Modo de Compatibilidade

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FIGURA A : SISTEMA BÁSICO
"INPUT-OUTPUT“
ENERGIA,
MATÉRIA
E
INFORMAÇÃO PROVENIENTES
DO AMBIENTE FORÇAM O
SISTEMA
A
RESPONDER
(OUTPUT) PARA O AMBIENTE
EM FORMA DE MATÉRIA,
ENERGIA E INFORMAÇÃO.
FIGURA B : SISTEMA FEEDBACK
COM 2 SUBSISTEMAS.
COMPORTAMENTO DO SISTEMA É
GOVERNADO POR EVENTOS
PASSADOS (FUNÇÕES DE
CONTROLE INTERNAS E DIFUSAS)..
SISTEMAS NÃO TELEOLÓGICOS.
FIGURA
C
:
SISTEMA
FEEDBACK DE CONTROLE
AUTOMÁTICO DIRECIONADO
A UM OBJETIVO.
FUNÇÕES DE CONTROLE
SÃO
EXTERNAS
E
ESPECIFICADAS.
SISTEMAS TELEOLÓGICOS.
SISTEMAS
B
e
C
CIBERNÉTICOS
DOTADOS
DE
MECANISMOS
FEEDBACK
NATURAIS E ARTIFICIAIS,
RESPECTIVAMENTE.
NATUREZA CIBERNÉTICA DOS ECOSSISTEMAS
OS ECOSSISTEMAS SÃO CARACTERIZADOS POR:
► FLUXO DE ENERGIA
► CICLOS DE MATERIAIS
► COMUNIDADE
► REDE DE INFORMAÇÕES : FLUXO DE COMUNICAÇÃO FÍSICA
E QUÍMICA QUE INTERLIGAM OS COMPONENTES,
GOVERNANDO E REGULANDO O SISTEMA COMO UM TODO.
CONSEQUENTEMENTE ECOSSISTEMAS
CIBERNÉTICOS
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MECANISMOS FEEDBACK
SERVOMECANISMOS (ENGENHARIA)
MECANISMOS HOMEOSTÁTICOS (BIOLOGIA)
SERVOMECANISMOS : POSSUEM UM CONTROLADOR DISTINTO,
MECÂNICO OU
ANATÔMICO COM PONTO DE AJUSTE
ESPECIFICADO.
EX.: SISTEMA DE AQUECIMENTO COM TERMOSTATO.
ALGUNS SISTEMAS ORGANÍSMICOS SÃO SIMILARES AOS SISTEMAS
MECÂNICOS; APRESENTAM UM CONTROLE CENTRAL DE FUNÇÕES.
EX: CENTRO CEREBRAL ESPECÍFICO QUE CONTROLA A TEMPERATURA
CORPÓREA NOS HOMEOTÉRMICOS.
MECANISMOS HOMEOSTÁTICOS: MECANISMOS CONTROLE
QUE TAMBÉM OPERAM A NÍVEL DE ECOSSISTEMA.
EXEMPLOS :
-SUB SISTEMA MICROBIANO (REGULA O ARMAZENAMENTO E LIBERAÇÃO DE
NUTRIENTES).
-MECANISMOS DE COMPORTAMENTO.
-SUBSISTEMA PREDADOR-PRESA (CONTROLE DA DENSIDADE POPULACIONAL).
NATUREZA NÃO CIBERNÉTICA DOS ECOSSISTEMAS
(ENGELBERG & BOYARSKY, 1979)
► ECOSSISTEMAS PARECEM NÃO ESTAR LIGADOS POR REDE
DE INFORMAÇÕES, EMBORA DETERMINADOS COMPONENTES
VIVOS POSSAM INTERAGIR POR MEIOS INFORMACIONAIS.
► A EXISTÊNCIA DE SUB SISTEMAS COM FEEDBACK NOS
ECOSSISTEMAS :
-MECANISMO INTERAÇÀO PREDADOR-PRESA;
-CICLOS DOS NUTRIENTES
SÃO INSUFICIENTES PARA CARACTERIZAR O SISTEMA INTEGRAL
COMO CIBERNÉTICO.
ECOSSISTEMA : SUPER ORGANISMO
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NATUREZA CIBERNÉTICA DOS ECOSSISTEMAS
(PATTEN & ODUM, 1981)
ECOSSISTEMA NÃO É EQUIVALENTE A UM ORGANISMO, NEM
SUPER
ORGANISMO,
PORQUE
APRESENTA
PROPRIEDADES
CONVERGENTES PRÓPRIAS.
