Monografía Curso de Capacitación Docente en Neurociencias

Monografía
Curso de Capacitación Docente
en Neurociencias
Alumna: Maria Carmen De Luca Menezes
www.asociacioneducar.com
Mail: [email protected]
Facebook: www.facebook.com/NeurocienciasAsociacionEducar
Doença de Alzheimer Uma conversa com os familiares/cuidadores
Cartilha com orientações para familiares/cuidadores de portadores da
Doença de Alzheimer
1. INTRODUÇÃO
A idéia de fazer a cartilha “Doença de Alzheimer - Uma conversa com
familiares/cuidadores” para a monografia do curso Capacitación Docente em
Neurociencias, baseada na neuropsicoeducação veio da minha experiência
como coordenadora da AMADA - Associação Maior Apoio ao Doente de
Alzheimer na cidade de Campinas, estado de São Paulo-Brasil.
A AMADA é uma associação, sem fins lucrativos, que orienta os
familiares/cuidadores dos portadores da Doença de Alzheimer em reuniões
quinzenais desde 1993.
Analisando a participação dos familiares/cuidadores percebeu-se que o
familiar mais informado sobre a Doença de Alzheimer encontra soluções mais
adequadas que minimizam o sofrimento imposto pela doença, tanto ao paciente
como à família toda, alterando de forma significativa o bem estar de todos. E,
porque segundo a neuropsicoeducação “a ciência demonstra que a
aprendizagem é a chave do progresso humano e que uma educação orientada
ao próprio conhecimento, baseada nas disciplinas do sistema, se transforma
em um método efetivo para o crescimento individual, a resolução de conflitos e
desenvolvimento de valores, fatores essenciais para alcançar o êxito e a
felicidade pessoal e grupal”. Isto é tudo que o portador da Doença de Alzheimer
e seus familiares/cuidadores precisam.
2. JUSTIFICATIVA
A Doença de Alzheimer (DA) é a forma mais comum de demência, com
repercussões individuais, familiares e sociais. Afeta milhões de pessoas no
mundo todo e é esperado que este número cresça.
As estimativas indicam que nos Estados Unidos existam 5,1 milhões de
portadores de DA, no Brasil 1,2 milhão e no mundo 35,6 milhões. (ADI Associação Internacional da Doença de Alzheimer).
É uma doença neurológica, evolutiva que apesar do avanço das
pesquisas ainda não se sabe a causa e nem cura. Mas tem tratamento.
2.1 Por que aprender sobre o cérebro e sobre a Doença de Alzheimer?
O objetivo desta cartilha é oferecer ao familiar e ao cuidador de
portadores da Doença de Alzheimer(DA) informações sobre a doença, dar
algumas orientações gerais e exercícios domiciliares e alguns cuidados. São de
grande importância para facilitar as atividades de vida diária melhorando a
qualidade de vida do paciente e do cuidador que se torna mais apto, cuidando
bem do doente, de si e não se deixando dominar pelos sentimentos negativos
que esta nova missão pode acarretar.
A Doença de Alzheimer afeta a família inteira que sofre uma grande tensão
emocional devido às mudanças de comportamento e ações imprevisíveis de seu
parente. Aprender mais sobre a doença é importante para você poder
reconhecer os sintomas e ajudar seu ente querido.
Para entender sobre a Doença de Alzheimer é preciso conhecer um pouco
o nosso cérebro.
Aprender sobre o cérebro nos permite reflexionar e aprender a ser
responsável pelo nosso bem estar e o de outras pessoas.
Não tenho pretensão de resolver todos os problemas, é só uma cartilha,
é só o “beaba” sobre a importância da Doença de Alzheimer.
3. A CARTILHA
3.1 NOSSO CÉREBRO
No cérebro estão os centros de comando que coordenam tudo o que
acontece no corpo humano. Sendo assim consideramos que corpo, cérebro e
mente formam uma unidade: UCCM – Unidade Corpo Cérebro Mente. O cérebro é
formado por pequenas ferramentas destinadas a resolver diferentes problemas de
sobrevivência. É o mesmo há 150 mil anos sempre preparado a enfrentar os
desafios do dia a dia, em todos os tempos e em todos os ambientes, chamamos
esta interação de UCCMMA - Unidade Corpo Cérebro Mente e Meio Ambiente.
