Trabalho UNIDERP (243200) - Reflexões sobre o Serviço Social

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UNIVERSIDADE ANHANGUERA - UNIDERP
SERVIÇO SOCIAL
Acadêmicas:
Geliza Caetano 4153239283
Leidiane Enize 4129003593
Vera Lucia Costa 4155248073
ASSESSORIA E CONSULTA EM SERVIÇO SOCIAL
Anápolis, Novembro-2013.
ASSESSORIA E CONSULTA EM SERVIÇO SOCIAL
Trabalho apresentado ao Curso Serviço
Social,
Universidade
AnhangueraUNIDERP.
Tutora: Luciana Haddad Ferreira
Introdução
O presente trabalho descreveu e analisou a assessoria como uma das possibilidades de
trabalho do Serviço Social junto às expressões da questão social. A assessoria na atualidade
pode ser utilizada como mais uma das formas de inserção do Serviço Social no mercado de
trabalho. Esta experiência abre espaços para refletir a inserção do Assistente Social no
processo de assessoria.
A profissão Serviço Social foi regulamentada no Brasil em 1957, mas as primeiras
escolas de formação profissional surgiram a partir de 1936. É uma profissão de nível superior
e, para exercê-la, é necessário que o graduado registre seu diploma no Conselho Regional de
Serviço Social – Cress – do Estado onde pretende atuar profissionalmente.
A lei que a regulamenta é a 8662/93, a profissão está inserida na realidade social do
Brasil, revelando desigualdades sociais e econômicas, presentes na pobreza, violência, fome,
desemprego, carências materiais e existenciais, dentre outras.
A formação profissional permite apreender as questões sociais e psicossociais com
uma base teórico-metodológica direcionada à compreensão dos processos relacionados à
economia e política da realidade brasileira, onde se gestam as políticas sociais para
atendimento às mazelas da sociedade.
Os profissionais do Serviço Social têm como princípio e compromisso ético-político,
Código de Ética dos Assistentes Sociais (1993), a ampliação e consolidação da cidadania,
visando garantir os direitos civis, sociais e políticos das classes trabalhadoras.
O compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e com
aprimoramento intelectual na perspectiva da competência profissional fazem parte dessa
profissão, além do reconhecimento da liberdade (autonomia, emancipação e plena expansão
individual) e defesa intransigente dos direitos humanos.
.
O assistente social contribui na construção e defesa de políticas públicas, como
Sistemas Único da Saúde – SUS, da Lei Orgânica da Assistência Social – Loas e do Estatuto
da Criança e do Adolescente – ECA, participando de conselhos municipais, estaduais e
nacionais, controlando e avaliação das políticas sociais. Deve ter uma postura crítica\reflexiva
para compreender a problemática e as pessoas com as quais lida, respeitando as pessoas em
suas diferenças e potencialidades, sem discriminação de qualquer natureza.
A questão social é associada à desigualdade social, diretamente ligada ao sistema
capitalista, que acaba originando no Brasil vários problemas como o desemprego, seqüestros,
violência, gerando desequilíbrios no clima político e social.
O profissional deve dispor de condições adequadas e dignas, asseguradas pelas
instituições contratantes, que lhes permitam proceder à escuta, reunião, aos contatos e
encaminhamentos necessários à atuação técnica-operativa, em cumprimento aos artigos 4º. e
5º. da Lei 8662/93, das competências e atribuições profissionais.
É preciso garantir recursos materiais e humanos para que sua atuação se realize de
forma competente e efetiva, bem como que permitam o exercício do sigilo e dos princípios
profissionais. Pode ocorrer o contrato de prefeituras para consulta de serviço social como:
planejamento/programação de políticas sociais, devido à interiorização/descentralização das
políticas públicas; solicitação de assessorias ou consultorias em projetos e programas sociais;
solicitação de projetos para captação de recursos; e outros.
O Serviço Social atende questões como a exclusão social, a baixa qualidade de vida, a
baixa estima dos indivíduos, grupos e populações, a desestruturação familiar, as diversas
formas de violência, entre outros. Os assistentes sociais devem construir propostas de trabalho
criativas e capazes de preservar e efetivar direitos, pois o serviço social pode intervir como
mediador de das mudanças, identificando no individual o social.
Na organização política do Assistente Social e os Movimentos Sociais há uma atuação
política, para a intervenção nos direitos que é o seu instrumento de trabalho. Desde o século
XIX, há uma busca pelo funcionamento do mundo, da vida e das sociedades, ligado às
questões políticas e governamentais.
O desenvolvimento político e emancipação social só ocorrerão com uma democracia
participativa, pois é responsabilidade de todos os cidadãos discutir problemas sociais, usando
da comunicação e do direito de participação os movimentos sociais como propulsores de uma
sociedade mais livre e justa.
É preciso estabelecer cumprimento dos direitos e compreensão popular, através da
participação da massa, lutando para satisfazer as necessidades básicas previstas na
Constituição Federal de 1988, como direito a alimentação, transporte, saúde, educação, lazer,
entre outros, para garantia da democracia participativa das classes oprimidas que é
necessidade do Estado Democrático de Direito.
