Construção de um Gerador Gráfico de Consultas SQL via Web

Propaganda
i
LUCAS ROBERTO BECHERT SCHMITZ
Construção de um gerador gráfico de consultas SQL via Web
utilizando a plataforma .NET
Palmas
2004
ii
LUCAS ROBERTO BECHERT SCHMITZ
Construção de um gerador gráfico de consultas SQL via Web
utilizando a plataforma .NET
“Relatório apresentado como
requisito parcial da disciplina
de Prática de Sistemas de
Informação I (Estágio) do
curso
de
Sistemas
de
Informação, orientado pelo
Prof. Jackson Gomes de
Souza”
Palmas
2004
iii
LUCAS ROBETO BECHERT SCHMITZ
Construção de um gerador gráfico de consultas SQL via Web
utilizando a plataforma .NET
“Relatório
apresentado
como
requisito parcial da disciplina de
Prática de Sistemas de Informação
I (Estágio) do curso de Sistemas de
Informação, orientado pelo Prof.
Jackson Gomes de Souza”
Aprovado em julho de 2004
BANCA EXAMINADORA
_____________________________________________
Prof. Jackson Gomes de Souza
Centro Universitário Luterano de Palmas
_____________________________________________
Prof. Fernando Luiz de Oliveira
Centro Universitário Luterano de Palmas
_____________________________________________
Profª. Parcilene Fernandes de Brito
Centro Universitário Luterano de Palmas
Palmas
2004
iv
“De que valem leis, onde falta nos
homens o sentimento da justiça?”
(Obras Completas de Rui Barbosa, v.
16, t. 5, 1889. p. 225.)
v
AGRADECIMENTOS
Agradeço, primeiramente a Deus, tanto por sua bondade em conceder a mim e a
todas demais pessoas com quem convivo, uma grande dádiva; quanto por me motivar a
ser o que fui, que sou e que pretendo ser a partir desse momento por meio de meus
esforços.
Agradeço à minha família, que mesmo não podendo estar juntos a mim em todos
os momentos nos últimos anos, sempre me deram força para acreditar em meus sonhos e
condições para continuar essa caminhada.
Agradeço ao meu orientador, o professor Jackson, que sabiamente me orientou
no decorer deste trabalho, indicando sempre o melhor caminho para encontrar as
respostas necessárias, isso quando já não as respondia.
Agradeço aos professores que, através de suas aulas e de atendimentos extraclasse, me passaram parte de seu conhecimento: Ademildo, Aline, Andrés, Augusto,
Cristina, Deise, Eduardo Leal, Eduardo Piveta, Fabiano, Fernando, Flávio, Jackson (olha
ele de novo), João Nunes, Madianita, Madson, Mário Sérgio, Parcilene, Ricardo e
Thereza.
Agradeço aos grandes amigos que conheci nesta instituição: André (Rincon),
Carlos Eduardo (Careli), Edeilson (Ed), Jorge (Trial), Leandro (Macieira). Agradeço
também aos demais amigos, colegas de sala de alua e demais conhecidos; não citarei
nomes para não correr o risco de cometer injustiças ao esquecer de alguém.
Agradeço também ao leitor que neste momento me prestigia ao ler este trabalho.
A ordem dos nomes citados acima não indica preferência, afinal, isto nem mesmo
eu sei responder. Os nomes contidos nos parágrafos estão em ordem alfabética.
vi
SUMÁRIO
LISTA DE FIGURAS .............................................................................................VIII
LISTA DE TABELAS................................................................................................IX
LISTA DE ABREVIATURAS.................................................................................... X
1
INTRODUÇÃO.................................................................................................. 14
2
REVISÃO DE LITERATURA .......................................................................... 16
2.1
JAVASCRIPT E DHTML.................................................................................... 16
2.1.1
JavaScript............................................................................................. 16
2.1.1.1 DynAPI................................................................................................ 18
2.1.1.2 Modelo de objetos do browser............................................................. 20
2.1.2
DHTML ................................................................................................ 21
2.2
ASP.NET ......................................................................................................... 22
2.2.1
ADO.NET ............................................................................................. 29
2.2.1.1 .NET Framework Data Provider.......................................................... 30
2.2.1.1.1 Connection..................................................................................... 31
2.2.1.1.2 Command....................................................................................... 32
2.2.1.1.3 DataReader .................................................................................... 33
2.2.1.1.4 DataAdapter................................................................................... 33
2.2.1.2 DataSet................................................................................................. 34
2.3
BANCOS DE DADOS RELACIONAIS .................................................................... 35
2.3.1
Linguagem de Consulta ao Banco – SQL .............................................. 36
3
MATERIAL E MÉTODOS ............................................................................... 40
3.1
3.2
3.3
4
LOCAL E PERÍODO ............................................................................................ 40
MATERIAL ........................................................................................................ 40
METODOLOGIA ................................................................................................. 41
RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................ 44
4.1
4.2
4.3
4.4
4.5
MODELAGEM DO SISTEMA ................................................................................ 44
INTERPRETAÇÃO DO ESQUEMA RELACIONAL DO MICROSOFT SQL SERVER...... 47
INTERFACE GRÁFICA ......................................................................................... 50
GERAÇÃO DA CONSULTA SQL.......................................................................... 52
COMUNICAÇÃO COM O BANCO DE DADOS E EXIBIÇÃO DE REGISTROS ............. 53
5
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................. 56
6
TRABALHOS FUTUROS ................................................................................. 58
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................... 60
APÊNDICE A - CÓDIGO REFERENTE À CLASSE BANCO .............................. 62
APÊNDICE B - CÓDIGO REFERENTE À CLASSE VALIDA ............................. 65
APÊNDICE C - CÓDIGO REFERENTE À CLASSE CONSULTA....................... 66
vii
APÊNDICE D - CÓDIGO REFERENTE À CLASSE TABELA ............................ 70
viii
LISTA DE FIGURAS
Figura 1:
Visão simplificada da arquitetura do sistema............................................ 15
Figura 2:
Exemplo de código em JavaScript............................................................. 17
Figura 3:
Exemplo de código para a utilização da DynAPI ...................................... 19
Figura 4:
Código com a utilização da DynAPI para a crição de uma nova Layer..... 19
Figura 5:
OZEMAIL (2004) Hierarquia de objetos do Browser. ............................... 21
Figura 6:
Modelo compilação ASP. Fonte AÉCE (2004). ......................................... 26
Figura 7:
Modelo compilação ASP.NET. Fonte AÉCE (2004). ................................. 26
Figura 8:
Preenchendo um menu de seleção HTML com ASP tradicional................. 27
Figura 9:
Preenchendo um DropDownList com ASP.NET. ....................................... 27
Figura 10:
MSDN (2004) Arquitetura do ADO.NET. .............................................. 30
Figura 11:
Formas de acesso a fontes de dados...................................................... 31
Figura 12:
Exemplo de utilização do SqlConnection............................................... 32
Figura 13:
Exemplo de utilização do objeto SqlCommand. ..................................... 32
Figura 14:
Exemplo de utilização do objeto SqlDataReader............................. 33
Figura 15:
Exemplo de utilização do objeto SqlDataAdapter. ......................... 33
Figura 16:
Exemplo de utilização do objeto DataSet........................................... 34
Figura 17:
Representação da tabela tbProduto em uma base de dados relacional.. 35
Figura 18:
Consulta básica utilizando a linguagem SQL ........................................ 37
Figura 19:
Tabela retornada como resultado da consulta apresentada na Figura
anterior (18). 37
Figura 20:
Consulta com a cláusula WHERE. ........................................................ 38
Figura 21:
Consulta com o operador de comparação BETWEEN na cláusula
WHERE.
38
Figura 22:
Exemplo de consulta SQL com a cláusula de ordenação ORDER BY .... 39
Figura 23:
Modelo de Classes do Sistema desenvolvido nesse trabalho. ................. 45
Figura 24:
Implementação do método retornarTabelas() da classe Banco. 50
Figura 25:
Interface gráfica do sistema. ................................................................. 51
Figura 26:
Código responsável por montar a cláusula FROM a partir da interface
gráfica
53
Figura 27:
Trecho de código responsável por apresentar ao usuário o resultado da
consulta.
54
ix
LISTA DE TABELAS
Tabela 1:
Relação entre Web Controls e elementos HTML ....................................... 25
Tabela 2:
Cronograma de atividades para o desenvolvimento do trabalho. .............. 41
x
LISTA DE ABREVIATURAS
ASP = Active Server Pages
ASP.NET = Active Server Pages .NET
API = Application Program Interface
BOM = Browser Object Model
CLR = Common Language Runtime
CSS = Cascading Style Sheets
DHTML = Dynamic HTML
HTML = Hyper Text Markup Language
IIS = Internet Information Services
MSIL = MicroSoft Intermediate Language
SQL = Structured Query Language
W3C = World Wide Web Consortium
xi
RESUMO
Este trabalho propõe a implementação de um utilitário Web semelhante ao
criador gráfico de consultas já existente em alguns gerenciadores de bancos de dados
para desktop. Com este gerador gráfico de consultas, o usuário poderá, entre outras
funcionalidades, visualizar uma lista de tabelas existentes no banco de dados, visualizar
uma lista de campos de cada tabela e selecionar os campos de uma tabela para que os
mesmos possam ser exibidos na consulta. A utilização do utilitário desenvolvido neste
trabalho será de grande importância no sentido de facilitar ao usuário o acesso às
informações, uma vez que através do sistema o próprio usuário irá montar suas
consultas.
Palavras-chaves: DHTML, SQL, plataforma .NET
xii
ABSTRACT
This work purposes the implementation of a web utility seem to the graphic
query creator that already exists in some desktop database managers. With this graphic
query generator, the user can, among other functionality, to visualize a list of tables that
exists in the database, to visualize a list of columns of each table and to select the
columns from a table for the exhibition of them on the query. The use of the utility
developed in this work will be of great importance for making easy to the user the access
to the information, because through the system that user will construct his own queries.
Keywords: DHTML, SQL, .NET plataform
13
1
INTRODUÇÃO
Os sistemas voltados para a Web vêm ganhando cada vez mais espaço. Estes
sistemas tornam-se complexos, possuindo funcionalidades de acesso a bancos de dados e
gerenciamento de transações.
Geralmente, quando um usuário do sistema deseja visualizar informações do banco
de dados, acessa as funcionalidades de relatórios já implementadas no sistema; quando
algum relatório com informações das quais ele necessita não existe disponível no sistema,
o usuário pode tentar entrar em contato com a equipe de desenvolvimento e solicitar que
essa nova funcionalidade seja implementada. Esta situação pode gerar dificuldades tanto
para o desenvolvedor, que precisará implementar a funcionalidade, quanto para o usuário,
que muitas vezes não dispõe de tempo para esperar que a funcionalidade solicitada seja
fornecida.
Este trabalho propõe a implementação de um utilitário semelhante ao criador
gráfico de consultas já existente em alguns gerenciadores de bancos de dados para desktop,
tais como o SQL Server Enterprise Manager e o Microsoft Access. Com este gerador
gráfico de consultas, o usuário poderá, entre outras funcionalidades: visualizar uma lista de
tabelas existentes no banco de dados, visualizar uma lista de campos de cada tabela e
selecionar os campos de uma tabela. O diferencial deste trabalho é que o gerador de
consultas será acessível via Web.
O modelo gráfico da consulta é uma representação visual das tabelas que estão
selecionadas para a consulta e dos campos que serão exibidos. Ainda, os relacionamentos
entre as tabelas também são representados (na forma de ligações entre as tabelas). O
sistema criará a representação em linguagem SQL a partir do modelo gráfico criado pelo
usuário. À medida que o modelo gráfico é modificado, a consulta também é modificada,
para ficar de acordo com as modificações realizadas na estrutura do modelo gráfico. Caso
o usuário que esteja utilizando o sistema tenha um conhecimento maior sobre a linguagem
SQL, ele pode alterar a consulta diretamente. Uma representação da arquitetura do sistema
pode ser vista na Figura 1.
14
Figura 1: Visão simplificada da arquitetura do sistema.
Como visto na Figura 1, o sistema funcionaria da seguinte maneira: a aplicação faz
um acesso a uma base de dados para fornecer ao usuário a lista das tabelas disponíveis e
dos seus respectivos campos. Após conhecer a estrutura da base de dados o usuário monta
a consulta desejada tanto através da parte gráfica (DHTML), como na linguagem SQL
através de um editor de texto simples. Ao terminar de definir a consulta e executá-la, o
sistema faz um novo acesso à base de dados, agora para buscar o resultado da consulta
gerada pelo usuário. Por fim é retornado o resultado da consulta em forma de uma tabela
com os campos e seus respectivos valores em cada um dos registros retornados.