O cérebro humano é composto de aproximadamente 100 bilhões de células
neurais individuais , interconectadas em sistemas que se comunicam por meio de
10 trilhões de pontos de contato que produzem nossa percepção do mundo através
da visão, audição, olfação, gustação, tato. Controlam não só andar, falar, enxergar,
escutar, sentir e comer, mas a todas as complexas ações mentais como atenção;
memória; emoções; sensações; sentimentos; imagens mentais; pensamentos
automáticos; pensamentos voluntários; idéias criativas; planos futuros; sonhos;
imaginação; rotinas; cáculos matemáticos; desejos; autoconciência; cálculos
mentais; motivação e tomada de consciência. Isso acontece porque o sistema
nervoso é um todo único, indivisível, dividido em partes só para fins didáticos e
científicos.
3.2 NEURÔNIOS
O tecido nervoso é constituído por
células nervosas - neurônios - e pela
neuroglia, que é formado pela glia,
elemento de sustentação física dos
neurônios e também metabólico, conjunto
este que participa ativamente das funções
do encéfalo.
O neurônio é a unidade funcional e www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/esqemaNeuro.gif
estrutural do sistema nervoso. O neurônio é formado pelo corpo celular (soma),
dendritos, que recebem as informações, e axônios que veiculam os sinais de saída.
No cérebro adulto existem 100 bilhões de neurônios (dos quais existem vários tipos
diferentes) conectados formando mais de 100 trilhões de sinápses. É uma unidade
completamente envolvida pela bainha de mielina, uma membrana que separa o
compartimento intracelular do extracelular para facilitar a geração e a condução
dos sinais bioelétricos. A mielinização ocorre durante a última parte do
desenvolvimento fetal e durante o primeiro ano pós-natal.
Neurônios são destruídos na Doença de Alzheimer.
3.3 SINAPSES
Trata-se de um ponto de contato que
permite a passagem de impulsos elétricos ou
químicos, numa única direção, do axônio de um
neurônio para o dendrito de outro neurônio. São
liberados os neurotransmissores. Cada neurônio
pode fazer sinapses com mais de 100.000 outros
neurônios.
Na Doença de Alzheimer são destruídas tanto as
sinapses elétricas como as químicas.
www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/esqemaNeuro.gif
3.4 ENCÉFALO
O encéfalo compreende o cérebro, o cerebelo e o tronco celebral.
www.maturalmenteciencias.wordpres.com/2013/
03.cerebro.jpg mediador
O cérebro é composto por um tecido gelatinoso rico
em neurônios, formando um emaranhado de
elevações, depressões e circunvoluções que formam
o córtex cerebral. É protegido pelo crânio e a medula
pela coluna vertebral. É envolvido por 3 membranas
protetoras - as meninges que são: dura-mater,
aracnóide e pia-mater. Entre a dura mater e a
piamater circula um líquido chamado líquor. O córtex,
também conhecido como massa cinzenta, age como
de nossas percepções, emoções, pensamentos e ações.
O cerebelo encontra-se na parte de trás da cabeça, abaixo do cérebro.
Ele controla a coordenação e o equilíbrio.
O cérebro é alimentado por uma das redes e vasos sanguíneos mais ricas
do corpo. As bilhões de células do cérebro utilizam 20 por cento do oxigêniio e do
combustível que o sangue transporta.
O Córtex cerebral é a matéria cinzenta externa dos dois hemisférios com
função de alta atividade cognitiva e que constituem 80% do cérebro humano.
O cérebro apresenta dois hemisférios: esquerdo e direito. Cada hemisfério
controla o lado oposto do corpo. Cada hemisfério cerebral, por sua vez, é dividido
em quatro grandes lobos: frontal, parietal, temporal, occipital e três estruturas
situadas em sua profundidade: os gânglios da base, o hipocampo e o núcleo
amigdalóide.
www.infoscola.com/wp-content/uploads/2010/01/hemisférios-cerebro-gif
•
Lobo frontal - relacionado a funções intelectuais de julgamento (crítica)
e comportamento. Também controla o movimento.
•
Lobo parietal - integra sinais sensoriais como dor, carinho, temperatura,
pressão. Regiões próximas dos lobos temporais e parietais formam uma
interface funcional entre as áreas de associação auditiva e visual,
importantes para a nomeação, leitura, escrita e cálculo.
•
Lobo temporal - Processa sons, controla alguns aspectos da
aprendizagem, memória, linguagem e emoções. É no hemisfério de
especialização da lateralidade que fica área de Wernike, onde acontece
a compreensão da linguagem falada.
•
Lobo occipital - Processa sinais visuais. Fica situado atrás dos lobos
parietal e temporal. O córtex visual primário é responsável pela
percepção visual. Cada metade lateral do campo visual é representada no córtex
visual primário do hemisfério contralateral.
