martin heidegger e rudolf bultmann: sobre a invenção da

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Anais do V Congresso da ANPTECRE
“Religião, Direitos Humanos e Laicidade”
ISSN:2175-9685
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MARTIN HEIDEGGER E RUDOLF BULTMANN: SOBRE A INVENÇÃO
DA DESMITOLOGIZAÇÃO
David Rubens de Souza
Pós-Graduando em Ensino de Filosofia,
Universidade Federal de São Carlos – UFSCar
Email: [email protected]
ST 01 – DIÁLOGO ENTRE RELIGIÃO, ARTE E LITERATURA.
Resumo: A pesquisa propõe-se a analisar a relação histórica e teórica entre Rudolf Bultmann e
Martin Heidegger, no período de 1923 à 1928, onde ambos ensinaram na Universidade de
Marburg. Neste contexto, Bultmann e Heidegger se encontravam diariamente para estudos
sobre filosofia grega e hermenêutica. Ambos, no cotidiano dos estudos e partilhas vieram a
interessar-se pela questão do ser, sendo que Heidegger veio da escola fenomenológica de
Edmund Husserl e Bultmann da escola da teologia liberal. Em 1927, Heidegger publicou sua
principal obra, Ser e Tempo, que se tornou fundamental para a criação do método hermenêutico
de Bultmann, conhecido como desmitologização. O método bultmanniano, tenciona encontrar o
sentido existencial do texto cristão primitivo válido para todas as épocas. Para Bultmann, a
filosofia de Heidegger possibilita esta tarefa. A proposta da pesquisa consiste em analisar a
apropriação que Bultmann fez da filosofia heideggeriana, e saber se o método hermenêutico de
Bultmann é relevante para os dias de hoje. O tema é justificado pelo fato de ter sido pouco
explorado. A pesquisa é relevante também, pois se propõe a contribuir para o entendimento de
um importante método interpretativo criado a partir do pensamento de um dos maiores filósofos
do século XX.
Palavras-chave: Bultmann; Heidegger; Hermenêutica; Desmitologização.
Anais do Congresso ANPTECRE, v. 05, 2015, p. S0109
Introdução
O objetivo deste estudo é analisar a influência de Martin Heidgger sobre o
pensamento de Rudolf Bultmann. Em 1927 o filosofo alemão Heidegger publicou
a obra Ser e Tempo, obra que se tornou fundamental para a elaboração do
método hermenêutico existencial conhecido como desmitologização criado pelo
professor de teologia da Universidade de Marburg, Rudolf Bultmann.
No Brasil, construiu-se a imagem de Bultmann como ameaça à religião.
Inúmeras críticas são feitas ao projeto. No entanto, como será possível perceber,
o objetivo do método hermenêutico de Bultmann é tornar relevante a fé cristã
para o homem moderno.
1. Bultmann e Heidegger: Aspectos Biográficos
Aqui, interessa-nos algumas considerações biográficas que assinalem a relação
entre Bultmann e Heidegger e afirmem a pertinência de nossa proposta.
Rudolf Karl Bultmann nasceu em Wiefelstede (Oldenburg), na Alemanha, em 20
de agosto de 1884. Foi colega de Karl Jaspers nos estudos secundários. Fez os
estudos superiores em Tübingen, Berlin e Marburg, laureando-se em 1910, sob
orientação de Jonnes Weiss. Em 1916 foi professor extraordinário em Breslau, indo em
1920 para Giessen e Marburg em 1921. Entre os colegas de Bultmann em Marburg
havia Rudolf Otto (que sucedeu Wilhelm Hermann) e Martin Heidegger. Além disso, Karl
Barth e Friedrich Gogarten também lecionaram em Marburg. Todos estes quatro
exerceram influência na teologia de Bultmann.
Os mestres de Bultmann foram homens de orientação histórico-crítica.
