Moodle de História 2ª bimestre 2ª série

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Moodle de História 2ª bimestre
2ª série
1. (PUCRJ 2010) Observe os gráficos a seguir sobre o movimento migratório para os
Estados Unidos entre as décadas de 1820 e 1860.
É CORRETO afirmar que:
a) durante as décadas de 1840 e 1850, o fluxo de imigrantes cresceu substancialmente,
sendo a maior parte deles originária da Inglaterra e Alemanha.
b) após a guerra contra o México (1846-1848), houve decréscimo da imigração, em
função da limitação do acesso aos novos territórios anexados.
c) o surto de industrialização, ocorrido nas décadas de 1840 e 1850, aumentou a oferta
de empregos na indústria, atraindo uma multidão de emigrantes europeus.
d) os atrativos oferecidos aos imigrantes ingleses entre as décadas de 1840-1860
justificam a sua maior porcentagem na composição da imigração.
e) as décadas de menor entrada de imigrantes nos Estados Unidos correspondem ao
período de apogeu da expansão para o Oeste.
2. (UFPR 2016)
estadunidenses:
Leia as duas declarações abaixo, associadas a dois presidentes
“A América para os Americanos” – Doutrina Monroe, 1865.
“Todos somos americanos” – presidente Barack Obama, 17 de dezembro de 2014
(discurso sobre a reaproximação entre Estados Unidos e Cuba).
A respeito da postura dos Estados Unidos em sua política externa no continente
americano, nos dois períodos históricos destacados acima, identifique como verdadeiras
(V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
(
(
(
(
) A Doutrina Monroe defendia a autonomia dos países americanos frente ao
domínio da Europa, após a emancipação das colônias hispânicas. Ao longo do
século XIX, tal ideário serviu para justificar a política de preponderância norteamericana sobre os demais países do continente americano.
) O presidente Obama defende a reconciliação entre os Estados Unidos e Cuba após
o rompimento diplomático ocasionado pela Guerra Hispano-Americana. Por meio
do pan-americanismo, os norte-americanos defendem a implantação da democracia
e da modernização em Cuba.
) A Doutrina Monroe defendia a união aduaneira dos países do continente
americano, inspirada no ideário pan-americano, após a emancipação das colônias
hispânicas. Ao longo do século XIX, essa política favoreceu o domínio norteamericano sobre os países latinos produtores de matéria-prima.
) O presidente Obama defende a reconciliação entre os Estados Unidos e Cuba após
o rompimento das relações diplomáticas durante a Guerra Fria. Ao mesmo tempo
em que reivindicam de Cuba o respeito aos direitos humanos, os Estados Unidos
mantêm domínio sobre a baía de Guantánamo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
a) V – V – V – F.
b) F – V – F – F.
c) V – F – V – F.
d) F – F – F – V.
e) V – F – F – V.
3. (FUVEST 2016) Somos produto de 500 anos de luta: primeiro, contra a escravidão,
na Guerra de Independência contra a Espanha, encabeçada pelos insurgentes; depois,
para evitar sermos absorvidos pelo expansionismo norte-americano; em seguida, para
promulgar nossa Constituição e expulsar o Império Francês de nosso solo; depois, a
ditadura porfirista nos negou a aplicação justa das leis de Reforma e o povo se rebelou
criando seus próprios líderes; assim surgiram Villa e Zapata, homens pobres como nós,
a quem se negou a preparação mais elementar, para assim utilizar-nos como bucha de
canhão e saquear as riquezas de nossa pátria, sem importar que estejamos morrendo de
fome e enfermidades curáveis, sem importar que não tenhamos nada, absolutamente
nada, nem um teto digno, nem terra, nem trabalho, nem saúde, nem alimentação, nem
educação, sem ter direito a eleger livre e democraticamente nossas autoridades, sem
independência dos estrangeiros, sem paz nem justiça para nós e nossos filhos.
“Primeira declaração da Selva Lacandona” (janeiro de 1994), in Massimo di Felice e Cristoval Muñoz
(orgs.). A revolução invencível. Subcomandante Marcos e Exército Zapatista de Libertação Nacional.
Cartas e comunicados. São Paulo: Boitempo, 1998. Adaptado.
O documento, divulgado no início de 1994 pelo Exército Zapatista de Libertação
Nacional, refere-se, entre outros processos históricos, à
a) luta de independência contra a Espanha, no início do século XIX, que erradicou o
trabalho livre indígena e fundou a primeira república na América.
b) colonização francesa do território mexicano, entre os séculos XVI e XIX, que
implantou o trabalho escravo indígena na mineração.
c) reforma liberal, na metade do século XX, quando a Igreja Católica passou a controlar
quase todo o território mexicano.
d) guerra entre Estados Unidos e México, em meados do século XIX, em que o México
perdeu quase metade de seu território.
e) ditadura militar, no final do século XIX, que devolveu às comunidades indígenas do
México as terras expropriadas e rompeu com o capitalismo internacional.
