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Fatec SB
Metodologia da Pesquisa Científica e Tecnológica
Jacy Marcondes Duarte
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Apresentação
A disciplina Metodologia da Pesquisa Científica e Tecnológica (MPCT) tem por objetivo propiciar ao aluno
conhecimentos sobre o papel da Ciência e da Tecnologia e sobre a especificidade do discurso científico e seus elementos;
também objetiva desenvolver condições para que o aluno possa elaborar um projeto de pesquisa, visando a que ele se
familiarize com a produção de textos científicos e possa depois desenvolver sua monografia de final de curso (TCC) com
sucesso.
Esta apostila contempla os principais tópicos e discussões que serão abordados ao longo do curso, selecionados a
partir da bibliografia que norteia a disciplina e de outras contribuições, conforme referenciação bibliográfica ao final deste
material. Nosso objetivo é apresentar de forma clara tais elementos, para que haja boa compreensão e aproveitamento do
nosso aluno iniciante.
Outros materiais serão utilizados durante o curso, para aprofundamento de itens específicos, conforme se faça
necessário. O aluno poderá (e deverá) igualmente consultar os livros listados ao final desta apostila, e consultar o professor
para obtenção de mais material, se julgar necessário para seus estudos.
1 Ciência e Tecnologia
É tarefa muito difícil definir o que é ciência. Em princípio, pode-se afirmar que a ciência “busca compreender a
realidade de maneira racional, descobrindo relações universais e necessárias entre os fenômenos, o que permite prever os
acontecimentos e, consequentemente, também agir sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e
atinge um tipo de conhecimento sistemático, preciso e objetivo (MATIAS-PEREIRA, 2007, p.12).
Mas não podemos esquecer que o conhecimento científico, apesar de rigoroso, não é certo e definitivo, não é a
verdade. O conhecimento científico, como qualquer outro tipo de conhecimento, é histórico, depende da descoberta de
novos fatos ou invenções, o que muda a “verdade científica”. Por exemplo, na Idade Média a concepção sobre o planeta era
diferente da concepção atual, mas aquela era a verdade da época. Quando se dividiu o átomo, acreditava-se que a ciência
havia descoberto a menor porção de matéria; depois se dividiram as partes do átomo, e a concepção científica sobre o
assunto se modificou.
Difícil também é separar bem o que é ciência e o que é tecnologia. Tecnologia (tecno = ofício) é o termo que
empregamos mais especificamente para aquilo que é a aplicação da investigação científica: trata-se de descobrir respostas e
produtos que podem ser aplicados imediatamente à melhoria das condições da vida humana (um instrumento para arar o
campo é tecnologia; fibras óticas são tecnologia). A investigação científica teórica descobriu como partir o átomo, e as
aplicações dessa descoberta geraram diversas tecnologias: a bomba atômica, aparelhos médicos, energia nuclear etc. O
melhor é não tentarmos dividir com rigor demasiado as duas concepções, pois elas na verdade interagem e muitas vezes
andam juntas; é melhor usarmos o termo investigação científico-tecnológica, para nos referirmos às áreas do saber que se
ocupam da descoberta de produtos e da aplicabilidade das teorias.
Outra observação importante é sobre a suposta neutralidade do discurso científico e sobre a suposta necessidade de
distanciamento do pesquisador em relação ao seu objeto de pesquisa. Todo discurso (as pesquisas, descobertas científicas
se traduzem em discursos também) é produzido por uma pessoa, que é o sujeito desse discurso, e traz as marcas desse
sujeito, que vive num determinado tempo e espaço. Nós seres humanos somos frutos das ideias e valores vigentes na época
e no espaço em que vivemos. O trabalho científico-tecnológico é trabalho humano, e traz as marcas da nossa humanidade.
Não há neutralidade, todos estamos imersos na nossa história. E não é possível um “distanciamento” entre o pesquisador e o
objeto da pesquisa: na verdade, estamos sempre envolvidos (temos de estar) com nossas investigações. A ideia de
distanciamento científico, na verdade, vem da época do Iluminismo; é, portanto, uma criação humana como qualquer outra.
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Como afirma Gonsalves (2007), não é possível contrapormos atividade científica aos elementos subjetivos, afeto e
emoção, como os positivistas acreditavam. Como poderíamos fazer uma pesquisa com empenho e dedicação, se não
estivermos envolvidos emocionalmente no projeto?
2 O projeto de pesquisa
Mas afinal o que é projeto de pesquisa, e por que temos de fazê-lo?
O Projeto é a fazer inicial, preparatória, para qualquer trabalho científico de investigação. Em qualquer situação em
que seja necessária a pesquisa (para fazer um TCC, um doutorado, para uma empresa, para um órgão público etc) é
necessário apresentarmos um projeto, que poderá ser aceito ou não. O projeto é um produto, uma redação em que
apresentamos nossa proposta de pesquisa, seguindo os modelos e normas usuais para tal tipo de documento. O projeto não é
imutável, pode ser modificado mais tarde, quando formos desenvolver a investigação. O projeto é um ponto de partida – um
guia – para a futura pesquisa.
Embora haja diversas maneiras de se dividir um projeto de pesquisa, os seus componentes usuais, que adotaremos
como modelo em nosso curso, são os seguintes:
TEMA
PROBLEMA
HIPÓTESE
REVISÃO DA LITERATURA
JUSTIFICATIVA DO PROJETO
OBJETIVOS
METODOLOGIA
CRONOGRAMA
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANEXOS
Qualquer que seja a apresentação formal do projeto, suas divisões, todo projeto deve responder às seguintes
indagações:

O que pesquisar? (Definição do tema e do problema, hipóteses e base teórica)

Por que pesquisar? (Justificativa da escolha do tema e do problema);

Para que pesquisar? (Propósitos do estudo, seus objetivos);

Como pesquisar? (Metodologia);

