Daniela de Lorenzo Hoffmann

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA RIO
GRANDE DO SUL - CAMPUS BENTO GONÇALVES
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM LOGÍSTICA
PLANEJAMENTO DE COMPRAS EM UMA UNIVERSIDADE
PÚBLICA DA REGIÃO NORTE
DANIELA DE LORENZO HOFFMANN
Bento Gonçalves
2011
1
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA RIO
GRANDE DO SUL - CAMPUS BENTO GONÇALVES
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM LOGÍSTICA
DANIELA DE LORENZO HOFFMANN
PLANEJAMENTO DE COMPRAS EM UMA UNIVERSIDADE
PÚBLICA DA REGIÃO NORTE
Relatório de Estágio apresentado ao Curso
Superior de Tecnologia em Logística do
Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do
Rio Grande do Sul – Campus Bento
Gonçalves, como parte dos requisitos para
conclusão do curso.
Prof ª Orientador (a): Fabiane Brand
Bento Gonçalves
2011
2
DANIELA DE LORENZO HOFFMANN
PLANEJAMENTO DE COMPRAS EM UMA UNIVERSIDADE
PÚBLICA DA REGIÃO NORTE
Relatório de Estágio apresentado ao Curso
Superior de Tecnologia em Logística do
Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do
Rio Grande do Sul – Campus Bento
Gonçalves, como parte dos requisitos para
conclusão do curso.
Aprovado em: 20/12/2011
BANCA EXAMINADORA
Daniel Battaglia
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRS-BG)
Luis Henrique Ramos Camfield
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRS-BG)
3
AGRADECIMENTOS
Dedico este espaço para agradecer a todos que me incentivaram e me ajudaram na
realização deste sonho.
Agradeço primeiramente ao meu esposo Airton pela paciência, cumplicidade, apoio e
incentivo que tem me dado. Obrigada por completar minha felicidade.
Ao meu filho Guilherme que, mesmo com pouca idade, soube compreender a minha
ausência nos momentos de estudo.
Aos meus pais que me educaram da melhor maneira para enfrentar os obstáculos da
vida.
A todos os meus colegas de faculdade pela amizade conquistada, pelo carinho e pela
parceria em todos os momentos.
Aos mestres pelos ensinamentos transmitidos.
4
RESUMO
Em virtude da evolução social e das mudanças nos processos de gestão educacional, as
instituições públicas de ensino procuram adaptar-se às características do sistema social que as
envolvem. Uma boa gestão de compras poderá servir de suporte para o crescimento e
desenvolvimento organizacional, suprindo assim necessidades diárias e o bom funcionamento
da mesma. Materiais e logística são, juntamente com recursos humanos e administração
financeira, fatores críticos para o desenvolvimento de atividades e para a excelência
operacional de uma Universidade. A irregularidade no abastecimento e a falta de materiais
são problemas frequentes em serviços públicos. A má administração orçamentária pode ser
um motivo para a falta de materiais, entretanto, também são notórios os desperdícios e a má
utilização de insumos e equipamentos, a escassa qualificação dos profissionais da área de
abastecimento e a pouca atenção ao planejamento logístico nas organizações públicas. Assim
sendo, em uma Universidade pública no Estado de Roraima notou-se a importância de se ter
um bom planejamento para a compra de seus materiais de expediente e de manutenção do
prédio, devido à frequente falta de alguns itens de suma importância para o bom
funcionamento da organização. A fim de ajudar a Universidade analisada a suprir essa falta de
materiais, sem perder a qualidade dos seus serviços, o objetivo desse trabalho é analisar quais
são as ações necessárias para desenvolver um planejamento de compras, para que não ocorra a
falta desses materiais. Foi realizada uma a pesquisa qualitativa, através do método de
observação direta intensiva com a técnica de entrevista não estruturada. Através das análises
dos dados coletados conclui-se que a organização estudada necessita fazer um controle de
entradas e saídas de materiais para poder realizar um planejamento de compras de materiais
elétricos e de informática.
Palavras chave: Compras, Gestão, Materiais e Planejamento.
5
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Relacionamento entre compras e planejamento .............................................17
Figura 2: Estágios de um processo de compra................................................................21
Figura 3: Esquema de Funcionamento EDI....................................................................23
Figura 4: Modelo de requisição de material....................................................................45
Figura 5: Fluxograma de sugestões de planejamento.....................................................47
6
LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Saída de materiais de informática....................................................................43
Quadro 2: Saída de materiais elétricos..............................................................................43
7
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1: Saída de materiais de informática..................................................................44
Gráfico 2: Saída de materiais elétricos............................................................................44
8
SUMÁRIO
1.APRESENTAÇÃO...............................................................................................................11
1.1. Objetivos........................................................................................................................12
1.1.1.Objetivo Geral...........................................................................................................12
1.1.2.Objetivos Específicos................................................................................................13
1.2. Justificativa.....................................................................................................................13
1.3. Delimitação da pesquisa.................................................................................................14
2.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA..............................................................................................15
2.1.Introdução........................................................................................................................15
2.2.Planejamento Estratégico................................................................................................16
2.3.Compras e sua função......................................................................................................17
2.3.1.Conceituação e Objetivo de compras........................................................................18
2.3.2.Tipo de decisão de compras das organizações..........................................................19
2.3.3.Compras centralizadas X descentralizadas................................................................20
2.3.4.Processos de decisão quanto à Compra.....................................................................21
2.3.5.Novas formas de comprar..........................................................................................22
a) EDI..............................................................................................................................22
b) Internet........................................................................................................................23
c) Cartões de Crédito.......................................................................................................24
d) Leilões.........................................................................................................................25
2.4.Atuação de Compras.......................................................................................................25
2.4.1.Ações de suprimentos...............................................................................................26
2.4.2.Ações de apoio..........................................................................................................26
2.5.Principais papéis exercidos em compras individuais e organizacionais.........................27
2.6.Lote Econômico de Compras (LEC)...............................................................................28
2.7.Ética em Compras...........................................................................................................29
2.8.Gestão de Estoques.........................................................................................................32
2.8.1.Inventário físico........................................................................................................32
2.8.2.Acurácia dos Controles.............................................................................................33
2.8.3.Nível de Serviço ou Nível de Atendimento..............................................................33
2.8.4.Giro de Estoques.......................................................................................................33
2.9.Compras no setor público...............................................................................................34
2.9.1.Modalidades de Licitação.........................................................................................35
9
2.9.2.Dispensa/Inexigibilidade...........................................................................................36
2.9.3.Compras Eletrônicas..................................................................................................37
a) Pregão Eletrônico........................................................................................................37
b) Bolsa Eletrônica de compras.......................................................................................37
2.9.4.Pregão Carona...........................................................................................................37
3. METODOLOGIA................................................................................................................39
3.1.Caracterização da pesquisa.............................................................................................39
4. ANÁLISE DOS DADOS.....................................................................................................41
4.1.Análise da situação atual.................................................................................................41
4.2.Análise dos itens faltosos................................................................................................42
4.3.Problemas enfrentados no planejamento de compras.....................................................45
4.4.Sugestões de Planejamento.............................................................................................46
5. CONCLUSÕES....................................................................................................................48
5.1. Recomendações para trabalhos futuros..........................................................................48
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................49
10
1.
Apresentação
Diante de um ambiente de intensas mudanças sociais, econômicas e tecnológicas,
nenhuma organização pode continuar indiferente e estática. Para sobreviver, é preciso analisar
as tendências e resultados do seu negócio, é necessário aceitar e enfrentar riscos, tomando
decisões rápidas e seguras. A obtenção da informação precisa ser confiável e atualizada,
podendo permitir ao empreendedor se posicionar de forma eficaz e eficiente no processo de
tomada de decisão.
As instituições públicas, que como o próprio nome já diz, consistem em prestar
serviços à população e seus usuários (cliente interno e externo) de forma eficiente, ainda
apresentam alguns tipos de problemas com relação a tais níveis de serviço, como por
exemplo, o de não conseguir enxergar o funcionário como um cliente e disponibilizar a ele
todas as condições para o trabalho. Em virtude da evolução social e das mudanças nos
processos de gestão educacional, as instituições públicas de ensino procuram adaptar-se às
características do sistema social que as envolvem. Uma boa gestão de compras poderá servir
de suporte para o crescimento e desenvolvimento organizacional, suprindo assim necessidades
diárias e o bom funcionamento da mesma.
São muitas as questões feitas sobre a gestão de órgãos públicos tais como: má
distribuição de recursos, atraso no andamento dos processos, uso indevido dos recursos
públicos, falta de zelo para com o patrimônio público, falta de materiais de consumo, entre
outros. No gerenciamento de uma Universidade não é muito diferente. Porém, a instituição
escolar diferencia-se das empresas convencionais por apresentar um sistema de relações
humanas e sociais com características interativas, que se refere aos princípios e procedimentos
relacionados à ação de planejar o trabalho da escola, racionalizar o uso de recursos e
materiais, coordenar e avaliar o trabalho das pessoas de forma democrática e participativa.
