Aula 4

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Sistemas Digitais
Elementos Básicos de
Tecnologia
João Paulo Baptista de Carvalho
(Prof. Auxiliar do IST)
[email protected]
Portas Lógicas

As funções lógicas permitem descrever sistemas e
desenvolver algoritmos de processamento e controlo

Podem ser implementadas fisicamente por circuitos
electrónicos
A sua implementação física é feita por um circuito
eléctrico através de portas lógicas (gates) realizadas em
circuitos integrados


Um exemplo de um circuito
integrado é o caso do
74LS08 que implementa os
ANDs (ver folha de
especificação)
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Circuitos Integrados Digitais
Esta tecnologia permite:

Baixo custo (silício + impurezas)
Reduzida dimensão das gates
Alta integração
Elevada complexidade de circuitos
Fácil concepção
Fácil produção

Estão em todo o lado!!!




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Circuitos Integrados Digitais

Cada CI pode ter entre algumas gates e alguns milhões de gates.
Por exemplo:



O circuito integrado usado habitualmente no nosso laboratório com circuitos
AND tem 4 gates AND independentes que podem ser usadas separadamente
Um contador é um CI com algumas dezenas de gates interligadas de forma a
formar um contador
Um microprocessador avançado como o Intel Core i7 tem centenas de milhões
de gates ou circuitos equivalentes
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Tecnologias de fabrico de CI’s

TTL: Uma tecnologia que foi muito usada e estabeleceu critérios e
normas





CMOS: A outra tecnologia de grande divulgação



É relativamente mais lenta que a TTL mas consome menos
É a tecnologia actualmente mais utilizada
ECL





Tem um comportamento médio no que diz respeito a velocidade e a consumo
Subdivide-se em várias sub-famílias com características diferenciadas mas todas
compatíveis entre si
Dado ter-se tornado muito popular, outras tecnologias têm circuitos com entradas e saídas
compatíveis com TTL..
É uma tecnologia em perda a favor da CMOS
É a mais rápida tecnologia comercialmente disponível
Tem um consumo muito elevado
É de relativamente difícil utilização
Está reservada a nichos muito reduzidos
Outras tecnologias:



nMos e pMos
GaAs
IIL...
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Famílias TTL





Uma das família utilizadas no laboratório por ser
electricamente mais robusta criando, por isso menos
problemas a alunos com pouca experiência
Tensão de alimentação: 5V ± 5% para séries normais e
5V ± 10% para séries militares.
Temperaturas de operação: [0;70] oC nas séries
normais e [-55;125] oC nas séries militares.
Sub-famílias: N (Normal), L, H, LS (a mais usada), S,
ALS, AS, F, ...
Exemplos de tempos de atraso e de consumos para um
74XX00:
Sub-família
N (7400)
LS (74LS00)
S (74S00)

Atraso típico
(7;11) ns
(9;10) ns
(3;5) ns
Corrente de alimentação (típ.)
(4;12) mA
(0,8;2,4) mA
(10;20) mA
Em cada sub-família a série 54XXnn é a série militar e a
74XXnn é a normal.
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Famílias TTL (Níveis Eléctricos)








Ligação entre gates TTL, p. Ex., um NOT e um
AND:
Níveis "0"s e "1"s correspondem a intervalos de
tensão.
Família TTL: excepto nas transições, a gate
estará ou no valor Alto (HIGH entre 2,4V e 5V) ou
no valor Baixo (LOW entre 0V e 0,4V)
Típicamente o valor Alto ao "1" lógico e o valor
Baixo ao "0" lógico mas pode ser ao contrário.
Ruído eléctrico (campos electromagnéticos
devidos a emissões de rádio, TV, telemóveis,
ruído provocado pelo arranque e paragem de
motores eléctricos, emissão electromagnética de
outras ligações do mesmo circuito, etc.) pode
originar erros
P. Ex.: saída da gate NOT com 0,3V mas entrada
da gate AND com 0,5V (valor inválido).
Assim, definem-se intervalos mais amplos: entre
2V e 5V correspondem a Alto e entre 0V e 0,8V
correspondem a Baixo.
O intervalo de 0,4V entre os valores extremos à
saída e à entrada é chamado Margem de Ruído
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&
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Famílias CMOS