Alessandro Rocha comenta que “até 1924, Bultmann se definia como teólogo liberal”
(ROCHA, 2007, p. 404). O próprio Bultmann deixou a lista daqueles em relação aos
quais sente-se particularmente debitário:
Em Tübingen, o historiador da Igreja Karl Müller (1842-1940). Em Berlim,
o estudioso vétero-testamentário Hermann Gunkel (1862-1932):
conhecido por sua contribuição para “crítica da forma”. O historiador dos
dogmas Adolf von Harnack (1851-1930). Em Marburg, Adolf Jülicher
(1857-1938); Johannes Weiss (1863-1914) e Johann Wilhelm Herrmann
(1846-1922) (MONDIN, 2003, p. 176).
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Martin Heidegger nasceu em Messkirch, no Estado de Baden, em 26 de
setembro do ano de 1889. De 1903 à 1909 fez seus estudos secundários no liceu de
Constanz. Em 1909 iniciou os estudos de teologia e filosofia na Universidade de
Freiburg. Após quatro semestres de teologia, decide dedicar-se inteiramente a filosofia.
Na universidade de Freiburg de Brisgóvia, estudou com Edmund Husserl, e com
Heinrich Rickert. Em 1923 Heidegger foi nomeado professor extraordinário de filosofia
na Universidade de Marburg e começou a projetar-se entre os especialistas, através de
interpretações muito pessoais dos pensadores pré-socráticos, como Heráclito de Éfeso
e Parmênides de Eléia. Em 1927 escreveu e publicou sua obra fundamental, Ser e
Tempo. Essa obra projetou-o de imediato como o mais famoso representante da
filosofia existencialista.
Toda a elite intelectual jovem da Alemanha, da França, do Japão e de
vários outros países procurou estudar com Heidegger. Os judeus
também, entre eles Hannah Arendt, Hans Jonas, Karl Löwith, Herbert
Marcuse e vários outros membros da futura Escola de Frankfurt. Jürgen
Habermas, aluno de Hans-Gerorg-Gadamer que, por sua vez, foi aluno
de Heidegger, destacou um ponto central do efeito-Heidegger: Ser e
Tempo, pela sua crítica do sujeito cartesiano, oferece um novo ponto de
partida, constituindo a cesura mais profunda na filosofia alemã desde
Hegel (LOPARIC, 2004, p. 9).
Na década de vinte Bultmann teve assíduos contatos com Martin Heidegger, que
também ensinava em Marburg. Aos sábados se encontravam com regularidade para
uma leitura comum do Evangelho de João. “Heidegger não se limitava a ser apenas um
membro do lendário círculo chamado Graeca. Heidegger era um discutidor, e às vezes,
também temido nos debates, segundo caracterização de Gadamer” (GROβMANN;
LANDMESSER, 2011, p. 12).
Nas correspondências entre Bultmann e Heidegger pode-se ler a lista dos alunos
e dos catedráticos que frequentavam a “Graeca” (Círculo de Bultmann):
O grupo se reunia semanalmente na casa de Bultmann e se dedicava a
leitura de autores gregos (desde Homero até os pais da Igreja),
pertenciam ao círculo Hans-Georg-Gadamer, Gerhard Krüger, Günther
Bornkamm, Heinrinch Schlier e Erich Dinkler. Estes eram os alunos. Os
catedráticos eram, Heidegger, Bultmann, o especialista em filologia
clássica Paul Friedländer, o arqueólogo Paul Jacobsthal, e os dois
amigos de Bultmann, Hans von Soden e Erich Frank (BULTMANN,
2011, p. 55).
No ano de 1933, quando Bultmann publica o primeiro volume da coletânea de
ensaios Crer e Compreender, dedica-o a Martin Heidegger. E se, em 1934, acontece
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uma ruptura, porque Heidegger adere ao nacional-socialismo e Bultmann opõe-se a
isso. Bruno Forte comenta que: “o convívio experimentado é tão profundo que, quando
em 1954 republica o volume em uma nova edição, Bultmann não hesitará em dedicá-lo
ainda a Heidegger” (FORTE, 2003, p. 64). Da mesma forma, Heidegger também dedica
a Bultmann o texto Fenomelogia e Teologia (conferência que Heidegger pronunciou
originalmente em Marburg em 9 de julho de 1927): “Dedicada a Rudolf Bultmann como
recordação dos dias em Marburg entre 1923 e 1928” (GROβMANN; LANDMESSER,
2011, p. 90).
