Citologia Biologia Daltro Aula 01 e Aula 02 O que é a Célula

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Citologia
Biologia Daltro
Aula 01 e Aula 02
O que é a Célula
Introdução
Quando você olha para a televisão e assiste seu personagem
preferido, isso é possível graças a milhares de pontinhos presentes
na tela que determinam a formação da imagem no aparelho. O
mesmo acontece com os organismos, que também são formados
pela união de pontinhos, tijolinhos, pecinhas de um complexo
quebra cabeça denominada de célula.
A célula é uma massa de substância viva, em perfeito equilíbrio
físico e químico, apresentando um envoltório limitante, através do
qual ela possa adquirir ou eliminar materiais com o meio; um
conteúdo onde possa ocorrer diversas reações químicas
(metabolismo) e um setor de controle ou administrativo. A célula é
então a unidade morfológica e funcional dos seres vivos. Então
todos os seres vivos são formados por células, sendo eles formados
por apenas uma célula, denominado de unicelular, e outros
formados por muitas células, que são chamados de multicelulares
ou pluricelulares.
Não devemos nos esquecer dos vírus, seres considerados
acelulares (não possuem células) que são formados basicamente
por uma cápsula protéica chamada de cápside ou capsídeo
envolvendo uma ou mais moléculas de ácidos nucléicos. Então para
que eles possam se reproduzir, devem estar dentro de uma célula,
local onde ocorrem as atividades essenciais para a vida.
Alguns não consideram os vírus como seres vivos, baseando seus
pensamentos na chamada Teoria celular moderna, elaborada no
século XIX por Mathias Schleiden e Teodor Schwann, que diz:
1. todos os seres vivos são formados por células, que são então
as unidades morfológicas dos seres vivos;
2. a célula é a menor unidade viva, sendo que suas propriedades
vitais definem as propriedades vitais do organismo. É fácil
pensar nisso, pois se a célula adoece, adoece o tecido, que
afeta o órgão correspondente, desequilibrando assim o
sistema, prejudicando o organismo.
3. Células se formam pela reprodução de outras preexistentes
por meio da divisão celular.
Independente da célula, todas são formadas pela membrana
celular (membrana plasmática ou plasmalema) que regula as
trocas entre o conteúdo químico interno e o meio externo;
citoplasma, que se constitui de um conteúdo interno onde
ocorrem inúmeras reações químicas (citosol, sendo também
chamado de hialoplasma, nome em desuso) e onde estão
localizados corpúsculos granulares chamados de ribossomos e um
centro de comando ou coordenação chamado de núcleo, ou
simplesmente cromatina em alguns casos, que representa um
conjunto molecular muito especial que assegura a formação de
novas células.
Classificação da célula
As células possuem características que as tornam extremamente
eficientes como alto teor de água, facilitando assim a ocorrência de
reações; compartimentos que estabelecem um fluxo de reações
isolando os diversos processos metabólicos; presença de material
genético que contém as informações da mesma; presença de
enzimas que catalisam as inúmeras reações que tornam a vida
possível, além de economia de seus processos e ótima interação
com o meio, medindo entre 10 a 100 micrômetros, ou seja, 0,01 a
0,1 milímetro. Podemos classificá-las quanto:
a) a sua complexidade:
.Célula procarionte ou procariota: extremamente simples,
apresentando material genético (núcleo) disperso ou imerso ao
citoplasma, mostrando-se então não individualizado e não
apresentando organelas (também chamados de orgânulos ou
organóides). Temos como exemplo as bactérias e as arqueas. Ainda
podemos usar como exemplo as cianobactérias, mas a nova
classificação dispensa seu uso quando já citadas bactérias.
.Célula eucarionte ou eucariota: apresenta-se mais complexa,
com núcleo delimitado por uma membrana nuclear chamada de
carioteca, estando o núcleo então individualizado, apresentado
ainda organelas no citoplasma. Os animais e os vegetais superiores
são um ótimo exemplo.
b) quanto à respiração:
.Célula aeróbica: realiza suas reações na presença de oxigênio.
As células musculares são um exemplo desse caso.
