feira - Espaço Ciência

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CALENDÁRIO DO CÉU PARA O MÊS DE JUNHO DE 2014
POSIÇÃO GEOGRÁFICA: LATITUDE: -8.1º LONGITUDE: -34.9º
LATITUDE: 8º 0’ 48.1” Sul LONGITUDE: 34º 51’ 3.4” Oeste
CALENDÁRIO DO CÉU COM OS HORÁRIOS DE VISIBILIDADE DOS
OBJETOS OU FENÔMENOS (DIA, HORA E MINUTOS)
PARA OLINDA E GRANDE RECIFE / PERNAMBUCO
(HORÁRIO LOCAL -3 HORAS DO TEMPO UNIVERSAL) *
* Por Alexandre Evangelista da Silva, Professor de História e astrônomo amador, Coordenador do Observatório Astronômico do
Alto da Sé – Espaço Ciência (Olinda) e Welton Dionisio da Silva, estudante de biologia e monitor de Astronomia no Observatório
Astronômico do Alto da Sé – Espaço Ciência (Olinda).
EVENTOS PÚBLICOS:
AVISOS
A LUA PERTINHO DE SATURNO!
Quando: DIA 10 DE JUNHO, 19:00 até às 23:30 horas, para ver no Observatório da Sé (o fenômeno ficará
visível praticamente até às 3:00 horas da manhã).
Onde: no Observatório Astronômico do Alto da Sé, Rua Bispo Coutinho, s/n, Alto da Sé, Olinda (indo
pela subida da Praça do Carmo)/Espaço Ciência. Chega lá de ônibus que vá pela orla de Olinda.
A
V
I
O que é: O planeta Saturno e seus anéis estarão bem próximos da Lua, quando dará para contemplar os
dois importantes astros do sistema solar! Será a maior aproximação visual desse mês entre a Lua e o
planeta Saturno.
Quem pode ir: para todas as idades, gratuito (sem taxas).
O que há: sessões de observação pública e interação com os objetos e fenômenos.
S
O
S
OS PLANETAS: Neste mês estarão visíveis no céu os planetas possíveis ao olho humano: Vênus (cor
branca) na alta madrugada, Júpiter (branco) no início da noite na direção do poente, Marte (vermelhoalaranjado) já alto e em destaque no céu no início da noite e em 8 de abril de 2014 será a oposição
(quando o planeta nascer no momento em que o Sol se por, fenômeno que se repete a cada 2 anos, dos
anos pares, divisíveis por 2). Marte se deslocará 11 graus esse mês devido a este se aproximação com a
Terra, o que é natural. Logo em seguida aparecerá Saturno (amarelo) os dois no céu até a madrugada.
Mercúrio um minúsculo ponto (branco) sobre o horizonte Leste (nascente do Sol) só aparecendo alguns
I
S
O
S
minutos antes e clarear o dia. Urano (azul claro) dificílimo mesmo para um telescópio por estar muito
próximo do Sol antes do nascente. Netuno (azul escuro) também terá dificuldades de observá-lo ainda
que usando instrumentos, pois aparecerá pouco mais de 1 hora antes do nascer do Sol. A dica em
momentos bons para observação, de céu estrelado, poucas nuvens é procurar esses e outros objetos
com binóculos, telescópios e um conhecimento adquirido com atlas celestes e usar programas
computacionais, como o Stellarium. Planetas têm o brilho parado, como numa lâmpada, enquanto
estrelas têm a luz cintilando, perturbadas pela difração no vapor de água da atmosfera terrestre.
FASES DA LUA: são apenas intervalos de tempo de uma para outra, não significa que a Lua ficará todos
os dias numa mesma fase e mude de repente, pois à medida que ela gira em torno da Terra fica em
diferentes posições o que afeta na luminosidade que muda a cada instante.
OCULTAÇÕES DA LUA: ocorrem durante todo o ciclo lunar, porém são mais percebidas nas FASES
CRESCENTE e MINGUANTE. Na fase crescente, as estrelas são encobertas pela lua na área escura e
saem pela área clara, enquanto durante a fase minguante entram pela área clara e saem pela parte
escura. Isso ocorre apenas por que a Lua acompanha o rápido movimento de rotação terrestre,
aparentemente de leste para oeste, e também executa o movimento de translação dela em sentido
contrário, como se seguisse contra as “estrelas”. Nesse caminho pode ficar na mesma linha entre a
Terra e alguma(s) estrela(s), planeta e demais objetos por um tempo que pode levar alguns minutos ou
mais de uma hora até que os que ficaram encobertos e reapareçam por trás da Lua.