2. A Influencia de Heidegger na Produção Teológica de Bultmann
Nos contatos com Heidegger, Bultmann assimilou com entusiasmo a filosofia
existencialista do colega. Via nela o único instrumento filosófico apto a exprimir a
mensagem cristã de um modo inteligível para o homem moderno.
Pode-se afirmar que a produção de Bultmann é uma “teologia no espírito da
filosofia heideggeriana” (NUNES, 2010, p. 46). Rosino Gibellini comenta que: “Bultmann
foi o primeiro teólogo a utilizar sistematicamente em teologia as novas perspectivas
hermenêuticas, abertas por Heidegger” (GIBELLINI, 2002, p. 60). O procedimento
hermenêutico de Bultmann depende das perspectivas abertas pela filosofia de
Heidegger, em especial a obra Ser e Tempo.
Bultmann não via o existencialismo exercendo uma influência externa
sobre a teologia, mas sim refletindo o próprio cerne da mensagem do
Novo Testamento. Ele incorporou essa filosofia como uma ferramenta de
ajuda para o cumprimento da tarefa teológica, pois oferecia tanto o
modo básico de levantar a questão respondida pela mensagem do
evangelho quanto o sistema de conceitos elementares dentro do qual
essa resposta deve ser apresentada, a saber, a esfera da existência
humana (GIBELLINI, 2012, p. 110).
Em Bultmann o homem é concebido como o ser na decisão, a história como o
âmbito do projetar-se na liberdade e a revelação como o evento do apelo à decisão:
dessa maneira, a “irrupção do outro não só não destrói o mundo da identidade, como
também o chama a sua autenticidade mais plena” (FORTE, 2003, p. 60). Bultmann
escreverá:
Parece que a análise existencialista de Martin Heidegger sobre a
existência é só uma exposição filosófica profana da concepção
neotestamentária sobre a existência do homem. O homem que existe
historicamente com aquela preocupação consigo mesmo que deriva da
angústia, posto continuamente, no momento da decisão, entre o
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passado e o futuro, perde-se no mundo das coisas à disposição, do
impessoal, ou conquista sua autenticidade na rejeição de qualquer
segurança e na disponibilidade incondicionada ao futuro. Não seria essa
também a forma como o homem é compreendido no Novo Testamento?
(FORTE, p. 66).
O
que
em Heidegger
é
crítica
à
metafísica,
em Bultmann
será
a
desmitologização. Bultmann quer, como Heidegger, expor o dispositivo existencial do
dasein humano; quer então confrontar essa existência “nua” com a mensagem cristã,
que é igualmente libertada de dogmas históricos e reduzida à sua significação
existencial fundamental.
3. O Homem Moderno e a Visão Científica: Impossibilidade do Sacrifício-intelecto
Para Bultmann a visão de mundo dos primeiros cristãos não serve para o mundo
moderno, onde uma visão cientifica é predominante. A visão mitológica de mundo não
tem problema em aceitar a existência de violações sobrenatural na ordem natural. Mas
para a mentalidade cientifica, o universo aparece como um sistema fechado de lei de
relações de causa e efeito permanente, e, portanto, este conceito de milagre não é
mais aceitável na era moderna.
Pode a proclamação cristã esperar do ser humano de hoje que aceite
como verídica a concepção mítica do universo? Isso é sem sentido e
impossível. Sem sentido, pois a concepção mítica do universo não é,
como tal, nada especificamente cristã, mas é simplesmente a concepção
do universo de uma época passada, ainda não moldada pelo
pensamento cientifico. Impossível, pois uma concepção do universo não
é algo de que se possa apropriar-se mediante uma resolução, mas já
está configurado para o ser humano junto com sua respectiva situação
histórica (BULTMANN, 1999, p. 7).