OS ECOSSISTEMAS APRESENTAM UM NÍVEL DE ORGANIZAÇÃO
DIFERENTE DE UM
SERVOMECANISMO ARTIFICIAL OU
ORGANÍSMICO.
AS PROPRIEDADES CIBERNÉTICAS SÃO CONFERIDAS POR
MECANISMOS ANÁLOGOS E NÃO HOMÓLOGOS AOS DE OUTROS
SISTEMAS CIBERNÉTICOS.
ECOSSISTEMAS: COMPONENTES DE BAIXA ENERGIA, VIA
RETROALIMENTAÇÃO, APRESENTAM EFEITOS APLIFICADOS DE
ALTA ENERGIA.
ESTABILIDADE
CAPACIDADE ECOLÓGICA TAMPÃO (JORGENSEN & MEIER, 1977):
CAPACIDADE DE ABSORVER OS DISTÚRBIOS E MUDANÇAS.
ASPECTOS ECOLÓGICOS DA ESTABILIDADE
1. ESTABILIDADE RESISTÊNCIA : CAPACIDADE DE RESISTIR A
PERTURBAÇÕES E MANTER INTACTOS SUA ESTRUTURA E
FUNCIONAMENTO : CORRESPONDE AO DESVIO DE SUA FAIXA
NORMAL DE FUNCIONAMENTO.
2. ESTABILIDADE ELASTICIDADE : CAPACIDADE DE SE
RECUPERAR QUANDO O MESMO É DESEQUILIBRADO
POR UMA PERTURBAÇÃO : CORRESPONDE AO TEMPO
NECESSÁRIO PARA A SUA RECUPERAÇÃO OU A VOLTA A
FAIXA NORMAL DE FUNCIONAMENTO.
ESTABILIDADE TOTAL : ÁREA COMPREENDIDA ENTRE A CURVA
E A FAIXA NORMAL DE FUNCIONAMENTO.
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FATORES DA ESTABILIDADE
DEPENDENTE DOS FENÔMENOS DE:
REDUNDÂNCIA FUNCIONAL
MECANISMOS HOMEOSTÁTICOS
ESTRUTURA TRÓFICA
DIVERSIDADE
.HISTÓRIA EVOLUTIVA: CONTROLE EFICAZ SOMENTE É
ALCANÇADO
APÓS
UM
PERÍODO
DE
"AJUSTAMENTO
EVOLUTIVO"
EX.: ECOSSISTEMAS NOVOS TENDEM A OSCILAR MAIS
VIOLENTAMENTE E SÃO PROPENSOS A UM CRESCIMENTO MAIS
EXCESSIVO DO QUE ECOSSISTEMAS MADUROS, ONDE OS
COMPONENTES TIVERAM POSSIBILIDADE DE AJUSTAREM-SE UNS
AOS OUTROS.
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EFICIÊNCIA DO CONTROLE INTERNO
REDUNDÂNCIA FUNCIONAL OU HOMOTAXIA CONGENÉRICA:
COMPONENTES COM FUNÇÕES SEMELHANTES COMPENSAM
UNS AOS OUTROS, PROVENDO VIAS ALTERNATIVAS PARA OS
FLUXOS DE ENERGIA E MATERIAIS.
CONSEGUEM ASSIM UMA RESPOSTA CONTROLADA A UMA
PERTURBAÇÃO,
SEM
HAVER
MECANISMO
DE
RETROALIMENTAÇÃO.
EX: VÁRIAS ESPÉCIES DE AUTÓTROFOS COM DISTINTAS
FAIXAS OPERACIONAIS DE TEMPERATURA.
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ESTABILIDADE
ESTABILIDADE : HABILIDADE DE UM SISTEMA PERMANECER NA
CONDIÇÃO "STEADY-STATE" OU OSCILAR NO EQUILÍBRIO,
RECUPERANDO RAPIDAMENTE O EQUILÍBRIO APÓS UMA
PERTURBAÇÃO COM UMA ESTRUTURA INTACTA.
DIVERSIDADE
ESTABILIDADE
ESTABILIDADE
DIVERSIDADE
(MAC ARTHUR, 1955)
(MAY, 1973)
MOTIVO DA CONFUSÃO PARECE ESTAR RELACIONADO AO FATO
DE QUE ALGUNS PESQUISADORES DIRECIONAM O CONCEITO
DE ESTABILIDADE À POPULAÇÃO (ISOLADAS), ENQUANTO QUE
OUTROS PARA ECOSSISTEMAS.