ASTEROIDES E COMETAS NO CÉU DA LUA NOVA E MINGUANTE: São objetos invisíveis a olho nu.
Com a noite mais escura nessa fase, para observá-los é necessário reconhecer a área do céu e posição
em que se encontram, boas leituras a respeito e usar um software que tenha a localização das estrelas,
como o gratuito e fácil de usar Stellarium. Num lugar bastante escuro e descampado, céu limpo, são
identificadas com um binóculo as estrelas principais da constelação e a posição em que se encontram,
então, vem-se os principais objetos dessa categoria. Para observar mais deles, emprega-se um
telescópio como o 150 mm ou 200 mm, ou maior, e várias oculares de distancias focais diferentes,
darão visão de campo maior ou menor, respectivamente, mais fraco/poucos aumentos e mais
potente/muitos aumentos, a fim de se identificar o local onde pode estar esse asteróide e assim
observá-lo. O mesmo vale para os demais tipos de corpos celestes cujo brilho o olho humano não
alcança. Atenção: os asteróides mesmo num telescópio grande para amador, como um 300 mm é visível
como um ponto luminoso que se desloca com o passar dos dias e meses em relação às estrelas de
fundo. Os cometas irão precisar de binóculos bons e telescópios de amador para serem observados.
Acompanharemos a trajetória do asteróide Vesta que é o mais brilhante corpo celeste dessa categoria e
em abril atingirá maior luminosidade.
CHUVAS DE METEOROS: A hora mais adequada para a observação será durante a madrugada, das 0:00
em diante. Há dias de máxima queda de meteoros que são verdadeiros espetáculos se vistos nos
lugares mais distantes dos centros urbanos, onde são vistos poucos corpos brilhantes. Podem ser
vistas sem instrumentos, nos lugares de céu límpido e bastante escuro, longe das luzes artificiais das
cidades. Cada nome tem haver com a constelação a que pertence, que lhe serve de prefixo. Exemplo:
Taurídeos Austrais, será na constelação de Touro e Austrais, refere-se à direção deles para o hemisfério
celeste sul e se fosse ao norte, seriam Boreais. Leonídeos, na constelação do Leão. Canis Majorideos,
referente a constelação do Cão Maior, etc. Então, devemos saber o nome e posição das constelações
para melhor identificá-los. As chuvas de meteoros desse mês serão:
Chuva de meteoros c scorpídeos: com período entre 27 de maio a 20 de junho e máximo em 2 de
junho, na constelação de Escorpião;
Chuva de meteoros w scorpídeos: com período entre 24 de maio a 13 de junho e máximo em 4 de
junho, na região do Escorpião;
Chuva de meteoros scorpídeos: com período entre 29 de maio a 10 de junho e máximo em 5 de junho,
também na área do Escorpião;
Chuva de meteoros librídeos: com período entre 8 a 9 de junho e máximo em 8 de junho, na
constelação de Libra;
Chuva de meteoros ophiuchídeos austrais: com período entre 20 de maio e 30 de junho e máximo em 9
de junho, na constelação de Ofiúco;
Chuva de meteoros q-ophiuchídeos de junho: com período entre 20 de maio e 30 de junho e máximo
em 10 de junho, também na região do Ofiúco;
Chuva de meteoros scorpio-sagittarídeos: com período entre 30 de maio e 1 de julho e máximo em 14
de junho, entre as duas regiões de Escorpião e Sagitário;
Chuva de meteoros circinídeos: em 4 de junho, na constelação de Circe (Circinus);
Chuva de meteoros herculídeos: com período entre 25 de maio e 15 de junho e máximo em 3 de junho,
na região celeste do Hércules;
Chuva de meteoros t-herculídeos de junho: com período entre 19 de maio e 19 de junho e máximo em 9
de junho, também na região do Hércules.
Chuva de meteoros ophiuchídeos boreais: máximo de atividade em 20 de junho acontece, entre 2 de
junho a 2 de julho, na área do Ofiúco.
Chuva de meteoros corvídeos: entre 25 de junho e 3 de julho, o máximo de atividade em 27 de junho,
na constelação do Corvo.
DATA
1–
DOMINGO
2–
SEGUNDAFEIRA
3–
TERÇAFEIRA
HORA/OBJETO OU FENÔMENO
19:30 – Aproximação da Lua-Júpiter: Alinhamento entre Lua e o planeta Júpiter (magnitude -1.4).
