história 9º - colégio van gogh sp

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ENSINO FUNDAMENTAL II
Valor: 2,0 pontos
Nota:
Data:
/
/2017
Professor: Vinícius
Disciplina: História
n o:
Nome:
Ano: 9º
1º bimestre
TRABALHO DE RECUPERAÇÃO BIMESTRAL DE HISTÓRIA
Este trabalho é parte de um roteiro de estudo para você recuperar o conteúdo
proposto para o ano de 2017. Siga as instruções e bom trabalho!
ORIENTAÇÕES:
1 - Leia com muita calma e atenção e sublinhe o mais importante. Não é permitido rasuras.
2 - Faça anotações se necessário – procure no dicionário as palavras desconhecidas.
3 - Utilize caneta azul ou preta para as respostas.
Acertando o passo com a Europa
Introdução
Entre a década de 1890 e o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), as inovações
científicas e tecnológicas criaram uma sensação de otimismo e prosperidade que marcou a expansão do
mundo burguês. Nessa fase, chamada de Belle Époque, na qual o mundo parecia viver uma fase de
progresso sem fim, o capitalismo ampliava sua hegemonia sobre as mais longínquas áreas do planeta.
No Brasil, o advento de um novo regime político – a República (1889) – acompanhara
transformações econômicas e sociais profundas.
A República era anunciada como a sequência natural dessas transformações que conduziriam o
país no rumo do progresso e da civilização. “Ordem e Progresso” era o lema do novo regime, tal como
está escrito na bandeira nacional que foi escolhida naquela época. O objetivo era fazer que o Brasil se
equiparasse às nações europeias que forneciam o padrão de civilização a ser seguido, e passasse a
ocupar uma posição destacada no “concerto das nações”, como se dizia naqueles tempos.
Com esse espírito, o governo republicano procurou tomar algumas iniciativas e realizar reformas
que deveriam “civilizar” e “modernizar” o país, tentando acabar com a péssima reputação que o Brasil
tinha no estrangeiro. O alcance dessas medidas foi reduzido, pois não atingiram o país como um todo e,
mesmo nas regiões onde foram efetivadas, não levaram em conta os problemas que ocasionaram para
as camadas pobres.
As cidades foram o alvo privilegiado dessa política modernizadora. Reformas urbanas foram feitas
em algumas cidades para torná-las mais semelhantes às capitais europeias. Largas avenidas foram
abertas e os antigos casarios coloniais cederam lugar a edifícios mais modernos. Procurou-se resolver os
sérios problemas de saneamento que assolavam nossos maiores centros urbanos ocasionando frequentes
epidemias. Para combatê-las, também, foram efetuadas vacinações, um recurso recentemente obtido
pela medicina daquela época.
A higienização do espaço urbano, que envolveu medidas como desinfecção de residências,
destruição de cortiços e casas velhas e abertura de avenidas em seu lugar, focalizou especialmente os
bairros pobres, identificados como focos de propagação de doenças por neles imperar a sujeira e falta de
higiene. Dali também se temia a propagação de “doenças sociais”, identificando-se a pobreza com a
existência de vícios, ócio e degradação moral.
As soluções propostas pela política higienista não focalizavam as causas da pobreza e da fome,
mas seus efeitos, e as reformas urbanas acabaram por expulsar a população pobre dos centros das
cidades.
A “regeneração urbana” do Rio de Janeiro
A cidade do Rio de Janeiro, além de ser a capital da República, era o centro cultural do país.
Entretanto, a cidade enfrentava problemas. Nas últimas décadas do século XIX a população crescera. As
moradias não eram suficientes para todos. Proliferavam os cortiços, nos quais as pessoas se
amontoavam. A sujeira era grande. As epidemias de varíola e febre amarela eram frequentes, sendo as
principais causas de morte entre a população da cidade.
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Isso tudo se tornava mais grave pelo fato de a capital do governo republicano ser também um
importante porto de exportação. Muitos navios temiam atracar na cidade com medo das epidemias, e o
próprio porto exigia reparos.