ESTABILIDADE x DIVERSIDADE
O CONHECIMENTO ECOLÓGICO SUGERE QUE A:
COMPLEXIDADE
ESTABILIDADE
(MAIORES DIVERSIDADE / INTERAÇÕES)
BAIXO
NÍVEL
DE
FLUTUAÇÃO
POPULACIONAL / PERSISTÊNCIA OU
HABILIDADE NA RECUPERAÇÃO APÓS
A PERTURBAÇÃO)
(
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EVIDÊNCIAS SÃO EQUIVOCAS
COMPLEXIDADE
ESTABILIDADE
POPULAÇÕES NOS TRÓPICOS SERIAM MAIS ESTÁVEIS
QUE NAS REGIÕES TEMPERADAS E POLARES.
ENTRETANTO, NÃO HÁ EVIDÊNCIAS CONSISTENTES NESTE
ASPECTO.
ESTUDO
DE
POPULAÇÕES
DE
INSETOS
MOSTRAM A MESMA VARIABILIDADE MÉDIA
ANUAL
PARA
AS
REGIÕES
TROPICAL
E
TEMPERADA.
MODELOS
MATEMÁTICOS
(CADEIAS
TAMBÉM CONTRADIZEM A INTERAÇÀO:
ALIMENTARES)
COMPLEXIDADE X ESTABILIDADE
MODELOS DE CADEIAS ALIMENTARES
PARÂMETROS
1. NÚMERO DE ESPÉCIES (S)
2. CONECTÂNCIA MÉDIA (C) DA CADEIA
ALIMENTAR
(NÚMERO DE INTERAÇÕES
COMO FRAÇÃO DO NÚMERO TOTAL)
3. MAGNITUDE MÉDIA DA INTERAÇÃO (I) ENTRE
AS ESPÉCIES
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INSTABILIDADE
EVIDÊNCIAS
:
VALORES MAIORES DE
QUANTO MAIOR
EFEITO.
C e I
S MAIS PRONUNCIADO O
MECANISMOS IDENTIFICADOS PARA EXPLICAR OS MODELOS MATEMÁTICOS
NAS CADEIAS ALIMENTARES AMOSTRADAS:
-AS ESPÉCIES QUE INTERAGEM COM MUITAS OUTRAS ( C É
GRANDE):
-DEVEM FAZE-LO COM BAIXA MAGNITUDE ( I É PEQUENO).
TEORICAMENTE, ISTO EQUIVALE A PROBLEMAS DE SOBREPOSIÇÃO
DE NICHOS (COMPETIÇÃO).
COMPETIÇÃO : TORNA-SE FATOR IMPORTANTE COM O AUMENTO DA
DIVERSIDADE.
SÍNTESE : MODELOS DE SISTEMAS COMPLEXOS SÃO RESISTENTES
A TODOS OS TIPOS DE DISTÚRBIOS SE:
- O CONJUNTO DE SUB-SISTEMAS;
-E AS INTERAÇÕES ENTRE OS MESMOS:
SÃO MENOS INTENSAS QUE AS INTERAÇÕES DENTRO DOS SUBSISTEMAS.
ESTABILIDADE PODE AUMENTAR COM A DIVERSIDADE SE I E C
DIMINUÍREM AO MESMO TEMPO.
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CONTROLE DO NÚMERO DE ESPÉCIES NUMA ÁREA
O NÚMERO DE ESPÉCIES EM UM HABITAT É DETERMINADO
EVENTOS HISTÓRICOS : ESPECIAÇÃO,
BARREIRAS GEOGRÁFICAS, ETC.
CRUZAMENTO
DE
FATORES ECOLÓGICOS: COMPETIÇÀO POR RECURSOS LIMITANTES.
NÚMERO POTENCIAL DE NICHOS DO HABITAT, DETERMINANDO
QUANTAS ESPÉCIES PODEM COEXISTIR.
A EXPLICAÇÃO DA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES PARECE ESTAR
RELACIONADA A INTERAÇÃO ENTRE PROCESSOS BIÓTICOS E
VARIÁVEIS AMBIENTAIS, PARA EXPLICAR COMO OS PADRÕES
DE MIGRAÇÃO, ESPECIAÇÀO, EXCLUSÃO COMPETITIVA E
EXTINÇÃO PRODUZEM O PADRÃO OBSERVADO.
PARÂMETROS UTILIZADOS NA AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE
E RESILIÊNCIA DOS ECOSSISTEMAS
FLUTUAÇÕES NA ESTRUTURA DE UM ECOSSISTEMA TEM
SIDO RELACIONADAS AS VARIAÇÕES NAS DENSIDADES
POPULACIONAIS DAS ESPÉCIES.