•
Hipocampo – Se associa com funções de memória, incluindo a
representação espacial.
Estas áreas são destruídas na Doença de Alzheimer. A morte dos neurônios
começa perto do hipocampo e continua seu caminho até o córtex frontal
danificando as regiões envolvidas com os pensamentos, planos e lembranças.
Os 2 hemisférios estão ligados entre si por uma ponte de fibras nervosas - o
Corpo Caloso - que une funcionalmente os dois hemisférios, fazendo-os funcionar
como se fossem um só.
•
•
Hemisfério esquerdo – responsável por cálculos
matemáticos, fala, escrita, identificação de pessoas,
preferências motoras lateralizadas, identificação de
objetos e animais, compreensão lingüística, leitura,
relações espaciais, sons das consoantes.
Hemisfério direito - responsável pela prosódia,
reconhecimento de categorias
de pessoas,
reconhecimento
de
categorias
de
objetos,
compreensão musical, compreensão prosódica,
relações espaciais quantitativas, sons vogais, voz www.culturamix.com/wp-content/gallery/curiosidades-sobre-ohumana,
ruídos mecânicos, sons animais, sons de cerebro-humano-1 insetos.
Estas áreas são destruídas na Doença de Alzheimer. A morte dos neurônios
nestas regiões faz com que o doente não consiga dar nome ás coisas, reconhecer
as pessoas e a si próprio. Perde a sua própria identidade.
3. NEUROPLASTICIDADE
A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro se reorganizar
estruturalmente e funcionalmente a cada experiência nova, provocando
alteração na estrutura celular. Ocorre em função das situações normais ou
traumatizantes, até nas sutis alterações de aprendizagem e memória.
Na Doença de Alzheimer há uma perda devastadora de milhões de neurônios e
o cérebro vai perdendo pouco a pouco a capacidade da neuroplasticidade.
4. DOENÇA DE ALZHEIMER
A Doença de Alzheimer faz parte do grupo das demências que se
caracterizam por uma série de sinais e sintomas neuropsicológicos. Constitui
65% das demências em geral, enquanto as demências vasculares constituem
27% e as demais 8%.
È uma doença neurológica, progressiva, degenerativa e irreversível.
Compreende a memória, o pensamento e o raciocínio, claramente observados
pelas alterações de comportamento. Ocorre uma acentuada perda de neurônios
em área nobres do cérebro, impedindo novas aprendizagens. Piora com o tempo,
os sintomas aumentam em intensidade, desde pequenas perdas de memória e
confusão mental, até comprometimento cognitivo e intelectual severo e
limitações físicas.
Pode se manifestar a partir dos 40 anos, mas é mais comum por volta dos 55
anos. Evolui lenta ou rapidamente levando em média de 5 a 20 anos para se
desenvolver completamente. Progride ao longo de décadas com acontecimentos
sequênciais em cascata, que vão dos fatores genéticos às disfunções sinápticas
e piora da plasticidade neural, passando pela formação de agregados de beta
amilóide e emaranhados neurofbrilares.
Apesar dos grandes avanços científicos, a cura da DA ainda é uma incógnita.
Embora novas medicações e hipóteses sobre as causa da doença surgem
frequentemente os cientistas ainda não conseguiram concluir caminhos para
cura ou prevenção da Doença de Alzheimer.
4.1 Histórico
Foi descrita pela primeira vez em 1906, pelo neurologista alemão Alois
Alzheimer que ao fazer o exame anatopatológico do cérebro de uma paciente
de 56 anos que apresentava sintomas de transtornos demênciais achou as
placas de proteinas e emaranhados neurofibrilares que, até hoje são os sinais
diferenciais para a doença de Alzheimer. Em 1980, cientistas afirmaram que
essas placas eram constituídas da proteína beta amiloide. Os cientistas ainda
não sabem se essas inúmeras placas são as responsáveis pela morte dos
neurônios na Doença de Alzheimer.
4.2 Neurobiologia da doença de Alzheimer
O cérebro do portador da doença de
Alzheimer apresenta atrofia e um grande
número de lesões características, tanto
dentro como no entorno dos neurônios. Ao
redor existem as placas de beta amiloide,
uma proteína que naturalmente não é
nociva aos neurônios mas quando aumenta
sua concentração no meio deles passa a ser
muito tóxica e mata os neurônios mais
próximos. Dentro dos neurônios existem os
www.alz.org/brain_portuguese/09.asp
emaranhados neurofibrilares formados pela degeneração da proteína tau,
responsável por sustentar os neurônios. As pesquisas recentes revelam que
existem outros tipos de agregados da beta amiloide bem menores e que atuam
mais diretamente nas sinapses bloqueando a comunicação entre os neurônios.
