neuroplasticidade - Revista Intellectus

FACULDADE DE JAGUARIÚNA
TAIARA MAGALHÃES MANSO
BEATRIZ LUIZA FERREIRA
GILMAR BUENO BRAGATO
NEUROPLASTICIDADE
Influencias da Reabilitação Motora na Reorganização Cortical:
uma Revisão da Literatura
JAGUARIÚNA
2015
Pág. 500
TAIARA MAGALHÃES MANSO
BEATRIZ LUIZA FERREIRA
GILMAR BUENO BRAGATO
NEUROPLASTICIDADE
Influencias da Reabilitação Motora na Reorganização Cortical: Uma
Revisão da Literatura
Trabalho de conclusão de curso apresentado na
Faculdade de Jaguariúna, como requisito parcial para a
aprovação no Curso de Fisioterapia, sob a Supervisão
da Profº. Dr. Bruno Amoroso Borges.
JAGUARIÚNA
2015
Pág. 501
SUMÁRIO
1. Introdução...............................................................................................................
04
2. Métodos .................................................................................................................
07
3. Resultados e Discusão............................................................................................
07
4. Conclusão...............................................................................................................
12
5. Referência...............................................................................................................
13
Pág. 502
RESUMO
O presente estudo tem por objetivo facilitar a construção de um programa
terapêutico de forma a verificar quais são os fatores que interferem na reorganização
cortical. Foi realizada uma revisão bibliográfica de artigos científicos e literários
publicados entre os anos de 2000 a 2014, com temas que abordassem o
desenvolvimento da neuroplasicidade na reabilitação motora, sendo selecionados 31
artigos, nos quais somente 13 artigos e 2 livros foram utilizados para a construção do
presente estudo. Ao final da revisão pode-se concluir que a realização de técnicas que
beneficiam o desenvolvimento da neurogênese leva a uma evolução funcional ao
paciente. Porém poucos estudos demonstram isso.
Palavras-Chave: Neuroplasticidade, reabilitação motora, reorganização
cortical, fisioterapia.
ABSTRACT
This study aims to facilitate the construction of a therapeutic program in
order to verify what are the factors that affect the cortical reorganization. A literature
review of scientific and literary articles published between the years 2000-2014, with
topics that addressed the development of neuroplasticity in motor rehabilitation was
performed and selected 31 articles, in which only 13 articles and two books were used
for the construction of this study. At the end of the review can be concluded that the
realization of techniques that benefit from the development of neurogenesis takes a
functional outcome of the patient.
Key-words: Neuroplasticity, motor rehabilitation, cortical reorganization, physical
therapy
1 INTRODUÇÃO
Neuroplasticidade é a adaptação do Sistema Nervoso Central (SNC)
morfologicamente e funcionalmente frente às alterações psicossocial, ambiental e
cognitivo. O SNC está em constante processo de plasticidade mesmo em indivíduos
4
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normais, bem como em indivíduos com lesões cerebrais. Estudos demonstram que
regiões corticais não lesadas assumam a função perdida da área danificada, onde
após passar por programa de treinamemento motor, o córtex é estimulado, ocorrendo
uma reorganização não apenas nas áreas não lesionadas, mais também nas áreas
adjacentes as lesões, para que não ocorra uma maior perda de função motora.
(Teixeira, 2007).
A Plasticidade Neural é definida como a capacidade do sistema nervoso em
modificar suas conexões sinápticas, devendo ser levada em consideração seu período
critico que se estende desde a adolescência, sendo uma conseqüência obrigatória de
cada atividade motora realizada ou adquirida frente a um aprendizado, memória ou a
uma lesão, ela não ocorre somente no córtex, podendo acontecer também em regiões
subcorticais. (Kim et.al, 2012)
Antigamente acreditava-se que o cérebro não tinha a capacidade de
reorganização. Na fase madura seria inexistente, devido ao processo de
envelhecimento em que parte dos neurônios é perdida, porém só era vista com
efetividade na fase inicial de vida, devido suas funções não estarem definidas em uma
área especifica e sendo composta com o aprendizado no decorrer de seu crescimento.
