Sociólogo/professor - Sociedade Brasileira de Sociologia

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Sociólogo/professor: novos desafios para a formação profissional
Tânia Elias Magno da Silva – UFS. 1
Manoel Messias Rodrigues Santos2
Adriana Elias Magno da Silva3
Introdução
O presente artigo apresenta os resultados preliminares de um estudo que
estamos realizando na Universidade Federal de Sergipe junto aos docentes do
Departamento de Ciências Sociais acerca do perfil do profissional que vem sendo
formado pelo curso de Ciências Sociais, tanto em nível de bacharelado como de
licenciatura. Ainda em sua primeira fase o foco central é a formação do professor de
Sociologia, contudo como objetivo geral o estudo busca contribuir para o debate sobre o
papel das universidades na formação de novos profissionais frente às novas
configurações sociais e exigências do mercado de trabalho decorrentes das rápidas
transformações sociais resultantes do processo de globalização e modernidade. Discutese a formação do cientista social/sociólogo e a sua habilitação para o ensino da
disciplina sociologia, ou seja, a formação do sociólogo/professor, e os desafios
colocados aos cursos de graduação e de pós-graduação no Brasil frente a um novo
campo no mercado de trabalho para os sociólogos decorrente da volta da disciplina
Sociologia na grade curricular dos cursos de ensino médio em todo o país.
Partimos do pressuposto que a volta da disciplina Sociologia ao ensino médio
e fundamental deverá fomentar a discussão sobre a formação profissional do professor
desta disciplina, ou seja, do licenciado em Ciências Sociais ou Sociologia, bem como
deverá fomentar uma maior procura pelo curso de licenciatura nesta área.
A inclusão desta disciplina nos currículos das escolas de nível médio em todo
o país coloca vários desafios para as universidades, como é caso da elaboração das
Orientações Curriculares de Sociologia, as OCNS, que deverão nortear as diretrizes para
o ensino de sociologia nas escolas do país e que até o momento não foram delimitadas,
embora a discussão e apresentação de propostas já tenham sido iniciadas.
1
Doutora em Ciências Sociais, professora e pesquisadora vinculada ao Mestrado em Sociologia pela
UFS, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa Itinerários intelectuais, imagem e sociedade - UFS,
coordenadora da pesquisa “Sociólogo/professor: Novos desafios frente ao mercado de trabalho”.
2
Mestre em Sociologia, pesquisador associado ao Núcleo de Estudos e Pesquisa Itinerários intelectuais,
imagem e sociedade-UFS.
3
Doutoranda em Ciências Sociais-PUC/SP, professora da Universidade Anhembi-Morumbi-SP,
pesquisadora associada ao Núcleo de Estudos e Pesquisa Itinerários intelectuais, imagem e sociedadeUFS.
1
Após 40 anos ausente do currículo escolar das escolas de ensino médio, as
questões relativas ao ensino da sociologia saíram do âmbito dos cursos de Ciências
sociais e foram transferidas para a alçada dos pedagogos e dos pesquisadores em
educação, de modo que a disciplina de Prática de Ensino em Ciências Sociais ou em
Sociologia passou a ser, em muitas universidades, de responsabilidade do Departamento
de Educação e, não raro, ministrada por um docente desvinculado do curso de Ciências
Sociais, este fato agrava-se ainda mais quando esta disciplina é ministrada por um
docente sem a formação específica.
Outra questão diz respeito aos múltiplos olhares e interpretações do que seja
“formar o professor de sociologia”, pois isto implica em pensar o professor para o nível
médio de ensino e o professor para o nível superior, enfim responder uma questão difícil
de ser respondida: Qual o perfil que deve ter esse profissional? Deve haver diferença na
formação de um e de outro? Por quê? Qual a responsabilidade dos cursos de graduação
e de pós-graduação na formação deste profissional? Os cursos de graduação estão
preocupados com a formação deste profissional? Qual o envolvimento dos docentes do
curso com esta questão? Estas perguntas norteiam a pesquisa que estamos
desenvolvendo.
O presente artigo está dividido em quatro eixos: inicia situando a criação dos
primeiros cursos superiores de Ciências Sociais/Sociologia no país e as dificuldades
encontradas pelos primeiros professores antes da institucionalização desta formação no
Brasil, em especial no que diz respeito à exigüidade de material bibliográfico específico
e o autodidatismo dos mesmos, em seguida analisa de forma breve as nefastas
conseqüências que o Golpe de Estado de 31 de março de 1964 teve para o ensino no
país, em especial para os professores de sociologia e filosofia, ao perseguir, prender e
exilar professores e pesquisadores, principalmente após a promulgação do AI54, levanta
algumas questões sobre a realidade atual dos cursos de Ciência Sociais/Sociologia e
entre a licenciatura e o bacharelado, os desafios colocados frente à necessidade de
elaboração das Orientações Curriculares de Sociologia – OCNS, e conclui com um
exemplo concreto: o papel da graduação e da pós-graduação na formação do professor
de sociologia em Sergipe.