Estes achados causam a degeneração cerebral. É um processo degenerativo
que avança lentamente. Pode levar de 5 a 20 anos.
4.3 Anatomia cerebral da Doença de
Alzheimer
http//alpp.codata.pbgov/potal/uploads/20080615190/852.jpg
A morte dos neurônios aniquila sucessivamente
todas áreas do cérebro ocasionando atrofia nos
giros; alargamento dos sulcos; aumento dos
ventrículos; atrofia hipocampo; atrofia lobos
temporais; atrofia lobos frontais; atrofia amígdala;
degeneração do núcleo basal de Meynert.
4.4 Sintomas da Doença de Alzheimer
1.Sintomas iniciais
 perda gradual da memória, com dificuldade para guardar datas,
compromissos, dar recados
 organizar tarefas domésticas como compras, cozinhar, dirigir
 dificuldade para manter diálogo com sequência lógica, atenção e
concentração diminuídas
 dificuldade de fazer contas simples
 mudança de atitude que não são comuns ao seu comportamento; 
afastamento social.
2.Sintomas posteriores
Com a progressão da doença, os sintomas iniciais se tornam mais intensos,
tornando o portador da Doença de Alzheimer cada vez mais incapaz de
realizar as tarefas cotidianas e de cuidar de si próprio:
 perda mais acentuada da memória
 dificuldade para se localizar no espaço – se perde nas redondezas e até
mesmo dentro de casa
 dificuldade para atender pedidos rotineiros da família
 perda total da capacidade de fazer cálculos
 dificuldade na leitura e escrita e mais tarde perde totalmente esta
capacidade
 dificuldade para tomar decisões simples como, por exemplo, decidir se
quer suco de laranja ou de limão
 dificuldade para escolher roupas ou se vestir
 dificuldade para se alimentar; dificuldade para fazer a higiene pessoal 
dificuldade na fala
 dificuldade motora para cuidar-se, locomover-se, sentar, engolir, andar
até ficar restrito ao leito
 apresenta incontinência fecal e urinária
Normalmente os sintomas são percebidos pelos familiares e não pelo
paciente. Às vezes são tão fracos, sutis, que passam despercebidos por um
tempo.
Em fase bastante adiantada da doença ocorre desconhecimento dos
outros e de si mesmo, não se reconhecendo mais frente ao espelho ou foto e
apresenta Incapacidade para reagir ou se comunicar.
Os sintomas podem ser diferentes para cada indivíduo e podem variar de
dia a dia.
4.5 Como ajudar o paciente com Doença de Alzheimer
Ainda não há cura para a Doença de Alzheimer, mas há tratamentos. É
importante usar estratégias como jogos, leitura, música, passeios que estimulem
pacientes nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, isto pode até retardar o
processo da doença. O acompanhamento médico deve ser constante.
Alguns jogos orientados pela neuropsicoeducação são muito indicados
para os primeiros estágios da doença:
Unir sílabas
Sopa de palavras
Jogo de memória
Buscar palavras
Achar diferenças
Achar fotos com
expressões de sentimentos
Achar detalhes em fotos
Quebra cabeça
Estimulação visual
quadros bonitos
com
É importante criar um ambiente estruturado e incentivar as atividades
mantendo-os envolvidos tanto quanto for possível. Uma atitude positiva começa
com a compreensão. A pessoa com a Doença de Alzheimer frequentemente
sente uma mistura de emoções:
Confusão – alguns podem perceber que alguma coisa está acontecendo com
sua memória e habilidades mentais, mas eles não têm certeza do que seja ou
de por que está acontecendo tal problema.
Medo/Ansiedade – a perda da memória e das habilidades mentais pode fazer
que o mundo lhes pareça um lugar assustador.
Incerteza – como os sintomas e a progressão da Doença de Alzheimer variam
muito, é difícil para o portador da doença – ou qualquer outra pessoa – saber o
que vem pela frente.
Frustação – não importa o que eles tentem, as pessoas com Doença de
Alzheimer não conseguem mais fazer as coisas que costumavam fazer antes.
Raiva – muitas pessoas se sentem raivosas com suas perdas e perguntam:
“Por que isto está acontecendo comigo?”