O desenvolvimento infantil é resultante de uma serie de fatores ligados à herança
genética e fatores ambientais, no qual existe uma participação no desenvolvimento
funcional. Em 1991, estudos definem que a acentuada perda de neurônios não esteja
associada ao envelhecimento e sim ao processo de fixação. Pode-se levar em
consideração que, no adulto, o SNC restringe-se a novas formas de conexões e
reorganização de circuito espontâneo, resultando em uma combinação fisiológica e
molecular de experiência ou atividade realizada. Um exemplo disso é a formação de
ligações em neurônios imaturos no giro denteado, que ocorre durante tarefas de
memória, em que essas células formam novos circuitos que são modulados pela
experiência. (Kim et.al, 2012)
Pode-se dizer que existem alguns tipos diferenciados de plasticidades, dentre
eles encontram–se a regenerativa, axônica, sináptica, dendriticas e somáticas. A
Plasticidade regenerativa é definida como capacidade que os axônios lesionados têm
de realizar um novo crescimento, ocorrendo comumente no sistema nervoso
periférico, que só é possível quando ocorre em um ambiente composto por mielina,
que é produzida por células de Schwann, que conseqüentemente aumenta o
5
Pág. 504
crescimento axonial. Na plasticidade somática ocorre morte celular e neogênese. Já
na plasticidade axônica ocorre à regulação da mielinização e regeneração das fibras
lesionadas, o desenvolvimento da linguagem que, segundo Lent (2008), é um exemplo
de plasticidade axônica, onde a recuperação das funções lingüísticas é devida de
lesões cerebrais na infância mais fáceis de recuperar, ao contrário do adulto. Na
plasticidade dendrítica ocorre o brotamento de espinhas, que são compostas por
micropepitídeos onde se concentram íons e moléculas influentes na passagem de
informações entre neurônios. E por fim, na plasticidade sináptica ocorre a
sinaptogenese, conexões que possibilitam transmitir informações de um neurônio a
outro. Freqüentemente, a informação que percorre em forma de impulso elétrico é
convertido em sinal químico, sendo liberado nas conexões interneurais, fundamental
para a aprendizagem e memória. (Andrade, Junior, 2005)
Uma referência mundial utilizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
para relatar, avaliar e analisar a saúde e a incapacidade tanto individual como na
população em geral, mostrando a importância das devidas limitações que cada um
deve ter diante do seu problema, respeitando seu sistema e estrutura corporal no meio
em que vive é denominada como Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF),
a mesma surgiu devido a uma revisão de um antigo sistema. É importante destacar
que a deficiência e a incapacidade podem ser devido às condições de saúde em si,
como também podem ser conseqüentes do ambiente que podem atuar como
facilitadores ou barreiras para o desempenho do individuo ou pelos fatores cognitivos.
Portanto a CIF é baseada numa abordagem biopsicossocial, que mistura a saúde nos
níveis corporais e sociais. (Farias, et.al 2005)
O nível cognitivo tem sua importância no processo da reabilitação, onde
pacientes com o cognitivo preservado tem melhor resposta frente à terapia. Então,
indivíduos com cognitivo preservado conseguem ativar áreas e estruturas encefálicas,
utilizando práticas de exercícios mentais.(Oliveira.et. al, 2001).
Referindo–se a fatores ambientais, o desenvolvimento do SNC é mais
estimulado depois do contato com o meio ambiente, onde ocorre um maior
recrutamento de conexões cerebrais, estímulos das forças sinápticas. Os fatores
ambientais têm uma participação direta no desempenho funcional de crianças e em
suas atividades cotidianas, embora a gravidade da disfunção motora seja influente em
potencial. (Brasileiro, et. al 2009)
6
Pág. 505
O presente estudo tem por objetivo facilitar a construção de um programa
terapêutico de forma a verificar os fatores que interferem na reorganização cortical.