Quando pesquisar? (Cronograma de execução);
(observação: se o projeto tiver algum tipo de financiamento, devemos também incluir o item CUSTOS, detalhando os gastos
que serão necessários).
Lembrete: o projeto é um planejamento, não é a pesquisa. A pesquisa é a atividade de investigação, teórica ou
prática; primeiro fazemos o projeto, depois desenvolvemos a pesquisa; por fim, apresentamos os resultados da pesquisa, em
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forma de relatório, monografia, dissertação de mestrado, tese de doutorado. No caso da Fatec, os alunos têm ao final do
curso de apresentar um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que é uma monografia. O ideal é que o projeto que o aluno
fizer na disciplina MPCT transforme-se depois no TCC.
3 O tema
A dificuldade inicial para um trabalho científico é a escolha e delimitação do tema. Não podemos demorar muito
para decidir qual o nosso tema, para não comprometermos a feitura do projeto, e temos de decidir por um tema que seja
possível de ser trabalhado, interessante para nós e que traga alguma contribuição para nós e para a sociedade.
O tema deve ter o tamanho (especificidade) adequado às nossas possibilidades de trabalho, ao tempo e recursos de
que dispomos para realizá-lo. Há pesquisas que demoram anos, e envolvem vários pesquisadores; outras têm de ser feitas
em pouco tempo, e individualmente (como é o caso do nosso curso). A delimitação do tema, então, é tarefa imprescindível.
Por exemplo, imaginemos a seguinte gradação, indo do assunto mais geral para o mais específico:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
Poluição
Poluição visual
Poluição visual nas grandes cidades
Poluição visual nas grandes cidades brasileiras
Poluição visual em São Paulo
Poluição visual no centro de São Paulo
Poluição visual no centro de São Paulo causada pela propaganda
É claro que partimos, para escolher um tema, de algo que seja do nosso interesse, que tenha chamado nossa
atenção por algum motivo. Um primeiro passo, portanto, é escolher um tema que nos agrade.
Um segundo passo é pesquisarmos sobre o tema do nosso agrado. Temos de fazer um levantamento bibliográfico
sobre o que já se falou ou se fez com relação ao tema que queremos escolher. Alguém já estudou isso? Escreveu sobre isso?
Há publicações com posições e análises diferentes sobre o tema? Há documentos? É realmente possível pesquisar sobre
isso?
Há três formas básicas de procedimentos investigatórios para se fazer nessa primeira fase do projeto, ou seja, para
decidirmos se vamos realmente trabalhar com o tema que escolhemos. São: a pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental
e os contatos diretos.

Por pesquisa bibliográfica entenda-se a consulta feita a livros, revistas, teses etc, publicados por autores
diversos, sobre o assunto e o tema de que nos ocuparemos. É um levantamento do que se estudou e se
analisou sobre o tema.

A pesquisa documental é a consulta feita em documentos. Por documento entenda-se imagens, textos,
sons, fixados em algum suporte material. Um pergaminho é um documento, uma inscrição numa pedra, a
gravação de um diálogo, um diário, uma foto, desenhos, filmagens etc são documentos.
Enquanto a pesquisa bibliográfica se utiliza fundamentalmente das contribuições dos diversos autores
sobre determinado assunto, a pesquisa documental vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento
analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa. (GIL, 2009, p. 45).

Os contatos diretos são a maneira de se conseguirem dados através de outras pessoas, diretamente,
colhendo depoimentos ou sugestões sobre possíveis fontes de informação.
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Organização do material consultado
Todo o material bibliográfico que consultamos deverá ser fichado, para que possamos organizá-lo e não perder os
dados. Por exemplo, lemos algo muito interessante num livro, mas não anotamos nada; possivelmente não seremos capazes
de lembrar onde lemos a informação daí a pouco tempo. O fichamento do material consultado é fundamental.
Chamamos de fichamento a tomada de notas ou apontamentos sobre o que lemos. As fichas podem ser de
cartolina, folhas de caderno ou mesmo armazenadas no computador; o importante é que funcionem para ajudar o
pesquisador. Existem muitos tipos de fichas, por exemplo:
a)
Ficha bibliográfica – em que fazemos pequeno comentário da obra estudada. Serve para identificarmos a obra
e sua importância, na hora de redigirmos nosso trabalho.
b) Ficha de citação – em que transcrevemos ipsis litteris, isto é, fielmente, trechos ou frases da obra estudada. A
transcrição deve ser feita entre aspas, e seguida do número da página. Se pularmos uma parte de uma frase,
colocamos reticências entre parêntesis (...).
c)
Ficha de resumo – em que fazemos um resumo da obra lida. Podemos resumir colocando os assuntos em itens,
sem preocupação com a redação, ou então fazermos realmente um apanhado geral, ou resumo propriamente
dito, com nossas palavras.
d) Ficha de dados – onde anotamos os resultados de respostas a questionários, ou quaisquer outros elementos
obtidos através da pesquisa. Por exemplo, numa pesquisa sobre poluição do rio Tietê, um químico poderia
anotar em fichas todos os elementos poluentes que encontrou, para depois tratar os dados, fazendo tabelas e
figuras.
Toda ficha deve ser numerada, e conter um cabeçalho com os dados da obra de acordo com a ABNT. Vejamos os
exemplos:
FICHA BIBLIOGRÁFICA
01
Indicado para: (colocar o tema da pesquisa)
SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Nome da obra. Cidade de publicação:Editora, ano de
publicação, nº de páginas.
Onde encontrar: (anotar qual a biblioteca e o número do registro catalográfico da obra)
REFERÊNCIAS IMPORTANTES / ANOTAÇÕES/COMENTÁRIOS
FICHA DE RESUMO
01
Indicado para (colocar o tema da pesquisa)
SOBRENOME DO AUTOR, Nome. Nome da obra. Cidade de publicação:Editora, ano de
publicação, nº de páginas.
Onde encontrar: (anotar qual a biblioteca e o número do registro catalográfico da obra)
RESUMO
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4 O problema
Decidir qual o tema de uma pesquisa, entretanto, não é suficiente para podermos trabalhar. Na verdade, se vamos
pesquisar algo, é porque temos uma indagação, um problema, uma dúvida sobre o assunto, que poderá ser solucionado
através da nossa investigação. Para Gil (2009), um problema é uma questão não resolvida e que é objeto de discussão, em
qualquer área do conhecimento. Além do tema, portanto, temos de formular um problema, colocado sob forma
interrogativa.
Mas nem todo problema pode ser tratado cientificamente; temos de verificar se o problema em que estamos
pensando se enquadra na categoria de científico.
Segundo Lakatos e Marconi (1986), o problema consiste num enunciado interrogativo formulado de maneira clara,
compreensível e operacional, cujo melhor modo de solução é uma pesquisa científica. O problema se constitui em uma
pergunta científica quando explicita a relação de dois ou mais fenômenos (fatos, variáveis) entre si, que podem ser
investigados de forma sistemática, empírica e controlada. Perguntas retóricas, especulativas ou valorativas não são
perguntas científicas. As autoras citam os exemplos seguintes (p.121):
“a harmonia racional depende da compreensão mútua”; “o método de educação religiosa A é melhor que o B
para aumentar a fé?”; “a igualdade é tão importante quanto a liberdade”.
Não há maneira de testar empiricamente tais afirmativas ou perguntas, pois envolvem julgamentos de valor. Não
constituem, pois, problemas científicos. Segundo Gil (2009, p. 26), as regras práticas para a formulação de problemas
científicos seriam:
a) o problema deve ser formulado como pergunta;
b) o problema deve ser claro e preciso;
c) o problema deve ser empírico;
d) o problema deve ser suscetível de solução;
e) o problema deve ser delimitado a uma dimensão viável.
Exemplificando:
a) O problema do divórcio. Problema (em forma de pergunta): Quais fatores provocam o divórcio?
b) Como funciona a mente? Problema (claro e preciso): Quais mecanismos psicológicos podem ser identificados
no processo de memorização?
c) Deve a mulher camponesa estudar? Esse não é um problema que se pode testar empiricamente, pois é um
julgamento de valor.
d) Um problema como ligando-se o nervo ótico à área auditiva do cérebro, as visões serão percebidas
auditivamente? não é passível de solução, pelo menos até que a neurofisiologia tenha tecnologia para
responder a essa pergunta.
e) O problema, assim como o tema, deve ter um “tamanho” adequado, isto é, deve ser delimitado. Ex.: O que
pensam os jovens? Delimitando: O que os jovens da cidade X pensam a respeito do assunto Y?
Lakatos e Marconi (1986, p.122) incluem outro ponto para formularmos um problema científico: Constitui-se o
problema numa questão que relaciona entre si pelo menos dois fenômenos (fatos ou variáveis)? Ex.: Quais os fatores
associados à intenção de voto em candidatos conservadores? Relacionamos aí dois fenômenos: intenção de voto x
candidatos conservadores. Ex.: Quais os fatores que levam os jovens atuais à ingestão de bebidas alcoólicas? Relacionamos
ingestão de bebidas x juventude atual.
5 Hipótese
Hipóteses (hipo = abaixo, tese= proposição) são soluções possíveis para determinado problema científico, uma
resposta “suposta, provável e provisória”.
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De acordo com Gil (2009), existem 3 tipos de hipóteses:

a casuística: afirma que um objeto, uma pessoa ou um fato tem determinada característica; por exemplo, a
hipótese de que Moisés era egípcio e não judeu;

a que se refere à frequência de acontecimentos: indicam se determinadas características ocorrem com
maior ou menor intensidade; por ex., a hipótese de que a crença em horóscopos é muito difundida na
cidade X;

a que estabelece relação entre variáveis: permite a classificação em duas ou mais categorias, como, por
exemplo, sexo, classe social, idade, nível de escolaridade, estado civil; por ex., a hipótese de que o
suicídio ocorre mais entre os solteiros que os casados.
Algumas hipóteses estabelecem relação de dependência entre variáveis: por ex., a hipótese de que a classe
social da mãe influencia no tempo de amamentação dos filhos (variável independente x = classe social;
variável dependente y = tempo de amamentação).
Para elaborar uma hipótese devem-se seguir alguns critérios, como, observar se ela é plausível, consistente,
específica, clara, explicativa, simples, se se relaciona com as técnicas disponíveis e se se relaciona a uma teoria. E o mais
importante, não existe obrigação de justificar a sua hipótese. O enunciado da hipótese é uma expressão da livre escolha, que
mistura intuição, bom senso, experiência e competência. A resposta que você formulou ao seu problema é a sua hipótese.
Lakatos e Marconi (1986) afirmam que, embora haja várias maneiras de se formular uma hipótese, a mais comum
é “se p, então q” (ou “se x, então y”), onde as letras indicam variáveis. Ex.: Se privação na infância (x), então deficiência
escolar mais tarde (y). Ex.: Se incentivo positivo (x), então aprendizagem aumentada (y), dado sexo feminino (r) e classe
média (s). No segundo exemplo, relacionam-se mais de duas variáveis.
As autoras afirmam que, mesmo que o enunciado da hipótese tome a forma de asserção, afirmação, é geralmente
traduzível na forma condicional (se x, então y). Por ex., Os estudantes secundaristas que receberam orientação profissional
têm maior certeza quanto à escolha do curso universitário (se receberam (x), então maior certeza (y)).
6 Revisão da literatura
Essa parte do Projeto é dedicada às considerações teóricas relacionadas ao projeto, isto é, deve-se apresentar uma
discussão daquilo que já foi publicado a respeito do assunto e tema que pretendemos investigar. Toda investigação parte
daquilo que já foi feito, não se trata de inventar a roda. É necessário, portanto, que indiquemos no projeto os autores, as
teorias, as concepções que fundamentam o nosso projeto e a futura pesquisa.
Não é necessário apresentar resumos ou paráfrases dos textos consultados; o que temos de fazer é apresentar com
nossas palavras, e criticamente, as posições e discussões já publicadas. É claro que podemos citar os autores, mas sem
exagero. Há duas maneiras de se citar o texto dos outros:

Diretamente –literalmente (ipsis litteris), fielmente. Feita entre aspas, em itálico. Indica-se ao final da citação a
página de onde foi retirada. Exs.:
“As citações são elementos retirados dos documentos pesquisados durante a leitura da documentação e que se
revelaram úteis[...]” (SIMPSON, 2000, p.127).
“Não provém informação sobre os Falsos Positivos e os Falsos Negativos. São independentes da prevalência da
doença”. (CORREIA SILVA, 2004, p.34).