Os primeiros cursos: os desafios do pioneirismo
4
Ato Institucional Número 5, decretado em 1968, pelo então General Presidente Garrastazu Médici.
2
O ensino de Sociologia no Brasil tem uma história complexa e marcada em
seu início por professores autodidatas5. O primeiro curso de formação de sociólogos
data de 1933, com a fundação da Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo6.
Em 1934 é fundada a Universidade de São Paulo e, em 1939 é criada a Faculdade
Nacional de Filosofia no Rio de Janeiro. A partir de meados e final da década de 1930
foram surgindo vários Institutos e Faculdades de Filosofia e Ciências Humanas no país
e com eles os cursos de Ciências Sociais e/ou Sociologia. 7 Contudo, a disciplina
Sociologia já estava presente nos cursos de Direito antes do surgimento dos cursos de
Ciências Sociais ou de Sociologia, bem como já havia na década de 1930, uma série de
manuais publicados sobre Sociologia, em especial dirigidos às Escolas Normais.
Em seu estudo sobre a história da sociologia no Brasil, Silva (1997) se detém
no estudo de um pioneiro da sociologia brasileira, o professor sergipano Florentino
Menezes e revela como a falta de manuais para o professor de sociologia era um grande
entrave, de modo que muitos acabavam produzindo seus próprios livros didáticos. Ser
cientista social no período que antecedeu a institucionalização da sociologia enquanto
disciplina acadêmica, ou seja, “antes do interesse econômico por uma profissão bem
sucedida, despertava a vontade de vencer desafios em um país ainda imberbe para tal
campo (op.cit. p.09)”.
Os pioneiros da sociologia brasileira, na sua maioria auto-didatas, enfrentaram
enormes dificuldades para ministrar essa disciplina, pois não havia uma referência
institucional precisa e sem essa referência passavam por enormes adversidades tais
como: falta de material didático e a ausencia de recursos financeiros que
proporcionassem condições propícias para que os profissionais divulgassem e
aprofundassem os estudos e pesquisas que vinham realizando e que foram de certo o
alicerce que cimentou o ensino de sociologia no país.
Menucci (2000, 02), em seu estudo sobre a institucionalização da Sociologia
no Brasil debruça-se exatamente sobre os primeiros manuais e cursos.
5
Vide a respeito entre outros: Silva, Adriana Elias Magno. Florentino Menezes – Um sociólogo
Brasileiro Esquecido. (1997) PUC/SP. Dissertação de Mestrado; Menucci, Simone. A institucionalização
da Sociologia no Brasil: Os primeiros manuais e cursos. (2000) IFCH/UNICAMP. Dissertação de
Mestrado.
6
Atualmente Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESSP/SP que em maio de 2007
completou 74 anos de existência.
7
É o caso do Paraná e Minas Gerais, por exemplo. Em 1932 funda-se no Recife a Faculdade de Filosofia
e Ciências Sociais, mas em 1935 é fechada, para ressurgir com o aparecimento da Universidade Federal
de Pernambuco – UFPE, em 1946. A respeito vide Silva, 1998.
3
Com efeito, entre os anos de 1931 e 1945 cerca de duas
dezenas de livros didáticos de sociologia foram publicados no
Brasil. Eram, pois, livros introdutórios, compêndios, tratados,
dicionários, coletâneas de textos e periódicos destinados ao
ensino secundário regular, aos cursos de magistério,
faculdades
e
universidades.
Trata-se
de
um
conjunto
significativo de obras, revelador do estabelecimento de um
sistema de difusão do conhecimento sociológico.
A sociologia só irá ganhar o grau superior das escolas secundárias com a
Reforma Campos, lei 19.890 de 1931, que criou os cursos preparatórios para as
faculdades e colocou esta disciplina como obrigatória. Segundo Costa Pinto (1945, 25 e
26) a sociologia passou a ser fundamental para o ensino com a Revolução de 1930,
porque segundo seus defensores, esta se encaixava ao espírito e aos princípios em nome
dos quais a revolução ascendeu ao poder, era o simbolo de uma formação moderna,
voltada para capacitar os futuros dirigentes de um país que se industrializava. Esse era
em especial o “espírito” dos fundadores do primeiro curso superior de sociologia no
Brasil, o da Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo.
A Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo tinha como objetivo
atender a demanda para uma classe dirigente, em especial para as necessidades da
industrialização, urbanização e modernização de São Paulo, o currículo do curso dava
ênfase a administração, o planejamento e a pesquisa, diferente do curso ministrado na
Universidade de São Paulo que visava à docência.
Sociologia no ensino médio: A dança das cadeiras
A sociologia como disciplina obrigatória nos currículos escolares dos cursos
de ensino superior e médio em todo o país foi um dos ideais defendidos por Benjamin
Constant em 1980, mas devido à morte prematura de Constant, na época da implantação
dos currículos não foi incluída esta disciplina. O percurso da sociologia no ensino
médio é sinuoso, e ao longo de 84 anos vemos a sua inclusão e a sua exclusão dos
currículos das escolas de ensino médio.
