberculose, hepatite e corrimento vaginal (DI STASI et al., 1989;
FRANÇA et al., 1996; RÊGO, 1995; MATOS, 2000; JAMART, 2000; LORENZI e MATOS,
2002; PEREIRA et al., 2004; MORAIS et al., 2005; TÔRRES et al., 2005).
É considerada pela Organização Mundial da Saúde uma das espécies mais utilizadas
entre os remédios tradicionais no mundo inteiro (JAMART, 2000; LORENZI e MATOS,
2002).
190
As análises fitoquímicas constataram nos frutos, cerca de 1 a 20% de óleo essencial,
com até 90% de ascaridol. Nas sementes foram igualmente encontrados proteínas e ácidos
como o palmítico, oléico e linoléico. As folhas e frutos contêm vários compostos flavônicos,
alguns glicosilados (ARISAWA et al., 1971), além da presença de vitamina C, carotenóides e
proteínas em teores elevados (PRAKASH et al., 1993; MATOS, 2000; MOREIRA et al.,
2002; SANTOS e CORREIA, 2006).
Foram comprovadas em estudos farmacológicos pré-clínicos utilizando extrato aquoso
e metanólico das folhas e sementes de C. ambrosioides atividades anti-helmíntica (SOUSA et
al., 1991; GIOVE, 1996; MOREIRA et al., 1998; MACDONALD et al., 2004) e também
tripanossomicida (KIUCHI et al., 2002), antimalárica (POLLACK et al., 1990), leishmanicida
(MONZOTE et al. 2006; PATRÍCIO et al., 2008), antigripal (MOREIRA et al., 2002; Santos
e CORREIA, 2006), antiinflamatória e analgésica (IBIRONKE e AJIBOYE, 2007),
imunoestimulante (ROSSI-BERGAMANN et al., 1997; NASCIMENTO et al., 2006; CRUZ
et al. 2007) cicatrizante (RIZZINE e MORS, 1976; PINHEIRO Neto et al., 2005; PINHEIRO
NETO et al., 2005), fungicida (VARGAS et al., 1997; DELESPAUL et al., 2000), alelopática
(Osornio et al., 1996), antibacteriana (LALL e MEYER, 1999), antitumoral (NASCIMENTO
et. al., 2006), moluscicida, nematicida e inseticida (HMAMOUCHI et al., 2000; INSUNZA
et al., 2001).
Paradoxalmente, pesquisadores da CEME, mostraram que C. ambrosioides possui
atividade pró-helmíntica, podendo causar hiperverminose intestinal.
C. ambrosioides foi estuda por López de Guimarães (2001) num estudo clínico
controlado, idealizado para estudar a eficácia terapêutica contra ascaridíase utilizando
albendazol e o suco das partes aérea da planta. Observou-se que embora C. ambrosioides teve
eficácia semelhante ao de albendazol contra Ascaris lumbricóides, apresentou ser mais eficaz
contra Hymenolepis nana.
A ação vermífuga do mastruço contra parasitas intestinais, especialmente ascaris,
oxiúrus e ancilóstomos, foi reconhecida oficialmente pela Farmacopéia Caribenha, que o
recomenda para crianças na forma de chá, preparado por infusão ou decocção, em dose diária
compreendida entre 0,03 e 0,1g das partes aéreas frescas por kg/de peso corporal, durante três
dias consecutivos. Levando em consideração a sua ação pró-helmíntica, a Farmacopéia
recomendou o uso de um purgativo salino ou oleoso três dias após a sua administração
(ROBINEAU et al., 1997).
Os ensaios de toxicidade pré-clínica com o extrato aquoso C. ambrosioides revelaram
a presença de toxicidade, dependente da dose, e decorrente de seu princípio ativo ascaridol,
191
cujo teor no óleo nunca é inferior a 60% (SOUSA et al.,1991; PEREIRA at al., 2010), bem
como a atividade genotóxica do extrato aquoso de C. ambrosioides, em ensaios in vitro
(GADANO et al., 2002).
Diante das observações expostas e dos cuidados necessários, a utilização de C.
ambrosioides no tratamento das verminoses, esta só deverá ser indicada por médicos
experientes e com conhecimento da área de plantas medicinais.
C. ambrosioides constou no elenco definitivo da CEME e consta na RENISUS e na da
Lista de Drogas Vegetais da ANVISA.
6.6.5. Plantas usadas em lesões cutâneas e causas externas
A cicatrização de feridas é um processo fisiológico que se inicia com resposta
inflamatória caracterizada pelo aumento de fluxo sangüíneo, permeabilidade capilar e
migração de leucócitos para a região lesada. A permeabilidade capilar promove
extravasamento de plasma e seus componentes formando o exsudado inflamatório
(MODOLIN e BEVILACQUA, 1985; KUMAR et al., 2008; KUMAR et al., 2010; GADDI
et al., 2004).
Inicialmente, uma ferida é preenchida por coágulos, fibrinas e exsudado formando
uma crosta que a isola do meio ambiente quase que imediatamente (COTRAN, 1989). Os
neutrófilos e macrófagos são as primeiras células a migrarem para a região lesada em resposta
do organismo à invasão bacteriana e ao fagocitarem as bactérias se degeneram formando o
pus com os tecidos necróticos (GUYTON, 1991; SOSA et al., 2002).
Scoparia dulcis foi a espécie de maior força medicinal no consenso dos informantes
do DNSAC para fraturas ósseas. Utilizada internamente na forma de chá, 2 a 3 vezes ao dia,
por um período de até 10 dias e externamente na forma de compressa ou banho, por até 30
dias, além de sua aplicabilidade em outras enfermidades, como tosse (XVIII), cicatrizante
(XIX), inchaço de mulher grávida (XV), sífilis (I), coração (IX), depurativo do sangue
(XVIII), diabetes (IV), dor (VIII), pneumonia (X), rins (XIV) e na categoria (XIV) para
afecções na bexiga.
S. dulcis é uma espécie anual, de hábito herbáceo, ereta, com caule liso, fino e muito
ramificada, da família Scrophulariaceae, comumente encontrada em países tropicais e ocupa
lugar de destaque entre as plantas medicinais do Brasil, cresce como erva daninha em
quintais, terrenos e campos (LORENZI e MATOS, 2008).
192
S. dulcis está entre as espécies de maior citação bibliográfica em estudos etnobotânicos
devido sua ampla popularidade no tratamento caseiro para fraturas ósseas, inflamações e
cicatrizante (AMANN, 1969; MATOS, 1994; AÑEZ, 1999; JORGE, 2001; MOREIRA et al.,
2002; GUARIM NETO e MORAIS, 2003; SILVA e ANDRADE, 2004), além de seu uso
também para febre, diabetes, hipertensão, tosse, bronquite, diarréia, males estomacais, dor de
dentes, bem como no tratamento de diabetes, da hipertensão arterial, retenção urinária,
hemorróidas, picadas de insetos, herpes labial, contraceptiva e como abortifaciente (BRAGA
et al., 1960; PERRY, 1980; AÑEZ, 1999; SOUSA et al., 1991; DE LA CRUZ, 1997;
MATOS, 2002; GUARIM NETO e MORAIS, 2003; BIESKI, 2007).