.Célula anaeróbica: ao contrário da aeróbica, realiza suas reações
na ausência de oxigênio. Algumas bactérias se enquadram nessa
idéia.
c) quanto à nutrição:
.Célula autótrofa: transforma matéria inorgânica em matéria
orgânica, quer dizer, produz o próprio alimento, como seres que
realizam fotossíntese, como os vegetais.
.Célula heterótrofa: não produz o próprio alimento, como os
animais que necessitam da matéria de outros seres vivos,
compreendendo seres mutualistas, parasitas, comensalistas ou até
mesmo decompositores.
d) quanto ao tempo de vida (longevidade):
.Célula lábel: possue curta duração e estão constantemente sendo
produzidas. Os gametas e hemáceas são exemplos disso.
.Célula estável: dura muitos meses e é substituível, pois se
reproduz, representando a maioria das células que formam nosso
tecidos, como o tecido adiposo, os ossos e tecido conjuntivo.
.Célula permanente: é um tipo de célula diferenciado e
modificado, que não se reproduz e dura a vida toda do indivíduo,
sendo sua destruição não acompanhada de substituição. Temos
como exemplo os neurônios e fibras musculares estriadas.
Leis
A relação entre a área da superfície e volume celular limita o
crescimento da célula, justificando seu tamanho microscópico,
obedecendo às leis:
.de Spencer: diz que o aumento do volume é proporcional ao cubo
das dimensões lineares, enquanto o aumento da superfície é
proporcional ao quadrado dessas dimensões. Assim sendo, a área
cresce ao quadrado enquanto o volume cresce ao cubo.
.de Driesch: ou lei do volume celular constante, enuncia que
indivíduos da mesma espécie e com o mesmo grau de
desenvolvimento, apresentam no mesmo tecido células do mesmo
tamanho. Um exemplo clássico se dá com as células de um pigmeu
africano, que são do mesmo tamanho das células de um gigante,
ficando a diferença no tamanho dada pelo maior número de células.
As células e suas estruturas
Toda célula tem membrana plasmática, citoplasma com
ribossomos e material genético chamado ou não de núcleo mas, em
alguns tipos de células, outras estruturas são de grande relevância.
Uma célula típica para o estudo de todas as estruturas que nos
interessa não existe, portanto iremos abordar três células
diferentes: uma de natureza procariota, a célula bacteriana por
exemplo e duas eucariotas: a célula animal e a célula vegetal.
A. Células Procarióticas
(do latim pro, primitivo, e cario, núcleo)
As células procarióticas são caracterizadas células simples por
possuírem material genético disperso, imerso no citoplasma, quer
dizer, não individualizado, podendo ser chamado de núcleo não
organizado ou ainda nucleóide. Acreditamos que essas células são
muito semelhantes à dos primeiros seres vivos que habitaram o
nosso planeta a mais de 3 bilhões de anos atrás Seu citoplasma não
possue organelas membranosas, apenas ribossomos 70s, que é
considerado uma organela não membranosa ou um corpúsculo
granuloso. O sistema de membranas dessa célula se resume à
membrana plasmática, que delimita todo material interno. Ainda
existe a membrana esquelética ou parede celular. Podemos citar
como seres procariontes as bactérias e as arqueas, os mais
abundantes do planeta. Como modelo de nosso estudo,
estudaremos a bactéria Escherichia coli.
A célula bacteriana em forma de bastão com 2mm de
comprimento é formada pelos quatro componentes fundamentais
para toda célula: citosol ou hialoplasma com ribossomos aderidos à
face interna da membrana para síntese protéica; nucleóide ou
simplesmente cromatina ( DNA em forma de anel não assoaciado à
proteínas, ligado a uma invaginação da membrana plasmática
chamada de mesossomo, onde estão as enzimas respiratórias); a
denominação cromatina foi aqui abrodada pelo fato de vários
autores usarem esse termo para o material genético bacteriano,
apesar que o autor dessa obra não compartilha dessa idéia, já que
por definição cromatina possue proteínas histonas associadas ao
DNA; membrana plasmática lipoprotéica e uma parede externa
chamada de parede celular, de natureza não celulósica ( formada
por carboidratos, lipídios, proteínas e pela mureína ou ácido n-acetil
murâmico, e seu componente principal, formado por um
polissacarídeo associado a quatro cadeias de aminoácidos, o
peptidioglicano). É interessante notar que o material genético
consiste em cromossomos formado apenas por DNA e não por
proteínas, além da ocorrência de material genético (DNA) não ligada
a este cromossomo e que fica espalhado pelo hialoplasma,
designado de plasmídeo, e a natureza da parede celular da bactéria.