Em 1925 a Reforma Rocha Vaz introduz o ensino de sociologia nas escolas
secundárias brasileiras. Em 1928 a sociologia passa a ser ministrada nas escolas de formação de
professores, então chamado Curso Normal. Em 1941 a Reforma Francisco Campos mantém o
ensino de sociologia no Ensino Médio, onde permanece até 1942 quando a Reforma Capanema,
4
retira a obrigatoriedade do ensino de sociologia nas escolas secundárias8. Contudo, apesar de
não ser mais obrigatória muitas escolas no país, em especial aquelas consideradas “modelo”,
mantiveram em sua grade curricular as duas disciplinas ou uma ou outra, este é o caso do
Colégio Ateneu de Sergipe.
De 1925 a 1942 a sociologia tem sua fase “áurea”, pois consegue ser difundida em
setores mais amplos da classe média e alguns conceitos e autores clássicos chegam a se
popularizar neste extrato da população e por extensão chegam via movimento político as
camadas trabalhadoras mais engajadas, seja através da luta sindical ou da luta partidária, talvez
a intelligentsia ligada ao governo de Vargas tenha visto nessa forma de difusão de conhecimento
reflexivo e critico uma ameaça a ordem estabelecida, e como forma de se prevenir tenha na
Reforma Capanema excluído filosofia e sociologia dos currículos do ensino médio em todo o
país como disciplinas obrigatórias.
Em 1961 a LDB n.º 4.024 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - garante o
retorno da Sociologia nos cursos secundários regulares (científico e clássico); Em 1971 a LDB
n.º 5.692, novamente coloca a Sociologia entre um rol de 104 disciplinas optativas. O ensino
secundário transforma-se em ensino profissionalizante, deixando pouco espaço para as ciências
sociais, a sociologia praticamente desaparece das escolas. Em 1982, já nos últimos anos da
ditadura militar e no período conhecido como de transição, a Lei n.º 7.044, altera aspectos da
legislação anterior, relativizando o caráter de profissionalização do ensino de 2.º Grau, abrindo
mais espaço para as Ciências Humanas. Neste momento várias entidades representativas dos
sociólogos em vários estados da federação iniciam uma luta pelo retorno da Sociologia no 2.º
Grau, definindo-a como Ciência estratégica na formação da cidadania do aluno.
Em detrimento da não obrigatoriedade da inclusão ou não desta disciplina no
currículo do ensino secundário, o campo de trabalho para o professor de sociologia e
filosofia, foi se estreitando, uma vez que apenas os cursos de formação de professores
(Normal) mantinham sociologia como disciplina obrigatória e quase sempre apenas
sociologia da educação e esta podia ser ministrada por pedagogos. Não podemos olvidar
que após 1964 também a difusão de certos conhecimentos considerados “perigosos e
subversivos” foi sendo evitada e neste rol entra a sociologia, portanto num sentido
figurado podemos falar em “cassação branca”. Cada vez mais menos estabelecimentos
de ensino médio optavam por colocar a disciplina sociologia na grade curricular.
Em conseqüência desta realidade, a formação do professor de sociologia vai
nas instituições de ensino superior deixando de ser prioridade e com o passar dos anos o
8
Este é um tema que ainda carece de pesquisas para maiores esclarecimentos. Por que a reforma
Capanema retirou estas disciplinas dos currículos como obrigatória, se ela permaneceu quase a vigência
toda da ditadura Vargas?
5
bacharelado passa, na maioria dos cursos de ciências sociais, a prevalecer em
detrimento da licenciatura, que aos poucos foi sendo colocada de lado na maioria das
instituições.
Em
muitas
universidades
e
faculdades
o
curso
de
Ciências
Sociais/Sociologia passou a ofertar apenas o bacharelado.
A justificativa para essa escolha era a de que não havia mais mercado de
trabalho nessa área e, portanto, demanda, embora tanto sociologia como filosofia
fizessem parte da grade dos cursos de magistério, mas as duas disciplinas eram quase
que, sem exceção, ministradas por pedagogos.
A luta pela reintrodução dessas disciplinas nos currículos escolares do ensino
médio passou por várias fases e mesmo sem ser obrigatória, em muitos estados da
federação, como é o caso de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro,
Minas Gerais entre outros, foram incluídas no currículo escolar do ensino médio,
contudo em nível de Brasil continuaram oficialmente fora do currículo obrigatório 9.
No dia 7 de julho de 2006, o Conselho Nacional de Educação, antigo CFE, órgão
de Estado, através de sua Câmara de Ensino Básico – CEB aprovou – por unanimidade
de votos – a volta do ensino das disciplinas de Sociologia e Filosofia em todas as 23.561
escolas de Ensino Médio, públicas e privadas, existentes no Brasil, já a partir de 2007. 10
No dia 11 de agosto, o ministro da Educação Fernando Haddad homologou a decisão do
CNE, transformada em Resolução 04/06 assinada pela presidente da CEB/CNE, Profª.
Drª. Clélia Brandão Alvarenga Peixoto11.
