IBB057_Aula 8 e 9 - ufam

Propaganda
Genótipo e Fenótipo
ECOLOGIA IBB-057
AULA 8 e 9
I. Evolução, Adaptação e Historias de vida
•
•
•
•
•
•
•
Genótipo
Genótipo e Fenótipo
Como atua a seleção natural?
Plasticidade fenotípica
Que são as historias de vida?
Alocação de recursos - em que é melhor investir?
Compromisso entre fecundidade e sobrevivência
Compromisso entre crescimento e sobrevivência
Constituição genética
única de cada
indivíduo produto da
combinação de genes
da mãe e pai
II. Conseqüências ecológicas da reprodução sexual
•
•
•
Reprodução asexual
Os custos e benefícios da reprodução sexual
Seleção sexual, dimorfismos sexual e sistemas de acasalamento
Economia da Natureza, R.E. Ricklefs - Capítulos 9,10,11
Variabilidade
genética na
população
Populações pequenas tem maior
probabilidade de cruzamento entre
indivíduos geneticamente relacionados
(parentes)
Essencial para o processo de
evolução por seleção natural
2
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Como ocorre o processo de Seleção Natural ? Como ocorre o processo de Seleção Natural ?
Três principais processos na evolução por seleção natural:
✓Variação entre indivíduos
✓Herança daquela variação
✓Diferença no sucesso reprodutivo ou ajustamento
As mudanças evolutivas ocorrem
por mudanças nas frequências
dos alelos nas populações
naturais em resposta a fatores
seletivos no meio ambiente
Mudanças evolutivas em uma população podem resultar de
uma mudança ambiental
O processo que cria a seleção é
ecológico
(relação do organismo com o
ambiente)
Alelo: uma das varias formas alternativas de um gene
A sobrevivência diferenciada das formas claras e escuras levou
a mudanças nas suas frequências relativas
3
4
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Como ocorre o processo de Seleção Natural ? Como ocorre o processo de Seleção Natural ?
Artigo publicado em 1955 na
revista Heredity demonstrou a
sobrevivência diferenciada das
duas duas formas de mariposas
Indivíduos capturados por aves
Claras
Escuras
Troncos não poluídos
26
164
Troncos poluídos
43
15
Heredity (1955) 9, 323–342
Biston betularia
Biston betularia
5
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
6
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Como ocorre o processo de Seleção Natural ? Como ocorre o processo de Seleção Natural ?
O experimento de Kettlewell demonstrou como ocorre a
evolução por seleção natural
✓mudança genética (mudança na freqüência de alelos) ao
longo do tempo
É o pool gênico da população que que evolui não
o indivíduo!!!!
A genética populacional é uma subdisciplina que estuda as
mudanças das freqüências genéticas das populações:
• toda população tem variação genética que influencia seu ajustamento
• existe um potencial de evolução para todas as populações
• mudanças no ambiente serão acompanhadas de mudanças evolutivas
Pool gênico: todos os alelos de todos os genes de
todos os indivíduos de uma população
(mudança das freqüências dos alelos e genotipos) ao longo do tempo
• mudanças rápidas e repentinas do ambiente podem levar7 a extinção
8
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
O Fenótipo
Genótipo
Constituição genética
única de cada
indivíduo produto da
combinação de genes
da mãe e pai
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
O Fenótipo
A capacidade do indivíduo responder a variação
ambiental é chamada de plasticidade fenotípica
Fenótipo
Expressão externa
do genótipo na forma
e função de cada
organismo
Um mesmo genótipo pode
expressar um fenótipo diferente
dependendo das condições
ambientais
Todo fenótipo tem uma base genética
O ambiente influencia o Fenotipo?