Vale a pena ressaltar que pesquisas recentes mostram que a partir
de técnicas mais moderas hoje empregadas na observação de
bactérias não demonstram a existência de mesossomos, sendo
portanto estruturas inexistentes. Infecções causadas por esse ser
vivo do reino Monera são constantemente tratadas com antibióticos
e penicilina, mas qual usar em cada caso?
Saberemos o que aplicar a partir da análise química da parede
celular ou membrana esquelética da bactéria, analisando o teor de
peptidioglicanos da mesma, usando um teste de coloração usado
em microbiologia, o teste de Gram, usando-se os corantes violeta
de genciana, a safranina e a fucsina. Vejamos:
-Se a bactéria possuir alto teor de peptidioglicanos, o corante retido
será o violeta de genciana, sendo classificada como bactéria
gram-positiva, sendo mais sensível à penicilina.
-Se a bactéria possuir baixo teor de peptidioglicano na parede
celular, os corantes safranina ou fucsina serão retidos; portanto,
teremos uma bactéria gram-negativa, tratada freqüentemente
com antibióticos. A penicilina praticamente não realiza efeito algum
sobre essas bactérias pelo fato desses microorganismos possuírem
uma segunda membrana lipoprotéica localizadas acima de sua
parede celular que impede a absorção do antibiótico em questão.
Algumas bactérias ainda possuem cápsula, responsável pela
periculosidade da mesma, como é o caso dos pneumococos.
As cianobactérias ( chamadas antigamente de algas azuis)
obedecem a mesma estrutura, mas possuem ainda pigmentos
voltados para a fotossíntese, como a clorofila, que fica dispersa no
citoplasma, já que não existem organelas como os cloroplastos.
Quando comparamos a estrutura de uma bactéria com uma
arquea ou arqueobactéria, nem sempre notamos a presença de
parede celular em arqueas e, quando presente, é constituída por
proteínas e polissacarídeos, nunca por peptidioglicanos, encontrados
em bactérias. Os genes também são diferentes, sendo que as
arqueas nesse parâmetro são até mesmo mais semelhantes com
células eucarióticas. É tão relevante essas novas informações que
hoje em dia propõe-se até mesmo a criação de uma nova categoria
taxonômica denominada de domínio, onde teríamos portanto:
domínio Bactéria (reunindo as bactérias), domínio Archaea
(reunindo as arqueas) e domínio Eukarya (reunindo os protistas,
fungos, animais e vegetais).
B. Células eucarióticas
(eu, verdadeiro ou individualizado, e cario, núcleo)
A célula eucariótica é estruturalmente mais complexa,
apresentando seu material genético individualizado do citoplasma
por uma membrana nuclear ou carioteca, associado a proteínas
formando os cromossomos. Então, o núcleo encontra-se separado
do citoplasma, que contêm organelas membranosas, como as
mitocôndrias, retículo endoplasmático agranular e granular,
complexo de Golgi e ribossomos do tipo 80s. A existência de um rico
sistema de membranas faz com que essa célula realize suas reações
de forma mais organizada, já que agora possue numerosos
compartimentos separando os mais variados processos metabólicos.
Vejamos então dois tipos de células eucariontes: a célula animal e a
vegetal.
Aula 03 e Aula 04
A Célula Animal
Analisando uma célula animal, observamos a presença de uma
membrana celular (membrana plasmática ou plasmalema) de
natureza lipoprotéica, ou ainda, uma bicamada lipídica com
proteínas mergulhadas. Essa estrutura formada por três camadas é
chamada de unidade de membrana, onde as proteínas
representam 75% da estrutura e os 25% restantes são os lipídios. A
membrana possui algumas propriedades, sendo ela semipermeável
e possuindo permeabilidade seletiva, permitindo a passagem de
algumas substâncias e não de outras. Seu formato é definido por
um conjunto de tubos e filamentos de proteínas conhecido por
citoesqueleto, que também permite que as células, em alguns
casos, realizem movimentos.