2 MÉTODOS
Trata-se de uma revisão bibliográfica de artigos científicos e da literatura que
diz respeito à Neuroplasticidade tendo como referências publicações em inglês,
português e espanhol. Foram utilizadas as bases de dados Pubmed, Pedro, Scielo e
selecionados apenas os estudos publicados no período de 2000 a 2014, além de livros
encontrados no acervo da biblioteca da instituição. Na estratégia de busca foram
utilizadas as seguintes palavras chave, neuroplasicidade, reabilitação motora,
reorganização cortical, fisioterapia. A busca bibliográfica selecionou artigos que
abordassem o desenvolvimento da Neuroplasticidade na reabilitação motora. Os
critérios estabelecidos para a avaliação foram de forma que pudessem assegurar a
qualidade do trabalho como: identificação do estudo quanto ao tipo dos fatores que
influenciam na Neuroplasticidade e relação da atividade motora sobre o
desenvolvimento do mesmo.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Segundo a estratégia estabelecida, foram encontrados 31 artigos, sendo 21
artigos de revisões, 3 estudos com animais e 7 estudos realizados com seres
humanos. Assim, foi feita uma leitura individual de cada resumo, verificando sua
pertinência com o objetivo do presente estudo, sendo assim, foram utilizados somente
13 artigos, e 2 livros para a construção desta pesquisa.
Após o individuo sofrer uma lesão, a pergunta é como o terapeuta irá iniciar e
dar continuidade em um tratamento cujo principal objetivo não é reensinar, reeducar,
e sim trazer de volta a independência funcional do individuo, de forma que o mesmo
relembre o que já foi aprendido antes de uma lesão. Segundo Shummway-Cook
(2003), o estabelecimento terapêutico, no qual o movimento funcional possa ser
dominado, exige que o terapeuta conheça a natureza das tarefas que são ensinadas.
Nossa experiência possibilita identificarmos quais fatores colaboram para o
desenvolvimento da Neuroplasticidade, de forma a verificar como o ambiente e o
7
Pág. 506
estado emocional de cada indivíduo possam influenciar na plasticidade, verificando a
relação da atividade motora, sobre o mesmo. Cada região do cérebro constitui-se em
um órgão responsável por uma função mental ou comportamental especifica.
(Fluentes et.al, 2008).
Características da lesão cerebral podem ser de extrema importância, pois não
importa a área da lesão, e sim a quantidade de lesão. Após um dano cerebral, o
cérebro, pode ajustar-se funcionalmente, havendo uma reorganização dos mapas
corticais que contribuem para a recuperação.
Antigamente, acreditava-se que os
neurônios não possuíam capacidade de se dividirem, sendo impossível de se fazer
algo quando as conexões de neurônios eram perdidas em conseqüência de lesões.
Hoje, sabe-se, porém, que ao ocorrer uma lesão cerebral, as áreas adjacentes podem
assumir em parte ou totalmente as funções daquela área (Ferrari, et.al 2001).
A neuroplasticidade refere-se à capacidade de adaptação e reorganização de
forma dinâmica do sistema nervoso frente às alterações do ambiente. As mudanças
descritas na organização do córtex incluem o aumento dos dendritos, das sinapses,
onde promovem o melhor desenvolvimento da cognição do individuo e de fatores
neurotróficos essenciais, agindo de forma a auxiliar no processo de desenvolvimento
e diferenciação da neurogênese, colaborando para a sobrevivência de células
nervosas. (Andrade, Junior, 2005)
O movimento é realizado através de um esforço entre várias estruturas e
processos cerebrais (córtex cerebral e medula espinhal), que transmitem
conhecimento do estado atual, com a capacidade de regular ou orientar determinados
mecanismos de movimentos, denominando assim controle motor. O controle motor
imerge da interação entre indivíduo, tarefa e ambiente, de forma a colaborar com o
desenvolvimento da Neuroplasticidade. Estes fatores interferem de forma a colaborar
na organização do movimento, como mostra a figura 1.