9
10
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Plasticidade Fenotípica
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
O Fenótipo
Aclimatação:
• é uma mudança reversível na estrutura ou funcionamento
de um organismo em resposta à mudança ambiental
• é uma forma de plasticidade fenotípica
AAcapacidade
capacidae de
deum
umorganismo
organismode
dedesenvolver
desenvolver
diferentes
diferentes
fenótipo
fenótipo
ou se
(respostas
aclimatardiferentes)
dependendo
dodependendo
seu ambiente
doéseu
um ambiente
atributo desenvolvido
é um atributopor
desenvolvido
seleção
por natural
seleção natural
Astronotus ocellatus
Tolerância a ambientes anóxicos e de alta temperatura em
peixes em lagos de várzea na Amazônia
11
Muusze
et al 1998
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
12
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Plasticidade fenotipica
Plasticidade fenotipica
A relação entre o fenótipo do indivíduo e o ambiente e
chamado de norma de reação
Fenotipo B
Cumprimento do peciolo
Geranium carolinianum
Baixa
A
B
Ambiente
Os diferentes ambientes (A e B) produzem uma característica
13
fenotipica diferente
Alta
Plantas de ambientes com muita luz
(pastagem)
Plantas de ambientes com pouca luz
(floresta)
Distância inter-nodal
Fenotipo A
[
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Plasticidade fenotipica
Bell & Galloway
2008
14
Baixa
Baixa
Alta
Alta
Ambiente (Luz)
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Genotipo x Ambiente
Geranium carolinianum
Genotipo
Cumprimento do peciolo
Bell & Galloway 2008
Alta
Distância inter-nodal
Baixa
Baixa
Baixa
Alta
Alta
Ambiente (Luz)
x
Ambiente
Fenotipo
Plantas de ambientes com muita luz
(pastagem)
Plantas de ambientes com pouca luz
(floresta)
As plantas da espeécie Geranium
carolinianum elongam seus
peciolos e a distância entre
nodos
15
em resposta a falta de luz no subbosque da floresta
Quando as respostas das normas de reação são diferentes
existe relação genotipo-ambiente
Genética, plasticidade fenotipica ou relação genotipo-ambiente?
Como saber?
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Historias de Vida
Historias de Vida
Cronologia da vida de um indivíduo
• idade
• maturidade
• número de episódios reprodutivos
• número de filhotes (fecundidade)
• duração da vida (longevidade)
Características de historia de vida
incluem todas as adaptações comportamentais e fisiológicas dos
organismos e as respostas individuais dos organismos a seus
ambientes
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Historias de Vida
Historias de Vida
A historia de vida de um organismo representa uma solução
para o problema de lidar com as condições ambientais
✓ recursos limitados
✓ tempo limitado
✓ sucesso reprodutivo máximo
Tamanhos da ninhada (numero de ovos) entre espécies de
aves de climas temperados e tropicais
Diferentes estratégias evolutivas
Atributos modelados pela seleção natural
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Relações custo - beneficio na alocação de recursos
Características de Historia de Vida
Tempo e energia (recursos) são limitados
Variação ao longo de um
continuo lento - rápido
Compromissos na alocação de recursos / atividade
Dados tempo e recursos limitados, como podem os
organismos usa-los melhor para atingir seu ajustamento
máximo possível?
Vida longa
desenvolvimento lento
maturidade tardia
baixa fecundidade
alto investimento parental
Vida curta
desenvolvimento rápido
maturidade temprana
alta fecundidade
pouco investimento parental
Estratégias
Ker
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Conflito de demanda entre fecundidade, crescimento e
sobrevivência
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Conflito de demanda entre fecundidade, crescimento e
sobrevivência
Porque não ter muitos filhotes sempre?
Sobrevivência do adulto
O investimento parental (na reprodução) afeta a
sobrevivência dos pais
Idade da primeira reprodução:
O que deve favorecer a seleção natural?
Principais problemas de
alocação:
idade de maturidade que resulte no numero máximo possível de
filhotes ao longo do tempo de vida do indivíduo
• Quando começar a
Compromisso entre se reproduzir agora e sobreviver para se
reproduzir mais tarde
reprodução?
• Quão freqüentemente
reproduzir?
Numero de filhotes
• Quantos filhotes produzir?