Em estudos fitoquímicos preliminares foram identificados nas raízes de S. dulcis os
compostos bioativos como: 6-metoxi-benzoxazolinona, triterpenóides: ácido betulínico e
iflaiônico (CHEN e CHEN, 1976; HAYASHI et al., 1994), na casca da raiz foram isolados
hexaicosano, β-sitosterol e D-manitol (SATYANARAYANA, 1969), de sua parte aérea foram
isolados uma matéria insaponificável, alcalóides, glut-5(6)-en-3β-ol e manitol (ALI e
RAHMAN, 1966; SAHOO e MADHAVAN, 2009) além de ácidos escopadúlcico, escopadiol,
escopadulciol, triterpenos glutinol e acacetina (TIWARI et al., 2002; MATOS, 2002; PARI e
LATHA, 2004; BABINCOVÁ et al., 2008; BEH et al., 2010).
Os estudos farmacológicos pré-clínicos com os extratos aquoso e hidralcoólico das
folhas e raízes de S. dulcis apontam atividades analgésica e antiinflamatória e antilitíase
(FREIRE et al., 1993; FREIRE et al., 1996; AHMED et al., 200; MATOS, 2002;
RATNASOORIYA et al., 2003; MARICKAR et al., 2009), hipoglicemiantes (PEREIRA et
al., 1949; FREIRE et al., 1993; PARI e LATHA, 2002; MATOS, 2002; PARI e LATHA,
2002; LORENZI e MATOS, 2008; BEH et al., 2010) anti-hipertensiva (CHOW et al., 1974),
antiviral (HAYASHI, 1990), antibacteriana (DUARTE et al., 2002). O extrato hidroalcoólico
de S. dulcis apresentou atividade hepatoprotetora, antioxidante e antiulcerogênica (NISHINO,
1993; HAYASHI., et al., 2004; MESIA-VELA, et al., 2004; BABINCOVÁ et al., 2008;
SAHOO e MADHAVAN, 2009; Sen et al., 2009).
Em investigações toxicológicas pré-clinicas foram evidenciadas ausencias de efeitos
tóxicos do extrato de S. Dulcis em todos os parametros estudados (MATOS, 2002).
S. dulcis constou no elenco definitivo da CEME, porém não consta na RENISUS e
Relação de Drogas Vegetais da ANVISA.
Myracrodruon urundeuva foi citada pela população do DNSAC como a planta com
maior força medicinal para fraturas ósseas, onde a maioria informou utilizar externamente, a
decocção da casca na forma de compressa ou banho, por um período de até 30 dias. É referida
193
também por essa mesma população para outras categorias como, inflamação uterina (XIV),
cicatrizante (XIX), relaxante muscular (XIII), tosse (XVIII), anemia (III), bexiga (XIV),
bronquite (X), câncer (II), depurativo do sangue (XVIII), hérnia (XIV).
Segundo Lorenzi e Matos (2002; 2008), a M. urundeuva é uma espécie arbórea da
família Anacardiaceae, apresenta grande distribuição geográfica na América do Sul, sendo
que no Brasil ocorrem nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-oeste (DORNELES et al.,
2005), considerada como um importante componente da vegetação arbórea da Caatinga
(PRADO e GIBBS 1993), Cerrado e Pantanal, é freqüente em matas e cerradão com solo rico
em cálcio (EMBRAPA, 2006).
M. urundeuva é uma das principais plantas da medicina tradicional, conhecida pelo
seu uso secular largamente usada na medicina popular brasileira para o tratamento de fraturas
ósseas, propiciada pela atividade analgésica, antiinflamatória e cicatrizante (MATOS, 2000;
JORGE, 2001; MACIEL e GUARIM Neto, 2006; LORENZI e MATOS, 2008; CARNEIRO,
2009), bem como para problemas dermatológicos, afeções cutâneas, afecções urinárias,
problemas respiratórios (MATOS, 2000; JORGE, 2001; MACIEL e GUARIM NETO, 2006;
LORENZI e MATOS, 2008; CARNEIRO, 2009).
Diante à exploração predatória, essa espécie encontra-se na lista de espécies
ameaçadas de extinção, na categoria vulnerável (IBAMA, 2008), exigindo estudos que
garantam sua sobrevivência e viabilizem sua utilização em solos não incorporados ao sistema
produtivo da região (MELLONE et al., 2000; POTT et al., 2004).
Em estudos fitoquímicos da M. urundeuva foram encontrados diversos constituintes
químicos, dentre eles estão os óleos essenciais extraído das folhas com 16 constituintes, sendo
majoritários o α-pineno, γ-terpineno e o β-cariofileno (SOUSA et al., 1991; MORS et al.,
2000), chalconas diméricas (VIANA et al., 1997; VIANA et al., 2003; BANDEIRA et al.,
1994), compostos cicloeucalenol e cicloeucalenona (DANTAS, 2003), a lectinas isolados da
casca e cerne.
Em estudos farmacológicos pré-clínicos utilizando extrato aquoso e hidroalcoólico das
cascas da M. urundeuva foram constatados atividade analgésica, antiinflamatória e
cicatrizante (MENEZES, 1986; BANDEIRA et al., 1994; VIANA et al., 1997; VIANA et al.,
1995; VIANA et al., 2003; CAVALCANTE et al., 2005; SOUZA et al., 2007; LORENZI e
MATOS, 2008), antiulcerogênica, anti-histamínico e antibradicinina (MENEZES e RAO,
1986; LORENZI e MATOS, 2008), anti-cárie (MENEZES et al., 2010), antiulcerogênica,
diurética, hipotensora, antiinfecciosa, expectorante, broncodilatadora (RAO et al., 1987;
194
MORAIS et al., 1999; SOUZA et al., 2007) e antioxidante (DANTAS, 2003). Também possui
atividade larvicida contra o mosquito transmissor da dengue o Aedes aegypti (SÁ et al., 2009).
Um estudo imunoistoquímico de M. urundeuva constatou que chalcona enriquecida, 6hidroxidopamina, isolada da casca do caule apresenta ações neuroprotetoras induzindo a
morte celular neuronal de células mesencefálica em ratos, juntamente com outras terapias,
poderia trazer benefícios em lesões neurodegenerativas, para doença de Parkinson (NOBREJÚNIOR et al., 2009).
Outro estudo investigou o efeito de um gel de uso tópico, baseado no carvacrol e
chalconas, apresentaram atividade antimicrobiana e antiinflamatória oral em doença
periodontal que acometem o tecido gengival (BOTELHO et al., 2007).
Os ensaios de toxicidade pré-clínica com extratos hidroalcóolicos de M. urundeuva
constataram toxidez dose-dependente (ALMEIDA et al., 2009).
M. urundeuva fez parte do elenco definitivo de espécies vegetais da CEME, mas não
consta na RENISUS e Lista de Drogas Vegetais da ANVISA.
Nesta pesquisa, Solidago microglossa foi a espécie de maior força medicinal no senso
dos informantes do DNSAC, como atividade cicatrizante, utilizada tanto internamente na
forma de compressa e banho por até 30 dias, como internamente na forma de chá das folhas
até 20 dias. Além de relatos também, como relaxante muscular (XIII), depurativo do sangue
(XVIII), rins (XIV), inflamação uterina (XIV), dor (XVIII), fraturas ósseas (XIX),
hipertensão (IX) e verminose (I).