A reforma urbana da cidade se impunha como uma necessidade, sendo defendida por médicos
higienistas, engenheiros e políticos. Estes acreditavam que sua realização traria benefícios também para
o regime político republicano, que procurava ser identificado com o progresso e a civilização. Pretendiase que o Rio de Janeiro se tornasse um verdadeiro “cartão-postal” do novo regime. O exemplo a ser
seguido era Paris, capital europeia que anos antes havia sido palco de uma ampla remodelação urbana,
com a abertura de largas avenidas e a transformação do centro urbano em local de desfrute da
burguesia.
Durante a administração do prefeito Pereira Passos (1902-1906), assistiu-se a um verdadeiro
“bota-abaixo”. O Rio de Janeiro passou por reformas que levaram à destruição de antigos edifícios, ainda do
período colonial, e à construção de outros, mais “modernos”. Para facilitar a circulação no centro e tornálo mais elegante, abriram-se grandes avenidas, como a Central e a Beira-Mar. Para tanto foram
destruídos vários cortiços, nos quais inúmeras famílias viviam. Os preços dos aluguéis e dos terrenos na
região subiram muito. A solução para os desalojados e para os pobres foi passar a viver nos morros ou
em locais distantes.
A Revolta da Vacina
Durante o processo de reurbanização do Rio de Janeiro, o governo agiu de forma autoritária. A
população desabrigada, por ter suas moradias destruídas, foi praticamente expulsa de suas casas. Houve
também uma intensa campanha de limpeza e desinfecção da cidade, que teve o apoio do médico
sanitarista Osvaldo Cruz. Funcionários do serviço sanitário entravam nas moradias das pessoas pobres e,
com o apoio até mesmo de tropas policiais, desinfetavam à força residências e vacinavam a população
contra a varíola.
A varíola assustava a população da cidade, causando muitas mortes. Na época, a ciência médica
vinha conseguindo desenvolver as primeiras vacinas. Muitos desconfiavam dessa novidade, temendo
que, ao invés de se proteger, poderiam contrair a doença. No final de outubro de 1904 o governo
decretou a vacinação obrigatória contra a varíola. A população da capital federal se revoltou contra o que
entendeu ser mais uma atitude autoritária do governo e, durante uma semana, as ruas da cidade foram
ocupadas por agitações populares. Houve a destruição de prédios públicos, tombamento de bondes e
saques aos quais o governo reagiu duramente, resultando na morte de várias pessoas. Para controlar a
revolta, foram utilizados navios de guerra que chegaram a bombardear a Praia Vermelha. Após o
governo reassumir o controle da cidade, o presidente Rodrigues Alves decidiu que a vacinação não seria
mais obrigatória, mas sim opcional.
A “belle époque” chega a outras cidades
A remodelação urbana do Rio de Janeiro influenciou outras cidades que passaram também por um
processo de reformas, como São Paulo e Belém.
Na capital paulista, em franco crescimento, largas avenidas foram abertas e o centro foi
reurbanizado. Ao mesmo tempo, a expansão da cidade levou ao loteamento das chácaras que a
circundavam.
Belém, transformada em porto de escoamento da produção de borracha, passou a contar com
ruas largas e arborizadas, produto do planejamento urbano realizado. Manaus recebeu novas edificações,
que simbolizavam a prosperidade econômica e celebravam o advento da civilização e do progresso,
sendo emblemático o Teatro de Manaus.
Movimentos sociais no campo
As condições de vida no campo
O Brasil passava por um processo de transformações econômicas e sociais desde a segunda
metade do século XIX. A economia cafeeira havia trazido o crescimento das cidades, impulsionando as
atividades comerciais e a indústria. Essas transformações, entretanto, não atingiam o país como um
todo. Restringiam-se aos centros urbanos de algumas regiões, especialmente no Sudeste. Esses focos de
modernização existiam como verdadeiros “quistos” inseridos num mundo rural que o progresso não
alcançava.
A população do campo continuava a viver precariamente. A concentração da propriedade em
mãos de uma minoria mantinha a maior parte da população rural em situação de miséria absoluta. Sem
terra para cultivar, buscavam trabalho nas grandes fazendas. Ganhavam pouco e às vezes eram
submetidos a um regime de semiescravidão. Os coronéis, grandes proprietários de terra, dominavam o
poder local e conduziam a política nacional. A impossibilidade de ter acesso à terra e de participar
verdadeiramente da vida política produzia a marginalização social do homem do campo.