Indiretamente - transcrição não-literal, em que se reproduz fielmente o conteúdo e idéias do documento original,
mas com uma redação própria do citador. Sem aspas e sem itálico; não há obrigatoriedade de indicar no texto a
página. Ex.:
Segundo Bueno (1999), citações são elementos extraídos do material consultado que denotam sua devida
importância.
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Toda citação segue as normas da ABNT.
7 Justificativa do projeto
Depois de escolhido e delimitado o tema da pesquisa, é necessário justificar tal escolha. A justificativa deverá
convencer quem for ler o projeto da importância e da relevância do estudo proposto; trata-se, portanto, de colocar razões e
comentários que evidenciem a conveniência da proposta.
Não há um modelo para se escrever a justificativa, mas alguns pontos devem ser contemplados. A justificativa
deve ser um texto dissertativo – ou seja, persuasivo – que inclua as seguintes discussões:

Como surgiu a ideia para a escolha do tema;

Por que se escolheu tal tema, ou seja, quais os motivos profissionais e pessoais que levaram o pesquisador a optar
pelo tema;

Quais os pontos positivos que tal tema apresenta, quais benefícios e vantagens a pesquisa poderá proporcionar para
a solução de problemas teóricos, sociais ou tecnológicos;

Ressaltar (se for o caso) os possíveis aspectos inovadores da pesquisa proposta;

Fundamentar a sua viabilidade de execução.
Obs: embora a justificativa não seja o lugar para uma revisão bibliográfica completa, devemos citar alguns autores
e discutir suas ideias, como forma de argumentação para justificar nosso projeto (é o chamado argumento de autoridade –
em que nos apoiamos no que pessoas de importância reconhecida na área que vamos pesquisar disseram a respeito do
assunto).
8 Definição dos objetivos da pesquisa
Nessa etapa, registramos o que pretendemos com a investigação proposta, quais metas pretendemos alcançar. É
essencial definir de forma clara o objetivo principal da pesquisa, bem como os seus objetivos secundários.
Os objetivos devem ser iniciados com um verbo de ação, no infinitivo, como, por ex., identificar, verificar,
descrever, analisar, determinar, definir, medir, propor etc e se dividem em:
Objetivo geral – que reflete uma visão abrangente do problema; é mais amplo, mais abstrato, é a questão principal
da pesquisa.
Objetivos específicos - referem-se a aspectos mais concretos e específicos da pesquisa, detalham o objetivo geral
e permitem sua aplicabilidade em situações particulares.
Damos abaixo um exemplo formulado a partir de uma proposta de MATIAS-PEREIRA (2007):
Imaginemos a seguinte situação: você conhece cursos de treinamento de pessoal que os bancos costumam oferecer
e tem algumas ideias sobre como melhorar a eficiência desses cursos, pensa até mesmo em desenvolver algum software que
ajudaria a gerenciar melhor esses treinamentos. Como poderia ser desenvolvido um projeto para tal pesquisa? Após a
revisão bibliográfica sobre o assunto (para ver inclusive o que já se fez nessa área), você poderia desenvolver o projeto da
seguinte forma:
O tema poderia ser Modernização de bancos em cursos de treinamento de pessoal; o problema poderia ser Qual
metodologia poderia ser aplicada nos cursos de treinamento de trabalhadores em bancos a fim de tornar esses cursos mais
eficientes?; e a sua hipótese seria justamente o software que você que poderia desenvolver. Após a justificativa do tema e do
problema, você poderia propor os seguintes objetivos:
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Objetivo geral - Desenvolver um modelo científico-tecnológico de gestão de recursos humanos para facilitar o
processo de modernização de bancos em cursos de treinamento de pessoal.
Como você já pesquisou sobre o tema, sabe quais os aspectos que serão mais importantes levantar e analisar nessa
investigação (primeiro, escolher um banco para estudar, segundo, verificar o que esse banco já tem de instrumentos de
treinamento; terceiro, ver se a sua proposta se encaixaria na situação, quarto, ...). Cada aspecto pode ser traduzido em um
objetivo específico, assim:
Objetivos específicos - a) analisar as características estruturais e funcionais do banco X; b) analisar a forma de
atuação do banco X na área de gestão de RH; c) analisar os recursos tecnológicos disponibilizados pelo banco X para tais
treinamentos; d) desenvolver uma metodologia aplicada ao processo de treinamento de pessoal no banco X; d) Traduzir
essa metodologia em um produto (software); e) Verificar a aplicabilidade de tal metodologia a outros bancos.
Lembremo-nos sempre de que os objetivos têm de estar coerentes com o tema, o problema e a justificativa do
tema.
9 Metodologia da pesquisa
Methodos = caminho; logos = estudo, investigação. Metodologia é, portanto, o caminho e o instrumental próprios
para investigar a realidade, e inclui teorias, técnicas de pesquisa, procedimentos, critérios e modos de abordagem do
problema.
a) Classificações dos métodos
Em primeiro lugar, é necessário distinguir alguns tipos de métodos:
Indutivo
do particular para o geral (da evidência
observacional para a generalização científica)
Ex.: O corvo 1 é negro
O corvo 2 é negro
premissas
O corvo N é negro
Todo corvo é negro
Dedutivo
conclusão
do todo para a parte (da generalização para
os casos concretos)
Ex.: Todo corvo é negro
O animal X é um corvo
Logo, o animal X é negro
Hipotético-dedutivo (Karl Popper)
Conhecimento
prévio
Problema
premissas
conclusão
“de tentativas e eliminação de erros”
Hipóteses,
teoria
Falseamento/
confirmação
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Dialético (Karl Marx)
“das contradições, da mudança contínua”
Tese
Antítese
Síntese
Em segundo lugar, eis as classificações mais comuns dos tipos de pesquisa:
Quanto à natureza da
pesquisa
- Básica (teórica)
- Aplicada (prática)
Quanto à forma de
abordagem do
problema
- Quantitativa
(com o uso de recursos
estatísticos)
-Qualitativa (tratamento
analítico-interpretativo,
sem quantificação)
Quanto aos objetivos
da pesquisa
- Exploratória
(busca se familiarizar
com o problema)
- Descritiva
(descreve as
características)
- Explicativa
(explica as razões)
Quanto aos
procedimentos técnicos
- Bibliográfica
- Documental
- Experimental
- Levantamento
- Estudo de campo
- Estudo de caso
- Participante
b) Sujeitos e objetos
O objeto de nossa pesquisa é o tema/problema que escolhemos para trabalhar; o sujeito são as pessoas (a
população-alvo, os entrevistados, por ex.).
Há na verdade, dois tipos de sujeito numa pesquisa: o sujeito-investigador (o pesquisador) e o sujeito-investigado
(a população-alvo da pesquisa); é normal que haja interação entre os dois sujeitos durante o processo investigatório.
c) Procedimentos e critérios (como será feita a pesquisa)
Nessa etapa do projeto, temos de definir basicamente três itens:

A população e amostra (se for o caso) – informamos sobre o universo a ser estudado, a extensão da amostra e a
maneira como será selecionada, além dos critérios que seguimos para fazer nossas escolhas.