O texto deste trabalho está organizado da seguinte forma: na seção 2 é apresentada
a revisão de literatura, que traz as informações necessárias para se entender as tecnologias
utilizadas no desenvolvimento deste trabalho. A seção 3 traz uma descrição dos mateiais e
métodos que foram seguidos e utilizados para a realização do trabalho. Na seção 4, são
demonstrados os resultados obtidos através da finalização do trabalho e algumas propostas
de trabalhos futuros. Por fim, na seção 5 são descritas as considerações finais e na 6 são
descritas as referências utilizadas durante o desenvolvimento do trabalho.
15
2
REVISÃO DE LITERATURA
Como parte integrante deste trabalho, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre
os recursos a serem utilizados no decorrer do desenvolvimento do mesmo. Entre estes
estão os disponibilizados na plataforma .NET, como os recursos de programação Web e de
acesso a banco de dados. Outro recurso utilizado foi a DynAPI, uma biblioteca de classes
Cross-Browser para códigos JavaScript. Estes e os demais itens utilizados serão vistos com
mais detalhes através das próximas seções.
2.1
JavaScript e DHTML
Nesta seção serão esplanadas as tecnologias utilizadas para a criação da interface
gráfica da geração da consulta SQL por parte do usuário. Entre essas tecnologias estão o
JavaScript e a DHTML.
2.1.1 JavaScript
FEATHER (1997) afirma que em um esforço da Netscape para expandir as
funcionalidades de seu browser, esta desenvolveu uma linguagem de programação que
pode ser embutida em páginas Web. Inicialmente essa linguagem foi chamada de
LiveScript, mas logo foi rebatizada para JavaScript, aproveitando a popularidade da
linguagem de programação Java da Sun Microsystems. JavaScript possui uma sintaxe
muito próxima a Pascal, C e C++.
Para FEATHER (1997) JavaScript é uma linguagem dirigida por eventos e estes
são definidos pelas ações que podem ocorrer em uma página Web, como por exemplo, um
16
botão ser clicado, o mouse ser arrastado ou o botão do mouse ser clicado. Sendo assim,
sempre que algum evento ocorre na página, um código JavaScript pode ser acionado.
JavaScript é uma linguagem de script utilizada para tornar as páginas mais
interativas com o usuário. Algumas características de JavaScript são definidas por
W3SCHOOLS-JS (2004):
•
Projetado para adicionar interatividade a páginas HTML
•
É uma linguagem de programação leve;
•
É usualmente embutida no código HTML;
•
É uma linguagem interpretada;
•
Suportada pela maiora dos browsers;
•
Pode alterar o código HTML dinamicamente;
•
Orientada a eventos;
Um exemplode código JavaScript é demonstrado na Figura 2.
1:
2:
3:
<HTML>
...
<script language = "JavaScript">
4:
5:
6:
7:
8:
9:
10:
11:
12:
function colorir(obj)
{
obj.style.backgroundColor = "green";
obj.style.fontColor = "black";
}
</script>
...
<BODY>
<input type = "button" id = "teste" value = "colorir" onClick
= "javascript:colorir(this)">
13:
</BODY>
14:
</HTML>
Figura 2: Exemplo de código em JavaScript.
A Figura 2 traz um exemplo da utilização do JavaScript. Como pode ser visto, a
linha 3 demonstra o início de um código JavaScript, através da tag <script> e da
definição do atributo language como sendo igual a JavaScript. As linhas de 4 a 8
trazem o código que define uma função denominada colorir, que altera algumas
propriedades do objeto obj, passado como parâmetro. A linha 9 traz a finalização do
17
código JavaScript através da tag </script>. A função colorir foi chamada apartir da
ocorrência do evento onClick definido na linha 12. O objeto obj que tem suas
propriedades alteradas é o próprio botão, já que como pode ser observado também na linha
12, quando se define o evento onClick para o botão, é chamada a função JavaScript
colorir e a ela é passado o parâmetro this, que em JavaScript significa o próprio
objeto, ou seja, o botão que chama a função.
Para atender a um dos requisitos do trabalho, o de possuir um código CrossBrowser, ou seja, funcionar independentemente do Browser que o cliente utiliza, utilizouse uma API para a construção dos códigos JavaScript Cross-Browser, a DynAPI, que será
descrita na próxima subseção.
2.1.1.1 DynAPI
DYNAPI (2004) define a DynAPI como sendo uma biblioteca JavaScript CrossBrowser usada para criar componentes HTML dinâmicos em uma página Web.
Esta biblioteca é de domínio público (código livre) e existem várias versões
disponíveis para download no seguinte endereço:
<http://sourceforge.net/project/showfiles.php?group_id=5757>.
Seus principais objetos são:
•
DynObject;
•
DynLayer;
•
DynDocument;
Para utilizá-la devem ser seguidos alguns passos, como se estivesse adicionando
arquivos de cabeçalho em um programa feito em uma linguagem de programação
convencional (em linguagem C, por exemplo, #include <arquivo.h>). A forma de
adicionar a biblioteaca DynAPI em códigos JavaScript é demonstrada na Figura 3, a
seguir.
1:
2:
3:
4:
5:
6:
7:
8:
<script language="Javascript" src="dynapi/src/dynapi.js">
DynAPI.setLibraryPath('dynapi/src/lib/');
DynAPI.include('dynapi.api.*');
DynAPI.include('dynapi.api.dynlayer.js');
DynAPI.include('dynapi.api.dyndocument.js');
...
</script>
...
18
Figura 3: Exemplo de código para a utilização da DynAPI
A Figura 3 demonstra um trecho de código necessário para a utilização de alguns
dos objetos e métodos da DynAPI. Na linha 1, tem-se o trecho responsável por adicionar à
página o arquivo dynapi.js que é a base para a utilização da DynAPI. A seguir, na
linha 2, o caminho de onde serão buscados os demais arquivos da biblioteca é definido,
através do método setLibraryPath, que recebe como parâmetro o endereço físico de
onde estão os arquivos da biblioteca. Ainda no mesmo script podem ser adicionados outros
arquivos da DynAPI, dependendo dos objetos com os quais se deseje trabalhar; como, por
exemplo, na linha 4 é adicionada a classe responsável para o trabalho com layers, a
dynapi.api.dynlayers.*. As layers são representadas em HTML pelos elementos
DIV e SPAN. Suas características serão melhor detalhadas na subseção que trata a
DHTML.
Um trecho de código utilizando as classes adicionadas ao documento pode ser
visualizado na Figura 4.
1:
2:
3:
4:
5:
6:
7:
8:
9:
10:
11:
12:
13:
14:
...
function criarLayer()
{
var novaLayer = new DynLayer();
novaLayer.setId(‘id’);
novaLayer.setSize(200,100);
novaLayer.setHTML(‘<p>NovaLayer</p>’);
novaLayer.setBgColor(‘#CCCCCC’);
novaLayer.moveTo(300,10);
DynAPI.document.addChild(novaLayer);
DragEvent.enableDragEvents(novaLayer);
DragEvent.setDragBoundary(novaLayer);
}
...
Figura 4: Código com a utilização da DynAPI para a crição de uma nova Layer.
A Figura 4 apresenta um código JavaScript com a utilização da DynAPI para
acrescentar uma layer à página dinamicamente, além de fazer modificações em algumas de
suas propriedades e possibilitar que a mesma seja movimentada pelo usuário. Essas ações
estão representadas nas seguintes linhas do código:
•
Linha 4: a layer é criada;
•
Linhas 5 a 9: algumas propriedades são modificadas, na seguinte ordem:
o 5: Identificador da layer tem seu valor definido como "id";
19
o 6: O tamanho a layer é modificado para 200 pixels de largura e 100 pixels
de altura;
o 7: O texto HTML "<p>Nova Layer</p>" é definido como conteúdo da
layer;
o 8: A cor de fundo da layer passa a ser #CCCCCC (cinza);
o 9: A layer é posiciona na página com as coordenadas (x,y) = (300,10), ou
seja, 300 no sentido da esquerda para a direita e 10 no sentido de cima para
baixo;
•
A linha 10 adiciona a layer ao documento HTML. A partir desse momento o
usuário passa a visualizá-la em seu browser;
As linhas 11 e 12 são responsáveis por tornar a layer movimentável pelo usuário
através da classe DragEvent, que trata os eventos de movimentação do mouse de forma
que o usuário possa mover a layer para qualquer local na janela do navegador onde se
encontra o documento.
2.1.1.2 Modelo de objetos do browser
KANTOR (2003) diz que a janela que utilizamos para exibir documentos HTML é
interpretada pelo browser como uma coleção de objetos. Essa coleção de objetos é
conhecida como BOM (Browser Object Model). A Figura 5 ilustra o modelo hierárquico
dos objetos do browser. Esses objetos permitem toda manipuação feita em uma página
web.
20
Figura 5: OZEMAIL (2004) Hierarquia de objetos do Browser.
Conforme apresentado na Figura 5, o objeto principal dessa hierarquia é o
Window. À partir dele temos outros três objetos, conforme apresentam KANTOR (2003) e
OZEMAIL (2004):
•
document: que representa todo o documento HTML a ser exibido;
•
history: que contém o histórico dos documentos acessados pelo usuário;
•
location: que mantém informações da localização (URL) do documento
atual;
O objeto document por sua vez, traz outros objetos como: Anchor, Applet,
Area, Form, Image e Link, que são utilizadas de forma a estruturar o documento. Esses
objetos, que também são tratados neste trabalho como elementos, possuem características
específicas que definem sua forma, coloração, tamanho e posicionamento em um
documento HTML.
2.1.2 DHTML
DHTML é um conjunto de tecnologias que disponibilizam as ferramentas
necessárias para tornar dinâmica a linguagem HTML. Para UPHOSTING (2004) DHTML
disponibiliza, entre outras funcionalidades:
•
Animação: através da movimentação de elementos em uma página;
•
Formatação e posicionamento: através da flexibilidade para formatar elementos
HTML como: alterar a cor, o tamanho, a fonte, o posicionamento e outras
características;
•
Interação: através de uma linguagem de programação do lado do cliente, como o
JavaScript, para gerar essa interação com o usuário.
DHTML pode ser definido como a capacidade que os browsers têm de adicionar
movimento e interatividade aos vários elementos que compõe uma página web. Isto é
possível através de uma combinação entre HTML, CSS e Javascript (SILVA, 2001).
21
O principal componente dinâmico a ser utilizado neste trabalho é a layer. Em
HTML uma layer é representada pelos elementos LAYER (para o Browser Netscape
Navigator) e DIV ou SPAN (para outros Browsers). Para W3C (2004) os elementos DIV e
SPAN oferecem um mecanismo genérico para adicionar estrutura aos documentos. W3C
(2004) afirma ainda que esses elementos definem conteúdo de forma inline (caso do
elemento SPAN) ou blocos de conteúdo (caso do elemento DIV). Entre as principais
características desses elementos estão (MSDN, 2004):
•
Propriedades
o id: String identificadora do elemento;
o outerHTML: conteúdo HTML do elemento;
o clientHeight: altura do elemento;
o clientLeft: distância entre o lado esquerdo do elemento e o limite
esquerdo do documento ao qual ele pertence;
o clientTop: distância entre o topo do elemento e o topo do documento
em que ele está contido;
o clientWidth: largura do elemento;
•
Eventos
o onclick: disparado quando o usuário clica com o botão do mouse
sobre o elemento;
o ondragstart: disparado quando o usuário inicia o processo de
arrastar o elemento com o mouse;
o ondrag: disparado continuamente enquanto o elemento está sendo
arrastado;
o ondragend: disparado quando o usuário solta o botão do mouse,
finalizando assim, o processo de arrasto do elemento.
2.2
ASP.NET
W3SCHOOLS-ASP (2004) afirma que um arquivo desenvolvido com a tecnologia
ASP pode conter texto, tags HTML e scripts. ASP é uma tecnologia Microsoft e necessita
do IIS (Internet Information Services), servidor Web da plataforma Windows, para ser
22
executado. Quando uma página ASP é solicitada, o servidor interpreta o arquivo linha-alinha processando os scripts e retorna ao cliente apenas código HTML.