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Nessas condições de miséria absoluta, desigualdades sociais profundas e necessidade de se obter
acesso à terra como forma de sobrevivência, não causa surpresa o fato de terem surgido conflitos sociais
no campo nos primeiros tempos da República. Tivemos movimentos de inspiração religiosa, como
Canudos, na Bahia, e Contestado, entre o Paraná e Santa Catarina. Outra forma de manifestação foi o
banditismo social conduzido pelos cangaceiros no Nordeste. Em Juazeiro, o poder local se colocou contra
o esforço do presidente Hermes da Fonseca, que propusera diminuir o poder das oligarquias regionais.
Embora cada um desses movimentos tenha surgido de acordo com motivações específicas, tinham em
comum as condições de vida miseráveis e a exclusão social do homem do campo.
No sertão nordestino era grande a religiosidade popular. Em localidades afastadas dos centros
urbanos, os serviços religiosos costumavam ser prestados por leigos. Por toda parte circulavam beatos e
rezadores.
Durante vinte anos o beato Antonio Conselheiro pregou pelo sertão, com número crescente de
seguidores. Carismático, esse líder messiânico anunciava a salvação para aqueles que levassem uma
vida de penitências e de abandono dos bens materiais. Atraía camponeses pobres, fugitivos da lei e
doentes, que buscavam conforto e esperança em um futuro melhor, caracterizando um verdadeiro
fanatismo religioso.
Antonio Vicente Mendes Maciel, o Antonio Conselheiro, nasceu em Quixeramobim, no Ceará, em
1830, tendo vivido muitos anos uma pacata vida de comerciante. Casado, morou em várias cidades da
região. Para alguns autores, sua vida de beato e suas peregrinações começaram após ter sido
abandonado pela mulher, que fugiu com um policial. Testemunhos da época o descrevem, em sua fase
de líder messiânico, como sendo baixo, moreno, apresentando barbas e cabelos longos. Vestia
normalmente um grande camisolão azul, caminhando com auxílio de cajado. Hábil orador, fazia
pregações inflamadas anunciando o fim do mundo e defendendo uma vida austera. Colocando-se ao lado
dos pobres, condenava os ricos e poderosos. O líder do movimento de Canudos morreu em 22 de
setembro de 1897, alguns dias antes do arraial ser destruído.
Em suas pregações o Conselheiro atacava os poderosos, por vezes identificados com o regime
republicano. Perseguido pela Igreja e pelo governo, deslocou-se com seus seguidores para uma fazenda
abandonada no vale do rio Vaza-Barris, sertão da Bahia. Ali ergueu a igreja do Bom Jesus, dando início à
formação do arraial de Canudos.
O arraial era considerado um lugar santificado, uma verdadeira Terra Prometida. A comunidade
de Canudos logo cresceu, recebendo todo tipo de pessoas, que chegavam atraídas pelo sonho de
conseguir uma vida melhor. Chegou a ter população estimada em cerca de 20 mil pessoas, tornando-se
a terceira cidade do estado!
A comunidade vivia segundo regras próprias. As terras e a produção eram coletivas. Todos
trabalhavam. Vivia-se de forma austera, as bebidas eram proibidas e as orações eram realizadas
diariamente ao cair da tarde.
Quanto mais crescia o povoado, mais aumentava a preocupação da Igreja e do governo, que viam
seus poderes ameaçados. O Conselheiro pregava abertamente contra a República, que para ele traria o
final dos tempos.
A reação do governo republicano não demorou a acontecer. Expedições foram enviadas para
invadir o arraial, mas foram derrotadas. Os soldados, mal preparados, desconheciam a região e os
costumes dos sertanejos, sendo combatidos com facilidade. Armou-se uma nova expedição. Seu
comando coube ao coronel Moreira César, conceituado estrategista militar. Mais uma vez as tropas do
governo foram derrotadas.