19:30 – O planeta Marte (magnitude -0.3) no Zênite.
18:00 - Lua na constelação de Câncer.
21:00 - Chuva de meteoros c scorpídeos: máximo em 2 de junho, na constelação de Escorpião.
00:00 - Chuva de meteoros herculídeos: máximo em 3 de junho, na região celeste do Hércules.
16:09 - Apogeu da Lua: Máxima distância entre a Terra e a Lua (400mil km, magnitude -10,2).
19:00 - A estrela Regulus (magnitude 1.3) estará 5 graus ao norte da Lua.
4–
QUARTAFEIRA
5–
QUINTAFEIRA
6 – SEXTAFEIRA
19:00 - Marte, Saturno e Lua no Zênite: Marte (magnitude 0.2), Saturno (magnitude 0.5) e Lua visíveis no
Zênite.
20:00 - Chuva de meteoros circinídeos: máximo em 4 de junho, na constelação de Circe (Circinus);
20:00 - Chuva de meteoros w scorpídeos: máximo em 4 de junho, na região do Escorpião.
18:40 - LUA NO QUARTO CRESCENTE.
19:00 – A Lua estará na constelação do Leão.
20:00 - Chuva de meteoros scorpídeos: máximo em 5 de junho, também na área do Escorpião.
18:00 - Lua no Zênite (ponto mais alto do céu).
7–
SÁBADO
19:00 - Aproximação do planeta Marte e Lua: Alinhamento entre a Lua e o planeta Marte (magnitude 0.1).
8–
DOMINGO
19:40 – Aproximação da Lua e a estrela Spica (magnitude 0.9): Alinhamento entre a Lua e a estrela Spica
(Espiga) da constelação da Virgem.
21:00 - Chuva de meteoros librídeos: máximo em 8 de junho, na constelação de Libra.
00:00 - Chuva de meteoros t-herculídeos de junho: máximo em 9 de junho, também na região do
Hércules.
9–
SEGUNDAFEIRA
19:00 – Aproximação entre a Lua-Saturno: Alinhamento entre a Lua e o planeta Saturno (magnitude
0.4).
19:00 – O planeta Marte (magnitude -0.1) na constelação de Virgem.
19:00 – O planeta Saturno (magnitude 0.4) na constelação de Libra.
19:00 - A Lua entre as duas constelações de Virgem e da Libra.
22:00 - Chuva de meteoros ophiuchídeos austrais: o máximo em 9 de junho, na constelação de Ofiúco.
EVENTO
10 –
TERÇAFEIRA
EVENTO: 19:00 – Máxima aproximação entre a Lua e o planeta Saturno (magnitude 0.4). até às 23:30
horas, para ver no Observatório da Sé (o fenômeno ficará visível praticamente até às 3:00 horas da
manhã). Haverá observação com telescópios e vídeos. Entrada gratuita.
22:00 - Chuva de meteoros q-ophiuchídeos de junho: máximo em 10 de junho, também na região do
Ofiúco.
11 –
QUARTAFEIRA
18:25 - O planeta Marte (magnitude 0.1) no Zênite (ponto mais alto do céu).
12 –
QUINTAFEIRA
18:15 – A Lua quase completamente iluminada, próxima a “fase” completa (Cheia), no horizonte à leste.
13 –
SEXTAFEIRA
14 –
SÁBADO
4:11 - LUA CHEIA.
19:00 - A Lua estará numa região repleta de aglomerados de estrelas e nebulosas, entre as constelações
de Sagitário e Ophiuchus (Serpentário).
18:38 – O planeta Marte (magnitude 0.0) no Zênite (ponto mais alto do céu).
21:00 - Chuva de meteoros scorpio-sagittarídeos: máximo em 14 de junho, entre as duas regiões de
Escorpião e Sagitário.
15 –
DOMINGO
00:34 - Perigeu da Lua: a menor distância entre a Terra e a Lua (360 mil km).
16 –
SEGUNDAFEIRA
18:15 – O planeta Marte (magnitude 0.0) no zênite (ponto mais alto do céu).
17 –
TERÇAFEIRA
20:00 – O planeta Saturno (magnitude 0.4) na constelação de Libra visível no Zênite (ponto mais alto do
céu).
18 –
QUARTAFEIRA
18:18 - Estrela Spica (magnitude 0.9) no Zênite (ponto mais alto do céu).