Segundo PAYNE (2001), o ASP.NET é mais que uma atualização do ASP clássico:
apresenta um novo modelo de programação e uma grande variedade de ferramentas.
MSDN (2004) diz que ASP.NET fornece um modelo unificado de desenvolvimento para a
Web que inclui serviços necessários para a construção de aplicações. É parte da plataforma
.NET Framework e permite que se faça uso das característcas que esta oferece. MSDN
(2004) afirma ainda que a plataforma .NET é um componente Windows completo que
apoia a construção e a execução de aplicações.
Para D’ANGELO (2003) a plataforma .NET é um ambiente que permite o
desenvolvimento de aplicações desktop (Windows ou console), aplicações para aparelhos
móveis (palm-tops, celulares, etc.) e o desenvolvimento de aplicações web através da
tecnologia ASP.NET.
O .NET proporciona um ambiente de desenvolvimento com muitos recursos para os
desenvolvedores.
Pode-se
dizer
que
o
.NET
disponibiliza
um
ambiente
de
desenvolvimento, que possui, entre outras características (MSDN, 2004):
•
Multi-plataforma: similar à tecnologia Java: todo o código é compilado,
interpretado, depurado e transformado em uma linguagem intermediária. Na
plataforma .NET essa linguagem é a MSIL (Microsoft Intermediate Language). A
MSIL é entendida apenas pela CLR (Common Language Runtime) da plataforma,
diz D’ANGELO (2003). Quando o programa é executado pela primeira vez, a CLR
transforma o código MSIL em código de máquina para que este possa ser
interpretado pelo processador. Sendo assim, toda aplicação construída na
plataforma .NET pode ser executada em qualquer sistema operacional, desde que
este por sua vez, tenha uma CLR desenvolvida. Atualmente, existem projetos de
implementação do .NET Framework para o sistema operacional Linux. MONO
(2004) apresenta que o projeto Mono é um esforço patrocinado pela Novell para o
desenvolvimento de uma versão de código aberto do .NET Framework. Essa versão
incluirá um compilador para a linguagem C#, uma CLR e um conjunto de classes,
assim como na versão da Microsoft;
23
•
Multi-dispositivos: segundo D’ANGELO (2003), através da .NET pode-se
desenvolver programas web, desktop e também para dispositivos móveis, como
telefones celulares e palm-tops;
•
Multi-linguagem: de acordo com D’ANGELO (2003), o que importa para a
plataforma .NET é o código MSIL e a CLR, logo, a mesma não se limita a trabalhar
com apenas uma linguagem de programação. Para ser utilizada na plataforma a
linguagem de programação deve ser compatível com a CLS (Common Languagem
Specification), visto que a CLS é compatível com a plataforma de desenvolvimento
.NET e gera códigos MSIL compatíveis com a CLR, diz D’ANGELO (2003).
Atualmente existem três linguagens homologadas seguindo a CLS, são elas: C#, J#
e VB.NET;
•
Orientada a objetos: A .NET dá suporte total à programação orientada a objetos, o
que significa também que as linguagens homologadas para a plataforma devem
prover esse suporte (D’ANGELO, 2003) e (MSDN, 2004);
•
Interoperabilidade entre linguagens: D’ANGELO (2003) afirma que classes
escritas em determinada linguagem, após compilado o código-fonte, quando é
gerada a sua correspondente MSIL, pode ser utilizada por programas desenvolvidos
em outras linguagens suportadas pela Plataforma;
•
Uma vasta biblioteca de classes: entre elas estão classes de acesso e manipulação
de dados, classes de manipulação de informações transmitidas via Web, classes
para trabalhar com objetos visuais, etc (D’ANGELO, 2003).
Analisando as informações supracitadas, pode-se dizer que a .NET possui um
modelo de desenvolvimento muito parecido com o modelo do Java, onde, na compilação
do código-fonte do programa, um novo código, em uma outra linguagem, é gerado para
que possa ser entendido em ambientes diferentes.
Já que classes desenvolvidas em .NET podem ser acessadas por diversos
dispositivos, pode-se tomar como um exemplo a criação de uma classe denominada
“Professores”, que conterá métodos e atributos necessários para gerenciar informações
24
referentes aos professores de uma instituição de ensino (por exemplo: cadastrar professores
na base de dados, buscar por professores, alterar dados cadastrais, etc.). Essa classe pode
ser acessada pelo sistema Web da instituição, pela aplicação desktop da máquina do
departamento pessoal e pelo Palm-top do diretor quando estes desejarem, por exemplo,
consultar ou cadastrar professores.
Para D’ANGELO (2003) a classe acessada por todos será a mesma, diferenciando
apenas a forma de disponibilização das informações ao usuário. Essas formas são as
extensões específicas para cada tipo de plataforma ou ambiente de desenvolvimento. Para
os aplicativos acessados via Web existem APIs denominadas Web Forms e Web Controls,
porém aplicativos Web também podem se utilizar das mesmas APIs para desktop. Para as
aplicações desktop são utilizadas as extensões denominadas Windows Forms, extensões
estas que são APIs utilizadas no desenvolvimento do layout das janelas do aplicativo.
MSDN (2004) afirma que Web Controls são componentes visuais que fazem parte
de plataforma .NET Framework e auxiliam o desenvolvedor na criação de páginas Web.
Esses componentes, em sua grande maioria, são semelhantes aos elementos HTML. A
Tabela 1 trás uma relação de alguns Web Controls e os seus corresponedentes em HTML.
Web Control
Elemento HTML
DropDownList
<Select>
TextBox
<Input type="text">
Button
<Input type="button">
Table
<table>
TR
<tr>
TD
<td>
Para que os Web Controls possam ser interpretados pelo Browser, antes de o
servidor enviar a página ao cliente, a própria plataforma .NET faz uma espécie de tradução
do código, convertendo todos Web Controls em seus respectivos elementos HTML.
As Figuras 6 e 7 a seguir apresentam a diferença, citada anteriormente, existente
entre as formas de compilação do ASP.NET e do ASP tradicional.
25
Figura 6: Modelo compilação ASP. Fonte AÉCE (2004).
Figura 7: Modelo compilação ASP.NET. Fonte AÉCE (2004).
Conforme pode ser observado analisando as Figuras 6 e 7, existe muita diferença
entre os modelos de compilação de um código ASP e de um código ASP.NET. Na
tecnologia ASP o código é sempre interpretado antes do envio ao cliente, ou seja, a cada
acesso a página é novamente interpretada. Enquanto que, através do modelo de compilação
proposto pelo ASP.NET, as páginas primeiramente são compiladas gerando o código
MSIL, depois esse código é interpretado pela CLR. Após essas etapas o cliente recebe a
página solicitada. A princípio esse processo pode parecer mais demorado que o do ASP,
mas vale ressaltar que uma vez feito esse processo, ele só se repete quando o arquivo
original sofre alguma alteração. A modificação veio para possibilitar que aplicações
desenvolvidas com a .NET Framework pudessem ser executadas em qualquer sistema
operacional que dá um suporte à plataforma.
Além da forma de compilação, também sofreu uma modificação considerável na
forma de se escrever o código. Como exemplos dessa diferença entre o ASP tradicional e o
ASP.NET podem ser visualizadas as Figuras 8 e 9 a seguir.
26
1:
2:
3:
4:
5:
6:
7:
8:
Dim conn
Dim rs
Set rs = Server.CreateObject("ADODB.Recordset")
conn.Open
rs.Open "SELECT * FROM tbAlunos",conn
If Not rs.EOF Then
Response.Write ("<select name = 'DdlAlunos'>")
Response.Write ("<option value = 'idAluno'>Nome do
Aluno</option>")
9:
While Not rs.EOF
10:
Response.Write ("<option value = " & rs("idALuno"))
11:
Response.Write (">" & rs("nome") & "</option>")
12:
rs.Movenext
13:
Wend
14:
Response.Write ("</select>")
15:
End If
16:
rs.Close
17:
conn.Close
18:
Set rs = Nothing
19:
Set conn = Nothing
Figura 8: Preenchendo um menu de seleção HTML com ASP tradicional.
1:
Dim conn As SqlConnection = New
SqlConnection("STRING_DE_CONNECCAO")
2:
Dim cmd As SqlCommand = New SqlCommand("SELECT * FROM tbAlunos",
conn)
3:
DdlAlunos.DataTextField = "Nome do Aluno"
4:
DdlAlunos.DataValueField = "idAluno"
5:
conn.Open()
6:
DdlAlunos.DataSource = cmd.ExecuteReader
7:
DdlAlunos.DataBind()
8:
Conn.Close()
9:
...
10:
<asp:DropDownList id="DdlAlunos" runat="Server">
11:
...
Figura 9: Preenchendo um DropDownList com ASP.NET.
Como visto acima nas Figuras 8 e 9, com a plataforma .NET, o modelo de escrita
do código sofreu uma grande modificação em comparação ao modelo anterior (ASP). Essa
modificação se fez tanto na quantida de de classes disponíveis como na forma de utilização
dessas classes. Para melhor entender essas diferenças segue-se uma explicação dos códigos
acima.
Na Figura 8 tem-se um código em ASP. Nas linhas 1 e 2 são criadas as variáveis
que irão ficar responsáveis pela conexão com o banco de dados (conn) e por armazenar as
informações consultadas (rs) - na sub-seção ADO.NET (2.2.1), esses termos de conexão
com o banco de dados e armazenamento de informações serão melhor explanados. Nas
27
linhas 3 e 4 é feita a conexão com o banco de dados e na linha 5 uma consulta é executada
para retornar todos os registros da tabela tbAlunos; na linha 6 há uma verificação para
identificar se a consulta retornou algum registro; após essa verificação, na linha 7 é criado
um elemento HTML do tipo SELECT (menu de seleção) com o nome DdlAlunos; na
linha 8 uma opção é inserida com o valor '
idAluno'e com o rótulo '
Nome do Aluno'
; AS
linhas de 9 a 13 fazem um laço de repetição para percorrer os registros retornados pela
consulta executada anteriormente. Nesse laço de repetição novas opções são adicionadas
ao menu HTML criado. As linhas 16 a 19 são utilizadas para fechar a conexão com o
banco limpar o conteúdo das variáveis utilizadas, liberando recursos do servidor.
Já na Figura 9, com a utilização da tecnologia ASP.NET e da plataforma .NET, um
código com função idêntica ao da Figura 8 se torna mais simples. A explicação dessa
simplicidade é que a plataforma .NET traz as vantagens da programação orientada a objeto
e alguns objetos de interface gráfica da linguagem HTML. O menu de seleção utilizado no
código da Figura 8 é representado em ASP.NET pelo objeto DropDownList. Logo,
explicando a Figura 9 temos:
Nas linhas 1 e 2 a crição da conexão com o banco de dados (que também possui
objetos específicos no ASP.NET e serão vistos na próxima subseção) e a criação da
consulta a ser executada no banco de dados; As linhas 3 e 4 adicionam a primeira opção do
menu, equivalentes à linha 8 da Figura 8; a linha 5 abre a conexão com o banco de dados;
na linha 6 a consulta é executada no banco de dados e na linha 7 o objeto é preenchido com
os valores retornados pela consulta; a linha 8 fecha a conexão com o banco de dados e a
linha 10 mostra como o objeto é utilizado através do código HTML.
Como pode-se perceber, o código em ASP faz uso do método Write do objeto
Response para criar conteúdo HTML para o cliente; já o ASP.NET não adota esta
metodologia, já que a página e seus objetos (controles) são interpretados, e podem ser
modificados através de suas propriedades. Esta é uma grande modificação no conceito de
programação para a web trazido pela plataforma .NET: os elementos da página se tornam
objetos que podem ser modificados programaticamente. Outro ambiente onde isso
acontece de forma mais constante e necessária é na programação para desktop, na qual
todos os componentes visuais utilizados possuem suas propriedades expostas através de
um modelo de objeto e podem ser modificadas via linguagem de programação.
28
Esta analogia é visível, também, quando se interpreta a definição dos Web Forms:
formulários para a web; ou seja, são como formulários de programas Desktop (janelas),
acessíveis através do browser, na Internet.
Dando continuidade aos estudos da plataforma .NET, a próxima subseção tratará da
forma como a aplicação fará o acesso à base de dados, utilizando uma biblioteca de classes
contida no .NET Framework: a ADO.NET.
2.2.1 ADO.NET
Juntamente com a plataforma .NET, a Microsoft desenvolveu uma biblioteca de
classes para acesso a banco de dados denominada ActiveX Data Model .NET (ADO.NET).