Na realidade, Bultmann quer dizer que a mensagem, que através do Novo
Testamento chega até nós, se expressa na Bíblia em determinadas formas inteligíveis.
Isto significa que a concepção do mundo, como também as causas que se pensavam
ser as que provocaram o acontecimento, que aquilo que os homens achavam possível,
as visualizações que se construíam, que tudo aquilo era impregnado com o que
Bultmann chama de maneira de pensar mitológica.
O homem trocou a antiga e mitológica maneira de pensar, indo para uma forma
de pensar nova e cientificamente fundada. Bultmann afirma: “é impossível restabelecer
a concepção mítica do universo, depois que o pensamento de nós todos foi
irrecorrivelmente moldado pela ciência” (BULTMANN, 1999, p. 8).
Anais do Congresso ANPTECRE, v. 05, 2015, p. S0109
Não se pode utilizar luz elétrica e aparelho de rádio, em caso de doença
empregar modernos meios médicos e clínicos, e simultaneamente
acreditar no mundo dos espíritos e dos milagres do Novo Testamento. E
quem supor que o pode para sua pessoa, deverá se dar conta de que se
declará-lo como a postura da fé cristã, estará com isso tornando
incompreensível e impossível a proclamação cristã no presente
(BULTMANN, 1999, p. 9).
Neste sentido, a proposta de Bultmann era interpretar sua visão de mundo do
Novo Testamento de modo que o texto possa ser ouvido no mundo moderno.
4. A Tarefa da desmitologização: Projeto Hermenêutico Existencialista
Rudolf Bultmann propôs pela primeira vez o método hermenêutico de
desmitologização, em uma palestra de 1941. A proposta hermenêutica de Bultmann
provocou uma polêmica na Alemanha e se tornou o centro de uma controvérsia
hermenêutica de muitos países.
Em plena guerra, no dia 6 de junho de 1941, Rudolf Bultmann (18841976) apresentava em Alpirsbach, na Floresta Negra, numa reunião da
sociedade teológica evangélica, uma comunicação sobre o Novo
Testamento e Mitologia, que, publicada em seguida em München, abriu
uma das mais memoráveis disputas teológicas do século, que se
prolongou, em sua fase mais acirrada, por mais de um decênio (19411952) (GIBELLINI, 2002, p. 33).
O debate tornou tão aquecido nos Estado Unidos, que o método interpretativo de
Bultmann foi considerado heresia, e os hermeneutas ligados a igreja foram proibidos de
usarem o método bultmanniano em seus trabalhos exegéticos e hermenêuticos.
Bultmann fala sobre o problema da desmitologização:
Sob desmitologização entendo um procedimento hermenêutico que
interroga enunciados ou textos mitológicos quanto a seu teor de
realidade.
Ao fazer isso se pressupõe que o mito fala de uma realidade, porém de
uma maneira não adequada (BULTMANN, 1999, p. 95).
Segundo Bultmann o Novo Testamento nos confronta com tendências culturais
diversas tais como, o judaísmo helenístico apocalíptico, adoração astral, e gnosticismo.
Ele observou que cada uma dessas religiões contava histórias míticas sobre batalhas
cósmicas entre as forças do mal e do bem. Bultmann foi levado pelas semelhanças
entre essas histórias a concluir que o cristianismo é um produto notável do sincretismo.
Ou seja, a mentalidade mitológica tão comum entre as outras religiões nos primeiros
dois séculos, sem dúvida, afetou a mentalidade do cristianismo de tal forma que a
mensagem bíblica é tributária de um pensamento mítico.
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Johan Konings (1988, p. 379), “comenta que a preocupação de Bultmann é
essencialmente pastoral”, já que seu objetivo era tornar o texto cristão legível para o
homem moderno.