O citoplasma é formado por uma parte líquida chamada de
hialoplasma ou citosol (erroneamente usado como sinônimo de
citoplasma) e organelas (orgânulos ou organóides) mergulhados
nessa massa líquida, além de grânulos como os ribossomos, que são
considerados organelas não membranosas.
É importante compreender que as organelas não realizam suas
funções de forma isolada, mas sim de forma sincronizada,
organizada. Vejamos o sistema de pequenas redes de membranas
duplas, lipoprotéicas que a célula animal possue em seu citoplasma,
o retículo endoplasmático (RE), que pode ser classificado em
rugoso, termo em desuso (granular ou ergartoplasma) e liso, termo
em desuso (agranular). O retículo granuloso é assim designado por
possuir aderidos à sua superfície ribossomos, e o retículo agranular
por não possuir essas estruturas aderidas em sua superfície.
Representação do retículo
granular ou ergastoplasma
Devemos ressaltar que é um sistema único de canais, que ao longo
de seu percurso apresenta particularidades. A cavidade desse
sistema recebe o nome de cisterna, responsável pelo transporte de
substâncias na célula. O RE granuloso é o local da síntese de
proteínas, já que possue ribossomos aderidos ( são responsáveis
pela síntese protéica), além de desempenhar a função de
transporte, típica de todo o retículo. O RE agranular produz lipídios
(esteróides), ácidos graxos e fosfolipídeos; transporta substâncias,
armazena, faz intercâmbio e ajuda no metabolismo de substâncias
tóxicas (detoxificação), além de participar também da síntese de
glicoproteínas. Em células musculares, é o retículo agranular que
armazena o cálcio liberado no citosol no momento da contração
muscular. O complexo de Golgi constitui-se de um amontoado de
sacos achatados, chamados de dictiossomos, que ficam empilhados
e revestidos também por membrana lipoprotéica, sendo considerado
por alguns um prolongamento do RE lagranular (as funções do RE
liso então estão ligadas ao do Golgi). Sua principal função está
ligada com o armazenamento e concentração de substâncias,
que serão armazenadas em vesículas e posteriormente eliminadas
por secreção celular. Essa organela costuma ser chamada de
polarizada, pelo fato de uma de suas faces, conhecida por cis,
receber vesículas provenientes dos retículos, repletas de
substâncias, e outra face chamada de trans, de onde são liberadas
vesículas para seu respectivo destino, após seu processamento pelo
complexo de golgi. Em vegetais, participa da formação da parede
celular, a partir da secreção de polissacarídeos e glicoproteínas,
além de abastecer o vacúolo central com enzimas digestivas, que
vão atuar no processo de digestão intracelular. Na cabeça do
espermatozóide, outra estrutura que possue sua origem ligada ao
Golgi é o acrossomo, grande vesícula cheia de enzimas digestivas
que vão auxiliar na penetração do gameta masculino no óvulo,
perfurando as membranas do óvulo.
face trans
vesículas
Cisternas ou dictiossomos
(no desenho acima, retirar as letras (a) e (b). Manter as descrições
do desenho).
Os lisossomos são vesículas provenientes do complexo de Golgi
que possuem em seu interior enzimas digestivas (proteínas do RE
rugoso), que realizam a digestão intracelular em pH ácido
proporcionado por um mecanismo de transporte ativo conhecido por
bomba de hidrogênio e cloro. Denominamos de função heterofágica
quando está ocorrendo digestão de partículas provenientes do meio
externo e função autofágica quando as células realizam a digestão
de partes de si mesmas. Autofagia e autólise ainda são termos
muito usados, sendo que o primeiro indica normalmente a digestão
de organelas que se encontram desgastadas ou quando as reservas
do corpo se esgotam, sendo necessário a aquisição de nutrientes
por meio desse mecanismo de digestão. A juventude das células
também está ligada a esse mecanismo, já que vários tipos de
células tem suas organelas renovadas após um certo tempo de uso,
como as células hepáticas e os neurônios. O mecanismo de autólise
está relacionado com o derramamento não programado das enzimas
lisossômicas por ruptura de sua membrana, a partir de fatores de
causa externa, como a sílica e o asbesto, responsáveis pelo
aparecimento de doenças conhecidas por silicose e asbestose.