A coleta de dados - definimos com clareza como será feita a coleta de dados, quais os instrumentos utilizados
(questionário escrito, observação, entrevista, gravação de narração espontânea) e quais os critérios que nos levaram
a escolher os instrumentos.
Os instrumentos utilizados para a coleta de dados dependerão dos objetivos da pesquisa e do universo a ser
investigado. Um biólogo utiliza bastante a observação, por ex., dos animais em seu habitat; já o sociólogo ou o
profissional de marketing pode utilizar diversos tipos de questionários; um linguista poderá utilizar a gravação de
narrações espontâneas ou questionários.
A entrevista pode ser padronizada ou estruturada (com roteiro prévio) ou não-estruturada (sem roteiro rígido). Os
questionários podem ter perguntas de vários tipos:
- abertas (tipo “Qual sua opinião?”);
- fechadas (respostas binárias, como “sim” ou “não”);
- de múltiplas escolhas (tipo “Assinale uma das alternativas abaixo”).
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
A análise dos dados - temos de descrever os procedimentos que iremos adotar em nossa pesquisa para a tabulação
e análise dos dados.
10 Cronograma
Todo projeto tem de deixar claro o tempo que consideramos necessário para desenvolver a pesquisa. É necessário
também planejarmos o tempo de acordo com o que efetivamente dispomos. No caso de um TCC na Fatec, por exemplo, o
tempo legal é o da duração do último semestre letivo (menos de seis meses, o que é muito pouco). Aconselhamos, por isso,
que o aluno faça um bom projeto no começo do curso, e comece a fazer o TCC no máximo a partir do quinto semestre.
Há várias formas de se fazer um cronograma, que indica mês a mês as atividades que serão realizadas. Podemos
fazer uma lista de atividades mensais, ou podemos fazer um gráfico, como o exemplo abaixo:
Atividade/Mês
1. Revisão bibliográfica
2. Elaboração dos instrumentos de pesquisa
3. Coleta de dados
4. Tratamento do material coletado
5. Análise dos dados
6. Redação do trabalho final
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
11 Referências bibliográficas
Ao final do projeto, temos de listar em ordem alfabética os livros, revistas, sites ou qualquer outro material que
consultamos para fazer o projeto e que consideramos importante para o desenvolvimento da futura pesquisa.
As citações de obras obedecem às normas da ABNT e devem ser rigorosamente seguidas em qualquer trabalho
acadêmico. Abaixo damos exemplos dos vários casos de referenciação (material retirado do Manual de TCC da Fatec).
MODELOS
A seguir listamos exemplos de referências bibliográficas, ou seja, modelos para a referenciação ao final do trabalho
das obras citadas ou consultadas durante o trabalho.
A - Elementos essenciais para a referenciação
São: autor(es), título (em itálico), edição, local, editora e data da publicação, com a pontuação utilizada conforme o
exemplo:
GOMES, L.G.F.F. Novela e sociedade no Brasil. 2 ed. Niterói: EdUFF, 1998.
Às vezes, não temos a informação da edição e não a pomos. Quando não conseguimos saber a data, colocamos
[s.d.]. Outras abreviações utilizadas:
- [s.n.] – sem o nome da editora (sine nomine)
- [s.l.] - sem indicação do local (sine loco).
B - Elementos complementares
Quando necessário, acrescentam-se outros elementos para melhor identificar o documento, como, por exemplo:
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HOUAISS, Antonio (Ed.). Novo dicionário Folha Webster’s. Inglês/português, português/inglês. Co-editor Ismael Cardim.
São Paulo:Folha da Manhã, 1996. Edição exclusiva para o assinante da Folha de São Paulo.
MUSEU DA IMIGRAÇÃO (São Paulo, SP). Museu da Imigração. S.Paulo: catálogo. São Paulo, 1997, 16 p.
C – Modelos de citação
a)
obra com um autor
VOZIKIS, C. C. Delphi 4: proteção e segurança de banco de dados. São Paulo: Érica, 1999. 205 p.
b) obra com dois autores
BOULOS, P.; ZAGOTTIS, D. L. Mecânica e cálculo: um curso integrado. São Paulo: Edgard Blucher, 1991. v. 1.
c)
obra com três autores
BRICK, R. M.; PENSE, A. W.; GORDON, R. B. Structure and properties of engineering materials. 4.ed. New
York: McGraw-Hill, 1977. 500 p. (McGraw-Hill Series in Materials Science and Engineering).
d) obra com mais de três autores - indicar somente o primeiro autor, seguido da expressão latina et al.)
MAASS, A. et al. Design of water-resource systems: new techniques for relating economic objectives, engineering
analysis, and governmental planning. London: MacMillan, 1962.
e)
obra com responsabilidade intelectual diferente de autor (organizador, editor, coordenador etc.)
POZO, J. I. (Org.). A solução de problemas: aprender a resolver, resolver para aprender. Porto Alegre: Artmed,
1998. 177 p.
GALLO, C.; SALA, M.; SAYIGH, A. A. M. (Ed.). Architecture: confort and energy. Amsterdam: Elsevier, 1998.
234 p.
f)
obra com outro tipo de responsabilidade (tradutor, revisor, ilustrador etc.)
SKINNER, B. J. Recursos minerais da terra. Tradução de Helmut Born e Eduardo C. Damasceno. São Paulo:
Edgard Blucher, 1970. 139 p. (Série Textos Básicos de Geociências).
g) obra com autores corporativos (entidades coletivas, governamentais, públicas, particulares etc.)
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Exame nacional de ensino: relatório final 1999.
Brasília: MEC/INEP, 2000. 231 p.
ESTADOS UNIDOS. Environmental Protection Agency. Superfund innovative technology evaluation. 10th ed.
Cincinnati: 1999. 3 v. (EPA/540/R-99/500a-c).
h) obra com autoria não expressa (a entrada é feita pelo título, com a primeira palavra em letras maiúsculas)
DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. São Paulo:Câmara Brasileira do Livro, 1993. 64 p.