Desgosto/Depressão – algumas pessoas discriminam a perda de suas
habilidades e se tornam depressivas. A depressão se manifesta por alterações
de humor, distúrbios do sono e da alimentação, perda de interesse em atividades
prazerosas.
A vida do paciente e a sua vai ficar mais fácil se você ajudar tomando
atitudes positivas, dando apoio e compreensão. Faça o máximo para colaborar
com o indivíduo a conservar sua dignidade e auto respeito.
4.6 A família também precisa de ajuda
Tratar de um paciente de Alzheimer pode ser uma atividade exaustiva,
confusa e frustrante. Os sentimentos do cuidador ao longo do processo da
doença são muitos: culpa, medo, vergonha, raiva, desamparo. Eles não
aparecem isoladamente, mas associados às contingências vividas entre
paciente e familiar/cuidador. São muitos os problemas a serem enfrentados já
que são 24 horas por dia de dedicação.
Quando uma grande parte do tempo, dinheiro e energia da família está
sendo gasta no tratamento do paciente, raiva, ressentimento e desânimo são
reações naturais. Aprenda caminhos positivos para controlar e expressar estas
emoções.
Compreender que as emoções têm um papel fundamental na vida das
pessoas e entender sua origem e função ajuda a moldá-las em favor da
qualidade de vida do cuidador e do portador da Doença de Alzheimer.
É importante que o cuidador aprenda a se cuidar com um programa
especial para controlar as emoções:
PROGRAMA DE BEM VIVER PARA FAMILIAR/CUIDADOR
Mantenha sempre uma atitude positiva.
Peça ajuda a amigos ou outros membros da família.
Faça relaxamento com exercícios respiratórios.
Permaneça saudável. Coma refeições balanceadas e descanse o
suficiente.
Faça exercícios físicos e mentais
Aprenda o máximo possível sobre a Doença de Alzheimer, porque aprender
o que se esperar é uma grande ajuda emocional.
Faça parte de um grupo de apoio, pois este é um valioso recurso de ajuda,
confiança e informações práticas.
Procure respostas para todas suas dúvidas assim você se alivia e sente-se
mais seguro e amparado para enfrentar a silenciosa Doença de Alzheimer.
Referências bibliográficas
1.CARTER, Rita:O livro do cérebro. Rio de Janeiro: Agir, 2012
2.CASTRO, Lorna A.G.deC. et ali : Folheto “ Aprendendo sobre a doença de
Alzheimer!” Campinas –SP, 1991.
3.GUYTON, Arthur C. :Fisiologia humana. Rio de Janeiro: Interamericana, 1985
4.KANDEL, Eric R.: Fundamentos da Neurociência e do Comportamento. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
5.LENT, Roberto: Cem Bilhões de Neurônios:Conceitos fundamentais de
neurociência. São Paulo: Editora Atheneu, 2001.
6.LENT, Roberto, coordenador: Neurociência da Mente e do Comportamento.:Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan,2013
7.La unidad cuerpo cérebro mente – Apostila clase 1 do Curso de Capacitación
Docente en Neurociência
8.Las células del sistema nervioso: Neuronas y células de sostén / Sinapse – Apostila
classe 1 do Curso de Capacitación en Neurociencia
9.Anexos de Anatomia y Fisiologia Neurotransmissores – Apostila classe 6 do Curso
de Capacitacion em Neurociencia
10.Actividades Prácticas – Apostila clase 7 do Curso de Capacitación Docente en
Neurociencia
11.Los mistérios del cerebro emocional – Apostila clase 8 do Curso de Capacitación
Docente en Neurociência
12.Respuestas al Test de Baron – Cohen – Apostila clase 9 do Curso de Capacitación
Docente en Neurociência
13.Detectar Emociones 1 – Apostila classe 11 do Curso de Capacitación Docente en
Neurociencia
14.Emociones 3 – Apostila classe 11 do curso de Capacitación Docente en
Neurociencia
15.Detectar Emociones 4 – Apostila clase 11 do Curso de Capacitación Docente en
Neurociêncian Neurociencia
16.Actividades Prácticas – Inteligencia Intrapersonal – Apostila clase 12 do Curso de
Capacitación Docente en Neurociência
17.Los mistérios del cerebro emocional – Apostila clase 13 do Curso de Capacitación
Docente em Neurociencia
18.Los princípios de la Neurosicoeducación – Apostila classe 16 do Curso de
Capacitación em Neurociencia
19.100 trilhões de conexões.Carl Zilmer.Mente e cérebro 49, págs 30-37, Edição
Especial