8
Pág. 507
Figura 1- fatores interferem de forma a colaborar na organização do movimento
Fatores relacionados ao indivíduo incluem a interação entre sistema de
percepção (P), onde há relação de impressões sensoriais e informações
psicologicamente significativas, ação (A) ou atividades específicas e cognição(C),
onde incluem os sistemas de ação e percepção, organizados para cumprir objetivos
ou interações especificas. (Shummway-Cook, 2003)
Os atributos a tarefa contribuem para organização do movimento dividida
em estabilidade, mobilidade que variam de acordo com a base de apoio. Apoio móvel
como sentar, ficar em pé está associado à estabilidade. Apoio imóvel como caminhada
associados à mobilidade. E manipulação, as tarefas exigem velocidade e acuidade
aumentando a demanda do sistema postural. Os três grupos são subdivididos em
tarefa discreta e/ou continua. A discreta é descrita como sendo os movimentos
realizados com um final aparentemente reconhecível como chutar a bola. Já tarefa
continua é descrita como o inverso da discreta como, por exemplo, correr.
(Shummway-Cook, 2003)
Segundo Shummway-Cook (2003), a habilidade de uma pessoa cumprir
determinadas tarefas, por meio de intervenção com o ambiente determina a sua
capacidade funcional, desta forma conhecer o ambiente a fim de descrever suas
9
Pág. 508
características como luz, sons, objetos permitem planejar uma intervenção eficaz,
distinguindo quais são os fatores que regulam ou afetam a execução do movimento.
A função do ambiente é central para definir se o movimento é aberto ou
fechado, dividindo em ambiente regulador e não regulador. A execução de
movimentos abertos está associada a ambientes reguladores, pois o ambiente é
imprevisível fazendo com que o individuo adapte seu comportamento ao ambiente
obedecendo a características como formato, peso de algo e o tipo de superfície. Os
movimentos fechados estão associados ao ambiente não regulador, pois o ambiente
não regulador é fixo, com menos processamento de informações, podendo afetar o
desempenho, mas não afeta o movimento. (Shummway-Cook, 2003)
Para Magill, 2000, os comportamentos são resultados da interação dos
fatores genéticos com o ambiente, permitindo com que o individuo faça modificações
de forma a se adaptar com o meio. Função cognitiva, percepção e esquemas
sensórios motores, são importantes para o desenvolvimento da organização motora,
sendo assim aprendizagem motora é entendida como processo cognitivo, associados
a experiências e praticas pelo qual o individuo adquiri informação a respeito do meio
em que vive.
A realização de uma habilidade está diretamente ligada à aprendizagem,
sendo assim a habilidade se dá da interação existente entre alguns estágios,
denominado como cognitivo associativo e automático. (Ladewig, 2000)
O estagio cognitivo é o inicial, no qual a habilidade dada ao indivíduo advém
de diversos erros e muita variabilidade no desempenho da tarefa. Neste estagio
somos capaz de distinguir os erros, porem não conseguimos modificar. Após certo
período de prática, passa se para o estagio associativo, onde somos capazes de
executar a tarefa com mais facilidade, diminuindo a quantidade de erros e a
variabilidade entre as tentativas. Neste estagio o aprendiz muda a sua ênfase dos
problemas cognitivos para uma fase de organização mais efetiva, procurando associar
os movimentos com certas respostas do meio executado. Por fim, após a pratica
continua o indivíduo pode chegar ao estagio autônomo. No qual o indivíduo é capaz
de realizar as tarefas automaticamente. Para chegar até esse estagio podem ser
10
Pág. 509
necessários vários anos de prática. (Magill, 2000). Um exemplo clássico de
aprendizagem motora é o andar de bicicleta.