Materiais e logística são, juntamente com recursos humanos e administração financeira,
fatores críticos para o desenvolvimento de atividades e para a excelência operacional de uma
Universidade. Entretanto, embora a irregularidade do abastecimento e a "falta de material"
sejam problemas frequentes em serviços públicos e tenham significativos impactos negativos
sobre seu desempenho e imagem junto aos alunos e professores, a discussão sobre um bom
planejamento de compras está notadamente ausente em algumas organizações públicas.
11
A tendência no setor público parece ser reduzir todos os problemas de compras de
materiais à insuficiência de recursos orçamentários. A má administração orçamentária pode
ser um motivo para a falta de materiais, entretanto, também são notórios os desperdícios e a
má utilização de insumos e equipamentos, a escassa qualificação dos profissionais da área de
abastecimento e a pouca atenção ao planejamento logístico nas organizações públicas. A
gestão de compras tem um papel estratégico nos negócios atuais de uma organização, pois a
função é muito ampla e envolve todos os departamentos da mesma, principalmente o
financeiro. A área de compras tem por finalidade a aquisição de materiais, componentes e
serviços para suprir às necessidades da empresa e do seu sistema de produção nas quantidades
certas, nas especificações exatas e nas datas aprazadas (CHIAVENATO, 2005).
Assim sendo, em uma Universidade pública no Estado de Roraima notou-se a
importância de se ter um bom planejamento para a compra de seus materiais de expediente e
de manutenção do prédio, devido à frequente falta de alguns itens de suma importância para o
bom funcionamento da organização. A fim de ajudar a Universidade analisada a suprir essa
falta de materiais, sem perder a qualidade dos seus serviços, o objetivo desse trabalho é
analisar quais são as ações necessárias para desenvolver um planejamento de compras, para
que não ocorra a falta desses materiais, fazendo uma análise de como ocorre atualmente o
processo de compras e do consumo dos últimos cinco meses, para assim verificar os itens que
mais faltam no dia a dia da Universidade
e descrever os problemas enfrentados
no
planejamento de compras. Dessa forma evitará a falta de itens de suma importância para o
funcionamento da Instituição, mantendo assim a qualidade do serviço.
1.1. Objetivos:
Esta seção visa apresentar o objetivo geral e os objetivos específicos do trabalho.
1.1.1. Objetivo geral
Analisar o planejamento de compras de uma Universidade pública localizada no
Estado de Roraima.
12
1.1.2. Objetivos Específicos
a. Relacionar os itens que mais faltam no dia a dia da Universidade;
b. Descrever os problemas enfrentados no planejamento de compras;
c. Fazer uma avaliação do planejamento de compras para que não faltem itens no
estoque.
1.2.
Justificativa
No atual cenário competitivo empresarial é clara a importância de se otimizar os
recursos, aumentar a satisfação dos clientes e obter como resultado o lucro financeiro. Porém ,
ao analisar o setor público, verifica-se que este também não foge a expectativa, exceto a
respeito dos fins lucrativos que é exclusivo das empresas. Sendo assim, para que esses órgãos
propiciem um eficiente atendimento e a plena satisfação, tanto do cliente externo (alunos)
quanto do interno (servidor), surge a necessidade de se avaliar o planejamento de compras
para o desenvolvimento das atividades envolvidas nesse processo.
Os materiais são tidos como itens ou componentes utilizados nas operações diárias de
uma organização, sendo necessário, portanto uma boa administração que os disponibilize nas
quantidades adequadas e que não permita a falta dos mesmos. E para que não ocorra essa
falta, justifica-se a execução de um bom planejamento de compras, pois é ele que garantirá
que os itens estejam disponíveis para o funcionamento das atividades.
A necessidade de se avaliar o planejamento de compras do almoxarifado, surgiu pela
observação da constante falta de materiais elétricos e de informática, de suma importância
para o funcionamento da Universidade, o que prejudica a execução de tarefas diárias. Dada a
importância desses materiais e de se possuir um planejamento, obtêm-se com esse estudo,
uma maior visibilidade dos problemas resultantes da falta de controle de entradas e saídas
para um eficaz planejamento de compras para que não faltem materiais no estoque.
13
1.3.
Delimitação da pesquisa
Além de ser difícil traçar os limites de qualquer objeto social, é difícil determinar a
quantidade de informações necessárias sobre o objeto delimitado. Como não existe limite
inerente ou intrínseco ao objeto de estudo e os dados que se pode obter a respeito são
infinitos, exige-se do pesquisador alguma intuição para perceber quais dados são suficientes
para se chegar à compreensão do objeto como um todo (Gil, 1993).
Neste sentido, como delimitação desta pesquisa utilizou-se a abordagem de diversos
autores, notadamente os que discorrem sobre planejamento, compras e estoque e, também
sobre a Lei 8666/93, Lei das Licitações, que é a Lei que rege as compras no setor público.
O trabalho se limita a analisar o planejamento de compras, assim como o controle de
entradas e saídas do almoxarifado de uma Universidade pública localizada no Estado de
Roraima nos meses de junho à outubro de 2011.
14
2. Revisão Bibliográfica
Esta seção apresentará uma revisão da literatura sobre planejamento e compras.
2.1. Introdução
As empresas não são auto-suficientes, pois elas dependem de terceiros, parceiros e de
outras empresas para realizar suas atividades. Para abastecer suas operações, as empresas
requerem matérias-primas, materiais, máquinas, equipamentos, serviços e uma extensa
variedade de insumos que provem do ambiente externo. Todo processo produtivo precisa ser
devidamente
abastecido
por
uma
cadeia
de
suprimentos
para
poder
funcionar
satisfatoriamente. A rigor, para que a primeira operação tenha início, torna-se necessário que
os materiais e insumos estejam disponíveis e o seu abastecimento garantido com certo grau de
certeza para atender às necessidades e à sua continuidade ao longo do tempo. O ritmo e a
cadência de funcionamento da empresa requerem, portanto, um fluxo constante de materiais e
insumos que provem do ambiente externo.
Em virtude da evolução social e das mudanças nos processos de gestão educacional, as
instituições públicas de ensino procuram adaptar-se às características do sistema social que as
envolvem. Uma boa gestão de compras poderá servir de suporte para o crescimento e
desenvolvimento organizacional, suprindo assim necessidades diárias e o bom funcionamento
da mesma.
Atualmente, áreas como planejamento de materiais tem contato direto com
fornecedores para passar e receber informações relativas aos planos. Em muitas organizações,
a função de compras, no que diz respeito aos materiais produtivos, se comporta como uma
extensão da área de planejamento de materiais. As vantagens da aplicação desse modelo estão
vinculadas ao aumento do poder de decisão do planejador e à redução das interfaces,
permitindo uma maior agilidade e acurácia no fluxo das informações.
15
2.2. Planejamento Estratégico
Segundo Bertaglia (2003), o planejamento estratégico de uma organização está
relacionado ao processo de desenvolver e construir estratégias e administrar a empresa de
acordo com as decisões e os objetivos estabelecidos a médio e a longo prazos, os quais devem
orientar as estratégias. As organizações que adotam o planejamento estratégico preocupandose com o futuro, buscam claramente definir onde querem estar em um certo período de
tempo. Ao invés de estar constantemente reagindo às oscilações do mercado e aos
posicionamentos da concorrência, a organização toma suas decisões orientada pela estratégia
desenvolvida, compondo as atividades operacionais de curto prazo e, ao mesmo tempo,
projetando o seu futuro. Não é tarefa simples; exige visão e desprendimento do presente.
O planejamento estratégico é um esforço para produzir decisões que orientarão as
ações da organização. Deve ser simples e claro, e conter a missão, os princípios, as metas e os
objetivos da empresa, e se basear nas premissas e variáveis internas e externas.
As variáveis internas se concentram nos recursos financeiros, humanos e tecnológicos.
Apresentam um melhor nível de controle, uma vez que as ações sobre elas podem ser
imediatas. Já as variáveis externas apresentam maiores riscos e apresentam um menor nível de
controle. Correspondem ao mercado e aos clientes, à concorrência, à conjuntura social,
política e econômica e aos fornecedores.
Uma visão realista do negócio é o primeiro passo a ser desenvolvido no processo de
planejamento estratégico. Estabelecer objetivos viáveis e passíveis de serem alcançados é o
grande desafio. Uma visão de sucesso deve ser breve, enfocar um futuro melhor com
objetivos e resultados positivos, além de inspirar entusiasmo (BERTAGLIA, 2003).
O principal objetivo do planejamento é propiciar uma visão clara do processo como
um todo, avaliando metas e restrições em compras, produção e distribuição num horizonte de
tempo predeterminado. O conhecimento do mercado, as eficiências dos recursos internos e
externos, as atividades de vendas são fatores que determinam a elaboração dos planos.
A elaboração de um planejamento integrado da cadeia de abastecimento proporciona
os benefícios como a redução de custos e dos estoques, aumento da lucratividade, melhor uso
da capacidade produtiva e dos ativos.
As funções de compras e planejamento se fundem em uma só, conforme apresentado
na figura 1.