O Estado exerce controle social da pobreza e em certos casos coibe os movimentos
sociais, muitos militantes são assassinados ou trabalhadores em greve são ameaçados pela
polícia. A mídia possui um papel importante informando e motivando os cidadãos a
participarem dos movimentos sociais.
Numa sociedade de consumo, quem comanda é o capital e o fluxo de dinheiro,
trazendo maior importância ao indivíduo pelo que ele tem e não pelo que realmente é.
Existem vários grupos culturais que possuem os mesmos valores universais e os mesmos
padrões de comportamento. Concordamos com a diferença que nós próprios criamos, nos
tornando desiguais.
In: Blog do pobre (www.pobre.com.br)
A época da globalização apresenta uma diversidade de relações onde as relações
sociais tornam-se mais horizontal do que vertical, privilegiando as relações entre culturas a
partir da sua igualdade e não as relações hierarquizadas entre elas. Defendem ainda
uma cidade mundial com responsabilidades, justiça e ideais morais.
É preciso repensar a igualdade onde a cidadania se faz presente individualmente ou em
grupos e nos distingue dos outros concidadãos. Tal realidade nos levou a uma nova situação,
onde os espaços de relação em que o conflito não surge como um obstáculo à reinvenção das
comunidades, mas como terreno onde o contrato social é o objetivo da emancipação da
diferença.
A problemática diferença pode ser considerada ameaças ou oportunidade. Ameaça
quando o risco é priorizar o individual e oportunidade, ao colocar a educação nos projetos
globais dos indivíduos de responsabilização do Estado e dos grupos. Concordamos que gerir
as políticas sociais é lidar com as diferenças do mundo, onde numa sociedade globalizada,
estamos condenados a viver juntos.
Música: A Novidade.
Autores: Gilberto Gil, Bi Ribeiro, Herbert Vianna e João Barone.
A novidade veio dar a praia
Na qualidade rara de sereia
Metade o busto de uma deusa maia
Metade um grande rabo de baleia
A novidade era o máximo
Um paradoxo estendido na areia
Alguns a desejar seus beijos de deusa
Outros a desejar seu rabo pra ceia
O mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
O, o, o, o...
De um lado esse carnaval
De outro a fome total
O, o, o, o...
E a novidade que seria um sonho
O milagre risonho da sereia
Virava um pesadelo tão medonho
Ali naquela praia, ali na areia
A novidade era a guerra
Entre o feliz poeta e o esfomeado
Estraçalhando uma sereia bonita
Despedaçando o sonho pra cada lado
Ô Mundo tão desigual...
A Novidade era o máximo...
Ô Mundo tão desigual...
© Gege Edições Musicais ltda (Brasil e América do Sul) / Preta Music (Resto do mundo)
© Edições Musicais Tapajós LTDA.
In: http://www.gilbertogil.com.br/sec_disco_info.php?id=377&letra
Carta Proposta
Anápolis, 08 de novembro de 2013.
Ao Sr. Eduardo Costa
Presidente da ONG Juventude Livre
Anápolis-GO
Tendo em vista a necessidade da ONG em promover Cursos Profissionalizantes para
os adolescentes e visando melhorar a renda familiar e motivação para o futuro,
encaminhamos proposta de assessoria à ONG Juventude Livre, no município de AnápolisGO.
É necessário conhecer a organização a fim de tornar possível um processo de trabalho
investigativo e interventivo com retorno para a qualificação profissional de todos os
envolvidos no Curso Profissionalizante fornecido pela ONG.
A ONG está em funcionamento desde 1997, no espaço físico cedido pela Escola
Municipal Dr. Genserico Gonzaga, atendendo os adolescentes que estão vivendo em áreas de
risco (drogas, criminalidade, violência).
São oferecidos por bimestre, de forma gratuita, o Curso de Operador para
computador, Ilustrador, Eletricista predial e Mecânico de Motos, para 50 adolescentes, entre
15 e 17 anos, moradores do bairro Filostro Machado, inscritos e que atenderam às exigências
cadastrais. A equipe do Curso conta com 8 professores, 1 coordenador pedagógico e 5
monitores, que trabalham na ONG através de parceria com o Instituto Federal Tecnológico de
Goiás-IFG e SENAI.
Segundo o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), de 1990, são consideradas
crianças pessoas com até doze anos incompletos e adolescentes pessoas entre doze a dezoito
anos. Referente ao mesmo documento, as crianças e adolescentes têm direito à proteção, à
vida, à saúde, à alimentação, à cultura, à educação, à profissionalização e ao respeito, entre
outros.
Os profissionais do Serviço Social têm como princípio e compromisso ético-político,
Código de Ética dos Assistentes Sociais (1993), a ampliação e consolidação da cidadania,
visando garantir os direitos civis, sociais e políticos das classes trabalhadoras.
Diante do exposto, propomos iniciar a assessoria fazendo um estudo da organização,
identificando atores bem como papéis que cada um desenvolve na ONG diretamente
relacionado com os Cursos Profissionalizantes e, posteriormente, traçar possibilidades de
intervenção que se caracterizaram na capacitação da equipe executora dos Cursos.