Sub-famílias: 4000, 74HC e 74HCT
A 4000 é a primeira família CMOS, e tem
vindo a ser progressivamente abandonada
e substituída pelas outras
A família 74HC tem as referências e o pinout compatíveis com as famílias TTL, mas
não é electricamente compatível
A família 74HCT é uma variante da HC
com níveis lógicos compatíveis com a
família TTL e é por isso hoje em dia
utilizada no laboratório.
Tensão de alimentação: 5V ± 5% para
séries 74HC e 74HCT e 3 a 18V para a
série 4000
Os níveis lógicos nas famílias CMOS são,
em algumas sub-famílias, diferentes dos
das famílias TTL:

No caso da série 4000 os níveis são variáveis
com a tensão de alimentação que pode ir de 3V
a 18V
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Encapsulamento de CI’s




Os circuitos integrados são pequenos
cristais de silício que, para poderem ser
utilizados, estão inseridos em embalagens
que facilitam o seu manuseio e
interligação
Os integrados que vamos usar estão
encapsulados num tipo particular de
embalagem chamada DIP – Dual in-line
package – por terem duas séries de
terminais (pinos) que estão organizados
em duas filas de lados opostos do
encapsulamento
O número de terminais dos integrados DIP
varia entre 8 e 64 terminais. Na figura
ilustra-se um integrado de 14 terminais
Repare-se na forma como os terminais
são numerados. O terminal 1 e o último
estão perto de uma pequena reentrância
no encapsulamento (que pode assumir
outras formas além da ilustrada). A
númeração é feita no sentido contrário ao
dos ponteiros do relógio
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Montagem de CI’s na breadboard
 Colocar
os CI’s correctamente
 Ligar alimentação de todos os CI’s
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Logigramas e Esquemas Eléctricos

Logigrama – Contém somente informação
lógica

x
y
Ex:
(
)
f (x, y, z) = xy+ xyz × xyz
x
y
z
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Logigramas e Esquemas Eléctricos

Esquema eléctrico – Contém informações de ordem técnica que
permitem montar o circuito sem recorrer a mais nenhuma
informação:



Identificação dos CI’s
Legenda
Números dos pinos correspondentes a cada entrada e saída de cada porta

Exemplo de esquema eléctrico:

Os catálogos de CI’s são utilizados para
preencher a informação do esquema eléctrico

Exemplo: A informação relativa ao 74LS08 permite
saber quais os pinos ligados a cada porta And
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
Fan-out


Fan-in


O fan-out de uma saída é o número de entradas normais a
que essa saída pode estar ligada. Esse valor anda na ordem
de 10 a poucas dezenas
O fan-in de uma entrada é o número de saídas que podem
estar ligadas a essa entrada
Dissipação de potência


Os integrados são alimentados em energia eléctrica e, no
seu funcionamento, dissipam essa energia sob a forma de
calor. O problema do aquecimento e das técnicas de
arrefecimento dos integrados são, com a elevada integração,
cada vez mais difíceis de tratar
No caso dos circuitos CMOS, a energia é fundamentalmente
gasta nas transições de nível sendo desprezável o valor
gasto em repouso. É por isso que os processadores dissipam
mais se a frequência de funcionamento for maior
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Atrasos



Dado que os circuitos integrados são dispositivos reais e físicos,
não reagem instantaneamente a mudanças nas suas entradas
Isso quer dizer que notamos atrasos na resposta dos integrados
se observarmos os seu comportamento ao longo do tempo
Vejamos o exemplo de uma porta AND:

A
Z
B

Este tipo de curvas designa-se por
diagramas temporais
De notar que:

A
B

Z
tPLH
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tPHL

Os sinais não mudam instantaneamente.
A representação aqui mostrada não é
realista, mas permite exemplificar esse
facto
A resposta da saída Z a uma alteração
numa entrada que provoca a sua
mudança ocorre após um certo tempo
O tempo de mudança da saída de Alto (H)
para Baixo (L) pode ser diferente do
inverso. Daí os tempos diferentes para
tpHL e tpLH
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Atrasos
Gate
Valor max LH
Valor max HL
NOT (74LS04)
15 ns
15 ns
AND (74LS08)
15 ns
20 ns
OR (74LS32)
22 ns
22 ns
Tatraso = 15+20+22 = 57 ns
Situação: - A transita de 0 para 1
- B = 1; C = 0;
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Bibliografia

Arroz,G., Monteiro,J.C., Oliveira,A.,
“Arquitectura de Computadores, dos
Sistemas Digitais aos Microprocessadores”,
Capítulo 3, 2ª Edição, 2009
 Mano,M., Kime,C. – “Logic and Computer
Design Fundamentals”, Prentice Hall,
secções 2.1,2.8,2.9
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