Entretanto, até o presente momento são inúmeros ainda os entraves para que as
duas disciplinas possam ser ministradas em todas as escolas do país. Segundo várias
secretarias de educação faltam professores devidamente habilitados. Na falta destes,
professores de outras áreas de ensino e que já lecionam nas escolas e tem carga horária
disponível, acabam assumindo a disciplina. Há inúmeras propostas para solução do
problema em curto prazo, como oferecer cursos a distancia e/ou cursos de
especialização na área. Outra questão debatida, mas que até agora não é consensual,
propõem que o bacharel na área, em caráter provisório e por um período determinado,
poder lecionar a disciplina.
Os novos desafios e o papel das graduações e pós-graduações.
9
A respeito da luta pela reintrodução de sociologia na grade curricular dos cursos de ensino médio vide
entre outros, Silva, 2007.
10
Na ocasião foi estabelecido um prazo de um ano para a sua implementação, considerado necessário
para que os estados que ainda não adotam essa decisão, possam se adequar.
11
Resolução nº. 4 de 16 de agosto do CNE, publicada no DOU de 21 de agosto de 2006, Seção 1, página
15.
6
Esta questão nos remete a discussão sobre a estrutura e perfil dos cursos de
bacharelado e licenciatura em Ciências Sociais/Sociologia. O que há de comum nos
diferentes cursos existentes? Qual o objetivo do Projeto Pedagógico desses cursos em
relação à formação do professor de sociologia? Se é que há um Projeto Pedagógico a
orientá-los, fruto de uma discussão ampla com todos os envolvidos, inclusive
representantes da sociedade.
Em geral, há em muitos casos uma hierarquia velada nos cursos de Ciências
Sociais e/ou Sociologia atribuindo à licenciatura um status menor em relação ao
bacharelado, essa tem sido uma queixa comum feita pelos estudantes e professores de
várias instituições do país nos inúmeros fóruns e encontros realizados onde a temática
foi colocada. Esta questão nos leva a atentar para a questão legal da profissão.
A Lei que reconhece a profissão de sociólogo 12 define como tal apenas os
bacharéis. Os licenciados não são, portanto, sociólogos ao crivo da lei, mas “professores
de sociologia no ensino fundamental e médio”. Entretanto o Decreto Presidencial Nº
89.531, de 05 de abril de 1984 que regulamentou a profissão de sociólogo, estabeleçe no
seu artigo 2º que descreve as atribuições dos sociólogos, em seu item II que uma das
funções do profissional é “ensinar sociologia geral ou específica, nos estabelecimentos
de ensino, desde que cumpridas as exigências legais”, ou seja, que seja licenciado, pois
esta é a exigência legal. De acordo com a Lei que cria a profissão e o Decreto que a
regulamenta é necessário que a pessoa seja bacharel e licenciada para poder gozar de
todas as prerrogativas legais.
Esta dualidade na formação - bacharel e licenciado -, em decorrência de muitas
escolas no país terem abolido a licenciatura dos cursos de Ciências Sociais/Sociologia,
tem criado situações muito constrangedoras e polêmicas. O outro lado da medalha
também é problemático, pois quando o curso oferta tanto o bacharelado como a
licenciatura, em geral as formações estão dissociadas, ou seja, o aluno pode optar por
uma ou outra formação, havendo não raro, em muitas escolas, o ingresso separado, ou
seja, o aluno é obrigado no primeiro ou segundo semestre optar por uma das formações
e há casos em que o vestibular já é separado. Conseqüência: os que optam apenas pela
licenciatura não serão sociólogos de acordo com o decreto que regulamentou a
profissão, portanto não poderiam ministrar aulas de sociologia, embora sejam
12
Vide Lei de nº 6.888, de 10 de dezembro de 1980, Portaria Ministerial nº 3230 de 15 de dezembro de
1983 e o Decreto Presidencial nº 89.531, de 05 de abril de 1984 que regulamentou a profissão de
sociólogo.
7
licenciados. Esta é uma questão que tem que ser enfrentada e resolvida13. Apesar deste
impedimento legal os apenas licenciados estão amparados pela Resolução 02/97 do
CNE que garante ao licenciado, em qualquer área, independente de sua formação na
graduação, que o mesmo lecione no ensino fundamental e médio, na área de sua
licenciatura.
Outra questão a ser discutida diz respeito à valorização das duas formações no
âmbito de muitas instituições de ensino superior. Parece haver em algumas instituições
de ensino uma valorização menor da licenciatura em relação ao bacharelado que passa a
ser visto tanto pelo corpo docente como pelos alunos como uma formação melhor. A
licenciatura seria “o caminho natural” dos alunos considerados mais “fracos” e que não
estariam aptos a enfrentar a monografia de conclusão de curso. Ou seja, por aqueles que
“não tem perfil acadêmico”, “vocação para pesquisadores”, portanto para a carreira
acadêmica.
A reforçar esta questão é ilustrativo apresentar os resultados até agora obtidos
em nossa pesquisa com alguns professores do curso de ciências sociais que já
devolveram os questionários aplicados sobre a formação do professor de sociologia.