S. microglossa é uma planta medicinal, subarbustiva, ereta, perene, da família
Asteraceae, conhecida popularmente como arnica-do-brasil, nativa da America do Sul,
incluído o Sul e Sudeste do Brasil. Pode ser chamada também de arnica-do-mato, arnicasilvestre, erva-federal, arnica vulgar, erva lanceta, rabo-de-rojão (ARANHA et. al., 1982;
CORRÊA, 1984; LORENZI e MATOS, 2008). Esta planta é muito confundida com a Arnica
montana L. nativa das regiões montanhosas da Europa, pela similaridade de uso medicinal,
porém, não é cultivada e nem se desenvolve bem aqui no Brasil. (FURLAN, 2005; LORENZI
e MATOS, 2008).
S. microglossa é muito utilizada na medicina popular e foi enquadrada no segundo
grupo de plantas mais conhecidas e utilizadas pelos farmacêuticos (MOREIRA et al., 2001).
Seu uso de maneira crescente é feito com base na medicina tradicional, para fraturas ósseas
com aplicações de compressas nos ferimentos, traumatismos e escoriações, além de ser
utilizando
também
como cicatrizante,
antiinflamatória, analgésica
e
adstringente,
195
antireumática, anti-hemorrágica (JORGE, 2001; BIESKI, 2005; PATZLAFF, 2007;
LORENZI e MATOS, 2008).
Resultados de estudos fitoquímico registraram em sua parte aérea, a presença de
quercitrina, um flavonóide glicosídico (TORRES et al., 1987), além de taninos, saponinas,
resinas e óleo essencial, bem como dos diterpenos inulina e rutina, ácido quínico,
ramnosídeos e ácidos caféico, clorogênico e hidrocinâmico e seus derivados, nas raízes foram
encontrado além de fenóis também a acetofenona, carotenóide, lactonas, helenalina e diidrohelenalina (HALL et al., 1980; TORRES, 1985; DEMARQUE et al., 1985; TORRES et al.,
1989; CORRÊA et al., 1998; MATOS, 1999) e em seus rizomas a diosgenina, um precursor
de hormônios esteroidais, (SILVA et al., 1999).
Dentre os vários constituintes químicos analisados farmacologicamente constatou-se
que as lactonas sesquiterpênicas, cuja origem biossintética deriva de unidades do isopreno,
que por sua vez se origina do ácido mevalónico, foi o maior responsável pela ação
antiinflamatória (LISS et al., 1997; SIMÕES et al., 1999; WAGNER et al., 2004; WAGNER
& MERFORT, 2007) e os óleos essências foram responsáveis pela atividade antimicrobiana,
antiviral, cicatrizante, analgésico, relaxante, expectorante e antiespasmódica (MARTINS,
2000; FACURY-NETO, 2001; SIMÕES et al., 2003; MOREL et al., 2006).
Os ensaios de toxicidade pré-clínica com extrato aquoso de S. microglossa não foram
constatados sinais de toxicidade (FACURY-NETO, 2001)
Esta espécie não constou na Lista de Plantas da CEME e não consta na Listagem de
Drogas Vegetais da ANVISA. Porém faz parte ta RENISUS.
6.7. Contribuições da etnofarmacologia
Segundo Alexiades (1996), os usos de plantas medicinais mais confiáveis são aquelas
de maior consenso e utilizadas por vários informantes, parentes ou conhecidos dos mesmos,
avaliando assim o conhecimento real das plantas medicinais pela população estudada. O
trabalho pioneiro utilizando o método comparativo para analisar o conhecimento dos
informantes foi o realizado por Trotter e Logan (1986), que considerou o número de citações
e usos das espécies medicinais em cada categoria de doenças.
Esse método comparativo utilizando análise quantitativa possibilita não só a
identificação das plantas medicinais de maior consenso entre os informantes verificando a
importância etnocultural entre comunidades e categoria de doença, como também possibilita
uma melhor seleção das espécies vegetais medicinais para estudos etnobotânicos,
196
etnofarmacológicos, fitoquímicos, farmacológicos, biológicos e agronômicos (FRIEDMAN et
al., 1986; JOHNS et al., 1990; PHILLIPS, 1996; WEIMANN e HEINRICH, 1997;
AMOROZO e GELY, 1988)
A seleção das 11 espécies de maior consenso entre os informantes do DSNAC
possibilitaram a realização de detalhado levantamento etnofarmacológico, com comparações
etnobotânicas em outras regiões de Mato Grosso, Brasil e exterior, como também estudos
farmacológicos pré-clínicos, fitoquímicos toxicológico e clínico quando possíveis,
possibilitando assim o direcionamento para estudos de bioprospeção das plantas medicinais
com potencial farmacêutico para descoberta de novas substâncias biodinâmicas.
6.8. Distribuição das Famílias botânicas
Entre as 102 famílias botânicas, pertencentes a 285 gêneros e 409 espécies utilizadas
pelas comunidades do DNSAC, destacam-se as famílias Fabaceae com 41 espécies (10,02%),
Asteraceae com 32 espécies (7,8%) e Lamiaceae com 20 espécies (4,89 %), sem contar às
espécies que estão em fase de identificação.
Essas famílias incluem grande número de espécies medicinais cosmopolitas, pois são
famílias que podem ser encontradas tanto espécies nativas provenientes de clima tropical,
como também de clima temperado proveniente das espécies medicinais introduzidas.
A família de maior representatividade foi a Fabaceae é uma Angiosperma que
compreendendo 727 gêneros e 19.325 espécies, ocorre em quase todas as regiões do mundo,
excetuando-se as árticas e antarticase em algumas ilhas. A família é considerada como a de
maior riqueza de espécies arbóreas nas florestas neotropicais, além de haver grande número
de táxons endêmicos nesta região. Alguns ecossistemas brasileiros são centros de diversidade
para o grupo e muitas das espécies são exclusivas destes ambientes. No Brasil ocorrem cerca
de 175 genêros e 1.500 espécie sendo as copaiba e barbatimão, sucupira, quina nativas da
Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal.
Asteraceae, também chamada de Compositae, que é considerada a maior família de
angiospermas, compreendendo 25.000 espécies pertencentes a 1.600 gêneros dispostos em 17
tribos e três subfamílias representando 10% da flora mundial (BREMER, 1994). No Brasil
essa família está representada por aproximadamente 196 gêneros e cerca de 1.900 espécies
197
(BARROSO et al., 1991). Fazem parte desta família, árvores, arbustos, trepadeiras e
herbáceas, mas a maioria dos gêneros é constituída por plantas de pequeno porte (RAVEN et
al., 2001).
No Brasil, os estudos com a família Asteraceae iniciaram com o trabalho de Baker
(1873; 1876; 1882; 1884) e com levantamentos de tribos ou gêneros para determinados
estados ou localidades como Mato Grosso (MALME 1932; DUBS 1998), Rio Grande do Sul
(MALME, 1932), Paraná (MALME 1933), Rio de Janeiro (BARROSO 1957, 1959), Bahia
(HARLEY e SIMMONS, 1986; HIND, 1995), Goiás (MUNHOZ e PROENÇA, 1998), São
Paulo (MORAES, 1997; NAKAJIMA et al. 2001), Minas Gerais (LEITÃO-FILHO e SEMIR,
1987; NAKAJIMA, 2000; HIND, 2003). No entanto, ainda são necessários levantamentos
intensivos e revisões taxonômicas mais acuradas e atuais (NAKAJIMA 2000).