Nessas patologias, os alvéolos tentam digerir a partir de
mecanismos de fagocitose as partículas de sílica e asbesto, que
infelizmente não serão digeridas. Seu acúmulo no interior dos
lisossomos causa seu rompimento , levando ao derramamento das
enzimas e consequentemente alterando o funcionamento dos
alvéolos pulmonares. Outras doenças como a tão conhecida Vaca
Louca e o Kuru também se relacionam com os lisossomos, já que a
proteínas causadoras das referidas doenças não são digeridas pelas
enzimas dessa organela. A proteína mais conhecida é denominada
de príon, denominação criada por Stanley Prusiner, a partir da
expressão proin (proteinaceous infectious particles).
Os peroxissomos são organelas presentes em células animais e
em algumas vegetais que possuem enzimas chamadas de
peroxidases, responsáveis pela oxidação de moléculas orgânicas.
Na oxidação de ácidos graxos, por exemplo, um dos produtos é o
colesterol utilizado na produção dos sais biliares que compõem a
bile produzida pelo fígado. Não é a toa que essa organela é
extremamente abundante nessa glândula humana! Um outro
subproduto sempre formado pela oxidação é o peróxido de
hidrogênio (H2O2), conhecido por água oxigenada, que será
degradado apropriadamente por uma enzima conhecida por catalase
presente nessa organela. Essa decomposição é necessária, pois a
água oxigenada é altamente tóxica e pode provocar mutações,
devendo então ser destruída imediatamente. Podemos pensar então
que o fígado, sendo um órgão de alto metabolismo, com papel
desintoxicante, deve possuir numerosos peroxissomos.
2H2O2
catalase
2H2O + O2
Em plantas, são conhecidos por glioxissomos, onde realizam a
conversão de lipídeos armazenados na semente de plantas
oleaginosas em açúcares usados no processo de germinação.
Observando ao redor do núcleo, um par de centríolos que são
formados por nove conjuntos de túbulos triplos, de natureza
protéica, participam do processo de divisão celular. Possue
capacidade de autoduplicação, como as mitocôndrias e os
cloroplastos nas células vegetais, apresentado então em sua
estrutura DNA próprio. Ao redor de cada par de centríolo
aparecem as fibras de áster (microtúbulos).
(eliminar título da figura acima e acrescentar abaixo do desenho:
representação do centríolo)
Os cílios e os flagelos são estruturas celulares móveis que se
mostram presentes em protozoários em sua locomoção e, por
exemplo, no epitélio da traquéia que é forrado por cílios que são
geralmente pequenos e numerosos, enquanto os flagelos têm
grande tamanho, existindo em pequeno número em cada célula.
Diferente dos centríolos, cílios e flagelos são compostos por nove
conjuntos duplos de microtúbulos, além de dois microtúbulos
centrais.
A célula é sustentada por estruturas chamadas de microtúbulos
e microfilamentos, constituídos de proteínas, participando da
manutenção do formato da célula, da arquitetura celular, formando
o citoesqueleto e sendo encontrados ainda no interior dos cílios e
flagelos, como dito anteriormente. O citoesqueleto, além da
organização da forma da célula, também permite o deslocamento de
substâncias no interior da célula (ciclose) e permite a adesão entre
células vizinhas. Os microtúbulos que são responsáveis pela sua
formação, são constituídos pela proteínas tubulina, enquanto os
microfilamentos são constituídos de actina. Existem ainda os
filamentos intermediários, constituídos de diversas proteínas com
função estrutural, mas não participam de movimentos celulares.