Quando questionados sobre qual o seu envolvimento e responsabilidade na formação
dos professores de sociologia, ou seja, na formação dos licenciados, estes docentes, em
especial das áreas de antropologia e política, não se vêm como responsáveis pela
formação dos licenciados, atribuem esta responsabilidade ao professor de Prática de
Ensino apenas, além dos professores das matérias pedagógicas, ou seja vêem como
responsabilidade do Departamento de Educação. É como se as matérias básicas que
ensinam não servissem para a formação do futuro professor do ensino médio, estão
alheios a isto.
As questões acima embora num primeiro momento pareçam nos remeter a
uma discussão apenas sobre os cursos de graduação estão diretamente vinculadas à
formação nas pós-graduações, pois os professores que vão formar os futuros
bacharéis/licenciados em Ciências Sociais/Sociologia passam pelas pós-graduações.
Diante desta realidade levantam-se algumas questões para o debate:
13
Tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que modifica o Decreto Presidencial nº 89.531 que
regulamentou a profissão de sociólogo. Esta alteração dá aos licenciados em cursos de formação plena –
quatro anos – o titulo de sociólogos. Esta alteração foi uma decisão da Federação Nacional dos
Sociólogos do Brasil – FNSB, após o último Congresso realizado na cidade de Natal – RN, em 2008,
contudo há um movimento muito grande por parte de lideranças sindicais para que a Lei não seja alterada,
portanto a questão ainda gera muita polêmica.
8
-
O
ensino
de
sociologia
tem
sido
um
tema
recorrente
de
preocupação/discussão/pesquisa nas pós-graduações em Ciências Sociais/Sociologia no
país?
- Qual tem sido a produção acadêmica voltada para esse tema nos cursos de
Mestrado e Doutorado em Ciências Sociais/Sociologia?
- Quantos cursos de pós-graduação têm pelo menos uma disciplina voltada
para essa área em sua grade?
Qual a preocupação dos cursos com a formação do professor de sociologia?
Faz-se necessário um levantamento nos cursos de Ciências Sociais existentes
no Brasil para que possamos ter um panorama atualizado da situação do ensino de
sociologia nas instituições de nível superior no país, bem como o papel que a pesquisa
sobre a formação continuada dos professores de sociologia vem tendo nos cursos. Este
levantamento poderá nos fornecer um quadro atualizado dos temas que tem dominado a
produção acadêmica em nível de graduação e pós-graduação em diferentes períodos e o
lugar que o ensino de sociologia tem ocupado nessa produção.
A pesquisa sobre o ensino de sociologia na Universidade Federal de
Sergipe
Em 1990 é criado o primeiro curso de bacharelado e licenciatura em Ciências
Sociais de Sergipe na Universidade Federal de Sergipe, que passa a funcionar no
primeiro semestre de 199114. Na época o Departamento de Ciências Sociais contava
com dezessete (17) docentes, assim distribuídos por área de conhecimento: Dez (10) da
área de Sociologia, cinco (5) da área de Antropologia e dois (2) da área de Política.
Deste total, dezesseis (16) eram mestres e especialistas e um (1) pós-doutor.
Em dez anos de existência, o curso que previa no projeto inicial a duplicação
de seu quadro docente em cinco anos, teve o seu número de docentes cada vez mais
reduzido, passando de dezessete professores para apenas treze em 2005, com a seguinte
titulação: 01 pós-doutor, 06 doutores, 03 doutorandos e 03 mestres.
Entre 2005 e 2008 foram realizados concursos públicos para preenchimento
de vagas e o curso de Ciências Sociais foi contemplado com um aumento do número de
professores, contando atualmente com 16 docentes efetivos, mas ainda ficando muito
aquém do proposto no projeto de criação do curso.
14
Até a presente data é o único curso de formação em ciências sociais do estado de Sergipe.
9
Em 1997, o curso foi reconhecido pelo Ministério da Educação através da
Portaria n° 428, de 18 de março de 1997, o que possibilitou a consolidação do mesmo
em nível acadêmico-burocrático e, até o segundo semestre de 2008 haviam sido
diplomados 365 alunos, assim distribuídos: 73 bacharéis, 45 bacharéis e licenciados e
207 licenciados 15 . Embora tenha sido criado como um curso de bacharelado e
licenciatura, somente no primeiro semestre de 2000 inicia a primeira turma de
licenciados, com um total de 05 formandos. 16
Em 2002, começa a haver uma demanda mais significativa pela licenciatura
em Ciências Sociais, decorrente da luta que se empreeendeu pelo retorno da disciplina
de sociologia na grade curricular do ensino médio no país e a inclusão desta no
curriculo das escolas de ensino médio em Sergipe. Um dado que merece destaque é o
fato de que das 118 monografias de conclusão de curso defendidas até 2008, apenas
uma teve como foco o ensino de sociologia, e segundo a autora da monografia foi muito
difícil conseguir um professor orientador no departamento, dado o seu tema de
pesquisa.