i)
obra com diferentes locais de publicação e diferentes editoras
NASH, W. A. Resistência dos materiais: resumo da teoria, problemas resolvidos, problemas propostos. São Paulo:
McGraw-Hill do Brasil; Brasília: INL, 1970. (Coleção Schaum).
j)
obra com mesmo local de publicação e diferentes editoras
SANTOS, M. C. L. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo: 1894-1984. São Paulo: RUSP/EDUSP/FDTE,
1985. 668 p.
k) norma técnica e especificação
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos
acadêmicos - apresentação. Rio de Janeiro, 2005. 6 p.
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......................................................................................................................................................................................................
l)
monografia, dissertação de mestrado e tese
OLIVEIRA, L. O. de C. A importância do zoneamento no comportamento de barragens de enrocamento com face de
concreto. 2005. 172 p. Dissertação (Mestrado) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
DELBEM, M. F. Obtenção de nanocompósitos a partir de polipropileno e argilas esmectitas. 2005. 136 p. Tese
(Doutorado) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
CONTI, M. B. de. Algumas considerações sobre representação e estima de atributos de embarcações. 2004. 1 v.
Tese (Livre Docência) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
DI FRANCESCO, F. C. Planejamento estratégico em pequenas empresas construtoras de direção familiar: um
estudo de caso. 100 p. Monografia (MBA em Tecnologia e Gestão na Produção de Edifícios) - Escola Politécnica,
Universidade de São Paulo, Programa de Educação Continuada em Engenharia Escola Politécnica, Universidade de
São Paulo, São Paulo, 2005.
m) relatório
HAYANO, R. H.; KAMINSKI, P. C. Curvas de flexibilidade. São Paulo: Escritório Técnico de Construção Naval,
1990. (Estudo Técnico, 1025-1990).
n) catálogo
CASE. Escavadeiras série CX: CX130/CX160/CX210/CX240. Contagem: [2002]. 22 p. (03/02- BRCE 01401).
Apresenta folhetos explicativos, com especificações, para cada tipo de escavadeira.
o) laudo/parecer técnico
SÁNCHEZ, L. E. Contribuição ao anteprojeto de lei sobre proteção do solo e gerenciamento de áreas
contaminadas. São Paulo, 2003. 2 p.. Parecer técnico apresentado à Secretaria Executiva do CONSEMA, em
14/11/2003.
SÁNCHEZ, L. E. Degradação ambiental causada por extração de granito. Pedreira Anhanguera S/A, Ribeirão Pires
- SP. São Paulo, 2006. 18 p. Parecer técnico apresentado a 3.ª Vara Cível do Foro de Ribeirão Pires - SP, em
07/02/2006.
p) material didático
ALONSO-FALLEIROS, N. Mecanismos de corrosão de materiais metálicos . São Paulo: Epusp, 2001. 63 p.
Apostila para disciplina de pós-graduação do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, PMT-5827 Mecanismos de Corrosão de Materiais Metálicos.
q) obra em meio eletrônico
HOUAISS, A. (Ed.).Enciclopédia e dicionário digital 98. Direção geral de André Koogan. São Paulo: Delta:
Estadão, 1998. 5 CD-ROM.
SINGH, V. P. (Ed.). Computer models of watershed hydrology. Colorado: Water Resources Publications, 1995. 1
CD-ROM.
BRASIL, R. M. L. R. F.; JARDINI, J. A. (Org.). A pesquisa na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.
São Paulo: Epusp, 1999. 1 CD-ROM.
GASMAP: gallium arsenide model analysis programs. Norwood: Artech House, 1991. 3 disquetes, 3 1/2 pol. +
user's manual.
WHITE, C. Energy potential: toward a new electromagnetic field theory. New York: Campaigner Publications,
1977. 305 p. Disponível em: <http://www.wlym.com/pdf/iclc/energypot.pdf>. Acesso em: 01 ago. 2005.
Fatec SB
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......................................................................................................................................................................................................
SAUTCHUK, C. A. Formulação de diretrizes para implantação de programas de conservação de água em
edificações . 2004. 308 p. Dissertação (Mestrado) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3146/tde-13122004-145038/>. Acesso em: 18 jan. 2006.
r) publicação periódica como um todo (jornal, revista, boletim) – os elementos essenciais são: título, local de
publicação, editora, data de início e encerramento da publicação, se houver. Podem ser acrescentados outros
elementos, se necessário para identificar o documento, como, por exemplo, se é mensal ou anual, e o seu número de
indexação (ISNN).
BOLETIM GEOGRÁFICO. Rio de Janeiro:IBGE, 1943-1978. Trimestral.
SÃO PAULO MEDICAL JOURNAL. São Paulo: Associação Paulista de Medicina, 1941-. Bimensal. ISSN 00350362.
s) artigo e/ou matéria publicada em revista, jornal ou boletim – põe-se o nome do autor, o nome do artigo, o nome da
revista em itálico, local, número do volume e/ou ano, fascículo, paginação inicial e final, data. Se não houver autor
explícito, entra-se pelo nome do artigo, e a primeira palavra vem em maiúsculas.
COSTA, V.R. À margem da lei. Em Pauta, Rio de Janeiro, n.12, p.131-148, 1998.
AS 500 maiores empresas do Brasil. Conjuntura Econômica, Rio de Janeiro, v.38, n.9, set.1984. Edição especial.
t) parte de livro (capítulo, volume, fragmento) – com autor diferente (organizador). Põe-se o nome do autor do
fragmento, nome do fragmento sem itálico, seguidos da expressão “In” e da referenciação completa da obra. No
final, põem-se as páginas onde está o fragmento.
ROMANO, Giovanni. Imagens da juventude na era moderna. In: LEVI, G.; SCHIMIDT, J. (Orgs.). História dos
jovens 2. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p.7-16.