4. (ACAFE 2015) No século XIX, ocorreu nos Estados Unidos da América a expansão
para o Oeste, tendo como uma das consequências grande alargamento territorial.
Nesse contexto, todas as alternativas estão corretas, exceto a:
a) Big Stick: imperialismo estadunidense caracterizado pela intervenção militar na
América Latina, destacando-se a separação do Panamá do território colombiano para
a construção de um canal que ligaria os oceanos Pacífico e Atlântico.
b) Os Estados Unidos compraram o Alasca da Rússia. Apesar dessa aquisição ser muito
discutida no congresso, comprovou-se posteriormente ser uma região rica em
recursos naturais.
c) A ideologia do Destino Manifesto, forma radical de nacionalismo, no qual os Estados
Unidos se proclamava como povo “escolhido” para tomar posse de diversas áreas
territoriais.
d) A Espanha apoiou militarmente os Estados Unidos na retomada das terras mexicanas,
principalmente na região do Texas.
5. (ENEM 2014) A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família
real e o governo da Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato
administrativo português. Personalidades diversas e funcionários régios continuaram
embarcando para o Brasil atrás da corte, dos seus empregos e dos seus parentes após o
ano de 1808.
NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia. das
Letras, 1997.
Os fatos apresentados se relacionam ao processo de independência da América
portuguesa por terem
a) incentivado o clamor popular por liberdade.
b) enfraquecido o pacto de dominação metropolitana.
c) motivado as revoltas escravas contra a elite colonial.
d) obtido o apoio do grupo constitucionalista português.
e) provocado os movimentos separatistas das províncias.
6. (ENEM 2010) Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem:
que desejando promover e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela
as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que
haja a este respeito no Estado do Brasil.
Alvará de liberdade para as indústrias (1º de Abril de 1808). In: Bonavides, P.; Amaral,
R. Textos políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002
(adaptado).
O projeto industrializante de D. João, conforme expresso no alvará, não se concretizou.
Que características desse período explicam esse fato?
a) A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e o fechamento das manufaturas
portuguesas.
b) A dependência portuguesa da Inglaterra e o predomínio industrial inglês sobre suas
redes de comércio.
c) A desconfiança da burguesia industrial colonial diante da chegada da família real
portuguesa.
d) O confronto entre a França e a Inglaterra e a posição dúbia assumida por Portugal no
comércio internacional.
e) O atraso industrial da colônia provocado pela perda de mercados para as indústrias
portuguesas.
7. (ENEM 2009) No tempo da independência do Brasil, circulavam nas classes
populares do Recife trovas que faziam alusão à revolta escrava do Haiti:
Marinheiros e caiados
Todos devem se acabar,
Porque só pardos e pretos
O país hão de habitar.
AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO, A. Estudos pernambucanos. Recife: Cultura Acadêmica, 1907.
O período da independência do Brasil registra conflitos raciais, como se depreende
a) dos rumores acerca da revolta escrava do Haiti, que circulavam entre a população
escrava e entre os mestiços pobres, alimentando seu desejo por mudanças.
b) da rejeição aos portugueses, brancos, que significava a rejeição à opressão da
Metrópole, como ocorreu na Noite das Garrafadas.
c) do apoio que escravos e negros forros deram à monarquia, com a perspectiva de
receber sua proteção contra as injustiças do sistema escravista.
d) do repúdio que os escravos trabalhadores dos portos demonstravam contra os
marinheiros, porque estes representavam a elite branca opressora.
e) da expulsão de vários líderes negros independentistas, que defendiam a implantação
de uma república negra, a exemplo do Haiti.
8. (UFSM 2013) No texto “O Império enfermo”, Cláudio Bertolli Filho afirma:
A vinda da Corte portuguesa para o Brasil em 1808 determinou mudanças na
administração pública colonial, inclusive na área de saúde. Como sede provisória do
império lusitano e principal porto do país, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se o centro
das ações sanitárias. Com elas, dom João VI procurou oferecer uma imagem nova de
uma região que os europeus definiam como território da barbárie e da escravidão.
Fonte: BERTOLLI FILHO, Cláudio. História da saúde pública no Brasil. 4.ed. São
Paulo: Ática, 2001. p. 8.
As ocorrências mencionadas estão inseridas numa sucessão em que podem ser
destacados, seja como antecedentes, seja como consequentes, os seguintes processos:
I. a Primeira Revolução Industrial e a busca da Inglaterra pela hegemonia comercial na
Europa e no mundo.