5. Leitura Existencialista do Mito
O conceito de mito em Bultmann é muito confuso e não foi suficientemente
elaborado. Frederico Pieper Pires (2013, p. 54) observa que para “alguns estudiosos a
definição de Bultmann para mito, inclui várias formas e tipos de linguagens e gêneros
literários utilizados no Novo Testamento”. O próprio Bultmann reconhece que sua
compreensão de mito carece de melhor conceituação.
O verdadeiro sentido do mito não é proporcionar uma concepção
objetiva do universo. Ao contrário, nele se expressa como o ser humano
se compreende em seu mundo. O mito não pretende ser interpretado
cosmologicamente, mas antropologicamente – melhor: de modo
existencialista. O mito fala do poder ou dos poderes que o ser humano
supõe experimentar como fundamento e limite de seu mundo, bem como
de seu próprio agir e sofrer. No entanto, fala desses poderes de tal
modo que conceptualmente os inclui no círculo do mundo conhecido, de
suas coisas e forças, e no círculo da vida humana, de seus afetos,
motivos e possibilidades. [...] Assim, por exemplo, pode explicar os
estados e as ordens do mundo conhecido recorrendo a batalhas entre
deuses. Do não-mundano fala mundanamente, dos deuses
humanamente (BULTMANN, 1999, p. 14).
Para Bultmann o propósito real do mito não é apresentar uma visão objetiva do
mundo como ele é, mas para expressar a compreensão do homem de si mesmo no
mundo em que vive. O mito deve ser interpretado existencialmente.
Considerações Finais
Percorrendo o pensamento de Bultmann e sua ligação com Heidegger, percebese que, na tentativa de interpretar o mito, Bultmann leu o Novo Testamento como se
fosse um documento heideggeriano, e se valeu do método histórico-crítico para eliminar
do texto os elementos resistentes ao sistema filosófico existencialista. Segundo
Bultmann, os elementos da filosofia existência de Heidegger forneceram o
esclarecimento daquilo que ele considerava como o significado fundamental da
mensagem bíblica.
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Bultmann achava que a desmitologização era a única saída para tornar a
religião, especificamente o cristianismo, relevante para a modernidade. No entanto, sua
proposta foi mais alvo de crítica e debate do que acatada por teólogos e filósofos.
Referenciais
BULTMANN, Rudolf. Crer e Compreender. Artigos Selecionados. São Leopoldo:
Sinodal, 2001.
___________. Desmitologização: Coletânea de Ensaios. São Leopoldo: Sinodal,
1999.
GROβMANN, Andreas; LANDMESSER, Christof (org.). Rudolf Bultmann e Martin
Heidegger: Correspondencia 1925-1975. Barcelona: Herder, 2011.
HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo (Parte I). Petrópolis: Vozes, 2005.
FORTE, Bruno. À escuta do outro: filosofia e revelação. São Paulo: Paulinas, 2003.
GIBELLINI, Rosino. A Teologia do Século XX. São Paulo: Loyola, 2002.
LOPARIC, Zeljko. Heidegger. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004.
MONDIM, Batista. Os grandes teólogos do século vinte. São Paulo: Teológica, 2003.
NUNES, Benedito. Heidegger e Ser e Tempo. 3. ed. Rio de Janeiro; Zahar, 2010.
SAFRANSKI, Rüdiger. Heidegger: Um mestre da Alemanha entre o bem e o mal. São
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PIRES, Frederico Pieper. Mito, Modernidade e Querigma no Pensamento de Rudolf
Bultmann. Theophilos, Canoas, V. 3, n. 1/2- jan/dez, 2013. p. 51-74.
ROCHA, Alessandro Rodrigues. A centralidade da ressurreição para a fé cristã: a
perspectiva bultmaniana. Rio de Janeiro: Atualidade Teológica, v.11, n. 27, p. 403-14,
set. 2007.
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