16
A
FORNECEDOR
PLANEJADOR
COMPRADOR
B
FORNECEDOR
PLANEJADOR/COMPRADOR
Figura 1: Relacionamento entre compras e planejamento
Fonte: Paulo Roberto Bertaglia (2003)
2.3. Compras e sua função
O posicionamento atual da função aquisição é bem diferente do modo tradicional
como era tratada antigamente. Antes da Primeira Guerra Mundial, tinha papel essencialmente
burocrático. Depois, já na década de 1970, devido principalmente à crise do petróleo, a oferta
de várias matérias-primas começou a diminuir enquanto seus preços aumentavam
vertiginosamente. Nesse cenário, saber o que, quanto, quando e como comprar começa a
assumir condição de sobrevivência, e, assim, o departamento de compras ganha mais
visibilidade dentro da organização (MARTINS E ALT, 2006).
Para Bertaglia (2003), comprar é o conceito utilizado na indústria com a finalidade de
obter materiais, componentes, acessórios ou serviços. É o processo de aquisição que também
inclui a seleção dos fornecedores, os contratos de negociação e as decisões que envolvem
compras locais ou centrais.
Segundo Pozo (2007), o setor de compras ou suprimentos, como atualmente é
denominado, tem responsabilidade preponderante nos resultados de uma empresa em face de
sua ação de suprir a organização com os recursos materiais para seu perfeito desempenho e
atender às necessidades do mercado. Toda a atividade de uma empresa somente será possível
se for abastecida com informações e materiais. Para que ela possa movimentar-se
adequadamente e eficazmente é necessário que os materiais estejam disponíveis no momento
17
certo e com as especificações corretas, e o sistema será contínuo, satisfazendo, assim, o
processo operacional. A área de compras não é um fim em si própria, mas uma atividade de
apoio fundamental ao processo produtivo, suprindo-o com todas as necessidades de materiais.
Para Chiavenato (2005), o órgão de compras, que constitui o elemento de ligação entre
a empresa e o seu ambiente externo, é o responsável pelo suprimento dos insumos e materiais
necessários ao funcionamento do seu sistema produtivo. Na realidade, o órgão de compras é
um elemento de interface entre o sistema empresarial e o ambiente externo, que lhe fornece as
entradas e insumos. Nesse sentido, o órgão de compras é a porta de entrada da empresa para o
ingresso dos materiais e insumos necessários ao seu funcionamento cotidiano.
A aquisição compreende a elaboração e colocação de um pedido de compra com um
fornecedor já selecionado e a monitoração contínua desse pedido a fim de evitar atrasos no
processo. Contudo, a gestão de compras não se limita ao ato de comprar e monitorar. É um
processo estratégico, que envolve custo, qualidade e velocidade de resposta. É uma tarefa
crucial para a organização, seja de que tipo for: manufatura, distribuição, varejo ou atacado.
A visão moderna de compras está ligada ao sistema logístico empresarial como
atividades-pares envolvidas em ações estreitamente homogêneas, voltada para a finalidade
comum de operação lucrativa e posição competitiva no mercado. Compras é uma função
administrativa, pois nos diversos estágios de sua interação organizacional tomam-se decisões
quanto a quantidades, origem, custos e credibilidade dos sistemas de fornecimento, tanto
interno como externo, sempre voltada para os aspectos econômicos e estruturais da
organização (POZO, 2007).
Os profissionais da área de compras devem ter um entendimento global de negócios e
tecnologia. O comprador, hoje, em função da tecnologia, é muito mais um analista de
suprimentos e um negociador do que propriamente um operador de transações que faz pedidos
e monitora-os.
2.3.1. Conceituação e objetivo de compras
O conceito de compras envolve todo o processo de localização de fornecedores e
fontes de suprimento, aquisição de materiais por meio de negociações de preço e condições de
pagamento, bem como o acompanhamento do processo (follow-up) junto aos fornecedores
escolhidos e o recebimento do material comprado para controlar e garantir o fornecimento
18
dentro das especificações solicitadas. Em alguns casos, o órgão de compras é o intermediador
entre o sistema de produção da empresa e as fontes supridoras que existem no mercado
(CHIAVENATO, 2005).
O objetivo básico de suprimentos é garantir à empresa a plena satisfação de suas
exigências de materiais e produtos, bem como máquinas, equipamentos e insumos necessários
a sua operacionalidade, devendo todos serem negociados e adquiridos aos mais baixos custos,
satisfazendo aos padrões de qualidade e serviços da empresa sem colocar os fornecedores em
situações de incertezas de perdedores, mas sim de parceiros (POZO 2007). Assim, a atividade
compras busca, incansavelmente, evitar duplicações, estoques elevados, atos de urgência e
compras apressadas, que normalmente são desnecessárias e criam conflitos e custos elevados
de planejamento, estoques e transportes. Outro aspecto importante é a seleção de qualificação
de fornecedores, que permitirá um processo de aquisição mais confiável.
Para Martins e Alt (2006), os objetivos de compras devem estar alinhados aos
objetivos estratégicos da empresa como um todo, visando o melhor atendimento ao cliente
interno e externo. Essa preocupação tem tornado a função compras extremamente dinâmica,
utilizando-se de tecnologias cada vez mais sofisticadas e atuais como o EDI (troca eletrônica
de dados), a Internet, cartões de crédito e leilões. A estratégia de gestão da aquisição dos
recursos materiais e de bens patrimoniais de uma empresa está diretamente ligada ao seu
objeto social, isto é, aos seus objetivos estatutários. Toda organização na execução de seus
objetivos necessita de grande interação entre todos os seus departamentos ou processos, no
caso de assim estar organizada. Essa interação deve ocorrer da forma mais eficiente possível,
a fim de que tais esforços se somem. A área de compras interage intensamente com todas as
outras, recebendo e processando informações, como também alimentando outros
departamentos de informações úteis às suas tomadas de decisão.
2.3.2. Tipos de decisão de compras das organizações
Segundo Bertaglia (2003), assim como nas compras individuais efetuadas por
consumidores, as compras empresariais variam de acordo com o envolvimento na decisão de
compra. As circunstâncias variam e vão desde compras rotineiras até compras complexas de
algo totalmente novo, como uma caldeira, elevadores ou serviço de avaliação de processos
empresariais. As decisões de compras são classificadas em:
19
a)
Compras de reposição: correspondem às compras contínuas, normalmente
controladas por pontos de pedido, ou seja, quando uma determinada quantidade mínima é
alcançada e, a reposição precisa ser efetuada. Algumas considerações relacionadas a esse tipo
de aquisição são:
• reposição de itens sem modificações nos pedidos ou trabalhando com conceitos
colaborativos ou contratos de entrega;
• baseado em histórico de relacionamento;
• selecionado de uma lista de fornecedores preferenciais.
b)
Compras modificadas: as aquisições dessa categoria incluem trocas de
fornecedores de um tipo específico de serviço ou produto. Por exemplo, a troca do parque de
computadores pessoais do fornecedor A para o B, ou mesmo a troca de impressoras de um
modelo por outro mais avançado ou com melhor desempenho. As características dessas
compras são:
• envolvimento moderado;
• exigência de pesquisa; e
• necessita de outras pessoas na tomada de decisão.
c)
Compras novas – projetos: as compras novas se referem aos tipos de aquisições
não comuns na organização, como serviços e equipamentos especiais, como é o caso de
empilhadeiras, grandes computadores, implementações de sistemas de gestão empresarial.
Quase sempre, esse processo envolve muitas pessoas e requer a elaboração de projetos
internos. Entre as características, estão:
• alto envolvimento;
• custo e risco elevados;
• grande número de participantes na tomada de decisão;
• a decisão incorpora especificações, pesquisa do item e de fornecedores,
cotações, pedidos, condições comerciais e outros.
2.3.3. Compras centralizadas X descentralizadas
Conforme Bertaglia (2003), existem algumas características de compras que são
usadas pelas empresas com a finalidade de se obter algumas vantagens no processo. Com
20
compras centralizadas, as empresas podem obter melhores preços e serviços em função do
maior volume praticado com fornecedores, recebendo atenção especial por parte deles. Os
valores de transporte também podem ser reduzidos em função do volume de compra.
As compras descentralizadas, por sua vez, podem oferecer uma velocidade maior de
atendimento se praticadas localmente, influenciando ainda mais o custo de transporte.
Algumas organizações optam por utilizar os dois conceitos, comprando itens mais
estratégicos e de maior volume de forma centralizada, enquanto compram os de menor
quantidade localmente.
Estudos de viabilidade econômica devem ser conduzidos levando-se em conta
variáveis como preços, disponibilidade local e global, disponibilidade e modo de transporte,
volume e frequência de compras e lote econômico.
2.3.4. Processos de decisão quanto à compra
Segundo Bertaglia (2003), entender o comportamento de compra, tanto de
consumidores como de clientes empresariais, pode levar a uma vantagem competitiva e a um
melhor planejamento estratégico da cadeia de valor. É importante perceber a relevância que se
deve dar a todo esse conceito, pois ele é o princípio que afeta toda a cadeia de abastecimento.