Alunos Formados em Ciências Sociais – 2003 - 2008
Ano
Bacharel
Licenciado
200317
15
12
200418
14
28
200519
11
31
200620
07
29
200721
16
38
200822
05
14
15
Deve-se ressaltar que em 1994 concluem o curso de bacharelado apenas duas alunas do total de 15 que
ingressaram em 1991, e que ingressam no ano seguinte (1995) no mestrado em sociologia, uma na UNB e
outra na PUC/SP.
16
Um fato que merece ser destacado é que a disciplina Sociologia da Educação, obrigatória para a
licenciatura não tem um docente qualificado para tal. Havia uma professora formada em Letras e doutora
em Filosofia da Educação que ministrava a disciplina, inclusive havendo criado um núcleo de pesquisa na
área com uma significativa produção, mas com a aposentadoria desta, a disciplina ficou a cargo de outra
professora, assistente social e doutoranda em Geografia, que já vinha ministrando a mesma na ausência da
professora que se aposentou. Não há docentes atualmente no departamento de ciências sociais que se
dediquem a essa área de conhecimento.
17 Anuário Estatístico da UFS 2003/2005. São Cristóvão: UFS, 2006.
18 Idem.
19 Idem
20 Anuário Estatístico da UFS 2005/2007. São Cristóvão: UFS, 2008.
21 Idem
10
É preciso considerar na análise da tabela acima que muitos alunos que
concluiram a licenciatura já eram bachareis. O aumento da demanda pela licenciatura
em Ciências Sociais contudo pode ser comprovado pelo número de alunos matriculados
na disciplina Prática de Ensino em Ciências Sociais neste primeiro semestre de 2009,
que apresentou 25 (vinte e cinco)matriculados em Prática de Ensino I e apenas 05
(cinco)em Prática de Ensino II.
A Pós-Graduação
O curso de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFS criado em 1987, é
anterior a criação do curso de graduação em Ciências Sociais e até o ano de 1993
caracteriza-se como uma pós-graduação latu sensu em ciências sociais. Com a criação
do curso de mestrado em 1993, passa a atrair não apenas os professores e alunos da
UFS, mas também docentes e discentes provenientes de outras instituições de ensino
superior de Sergipe e até de estados vizinhos. A reformulação do curso para mestrado
trouxe como conseqüência uma produção científica mais sistematizada e uma formação
acadêmica mais qualificada. Proporcionou a formação de Grupos de Pesquisa mais
estruturados e o surgimento de novos grupos, assim como dinamizou e diversificou a
produção acadêmica.
Em 1996 o curso sofre nova reestruturação, criando as seguintes linhas de
pesquisa: “Movimentos Sociais e Cidadania”; “Cultura, História e Memória Social”;
“Comunicação, Economia e Política” e “Formas de Intervenção do Estado”. No período
de 1996 a 2000 foram defendidas 14 dissertações de mestrado, mantendo-se ainda o
mesmo perfil eclético dos temas do período anterior. Em 2003, foram defendidas 19
dissertações e no primeiro trimestre de 2005, 08 dissertações foram apresentadas, porém
nenhuma versou sobre a formação profissional, mercado de trabalho e/ou ensino de
sociologia.
Em 2002, o curso passa de Mestrado em Ciências Sociais para Mestrado em
Sociologia com as seguintes linhas de pesquisa: Etnicidade e Religiosidade;
Modernidade, Identidade e Cultura Urbana; Política, Cidadania e Direitos Humanos e
Trabalho, Políticas Públicas e Desenvolvimento.
22
Número de formandos 2008/01. Folder UFS em Números, 2008.
11
No período de 1995 a 2008, o curso já havia titulado 157 mestres, mas nenhuma
dissertação versou sobre ensino de sociologia e/ou o mercado de trabalho para os
sociólogos e cientistas sociais. Em 2009 o curso passou a ser de Mestrado e Doutorado
em Sociologia. Na justificativa do projeto de criação do curso de Doutorado em
Sociologia há referência à formação de professores e pesquisadores para o magistério
superior, porém não há nenhuma disciplina ou linha de pesquisa que contemple este
objetivo.
Relação de dissertações defendidas no período 2005 - 2009
12
Título
Glauber Rocha: a revolução
das massas criadoras
A reafricanização da capoeira
em Aracaju: identidades em
jogo.
