Nova terapia é esperança para pacientes com epilepsia refratária

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Nova terapia é esperança para pacientes com epilepsia refratária
Nestes casos, que são considerados graves, a indicação de tratamento é cirúrgica. A técnica mais
moderna é a Terapia VNS (sigla em inglês para Estimulação do Nervo Vago), desenvolvida com a
ajuda de um marcapasso, que serve para fazer a estimulação do nervo vago. “A técnica ajuda a
reduzir as crises de epilepsia quando a cirurgia tradicional não é indicada”, revela o neurocirurgião
do Instituto de Neurologia de Curitiba (INC), Dr. Murilo Meneses.
Sem precisar fazer a cirurgia no cérebro, a Terapia VNS é uma estimulação do nervo vago esquerdo
do pescoço, que é feita por um pequeno disco (marcapasso) implantado sob a pele, abaixo da
clavícula esquerda, próximo da axila. “A estimulação é feita no lado esquerdo, pois nesta área
existem mais fibras de ligação com o cérebro”, detalha o neurocirurgião. Também são implantados
dois minúsculos fios no pescoço, sob a pele, que são ligados ao marcapasso para levar o impulso até
o nervo vago.
O Dr. Murilo Meneses explica que a cirurgia é simples, as cicatrizes são praticamente imperceptíveis
e o tempo de recuperação é menor. O aparelho deixa apenas uma pequena protuberância no peito.
“Os benefícios do procedimento são visíveis ao longo dos dois primeiros anos. O marcapasso permite
que, gradualmente, ocorra uma redução nas crises de epilepsia, e em alguns casos, pode acontecer a
suspensão dos medicamentos”, esclarece o médico.
Duas semanas após a cirurgia, o aparelho é ligado e programado para enviar os impulsos elétricos
automaticamente para o cérebro. “O marcapasso funciona 24 horas por dia e a quantidade destes
impulsos podem variar de acordo com a necessidade de cada paciente”, conta o neurocirurgião. A
durabilidade de um aparelho pode chegar a 11 anos. A terapia pode causar algumas reações, as mais
comuns são: rouquidão temporária ou mudanças no tom de voz, tosse, pequeno desconforto na
garganta e falta de ar. “Entretanto, quando estes efeitos ocorrem, geralmente diminuem com o
passar do tempo”.
Entenda a epilepsia
A epilepsia acontece por desordens nas descargas elétricas nos neurônios que se propagam por todo
o cérebro. A doença costuma se manifestar por crises epiléticas, nas quais o indivíduo pode se
mostrar apenas “desligado” ou ter convulsões. Além das crises, o paciente costuma ter perda de
memória, dificuldade de raciocínio e de concentração.
Na maioria dos casos, não existe uma predisposição genética para a doença. “A epilepsia pode ter
várias causas como tumores cerebrais, infecções do sistema nervoso, alterações vasculares e
traumatismos cranianos”, diz Dr. Murilo Meneses. Dificuldades no parto, que possam causar falta de
oxigenação no cérebro, e a cisticercose, que é causada pela ingestão de alimentos contaminados
com ovos de taenia solium, são fatores que frequentemente também provocam epilepsia.
Unidade de Cirurgia de Epilepsia
O Instituto de Neurologia de Curitiba possui uma unidade especializada em Cirurgia de Epilepsia,
com especialistas de plantão 24 horas como neurocirurgiões, neurologistas, epileptologistas,
neuropsicólogos, psiquiatras, imaginologistas entre outros. “Ter uma equipe multidisciplinar é
fundamental, pois a doença tem vários aspectos que precisam ser tratados como um todo”,
considera.
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