Aves das Galápagos recorrem às flores devido à falta de insetos

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Aves das Galápagos recorrem às flores
devido à falta de insetos
10/03/2015
Um estudo desenvolvido por investigadores de Portugal, Espanha,
Equador e Dinamarca concluiu que as aves das ilhas Galápagos
estão a recorrer às flores para compensar a falta de insetos,
anunciou a Universidade de Coimbra.
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FOTO DANIEL FLYNN/REUTERS
Aves das Galápagos
"Aves das Galápagos incluem mais de 100 espécies de flores na sua dieta, para
compensar a falta de insetos, revela um estudo internacional", afirma a Universidade de
Coimbra (UC) numa nota divulgada esta terça-feira.
A investigação, que acaba de ser publicada na revista "Nature Communications", do
grupo "Nature", mostra, "pela primeira vez", que, "afinal, estas aves, incluindo os
famosos tentilhões de Darwin, também se alimentam em larga escala de néctar e pólen",
acrescentando "uma nova peça na compreensão da ecologia das espécies insulares",
sublinha a UC.
Até agora, "a história da ecologia e evolução das aves" daquelas ilhas do Pacífico
"contava-se essencialmente com a necessidade de se alimentarem de insetos e
sementes".
A principal novidade do estudo, destaca a UC, consiste no facto de "praticamente todas
as aves" do arquipélago adotarem a mesma estratégia, "alimentando-se massivamente
de flores ao longo de todo o ano e em todas as ilhas, independentemente da dieta típica
dos seus antepassados, vindos da América do Sul".
A mudança observada "introduz uma nova peça que pode ser muito importante no
puzzle que é a evolução e a ecologia das espécies insulares", sustenta Ruben Heleno,
investigador do Centro de Ecologia Funcional da UC e um dos especialistas envolvidos
na pesquisa.
"A escassez de insetos obrigou muitos animais tipicamente insetívoros e granívoros a
incluírem na sua dieta recursos florais mais abundantes, como pólen e néctar", afirma
Ruben Heleno, considerando que "este alargamento na dieta leva a que as aves das
Galápagos se tornem massivamente mais generalistas, consumindo uma diversidade de
flores muito maior do que a das aves na América continental".
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4445635
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