DESDE QUE DIFERENTES VARIÁVEIS DA ESTRUTURA E
FUNÇÃO DO ECOSSISTEMA NÃO OSCILAM EM TAXAS
PARALELAS, OS PARÂMETROS SELECIONADOS TERÃO
IMPORTÂNCIA FUNDAMENTAL NO GRAU OBSERVADO DE
ESTABILIDADE OU RESILIÊNCIA.
PARÂMETROS
-BIOMASSA
-PRODUÇÃO PRIMÁRIA LÍQUIDA
-ESTOQUE DE NUTRIENTES
-RIQUEZA DE ESPÉCIES
ODUM (1985): ESTABILIDADE : MAIS ASSOCIADA À
COMPLEXIDADE
FUNCIONAL
(MAIOR
NÚMERO
DE
CIRCUITOS
RETROALIMENTATIVOS)
DO
QUE
A
COMPLEXIDADE ESTRUTURAL.
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RESILIÊNCIA
- DESDE QUE SOBREVIVÊNCIA, E NÃO A HABILIDADE EM RESISTIR A
ALTERAÇÃO,
TEM SIDO CONSIDERADA A FORÇA DIRETORA
PRINCIPAL DA ORGANIZAÇÃO DO MUNDO VIVO, É RAZOÁVEL
CONSIDERAR O CONCEITO DE RESILIÊNCIA MAIS RELEVANTE DO
QUE O DE ESTABILIDADE, COM RELAÇÃO A AVALIAÇÃO ECOLÓGICA.
RESILIÊNCIA : É UMA MEDIDA DA HABILIDADE DE UM ECOSSISTEMA DE
ABSORVER O ESTRESSE AMBIENTAL SEM ALTERAÇÃO PARA UM
ESTADO ECOLÓGICO RECONHECIDAMENTE DIFERENTE.
COOPER & ZEDLER (1980):
O CONCEITO IMPLICA NA HABILIDADE DE UM SISTEMA SE
AUTOREORGANIZAR SOBRE A INFLUÊNCIA DE ESTRESSE, E
ESTABELECER UM FLUXO ENERGÉTICO ALTERNATIVO QUE
POSSIBILITA SUA MANUTENÇÃO APÓS A PERTURBAÇÃO, EMBORA
MUITAS VEZES COM A ESTRUTURA DE ESPÉCIES MODIFICADA.
-
ESTABILIDADE : HABILIDADE DE UM SISTEMA RETORNAR AO SEU
ESTADO INICIAL DE EQUILÍBRIO APÓS UM DISTÚRBIO TEMPORÁRIO.
RESILIÊNCIA
:
GRAU,
MANEIRA
OU
RÍTMO
DE
RESTAURAÇÃO DA ESTRUTURA E FUNÇÃO INICIAIS DE UM
ECOSSISTEMA APÓS UMA PERTURBAÇÃO (WESTMAN, 1978).
RESILIÊNCIA : HABILIDADE DE UM ECOSSISTEMA NATURAL
RESTAURAR SUA ESTRUTURA APÓS UM DISTÚRBIO AGUDO OU
CRÔNICO (NATURAL OU INDUZIDO PELO HOMEM) (CLAPHAM, 1971).
ESTE MESMO CONJUNTO DE PROPRIEDADES FORAM
ASSUMIDOS PARA O TERMO ESTABILIDADE.
(MAY, 1973; HOLLING, 1973; ORIANS, 1975).
E PARA O TERMO ELASTICIDADE .
(CAIRNS & DICKSON, 1977).
WESTMAN (1978)
ADMITIDO O CONCEITO DE RESILIÊNCIA, CONSIDERA-SE
RAZOÁVEL LIMITAR
ESTABILIDADE
A UM PADRÃO DE
FLUTUAÇÃO DURANTE UM DETERMINADO TEMPO, PARA
UM SISTEMA RELATIVAMENTE NÃO IMPACTADO.
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CARACTERÍSTICAS DA INÉRCIA E RESILIÊNCIA (WESTMAN, 1978)
CARACTERÍSTICA
DEFINIÇÃO
EXEMPLO 1:
MOLA DE METAL
EXEMPLO 2:
ECOSSITEMA SUJEITO A
DERRAME DE ÓLEO
INÉRCIA
RESISTÊNCIA À
MUDANÇA
FORÇA NECESSÁRIA PARA
ESTICAR A MOLA A
DETERMINADA
DISTÂNCIA
QUANTIDADE DE ÓLEO QUE DEVE
ACUMULAR EM UMA ÁREA EM
DETERMINADO TEMPO, PARA
CAUSAR UM DETERMINADO
PREJUÍZO NO ECOSSISTEMA.