O intento, na capacitação, reside na necessidade de recolocar em pauta, para a equipe
executora, a diversificação das atividades a serem realizadas com os adolescentes, bem como
um aprofundamento na interlocução entre os próprios executores dos Cursos. Um
planejamento integrado pelos Assessores e o coordenador dos Cursos e da ONG.
Identificamos a necessidade permanente de capacitação. Observamos no primeiro
momento a ausência do órgão gestor estadual da Assistência Social no cumprimento de sua
função na assessoria e capacitação aos municípios em Gestão Municipal. Assim, os
adolescentes acabam expostos à exploração sexual, tráfico de drogas, criminalidade e
violência, entre outros.
A importância dos Cursos Profissionalizantes através da ONG nos leva a compreender
que para os adolescentes e familiares, criam uma expectativa de um futuro melhor, durante
todos seus processos e fases de vida, estimulando os estudos, convívio familiar saudável e
resgate dos valores sociais.
O nosso objetivo é desenvolver uma proposta de assessoria prestada juntamente com
os coordenadores da ONG e dos Cursos Profissionalizantes, através da ambientação,
problematizando a questão social e trazendo análises com alternativas para melhor
desenvolvimento social na integração dos adolescentes aos Cursos Profissionalizantes na
ONG.
Os Cursos Profissionalizantes oferecidos pela ONG Juventude Livre é uma alternativa
para que os adolescentes usufruam os direitos que constam no Estatuto da Criança e
Adolescente (1990). Neste estatuto, os mesmos devem ter acesso à escola, à cultura, ao lazer,
à qualificação, entre outros. Além de contribuírem para geração de renda às famílias e maior
interação no convívio familiar, através da participação dos familiares durante o processo do
Curso.
Percebemos que a assessoria é um campo no qual atualmente é possível ao Assistente
Social se inserir para trabalhar com questões sociais, podendo contribuir para melhor
compreensão e análise dos Cursos Profissionalizantes da ONG voltado para os adolescentes.
Na certeza de poder contar com vosso apoio, agradecemos.
Atenciosamente,
Equipe Técnica de Assistentes Sociais
Conclusão
A assistência social se efetiva como política pública por meio da integração e
articulação `a seguridade social e às outras políticas sociais. Inserido nas diversas áreas saúde,
previdência, educação, habitação, lazer, assistência, social, justiça, atua com papel de
planejar, gerenciar, administrar, executar e assessorar políticas, programas e serviços sociais.
A formação do assistente social é humanista, comprometida com valores que
dignificam e respeitam as pessoas em suas diferenças e potencialidades, sem discriminação de
qualquer natureza, conforme o seu Código de Ética Profissional. Deve ainda desenvolver uma
postura profissional capaz de compreender a problemática e as pessoas com as quais lida,
exigindo-se a habilidade para comunicação e expressão oral e escrita, articulação política para
proceder a encaminhamentos técnico-operacionais, sensibilidade no trato com as pessoas,
conhecimento teórico, capacidade para mobilização e organização.
Várias instituições tem contratado o profissional de Serviço Social, como: prefeituras,
associações, entidades assistenciais e de apoio à luta por direitos, sistema judiciário e
presidiário, empresas, sistema de saúde, sindicatos, sistema previdenciário, ONGs, centros
comunitários, escolas, fundações, universidades, centros de pesquisa e assessoria.
Observamos o crescimento do Serviço Social no campo de assessoria, como, por
exemplo, o contrato de prefeituras para planejamento/programação de políticas sociais;
assessorias ou consultorias em projetos e programas sociais; projetos para captação de
recursos; e outros.
Como as injustiças sociais e as desigualdades estão presentes em vários setores da
sociedade, o Serviço Social busca eliminar todas as formas de preconceito, respeitando a
diversidade de grupos sociamente discriminados, visando sempre a equidade e justiça social
em favor do acesso a bens e serviços, daí a importância do assistente social.
Referências Bibliográficas
Assessoria. Disponível em: <http://www.dicionarioinformal.com.br/assessoria/ Acesso em 20 out. 2013.
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MOTA, Anabela França. Stephen R. Stoer & Antônio Magalhães (2005): A diferença somos nós – A gestão da
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Disponível em: <http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S164572502009000200012&lng=pt&nrm=iso/ Acesso em 25 out. 2013.
BRAVO, Maria Ines Souza (Org.). Assessoria, Consultoria e Serviço Social. São Paulo: Cortez, 2010.
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FERREIRA, Luciana Haddad. Serviço Social – 8ª Série - Assessoria e Consultoria em Serviço Social
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GOERCK, Caroline & Eunice Maria Viccari. Assessoria: processo de trabalho do Serviço Social. Revista
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540-campanha-doacao-de-imagens-para-a-iniciativa-popular-pela-reforma-politica.html.
Acesso em 30 jun 2013.
Serviço Social. Disponível em:
<http://www.portalimm.com.br/Site/PaginaAvulsa/indexPaginaAvulsaAction.do?actionType=detalhar&idPagina
AvulsaNave/ Acesso em 20 out. 2013.
Serviço Social. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fass/article/viewFile/990/770.
Acesso em 28 out. 2013.
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