Figura 2- Estágios da aprendizagem motora – evolução dos processos
cognitivos, erros e performance
De acordo com o estudo de Hyuk-SkinCho (2014), revelou que tanto a
eletroestimulação transcraniana (ETCC), quanto a Terapia Espelho (TE), tem
resultados significativos na aprendizagem motora. A ETCC tem como objetivo a
hiperpolarização dos neurônios, sendo assim, executa uma estimulação não invasiva
no cérebro de modo a realizar mudanças estruturais da neuroplasticidade,
contribuindo para a recuperação motora.
A terapia com Espelho ativa o efeito ilusão visual, estimulando os neurônios
espelhos, de forma a motivar o paciente a executar novas habilidades através da
reprodução de movimentos de um membro não afetado. Os neurônios espelho são
denominados como neurônio que dispara tanto quando um ser realiza um
determinado ato, como quando observa outro ser, a fazer o mesmo ato. Quando
ativados pela observação de uma ação, permitem que o significado da mesma seja
compreendido automaticamente que pode ou não ser seguida por etapas conscientes
que permitem uma compreensão mais abrangente dos eventos através de
mecanismos cognitivos mais sofisticados. (Hyuk-SkinCho, 2014)
Brol et. al 2009 utilizaram o método de Terapia de Restrição e indução do
movimento (TRIM), que visa um treinamento repetitivo recrutando uma ampla
11
Pág. 510
quantidade de neurônios adjacentes, demonstrando que ha uma melhora da função
motora, e benefícios funcionais para os pacientes que se submetem a ele.
Em outro experimento com sujeitos normais, realizado por Oliveira (2001),
utilizou a tomografia de emissão de pósitrons (PET) para comprovar que, durante a
prática mental há a ativação dos caminhos neurais relacionados com as áreas de
controle motor. Assim, verificaram que a área seis de Brodman, o núcleo caudado e o
cerebelo
bilateralmente,
foram
ativados,
mostrando,
assim,
uma
possível
reorganização cortical.
Para Piassaroli (2012) o processo de conduta fisioterapeutica objetiva
potencializar a capacidade funcional e evitar complicações posteriores, possibilitando
ao individuo reassumir todos os aspectos da vida em que vive. Os programas de
tratamentos aplicados por uma equipe multidisciplinar, consistem em processos pelos
quais se ministra, orienta, guia e ensina, a fim de estimular que os mecanismos de
reorganização neural desenvolvam-se de forma ideal, de modo a recuperar ao
máximo as funções sensório-motoras dos pacientes com lesão neurológica.
A pesquisa demonstrou que ainda não há estudos conclusivos sobre uma
reabilitação da neuroplasticidade, no qual utilizam a cinesioterapia, recurso muito
utilizado na prática clínica através de métodos e conceitos. Dessa forma, novos
estudos são necessários.
4 CONCLUSÃO
Este estudo mostrou a importância da neuroplasticidade no sistema nervoso
central frente a uma lesão, com isso busca o entendimento dos fatores que favorecem
o desenvolvimento da neurogênese, com realizações de técnicas e estímulos que
favorecem o mesmo, assim otimizando um melhor desenvolvimento funcional do
paciente.
A fisioterapia irá atuar treinando as funções motoras para prevenir futuras
perdas de tecido de áreas corticais adjacentes à lesada, e direcionar o tecido intacto
a assumir a função do tecido danificado. Com isto necessitam de realizações de
novos estudos para comprovação de novos métodos de tratamento, devido o sistema
nervoso central ser complexo e estar em constantes mudanças.
12
Pág. 511
Segundo os estudos pesquisados, parece que a estimulação em determinadas
áreas corticais têm um papel importante na reorganização cortical, como no caso da
eletroestimulação transcraniana e a Terapia Espelho. Por outro lado, o uso de técnicas
como TRIM reforçam a importância do não uso aprendido. Portanto, o estimulo dado
de forma correta pode repercutir para que novas conexões sejam formadas permitindo
ao indivíduo com disfunções neurológicas a se aproximar de sua independência
funcional.
Além disso, estudos que facilitam a demonstração da reorganização cortical,
uso de métodos cinesioterapêuticos ainda são necessários para embasar
teoricamente o que é feito na clínica.
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