A quarta expedição foi na verdade um verdadeiro exército que não apenas derrotou os sertanejos,
mas também destruiu Canudos em meio a grande carnificina. Em 5 de outubro o arraial foi tomado de
assalto pelas tropas governistas com saldo de cerca de 15 mil mortos. Euclides da Cunha, que conhecera
Canudos como repórter do jornal O Estado de S. Paulo, em sua obra-prima Os Sertões, refere-se à
derrota dos seguidores de Antonio Conselheiro:
“Canudos não se rendeu..., resistiu até o esmagamento completo. Expugnado palmo a palmo, na
precisão integral do termo, caiu no dia 5 ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que
todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais
rugiam raivosamente cinco mil soldados.”
A “monarquia celeste”
Entre o Paraná e Santa Catarina ocorreu uma outra rebelião envolvendo um líder messiânico, à
semelhança de Canudos. A região na qual os conflitos se desenrolaram era conhecia como Contestado
devido a uma questão de disputa de limites que vinha ocorrendo entre os dois estados desde a época do
Império.
A tensão se agravou no local devido à expulsão de posseiros e pequenos madeireiros feita para
facilitar a construção de uma ferrovia ligando São Paulo ao Rio Grande do Sul que envolvia a participação
de empresas norte-americanas. Essas empresas também tinham interesses na exploração da madeira.
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Centenas de famílias foram desalojadas, passando a perambular em busca de trabalho. Muitos seguiram
um líder messiânico que pregava na região, o monge José Maria.
Em sua pregação, o “monge” defendia a instalação de uma “monarquia celeste” na terra, na qual
se viveria em condições de bem-estar geral. Seus seguidores se agruparam em acampamentos nos
campos de Irani, próximo à cidade de Palmas. Ali passaram a viver numa comunidade organizada sob
rígidos princípios morais. As rezas realizavam-se duas vezes por dia e as tarefas eram divididas segundo
o sexo e as habilidades de cada um.
A existência dessa comunidade começou a incomodar as autoridades regionais, que se colocaram
à disposição do governo para combatê-la, acusando os seguidores do monge de invasão de terras. Cada
vez mais se preocupavam em acabar com aquele bando de “fanáticos”!
Entre 1912 a 1916, as vilas dos adeptos do monge, e após sua morte, de seus seguidores, foram
violentamente atacadas por tropas governamentais. Foram derrotadas por um batalhão de sete mil
homens comandado pelo general Setembrino de Carvalho. Para se defender, contavam apenas com um
armamento precário, que incluía o uso de foices, enxadas e facões. O saldo desses anos de luta alcançou
um total de 20 mil homens.
A violência do sertão
As dificuldades para o homem do campo eram ainda maiores no Nordeste do país. No final do
século XIX e início do XX, a região enfrentou um período agudo de secas, aumentando a situação de
pobreza. Milhares de trabalhadores vagavam em busca de empregos num intenso movimento migratório.
Bandos de cangaceiros circulavam pelo sertão saqueando propriedades, trens e armazéns. O
bando mais famoso foi o de Lampião.
Sobre esses bandos há muita controvérsia. Há quem considere que tiveram sua origem na
situação de miséria, caracterizando-se como banditismo social. Menciona-se que às vezes roubavam dos
ricos e distribuíam aos pobres, mas isso não foi a regra geral. De qualquer forma, sem sombra de
dúvidas, expressam um duro cotidiano de violência e marginalidade social, característicos do período no
sertão nordestino.
A revolta no campo atingiu o vale do Cariri, interior do Ceará. Ali os pobres encontraram uma
promessa de esperança na figura de um religioso. O Padre Cícero Romão Batista, atuando entre a
população miserável, tornou-se famoso como profeta e fazedor de milagres. O “padim Cícero” trazia
palavras de conforto e aconselhava a população pobre de Juazeiro, auxiliando-a na luta pela
sobrevivência. Exercia forte liderança na região, chegando a se envolver na política, tendo sido prefeito
daquela cidade. Colaborou com líderes locais que, com o auxílio de jagunços armados, lutaram contra
intenções do presidente Hermes da Fonseca de combater o poder dos coronéis. Com essa intenção o
governador do Estado, que representava os interesses oligárquicos, havia sido destituído. De 1913 a
1914 o Ceará foi palco de lutas que acabaram por reconduzir ao poder as oligarquias regionais.