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Conflito de demanda entre fecundidade, crescimento e
sobrevivência
Conflito de demanda entre fecundidade, crescimento e
sobrevivência
Crescimento e fecundidade:
Fecundidade e sobrevivência:
•
•
O investimento na reprodução afeta a sobrevivência dos adultos
Qual é a solução ótima do conflito sobrevivência - fecundidade?
Depende das condições!
•
Organismos de crescimento continuo (plantas, invertebrados, alguns
peixes, repteis e anfíbios)
•
•
Fecundidade está diretamente relacionada com o tamanho do corpo
Qual é a solução ótima do conflito crescimento - fecundidade?
Depende das condições!
Adultos com baixa
probabilidade de sobrevivência
sobrevivência de filhotes é boa
sobrevivência de filhotes é
baixa
Adulto deve investir na sua
sobrevivência
investir no aumento da
duração da vida
reprodutiva
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
investir fortemente em
filhotes
Estratégias e Historias de Vida
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Estrategias e Histórias de Vida
Organismos semelparos
•
•
Iteroparos: organismo que se reproduzem varias vezes ao longo
de suas vida
organismos que se reproduzem uma vez na vida
organismo cresce por vários anos e depois tem um único evento de
reprodução (algumas plantas, alguns peixes)
Agave é uma planta semelpara
A morte é uma consequência direta da
adaptação para maximizar o sucesso
reprodutivo
Semelparos: organismos que se reproduzem uma vez na vida (não é o
mesmo que uma historia de vida anual)
- em alguns casos associado a organismos de habitats secos
(altamente variáveis)
Um ambiente variável favoreceria qual tipo de
estratégia (semelpara ou iteropara)?
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Sexo e Evolução
Estrategias e Historias de Vida
Outros organismos semelparos...
Salmão do Pacífico
Tachigalia versicolor
Magicicada
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Família Pipridae
Sexo e Evolução
A reprodução é o objetivo central da historia de vida de
um indivíduo
Como as funções sexuais
influenciam a modificação
evolutiva dos organismos e
muitos dos comportamentos
nos indivíduos?
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Sexo e Evolução
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Reprodução asexual
reprodução sexuada: uma gameta macho e uma gameta
fêmea se unem na fertilização e formam uma única célula
chamada zigoto
Propagação vegetativa em plantas
A reprodução sexual mistura o material genético de dois
indivíduos
Novas combinações de genes na prole
• Sem variabilidade genética entre indivíduos (clones)
• Poucas chances de adaptação dessa espécie a
situações novas
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Reprodução asexual
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Reprodução asexual
Algumas animais simples se reproduzem asexualmente
Partenogénesis: formação de óvulos diploides, as
células de germinação se desenvolvem diretamente em
células de óvulos sem passar pela meiose
Todos os óvulos de um indivíduo são geneticamente idênticos
• Sem variabilidade genética entre indivíduos (clones)
• Poucas chances de adaptação dessa espécie a
situações novas
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
• Sem variabilidade genética entre indivíduos (clones)
• Poucas chances de adaptação dessa espécie a
situações novas
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Reprodução asexual
Sexo e Evolução
Autofertilização: ocorre em indivíduos que tem ambos
órgãos sexuais e produzem gametas femininas e
masculinas (podem fazer autofertilização)
Reprodução sexuada e asexuada são ambas estratégias
de historia de vida viáveis
...mas a reprodução sexual tem um custo!