As decisões de compras de uma organização e as influências sobre elas incididas
afetam sobremaneira a cadeia de abastecimento. Os estágios mais comuns em um processo de
compras são apresentados na figura 2:
Identificação
do problema
Descrição do
requerimento/
necessidade
Especificação
do produto ou
serviço
Pesquisa de
fornecedores
Solicitação
de proposta
Seleção do
Fornecedor
Pedido de
compra
Análise do
desempenho
Figura 2: Estágios de um processo de compra
Fonte: Paulo Roberto Bertaglia (2003)
21
2.3.5. Novas formas de comprar
O fenômeno da globalização, como não poderia deixar de ser, tem trazido grande
impacto na forma como as compras são efetuadas. Hoje se fala em mercado global e,
consequentemente, em compras globalizadas (global sourcing), onde pode-se comprar no
mundo inteiro. As novas formas de comprar são EDI, Internet, Cartões de Crédito e Leilões,
que serão descritos nos itens seguintes.
a) Electronic Data Interchange (EDI)
Uma das formas de compras que mais cresce atualmente é o Electronic Data
Interchange (EDI), tecnologia para transmissão de dados eletronicamente. Por meio da
utilização de um computador, acoplado a um modem e a uma linha telefônica e com um
software específico para comunicação e tradução dos documentos eletrônicos, o computador
do cliente é ligado diretamente ao computador do fornecedor, independentemente dos
hardwares e softwares em utilização. As ordens ou pedidos de compra, como também outros
documentos padronizados, são enviados sem a utilização de papel. Os dados são compactados
– para maior rapidez na transmissão e diminuição de custos -, criptografados e acessados
somente por uma senha especial (MARTINS E ALT, 2006).
Os benefícios potenciais da utilização do EDI são muitos, resultando no aumento da
competitividade das empresas, porque, entre outras ações, o EDI tem o potencial de ampliar e
aumentar a velocidade do acesso à base industrial, de permitir um controle mais estreito e
mais dinâmico sobre a performance das vendas e ações de todos os tipos, de fornecer headsup preciso e de curto prazo aos atores do canal de logística (incluindo total comunhão com a
execução da ferramenta just-in-time), de proporcionar mais agilidade e eficiência nos
processos produtivo e de administração (incluindo redução do lead time administrativo), e de
provocar minimização de custos transacionais (menos pessoas envolvidas no processo,
economias advindas da redução do tempo de processamento). Além disso, automatiza
decisões lógicas (através de sistemas “inteligentes”, que trabalham e analisam
automaticamente as informações), e, acima de tudo, melhora a qualidade da informação,
estreitando laços comerciais (envolve maior confiança e parceria entre fornecedores,
22
prestadores de serviços e clientes), permitindo a sincronia perfeita das fases do processo
produtivo. Proporciona também, além de tudo, queda de gastos com tarifas telefônicas (já que
são efetuadas apenas ligações de tarifação local - para a provedora do serviço). A Figura 3
mostra um esquema de funcionamento do EDI.
SATÉLITE
(rede de comunicação)
Sistema de
compras do
cliente
Converte informação do
pedido de compra para o
formato ANSI. X12
Converte informação
do pedido de compra
do formato ANSI. X12
Sistema de entrada
das ordens de
compra (fornecedor)
Figura 3: Esquema de Funcionamento EDI
Fonte: Petronio Garcia Martins e Paulo Renato Campos Alt (2006), pg 71
A fim de facilitar e disseminar a forma EDI de transações foram estabelecidos padrões
às comunicações de dados. São mais usuais o padrão europeu – EDIFACT – e o americano –
ANSI X12. O padrão americano transmite hoje mais de 200 tipos de documentos. Além do
EDI tradicional, muito usado pelas grandes empresas, está tomando força o EDI via Internet,
como uma opção de menor custo, possibilitando acesso a mais empresas.
b) Internet
Segundo Martins e Alt (2006), torna-se cada vez mais difundida a utilização do e-mail
como um veículo de transação comercial ou e-commerce. Basta estar ligado a um provedor e
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tem-se toda a WWW (World Wide Web) ao alcance do usuário, vinte e quatro horas por dia,
sete dias por semana. Todo o mundo pode ser acessado e a comunicação bilateral
estabelecida. Um exemplo bastante conhecido é o da livraria virtual, em que podemos
consultar e comprar livros via Internet, sem sair de nossas casas.
A Internet como veículo de comércio ganha a cada dia mais adeptos, pois apresenta
uma série de vantagens em relação ao EDI, entre as quais:
• investimento inicial em tecnologia é bem mais baixo, pois a Internet custa bem
menos que uma VAN (Vallue Added Network);
• atinge praticamente a todos na cadeia de suprimentos;
• pode ser operada praticamente em tempo real;
• permite tanto a transação máquina-máquina como também homem-máquina (o
EDI só permite a transação máquina-máquina);
• maior flexibilidade nos tipos de transações.
c) Cartões de crédito
Para Martins e Alt (2006) está se tornando prática usual entre as empresas a compra de
mercadorias, como matérias-primas e materiais auxiliares, por meio de cartão de crédito,
também conhecido como cartão-empresa ou cartão empresarial. Os bancos e as
administradoras de cartão de crédito, por meio de programas específicos, têm incentivado as
organizações a efetuar suas compras por meio de cartões. Vários deles são bastante
atualizados, oferecendo às empresas diversos tipos de benefícios, como acesso à
movimentação do cartão on-line, relatórios gerenciais sobre as compras efetuadas e
parcelamento do total gasto. As principais vantagens resultantes do uso de uma carta
empresarial são a diminuição do número de transações e de cheques, maior controle sobre as
compras e, consequentemente, redução de custos.
24
d) Leilões
Conforme Martins e Alt (2006), a utilização de leilões consiste no fato da empresa
disponibilizar via Internet ou por meio de editais, as suas necessidades de compras,
informando que a seleção do fornecedor dar-se-á por leilão público, em que os pretensos
fornecedores farão suas ofertas de preços e prazos de entrega. Cabe ao comprador escolher a
melhor oferta.
São inúmeras as vantagens deste modo de agir: a transparência do processo de
compras evita qualquer dúvida quanto à honestidade do sistema; permite a entrada de novos
fornecedores, com novas metodologias produtivas e/ ou novas tecnologias.
2.4. Atuação de compras
Pozo (2007) diz que o sistema de compras baseia-se em uma ação que envolve
atividades de pesquisas para a melhor adequação dos objetivos organizacionais, sendo,
portanto, em seu sentido mais amplo, uma ação contínua. A investigação e a busca de novos
fatos estão definitivamente conjugadas em suas atividades básicas, conforme descrito nos
tópicos anteriores, tais como analisar ordem de pedido, buscar melhores preços, encontrar
fornecedores certos, fontes perenes de fornecimento, novos materiais, novos mercados e
assim por diante. Até mesmo o cuidadoso agendamento de reuniões de negociação torna-se
um processo de pesquisa, coleta e triagem de dados que são elaborados, utilizando-se
modernas técnicas de estudos, bem como procedimentos para definir se compramos ou
fabricamos determinado produto para atender a nosso processo de manufatura e, finalmente,
para estabelecer padrões de análise de valores.
Compras que não dependem de valores e julgamentos intuitivos, mas sim de sistemas
de gestão moderna e com o uso de tecnologia, são fontes geradoras de benefícios e de lucros
para as empresas. Assim, a área de Compras deve trabalhar com pesquisa constante em todo o
seu envolvimento. Dentro desse enfoque, podem-se ressaltar ações importantes no processo
de continuidade do setor com atividades que envolvem ações de suprimentos e de apoio,
conforme apresentado nos itens seguintes:
25
2.4.1. Ações de suprimentos
De acordo com Pozo (2007), as principais ações relacionadas a suprimentos são:
- Solicitação de compras: é o documento que contém as informações sobre o quê
comprar, sua quantidade, prazo de entrega, local de entrega, fornecedores aprovados, últimos
preços e especificações técnicas. Esse documento pode ser originado por vários setores,
dependendo do tipo de material de que o mesmo necessita dentro da empresa. Poderá ser
originado diretamente nos setores funcionais da empresa, quando se tratar de material de uso
específico do solicitante e que não é necessário manter em estoque.
- Análise dos preços: tendo em mãos a coleta de preços encerrada, faz-se uma análise
dos dados nela contidos para comparar os fornecedores, avaliando todos os fatores que
influenciam o conjunto da proposta de cada proponente, para assim escolher qual fornecedor
irá fornecer. São levados em consideração todos os dados na convergência do melhor valor
agregado para a empresa.
- Pedido de compras: é o contrato formal entre as empresas e o fornecedor
classificado, e deverá representar todas as condições estabelecidas nas negociações pré-pedido
após a análise de preços e que deverá fazer parte integrante do pedido. No pedido deverão
constar: preço unitário e total, condições de fornecimento, prazo de entrega, condições de
pagamento, especificações técnicas do fornecimento, embalagens, transporte e reajuste, caso
haja. O fornecedor deve estar ciente de todas as cláusulas e especificações constantes nas
normas e procedimentos legais da empresa e da legislação vigente. Os pedidos de entrega
devem sempre ser entregues mediante protocolo, para registro e validação.
- Acompanhamento do pedido: também conhecido como follow-up, serve para manter
sob controle todos os pedidos em carteira, em que uma pessoa especialmente designada para
essa função faz um relato completo da vida inteira do pedido, até o momento em que ele é
liberado para o processo da empresa compradora e tem a finalidade de evitar atrasos, ou
problemas para o cliente na entrega do pedido.