EX. EXTINÇÃO DAS ESPÉCIES X E Y
RAPIDEZ DA
RECUPERAÇÃO
DO ESTADO
INICIAL APÓS O
DISTÚRBIO
TEMPO NECESSÁRIO PARA A
MOLA VOLTAR AO
TAMANHO INICIAL APÓS
SEU ESTIRAMENTO EM
UMA DADA DISTÂNCIA
TEMPO NECESSÁRIO PARA RECUPERAR
A ESTRUTURA E A FUNÇÃO
INICIAL DO ECOSSISTEMA APÓS
UM DISTÚRBIO.
EX. EXTINÇÃO DAS ESPÉCIES X E Y
AMPLITUDE
ZONA (EXTENSÃO)
NA QUAL O
SISTEMA
RETORNARÁ AO
ESTADO
ESTÁVEL
DISTÂNCIA ALÉM DA QUAL A
MOLA NÃO PODE SER
ESTICADA SEM SOFRER
DEFORMAÇÃO
PERMANENTE
QUANTIDADE MÁXIMA DE ÓLEO QUE
PODE ACUMULAR NA ÁREA, DE
MODO QUE O DANO PROVOCADO
POSSA SER REPARADO
TOTALMENTE.
EX. RECUPERAÇÃO DAS POPULAÇÕES
X E Y.
HISTERESE
GRAU EM QUE O
CAMINHO PARA
A
RECUPERAÇÃO
É EXATAMENTE
O REVERSO DO
CAMINHO PARA
A DEGRADAÇÃO
GRAU EM QUE A REGIÃO
OCUPADA
TEMPORARIAMENTE
PELA MOLA EM SEU
RETORNO DO
ESTIRAMENTO, DIFERE
DA REGIÃO QUE A MOLA
OCUPOU DURANTE O
ESTIRAMENTO
GRAU EM QUE O PADRÃO DE
SUCESSÃO NÃO É REVERSO
EXATO DO PADRÃO DE
REGRESSÃO EXPERIMENTADO
SEGUIDO O IMPACTO.
EX. AS ÚLTIMAS ESPÉCIES A MORRER
SÃO AS PRIMEIRAS QUE
RETORNAM?
GRAU EM QUE O
ESTADO
ESTÁVEL
ESTABELECIDO
APÓS O
DISTÚRBIO,
DIFERE DO
ESTADO
GRAU NO QUAL A MOLA
DISTENDIDA
PERMANECE NESSE
ESTADO, MESMO APÓS
CESSADA A FORÇA DE
DEFORMAÇÃO
ELASTICIDADE
MALEABILIDADE
GRAU EM QUE O NOVO CLÍMAX DO
ECOSSISTEMA É SIMILAR AO
ESTADO CLÍMAX INICIAL.
EX. QUÃO SIMILARES PODEM SER A
COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES E
EQUITABILIDADE ENTRE O NOVO
E O VELHO ESTADO CLÍMAX?
HABITATS ESTÁVEIS (FLORESTA PLUVIAL, RECIFES DE
CORAL, MAR PROFUNDO) : DIVERSIDADE DE ESPÉCIES
PERMANECE EM NÍVEIS ELEVADOS.
AMBIENTES ESTOCASTICAMENTE VARIÁVEIS
(ESTUÁRIOS) : O NÚMERO DE ESPÉCIES
PERMANECE BAIXO.
ODUM (1983)
COMPETIÇÃO PARA OBTENÇÃO POR ENERGIA POTENCIAL
ENTRE OS PROCESSOS:
- ELABORAÇÃO DE ESTRUTURA FISIOLÓGICA PARA SUPORTAR
AS MUDANÇAS NO AMBIENTE FÍSICO.
- ELABORAÇÃO DE DIVERSIDADE PARA SUPORTAR AS
FUNÇÕES DO ECOSSISTEMA.
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TEORIA DA PERTURBAÇÃO
- ATIVIDADE ANTRÓPICA (AMBIENTE) : BENEFÍCIO / PREJUÍZO
EX.: AGRICULTURA MODERADA MELHORA A PAISAGEM, CONTUDO, EM
LARGA ESCALA, SUPORTADA POR DOSES ELEVADAS DE FERTILIZANTES E
PESTICIDAS, DESESTABILIZA A PAISAGEM.