Algumas das características e funcionalidades dessa biblioteca serão descritas nas
próximas subseções.
DICKINSON (2002) define ADO.NET como um conjunto de classes disponíveis
no .NET Framework para fazer o acesso a dados. A ADO.NET se baseia em acesso
conectado e desconectado à fonte de dados. O acesso conectado é aquele que mantém uma
conexão com a fonte de dados durante toda a execução da aplicação. Enquanto que o
acesso desconectado é aquele em que a aplicaçao se conecta com a fonte de dados apenas
para carregar e atualizar dados, diminuindo assim a quantidade de recursos utilizados pelo
sistema.
Para WATSON (2002) o ADO.NET é formado basicamente por dois componentes
fundamentais: o .NET Framework Data Provider e o DataSet, conforme pode ser
observado na Figura 10, a seguir.
29
Figura 10:MSDN (2004) Arquitetura do ADO.NET.
Conforme pode ser visto na Figura 10 acima, o .NET Framework Data Provider
permite a conexão com a fontre de dados e a manipulação desses dados através de
comandos SQL; e o DataSet faz um acesso desconectado à fonte de dados.
Para um melhor entendimento esses dois componentes serão mais detalhados nas
subseções a seguir.
2.2.1.1 .NET Framework Data Provider
Formado por um conjunto de provedores de acesso a dados. Até o presente
momento exitem quatro principais provedores de acesso:
•
ODBC
•
OLE DB
•
SQL
•
Oracle
Para cada um deles existem namespaces específicas que fornecem objetos para
acessar e manipular dados. Como esses objetos de acesso e manipulação de dados existem
igualmente para os quatro provedores citados acima, para fazer a utlização destes na
aplicação basta acrescentar, como prefixo ao nome do objeto, o provedor que se deseja
30
utilizar. Na Figura 11 são apresentadas as formas de com a aplicação faz o acesso à fonte
de dados através de cada um dos provedores.
Figura 11: Formas de acesso a fontes de dados.
Conforme exibido na Figura 11, pode-se perceber que os objetos ADO.NET SQL e
Oracle fazem um acesso direto através de uma API do próprio banco de dados, enquanto
que os objetos ADO.NET ODBC e OLE DB passam por uma camada intermediária
representada pelos seus respctivos provedores, explica MACDONALD (2002). Sendo
assim podemos concluir que em se tratando de objetos SQL ou Oracle, o acesso será mais
direto e conseqüentemente mais rápido à fonte de dados, pois não haverá a figura de um
mediador na conexão.
Nas próximas subseções são descritos os objetos existentes no .NET Framework
Data Provider.
2.2.1.1.1 Connection
WATSON (2002) fala que este é o primeiro objeto a ser utilizado. É responsável
pela conexão com a base de dados.
Cada provedor possui um nome distinto; assim, para o provedor SQL, utiliza-se o
objeto
SqlConnection,
OracleConnection,
para
o
provedor
OdbcConnection
para
Oracle,
o
utiliza-se
provedor
o
objeto
ODBC,
e
OleDbConnection para o provedor OLE DB. A Figura 12 traz um exemplo com a
31
utilização do objeto Connection para o provedor SQL (que é o provedor utilizado no
desenvolvimento do presente trabalho).
1:
2:
...
Dim conexao As SqlConnection = New
SqlConnection("Server=local;DataBase=Estagio;UID=usuario;PWD=senha")
3:
Conexao.Open()
4:
...
Figura 12: Exemplo de utilização do SqlConnection
Como pode ser visto na Figura 12, a linha 2 trata da criação do objeto conexao
do tipo SqlConnection, passando como parâmetro uma seqüência de caracteres
(string), que representa: o servidor onde se encontra a fonte de dados, a base de dados que
se deseja acessar e informações de acesso a essa base, como usuário e senha. Na linha 3 é
executado o método Open(), que faz abertura da conexão com o banco de dados.
2.2.1.1.2 Command
De acordo com WAHLIN (2003) após estabelecer a conexão com a base de dados,
pode-se utilizar o objeto Command para executar comandos SQL na base de dados. Um
exemplo de utilização desse objeto, é desscrito na Figura 13.
1:
2:
3:
4:
5:
6:
...
Dim conexao As SqlConnection = New
SqlConnection("Server=local;DataBase=Estagio;UID=usuario;PWD=senha")
Sql As String = "SELECT * FROM tbAlunos"
comando As SqlCommand = New SqlCommand(sql, conexao)
Conexao.Open()
...
Figura 13: Exemplo de utilização do objeto SqlCommand.
A Figura 13 apresenta um exemplo de utilização do objeto SqlCommand. Na linha
2, cria-se a conexão com o banco de dados; Na linha 3, cria-se uma String com a
instrução SQL a ser executada; Na linha 4 aparece o objeto SqlCommand, que é criado
com dois parâmetros: a instrução SQL e a conexão com a base de dados. Para finalizar, na
linha 5, é aberta a conexão com a base de dados, para que o comando (a instrução SQL)
possa ser executado junto à base de dados.
32
2.2.1.1.3 DataReader
WATSON (2002), afirma que DataReader é um objeto simples de ser utilizado para
obter o resultado de uma consulta SQL. É usado somente para leitura de informações, não
fornecendo formas de alterar as informações contidas na base de dados. A Figura 14
mostra a utilização de um objeto SqlDataReader.
1:
2:
3:
4:
5:
6:
7:
...
Dim conexao As SqlConnection = New
SqlConnection("Server=local;DataBase=Estagio;UID=usuario;PWD=senha")
Sql As String = "SELECT * FROM tbAlunos"
comando As SqlCommand = New SqlCommand(sql, conexao)
conexao.Open()
Dim reader As SqlDataReader = comando.ExecuteReader()
...
Figura 14: Exemplo de utilização do objeto SqlDataReader.
A Figura 14 traz um exemplo de utilização do objeto SqlDataReader. Depois
de estabelecer a conexão e criar o comando a ser executado (linhas 2 a 5), é criado na linha
6 um objeto do tipo SqlDataReader que recebe o resultado da execução do método
ExecuteReader() do comando.
2.2.1.1.4 DataAdapter
O objeto DataAdapter é o responsável por passar os dados da fonte de dados
para o DataSet (que fica desconectado da fonte de dados). É ele que cuida de todas as
interações com o provedor utilizado na aplicação (WAHLIN, 2003). Um exemplo da
utlização deste objeto pode ser visualizado na Figura 15.
1: ...
2: Dim conexao As SqlConnection = New
SqlConnection("Server=local;DataBase=Estagio;UID=usuario;PWD=senha")
3: Conexao.Open()
4: Sql As String = "SELECT * FROM tbAlunos"
5: SqlAdapter As SqlDataAdapter = New SqlDataAdapter(sql, conexao)
6: ...
Figura 15: Exemplo de utilização do objeto SqlDataAdapter.
33
De acordo com o código da Figura 15, após a realização da conexão com a base de
dados e da criação de uma String contendo a instrução SQL a ser executada no banco de
dados (linhas 2 a 4), na linha 5 é criado um objeto SqlDataAdapter, passando por
parâmetros a instrução SQL a ser executada e a conexão com a base de dados.
2.2.1.2 DataSet
DICKINSON (2002) define DataSet como sendo um componente fundamental
do ADO.NET, responsável por fornecer, de forma desconectada, meios de acessar tabelas,
colunas, linhas, relacionamentos e restrições de um banco de dados. Para ter acesso às
informações da fonte de dados, conforme visto anteriormente, ele se utiliza do objeto
DataAdapter. A seguir são apresentadas algumas propriedades de um DataSet:
•
DataTable: objeto chave para acessar informações de uma tabela do banco de
dados, como: colunas, linhas e relacionamentos;
•
DataRow: objeto que possui informações sobre as linhas de uma determinada
tabela;
•
DataColumn: objeto que possui informações sobre o esquema para cada coluna
da tabela, como por exemplo o tipo de dados e o tamanho (bytes);
•
DataRelation: objeto que contém dados sobre os relacionamentos das tabelas,
que pode ser feito entre elementos DataTables através dos objetos DataColumn.
A Figura 16 apresenta um exemplo da utilização do objeto DataSet juntamente com
alguns dos objetos apresentados anteriormente.
1: ...
2: Dim conexao As SqlConnection = New
SqlConnection("Server=local;DataBase=Estagio;UID=usuario;PWD=senha")
3: Conexao.Open()
4: Sql As String = "SELECT * FROM tbAlunos"
5: SqlAdapter As SqlDataAdapter = New SqlDataAdapter(sql, conexao)
6: dados As DataSet = New DataSet()
7: SqlAdapter.Fill(dados,"tbAlunos")
8: ...
Figura 16: Exemplo de utilização do objeto DataSet.
Conforme observa-se na Figura 16, as linhas 2 a 5 são, como nos exemplos
anteriores, para criar a conexão, definir a instrução SQL a ser executada e criar o objeto
34
SqlDataAdapter para passar as informações ao DataSet. Após esses passos, na linha
6 é criado o objeto DataSet e na linha 7 ele recebe os valores do SqlDataAdapter
através do método Fill(), que tem como parâmetros o objeto DataSet e uma String
que representa o nome do DataSet.
2.3
Bancos de Dados Relacionais
De acordo com SILBERSCHATZ (1999), o modelo relacional se consolidou como
o primeiro modelo de dados utilizado em aplicações comerciais. SILBERSCHATZ (1999)
também diz que um banco de dados relacional é formado por uma coleção de tabelas, cada
uma com um nome único. Para HEUSER (2000) uma tabela é um conjunto não ordenado
de linhas (tuplas) e cada uma dessas linhas é composta por um número de campos
(atributos). Um banco de dados relacional é formado por um conjunto de tabelas, onde as
linhas dessas tabelas são formadas por colunas, que são os atributos da tabela. Esses
atributos dizem quais as informações estão armazenadas na tabela, enquanto as linhas da
tabela representam o relacionamento entre os valores dos atributos.
Como exemplo será criada uma tabela com o nome “tbProduto” que armazena
informações sobre os produtos de uma determinada empresa. Essa tabela possui os
seguintes atributos: “código_de_barras” que será o identificador único do produto,
“descrição” que conterá uma breve descrição sobre o produto e o atributo “preço” que
guardará o preço do produto. Uma representação dessa tabela com algumas informações
pode ser visualizada na Figura 17.
Código_de_barras descrição
Preço
70001256
Sabonete X
0,50
70001298
Cabide Y
3,20
70005623
Molho de tomate Z 350ml
2,80
Figura 17:Representação da tabela tbProduto em uma base de dados relacional
Observando a Figura 17, percebe-se como as linhas fazem a relação entre as
colunas. O produto de código_de_barras igual a ‘70005623’ é o produto com a
descrição ‘Molho de tomate Z 350ml’ e com o preço ‘2,80’.
Os principais bancos de dados relacionais são:
35
•
Microsoft Access, que vem junto ao pacote Microsoft Office;
•
Oracle;
•
MySQL (gratuito);
•
PostgreSQL (gratuito);
•
Microsoft
SQL
Server,
que
foi
utilizado
no
desenvolvimento
do
presentetrabalho. Apesar de ser um software proprietário, ou seja, não gratuito,
sua utilização foi escolhida pela forma como é armazenada a estrutura de suas
tabelas e relacionamentos, que serão explanadas na seção de resultados e
discussões;
2.3.1 Linguagem de Consulta ao Banco – SQL
DATE (2000) relata que a SQL (Structured Query Language), é a linguagem
padrão para se lidar com dados relacionais. A versão original da lingagem SQL foi
definida pela primeira vez no laboratório de pesquisa da IBM em San Jose na Califórnia,
que hoje é conhecido como Centro de Pesquisa Almaden. Chamberlin foi o pesquisador
responsável (DATE, 2000) e (SILBERSCHATZ, 1999). Inicialmente essa linguagem era
chamada de SEQUEL e foi implementada como parte do projeto Sistema R no início dos
anos 70. A partir daquele momento a linguagem foi evoluindo e seu nome modificado para
como é conhecida hoje (SILBERSCHATZ, 1999).