•
•
•
...muitas vezes a autofertilização é
impedida por uma autoincompatibilidade
dos genes(SI)
manutenção dos órgão reprodutivos
produção de gametas
acasalamento
Atividades que demandam tempo e recursos
A reprodução sexual evoluiu como uma forma de manter a
variabilidade genética e responder através de evolução a
ambientes variantes
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Sexo e Evolução
Sexo e Evolução
Vantagens da reprodução sexual:
• variabilidade genética da progênie
• eliminação de mutações com efeitos negativos
A reprodução sexuada é a regra entre os organismos
multicelulares
Hipótese da Rainha Vermelha
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Sexo e Evolução
•
alta taxa de exocruzamento em plantas atacadas por um a
variedade maior de patógenos
•
em planarias, os indivíduos que se originarem por reprodução
sexual estavam menos infestados com protozoários parasitas
Hipótese da Rainha Vermelha
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Sexo e Evolução
Funções sexuais normalmente estão associadas aos
diferentes sexos (machos e fêmeas)
Hermafroditas: ambas funções ocorrem no mesmo
indivíduo, de forma simultânea ou sequencial
Plantas dióicas: apresentam flores masculinas e femininas y
sexos separados em indivíduos diferentes
• A maioria das populações são
exocruzadas (a fertilização
acontece entre gametas de
indivíduos diferentes)
• comum entre animais
aquáticos, sedentários que
descartam suas gametas na
água ou no ambiente (pouco
investimento em acasalamento
e cuidado parental)
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Plantas monoicas: apresentam flores masculinas e
femininas no mesmo indivíduo
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Razão sexual dos filhotes
Mecanismos da determinação sexual
O que determina o sexo de um filhote?
Ajustamento relativo de machos e fêmeas pode ser diferente
...dependendo das chances de sobrevivência de
filhotes fêmeas ou macho os pais poderiam controlar
a proporção relativa de ambos sexos entre seus
filhotes?
Razão sexual pode responder à influencia do ambiente
• componentes genéticos
cromossomos X e Y em mamíferos leva a
proporção 50% entre sexos (XX e XY)
razão sexual 1:1
....mas esse é o final da história? não!!!!
• muitos fatores podem alterar a razão sexual em um
sistema X Y
• em aves e borboletas: fêmea tem o conjunto de
cromossomos XY e pode controlar quantos óvulos serão X
e quantos Y
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Mecanismos da determinação sexual
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Mudanças Climáticas
•algumas espécies de peixes: o sexo dos
filhotes e controlado pelo ambiente social
• algumas espécies de tartarugas e lagartos:
o sexo dos filhotes e controlado pelas
condições ambientais (temperatura).
✓ovos que se desenvolvem em
temperaturas altas: fêmeas
Mudança na razão de sexos
✓ovos que se desenvolvem em
temperaturas baixas: machos
Populações de 1 sexo
Quais seriam os efeitos das mudanças climáticas?
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Mecanismos da determinação sexual
Por que na maioria dos animais a razão sexual é 1:1 ?
Bickford et al 2010, Biod. Cons.
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Sistemas de acasalamento
Sistema de acasalamento: descreve como machos e fêmeas
de uma população se organizam e interagem para a reprodução
Seleção dependente de freqüência
F
M
F
M
F
F
F
Machos tem maior sucesso
reprodutivo
o sexo mais raro contribui
em media com mais
conjuntos de seus genes
para a próxima geração
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Lobos marinhos tem um sistema de acasalamento polígamo
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Sistemas de acasalamento
Poligamia: um único indivíduo de um sexo forma ligações
duradouras com mais de um indivíduo do sexo oposto
Sistemas Poligínicos são os mais comuns (um
macho com muitas fêmeas)
Sistemas Poliándricos são raros (uma fêmea com
muitos macho)
Gavião de Galápagos
tem um sistema
poliándrico
Sistemas de acasalamento
Monogamia: união entre um macho e uma fêmea que
persiste pelo período que é exigido para criar seus
filhotes, ou até que um deles morra
A monogamia social nem sempre resulta em
monogamia genética!
Copulação Extra-par: em algumas espécies monógamas
a prole contem filhotes produzidos por um macho diferente
Guarda de acasalamento por parte dos
machos!
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Seleção sexual e dimorfismo sexual
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Seleção sexual e dimorfismo sexual
Seleção sexual: seleção de
um sexo pelas características
especificas no indivíduo do
sexo oposto
Os machos tem
características que indicam
a qualidade do macho
Os machos devem se
mostrar
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
• Dimorfismo sexual
• Sistemas de acasalamento
complexos
Cephalopterus penduliger - Colombia e Ecuador
Prof. Cintia Cornelius - UFAM
Download