Fazem parte desta família Asteraceae as tanto espécies árvores, arbustos, quanto as
plantas herbáceas, formando uma larga distribuição mundial. A grande maioria dos gêneros é
constituída por plantas de pequeno porte. As folhas são variadas, inteiras ou fendidas,
alternadas ou opostas (RAVEN et al., 2001).
A família Lamiaceae é uma família de plantas que contém aproximadamente 7.200
espécies, contém, aproximadamente, 258 gêneros (WAGSTAFF et al., 1998). Só o Brasil é
detentor de 23 dos 258 gêneros e 232 das 7193 espécies, uma biodiversidade respeitável. São
cosmopolitas, podendo se apresentar sob a forma de ervas, arbustos ou árvores. Uma
característica marcante desta família vegetal é o aroma que possui.
Economicamente, a utilização das Lamiáceas é muito difundida e importante. O aroma
que tem é um sinalizador de que possuem algo bem precioso, vantajoso financeiramente:
óleos essenciais. Estes são extraídos e usados na confecção de perfumes (como no caso da
alfazema, por exemplo), na culinária (como o orégano, tomilho, manjericão) ou ainda como
chás (ou outros compostos) medicinais como, por o chá de hortelã. Não é por acaso que esta
família é conhecida mundialmente como “Família Menta” (ou família de hortelã).
Todas as suas qualidades citadas anteriormente já seriam motivo suficiente para
justificar o alto cultivo que essas plantas têm, mas ainda são fáceis de plantar e colher, o que
torna sua usabilidade muito mais atraente.
198
As duas famílias mais representativa desta pesquisa (Fabaceae e Asteraceae) estão
entre as quatro maiores famílias do levantamento realizado por Pott e Pott (1994), no
Pantanal brasileiro.
Em outros levantamentos etnobotânicos, as famílias Fabaceae, Asteraceae, Lamiaceae
e também foram as mais representativas, confirmando o predomínio dessas famílias no que se
refere a plantas medicinais (SILVA-ALMEIDA e AMOROZO, 1998; PILLA et al., 2006). No
entanto em levantamento etnobotânico realizado por Maciel e Guarim Neto (2006), as três
famílias foram as mais representativas, porém com maior representatividade da Lamiaceae,
seguidas das famílias Rutaceae e por ultimo a família Asteraceae.
A predominância da família Asteraceae para fins medicinais se deve à ampla gama de
compostos biologicamente ativos identificados em estudos fitoquímicos, farmacológicos e
toxicológicos já realizados (BENNETT e PRANCE, 2000, DI STASI et al., 2002; SIMBO,
2010).
6.9. Etnotoxicologia: promoção, uso seguro e racional das plantas medicinais
Assim como etnofarmacologia, a etnotoxicologia também tem seu importante papel na
busca de etnoconhecimento tradicional e possíveis efeitos tóxicos das espécies vegetais
utilizados como medicinais por diferentes povos e etnia, contribuindo assim com bioensaio
químico-farmacêutico em prol de novos fitofármacos.
O uso popular de plantas na medicina tradicional pode ser a grande fonte para
descoberta de novos agentes terapêuticos, mas não é isenta de efeitos colaterais, de interações
medicamentosas ou contra-indicações, pois, em geral, os vegetais apresentam em sua
composição química um fitocomplexo, que, dependendo da dose, pode desencadear efeitos
curativos ou tóxicos, incluindo as reações adversas. Por isso conhecimento popular deve estar
associado à bioensaios para comprovar a eficácia e a toxicidade destas plantas para o uso
terapêutico (SILVA JUNIOR e VIZZOTTO, 1996; BOLDI, 2004; CLARDY e WALSH,
2004; KOEHN e CARTE, 2005).
São necessárias medidas de conscientização da população e educação dos profissionais
de saúde para que o uso racional das plantas medicinais seja disseminado. Há grupos como
199
crianças, idosos, lactantes, gestantes e portadores de doenças graves que merecem atenção
especial e não podem utilizar a fitoterapia de maneira indiscriminada, devendo levar em
consideração as dosagens e contra-indicações. É importante ressaltar que há possibilidades de
interação medicamentosa entre a fitoterapia e o uso de medicamentos sintéticos, tornando
ainda mais necessária a conscientização da população e o cuidado com a automedicação.
Justificando a automedicação com as plantas para alguns “males”, Somavilla (1998)
relata que pode ser devido, por exemplo, ao aspecto econômico e aos efeitos colaterais de
remédios de farmácia. O alto custo dos medicamentos industrializados, o difícil acesso da
população à assistência médica, a baixa incidência de reações adversas com os remédios
naturais e a tendência, nos dias atuais do uso de produtos de origem natural, são outras
justificativas da opção pelos fitoterápicos (SIMÕES et al., 1998).
Das 409 espécies mencionadas no DNSAC, 12,5% foram referenciadas por 19,5% dos
informantes, por apresentarem 35 diferentes efeitos maléficos à saúde. Esses dados então
acima dos encontrados por Marçal et al. (2003), Silva et al., (2009) e Barreto et al. (2006),
que constataram por volta de 5% de efeitos maléficos, contra-indicações, toxicologia,
interações ou efeitos adversos das plantas que citaram.
Os efeitos maléficos de maiores prevalências referidos no DNSAC foram sonolência
(17,07%), náusea e problemas no estômago (9,75%) e tontura (7,31%), além de duas
diferentes espécies terem sido referendadas como capazes de levar ao óbito.
Os efeitos tóxicos de maior prevalência encontrados no DNSAC, também foram
observados em outros levantamentos etnobotânicos, onde Marçal et al. (2003) verificaram 4%
de citações na ocorrência de tonturas, náuseas, Barreto et al. (2006), verificaram 7%
sonolência e náuseas, Silva et al. (2009) encontrou 4,1% de citações nos desconforto
estomacal, tonturas e sonolência e Nogueira (2010).
A maioria dos efeitos maléficos das plantas medicinais observados foi referida com
uso de dose excessiva (53,6%) em preparações na forma de infusão (63,6%) e utilizando as
folhas (62,1%). Quando se compararam os efeitos maléficos das plantas medicinais referidas
no DNSAC e as forças medicinais das mesmas, verifica-se que 25 (48,1%) das espécies
tiveram força medicinal moderada (♣♣), 21 (40,4%) apresentaram força medicinal fraca (♣) e
6 (11,5%) apresentaram força medicinal forte (♣♣♣), sugerindo que o consenso dos
informantes na utilização das espécies vegetais não a isenta ser a planta de menor toxicidade e
sim a forma correta do preparo e a dose da planta, confirmando o que muitos pesquisadores
alertam: vale a pena levar em conta um velho ditado, segundo o qual a diferença entre o
200
remédio e o veneno está na dose – uma adaptação do que teria escrito no século XVI o
médico, botânico e alquimista suíço Paracelso (NOGUEIRA, 2010).
Observa-se que há generalização do uso de plantas medicinais por s4e entender que
tudo que é natural não é tóxico e nem faz mal a saúde. No entanto, existe uma imensa
variedade de plantas medicinais que, dentre outras propriedades benéficas ao organismo
humano, são providas de constituintes farmacologicamente ativos que, por serem muito
tóxicos, devem ser usados apenas com recomendação de profissional habilitado (GOMES et
al., 2001; VEIGA JR e PINTO, 2005; FRANÇA et al., 2008).
Quanto às famílias com maior índice de toxicidades estão igualmente as famílias
Euphorbiaceae, Lamiaceae e Rutaceae (7,3%), seguida das famílias Lytharaceae, Poaceae e
Rubiaceae com 6,1%.