No ano de 1986 a ANSI (American National Standard Institute) e a ISO
(International Standards Organization) publicaram os padrões a serem seguidos pela
linguagem SQL, que foi também chamada de SQL-86 (SILBERSCHATZ, 1999). Em 1987
a IBM também publicou o seu próprio padrão para a linguagem, a SAA-SQL (Systems
Application Architecture Database Interface). Em 1989 foi publicada uma extensão para o
padrão SQL, a SQL-89. A versão padrão ANSI/ISO SQL que está em uso é a SQL-92 e
está em andamento a criação do padrão SQL-3 (SILBERSCHATZ, 1999).
W3SCHOOLS-SQL (2004) apresenta que sentenças e instruções SQL são
utilizadas para, além de consultar, atualizar, inserir e para remover informações de uma
base de dados. Para isso ela dispõe de algumas palavras-chave, tais como:
•
SELECT: para consultar as informações de uma base de dados;
•
UPDATE: para atualizar as informações da base de dados;
•
DELETE: para remover as informações; e,
36
•
INSERT INTO: para inserir informações na base de dados.
No presente trabalho será estudada, especificamente, a parte referente a consultar as
informações, ou seja, a cláusula SELECT. Para consultar informações, o SELECT não
funciona sozinho, ele necessita estar acompanhado, no mínimo, pela cláusula FROM. Para
SILBERSCHATZ (1999), a cláusula SELECT é usada para relacionar os atributos
desejados como resultado da consulta, enquanto a cláusula FROM relaciona as tabelas que
serão pesquisadas na consulta. A Figura 18 indica um exemplo de uma simples consulta
SQL.
SELECT
FROM
descrição, preço
TbProduto
Figura 18: Consulta básica utilizando a linguagem SQL
A Figura 18 traz um exemplo de consulta SQL na qual, na cláusula SELECT foram
especificados os campos que seriam visualizados na consulta (descrição e preço) e na
cláusula FROM foi especificada em qual tabela da base de dados esses campos seriam
buscados (tbProduto, a mesma tabela demonstrada no exemplo da seção anterior). Como
resultado desta consulta seria retornado o conjunto de registros apresentado na Figura 19.
Descrição
preço
Sabonete X
0,50
Cabide Y
3,20
Molho de tomate Z 350ml
2,80
Figura 19: Tabela retornada como resultado da consulta apresentada na Figura anterior
(18).
Como não foi imposta uma restrição na consulta, todas as linhas foram retornadas.
No caso das colunas, foram mostradas apenas as que foram solicitadas (na cláusula
SELECT), ou seja, a descrição e o preço dos produtos. Caso se queira a lista de todos os
atributos, pode-se descrevê-los um a um, ou simplesmente utilizar o símbolo ‘*’, que
significa, na linguagem SQL, “todos os atributos”.
Para se impor restrições ao resultado de uma consulta, pode ser utilizada a cláusula
WHERE. Considerando a seguinte consulta: “Retorne todos os atributos da tabela
tbProduto, onde o valor do código_de_barras esteja entre ‘70001000’ e ‘70006000’”, essa
consulta está representada em SQL na Figura 20.
37
SELECT
*
FROM
TbProduto
WHERE
código_de_barras >= 70001000
and código_de_barras <= 70006000
Figura 20: Consulta com a cláusula WHERE.
Como podemos observar na Figura 20 os operadores matemáticos de comparação
‘>=’ e ‘<=’ foram utilizados. A linguagem SQL dá suporte aos operadores de comparação
‘=’, ‘<’, ‘>’, ‘>=’, ‘<=’ e ‘<>’. SILBERSCHATZ (1999) cita que estes operadores podem
ser utilizados para comparar números, strings, expressões aritméticas e tipos especiais,
como o tipo data. Assim como os operadores de comparação, os operadores lógicos “and”
(utilizado no exemplo da Figura 19), “or” e “not” são suportados pela linguagem SQL.
A linguagem SQL ainda oferece um outro operador de comparação, o operador
BETWEEN, que poderia ser utilizado no exemplo anterior de forma a simplificar a
consulta. A consulta utilizando o operador de comparação BETWEEN ficaria conforme
pode ser visualizada na Figura 21.
SELECT
*
FROM
TbProduto
WHERE
código_de_barras BETWEEN 70001000 and 70006000
Figura 21: Consulta com o operador de comparação BETWEEN na cláusula WHERE.
Como visto no exemplo da Figura 21, a consulta retornará as linhas da tabela
tbProduto que tenham o valor do código_de_barras entre 70001000 e 70006000 da mesma
forma que se estivéssemos utilizando os operadores ‘<=’ e ‘>=’. As consultas das Figuras
20 e 21 são equivalentes.
Quando a consulta é executada no Banco de Dados, os dados são retornados na
ordem em que foram cadastrados. Caso seja necessário algum tipo de ordenação, essa deve
ser feita utilizando-se de outra cláusula disponível na linguagem SQL, a ORDER BY.
SILBERSCHATZ (1999) cita que a cláusula ORDER BY faz com que os resultado da
consulta apareça com uma certa ordem. Ela é posicionada no fim da consulta e nela são
relacionados os campos a serem utilizados na ordenação com a devida forma de ordenação
ASC ou DESC, respectivamente ascendente e descendente.
38
Um exemplo de consulta com a cláusula ORDER BY é mostrado na Figura 22, a
seguir.
SELECT
*
FROM
TbProduto
ORDER BY
código_de_barras
Figura 22: Exemplo de consulta SQL com a cláusula de ordenação ORDER BY
Como pode ser visto na Figura 22, a consulta é feita especificando que o resultado
deverá vir ordenado pelo código_de_barras. Como não foi especificada a forma de
ordenação, o resultado será retornado com as linhas ordenadas de forma crescente.
Este capítulo apresentou os conceitos necessários para o entendimento das
considerações que serão apresentadas a seguir, referentes ao desenvolvimento do presente
trabalho.
39
3
MATERIAL E MÉTODOS
Neste capítulo, serão apresentados os detalhes referentes aos materiais e metodologia
utilizados na implementação da aplicação descrita no primeiro capítulo, além dos
utilizados no processo de desenvolvimento deste trabalho.
3.1
Local e Período
O trabalho foi desenvolvido no Labin 5 (Laboratótio de Informática número 5) do Curso de
Sistemas de Informação, no Centro Universitário Luterano de Palmas. Os trabalhos
tiveram início no mês de abril de 2004 e término em julho de 2004.
3.2
Material
O material utilizado pode ser dividido em três categorias: hardware, software e fontes
bibliográficas. A primeira, é constituída por um micro-computador com processador Intel
Pentium IV com clock de 1,7 GHz, 256 Mb de memória RAM e HD com capacidade para
40 Gb, localizado no Labin 5. Este ficou responsável pelo armazenamento das bases de
dados utilizadas, e pela criação e execução da aplicação proposta neste trabalho.
Os softwares utilizados foram os seguintes:
•
Microsoft Word, para a redação do relatório e leitura de algumas referências
bibliográficas.
•
Microsoft SQL Server 2000, para a criação e manutenção das bases dados
utilizadas.
40
•
Microsoft .NET Framework 1.1, para execução das classes desenvolvidas.
•
Microsoft .NET Framework SDK (English) 1.1, para referência e utilização das
classes providas pela plataforma .NET.
•
Microsoft Visual Studio .NET 2003, para codificação da aplicação.
•
Adobe Acrobat Reader, para a leitura de algumas referências bibliográficas.
Com relação às referências bibliográficas, estas foram encontradas na biblioteca da
Instituição e também na internet (principalmente).
3.3
Metodologia
A implementação pode ser dividida em duas etapas: a criação do banco de dados para
testes e a construção da aplicação que fará o acesso a essa base.
O banco de dados foi criado em Microsoft SQL Server 2000.A linguagem de
programação utilizada para a construção da aplicação foi o VB.NET.
Para o desenvolvimento do trabalho foi definido inicialmente pelo professor
orientador Jackson Gomes de Souza um cronograma, visualizado na Tabela 2, a seguir.
Dia inicial
Tarefa
Aprendizado sobre DHTML: manipulação de objetos (layers, divs);
movimentação dos objetos, captura da posição do mouse; encontrar
22/3/2004
uma biblioteca que facilite a utilização de código cross-browser.
Escrever a referência sobre DHTML e JavaScript.
Aprendizado sobre ASP.NET: processamento de dados de
formulário, interação com o usuário, acesso ao banco de dados.
Escrever a referência sobre ASP.NET e ADO.NET. Verificar como
29/3/2004
é possível consultar os objetos do banco de dados. Escrever uma
referência sobre SQL Server (se possível, como este SGBD
armazena as informações sobre os objetos do banco de dados—deve
ter alguma coisa no HELP)
41
Criar uma aplicação simples, onde seja possível ao usuário:
visualizar, em um formulário, a lista de tabelas e de campos de
tabelas no banco de dados; escolher a tabela e os campos que deseja
consultar; o sistema deve gerar uma consulta em linguagem SQL,
5/4/2004
executar a consulta junto ao SGBD e apresentar os resultados em um
formato de apresentação padrão (como um relatório com colunas—
que são os campos da tabela escolhida). Escrever uma referência
(não muito extensa) sobre SQL.
Modificar a aplicação, tornando possível ao usuário: escolher mais
de uma tabela (ao escolher a tabela, o objeto que apresente a lista de
campos deve ser modificado, para refletir a seleção do usuário);
12/4/2004
"incrementar" a consulta a partir de uma definição simplificada
sobre as formas de filtragem de dados (WHERE), agrupamento
(GROUP BY) e ordenação (ORDER BY).
Modificar a aplicação, tornando possível ao usuário: visualizar, de
forma gráfica (caixinhas que exibem os nomes das tabelas no topo e
a lista de campos abaixo) as tabelas e os campos do banco de dados
(o usuário pode ver a lista de tabelas no modo do formulário,
19/4/2004
escolher algumas delas e adicioná-las ao modelo gráfico); arrastar as
caixinhas; ao selecionar um campo de uma tabela, uma parte inferior
do formulário (principalmente a que for utilizada para as cláusulas
WHERE, GROUP BY e ORDER BY) se modificam para aquele
campo (fazer esta implementação com uma tabela somente)
Modificar a aplicação, tornando possível ao usuário: a partir da
visualização gráfica das tabelas, clicar ou selecionar um campo em
uma tabela, arrastar até a outra tabela sobre um outro campo, a partir
disso, criar um relacionamento (cláusula JOIN); o usuário deve
26/4/2004
poder escolher qual o tipo de relacionamento (lembrar que esta é
uma aplicação que deve simplificar as definições técnicas, portanto,
nada de perguntar ao usuário se ele deseja que seja um INNER
JOIN, ou LEFT JOIN, mas apresentar-se de uma forma totalmente
simplificada).
42
3/5/2004
Modificar a aplicação, tornando possível ao sistema: assim que o
usuário escolher tabelas das quais deseja visualizar informações,
criar o modelo gráfico já com os relacionamentos já especificados
10/5/2004
para as tabelas relacionadas; o usuário deve poder modificar o tipo
do JOIN e também deve poder excluir e adicionar (semana anterior)
relacionamentos.
17/5/2004
Revisão do código da aplicação; testes.
24/5/2004
Revisão final do trabalho.
31/5/2004
Revisão final do trabalho.
7/6/2004
Revisão final do trabalho.
43
4
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Como continuidade do presente trabalho, nesta seção serão expostos os resultados
obtidos a partir dos estudos realizados e da implementação do sistema proposto. Esses
resultados serão demonstrados através de textos e figuras relacionando as tecnologias
descritas na seção de Revisão de Literatura.
Para auxiliar o usuário na construção de suas consultas e execução das mesmas
junto à base de dados, para o sistema foram criadas as seguintes funcionalidades:
•
Selecionar e adicionar tabelas à consulta;
•
Movimentar as tabelas adicionadas, de forma a organizar a visualização gráfica
das mesmas;
•
Escolher os campos das tabelas que se queira consultar;
•
Adicionar restrições à consulta;
•
Editar a consulta no modo texto;
•
Executar a consulta na base de dados e visualizar o resultado da consulta em
forma de tabela;
4.1
Modelagem do Sistema
Para o desenvolvimento do sistema proposto neste trabalho, foi gerada o seguinte
modelo de classes (Figura 23):
44
Figura 23: Modelo de Classes do Sistema desenvolvido nesse trabalho.
A Figura 23 traz o modelo de classes desenvolvido para a implementação do
presente trabalho.