GRADIENTE SUBSÍDIO - ESTRESSE
EIXO X
AUMENTO
DA
INTENSIDADE
PERTURBAÇÃO ESPECÍFICA.
DE
UMA
EIXO Y
RESPOSTA EM TERMOS DA TAXA DA FUNÇÃO
EX.:
RESPOSTA DOS RIOS PANTANOSOS À INUNDAÇÃO. USUALMENTE A
PRODUTIVIDADE AUMENTA NO PERÍODO DE INUNDAÇÃO, MAS PODE SER REDUZIDA
ATRAVÉS DA INUNDAÇÃO CONTÍNUA, RESULTANDO EM UM SISTEMA DE ÁGUA PARADA.
INUNDAÇÃO PERIÓDICA : SUBSIDIA O ECOSSISTEMA
ALTOS ÍNDICES : ESTRESSAM O ECOSSISTEMA
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TENTATIVA DE ESCLARECER A CONFUSÃO NA TERMINOLOGIA EXISTENTE,
ATRAVÉS DA CURVA HIPOTÉTICA DA PERFORMACE DE UM ECOSSISTEMA
PERTURBADO (EFEITO SUBSÍDIO - ESTRESSE). (ODUM et. al. ,1979).
PERTURBAÇÃO : QUALQUER ALTERAÇÃO OU DESVIO DAQUILO QUE É
USUAL OU ESPERADO.
PERTURBAÇÃO (TERMOS ECOLÓGICOS): QUALQUER DESVIO DA
FAIXA NORMAL DE OPERAÇÃO (INCLUINDO A VARIÂNCIA ESPERADA)
DE UM PARÂMETRO ESTRUTURAL OU FUNCIONAL DE UM
DETERMINADO NÍVEL ORGANIZACIONAL.
-PERTURBAÇÃO = ESTRESSE : QUANDO O DESVIO FOR PROVOCADO
POR FORÇAS EXTERNAS.
-SUBSÍDIO : DESVIO FAVORÁVEL, LEVANDO A UMA OTIMIZAÇÃO DA
PERFORMANCE DO ECOSSISTEMA.
- EFEITO "PUSH-PULL" (ODUM, 1976)
- EFEITO "ESTÍMULO-RESPOSTA".
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ESTRESSE E SAÚDE
MUDANÇAS NO ECOSSISTEMA NÃO IMPLICAM NECESSARIAMENTE EM
DISTÚRBIO E/OU ESTRESSE.
CONDIÇÕES PARA REFLETIR A AÇÃO DE UM DISTÚRBIO / ESTRESSE :
1. AGENTE ESTRESSOR DEVE SER EXTERNO
2. ESTRESSOR DEVE SER APLICADO
ESTRUTURA MÍNIMA INTERATIVA.
NA
SE O AGENTE ESTRESSOR FOR APLICADO NUM NÍVEL HIERÁRQUICO DE
ORGANIZAÇÃO INFERIOR A ESTRUTURA MÍNIMA INTERATIVA, O SUB
SISTEMA SERÁ ESTRESSADO, MAS NÃO NECESSARIAMENTE O SISTEMA
ECOLÓGICO.
SISTEMA ECOLÓGICO ESTRESSADO (PICKETT et al, 1989) É CONSIDERADO
AQUELE CUJA PERSISTÊNCIA ESTÁ AMEAÇADA, EM TERMOS DE UMA
MUDANÇA ESTRUTURAL (ALTERAÇÃO NOS COMPONENTES DA ESTRUTURA
MÍNIMA INTERATIVA), OU EM TERMOS DE UMA INTERFERÊNCIA NA
FUNÇÃO DESTES COMPONENTES.
ESTRESSE : RESPOSTA DO SISTEMA AO ESTRESSOR.
ODUM (1967) : SURGIU QUE TODOS OS ESTRESSES CORRESPONDEM A DRENO
DE ENERGIA, PORQUE ENVOLVEM UMA ALTERAÇÃO NO FLUXO DE ENERGIA, QUE
PODERIA SER USADA PARA A REALIZAÇÃO DE UM TRABALHO.
LUGO (1978) : QUANDO AS CONDIÇÕES SÃO ESTÁVEIS, A RESPOSTA DO
ECOSSISTEMA AO ESTRESSOR DEPENDE DO PONTO DE "ATAQUE" DO
MESMO NO SISTEMA.
-SE O ESTRESSOR INTERFERIR NAS FONTES PRIMÁRIAS DE
ENERGIA E/OU NOS PROCESSOS INICIAIS DE TRANSFORMAÇÃO DE
ENERGIA, A RECUPERAÇÃO É LENTA.