Esses dados estão de acordo com o referido na literatura, onde Varejão et al. (2009),
informa que a família Euphorbiaceae encerra diversas espécies vegetais as quais pertencem ao
grupo das cianogênicas, plantas que pela ação de enzimas ou ação de ácidos minerais
diluídos, fornecem acido cianídrico (HCN) uma das mais conhecidas substâncias tóxicas. As
lamiaceáeas também apresentam em seus constituintes químicos compostos polifenólicos
como ácido cinâmico e óleos essências, como ácido rosmarínico e a família Rutaceae é
constituída limonóides que são, provavelmente, os maiores representantes da classe dos
terpenos com atividade inseticida. São conhecidos como meliacinas, devido ao seu sabor
amargo (VIEGAS JÚNIOR, 2003). A toxicidade de um óleo essencial pode ser aguda ou
crônica e ainda pode haver a interação entre inúmeros componentes de um óleo com outro
óleo ou com certos medicamentos. O grau da toxicidade dependerá da dose utilizada de óleo
essencial, em alguns casos baixas dosagens acarretam intoxicações devido à sensibilidade
individual (DE LA CRUZ, 2002).
Jatropha elliptica e a Magonia pubescens, foram citadas por 1 e 2 informantes,
respectivamente, como capazes de levarem ao óbito se as raízes foram ingeridas em doses
altas e na forma de decocção.
J. elliptica, característica dos cerrados brasileiros, é uma planta herbáceosubarbustivas da família Euphorbiaceae e conhecida popularmente como batata-de-tiu,
jalapão, raiz-de-cobra, e tiu.
Pesquisas etnobotânicas confirmaram o uso de J. elliptica na medicina tradicional
como depurativo do sangue, no tratamento de sífilis e em envenenamentos ofídicos, entre
outras utilizações (PIO CORRÊA, 1984; VAN DEN BERG e SILVA, 1988; DE LA CRUZ,
1997; SOUZA, 1998; SILVA, 1998; AÑEZ 1999; BIESKI, 2008).
201
Estudos farmacológicos identificaram um diterpeno, a jatrofona, como principal
constituinte ativo da espécie. Dutra et al. (1996) comprovaram que esse princípio ativo inibe
marcadamente a agregação de plaquetas em humanos e em diferentes espécies animais.
Santos e Sant'Ana (1999) estudaram o efeito da jatrofona extraída do rizoma desta planta no
controle do caramujo Biomphalaria glabrata, enquanto que Martini et al. (2000) descreveram
os efeitos neuroquímicos deste diterpeno.
O uso de extratos de plantas como antídoto para venenos de serpentes é uma antiga
opção utilizada em muitas comunidades que não têm acesso à soroterapia, podendo ser
substituto alternativo e/ou complementar. Acidentes com animais peçonhentos constituem um
problema de saúde pública, tanto pela freqüência com que ocorrem quanto pela gravidade de
muitos deles (RIBEIRO, 1990). No Brasil ocorrem entre 19 a 22 mil casos de acidentes
ofídicos por ano, dos quais 90,5% são causados por serpentes do gênero Bothrops (PINHO e
PEREIRA, 2001). Porém assim como é potente na cura de enfermidade também pode
provocar a morte se usada indiscriminadamente.
Pesquisas farmacológicas concluíram que extratos aquosos preparados à fresco e à
seco da entrecasca de xilopódio de J. elliptica foram eficazes em inibir as atividades
antiofídica (BIONDO et al, 2003; MATTOS et al, 2006) e antiinflamatória (MORS et al,
1991).
Estudos farmacológicos pré-clinico in vivo e in vitro, para avaliar a atividade
antitumoral de J. eliptica, confirmaram a potencial atividade anti-tumoral, mas também
elevado grau de toxicidade dose-dependente (PESSOA et al., 1999).
Magonia pubescens, também citada com potencial toxicidade no DNSAC é uma
planta arbórea da família Sapindaceae, conhecida popularmente como “timbó, tingui, tinguido-cerrado, cuitê, tingui-capeta, timpopeba, tingui-de-cola, tangui, é uma espécie amplamente
distribuída nos cerrados do Brasil Central.
Pesquisas etnobotânicas referem-se ao uso de M. pubescens para as úlceras (sementes),
feridas (casca) e nervos (raízes). A resina da casca é tida como inseticida e é usada contra
piolhos (CORRÊA, 1978). A infusão libera uma toxina utilizada para tinguijar (intoxicar) e
capturar os peixes usados na alimentação (LIMA, 1977).
M. pubescens apresenta em sua constituição química derivados fenólicos, mais
precisamente taninos catéquicos, heterosideos, e as proantocianidinas na forma trimérica que
foi a fração mais promissora de M. pubescens.
Os ensaios farmacológicos com extratos brutos etanólicos da M. pubescens mostraram
atividade larvicida para A. aegypti e A. albopictus (SILVA et al., 2004).
202
Das 52 espécies citadas no DNSAC referidas em apresentar maiores número de efeitos
maléficos (4,9%, respectivamente), destacam-se às espécies na de suas forças medicinais de
maior consenso pelos informantes, Lafoensia pacari (♣♣♣), Aloe barbadensis (♣♣) e Citrus
aurantium apresentou (♣).
Lafoensia pacari vem sendo estudada desde 1.999 pelo grupo de pesquisa da UFMT,
revelando causar mínimos efeitos colaterais em estudo clínico (DA MOTA MENEZES et al.,
2006), confirmando a aparente ausência de toxicidade referida em experimentos anteriores
com roedores (TAMASHIRO-FILHO, 1999; BESERRA et al.,2008). Porém as referências
citadas no DNSAC de possíveis efeitos indesejados para essa planta como abortiva, diarréica,
emagrecedora e taquicardizante foram induzidos pelo uso excessivo da casca na forma de
maceração e decocção.
Os efeitos tóxicos referidos para Aloe barbadensis foram aumento do apetite, diarréia,
salivação e problemas estomacais. Seu principal constituinte tóxico está presente na
mucilagem das folhas composta pelo extrato do parênquima clorofiliano que é rico em
glicosídeos antraquinônicos (aloína A e B), responsável pele efeito catártico por uma forte
irritação da mucosa intestinal (HAY e HAYNES, 1956; HAYNES e HENDERSON, 1960;
MCCARTHY, 1970; MATOS, 2002; BERTI et al., 2007).
Os efeitos tóxicos da Citrus aurantium, que pode causar atrofia de membros, náuseas,
sudorese e taquicardia. É uma espécie de inúmeros constituintes químicos, porém os mais
importantes são os flavonóides, vitamina C e um alcalóide natural chamado p-sinefrina
(HUANG et al., 1995). Estudo toxicológico do extrato do fruto, em ratos, produziu uma
redução do consumo de alimento e do ganho de peso corporal e um índice significativo de
mortalidade. Este efeito foi atribuído à atividade β-adrenérgica da sinefrina (CALAPAI et al.,
1999).