A Grande Guerra
O primeiro grande conflito do século XX
Em 28 de junho de 1914 um estudante da Bósnia, Gabriel Princip, matou a tiros o herdeiro do
trono do império austro-húngaro. O príncipe Francisco Ferdinando passeava de carro aberto, junto de
sua mulher, Sofia, pelas ruas de Sarajevo, capital da Bósnia, região anexada à Áustria em 1908. Foi o
estopim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Para o historiador inglês Eric Hobsbawn, a Primeira Guerra marcaria, de fato, o verdadeiro início
do século XX. Com ela, inaugurava-se uma fase de grandes convulsões sociais que se encerraria apenas
com a derrocada do mundo soviético, já no final do século.
De fato, após esse conflito, o mundo não seria mais o mesmo. Para muitos, contemporâneos ou
não da guerra, com ela terminava a paz e a prosperidade sob as quais a sociedade burguesa parecia
repousar. Chegava ao fim a época de esperanças no futuro da humanidade com base na ideologia do
progresso.
As razões do conflito
De que forma um incidente localizado, que dizia respeito à política interna do império austrohúngaro, pôde levar tantos países à guerra?
As razões são múltiplas e devem ser buscadas nas rivalidades imperialistas que comprometiam o
equilíbrio do jogo de forças internacional.
Considere:
• derrota francesa na guerra franco-prussiana, no fim da qual se deu a unificação alemã, resultou na
anexação da Alsácia-Lorena pela Alemanha. Essa região era grande produtora de carvão e ferro,
necessários para a indústria do aço.
• No início do século XX a indústria alemã produzia mais e com mais qualidade que a Inglaterra.
Produtos alemães eram vendidos a preços menores e os mercados ingleses viam-se prejudicados, com
seus lucros diminuindo.
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• França e Inglaterra praticamente controlavam a grande maioria das colônias asiáticas e africanas. A
Alemanha e a Itália ambicionavam participar desse rico sistema de exploração.
• O czar da Rússia defendia o pan-eslavismo: pretendia reunir todos os povos eslavos sob seu comando.
Na verdade essa medida era uma justificativa para os interesses imperialistas da Rússia, que passou a
apoiar os movimentos nacionalistas eslavos que pretendiam separar-se do império austro-húngaro.
A situação estava tensa no continente europeu desde 1871, quando ocorreu a unificação alemã.
Vivia-se em um estado de “Paz Armada”. Desde então, os grandes países da Europa vinham-se
militarizando e estabelecendo alianças políticas na expectativa de uma guerra.
O atentado em Sarajevo foi o estopim de um conflito de proporções assustadoras que, devido às
alianças existentes, envolveu toda a Europa e alguns países dos outros continentes.
O confronto foi travado entre dois blocos liderados pelas seguintes alianças:
• Tríplice Entente: Rússia, Grã-Bretanha e França.
• Tríplice Aliança: Alemanha, Áustria-Hungria e Itália.
No decorrer do conflito...
• A Itália deixou de apoiar a Alemanha em 1915 e recebeu a promessa da Inglaterra de receber colônias
na África.
• Os Estados Unidos entraram na guerra em 1917 devido a temores de uma derrota de franceses e
ingleses, seus possíveis parceiros econômicos, e aos ataques de submarinos alemães que ameaçavam o
livre trânsito de suas exportações.
• A Rússia retirou-se da guerra pelo Tratado de BrestLitovsky (1917) em função da Revolução Socialista.
• O Japão entrou em guerra contra a Alemanha, visando conseguir territórios desse país na China e no
Pacífico.
• O Brasil declarou guerra à Alemanha em 1917, acompanhando os Estados Unidos. A ajuda brasileira se
deu pelo envio de enfermeiras e alimentos.
O desenvolvimento da guerra
1914 - Guerra de movimento
• Superioridade militar alemã.
• Alemanha invade a Bélgica.
• Alemanha movimenta-se em território francês.
• Batalha do Marne – franceses expulsam o exército alemão de seu território.
1915–1918 - Guerra de trincheiras
• Exércitos de ambos os lados constroem trincheiras protegidas por arames farpados e metralhadoras.
• Uso de novos equipamentos e armas: gases tóxicos, tanques de guerra e aviões.
• Início da guerra naval – submarinos alemães atacam navios de suprimentos vindos da América para
seus opositores.