Igreja Católica e AIDS: estudo
do programa solidariedade e
esperança AIDS em Sergipe
Gênero e construção civil: um
estudo de caso sobre
trabalhadoras da NORCON
Racionalização e liberdade em
Max Weber: possibilidades de
emancipação do indivíduo
contemporâneo
“Vinho velho em garrafas
novas?” Dilemas e implicações
do policiamento comunitário
num bairro de Aracaju-Se
Esfera pública e sociabilidade:
grandeza e decadencia do
gabinete de leitura de Maruim
Entre o fato e a lei:
representação, justiça e
gênero-estupro em Aracaju
Mulher: uma análise dos perfis
femininos no contexto da
religião pentecostal
Políticas sociais e inclusão no
Brasil do Programa de
Erradicação do Trabalho
Infantil – PETI em Itabaiana Se
Atração e afinidades
esquecidas: natureza e
mudança social na obra de
José de Alencar e Gilberto
Freyre
A (dis) funcionalidade do
trabalho como liberdade na
sociedade pós-industrial
Reestruturação produtiva e
impacto na requalificação do
trabalhador industrial: a ótica
dos atores envolvidos
Orçamento participativo e
cidadania: limites e
possibilidades
As agruras e delícias de
Autor
Humberto Alves Silva
Júnior
Álvaro Machado de
Andrade Júnior
Orientador
Rogério Proença
Leite
Rogério Proença
Leite
Ano
2005
José Marcelo
Domingos de Oliveira
Tânia Elias Magno
da Silva
2005
Fernanda Oliveira de
Araújo
Maria Helena
Santana
2005
Edilene Maria de
Carvalho Leal
Rogério Proença
Leite
2005
Glesi da Rocha Passos
Paulo Sergio da
Costa Neves
2005
2005
Denio Santos Azevedo José Maria de
Oliveira Silva
2005
Patrícia Rosalba
Salvador Moura Costa
Maria Helena
Santana
2006
Tereza Rachel
Clement
Jonatas Souza
Menezes
2006
Matilde Paes da Costa
Santana
Olívio Alberto
Teixeira
2006
Marcelo Figueiredo
Silva
Ulisses Neves
Rafael
2006
Jorge Luiz Barreto
Ribeiro
Maria Helena
Santana
2006
Cristiane Maria
Macedo Arôxo
Maria Helena
Santana
2006
Luís Cláudio Almeida
Santos
José Rodorval
Ramalho
2007
Daniela Nogueira
José Rodorval
2007
13
Emma, Ana e Luísa (tipo ideal
e adultério no romance realista
do século XIX)
Fragmentos de trabalho:
identidade operária no trabalho
terceirizado
Experiência religiosa:
transformações de sentido para
a vida no interior da igreja do
evangelho quadrangular
A emergência de instituições
sociais no estado de Sergipe a
partir da associação econômica
Eventos públicos e privados: a
elaboração de políticas
culturais voltados para a
elaboração de festas
Professores migrantes em
Aracaju: múltiplas
sociabilidades
Lavoura de delícias:
visibilidades de gênero nos
romances de Francisco J C
Dantas
A Violência da ordem: policia
militar e representações sociais
sobre a violência em Sergipe
Um alarido neopentecostal:
transversalidade e
ressignificação na Igreja
Universal do Reino de Deus
A irmandade dos
homenspretos do rosário:
etnicidade, devoção e caridade
em São Cristóvão-Se (século
XIX)
A caminho da fábrica com a
bíblia na mão: estudo da
modernidade em Aracaju e sua
relação com o universo
religioso
A via crucis do desejo: a
aprendizagem do amor
homoerotico nas veredas do
grande sertão
Violência, magia e técnica
A construção coletiva dos
projetos de assentamento do
programa nacional de crédito
Amaral
Ramalho
Jaime Santos Júnior
Marcus Eugenio
2007
Cleber Seixas
Guimaraes
Jonatas Souza
Menezes
2007
Geraldo Denisson
Costa Viana Junior
Tácito Augusto
Farias
2007
José Ribeiro Filho
Ernesto Seidl
2008
Maria Luiza Scardini
Tânia Elias Magno
2008
Sidiney Menezes
Geronimo
Tânia Elias Magno
2008
Marcos Santana Souza
Paulo Sergio da
Costa Neves
2008
Adailson José Resende Jonatas Souza
Bomfim
Menezes
2008
Vanessa dos Santos
Oliveira
Hippolyte Brice
Sogbossi
2008
Geane dos Santos
Jonatas Souza
Menezes
2008
Manoel Messias
Rodrigues Santos
Ulisses Neves
Rafael
2009
Diego Rodrigues
Santos Calazans
Samuel Pires Melo
Franz Josef Bruseke
2009
Olívio Alberto
Teixeira
2009
14
fundiário ante fatos de uma
ação coletiva
Julgamentos sociais do scrimes Rogério Ferreira da
de homicídio e suas variantes
Silva
impactantes: uma análise dos
julgamentos do tribunal do júri
de Aracaju de 2003 a 2007
Marcus Eugenio
2009
Conclusões
A volta da disciplina sociologia ao ensino médio e fundamental deverá
fomentar uma discussão sobre a formação profissional dos cientistas sociais, em
especial os que seguirem a carreira de professores do ensino fundamental e médio, pois
é um mercado de trabalho que se abre e que irá exigir bons profissionais.
De antemão já nos vemos diante de alguns desafios, como é caso das
Orientações Curriculares de Sociologia, as OCNS, que deverão nortear as diretrizes para
o ensino de sociologia nas escolas do país e que até o momento não foram delimitadas,
e o tema não domina as principais pautas dos encontros da categoria, nem em nível de
graduação nem de pós-graduação.