2.4.2. Ações de apoio:
Para Pozo (2007), as principais ações de apoio são:
26
- Desenvolvimento de fornecedores: é o procedimento que possibilita à empresa
selecionar os futuros fornecedores que farão parte do catálogo de fornecedores qualificados e
aprovados para fornecer materiais e produtos à empresa. O objetivo principal é estabelecer os
melhores fornecedores do mercado e que tenham condições de atender a todas as
especificações e exigências da empresa, sendo uma fonte confiável e contínua.
- Desenvolvimento de novos materiais: o procedimento que possibilita à empresa
pesquisar e selecionar novos materiais ou materiais alternativos, para formar o catálogo de
fornecedores qualificados e aprovados para fornecer materiais e produtos à empresa. Seu
principal objetivo é estabelecer alternativas econômicas ou técnicas para melhorar o
desempenho dos produtos no mercado. Terá, também, que atender a todas as especificações e
exigências da empresa, para pleno atendimento de mercado.
- Qualificação de fornecedores: esta atividade é de responsabilidade da área de
engenharia; a área de compras tem uma função de ligação entre o fornecedor e a engenharia,
ou seja, pesquisa o mercado, localiza a empresa, coleta informes financeiros e legais da
mesma, visita a empresa, traz amostras para testes e emite relatórios sobre sua visão do
possível fornecedor.
- Negociação: é um procedimento de relacionamento entre a empresa e o fornecedor, e
não uma disputa onde um ganha e o outro perde. Esse relacionamento é muito importante,
pois, para continuidade e fortalecimento de uma organização, é necessário que seus
fornecedores também estejam em pleno desenvolvimento e crescimento. O processo de
negociação, embora possa parecer para muitos em centro de conflitos e desgastes, é um
importante elemento de fortalecimento dos laços de interesses, de melhorias contínuas e
principalmente de aumento dos lucros para ambas as empresas.
2.5.
Principais papéis exercidos em compras individuais e organizacionais
Bertaglia (2003) afirma que as decisões de compra de consumidores e das
organizações são frequentemente influenciados por outras pessoas. É, portanto, necessário
conhecer quais são as pessoas envolvidas no processo decisório e que papel cada pessoa
desempenha para que as estratégias sejam também orientadas para elas. Esses agentes que
influenciam o processo de compras são classificados em:
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• Agente gerador da ideia: é a pessoa que inicialmente sugere ou imagina a compra de
um bem ou de um serviço;
• Agente influenciador: pessoa respeitada na organização e cuja opinião possui peso no
processo final de decisão;
• Agente que toma a decisão: pessoa que toma a decisão final de compra de um bem ou
serviço seja ela parcial ou total;
• Agente comprador: quem efetua a transação da compra;
• Agente usuário: pessoa que vai usar ou consumir o produto ou serviço;
• Agente aprovador: corresponde à pessoa cuja aprovação da decisão é importante, mas
que não necessariamente influencia na decisão de compra;
• Agente controlador: pessoa que controla o fluxo de informação.
Embora o processo de compra em uma organização apresente uma maior formalidade,
os papéis e agentes que nele atuam são extremamente parecidos aos de uma situação de
compra de um indivíduo.
2.6. Lote Econômico de Compras (LEC)
Segundo Pozo (2007), quando há estoque reserva toda vez que se aumenta a
quantidade a ser comprada, aumenta-se o estoque médio da empresa, e isso propicia, também,
aumento de custos de manutenção da armazenagem, juros, obsolescência, deterioração e
outros. Por outro lado, aumentando-se as quantidade do lote de compra, diminuem-se os
custos de pedido de compra, o custo por unidade comprada, de mão-de-obra e manuseio. O
resultado é que têm-se dois focos de forças que afetam a empresa, ou seja, duas fontes
opostas, uma encorajando estoques para facilidade de atendimento, porém com custos
críticos, e outra desencorajando em face desses custos.
O Lote Econômico de Compras (LEC) é a quantidade a ser comprada que vai
minimizar os custos de estocagem e de aquisição. Para que o LEC seja considerado, algumas
suposições precisam ser atendidas:
- a demanda considerada é conhecida e constante;
- não há restrições quanto ao tamanho dos lotes (os caminhões de transporte não têm
capacidade limitada e o fornecedor pode suprir tudo o que for solicitado);
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- os custos envolvidos são apenas de estocagem (por unidade) e de pedido (por ordem
e compra);
- o lead time é constante e conhecido;
-não é considerada a possibilidade de agregar pedidos para mais de um produto do
mesmo fornecedor.
Algumas dessas suposições não são totalmente realistas, mas elas simplificam muito o
modelo do LEC, e, portanto, são consideradas para estimar a melhor quantidade a ser
comprada. Essa estimativa pode depois ser ajustada para que a quantidade realmente
comprada não esteja muito distante da melhor quantidade.
2.7.
Ética em compras
Um assunto muito importante na administração moderna é o aspecto da ética. Como
consenso para nossa conduta, compreende-se que a Ética é a parte da filosofia que trata dos
valores morais e dos princípios ideais de conduta humana. Dentro da profissão, um conjunto
de princípios morais que se deve observar e colocar em prática dentro de seu exercício
(Cuvillier et. al 1943 apud. POZO, 2007) Embora compras utilize métodos científicos em
seus procedimentos, as decisões ainda são tomadas por forte julgamento pessoal e tomadas
em grande parte por interações pessoais. Portanto, os preceitos morais e as condutas de ética
em ações de tomar decisões nas negociações da empresa irão refletir, em muito, no
julgamento que a própria empresa receberá da sociedade, refletindo em seu desempenho.
Assim, os aspectos legais e morais são extremamente importantes para aqueles que
atuam em compras, fazendo com que muitas empresas estabeleçam um “código de conduta
ética” para todos os seus colaboradores.
No setor de compras o problema aflora com maior intensidade devido aos altos valores
monetários envolvidos, relacionados com critérios muitas vezes subjetivos de decisão. Saber
até onde uma decisão de comprar seguiu rigorosamente um critério técnico, onde prevaleçam
os interesses da empresa, ou se a barreira ética foi quebrada, prevalecendo aí interesses de
outros, é extremamente difícil. O objetivo de um código de ética é estabelecer os limites de
uma forma mais clara possível, e que tais limites sejam também de conhecimento dos
fornecedores, pois, assim, poderão reclamar quando sentirem-se prejudicados.
29
É imperioso que haja elevado padrão de conduta por parte dos integrantes de compras,
não só agindo de acordo com a ética dos negócios, mas também atuando acima de qualquer
suspeita de comportamento contradizendo a ética. O código de ética deve orientar os
tratamentos seguidos, principalmente, pelos compradores na moralização dos negócios. E essa
moral nas atitudes é fundamental para a eficiência e eficácia operacional e o incremento dos
lucros organizacionais, visto que todo e qualquer empreendimento de sucesso que deseja
perpetuar-se tem como ponto de honra apoiar as práticas e diretrizes de moral e ética.
Estabelecimento de um código ou norma de conduta, dentro da empresa, torna-se
importante para o bom desempenho de seus membros e colaboradores, ter um guia de
orientação. Pozo (2007) apresenta o guia “Os Princípios e Padrões da Prática de Compras”
que foi desenvolvido pela National Association of Purchasing Practice, que trata como
princípios e padrões da prática de compras, os seguintes itens:
• Considerar em primeiro lugar os interesses da empresa em todas as transa ções
e praticar e acreditar nas políticas estabelecidas.
• Ser receptivo ao aconselhamento competente dos colegas e orientar-se por tal
aconselhamento sem diminuir a dignidade e a responsabilidade de seu trabalho;
• Comprar sem preconceito, procurando obter o valor final máximo para cada
unidade monetária gasta.
• Conhecer com consciência os materiais e processos de produção e estabelecer
métodos práticos para conduzir o trabalho.
• Apoiar e trabalhar pela honestidade e pela verdade nas compras e nas vendas e
denunciar todas as formas de pagamento de propina.
• Na medida do possível, atender com rapidez e cortesia todas as pessoas que
exercem uma missão comercial legítima.
• Cumprir as obrigações e exigir que as demais pessoas cumpram as suas, e que
as obrigações sejam consistentes com a boa prática empresarial.
• Evitar as práticas desonestas, mesmo quando consideradas legais.
• Sempre que possível, aconselhar e orientar outros compradores no desempenho
de seus deveres.
• Cooperar com todas as organizações e indivíduos engajados nas atividades
destinadas a melhorar o desenvolvimento e a reputação da área de compras.
O combate às práticas contrárias à ética também é uma atividade importante na área de
compras, e que deve a todo instante ser levantada e discutida. Muitas empresas ainda utilizam
30
em suas vendas métodos ou práticas contrários à ética, condenáveis, tais como conluios na
apresentação de propostas concorrentes, condições restritivas sobre especificações, estímulos
artificiais de demanda, amostras que não refletem a realidade do produto, cláusulas
contratuais obscuras, propinas e subornos. Uma excelente defesa é desenvolver compras por
pessoal capacitado e motivado, conhecedor de suas obrigações e responsabilidades e satisfeito
com os fornecedores com fortes laços de confiabilidade.