EX.: NUTRIENTES, INTENSIDADE LUMINOSA, ÁGUA.
-A RECUPERAÇÃO PODE SER MAIS RÁPIDA
SE O ESTRESSOR
ATUAR NO FLUXO DE ENERGIA DO SISTEMA, SEM AFETAR
DIRETAMENTE O "INPUT" DE ENERGIA.
EX.: ESTRESSORES QUE AGEM NOS ANIMAIS OU PROCESSO DE
RESPIRAÇÃO DO ECOSSISTEMA.
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MUDANÇAS NO SISTEMA
DISTÚRBIO
ESTRESSE
CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES
ESTRESSORES (LUGO, 1978)
ALTERNAM
A
NATUREZA DA FONTE
PRINCIPAL
DE
ENERGIA.
.DESVIAM
UMA
PORÇÃO DA FONTE
PRINCIPAL
DE
ENERGIA ANTES DE
SER
INCORPORADA
NO SISTEMA,
.REMOVEM ENERGIA
POTENCIAL ANTES DE
SER
ARMAZENADA,
MAS
APÓS
SUA
TRANSFORMAÇÃO
PELO
PROCESSO
FOTOSSINTÉTICO,
.REMOVEM
ESTRUTURA
ECOSSISTEMA,
A
DO
.AUMENTAM A TAXA
DE RESPIRAÇÃO.
MUDANÇAS NO SISTEMA
DISTÚRBIO
ESTRESSE
CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES
ESTRESSORES (LUGO, 1978)
-ESTRESSORES
(REPRESAMENTO,
CANALIZAÇÃO, CONSTRUÇÃO
DE
ESTRADAS)
EXERCEM
MAIOR IMPACTO EM ÁREAS
ALAGÁVEIS,
DO
QUE
ESTRESSORES
RELACIONADOS A QUEIMADA,
RETIRADA
DE
BIOMASSA,GRAZING
MODERADO, DESDE QUE OS
PRIMEIROS
AFETAM
OS
ASPECTOS FUNCIONAIS DO
SISTEMA (ASSINATURA DE
ENERGIA), ENQUANTO QUE O
SEGUNDO
GRUPO
AFETA
MAIS
OS
ASPECTOS
ESTRUTURAIS.
-ASSINATURA DE ENERGIA
(ENERGY
SIGNATURE)
(ODUM, 1983):
CORRESPONDE A SOMA DO
APORTE TOTAL DO FLUXO DE
ENERGIA
DE
UM
ECOSSISTEMA E O PADRÃO
DE SUA LIBERAÇÃO.
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TENDÊNCIAS ESPERADAS EM ECOSSISTEMAS ESTRESSADOS
ENERGIA
- AUMENTA A RESPIRAÇÃO DA COMUNIDADE.
- PROPORÇÃO P/R TORNA-SE ALTERADA (MAIOR OU MENOR QUE 1).
- AUMENTAM AS PROPORÇÕES P/B E R/B (MANUTENÇÃO /
BIOMASSA).
- AUMENTA A IMPORTÂNCIA DE FORMAS ADICIONAIS DE ENERGIA.
- AUMENTA A PRODUÇÃO PRIMÁRIA EXPORTADA OU NÃO
UTILIZADA.
CICLAGEM DE NUTRIENTES
- AUMENTA O "TURNOVER TIME" DOS NUTRIENTES.
- AUMENTA O TRANSPORTE HORIZONTAL E DIMINUI A CICLAGEM
VERTICAL DOS NUTRIENTES
- AUMENTA A PERDA DE NUTRIENTES.
COMUNIDADE
- AUMENTA A PROPORÇÃO DE R-ESTRATEGISTAS.
- DIMINUI O TAMANHO DOS ORGANISMOS
- DIMINUI O CICLO DE VIDA OU PARTE (FOLHAS POR EXEMPLO) DOS ORGANISMOS.
- CADEIAIS ALIMENTARES SÃO REDUZIDAS DEVIDO A REDUÇÃO DO FLUXO DE ENERGIA
PARA OS NÍVEIS TRÓFICOS SUPERIORES E/OU DEVIDO A UM AUMENTO DA SENSIBILIDADE
DOS PREDADORES AO ESTRESSE.
- DIMINUI A RIQUEZA DE ESPÉCIES E AUMENTA A DOMINÂNCIA; SE A DIVERSIDADE
ORIGINAL É BAIXA, O CONTRÁRIO PODE OCORRER; A NÍVEL DO ECOSSISTEMA,
TEORICAMENTE, DIMINUI A REDUNDÂNCIA DOS PROCESSOS PARALELOS.