Para que as funcionalidades supracitadas pudessem ser oferecidas ao usuário, as
seguintes classes foram desenvolvidas e/ou utilizadas:
Do lado servidor (ASP.NET):
•
Classe Banco: Responsável por todo acesso ao Banco de Dados:
o Autenticar o usuário junto ao banco de dados (estabelecer a conexão com a
base de dados);
o Retornar as tabelas existentes no banco de dados, assim como todas as suas
características, tais como: campos, tipos dos campos e relacionamentos
entre as tabelas.
o Responsável por executar a consulta gerada no lado cliente e retornar o
resultado ao usuário.
45
•
Classe Valida: Responsável por fazer uma análise na consulta SQL antes que a
mesma seja enviada à classe Banco e executada na base de dados. Essa análise
serve para identificar se existem palavras não permitidas na consulta, uma vez que
o usuário tem permissão de alterar a consulta no modo texto. Caso a consulta esteja
correta ela pode ser executada pela classe Banco.
Do lado cliente (JavaScript)
•
Classes fornecidas pela DynAPI:
o DynLayer: Responsável pela crição das layers, vistas como tabelas pelo
usuário;
o DragEvent: Responsável por adicionar formas de movimentação às
layers através de eventos gerados pela utilização do mouse;
•
Classe Consulta: responsável por manter as informações geradas pelo usuário na
parte gráfica de construção da consulta e, a partir dessas informações, montar a
consulta em formato texto. A qualquer modificação feita pelo usuário na parte
gráfica, esta classe é acionada, para que a consulta esteja sempre atualizada de
acordo com o que o usuário definiu.
•
Classe Tabela: Responsável por armazenar as tabelas selecionadas para a
consulta e por gerar o código HTML da tabela, para que o mesmo possa ser
inserido na layer que irá representar a tabela para o usuário.
As classes citadas anteriormente, tanto as do lado servidor, como as do lado cliente,
interagem entre si, de modo que é possível visualizar as seguintes camadas na aplicação:
•
Camada de Apresentação: responsável por possibilitar que o usuário monte a
consulta de acordo com o que necessita. Está representada pelas classes da
DynAPI, pela classe Consulta e pela classe Tabela, todas desenvolvidas
através da linguagem JavaScript;
•
Camada de acesso a dados: é a camada responsável pela autenticação do usuário no
sistema e pela execução das consultas por ele geradas. Está representada pela classe
Banco;
•
Camada lógica de negócio: é a responsável pela ligação entre as camadas
anteriores. Ela faz a validação da consulta SQL gerada pelo usuário e, caso esta
46
esteja de acordo com os padrões estabelecidos pelo sistema, envia a consulta para a
camada de acesso a dados. É representada pela classe Valida.
Para que a classe Banco pudesse fazer todo o acesso à base de dados e retornar as
informações à camada de apresentação, em sua implementação foram utilizados recursos
oferecidos pela ADO.NET. Entre eles estão:
•
SqlConnection: utilizado para realizar a conexão com a base de dados;
•
DataRow: utilizado na classe Banco para percorrer os registros retornados pela
consulta;
•
SqlDataAdapter: utilizado para executar a consulta gerada pelo usuário e
carregá-la para um DataSet;
•
DataSet: utilizado para retornar o resultado das consultas feitas pelo usuário na
interface gráfica; utilizado também para retornar as consultas feitas pela própria
aplicação, como por exemplo, a consulta que busca as tabelas existentes na base de
dados.
Analisando o conjunto de classes oferecidas pelo ADO.NET, não foi encontrada uma
classe que retornasse o conjunto de relacionamentos existentes entre as tabelas da base de
dados. Essa classe seria de grande utilidade no desenvolvimento do trabalho, visto que, por
falta desta, foi necessária a criação de um método na classe banco que retornasse essa
informação. Para a implementação desse método, foram utilizadas as tabelas de esquema
do banco de dados, que serão apresentadas nas próximas subseções.
4.2
Interpretação do esquema relacional do Microsoft SQL Server
Para fazer com que o sistema pudesse conhecer a estrutura das tabelas do banco de
dados, foram utilizadas consultas SQL que acessam as tabelas do information_schema. O
information_schema é formado por tabelas que armazenam o esquema das tabelas no
Microsoft SQL Server. Para OLEG (2004), as tabelas do information_schema que contêm
essas informações são:
•
CHECK_CONSTRAINTS: Contém informações sobre as constraints da base de
dados;
47
•
COLUMN_DOMAIN_USAGE: Contém informações sobre os tipos de dados
definidos pelo usuário para as colunas das tabelas;
•
COLUMN_PRIVILEGES: Contém informações sobre permissão de acesso às
colunas de uma tabela para determinado usuário;
•
COLUMNS: Contém a lista de colunas de cada tabela e cada visão da base de
dados;
•
CONSTRAINT_COLUMN_USAGE: Contém as colunas das tabelas utilizadas na
formação das constraints;
•
CONSTRAINT_TABLE_USAGE: Contém as tabelas utilizadas na formação das
constraints;
•
DOMAIN_CONSTRAINTS: Contém as regras definidas para as constraints;
•
DOMAINS: Contém informações sobre os tipos definidos pelo usuário;
•
KEY_COLUMN_USAGE: Contém as colunas definidas como chave das tabelas;
•
PARAMETERS: Contém informações sobre a lista de parâmetros utilizados na
construção de Procedimentos e de Funções definidos pelo usuário;
•
REFERENTIAL_CONSTRAINTS:
Contém
informações
sobre
as
chaves
referenciadas nas constraints;
•
ROUTINES: Contém informações sobre os Procedimentos e as Funções definidas
pelo usuário;
•
ROUTINE_COLUMNS: Contém informações sobre os retornos de funções da
baase de dados;
•
SCHEMATA: Contém informações sobre a base de dados;
•
TABLE_CONSTRAINTS: Contém informações sobre as constraints definidas pelo
usuário;
•
TABLE_PRIVILEGES: Contém informações sobre o privilégio de acesso às
tabelas por determinados usuários;
•
TABLES: Contém informações sobre as tabelas da base de dados;
•
VIEW_COLUMN_USAGE: Contém informações sobre as colunas utilizadas para
a criação das visões da base de dados;
•
VIEW_TABLE_USAGE: Contém informações sobre as tabelas utilizadas para a
criação das visões da base de dados;
•
VIEWS: Contém informações sobre as visões da base de dados.
48
Das citadas acima, as utilizadas no desenvolvimento da aplicação foram:
•
TABLES;
•
COLUMNS;
•
TABLE_CONSTRAINTS;
•
CONSTRAINT_COLUMN_USAGE;
•
KEY_COLUMN_USAGE;
•
REFERENTIAL_CONSTRAINTS;
Através destas tabelas, pode-se obter do banco de dados as seguintes informações
(não necessariamente na mesma ordem das citadas acima):
•
Nome das tabelas;
•
Lista de campos para cada tabela e o tipo de dados de cada campo;
•
Lista de campos que fazem parte da chave primária de cada tabela;
•
Lista de campos que fazem que são chave estrangeira em cada tabela;
•
Lista de relacionamentos entre as tabelas.
Para exemplificar a utilização dessas informações do banco de dados, a Figura 24
traz a implementtação do método retornarTabelas(), que é responsável por retornar
à aplicação a lista de tabelas existentes no banco de dados.
1:
2:
3:
4:
5:
6:
7:
8:
9:
10:
11:
12:
13:
14:
15:
16:
17:
18:
19:
Public Function retornarTabelas() As ArrayList
Dim nomeTabelas() As String
Dim dst As New DataTable
Dim i As DataRow
Me.conectar()
If conexao.State <> ConnectionState.Open Then
Try
Me.conexao.Open()
Catch ex As Exception
MessageBox.Show(ex.Message)
End Try
End If
Dim schemaDA
schemaDA = New SqlDataAdapter("SELECT t.TABLE_NAME AS Nome "_
&"FROM information_schema.TABLES t "_
&"WHERE (TABLE_TYPE = 'BASE TABLE') "_
&"ORDER BY TABLE_TYPE, t.TABLE_NAME", Me.conexao)
schemaDA.Fill(dst)
For Each i In dst.Rows
49
20:
21:
22:
23:
nomeTabelas(i) = i.Item("Nome").ToString()
Next
retornarTabelas = nomeTabelas
End Function
Figura 24: Implementação do método retornarTabelas() da classe Banco.
Como visto na Figura 24, o método retornará um ArrayList contendo o nome
das tabelas do banco de dados (linha 1). Na linha 2, temos a declaração da variável
nomeTabelas que será retornada como resultado do método (linha 26). A linha 3 traz a
declaração de um objeto DataTable, que será utilizado mais adiante para guardar os
registros retornados pela consulta. Na linha 4 é declarado um objeto da classe DataRow,
que irá representar as linhas retornadas na consulta. As linhas de 6 a 12 são responsáveis
por abrir a conexão feita na linha 5. Nas linhas de 13 a 17 é criado um objeto do tipo
SqlDataAdapter com a consulta que lê informações sobre as tabelas existentes no
banco de dados com o qual a aplicação está conectada. Na linha 18, o objeto do tipo
DataTable declarado anteriormente, recebe o resultado da consulta. Nas linhas de 19 a
21 há o preenchimento do Array de String que representa os nomes das tabelas, que
são retornados com o resultado da consulta. Na linha 22, é retornado o ArrayList que
contém os nomes das tabelas da base de dados e, na linha 23, o método é finalizado.
4.3
Interface gráfica
Para a criação da interface gráfica foram utilizados Web Controls, objetos da
DynAPI e a DHTML, com a utilização de elementos HTML e códigos JavaScript. O
resultado final da interface do sistema pode ser visualizado na Figura 25.
50
1
2
3
4
Figura 25: Interface gráfica do sistema.
Como pode ser observado na Figura 25, a interface do sistema está dividida em quatro
partes:
1) Área para adição das layers (tabelas selecionadas pelo usuário);
2) Área com as tabelas existentes na base de dados e com as tabelas pelo usuário
adicionadas à consulta;
3) Área com os campos já adicionados à consulta;
4) Área com a consulta em modo texto;
A relação entre as partes da interface é a seguinte:
•
Quando a página é carregada, um objeto da classe Banco busca na base de dados
todas as tabelas, os campos de cada tabela e os relacionamentos de cada tabela. Os
51
nomes das tabelas são adicionados a uma lista (objeto ListBox) que fica visível
ao usuário. Já os campos e os relacionamentos também são carregados em listas,
porém estas ficam escondidas na página para que apenas as classes JavaScript
tenham acesso a essas informações e o usuário não as visualize;
•
Uma vez carregadas essas listas, o usuário pode começar a montar sua consulta;
•
À partir da lista com as tabelas da base de dados, o usuário pode selecionar a tabela
que deseja adicionar à consulta e clicar no botão "Adicionar". A tabela por ele
escolhida será adicionada à outra lista (a de tabelas selecionadas) e uma layer com
o nome da tabela e o nome de seus respectivos campos será adicionada à parte 1 da
interface; quando o usuário não mais desejar utilizar esta tabela, ele pode selecionála na lista de tabelas já adicionadas e clicar no botão "Remover" fazendo, assim,
com que todas as informações referentes a esta tabela sejam retiradas da interface
gráfica;
•
Uma vez que a layer foi criada, o usuário pode selecionar os campos da tabela e
esses vão sendo adicionados à parte 3 da interface, onde poderão ser definidos os
critérios para a consulta;
•
A cada ação do usuário, uma nova consulta é gerada utilizando todas as
informações disponíveis na interface; essa nova consulta é visualizada pelo usuário
na parte 4 da interface.
Os passos para a geração da consulta serão mais detalhados na próxima sub-seção.
4.4
Geração da consulta SQL
A geração da consulta SQL, através da interface gráfica, foi possível graças à
utilização da classe Consulta, que acessa todas as informações das tabelas adicionadas
pelo usuário, assim como dos campos que o mesmo selecionou para serem consultados.
Para cada campo selecionado, é criada uma linha na parte 3 da interface gráfica para que o
usuário possa adicionar um critério, uma ordenação e até mesmo determinar se ele deseja
ou não visualizar esse campo no resultado da consulta.
Para montar a consulta é feita, na função fn_montarConsulta(), uma estrutura
de repetição entre as linhas que foram criadas a cada campo das tabelas que o usuário
escolheu para a consulta. Através dessa repetição são montadas as cláusulas SELECT, e
parte da cláusula WHERE. Para montar a cláusula FROM, é utilizada a função
52
fn_montarFrom(), que percorre, também através de uma estrutura de repetição, todas
as layers adicionadas à interface gráfica, percorrendo assim as tabelas adicionadas à
consulta.