A verdade é que pouco nos conhecemos enquanto profissionais que formam
outros profissionais, não raro nos ilhamos em nossos laboratórios de pesquisa e o
diálogo travado é retórico e preocupado com a pontuação curricular exigida pelos
órgãos de fomento. Esta questão também diz respeito a nossa publicação, há temas da
moda e há temas fora de moda, há temas que dão IBOPE e a temas que poucos
consideram importantes, há uma sociologia do cânone a balizar toda essa questão.
Creio que temos que retomar o fio que foi rompido há quarenta anos e que
colocou a licenciatura em Ciências Sociais em um segundo plano, bem como todos
aqueles que a ela se dedicaram, seja como professor seja como pesquisador. As questões
relativas ao ensino da sociologia foram transferidas para a alçada dos pedagogos e dos
pesquisadores em educação, de modo que a disciplina prática de ensino em ciências
sociais passou em muitas universidades a ser alocada no departamento de educação e,
não raro, ministrada por um docente desvinculado do curso de Ciências Sociais, mesmo
que formado na área. Esta é uma questão também que parece vem sendo rediscutida em
várias universidades, ao menos na UFS esta questão vem sendo discutida, embora sem
muita ênfase pelo Departamento de Ciências Sociais
São inúmeras as questões a serem levantadas a respeito da formação do
professor de sociologia e o papel das pós-graduações, afinal uma questão que se coloca
15
diz respeito aos múltiplos olhares e interpretações do que seja “formar o professor de
sociologia”, pois isto implica em pensar o professor para o nível médio de ensino e o
professor para o nível superior, enfim responder uma questão difícil de ser respondida:
Qual o perfil que deve ter esse profissional? Deve haver diferença na formação de um e
de outro? Por quê? Qual a responsabilidade dos cursos de pós-graduação na formação
deste profissional? Estas questões nos remetem a discussão sobre a visão que se tem do
que seja o ensino e qual a responsabilidade da comunidade científica na formação
profissional e na democratização do saber.
Estas são questões que nos remetem a discussão sobre a visão que se tem do
que seja o ensino, bem como o que seja formar o sociólogo frente às perspectivas dos
novos quadros profissionais que o mercado de trabalho está a exigir. Como atender essa
demanda?
Este tema pode ser analisado de vários ângulos, dada à complexidade da
questão não há uma única resposta, são várias as possibilidades de se responder aos
desafios que estão colocados, mas creio que o professor Amaury Cesar Moraes no
artigo “O que temos de aprender para ensinar ciências sociais?” publicado na Revista
CRONOS no dossiê sobre ensino de sociologia (2007, 402), no qual discute a formação
do pesquisador, do professor de nível superior e da educação básica, do técnico e do
administrador público que os cursos de ciências sociais vêm efetivando nos aponta para
uma resposta ao concluir suas reflexões chamando a atenção para a necessidade da
“intervenção da comunidade científica mais ampla na explicitação dos objetivos do
ensino médio, e dentro desta, os cientistas sociais, é condição para que os cursos
superiores ultrapassem dois limites de sua democratização: o elitismo e a evasão”.
Referências
Carvalho, Lejeune Mato Grosso Xavier de. (2006) Sociologia no ensino médio:
Mudanças profundas na educação brasileira.
Ferreira, Pinto. "Panorama da Sociologia Brasileira I e II". In. Revista Brasiliense, São
Paulo, n. 14, nov/dez. 1957.
Menezes, Florentino. Tratado de Sociologia. (1931) Aracaju: S. N. T.
Menucci, Simone. A institucionalização da Sociologia no Brasil: Os primeiros manuais
e cursos. (2000) IFCH/UNICAMP. Dissertação de Mestrado.
16
Moraes, Amaury Cesar. O que temos de aprender para ensinar ciências sociais? In:
CRONOS. Revista do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFRN.
Natal/RN. Volume 8, número 2, julho/dezembro de 2007. Pág. 395-402.
Silva, Adriana Elias Magno. Florentino Menezes – Um sociólogo Brasileiro Esquecido.
(1997) PUC/SP. Dissertação de Mestrado;
Silva, Tânia E. M. da. (2007) A sociologia em Sergipe: um olhar sobre o pioneirismo e
a atualidade. In: Plancherel, Alice A. e Oliveira, Evelina A. F. de. Leituras sobre
Sociologia no Ensino Médio. Maceió/AL: Editora da Universidade Federal de Alagoas.
-------------------------- A questão das OCNS: Prática pedagógica e formação dos
professores de Sociologia: reflexões para o debate. Texto apresentado no Simpósio As
Orientações Curriculares Nacionais – OCN – Sociologia, do XIII Congresso Brasileiro
de Sociologia realizado de 29/05/07 a 01/06/07 em Recife/PE.
(Corrêa, 1993) (Gomes, 1985):
MEKSENAS, Paulo. O Ensino da Sociologia na Escola Secundária. In: Leituras & Imagens.
Grupo de Pesquisa em Sociologia da Educação. Florianópolis: Universidade do Estado de
Santa Catarina UDESC, 1995, pp.67-79.
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