TENDÊNCIAS GERAIS A NÍVEL DO SISTEMA
.O ECOSSISTEMA TORNA-SE MAIS ABERTO.
"INPUT" E "OUTPUT" AMBIENTAIS TORNAM-SE
ENQUANTO QUE A CICLAGEM INTERNA É REDUZIDA.
MAIS
IMPORTANTES,
.SUCESSÃO AUTOGÊNICA TENDE A REVERTER PARA ESTÁDIOS INICIAIS.
.DIMINUI A EFICIÊNCIA DO USO DOS RECURSOS .
.AUMENTAM O PARASITISMO E OUTRAS INTERAÇÕES NEGATIVAS,
ENQUANTO QUE DIMINUEM O MUTUALISMO E OUTRAS INTERAÇÕES
POSITIVAS.
.PROPRIEDADES FUNCIONAIS (METABOLISMO DA COMUNIDADE) SÃO MAIS
RESISTENTES DO QUE A COMPOSIÇÃO DE ESPÉCIES E OUTRAS
PROPRIEDADES ESTRUTURAIS.
ESTRESSE É ALGO QUE COLOCA EM AÇÃO O MECANISMO DA HOMEOSTASE
(MARGALEF, 1981).
QUANDO O ESTRESSE É EVIDENCIADO A NÍVEL DE ECOSSISTEMA, HÁ MOTIVOS
PARA APREENSÃO, DESDE QUE HÁ EVIDÊNCIAS DE RUPTURA NA HOMEOSTASE.
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AVALIAÇÃO DA SAÚDE DOS ECOSSISTEMAS
(CAIRNS & PRATT, 1986)
QUANDO ESTRUTURA E FUNÇÃO ESTÃO ESTRITAMENTE RELACIONADAS,
É POSSÍVEL MEDIR A RESPOSTA NA ESTRUTURA E INFERIR A RESPOSTA
CORRESPONDENTE NA FUNÇÃO.
REDUNDÂNCIA FUNCIONAL IMPEDE QUE MUDANÇA NA ESTRUTURA SEJA
ACOMPANHADA POR MUDANÇA CORRESPONDENTE NA FUNÇÃO.
PERDA
DE
ESPÉCIES
NEM
SEMPRE
ACARRETA
SIGNIFICATIVA DOS PARÂMETROS FUNCIONAIS.
ALTERAÇÃO
RIQUEZA EM ESPÉCIES CONSTITUI UM PARÂMETRO MAIS SENSÍVEL QUE
FUNÇÃO (CONSERVATIVA).
UMA MUDANÇA FUNCIONAL NÃO É ACOMPANHADA POR UMA MUDANÇA
ESTRUTURAL, QUANDO O ESCOPO GENÉTICO DOS INDIVÍDUOS PERMITE
UMA ADAPTAÇÃO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS.
IUCN/UNEP/WWF
(1990)
:
ECOSSISTEMA
SAUDÁVEL
:
"ALTA
DIVERSIDADE, ALTA PRODUTIVIDADE E BOAS CONDIÇÕES DE HABITAT".
SCHAEFER (1992) : SAÚDE DO ECOSSISTEMA : "RISCOS REDUZIDOS E
PROBABILIDADE AUMENTADA DE SOBREVIVÊNCIA".
ROSS (1992) : SAÚDE DO ECOSSISTEMA : "HABITAT E FLUXO DE
ENERGIA
ADEQUADOS
PARA
SUSTENTAR
UMA
BIOCENOSE
APROPRIADA DE UMA DETERMINADA REGIÃO".
SAÚDE DO ECOSSISTEMA : DETERMINAR AS
CARACTERÍSTICAS DE UM ECOSSISTEMA "NÃO SAUDÁVEL".
RAPPORT (1989)
► REDUÇÃO NA PRODUTIVIDADE PRIMÁRIA
► PERDA DE NUTRIENTES
► PERDA DE ESPÉCIES SENSÍVEIS
►AUMENTO
DA
INSTABILIDADE
NOS
COMPONENTES
POPULACIONAIS
► MUDANÇAS NO TAMANHO DA ESTRUTURA BIÓTICA
FAVORECENDO FORMAS MENORES.
► AUMENTO NA CIRCULAÇÃO DOS CONTAMINANTES.
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25/03/2016
RESPOSTA ADAPTATIVA
ALTERAÇÃO NA RESPOSTA FUNCIONAL
SEM ALTERAÇÃO DAS ESPÉCIES PRESENTES
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