PETTER, M.M.T. Morfologia. In: FIORIN, J.L.(org.). Introdução à linguística II. Princípios de análise. São
Paulo:Contexto, 2003. p.59-79.
u) parte de livro (capítulo, volume, fragmento) - do mesmo autor. Põe-se o nome do autor, nome do fragmento sem
itálico, seguidos da expressão No seu e da referenciação completa da obra. No final, põem-se as páginas onde se
encontra o fragmento.
BORBA, Francisco da Silva. Teoria da oração. No seu Teoria Sintática. São Paulo:T.A.Queiroz, 1979, p.25-46.
MEDEIROS, João Bosco. Noções sobre texto. No seu Português Instrumental. 3ed. São Paulo:Atlas, 1998, p.30-41.
12 Anexos
Se acharmos necessário para esclarecer ou justificar nosso projeto, podemos anexar a ele algum documento. Os
anexos vêm depois das referências bibliográficas. Não é parte obrigatória do projeto.
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Metodologia da Pesquisa Científica e Tecnológica
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......................................................................................................................................................................................................
Referências bibliográficas desta apostila
GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 2009.
GOMES, Josir Simeone. O método de estudo de caso aplicado à gestão de negócios. Textos e casos. São
Paulo:Atlas, 2006
GONSALVES, Elisa Pereira. Conversas sobre iniciação à pesquisa científica. Campinas, São Paulo: Editora
Alínea, 4ed., 2007
LAKATOS, Eva Maria e MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica. São Paulo:Atlas, 1988
MATIAS-PEREIRA, José. Manual de metodologia da pesquisa científica. São Paulo:Atlas, 2007
SOUZA, Paulo Roberto Schroeder e DUARTE, Jacy Marcondes. Manual de normas técnicas para trabalhos de
conclusão de curso da Fatec São Bernardo. São Bernardo:Fatec SB. Apostila para as disciplinas TCC e MPCT
e para orientação de TCC. 2009, 49 p. Disponível em
Fatec SB
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Fatec SB
LINHAS DE PESQUISA/ ÁREAS TEMÁTICAS DOS PROFESSORES ORIENTADORES DE
TCC
Atualizado em 02/05/2009
Prof. Emerson José Beneton
Redes de Informação e Segurança de Dados e Informações
 Redes Convergentes: Telefonia, dados e vídeo, VoIP, VoD
 Redes de Comunicação Sem Fio: redes celulares: 2G, 2.5G, 3G e 4G; WLAN (Wi-Fi, IEEE 802.11);
WPAN (Bluetooth, IEEE 802.15); WMAN (WiMax, IEEE 802.16); redes residenciais (Home Networks HAN)
 Gerenciamento e Operação de Redes: Gerenciamento de redes; Medição, Análise e Modelagem de
Tráfego; Qualidade de Serviço; Planejamento de Capacidade; Roteamento
 Segurança da Informação: Mecanismos e Protocolos de Segurança
 Segurança de Redes e Internet: Firewall, IDS, VPNs, Certificação; Ameaças, Vulnerabilidades e ContraMedidas
 Segurança em redes corporativas: Detecção de anomalias e gerenciamento de Incidentes, Políticas de
Segurança
 Normas: ISO 17799, 27001 e Common Criteria (ISO/IEC 15408)
Prof. Wilson Vendramel
1. Processos, Modelos e Métodos aplicáveis em Fábricas de Software
2. Implantação de BPM e SOA nas Organizações (ênfase em Web Services)
3. Projeto de Arquitetura de Sistemas OO com UML
4. Ontologias para Engenharia de Software
Profa. Rosangela Kronig
1. Sistemas Especialistas de Suporte a Decisão
2. Gestão por processos de negócios (BPM)
3. Gerência de Projetos de TI
4. Governança de TI: ITIL, CobiT, ISO 20000
Profa. Samaris Ramiro Pereira
1. Assinatura e Certificação Digital
2. Protocolos Criptográficos
3. Criptografia
4. Esteganografia
5. Controle de Acesso
6. Biometria
7. Segurança em Testes de softwares e sistemas
8. Segurança em Banco de Dados
9. Engenharia Social
Prof. Roberto Correa de Melo
1. Metodologias (exemplos: CMMI, PMI, ITIL, PMBOK)
2. Realidade Virtual e Ambientes Colaborativos Virtuais
3. Projetos inter-disciplinares (Informática + Ciências Humanas, Cognição)
4. Informática aplicada (exemplos: na Saúde, na Educação, na Administração Pública)
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......................................................................................................................................................................................................
Profa. Jacy Marcondes Duarte
1. Comunicação empresarial e administração;
2. TI e comunicação empresarial;
3. Linguagem verbal, comunicação e internet;
4. Linguagem verbal, comunicação e marketing;
5. TI e ensino de língua materna.
Profa. Sueli Aparecida Loddi
1. Sistemas de Informação
2. Gestão por processos de negócios (BPM)
3. Gerência de Projetos de TI
4. Governança de TI : ITIL, CobiT, ISO 20000
5. Inovação Tecnológica
6. Bancos de Dados
7. Business Intelligence
Profa. Anna Cristina Barbosa Dias Carvalho
1. Gestão da produção
2. Gestão estratégica
3. Ensino em Administração
Prof. Walcyr de Moura e Silva
1. Metodologias de Desenvolvimento de Sistemas
2. Engenharia de Software
3. Segurança da Informação
4 Inteligência Artificial
5. Métricas de Software
6 Auditoria de Sistemas
Profa. Nanci Bolognese
LINHAS DE PESQUISA: Direito Empresarial; Micro e Pequenas Empresas; Propriedade Industrial e Intelectual;
Direitos Autorais; Política Nacional de Informática; Gestão em Meio Ambiente; Crimes Virtuais
TEMAS:
1. O MP3 e os Direitos Autorais da Indústria Fonográfica
2. Direitos Autorais na Internet
3. Contratos Eletrônicos
4. Infidelidade Conjugal pela Internet
5. Doenças Ocupacionais e a Informática
6. Propriedade Intelectual: Propriedade Industrial, Direitos Autorais, Marcas e Patentes.
Profa. Simone Faccio
LINHAS DE PESQUISA: Negócios do Ambiente Digital
TEMAS:
1. Serviços na Web