1917 - Ano de mudanças
• Estados Unidos, grande fornecedor de armas e suprimentos, une-se à Tríplice Entente e declara guerra
à Alemanha.
• O exército norte-americano trouxe armas poderosas e soldados equipados.
• A Rússia sai do conflito por motivos internos, a Revolução Socialista.
Aos 28 de setembro de 1918, a Alemanha, completamente isolada, reconheceu a derrota. O
Kaiser Guilherme II procurou a mediação do presidente norte-americano Woodrow Wilson, para a
assinatura de um Armistício.
Cresce uma forte oposição política ao imperador alemão, liderada pelo partido socialista.
Guilherme II abdica e foge para a Holanda.
Forma-se assim a República de Weimar que, em 11 de novembro de 1918, assinou sua rendição
incondicional aos aliados.
O saldo da guerra
Mobilizados: 65 milhões de homens
Mortos: 9 milhões (1 em cada 7 homens)
Feridos: 22 milhões
Inválidos: 7 milhões
Desaparecidos: 5 milhões
MONTEIRO, Severiano (org.). História de Las Civilizaciones.
Madri: Akal Ediciones. p. 276.
Em 23 de junho de 1919 foi assinado o Tratado de Versalhes, que responsabilizava a Alemanha
pela guerra, condenando-a ao pagamento de pesadas indenizações em dinheiro, equipamentos,
máquinas, minérios e produtos químicos, à França e à Inglaterra.
Os Estados Unidos não participaram da assinatura desse Tratado por considerarem abusivas as
penalidades impostas aos alemães.
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Como tentativa de promover a paz mundial, foi criada a Liga das Nações (1919), com sede em
Genebra, na Suíça. As tensões políticas na Europa continuaram e a Liga das Nações mostrou-se
ineficiente. Os Estados Unidos, a Alemanha e a Rússia acabaram por não fazer parte dela.
Efeitos da guerra
A Primeira Guerra provocou transformações no jogo de forças internacional. As mortes foram
muitas e a Europa, palco dos combates, estava economicamente arrasada. Acabava a época de
hegemonia quase exclusiva das potências europeias sobre as outras nações do mundo. Os Estados
Unidos despontavam como força econômica e política.
A Alemanha fora penalizada severamente nos acordos de paz. Além das indenizações, fora
desmilitarizada, perdera 1/7 de seu território e todas as suas colônias.
O mapa da Europa foi redesenhado com o surgimento de nações criadas conforme critérios de
identidade étnica. Às potências vencedoras do conflito – Itália, Fran- ça, Inglaterra e Estados Unidos –
importava fazer frente a um possível avanço soviético.
O conflito contribuiu também para intensificar mudanças sociais. O esforço de guerra exigira a
utilização intensa da mão de obra feminina, lançando as mulheres no mercado de trabalho. Com isso
produziram-se mudanças de comportamento, consolidadas nas décadas seguintes.
1) Agora, você deverá resolver os seguintes exercícios com a ajuda de seu professor.
a) Explique a Revolta da Vacina e a Política de Regeneração Urbana do Rio de Janeiro, no fim do século
XIX.
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b) Explique:
• Guerra de Canudos:
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• Contestado:
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• Cangaceiros:
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• Juazeiro:
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c) Explique, resumidamente, a Primeira Guerra Mundial.
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2) Explique de que forma o processo de industrialização acelerada está intimamente ligado às questões
do Imperialismo e do Neocolonialismo nos séculos XIX e XX.
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3) Após os movimentos Pré-Guerra, os países europeus se organizaram para se ajudarem mutuamente,
formando dois grandes grupos:
a) Tríplice Aliança: Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália; Tríplice Entente: França, Inglaterra e
Rússia.
b) Tríplice Aliança: França, Inglaterra e Rússia; Tríplice Entente: Alemanha, Império Áustro-Húngaro e
Itália.
c) Tríplice Aliança: Rússia, Itália e Suíça; Tríplice Entente: Império Otomano, Inglaterra e Itália.
d) Tríplice Aliança: Rússia, Sérvia e Grécia; Tríplice Entente: França, Inglaterra e Sérvia.
e) Tríplice Aliança: Noruega, Dinamarca e Suécia; Tríplice Entente: Rússia, Finlândia e Suíça.
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