Martins e Alt (2006), dizem que no setor público, todo o processo de licitação é
claramente definido por meio de legislação específica, cujo fim precípuo é resguardar os
interesses do Estado. Alguns exemplos de políticas empresariais visando o comportamento
ético na área de negócios e Compras:
• Fornecedores não devem dar ou oferecer presentes ou brindes de qualquer
natureza a empregados da empresa ou membros de suas famílias. Tais presentes ou brindes
podem ser considerados como uma forma de o fornecedor tentar impropriamente influenciar o
nosso relacionamento.
• Nenhum empregado ou membro de sua família pode receber (ou aceitar)
quaisquer presentes ou facilidades de quem quer que seja que o empregado faça negócios em
nome da companhia e que venha a colocá-lo em uma posição difícil, embaraçosa ou interferir
de qualquer forma na parcialidade de suas ações.
• Não procure ou aceite qualquer presente, gratuidades ou outras formas de
compensação, benefícios ou persuasão de fornecedores, clientes ou outros que façam, ou
estejam procurando fazer, negócios coma companhia. Quem violar esta política estará sujeito
a ações disciplinares, incluindo até mesmo a demissão.
• Nenhum tipo de material promocional (como calendários, agendas, canetas,
note pads, acessórios de mesas) de terceiros, é permitido.
Outro aspecto concernente à ética em compras é o manuseio de informações, como o
repasse dos critérios de julgamento e de dados contidos nas propostas já entregues a outro
fornecedor que ainda está elaborando a sua. Esse comportamento antiético leva a situações em
que fornecedores altamente qualificados se neguem a apresentar propostas a clientes não
confiáveis. Estabelece-se assim uma relação de desconfiança que prejudica a todos, isto é,
todos perdem.
A fim de evitar essas situações, mais uma vez o código de ética entra em cena. A
empresa deve estabelecer políticas claras sobre como as informações devem ser manuseadas.
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Com o crescimento constante dos processos de parcerias entre cliente e fornecedor,
parcela substancial do problema ético é resolvido, pois os contratos de fornecimento devem
ser abertos, analisados e discutidos exaustivamente por ambas as partes.
2.8.
Gestão de Estoques
Segundo Martins e Alt (2006), a Gestão de Estoques constitui uma série se ações que
permitem ao administrador verificar se os estoques estão sendo bem utilizados, bem
localizados em relação aos setores que deles se utilizam, bem manuseados e bem controlados.
O planejamento de compras está interligado ao planejamento de estoques, pois é com a
análise de estoques que pode-se direcionar a linha de compras. Para realizar o planejamento
de compras é indispensável estudar o estoque já existente na empresa para não exceder o
limite de cobertura de estoque.
Existem vários indicadores de produtividade na análise e controle dos estoques,
segundo Martins e Alt (2006), sendo os mais usuais, diferenças entre o inventário físico e o
contábil, acurácia dos controles, nível de serviço (ou nível de atendimento), giro de estoques e
cobertura dos estoques.
2.8.1. Inventário físico
Consiste na contagem física dos itens de estoque. Para Martins e Alt (2006), caso haja
diferenças entre o inventário físico e os registros do controle de estoques, devem ser feitos os
ajustes conforme recomendações contábeis e tributárias. O grande controle pode ser feito em
qualquer organização para auxiliar o fluxo de caixa e é o referente aos inventários. Estoque
em excesso significa gastar dinheiro à toa, arcar com um custo que não traz benefício algum.
O inventário físico é geralmente efetuado de dois modos: periódico ou rotativo. Ele é
chamado de periódico quando em determinados períodos - normalmente no encerramento dos
exercícios fiscais, ou duas vezes por ano – faz-se a contagem de todos os itens do estoque. O
inventário é rotativo quando permanentemente se contam os itens em estoque. Nesse caso faz-
32
se um programa de trabalho de tal forma que todos os itens sejam contados pelo menos uma
vez dentro do período fiscal (normalmente de um ano).
2.8.2. Acurácia dos Controles
Segundo Martins e Alt (2006), uma vez terminado o inventário, pode-se calcular a
acurácia dos controles, que mede a porcentagem de itens corretos, tanto em quantidade quanto
em valor, ou seja:
Acurácia = Número de itens com registros corretos / Número total de itens
ou
Acurácia = Valor de itens com registros corretos / Valor total de itens
2.8.3. Nível de Serviço ou Nível de Atendimento
É o indicador de quão eficaz foi o estoque para atender às solicitações dos usuários.
Assim, quanto mais requisições forem atendidas, nas quantidades e especificações solicitadas,
tanto maior será o nível de serviço.Calcula-se como:
Nível de serviço = Número de requisições atendidas / Número de requisições efetuadas
2.8.4. Giro de Estoques
O giro de estoques mede quantas vezes, por unidade de tempo, o estoque se renovou
ou girou. Calcula-se como:
Giro de estoques = Valor consumido no período / Valor do estoque médio no período
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2.9 - Compras no setor público
Todas as compras feitas no setor público devem ser feitas através de Licitações. A
Constituição Federal, art. 37, inciso XXI, prevê para a Administração Pública a
obrigatoriedade de licitar. A Lei em vigência para licitações e contratos é a 8666/93 (e
alterações). Licitação é o procedimento administrativo formal em que a Administração
pública convoca, mediante condições estabelecidas em ato próprio (edital ou convite),
empresas interessadas na apresentação de propostas para o oferecimento de bens ou serviços.
Estão sujeitos à regra de licitar, além dos órgãos integrantes da administração direta, os
fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades da
economia mista e demais entidades controladas direta e indiretamente pela União, Estados,
Distrito Federal e Municípios.
Os procedimentos licitatórios devem observar os seguintes princípios básicos:
a) Princípio da Isonomia (Igualdade)
b) Princípio da Publicidade
c) Princípio da Moralidade e da Probidade Administrativa
d) Princípio da Legalidade (formal)
e) Sigilo na apresentação das propostas
f) Princípio da Vinculação ao Instrumento Convocatório
g) Princípio do Julgamento Objetivo
h) Adjudicação Compulsória
A execução de obras, a prestação de serviços e o fornecimento de bens para
atendimento de necessidades públicas, as alienações e locações devem ser contratadas
mediante licitações públicas, exceto nos casos previstos na Lei n0 8.666, de 1993, e alterações
posteriores.
Para o Tribunal de Contas da União, são responsáveis pela Licitação, os agentes
públicos designados pela autoridade competente, mediante ato próprio (portaria, por
exemplo), para integrar comissão de licitação, ser pregoeiro ou para realizar licitação na
modalidade convite. Esses agentes têm como função receber, examinar e julgar todos os
documentos.
Para licitar deve-se primeiramente definir o objeto que se quer contratar, estimar o
valor da obra, do serviço ou do bem a ser licitado, mediante realização de pesquisa de
mercado. Deve-se verificar também se há previsão de recursos orçamentários para o
34
pagamento e se está de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, e por último definir a
modalidade de licitação adequada.
Modalidade de licitação é a forma específica de conduzir o procedimento licitatório, a
partir de critérios definidos em lei.
2.9.1- Modalidades de Licitação:
As principais modalidades de licitação conforme o Tribunal de Contas da União
(2010) são:
a) Leilão: modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens
móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou
penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. 19 da Lei 8.666/93, a quem
oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação.
b) Concurso: modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de
trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos
vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com
antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.
c) Concorrência: modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase
inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação
exigidos no edital para execução de seu objeto.
d) Tomada de preços: modalidade de licitação entre interessados devidamente
cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro
dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.
e) Convite: modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto,
cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade
administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o
estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu
interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas.
f) Pregão: é uma nova modalidade de licitação. Não obedece a limite de valores, pois
sua característica principal é a agilidade, invertendo a ordem de abertura de envelopes,
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primeiro se conhece o valor ofertado e depois se verifica se a empresa está habilitada, ou seja,
se oferecem condições econômico-financeira, jurídica, regularidade fiscal dentre outras. A Lei
10.520/2002 rege os procedimentos para uma licitação de modalidade Pregão.
O tipo de licitação não deve ser confundido com modalidade de licitação. Tipo é o
critério de julgamento utilizado pela administração para seleção da proposta mais vantajosa.
Os tipos de licitação mais utilizados para o julgamento das propostas são, de acordo
com o Tribunal de Contas da União (2010), os seguintes:
- Menor preço: critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a
Administração é a de menor preço. É utilizado para compras e serviços de modo geral.
Aplica-se também na aquisição de bens e serviços de informática quando realizada na
modalidade convite.
- Melhor técnica: critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a
Administração é escolhida com base em fatores de ordem técnica.
Os tipos de licitação mais utilizados para o julgamento das propostas são os de técnica
e preço onde o critério de seleção em que a proposta mais vantajosa para a Administração é
escolhida com base na maior média ponderada, considerando-se as notas obtidas nas
propostas de preço e de técnica.
2.9.2. Dispensa/Inexigibilidade
A licitação é regra para a Administração Pública, quando contrata obras, bens e
serviços. No entanto, a lei apresenta exceções a essa regra. São os casos em que a licitação é
legalmente dispensada, dispensável ou inexigível. A possibilidade de compra ou contratação
sem a realização de licitação se dará somente nos casos previstos em lei.