O emprego de plantas medicinais de ação supostamente inofensiva à saúde, pode
muitas vezes ser responsável por resultados desastrosos, já que, ocasionalmente, uma mesma
planta pode apresentar, conforme dosagem e modo de preparo, tanto ação terapêutica quanto
tóxica, e como dizem os relatos “a diferença entre o veneno e o remédio é somente a dose”
(GOMES et al., 2001; VEIGA JR e PINTO, 2005). Como o conhecimento tradicional sobre as
plantas medicinais é proveniente de origem familiar e as comunidades tradicionais têm sua
própria maneira de se relacionar com elas, aprendendo no seu cotidiano qual a melhor forma
de obtenção e utilização dos benefícios oriundos das espécies vegetais.
A população tradicional não só convive com a biodiversidade, mas também nomeia e
classifica as plantas segundo suas próprias categorias. Uma importante particularidade, no
203
entanto, é que essa natureza diversa não é vista pelas comunidades como selvagem em sua
totalidade, pois boa parte foi domesticada e manipulada. Outra diferença é que essa
diversidade não é considerada como “recurso natural”, mas sim como um conjunto de seres
vivos que tem um valor de uso e um valor simbólico, integrado numa complexa cosmologia
(DIEGUES et al., 1999).
No DNSAC há uma riqueza de flora constituída por grande diversidade de plantas das
quais muitas são utilizadas com fins terapêuticos pela comunidade, e existe a consciência de
que o uso de alguns dos vegetais citados pode causar toxicidade, principalmente se forem
utilizados de maneira errada, ou com identificação incorreta e doses excessivas.
Vale aqui ressaltar sobre a importância da farmacovigilância voltado às plantas
medicinais incluída recentemente pela OMS que considera ciência e atividades relativas à
identificação, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou qualquer problema
possível relacionado às plantas medicinais ou fármacos (OMS, 2002), já que a
farmacovigilância de plantas medicinais e fitoterápicos é uma preocupação emergente e
através do sistema internacional será possível identificar os efeitos indesejáveis
desconhecidos, quantificar os riscos e identificar os fatores de riscos e mecanismos,
padronizar termos, divulgar experiências, entre outros, permitindo seu uso seguro e eficaz
(BRASIL, 2010).
Essa pesquisa servirá como banco de dados para futuros estudos da cadeia de
desenvolvimento sustentável de plantas medicinais e fitoterápicas, tendo como eixo principal
o desenvolvimento de bioprodutos, a partir das plantas medicinais, pois o Brasil com seus 510
anos de história conseguiu avançar muito pouco no campo de desenvolvimento de
fitoterápicos baseado na flora brasileira. O fato é que o país conta com apenas um único
fitoterápico desenvolvido no Brasil, o antiinflamatório Acheflan® (Laboratório Ache®)
desenvolvido a partir de Cordia verbenacea, uma erva da Mata Atlântica, sendo hoje uma das
drogas mais prescritas no país para inflamações tópicas. Com isso o Brasil deixa de gerar
cerca de US$ 5 bilhões ao ano por não conseguir transformar sua flora em remédios
(CALIXTO, 2010).
Espera-se que essa pesquisa possa contribuir com o desenvolvimento de bioprodutos e
que o Brasil transforme sua flora vegetal em ouro verde, investindo em pesquisa e valorizando
o conhecimento tradicional, fazendo com que dos 420 fitoterápicos registrados na ANVISA,
provenientes de 60 plantas diferentes e destas apenas dez são nacionais, possam crescer a cada
ano.
204
VII. CONCUSÃO
De acordo com o levantamento etnofarmacobotânico de plantas medicinais
realizados no DNSAC é possível concluir que:
 Os 262 informantes da pesquisa possibilitaram caracterizar o perfil sócio-demográfico
nas 37 comunidades do DNSAC, onde 68% eram naturais de Poconé, sendo 18%
nascidos no DNSAC, com tempo de habitação de mais de 20 anos (62%), possuindo a
maioria de 0-4 anos de escolaridade (89%), renda de 1-5 salários-mínimo (59%),
trabalhadoras do lar (45%), mestiços (45%), casados (77%), com 1 a 5 filhos (58%) e
católicos (89%);
 Os indivíduos adultos do DNSAC foram predominantemente da faixa etária de 40-59
anos (60%), do sexo feminino (69%), dos quais 259 (99,0%) afirmaram utilizar
plantas medicinais no autocuidado à saúde, sendo as mulheres detentoras de maior
etnoconhecimento medicinal que os homens;
 As espécies vegetais utilizadas como medicinais somaram 409 diferentes espécies
pertencentes a 285 gêneros e 102 famílias, das identificadas, com maior
representatividade para Fabaceae (10,02%), Asteraceae (7,8%) e Lamiaceae (4,89%).
As origens geográficas foram 61,85% nativas e 38,15% exóticas, com predominância
de hábito herbáceas (47,66%) sendo a folha a parte mais usada (49,7%), no estado
fresco (43,2%) e na forma de chás (71,6%), obtidas principalmente nos quintais (50%)
e de plantas em estádios jovem/adulta (49,3%) ou somente adulta (43,9%);
 Os informantes do sexo masculino apresentaram média de idade significativamente
maior do que as mulheres;
 Os informantes com tempo de moradia > 10 anos citaram significativametne mais
plantas;
 As mulheres citaram significativamente mais plantas que os homens;
 Não houve diferenças significativas entre etnia, idade, renda salarial, grupo religioso,
nupcialidade e tempo de escolaridade em relação ao número de citações de plantas;
 A categoria negra citado no mínimo 1 planta e máximo 250, enquanto e categoria
amarela citou no mínimo 2 plantas e no máximo 14 plantas com mediana;
 Não houve associação entre gênero em relação a fonte de conhecimento e habitat das
plantas;
205
 Verificou-se associação estatística entre as variáveis categóricas:
 gênero e tempo de moradia: As mulheres com tempo de moradia entre 11-20
anos citaram mais plantas que os homens;
 gênero e etnia: os índios conhecem mais plantas que as índias. As mulheres
mestiças e amarelas citaram mais plantas que os homens destas etnias;
 renda salarial e tempo de escolaridade: os informantes que ganham < 1 saláriomínimo e que estudaram menos de 1 ano, citaram mais plantas do que aqueles
que ganham > 1 salário-mínimo. Por outro lado os informantes que ganham > 1
salário-mínimo e que estudam > 9 anos citaram mais plantas do que os que
ganham < 1 salário mínimo;
 gênero e grupo religioso: as mulheres católicas conhecem mais plantas do que
os homens; Por outro lado, os homens não católicos conhecem mais plantas do
que as mulheres da mesma categoria;
 gênero e nupcialidade: as mulheres casadas conhecem mais plantas do que os
homens, enquanto que homens não casados, conhecem mais plantas do que as
mulheres desta categoria;
 gênero e origem geográfica das plantas: os homens conhecem mais plantas
nativas do Pantanal, enquanto as mulheres mais espécies nativas do Brasil;
 gênero e hábito das plantas: as mulheres citaram mais herbáceas e os homens
citaram mais plantas arbóreas, arbustiva e subarbustiva do que as mulheres;
 gênero e estado em que a planta é usada: as mulheres usaram mais a droga seca
e os homens fizeram uso significativamente maior de ambas as partes da planta
(fresca/seca);
 gênero e horário de coleta: as mulheres coletaram mais as plantas ou só no
período da manhã ou só no período da tarde, enquanto os homens coletaram
mais as plantas, em ambos horários;
 gênero e estágio de desenvolvimento da planta: estágio adulta foram mais
citadas pelas mulheres, já os homens, citaram mais as plantas, em ambos os
estágios;
 gênero e parte da planta: os homens usam mais as cascas e as mulheres usam
mais flor, semente, látex/seiva, resina;
206
 gênero e forma de preparo da planta: as mulheres preparam as plantas mais na
forma de infusão e xarope, enquanto que os homens mais na forma de
maceração;
 gênero e motivo de uso das plantas medicinais: não tem farmácia/melhor do
que sintético foi maior no sexo masculino do que no sexo feminino;
 gênero e categoria de doenças CID-10: os homens citaram mais plantas na
categoria XVIII e XIX e as mulheres citaram um número maior na categoria X
e XII.