2. Metodologia da Pesquisa no Ambiente Digital
3. Educação no Ambiente Digital
4. Administração e Uso de Recursos de Informática
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......................................................................................................................................................................................................
5. Negócios na Era Digital e Comércio Eletrônico
6. Novas Organizações: Outsourcing de TI
7. O Uso da Tecnologia de Informação para a Educação à Distância
8. Gerenciando conhecimento: como a empresa pode usar a memória organizacional e a inteligência
competitiva no desenvolvimento dos negócios
9. Novas Estratégias e Inovações das Organizações pelo ambiente digital
Profa. Célia de Lima Pizolato
1. Responsabilidade Social das Empresas/Meio Ambiente
2. Gestão-Custo da Qualidade
3. Tecnologia Aplicada nos Sistemas Empresariais
4. Relatórios Financeiros como Fonte de Informações Gerenciais e Estratégicas
Prof. Rodrigo Lopes Salgado
1. Computação Gráfica
o Realidade Virtual
o Game Engines
o Physic Engine
o Renderizadores
o Arquitetura Virtual
2. Segurança de Dados
o Políticas de Segurança
o Controle de Acesso Biométrico
o Criptografia
3. Análise de Sistemas
o Metodologias Ágeis
o Documentação UML
Prof. Douglas Duarte
1. Sistemas Web utilizando PHP / MYSQL
2. Sistemas IPS
3. Análise de Desempenho em Redes
4. Redes de Alto Desempenho
5. Redes de Interligação
6. Bancos de Dados
7. Software Livre
8. Segurança na Internet: Ameaças, Vulnerabilidades e Contra-Medidas
9. Ensino Virtual e a Distância
10. Aplicações Inteligentes em Redes Ópticas
Prof. Claudemir Martins da Silva
1. Marketing
2. Mediações tecnológicas
3. Comunicação empresarial (Estratégias voltadas para mercado)
4. Comunicação empresarial (Endomarketing)
5. Liderança e motivação
6. Responsabilidade social
Profa. Lígia Conceição Pereira
Fatec SB
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......................................................................................................................................................................................................
1. Educação e Informática
2. Gestão do Conhecimento
3. Emprendedorismo Social
4. Modelagem Matemática
Prof. Marcelo Pereira de Andrade
LINHAS DE PESQUISA:
1. Sociedade
2. Tecnologia
3. Lógica Formal
4. Ética
5. História da Economia Brasileira
6. Sociologia do Conhecimento
7. Filosofia da Ciência
TEMAS: Sociedade e Tecnologia
1. O papel da tecnologia na sociedade contemporênea
2. A sociedade do conhecimento
3. O tecnólogo na sociedade brasileira
TEMAS: Sociologia e Lógica Formal
1. Lógica na formação tecnológica
2. Lógica e computação
3. A Lógica na descoberta científica
TEMAS: Economia
1. Economia e as tecnologias no Brasil
2. História da economia e formação do Brasil
3. Tecnologia como componente econômico
TEMAS: Ética
1. Ética e tecnologia
2. Ética profissional
3. Ética e informática
Prof. Paulo Roberto Schroeder de Souza
1. Inteligência Artificial
2. Programação com Linguagem Assembler/C/C++ para Automação Industrial
3. Engenharia de Produção
4. Engenharia Elétrica/Eletrônica
5. Engenharia da Informação/Processamento da Informação
6. Bioengenharia
7. Telecomunicações
8. Segurança de Dados
9. Redes Locais e Industriais
10. Compressão e Compactação de Dados
11. Ensino a Distância - EaD
Prof. Edmilson S. Carvalho
1. Gestão de Pessoas
2. Empreendedorismo
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3. Responsabilidade Social
Prof. Gonçalo Siqueira
LINHAS DE PESQUISA:
1. Logística
2. Planejamento e Controle de Produção
3. Gestão da Qualidade
TEMAS: Logística
1. Logística Integrada
2. Cadeia de Abastecimento
3. Gestão de Frotas
4. Arranjo Físico, Estoques e Embalagens
TEMAS: Planejamento e Controle de Produção
1. Administração de Materiais
2. Produção Enxuta (Kanban, Kaizen, Just In Time, Sistema Toyota de Produção)
3. Ergonomia: LER / DORT
4. Tempos e Movimentos
5. Gerenciamento da Manutenção (Corretiva, Preventiva, Preditiva e TPM)
TEMAS: Gestão da Qualidade
1. Normas Séries ISO 9000 / 14000
2. OHSAS 18001 - Série de Avaliação de Saúde e Segurança Ocupacional
Prof. Nilson Gessoni S. Aguiar Ferreira
1. Sistemas de Informação Gerencial
2. Administração de Sistemas de Informação
3. Economia
Prof. Erasmo Assumpção Filho
1. Programação com Linguagem C/C++
2. Sistemas em PHP e MySQL
3. Engenharia Elétrica/Eletrônica
4. Engenharia da Informação
5. Processamento da Informação
6. Telecomunicações
7. Ambientes de Sistemas Operacionais
8. Criptografia de Dados
Prof. Delcinio Ricci
1. O ensino da matemática no Curso de Informática para a Gestão de Negócios
2. O papel da estatística no mundo da informação
3. As contribuições do Curso de Informática para a Gestão de Negócios no século XXI
4. Reflexões dos saberes profissionais e universitário dos alunos
5. O que é ser aluno do Curso de Informática para a Gestão de Negócios
Prof. Ismael Moura Parede
Fatec SB
Metodologia da Pesquisa Científica e Tecnológica
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1. Engenharia Elétrica
2. Gerenciamento e Operações de Redes
3. Interface Homem Computador – IHC
4. Processamento de Sinais em Sistemas de Comunicação Sem Fio
5. Sistemas Operacionais
6. Tecnologia da Informação aplicada à Educação a Distância
7. Teleprocessamento e Redes de computadores
Prof. Ivan Carlos Pavão
1. Criptografia
2. Esteganofrafia
3. Jogos Eletrônicos
4. Engenharia de Software
Prof. Sebastião Gonçalves de Campos
1. Gestão da Qualidade
2. Implantação de Sistemas da Qualidade
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