A principal característica da inexigibilidade de licitação é a inviabilidade de
competição, o que impossibilita a abertura de um certame licitatório, pois ele resultaria
frustrado. Nos casos de inexigibilidade, não há possibilidade de competição, porque só existe
um objeto ou uma pessoa que atenda às necessidades da Administração; a licitação é,
portanto, inviável.
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2.9.3. Compras Eletrônicas
As compras eletrônicas são classificadas em:
a) Pregão Eletrônico
É a modalidade de licitação prevista na Lei Federal 10.520/2002 e destina-se à compra
de bens e serviços comuns, por meio de licitação realizada em sessão pública na internet.
b) Bolsa Eletrônica de compras
É a negociação do preço dos bens adquiridos pelo setor público, por meio de
procedimentos eletrônicos, com a garantia, por parte do Governo, do pagamento aos
fornecedores na data de seu vencimento, ajustada no contrato.
2.9.4. Pregão Carona
Por intermédio do Decreto nº. 3.931, de 19 de setembro de 2001, que alterou a
regulamentação do Sistema de Registro de Preços e instituída no país, criou a possibilidade da
proposta mais vantajosa numa licitação ser aproveitada por outros órgãos e entidades. Esse
procedimento vulgarizou-se sob a denominação de carona que traduz em linguagem coloquial
a idéia de aproveitar o percurso que alguém está desenvolvendo para concluir o próprio
trajeto, sem custos.
Dispõe expressamente o art. 8° da precitada norma:
Art. 8º A Ata de Registro de Preços, durante sua vigência, poderá ser utilizada por
qualquer órgão ou entidade da Administração que não tenha participado do certame
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licitatório, mediante prévia consulta ao órgão gerenciador, desde que devidamente
comprovada a vantagem.
§ 1º Os órgãos e entidades que não participaram do registro de preços, quando
desejarem fazer uso da Ata de Registro de Preços, deverão manifestar seu interesse junto ao
órgão gerenciador da Ata, para que este indique os possíveis fornecedores e respectivos
preços a serem praticados, obedecida a ordem de classificação.
§ 2º Caberá ao fornecedor beneficiário da Ata de Registro de Preços, observadas as
condições
nela
estabelecidas,
optar
pela
aceitação
ou
não
do
fornecimento,
independentemente dos quantitativos registrados em Ata, desde que este fornecimento não
prejudique as obrigações anteriormente assumidas.
§ 3o As aquisições ou contratações adicionais a que se refere este artigo não poderão
exceder, por órgão ou entidade, a cem por cento dos quantitativos registrados na Ata de
Registro de Preços.
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3. Metodologia
Para Fachin (2003), Método é a forma de se proceder ao longo de um caminho. Na
ciência, os métodos constituem os instrumentos básicos que dispõem em sistemas e traçam de
modo ordenado a forma de proceder do cientista para alcançar um objetivo ao longo de um
percurso.
O Método Quantitativo, segundo Richardson (1989) apud Marconi e Lakatos (2010),
caracteriza-se pelo emprego da quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações
quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatísticas. O Método Qualitativo, por sua
vez, preocupa-se em analisar e interpretar aspectos mais profundos e fornece análise mais
detalhada sobre as investigações, hábitos, atitudes, tendências de comportamento entre outros.
3.1. Caracterização da pesquisa
Para a pesquisa proposta será utilizado o Método Qualitativo, pois o mesmo é
caracterizado pelos seus atributos e relaciona aspectos não somente mensuráveis, mas também
definidos descritivamente (FACHIN, 2003).
Com a aplicação dessa estratégia de pesquisa buscar-se-á conhecer e compreender,
com base nas informações obtidas na fundamentação teórica e na prática do estágio, como o
planejamento de compras está sendo abordado no ambiente operacional.
Foi realizada, portanto, uma pesquisa qualitativa através do método de “observação
direta intensiva” com a técnica de entrevista não estruturada. Considera-se Qualitativa porque
segundo Richardson (1989) apud Markoni e Lakatos (2010) preocupa-se em analisar e
interpretar aspectos mais profundos e fornece análise mais detalhada sobre as investigações,
hábitos, atitudes, tendências de comportamento , pois este procura conhecer e compreender, a
partir das informações obtidas na fundamentação teórica, como o planejamento de compras
está sendo abordado no ambiente operacional da Universidade.
O passo inicial foi a realização de uma pesquisa bibliográfica, cujos temas pesquisados
foram sobre compras, seus conceitos, suas funções, os tipos de compras e o perfil ideal de um
comprador. Também foi pesquisado sobre Gestão de Estoques e sobre a Lei 8.666/93 que é a
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Lei das Licitações, a qual é utilizada em compras nas organizações públicas e
consequentemente na organização estudada.
Em seguida foram realizadas entrevistas não estruturadas com duas pessoas
relacionadas à área de estágio, pois os mesmos são os responsáveis pelo almoxarifado da
universidade. Participaram da pesquisa o chefe do almoxarifado e um funcionário
terceirizado, pois os mesmos são os responsáveis pela catalogação, controle e solicitação de
compra do material. Durante todo o estágio foi observado o funcionamento do almoxarifado e
as informações a respeito da falta de material foram coletadas através da observação e análise
de requisições de solicitação de material. O passo seguinte foi a análise das informações
obtidas, que serão relatadas nas seções seguintes.
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4. Análise dos dados
Apresenta-se, nessa etapa do trabalho, uma descrição das análises realizadas durante o
desenvolvimento do trabalho proposto.
4.1. Análise da situação atual
A Universidade Estadual analisada atua na Região Norte do país há quase seis anos.
Ela conta, hoje, em pleno desenvolvimento, com vinte e dois cursos de graduação, cinco
cursos de Pós-graduação lato sensu, um curso de Pós Graduação stricto sensu, além de
diversificados projetos de extensão universitária. Tem um contingente educacional formado
por cinco mil cento e cinquenta e oito alunos de graduação, cento e cinquenta e um de
especialização e quinze do Programa stricto sensu. Seu corpo docente é composto de setenta
professores do quadro efetivo, sessenta professores cedidos e cento e dezesseis professores do
quadro temporário. O quadro técnico-administrativo é composto por cinquenta e sete
servidores e, possui sete Campus em diferentes cidades no Estado onde está estabelecida.
Conforme foi observado o funcionamento do almoxarifado da Universidade, durante o
estágio, notou-se claramente a falta de materiais de suma importância para o funcionamento
da mesma. As requisições de materiais chegavam a todo instante ao almoxarifado e não havia
insumos para suprir as necessidades, principalmente de materiais elétricos e de informática.
Outro fator observado foi que materiais de pouco uso estavam estragando no estoque, pois
foram comprados em excesso em períodos passados. Tudo isso acontece porque nunca foi
feito controle de entradas e saídas, e não há nenhum programa de gerenciamento para
controle, o qual seria de suma importância para um correto funcionamento do almoxarifado,
para suprir as necessidades da Universidade e para poder realizar um planejamento de
compras. Para os meses de junho a outubro, foi elaborada uma planilha para tentar um
possível controle de saídas de material, porém sem um controle exato de entradas e saídas,
não é possível fazer um perfeito planejamento.
Após observar o dia a dia do funcionamento do almoxarifado, pode-se perceber que
não é feito nenhum planejamento. Devido à necessidade urgente desses materiais, o que está
ocorrendo é a compra através de Pregões Carona, aproveitando a proposta mais vantajosa de
41
outros órgãos e entidades, pois fazer todo o processo licitatório é muito demorado e agravaria
ainda mais a situação. Porém, como os itens do Pregão Carona foram escolhidos pela
necessidade de outras organizações, sempre acabam faltando itens importantes, os quais a
Universidade necessita. Outra dificuldade encontrada é com o prazo de entrega dos
fornecedores ser muito longo, pois os mesmos compram os materiais de outras regiões,
principalmente da grande São Paulo, o que faz com que dificulte a entrega devido a Região
Norte ser muito distante e de difícil acesso. Um exemplo é uma compra de um produto via
internet, quando na Região Norte o prazo de entrega é de quarenta dias, enquanto em outras
regiões o prazo é de sete dias.
Outro problema enfrentado é com o espaço físico para armazenagem dos materiais,
pois o mesmo está muito pequeno, além disso uma boa parte dele está ocupado com material
de pouco uso que foi adquirido em excesso em compras passadas.
4.2. Análise dos itens faltosos
Através da observação do funcionamento do almoxarifado e das planilhas de controle
de saída de material pode-se fazer um levantamento dos itens críticos. Os itens que mais
faltam são os materiais elétricos e os de informática de pequeno vulto, como lâmpadas,
reatores, cabos, teclados, tomadas entre outros. Em relação a esses itens, o estoque do
almoxarifado está praticamente à zero. O que ocorre é que em casos de emergência, os
materiais necessários são muitas vezes comprados com dinheiro doado pela Diretora de
Logística da instituição que é responsável pela solicitação e autorização dos consertos.
Conforme podemos verificar nas tabelas 1 e 2 os itens 87, 88, 89, 91, 92, 93 e 97, que
se referem aos materiais de informática, não tiveram saídas, mas o motivo é porque não há
esses itens em estoque. O mesmo acontece com os itens 132, 134 e 136 dos materiais
elétricos. Os itens de material de informática não tiveram registro de saída no mês de outubro,
pois não há mais itens em estoque. No mês de julho não foi feito lançamento por ser período
de férias.