II. a Revolução Francesa e as tentativas de expansão das conquistas dos revolucionários
burgueses para a Europa.
III. as disputas entre a Inglaterra e a França, o decreto do Bloqueio Continental com as
repercussões para a Espanha e Portugal e seus domínios ultramarinos.
IV. a crise do sistema colonial, os processos de independência nas Américas e a
implantação de Estados Nacionais em ex-colônias da Inglaterra, França, Espanha e
Portugal.
Estão corretas
a) apenas I e II.
b) apenas I e IV.
c) apenas II e III.
d) apenas III e IV.
e) I, II, III e IV.
9. (FGV 2012) Leia a entrevista.
FOLHA – Estamos vivendo um momento de novas interpretações em relação ao
período imperial?
MAXWELL – (...) o movimento de independência da década de 1820 não aconteceu no
Brasil, mas em Portugal. Foram os portugueses que não quiseram ser dominados por
uma monarquia baseada na América.
Com a rejeição da dominação brasileira, eles atraíram muitos dos problemas de
fragmentação, guerras civis e descontinuidade que são parecidos com aqueles que
estavam acontecendo na América espanhola.
É sempre importante, ao pensar a história do Brasil, considerar que ela não se encaixa
em interpretações convencionais. É sempre necessário pensar um pouco de forma
contrafactual, porque a história brasileira não segue a mesma trajetória de outras
histórias das Américas. O rei estava aqui, a revolução liberal estava lá. A continuidade
estava aqui, a descontinuidade estava lá.
Acho que isto explica muito das coisas que aconteceram depois no Brasil, no século 19.
Marcos Strecker, Para Maxwell, país não permite leituras convencionais. Folha de
S.Paulo, 25-11-2007.
“A história brasileira não segue a mesma trajetória de outras histórias das Américas”,
pois
a) em 1824 foi promulgada a primeira constituição do Brasil, caracterizada pela divisão
e autonomia dos três poderes e por uma legislação social avançada para os padrões da
época, pois garantia o direito de voto a todos os brasileiros.
b) com a grave crise estrutural que atingiu as atividades produtivas da Europa no início
do século XIX, restou ao Brasil um papel relevante no processo de recuperação das
bases econômicas industriais, com o fornecimento de algodão, tabaco e açúcar.
c) os princípios e as práticas liberais do príncipe-regente Dom Pedro se chocavam com
o conservadorismo das elites coloniais do centro-sul, defensoras de restrições
mercantilistas com o intuito de conter a ganância britânica pela riqueza brasileira.
d) com as invasões napoleônicas, desorganizaram-se os contatos entre a metrópole
espanhola e seus espaços coloniais na América, situação diversa da verificada em
relação ao Brasil, que abrigou a Corte portuguesa.
e) a elite colonial nordestina – voltada para o mercado interno, defensora do centralismo
político-administrativo e da abolição da escravatura – apostava na liderança e na
continuidade no Brasil de Dom João VI para a efetivação desse projeto histórico.
10. (ENEM 2ª APLICAÇÃO 2010) O alfaiate pardo João de Deus, que, na altura em
que foi preso, não tinha mais do que 80 réis e oito filhos, declarava que “Todos os
brasileiros se fizesse franceses, para viverem em igualdade e abundância”.
MAXWELL, K. Condicionalismos da independência do Brasil. SILVA, M. N. (Org.). O império lusobrasileiro, 1750-1822. Lisboa: Estampa, 1986.
O texto faz referência à Conjuração Baiana. No contexto da crise do sistema colonial,
esse movimento se diferenciou dos demais movimentos libertários ocorridos no Brasil
por
a) defender a igualdade econômica, extinguindo a propriedade, conforme proposto nos
movimentos liberais da França napoleônica.
b) introduzir no Brasil o pensamento e o ideário liberal que moveram os revolucionários
ingleses na luta contra o absolutismo monárquico.
c) propor a instalação de um regime nos moldes da república dos Estados Unidos, sem
alterar a ordem socioeconômica escravista e latifundiária.
d) apresentar um caráter elitista burguês, uma vez que sofrera influência direta da
Revolução Francesa, propondo o sistema censitário de votação.
e) defender um governo democrático que garantisse a participação política das camadas
populares, influenciado pelo ideário da Revolução Francesa.
Gabarito:
Resposta da questão 1:
[C]
Resposta da questão 2:
[E]
Resposta da questão 3:
[D]
Resposta da questão 4:
[D]
Resposta da questão 5:
[B]
Resposta da questão 6:
[B]
Resposta da questão 7:
[A]
Resposta da questão 8:
[E]
Resposta da questão 9:
[D]
Resposta da questão 10:
[E]
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