Uma outra parte da cláusula WHERE, a que é responsável por montar as restrições
que vão indicar os relacionamentos entre as tabelas, é feita ainda na função
fn_montarConsulta(), porém, antes de começar a estrutura de repetição que irá
montar as cláusulas citadas anteriormente.
A Figura 26 apresenta o trecho de código responsável por montar a cláusula FROM
da consulta SQL e apresentá-la ao usuário na forma de texto.
1: function fn_montarFrom(){
2:
var consFrom = "", tabela1, tabela2, t1, t2, relacao, tabela = "";
3:
for (var i = 0; i < lyrPai.children.length; i++){
4:
tabela = "";
5:
if (i > 0)
6:
consFrom += ", ";
7:
tabela = lyrPai.children[i].id;
8:
consFrom += tabela;
9:
}
10:
return consFrom;
11:
}
Figura 26: Código responsável por montar a cláusula FROM a partir da interface gráfica
De acordo com o código apresentado pela Figura 26, na linha 1 tem-se a assinatura
da função. A linha 2 declara as variáveis necessárias para a construção da cláusula FROM.
A linha 3 inicia a principal etapa dessa função, que é a estrutura de repetição que irá
percorrer as layers adicionadas à interface gráfica, ou seja, irá percorrer as tabelas. Na
linha 4 a variável tabela é inicializada com "" (vazio) a cada repetição. Na linha 5 é feito
um teste para saber se já não é a primeira das tabelas, para daí poder, na linha 6, adicionar
uma '
,'(vírgula) à cláusula FROM. A linha 7 faz com que a variável tabela receba a
propriedade '
id'da layer em questão – essa propriedade contém o nome da tabela. A linha 8
adiciona o valor de tabela à variável consFrom, que conterá o valor final da cláusula. Na
linha 10, a cláusula é retornada e finalmente na linha 11, a função é encerrada. Para as
demais linhas de código, o funcionamento é semelhante, variando apenas os componentes
da interface que serão acessados.
4.5
Comunicação com o Banco de Dados e Exibição de Registros
53
Após a criação da consulta, o usuário pode executá-la junto à base de dados. Para
que essa consulta seja executada, primeiramente ela é validada pelo método validar()
da classe Valida. Caso a consulta seja válida, ela é enviada ao método
executarConsulta() da classe Banco. Nesse método a consulta é executada na base
de dados e seus registros adicionados a um objeto DataSet. Esse objeto que contém os
registros resultantes da execução da consulta é retornado à interface gráfica e lá é
adicionado a um componente ASP.NET DataGrid. Esse DataGrid é o local onde o
resultado da consulta será exibido ao usuário em forma de uma tabela, ou seja, os campos
por ele selecionados serão os campos da tabela e as linhas da tabela serão formadas pelos
valores encontrados na base de dados que obedeçeram às restrições estabelecidas pelo
usuário. O código responsável por fazer com que a consulta seja exibida ao usuário pode
ser visto na Figura 27 logo a seguir.
1: Private Sub btnConsultar_Click(ByVal sender As System.Object, ByVal e
As System.EventArgs) Handles btnConsultar.Click
2:
Dim valida As Valida
3:
If (valida.validar(Me.txtConsulta.Value)) Then
4:
Dim banco As New Banco
5:
Dim dst As DataSet
6:
dst = banco.executarConsulta(Me.txtConsulta.Value)
7:
dtgResultado.DataSource = dst.Tables("Resultado").DefaultView
8:
dtgResultado.DataBind()
9:
End If
10:
End Sub
Figura 27: Trecho de código responsável por apresentar ao usuário o resultado da
consulta.
Como pode se observar na Figura 27, o resultado da consulta é exibido ao usuário
em um objeto DataGrid denominado dtgResultado. Na linha 1 tem-se a assinatura
do método que irá apresentar o resultado da consulta ao usuário. A linha 2 é responsável
por criar uma instância da classe Valida, que será responsável por validar a consulta. Na
linha 3 é executado o método validar() do objeto valida, passando como parâmetro
a consulta criada pelo usuário através da interface gráfica. Caso a consulta seja válida, na
linha 4 é criada uma instância da classe Banco e na linha 5 um DataSet. O objeto
banco será responsável por executar a consulta na base de dados (através de método
executarConsulta()) e o DataSet irá receber o retorno da execução desse método
(linha 6). A linha 7 é responsável por atribuir a tabela do DataSet à propriedade
54
DataSource de dtgResultado (objeto DataGrid onde o usuário irá visualizar o
resultado da consulta). E, finalmente, a linha 8 é responsável por exibir a tabela no
DataGrid, através do método DataBind().
Após a execução da consulta, o usuário poderá visualizar o resultado da consulta
por ele criada através da interface gráfica disponibilizada pelo sistema criado nesse
trabalho.
Após a visualização dos resultados obtidos com a implementação do sistema, a
próxima seção tratará das considerações finais sobre o trabalho e propostas de trabalhos
futuros.
55
5
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através da utilização do sistema desenvolvido neste trabalho, mesmo usuários com
pouco ou nenhum conhecimento de SQL, poderão efetuar consultas em bases de dados
dispostas na web, visto que para a criação das consultas, o sistema oferece ao usuário uma
interface gráfica de fácil manuseio; e tendo o usuário facilidade na criação de suas
consultas, ele pode ter acesso a informações do modo que melhor satisfaça as suas
necessidades. Essa facilidade de utilização da interface gráfica é conseguida com a
utilização de DHTML na geração gráfica de consultas, facilitando a geração do código
SQL.
A utilização da DynAPI para a construção dos códigos JavaScript responsáveis pela
manipulação das layers faz com que a aplicação seja suportada por vários Browsers, visto
a DynAPI é uma API cross-browser.
Algumas das dificuldades encontradas durante o desenvolvimento deste trabalho
estão diretamente ligadas a encontrar subsídios necessários para a implementação do
sistema. Podem ser citadas: a falta de uma API que recuperasse os relacionamentos entre
as tabelas do banco de dados e o tempo gasto para encontrar referências de como funciona
o modelo de objetos do SQL Server.
Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que os objetivos do sistema
foram alcançados. O usuário pode: adicionar à interface gráfica as tabelas de uma base de
dados, selecionar campos das tabelas adicionadas e atribuir critérios a esses campos, assim
como definir tipos de ordenação e aliases para cada campo. A consulta SQL é montada a
cada alteração do usuário na interface gráfica. Um ponto da implementação que não ficou
adequado da forma proposta inicialmente, foi a parte responsável por montar a cláusula
FROM: a idéia inicial era de que essa cláusula contivesse os relacionamentos entre as
tabelas através de cláusulas JOINs.
56
Ainda, baseado nos resultados obtidos, durante o desenvolvimento do sistema
(citados na seção anterior), pode-se concluir que as funcionalidades previstas para o
sistema foram implementadas: o sistema traz ao usuário a lista de tabelas do banco de
dados; à medida em que o usuário seleciona uma tabela para a consulta, o sistema cria uma
representação gráfica dessa tabela, juntamente com seus campos e à medida em que os
campos são selecionados para a consulta, novas opções são dadas ao usuário para
estabelecer os critérios de sua consulta. A cada alteração feita pelo usuário na interface,
seja adicionando e/ou removendo tabelas, selecionando campos, ou definindo critéios, a
consulta SQL é modificada para ficar de acordo com o estado da interface.
57
6
TRABALHOS FUTUROS
Como proposta de trabalhos futuros pode se refazer o método que monta a consulta,
adicionando a este, a idéia de fazer com que os relacionamentos, ao invés de serem
representados na cláusula WHERE, passem a ser adicionados à cláusula FROM. Estando
na cláusula FROM, haveria a necessidade de inserção dos JOINs (INNER, LEFT, RIGHT
e FULL) que são responsáveis por estabelecer o relacionamento nessa cláusula. Além
dessa mudança, é proposta também a adição de alguns recursos à construção da consulta,
como por exemplo, possibilidade de se definir mais de um critério para cada campo, e
adicionar à consulta, além dos relacionamentos existentes na base de dados, também os
relacionamentos criados pelo próprio usuário. Todas alterações feitas pelo usuário na
interface gráfica, são diretamente enviadas para a consulta em modo texto, mas as
alterações da consulta SQL feitas pelo usuário não são refletidas na interface gráfica; sendo
assim, um outro ponto importante dos trabalhos futuros é desenvolver esta funcionalidade
de alterar a interface à partir da consulta textual.
Também como continuação a este trabalho, existe a proposta de não mais retornar
ao usuário o resultado da consulta por ele gerada em forma de tabela. A proposta é o
desenvolvimento de um sistema maior, que será utilizado para customização de relatórios.
Nesse sistema o usuário, além de montar a consulta que deseja a partir da interface gráfica
(contando com os demais recursos citados anteriormente), também poderá escolher a forma
de visualização do resultado da consulta, montando o padrão visual do relatório desejado.
Outra modificação proposta é a escolha por parte do usuário de quais painéis deseja
visualizar durante a construção da consulta, ou seja, visualizar apenas a parte gráfica,
apenas a parte textual da consulta ou ambas as partes.
Para que o trabalho funcione também com outros servidores de banco de dados,
como o Oracle e o MySql por exemplo, terão de ser realizados novos estudos para entender
58
como é representado o modelo de objetos (tabelas, campos e relacionamentos) desses
servidores.
59
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(WATSON, 2002) WATSON, Karli. Biginning C# Programando. São Paulo: Pearson
Education do Brasil, 2002.