(retirar título do desenho acima e separar no texto a figura do
microtúbulo e do microfilamento)
Representação dos microtúbulos
Toda esse funcionamento celular deve consumir energia, que será
gerada por um outro organóide, a mitocôndria, diretamente
relacionada com a respiração celular, onde a glicose será
metabolizada com liberação de energia para a formação do ATP,
havendo ainda formação de água e gás carbônico. Como já foi dito,
possue capacidade de autoduplicação por possuir DNA próprio, além
de ser também uma organela membranosa. Em seres que vivem em
ambientes desprovidos de oxigênio, estão presentes organelas
pouco conhecidas: são os hidrogenossomos e os mitossomos,
presentes principalmente em protozoários e fungos. Os
hidrogenossomos produzem energia, mas não possuem DNA como a
mitocôndria, apesar que recentemente algumas pesquisas
demonstram a existêncioa de protozoários com hidrogenossomos
portadores de DNA. Os mitossomos também não possuem DNA e
não realizam a produção de energia, mas correspondem ao local de
produção de compostos ricos em ferro e enxofre que serão
utilizados na produção de ATP.
(retirar a nomenclatura em inglês e acrescentar ao lado a
nomenclatura em português: na ordem: membrana plasmática,
retículo endoplasmático, ribossomos, microfilamentos e filamentos
intermediários, microtúbulo e mitocôndria). Abaixo do desenho,
colocar: representação da composição do citoesqueleto.
Toda a atividade é controlada pelo núcleo, delimitado pela
carioteca ou membrana nuclear (membrana dupla); seu interior é
preenchido por um líquido chamado de cariolinfa ou suco nuclear,
onde está mergulhado o material genético (DNA) associado à
proteínas, a cromatina; além disso aparece um corpúsculo formado
de RNA, o nucléolo, presente na intérfase (fase de preparo da
célula para divisão), responsável pelo controle da produção de
proteínas , já que é o responsável pela formação dos ribossomos.
É importante ressaltar que as células de um mesmo organismo
possuem em geral as mesmas organelas. Mas dependendo da
função do órgão onde elas se encontram, a quantidade e tamanho
dos orgânulos pode variar. Ao analisarmos células pancreáticas,
percebemos uma riqueza de ribossomos e retículo endoplasmático
rugoso, já que a glândula em questão é responsável pela produção
do suco pancreático, rico em proteínas denominadas de enzimas, e
de hormônios, como a insulina e glucagon, também de natireza
protéica. Células hepáticas tendem a apresentam em maior
desenvolvimento organóides como o retículo endoplasmático liso,
pela função desintoxicante que apresenta.
A Célula Vegetal
A célula vegetal apresenta-se bem semelhante à célula animal,
possuindo poucas organelas que as diferencia. Externamente à
membrana plasmática, aparece um revestimento chamado de
parede celular, formada por um polissacarídeo chamado
celulose, sendo ela resistente, rígida, espessa, de elasticidade
limitada, deixado passar água por ela (é então permeável).
Apesar de existirem pequenos vacúolos nas células animais, na
célula vegetal se mostram mais evidentes. Na célula vegetal jovem,
são pequenos e encontram-se em grande número, mas quando
adulta eles se reúnem formando um grande vacúolo que chega a
deslocar o núcleo e o restante do citoplasma para a periferia. A
membrana que envolve esse vacúolo é chamada de tonoplasto e
seu conteúdo de suco celular, sendo suas funções as mais
diversas, como acumular reservas (glicose, vitaminas, proteínas,
pigmentos), osmorregulação e outros ainda acumulam enzimas
hidrolíticas com função semelhante aos lisossomos.
Parece celulósica em células vegetais
Em algumas ocasiões, o acúmulo de sais no interior dessa organela
é tão grande que eles se cristalizam, formando estruturas
geométricas conhecidas por drusas (forma de estrelas) e ráfides
(forma de agulhas). Como mencionado anteriormente, podemos
observar em alguns casos a atuação de enzimas digestivas no
interior dessa organela, em pH específico ácido.
Encontramos ainda orgânulos típicos de células vegetais
chamadas plastos, que podem ser portadores de pigmentos ou
não, relacionados com a fotossíntese.
Esquema de um Cloroplasto
Quando não há pigmentos reservados, e sim substâncias nutritivas,
chamamos de leucoplastos. Os que armazenam pigmentos são
chamados cromoplastos, responsáveis pela cor do vegetal.