19 –
QUINTAFEIRA
20 –
18:39 – LUA NO QUARTO MINGUANTE.
22:00 – A constelação de Ophiuco (Serpentário) no zênite (ponto mais alto do céu).
19:00 – A constelação de Virgem no Zênite (ponto mais alto do céu).
SEXTAFEIRA
21:00 - Chuva de meteoros ophiuchídeos boreais: máximo de atividade em 20 de junho acontece, na
área do Ofiúco.
6:40 - Solstício de Junho: Começa o Inverno às 07:52. Urano (magnitude 6.1) a 2º ao sul da Lua.
21 –
SÁBADO
18:45 - Júpiter (magnitude -1.3) 6 º ao sul da estrela Pólux (magnitude 1.1) da constelação de gêmeos.
Marte (magnitude 0.0), Saturno (magnitude 0.5) e Spica (magnitude 0.9) no Zênite (ponto mais alto do
céu).
22 –
DOMINGO
20:00 - O planeta Saturno (magnitude 0.5) na constelação de Libra no Zênite (ponto mais alto do céu).
23 –
SEGUNDAFEIRA
18:00 - O planeta Marte (magnitude 0.1) e a estrela Spica (magnitude 0.9) no Zênite.
24 –
TERÇAFEIRA
3:45 – Aproximação da Lua-Vênus: Alinhamento entre a Lua e o planeta Vênus (magnitude -3.3).
25 –
QUARTAFEIRA
3:40 – Aproximação do planeta Vênus (magnitude -3.3) e o aglomerado de estrelas das Plêides à
esquerda ou a norte na constelação do Touro.
26 –
QUINTAFEIRA
19:20 – O planeta Saturno (magnitude 0.5) no Zênite (ponto mais alto do céu).
27 –
8:09 – LUA NOVA.
SEXTAFEIRA
28 –
SÁBADO
29 –
DOMINGO
19:00 – Aproximação entre o planeta Marte (magnitude 0.1) e a estrela Spica (magnitude 0.9).
22:00 - Chuva de meteoros corvídeos: máximo de atividade em 27 de junho, na constelação do Corvo.
19:00 – O planeta Marte (magnitude -1.2) na constelação de Libra.
19:00 – O planeta Saturno (magnitude 0.3) à 5º da estrela Antares (magnitude 1.0) da constelação do
Escorpião.
19:00 - A Spica (magnitude 0.9) da constelação de Virgem desponta como uma das mais brilhantes da
noite. O máximo de brilho dela será às 17:45, quando ainda estiver escurecendo.
16:09 - Apogeu da Lua: Máxima distância entre a Terra e a Lua (400mil km).
30 –
SEGUNDAFEIRA
19:00 – Aproximação entre Marte-Spica: Alinhamento entre o planeta Marte (magnitude 0.2) e a estrela
Spica (magnitude 0.9).
19:00 – O planeta Saturno (magnitude 0.5) ao leste dos planetas Marte (magnitude 0.2) e a estrela Spica
(magnitude 0.9).
Mudamos os nomes (nomenclatura) das estrelas de fundo do céu iniciadas por HD para HIP, pelo uso maior deste último no
catálogo de estrelas mais conhecido e gratuito do programa Stellarium. Enquanto, para nós continuamos a utilizar as
informações do Cartes Du Ciel, feito para usuários avançados.
Está no horário de Brasília. Listamos os principais (mais brilhantes) objetos e fenômenos celestes deste mês. Nem todos os
lugares do Brasil um fenômeno ocorre ao mesmo tempo: pode acontecer um pouco antes do previsto, de até quase 1 (uma) hora de
diferença, exemplo da ocultação de estrelas pela Lua, etc, devido à curvatura da Terra e diferenças geográficas de latitude e longitude
ou nem ocorrer. Aqui relacionamos para todos os tópicos a posição e hora relativa ao Observatório Astronômico do Alto da Sé, em
Olinda, que varia muito pouco para o restante da Região Metropolitana do Grande Recife.
Magnitude é uma escala decrescente de brilho. Geralmente, de menos de 1.0 até 5.0 ou 6.0 o objeto é visível a olho nu, além disso só
captando a luz pelos instrumentos óticos, com aberturas em milímetros (mm), como binóculos e telescópios considerando os diferentes
modelos e capacidades no diâmetro das objetivas (lentes ou espelhos) como também os efeitos da luminosidade da Lua e poluição
luminosa das grandes e médias cidades, os astros podem ficar apagados ou invisíveis.
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