61
APÊNDICE A - Código referente à classe Banco
1: Imports System
2: Imports System.Data
3: Imports System.Data.SqlClient
4:
5: Public Class Banco
6:
7:
Private conexao As SqlConnection
8:
Private strCon As String
9:
10:
Public Sub conectar()
11:
strCon = "Database=Teste;Server=Labin501;UID=sa;PWD=1234"
12:
conexao = New SqlConnection(strCon)
13:
End Sub
14:
15:
Public Function executarConsulta(ByVal strSql As String) As
DataSet
16:
Dim dst As DataSet
17:
dst = New DataSet
18:
Me.conectar()
19:
If conexao.State <> ConnectionState.Open Then
20:
Try
21:
Me.conexao.Open()
22:
Catch ex As Exception
23:
Exit Function
24:
End Try
25:
End If
26:
Dim sqlDA As SqlDataAdapter
27:
sqlDA = New SqlDataAdapter(strSql, conexao)
28:
sqlDA.Fill(dst, "Resultado")
29:
conexao.Close()
30:
executarConsulta = dst
31:
End Function
32:
33:
Public Function retornarTabelas() As ArrayList
34:
Dim nomeTabelas As ArrayList = New ArrayList
35:
Dim dst As New DataTable
36:
Dim i As DataRow
37:
Me.conectar()
38:
If conexao.State <> ConnectionState.Open Then
39:
Try
40:
Me.conexao.Open()
41:
Catch ex As Exception
42:
Exit Function
43:
End Try
44:
End If
45:
Dim schemaDA
46:
schemaDA = New SqlDataAdapter("SELECT t.TABLE_NAME AS Nome
FROM information_schema.TABLES t WHERE (TABLE_TYPE = 'BASE TABLE')
ORDER BY TABLE_TYPE, t.TABLE_NAME", Me.conexao)
47:
schemaDA.Fill(dst)
48:
For Each i In dst.Rows
49:
nomeTabelas.Add(i.Item("Nome").ToString())
50:
Next
51:
retornarTabelas = nomeTabelas
52:
62
53:
54:
55:
End Function
Public Function retornarColunas(ByVal nomeTabela As String) As
ArrayList
56:
Dim nomeColunas As ArrayList = New ArrayList
57:
Dim dst As New DataTable
58:
Dim i As DataRow
59:
Me.conectar()
60:
If conexao.State <> ConnectionState.Open Then
61:
Try
62:
Me.conexao.Open()
63:
Catch ex As Exception
64:
Exit Function
65:
End Try
66:
End If
67:
Dim strSql As String
68:
strSql = "SELECT
t.TABLE_NAME AS Nome, c.COLUMN_NAME AS
Coluna, c.DATA_TYPE AS Tipo "
69:
strSql &= "FROM
information_schema.COLUMNS c INNER
JOIN "
70:
strSql &= "
information_schema.TABLES t ON
c.TABLE_NAME = t.TABLE_NAME AND c.TABLE_CATALOG = t.TABLE_CATALOG AND
"
71:
strSql &= "
c.TABLE_SCHEMA = t.TABLE_SCHEMA "
72:
strSql &= "WHERE
(t.TABLE_NAME = '" & nomeTabela & "')"
73:
strSql &= "ORDER BY c.ORDINAL_POSITION"
74:
Dim schemaDA
75:
schemaDA = New SqlDataAdapter(strSql, Me.conexao)
76:
schemaDA.Fill(dst)
77:
For Each i In dst.Rows
78:
nomeColunas.Add(i.Item("Coluna").ToString() & "-" &
i.Item("Tipo").ToString())
79:
Next
80:
retornarColunas = nomeColunas
81:
82:
End Function
83:
84:
Public Function retornarRelacionamentos(ByVal
nomeTabelaPrimaria As String, ByVal nomeTabelaReferencia As String) As
ArrayList
85:
Dim nomeRelacionamentos As ArrayList = New ArrayList
86:
Dim dst As New DataTable
87:
Dim i As DataRow
88:
Me.conectar()
89:
If conexao.State <> ConnectionState.Open Then
90:
Try
91:
Me.conexao.Open()
92:
Catch ex As Exception
93:
Exit Function
94:
End Try
95:
End If
96:
Dim strSql As String
97:
strSql = "SELECT
primarias.Tabela + '.' +
primarias.Coluna + ' = ' + referencias.Tabela + '.' +
referencias.Coluna AS Referencia "
98:
strSql &= "FROM
(SELECT
DISTINCT "
99:
strSql &= "
r.CONSTRAINT_NAME AS
NomeChaveEstrangeira, r.UNIQUE_CONSTRAINT_NAME AS NomeChavePrimaria,
k.COLUMN_NAME AS Coluna, "
63
100:
strSql &= "
ORDINAL_POSITION AS Ordem,
c.TABLE_NAME AS Tabela "
101:
strSql &= "
FROM
information_schema.REFERENTIAL_CONSTRAINTS r INNER JOIN "
102:
strSql &= "
information_schema.KEY_COLUMN_USAGE k ON r.CONSTRAINT_NAME =
k.CONSTRAINT_NAME INNER JOIN "
103:
strSql &= "
information_schema.CONSTRAINT_COLUMN_USAGE c ON r.CONSTRAINT_NAME =
c.CONSTRAINT_NAME "
104:
strSql &= "
WHERE
(k.TABLE_NAME = '" &
nomeTabelaReferencia & "')) referencias INNER JOIN "
105:
strSql &= "
(SELECT
DISTINCT tc.TABLE_NAME AS
Tabela, tc.CONSTRAINT_NAME AS NomeChavePrimaria, ccu.COLUMN_NAME AS
Coluna "
106:
strSql &= "
FROM
information_schema.TABLE_CONSTRAINTS tc INNER JOIN "
107:
strSql &= "
information_schema.CONSTRAINT_COLUMN_USAGE ccu ON tc.TABLE_NAME =
ccu.TABLE_NAME AND "
108:
strSql &= "
tc.CONSTRAINT_NAME =
ccu.CONSTRAINT_NAME "
109:
strSql &= "
WHERE
(CONSTRAINT_TYPE = 'PRIMARY
KEY') AND (tc.TABLE_NAME = '" & nomeTabelaPrimaria & "')) primarias ON
"
110:
strSql &= "
referencias.Coluna = primarias.Coluna"
111:
Dim schemaDA
112:
schemaDA = New SqlDataAdapter(strSql, Me.conexao)
113:
schemaDA.Fill(dst)
114:
For Each i In dst.Rows
115:
nomeRelacionamentos.Add(i.Item("Referencia").ToString())
116:
Next
117:
retornarRelacionamentos = nomeRelacionamentos
118:
End Function
119:
120: End Class
64
APÊNDICE B - Código referente à classe Valida
1: Imports System
2:
3: Public Class Valida
4:
5:
Private consulta As String
6:
7:
Public Function validar(ByVal strSql As String) As
8:
Me.consulta = strSql
9:
Me.consulta = Me.consulta.ToUpper
10:
If (Me.consulta = "") Then
11:
Return False
12:
End If
13:
If (Me.consulta.IndexOf("DELETE", 0) <> -1)
14:
Return False
15:
End If
16:
If (Me.consulta.IndexOf("CREATE", 0) <> -1)
17:
Return False
18:
End If
19:
If (Me.consulta.IndexOf("INSERT", 0) <> -1)
20:
Return False
21:
End If
22:
Return True
23:
24:
End Function
25:
26:
End Class
Boolean
Then
Then
Then
65
APÊNDICE C - Código referente à classe Consulta
1:
2:
3:
4:
5:
6:
7:
8:
function Consulta(){
this.consulta = "";
this.montarConsulta = fn_montarConsulta;
this.montarFrom = fn_montarFrom;
}
function fn_montarFrom(){
var consFrom = "", tabela1, tabela2, t1, t2,
relacao, tabela = "";
9:
for (var i = 0; i < lyrPai.children.length; i++){
10:
tabela = "";
11:
if (i > 0)
12:
consFrom += ", ";
13:
tabela = lyrPai.children[i].id;
14:
consFrom += tabela;
15:
}
16:
return consFrom;
17:
}
18:
19:
function fn_montarConsulta(){
20:
var tabela =
document.getElementById('tblRestricoes');
21:
var relacionamentos =
document.getElementById('listaRelacionamentos');
22:
var clausula = "", tabela1, tabela2;
23:
var linhas = tabela.rows.length;
24:
var consSelect = "SELECT
";
25:
var consFrom = "\nFROM
";
26:
var consWhere = "\nWHERE
";
27:
var consOrderBy="\nORDER BY ";
28:
var clausula, campo, nomeCampo, nomeWhere,
criterio, criterios, orderby, ordenados, exibir, ahCriterio,
ahOrderBy, exibidos, adicionarWhere, adicionarOrderBy;
29:
adicionarWhere = adicionarOrderBy = false;
30:
exibidos = ordenados = criterios = 0;
31:
campos = "";
32:
//montar WHERE
33:
for (var l = 0; l < lyrPai.children.length
- 1; l++){
34:
for (var j = l + 1; j <
lyrPai.children.length; j++){
35:
clausula = "";
36:
tabela1 =
lyrPai.children[l].id;
37:
tabela2 =
lyrPai.children[j].id;
38:
for (var k = 0; k <
relacionamentos.length - 1; k++){
39:
relacao =
relacionamentos.options[k].text.split(" = ");
40:
t1 = relacao[0];
41:
t2 = relacao[1];
42:
t1 = t1.split(".");
43:
t2 = t2.split(".");
44:
nomet1 = t1[0];
66
45:
46:
nomet2 = t2[0];
if ((nomet1 == tabela1 &&
nomet2 == tabela2) || (nomet1 == tabela2 && nomet2 == tabela1)){
47:
if (criterios > 0){
48:
clausula += "
AND "
49:
}
50:
clausula +=
"("+relacionamentos.options[k].text+")";
51:
criterios++;
52:
adicionarWhere =
true;
53:
}
54:
}
55:
consWhere += clausula;
56:
}
57:
}
58:
//fim parcial montar WHERE
59:
60:
for (var i = 1; i < linhas; i++){
61:
//montar SELECT
62:
exibir =
tabela.rows[i].cells[2].innerHTML.indexOf('CHECKED');
63:
campo = "";
64:
if (exibir != -1){
65:
exibidos++;
66:
if (exibidos > 1)
67:
consSelect += ", ";
68:
campo =
tabela.rows[i].cells[0].innerHTML;
69:
nomeCampo = campo;
70:
nomeWhere = nomeCampo
71:
var finalAlias =
tabela.rows[i].cells[1].innerHTML.indexOf('>');
72:
var valorAlias =
tabela.rows[i].cells[1].innerHTML.indexOf('value=');
73:
if (valorAlias != -1){
74:
nomeCampo =
tabela.rows[i].cells[1].innerHTML.substring(valorAlias+6,finalAlias);
75:
campo += " AS " +
tabela.rows[i].cells[1].innerHTML.substring(valorAlias+6,finalAlias);
76:
}
77:
}
78:
consSelect += campo;
79:
//fim montar SELECT
80:
//continuação montar WHERE
81:
ahCriterio =
tabela.rows[i].cells[4].innerHTML.indexOf('value=');
82:
criterio = "";
83:
tipo = linhas.name;
84:
if (ahCriterio != -1){
85:
criterios ++;
86:
adicionarWhere = true;
87:
if (criterios > 1)
88:
criterio += " AND ";
89:
var finalCriterio =
tabela.rows[i].cells[3].innerHTML.indexOf('>');
90:
var sinalCriterio =
document.getElementById("select_sinal");
67
91:
var sinal =
sinalCriterio.options[sinalCriterio.selectedIndex].text
92:
if (tipo == "nvarchar" || tipo
== "char" || tipo == "varchar" || tipo == "datetime" || tipo ==
"smalldatetime"){
93:
criterio += "(" +
nomeWhere + " "+sinal+" '" +
tabela.rows[i].cells[4].innerHTML.substring(ahCriterio+6,finalCriterio
) + "')";
94:
}
95:
else{
96:
criterio += "(" +
nomeWhere + " "+sinal+" " +
tabela.rows[i].cells[4].innerHTML.substring(ahCriterio+6,finalCriterio
) + ")";
97:
}
98:
consWhere += criterio;
99:
}
100:
//fim montar WHERE
101:
//montar ORDER BY
102:
var selecao =
document.getElementById('select_sinal_'+campo);
103:
if (selecao.selectedIndex >= 0){
104:
var selecionado =
selecao.options[selecao.selectedIndex].text
105:
orderby = "";
106:
if (selecionado != ""){
107:
adicionarOrderBy = true;
108:
ordenados++;
109:
if (ordenados > 1)
110:
orderby += ", "
111:
if (selecionado ==
"Cresc"){
112:
orderby += nomeWhere
+ " asc";
113:
}
114:
if (selecionado ==
"Decresc"){
115:
orderby += nomeWhere
+ " desc";
116:
}
117:
consOrderBy += orderby;
118:
}
119:
}
120:
//fim montar ORDER BY
121:
}
122:
if (consSelect == "SELECT
"){
123:
consSelect += '*';
124:
}
125:
//montar FROM
126:
consFrom += this.montarFrom();
127:
//fim montar FROM
128:
129:
var x =
document.getElementById('txtConsulta');
130:
this.consulta = consSelect + consFrom;
131:
if (adicionarWhere)
132:
this.consulta += consWhere;
133:
if (adicionarOrderBy)
134:
this.consulta += consOrderBy;
68
135:
136:
x.value = this.consulta;
}
69
APÊNDICE D - Código referente à classe Tabela
1:
2:
3:
4:
5:
6:
7:
8:
9:
10:
11:
12:
13:
14:
15:
16:
17:
18:
19:
20:
21:
22:
function Tabela(nome, campos, ordem){
this.nome = nome;
this.campos = campos;
this.ordem = ordem;
this.getNome = fn_getNome;
this.getOrdem = fn_getOrdem;
this.getTabela = fn_getTabela;
this.getCampos = fn_getCampos;
this.setCampos = fn_setCampos;
}
function fn_getNome(){
return this.nome;
}
function fn_getOrdem(){
return this.ordem;
}
function fn_getTabela(){
var html = "", campo;
html = "<font style='FONT-WEIGHT: normal;
FONT-SIZE: 4px; FONT-FAMILY: Arial, Verdana, Tahoma; FONT-VARIANT:
normal; TEXT-DECORATION: none'><table bgcolor='white'
border='1'><tr><td><table bgcolor='blue' width='100%'><tr><td><b><font
color='white'>"+this.getNome()+this.getOrdem()+"</font></b></td></tr><
/table></td></tr>";
23:
for(var i = 0; i < this.campos.length;
i++){
24:
html += "<tr><td><input
type='checkbox' value='"+this.campos[i][0]+"'
id='"+this.nome+'.'+this.campos[i][0]+"' name='"+this.campos[i][0]+"'
title='"+this.campos[i][1]+"'
onclick='criarLinha(this)'>"+this.campos[i][0]+"</td></tr>";
25:
}
26:
html += "</table></font>";
27:
return html;
28:
}
29:
30:
function fn_getCampos(){
31:
var campos = "";
32:
for (var i=0; i<this.campos.length; i++){
33:
campos += this.campos[i];
34:
}
35:
return campos;
36:
}
37:
38:
function fn_setCampos(campos){
39:
this.campos = campos;
40:
}
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