42
QUADRO 1- Saída de materiais de informática
Saída de Material de Informática
Item
Item 85
Unid.
Medida
und
Item 86
Junho Julho
Agosto Setembro Outubro
-
3
2
-
und
1
-
-
-
Item 87
und
-
-
-
-
Item 88
und
-
-
-
-
Item 89
und
-
-
-
-
Item 90
und
-
2
2
-
Item 91
und
-
-
-
-
Item 92
und
-
-
-
-
Item 93
und
-
-
-
-
Item 94
und
3
1
-
-
Item 95
und
-
2
5
-
Item 96
und
2
-
5
-
Item 97
und
-
-
-
-
Fonte: Arquivo do almoxarifado da Universidade
QUADRO 2- Saída de materiais elétricos
Saída de Material elétrico
Item
Item 129
Unid.
Medida
und
Item 130
Junho
Julho
Agosto Setembro Outubro
-
-
1
-
und
-
1
-
-
Item 131
und
-
20
-
20
Item 132
und
-
-
-
-
Item 133
und
-
25
-
2
Item 134
und
-
-
-
-
Item 135
und
25
-
12
-
Item 136
und
-
-
-
-
Fonte: Arquivo do almoxarifado da Universidade
43
Nos gráficos 1 e 2, a linha vertical representa a quantidade de itens que tiveram ou não
saída, a linha horizontal representa os itens do estoque e as barras representam a quantidade
de itens que tiveram saída em seus respectivo mês. No gráfico 1 que se refere ao material de
informática, podemos verificar pelas colunas que os itens 87, 88, 89, 91, 92, 93 e 97 estiveram
em falta nos meses de junho, agosto, setembro e outubro, e no gráfico 2 que se refere ao
material elétrico foram os itens 132, 134 e 136 que não tiveram saída nesses meses, onde no
mês de outubro não houve saída por não haver mais itens em estoque.
Gráfico 1: Saída de materiais de informática
Fonte: Elaborado pelo autor
Gráfico 2: Saída de materiais elétricos
Fonte: Elaborado pelo autor
44
4.3. Problemas enfrentados no planejamento de compras
Como já foi citado anteriormente, para poder fazer um bom planejamento de compras
é necessário ter um bom controle de entradas e saídas. O que ocorre na Universidade é que
esse controle não é feito, por isso não é possível mensurar exatamente qual seria a
necessidade real a ser adquirida, e nem se antever a falta de materiais. Na saída de materiais
do almoxarifado o setor solicitante preenche uma requisição especificando o material que
necessita e a quantidade necessária. Essa requisição deve ser assinada pelo requisitante e pelo
responsável pela entrega do material. Se houvesse controle de entradas, um bom controle de
saídas poderia ser feito com essas requisições, porém nos dias de hoje, essas requisições,
conforme figura 4, servem somente para ter um controle de quem requisitou o material, e
ficam arquivadas no almoxarifado para possíveis consultas se solicitadas.
Figura 4: Modelo de requisição de material
Fonte:http://www.xxxx.edu.br/uerr08/index.php?option=com_content&task=view&id=937&Itemid=52
45
Outra situação problema é com relação ao sistema de compras do setor público, que é
realizado com base na Lei 8.666/93, Lei das Licitações, a qual regula e amarra todo o
processo, desde o início até sua conclusão, o que pode levar algo em torno de três meses. Por
esse motivo a Universidade tem optado pelo uso dos Pregões Carona, que é um processo bem
mais rápido, pois a organização se utiliza de um pregão já montado por outra Instituição,
fazendo com que o processo seja mais rápido. Porém esse tipo de pregão tem alguns
inconvenientes, pois a Instituição interessada tem que se adequar ao pedido da Unidade
Administrativa Geradora, sendo necessária a pesquisa em vários pregões de vários órgãos,
para se compor todo o rol das necessidades apresentadas pelo almoxarifado da universidade.
Alguns itens seja pela sua especificidade, seja pela sua eventualidade, podem deixar de ser
encontrados nestes pregões, necessitando utilizar outros meios para serem adquiridos como,
por exemplo, a dispensa de licitação, porém o valor disponível para esse tipo de compra é
muito pequeno e não consegue suprir as necessidades do almoxarifado.
4.4. Sugestões de Planejamento
Através da observação do funcionamento do almoxarifado verificou-se que se bem
trabalhado é possível fazer um eficiente planejamento de compras para o futuro próximo.
Uma sugestão seria a criação de um programa computacional simples, que poderia ser
desenvolvido pelo próprio setor de informática da Universidade, pois no mesmo encontram-se
pessoas qualificadas para isso. Esse programa auxiliaria no controle de entradas e saídas e
faria uma previsão de demanda anual. Para o controle de saídas, bastaria apenas abastecer o
programa com as informações das requisições de saída de material, que já são de uso do
almoxarifado, mas necessita-se fazer um controle de entradas de material quando os mesmos
chegam ao setor.
Para o problema da demora da execução do processo licitatório, através da previsão de
demanda anual, pode-se fazer um planejamento de quanto tempo o material vai demorar para
chegar ao seu destino, com isso as compras estariam a caminho antes do material acabar. Este
planejamento pode ser feito através da análise dos registros de entrada e saída de material,
analisando quais itens e em que época do ano são mais consumidos, através de uma curva de
demanda. Devido ao estado ser de difícil acesso, muito distante dos centros produtores e
46
sujeito aos impeditivos de transporte como as cheias dos rios, que ocorrem entre os meses de
março à agosto, que interrompem a única estrada que liga o estado de Roraima a Manaus, que
é o centro comercial mais próximo, que fica a 800 quilômetros de distância, e é por onde
passam todas as mercadorias que vem a Roraima.
Muito importante também é fazer um levantamento de todos os itens que estão
parados no estoque, para verificar se ainda estão em condições de uso, eliminado os materiais
que não tem mais condições de uso, fazendo com que se amplie o espaço no estoque, e para
que se reduza a quantidade comprada nas próximas aquisições. Uma reorganização do
estoque, com a colocação de mais prateleiras, organizando os itens que ficam no chão, seria
uma solução para o problema do pouco espaço físico do mesmo.
As sugestões de planejamento estão apresentadas na figura 5:
Criação de um programa
computacional
Previsão de demanda
anual
Levantamento de todos
os itens
Figura 5: Fluxograma de sugestões de planejamento
47
5. Conclusões
O planejamento é muito importante em qualquer organização, pois permite maior
controle sobre todas as situações, porém na área de compras ele se tornou fundamental nas
empresas, pois dá maior confiabilidade as decisões de diversos departamentos. Portanto, este
estudo busca contribuir com a atual gestão de compras da Universidade e propor melhorias no
planejamento para que não faltem materiais no estoque. A análise e a melhoria dos processos
são fundamentais para um bom funcionamento do almoxarifado. Esta análise vai além de
levantar dados passados e atuais, é necessário muita habilidade para analisar as requisições de
materiais e delas conseguir extrair o maior número de informações possíveis. O responsável
pelo almoxarifado também precisa ter conhecimento sobre todos os setores e estar inteirado
de todos os processos da Universidade para saber as necessidades de cada um. O principal
objetivo da pesquisa foi avaliar o planejamento de compras e os problemas enfrentados no
planejamento, porém revelou-se que a universidade não realiza nenhum tipo de planejamento,
o que resulta na falta de materiais.
Conclui-se que a utilização de um programa de controle
de entradas e saídas de materiais do almoxarifado, com informações confiáveis e atualizadas,
é fundamental para que se possa fazer um eficaz planejamento de compras para que não
faltem materiais e para o bom funcionamento da organização.
.
5.1. Recomendações para trabalhos futuros
No desenvolver desta pesquisa foram diagnosticados outros fatores que são
importantes para o bom funcionamento do almoxarifado, por isso seguem como
recomendações para trabalhos futuros:
- Estudo de desenvolvimento de um sistema de controle de entradas e saídas do
estoque, para poder planejar as compras eficientemente.
- Estudo de layout do almoxarifado para poder organizar os itens e minimizar o
problema da falta de espaço.
Devido à delimitação da pesquisa esses fatores não foram abordados, ficando aqui
descritos para eventuais pesquisas futuras.
.
48
6. Referências Bibliográficas:
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Tradução Raul Rubenich. 5. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.
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http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/2057620.PDF; Acesso em: 01/11/2011.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração de materiais: uma abordagem introdutória. 5
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http://www.logisticadescomplicada.com/entendendo-o-loteeconomico-de-compras-lec-ou-eoq/; Acesso em 29/10/2011
Esclarecimentos
gerais
sobre
Licitações;
Disponível
http://www.conlicitacao.com.br/oquee/esclarecimentos.php; Acesso em 01/11/2011.
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FACHIN, Odília. Fundamentos de Metodologia. 4.ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
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LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia Científica. 5.ed.
4.reimpr. São Paulo: Atlas, 2010.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho
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MARTINS, Petronio Garcia, ALT. Paulo Renato Campos. Administração de materiais e
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http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S003476122008000400003&script=sci_arttext
POZO, Hamilton. Administração de recursos materiais e patrimoniais: uma abordagem
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