 Dentre os informantes da pesquisa, 19,5% referiram que 52 (12,5%) das espécies
medicinais apresentaram 35 diferentes efeitos maléficos à saúde, com maiores
freqüências para sonolência (17,07%), náuseas e problemas no estômago (9,75%) e
tonturas (7,31%);
 J. elliptica e M. pubescens foram citadas por 1 e 2 informantes, respectivamente, como
capazes de levarem ao óbito se as raízes foram ingeridas em doses altas e na forma de
decocção;
 As 11 espécies de maiores forças medicinais (CUPc>40%) abrangeram 15 categorias
de doenças do CID-10 e 6 categorias para usos nas doenças principais, sendo 3
espécies usadas nas doenças do aparelho digestório – P. barbatus, V. condensata e L.
pacari; 1 como hematocatártica (depurativa do sangue) – M. longiflora; 3 para
doenças do aparelho geniturinário – P. coriacea, S. adstringens e C. spicatus; 1 nas
doenças infecciosas e parasitárias – C. ambrosioides; 2 nas lesões cutâneas e algumas
outras conseqüências de causas externas – S. dulcis e S. microglossa;
 Há uma expressiva relevância na riqueza da biodiversidade vegetal medicinal e
etnocultural existentes no pantanal mato-grossense, possibilitando registrar no país um
dos maiores levantamentos etnobotânicos de plantas medicinais já encontrados, o qual
fornecerá subsídios para futuras investigações botânicas, agronômicas, farmacológicas
e fitoquímicas, visando o desenvolvimento de bioprodutos farmacêuticos e o
atendimento, em parte, dos Programas e Políticas Públicas Nacionais de Plantas
Medicinais e Fitoterápicos.
207
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2006
256
ANEXOS
257
ANEXO. I
Ofício 159/FCM/08
Cuiabá, 17 de Março de 2008
Ref.: Solicitação de autorização da pesquisa
Ilma. Secretária,
Vimos por meio deste, solicitar autorização para realizar a pesquisa no
Distrito de Nossa Senhora Aparecida do Chumbo, com tema “Levantamento
etnofarmacológico de plantas medicinais do Distrito de Nossa Senhora Aparecida do
Chumbo, Poconé – MT”.
A finalidade da pesquisa será para o desenvolvimento da dissertação do mestrado pela
Faculdade de Ciências Médicas, área de farmacologia dos produtos naturais, onde
estaremos orientando a mestranda Isanete Geraldini Costa Bieski. Para auxiliar a
pesquisa a mestranda contara com auxilio de 10 alunos de graduação da área da Saúde
da Faculdade de Ciências Médicas/Universidade Federal de Mato Grosso e do curso de
farmácia do UNIVAG/MT, com aplicabilidade de questionários a 290 moradores das 37
comunidades do distrito que tenham sido sorteados através da ficha A com idade, igual
ou maior de 40 anos, na data e dia pré-estabelecida, conforme dados estatísticos de cada
comunidade.
Atenciosamente,
DOMINGOS TABAJARA DE OLIVEIRA MARTINS
Diretor da Faculdade de Ciências Médicas – FCM/UFMT
À Exma.Secretária
ILMA REGINA DE FIGUEIREDO
Secretária Municipal de Saúde de Poconé – MT
258
ANEXO. II
Quadro 2. TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Projeto: “Con h eci men t o et n ofa rmacob o t ân i co d e p lan t as med i ci n ai s u t i li za d as p or
comu n i d ad es t rad i ci on ai s d o Di st ri t o Nossa S en h o ra Ap a reci d a d o Ch u mb o, Pocon é,
M at o G rosso, B rasi l
” Pesquisadores: Mestranda Isanete Geraldini Costa Bieski e seu orientador Prof. Dr.
Domingos Tabajara de Oliveira Martins, da Universidade Federal de Mato Grosso.
Estamos fazendo uma pesquisa nesta comunidade, visitando algumas casas, para conversar com as
pessoas mais velhas, que tenham de 40 anos acima. Nós estamos fazendo esta pesquisa com objetivo de saber
informações sobre o conhecimento que vocês tem sobre as plantas medicinais. A única coisa que precisamos é
de conversar com o senhor (a) sobre este assunto.
O resultados desta pesquisa serão dados ao participante, caso este solicite, sendo que este poderá entrar em
contato com a pesquisadora em caso de dúvidas sobre o estudo ou desistência como participante. Segue o
contato da pesquisadora, endereço e telefones, podendo ligar a cobrar: Área de Farmacologia do Departamento
de Ciências Básicas em Saúde da Faculdade de Ciências Medicas da Universidade Federal de Mato Grosso,
Tele/fax, (65)-3615-8862 /3615-8854 / Celular. (65) 9633-1077 ou ainda pelo e-mail: [email protected]
Av. Fernando Correa da Costa S/N. CEP.: 78.0000-000 - CCBS I
Também poderás entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa, localizado no Hospital
Universitário Julio Muller em Cuiabá MT- Fone/Fax: (65) 3615-7254
CONSENTIMENTO
Eu,
________________________________________________,
residente
no
endereço:
_________________________________________________________________________________________
__________________________________________________ fui informado sobre a pesquisa que esta
sendo feita em nossa comunidade. Estou satisfeito com a explicação que me deram. Fui informado de
que apenas terei que dar informações sobre aquilo que sei sobre o uso de plantas medicinais para tratar
doenças. Entendi tudo e estou ciente de que todas as informações sobre a minha pessoa e família não
será divulgada. Também estou ciente de que terei o direito de recusar ou desistir da minha participação,
sem que isto acarrete em punição a minha pessoa ou família. Minha participação é voluntária e por esta
razão assino este documento. Qualquer duvida ou esclarecimento pode entrar em contato a cobrar nos
telefones abaixo.
Também poderei entrar em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa, localizado no Hospital Universitário
Julio Muller em Cuiabá MT- Fone/Fax: (65) 3615-7254
Este termo foi lido por mim em ____/___/____ (data) pelo entrevistador, abaixo assinado.
Declaro também, que recebi cópia do presente termo de consentimento.
Assinatura do entrevistado: _________________________
Nome do entrevistador: ___________________________
Ass.:_________________________
______________________________________
ISANETE GERALDINI COSTA BIESKI
Pesquisador Principal
Poconé - MT_________ de ______________de 20_____
259
ANEXO.III
Ficha A. Utilizada pelas ACs, para cadastro e atualizações mensais das famílias
pertencentes as respectivas micro-área de abrangência - verso
260
ANEXO. IV
Questionário Utilizado na Pesquisa no DNSAC
261
ANEXO. V
Manual do Aplicador: Orientação para aplicação do Questionário.
Pesquisa: Levantamento etnofarmacológico de plantas medicinais do Distrito de Nossa Senhora Aparecida do
Chumbo, Poconé – MT. Manual do Aplicador: Orientação para aplicação do Questionário.