Classificando-os temos:
.leucoplastos
verde)
.cromoplasto
Proteoplastos (reservam proteínas)
oleoplastos (reservam lipídios)
amiloplastos (reservam carboidratos)
cloroplasto
(os mais numerosos, possuem cor
xantoplasto
eritroplasto
(possuem cor amarela)
(possuem cor vermelha)
Representação de uma célula vegetal vista ao microscópio eletrônico
As células vegetais podem realizar troca de substâncias entre elas,
por pontes citoplasmáticas chamadas de plasmodesmos,
exclusivas desse tipo de célula. É bom lembrar que não
encontramos centríolos em células vegetais superiores, estando
presentes em células animais.
Cuidado!!!
A informacao de que centríolos são organelas exclusivas
de células eucariontes animais não procede, já que as
angiospermas são o único grupo de seres eucarióticos que
não possuem centríolos. Na divisão de células eucariontes
vegetais, quem exerce grande influencia no processo é o
complexo de golgi, responsável pela liberaçvão de vesículas
contendo pectina, um dos componentes da formação da
lamela média que culmina na parede celular, personagem
principal da divisão mitótica desse tipo de célula.
Diferenças entre Células Procariontes e Células Eucariontes
Animais e Vegetais
Estrutura
Celular
Seres
Procariontes
Seres Eucariontes
Animais
Vegetais
Membrana
Plasmática
Parede Celular
Complexo de
Golgi
Centríolos
Ribossomos
Cromatina
Presente
presente
Presente
Presente
Ausente
Ausente
Presente
Presente
Presente
Ausente
Presente
Presente
Presente
Presente
Presente
Ausente
Presente
Presente
Plastos
Carioteca
Mitocôndrias
Peroxissomos
Ausente
Ausente
Ausente
Ausente
Ausente
Presente
Presente
Presente
Vacúolos
Plasmodesmos
Ausente
Ausente
Menores
Ausentes
Presente
Presente
Presente
Ausentes ou
raros
Maiores
Presentes
Pense sobre isso:
Teoria das organelas endossimbiontes
Apesar da idéia ter sido sugerida pela primeira vez na década de
1920 pelo biólogo norte-americano Ivan Wallin, a teoria foi criada
por Lynn Margulis, onde é proposta a idéia de que algumas
organelas (mitocôndrias e cloroplastos) tenham surgido de uma
associação simbiótica entre organismos, onde provavelmente um
antepassado das cianobactérias atuais (procariontes autotróficos)
obtevem proteção de outro organismo, também unicelular, porém
de maiores dimensões, servindo assim de hospedeiro, que recebe
portanto energia produzida pela fotossíntese desse organismo
procariota, levando a implicação de que os eucariontes são
quimeras, ou seja, seres constituídos de elementos disparatados
ou incongruentes, e ao nosso entendimento, um combinação de
diversos genomas de procariontes.
(ampliar a nomenclatura da figura B). e acrescentar abaixo: representação da
hipótese endossimbiótica.
A sugestão é que os elementos procarióticos tenham se interagido
com o organism eucariótico numa ordem específica, desenvolvendo
uma interação biológica benéfica, que no futuro tornou-se uma
simbiose obrigatória. Várias são as provas da origem
endossimbionte das mitocôndrias e cloroplastos, com:
.Possuem DNA, sendo este diferente do presente no núcleo da
célula e em quantidades parecidas com ao das bactérias.
.Possuem membrana dupla, ou seja, uma membrana externa e
outra interna, cuja composição química se diferencia das outras
membrana presentes na célula.
. O mensagem genética também é diferente, o que significa dizer
que a sequência das bases nitrogenadas do DNA presente nessas
organelas não se equivale ao encontrado na célula eucarionte
hospedeira.
.Se dividem por divisão binária, processo observado em bactérias,
tamém conhecido por bipartição ou cissiparidade.
.Pelo fato do genoma das mitocôndrias e cloroplastos serem
extremamente pequenos, podemos supor uma certa dependência
destes orgânulos depois da simbiose.
Especula-se que os peroxissomos tenham sido os primeiros
endossimbiontes, proporcionando às células a capacidade de
adaptação ao oxigênio que começou a ser produzido a milhões de
anos atrás de forma crescente na atmosfera. Mas pelo fato de não
possuírem sequer DNA, como já foi dito, a idéia realmente não
passa de especulação.
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