Pesquisa: Levantamento etnofarmacológico de plantas medicinais do Distrito de Nossa Senhora Aparecida do
Chumbo, Poconé – MT.
Inicialmente o aplicador deverá estar presente na comunidade a ser pesquisada dentro do horário estabelecido
junto a Agente comunitário de Saúde - ACS responsável pela micro-área;
Se houver algum imprevisto para a não realização da pesquisa, o aplicador deverá avisar a Coordenação com
antecedência de 24 horas, 9633-1077 ou 3634-0402;
Em cada comunidade selecionada para a coleta de dados o coordenador da pesquisa estar junto com os
aplicadores que deverão levar ofícios de apresentação da Coordenação de Pós-graduação da UFMT e
autorização da Secretaria Municipal de Saúde de Poconé;
Ao chegar, procurar o ACS, especificado na ficha, para que ele informar-lhe o local correto da casa que será
pesquisada. É importante manter exatamente as casas sorteadas, não se devendo aceitar sugestões de, por
exemplo, “trocar a casa sorteada pela da direita ou a mais perto caso seja na vila, pois na casa tal, tem ou mora
uma benzedeira, curandeiro, raizeiro”.
NA CASA SORTEADA
Ao chegar na casa, apresentar-se como membro da equipe que fará a aplicação do questionário da pesquisa para
realização do Levantamento etnofarmacológico das comunidades do Distrito Nossa Senhora Aparecida do
Chumbo, Poconé – MT, com a finalidade de desenvolver a dissertação do mestrado da Universidade Federal de
Mato Grosso; Sempre chamar a pessoa de senhor ou senhora verificado a pessoa mais velha da casa ou que tenha
igual ou maior que 40 anos e que queira participar da pesquisa, após então, explicar o objetivo da pesquisa;
Deixar claro que os dados não serão fornecidos para ninguém da Secretaria e nem a ACS, servindo somente para
um estudo. Alertar que só responde o questionário se quiser e poderá devolvê-lo em branco. Frisar que o sigilo
das respostas será assegurado através da não identificação da pessoa entrevistada e da ausência da ACS e
familiares; Avisar que a pesquisa não tomara muito tempo e que o questionário será respondido por você e
somente o que a pessoa disser, mesmo no caso em que o individuo souber escrever; Esclarecer que todas as
perguntas têm que ser respondidas com um X ou de forma descritiva, não há perguntas que devem será deixadas
em branco, nem que comporte mais de uma resposta, salvo a complementação da resposta; Cada questionário
devera ter o número de registro conforme cadastro da família mesmo da ficha sorteada que devera ser preenchida
pelo entrevistador no lugar indicado na capa; Enfatizar que a intenção das perguntas sobre espécies vegetais é
saber identificar corretamente as mesmas para pesquisas futuras; Após o preenchimento do questionário, guardar
adequadamente cada questionário e não comentar as respostas; Agradecer aos indivíduos e se retirar da casa;
Antes de ir embora, solicitar assinatura com carimbo de algum membro da direção do PSF - Chumbo no atestado
de participação. Preencher também o Boletim de ocorrência do PSF; Lacrar cada envelope para impedir que se
misturem questionários de comunidades diferentes; OUTRAS OBSERVAÇÕES E LEMBRETES Estar atento
para, em nenhum momento do nosso contato com o morador, deixar escapar uma ou mais espécies vegetais
utilizadas como medicinais que conheça; Lembrar-se sempre de que nós não estamos participando de um
programa de competição, prevenção ou informação sobre as plantas medicinais e sim um projeto de
levantamento de dados. Assim, informações sobre as espécies vegetais com atividades medicinais, mesmo
mediante perguntas, não deverão ser dados por dois motivos: elas podem enviesar os dados; uma informação,
quando não acompanhada de uma resposta mais ampla de trabalho do morador, pode ser uma faca de dois gumes
- pode ajudar descobrir alguma planta promissora mais também pode dificultar e confundir com espécies que
tenham vários nomes; A receptividade a este tipo de pesquisa em geral é muito boa, em todo caso, possíveis
moradores agressivos ou com algum transtorno, devem ser tratados com neutralidade, para após serem
eliminados da pesquisa e proceder para a casa mais próxima caso seja um sitio, chácara ou fazenda e para a casa
a direita em caso de ser pertinho (vila, assentamentos), sempre ressaltando que ninguém é obrigado a participar
da pesquisa, caso não queiram ou até mesmo podem solicitar seu questionário de volta caso se arrependa.
262
ANEXO. VI
263
ANEXO. VII
TERMO DE COMPROMISSO DE DIVULGAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE RESULTADOS
Eu, Domingos Tabajara de Oliveira Martins, orientador e Isanete Geraldini Costa
Bieski, mestranda do projeto: “Conhecimento etnofarmacobotânico de plantas medicinais
utilizadas por comunidades tradicionais do Distrito Nossa Senhora Aparecida do Chumbo,
Poconé, Mato Grosso, Brasil, declaramos compromisso, de divulgar e publicar quaisquer
que sejam os resultados encontrados na pesquisa acima citada, resguardando, no
entanto, o interesses dos sujeitos envolvidos, que terão suas individualidades
preservadas e mantidas em sigilo.
Cuiabá, 14 de julho de 2008.
Prof. Dr. Domingos Tabajara O. Martins
Orientador
Prof. Dr. Mariano Martinez-Espinosa
Co-orientador
Isanete Geraldini Costa Bieski
Mestranda
264
ANEXO - VIII
265
ANEXO IX
266
ANEXO X
267
268
ANEXO XI
269
270
271
ANEXO - XII
272
ANEXO XIII
Tabela 32. COORDENADAS EM UTM DAS COMUNIDADES RURAIS DO DISTRITO NOSSA
SENHORA DO CHUMBO. POCONÉ - MT
ORDEM COMUNIDADE
E
N
ORDEM
COMUNIDADE
E
N
1
Cangas
546049
8222151
23
Mundo Novo
530841
8238378
2
Ceú Azul
534620
8253743
24
Os cágados
530863
8220286
3
Chumbo
529449
8225837
25
Passagem de Carro
527626
8250432
4
Agroana
492863
8228910
26
Pesqueiro
495530
8238393
5
Agrovila
497677
8225640
27
Ramos
502632
8240855
6
Bahia do Campo
512245
8224821
30
Sangradouro
490999
8237458
7
Bandeira
507931
8224545
31
Santa Helena
525360
8220862
8
Barreirinho
508556
8234026
32
São Benedito
497448
8227107
9
Campina de Pedra
513280
8226023
33
Sete Porcos
508198
8239930
10
Campina de Pedra II
526755
8241908
34
Urubamba
501088
8250145
11
Canto do Agostinho
531974
8220589
35
Varal
510247
8243716
12
Capão verde
525415
8249423
36
Várzea Bonita
530682
8220958
13
Carretão
492753
8233076
37
Varzearia
493631
8235097
14
Chafariz
507580
8248240
38
Zé Alves
517402
8230002
15
Coetinho
511964
8221614
39
Cidade de Poconé
540143
8202734
16
Deus Ajuda
494666
8231637
17
Figueira
512619
8225992
18
Furnas I
526120
8231937
19
Furnas II
518094
8230178
20
Imbé
513188
8226639
21
Minadouro
511341
8217783
22
Morro Cortado
532051
8252927
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