A origem: Teoria da Endossimbiose

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A origem: Teoria da Endossimbiose
A capacidade de multiplicação dos plastos e suas semelhanças bioquímicas com os seres procariontes
atuais sugerem que essas organelas tiveram como ancestrais bactérias fotossintetizantes primitivas, que
há centenas de milhões de anos estabeleceram uma relação de cooperação com células eucariontes. No
decorrer do processo evolutivo, a dependência entre os dois tipos de organismos teria se tornado tão
grande que as bactérias fotossintetizantes e a célula eucarionte hospedeira perderam a capacidade de
viver isoladamente.
A teoria da endossimbiose acredita que as mitocôndrias e cloroplastos são organelas derivadas da
interação entre um organismo procarionte ancestral aeróbio e um um organismo unicelular anaeróbico, já
com carioteca. Supõe-se que os primeiros eucariontes tinham por hábito englobar báctérias como
alimento. Em algum momento da evolução desses organismos, algumas bactérias, que já tinham a
capacidade de realizar a respiração, foram mantidas no citoplasma dos eucariontes sem serem
degradadas. Essas bacterias teriam sido mantidas por beneficiarem os eucariontes, realizando para eles a
respiração e os eucariontes lhes proporcionava proteção e nutrientes. Essa relação biótica com benefício
para ambos os indivíduos (mutualismo) teria se perpetuado, e essas bactérias teriam dado origem às atuais
mitocôndrias.
Algum tempo depois, alguns eucariontes iniciaram outra relação simbiótica, desta vez com cianobactérias.
Estas realizavam a fotossíntese e dele recebiam proteção e matéria-prima. Essa relação mostrou-se tão
vantajosa que se perpetuou, e essas cianobactérias teriam dado origem aos atuais cloroplastos.
A Teoria endossimbiótica foi popularizada por Lynn Margulis em 1981 em seu livro Symbiosis in Cell
Evolution. Algumas evidências que dão suporte a tal teoria são:
1. · Mitocôndrias e cloroplastos possuem DNA, RNA e ribossomos próprios.
2. · Tanto as mitocôndrias como os cloroplastos possuem DNA bastante diferente do que existe no
núcleo celular e em quantidades semelhantes ao das bactérias;
3. · Ambas as organelas se encontram rodeados por duas ou mais membranas e a mais interna tem
diferenças na composição em relação às outras membranas da célula e semelhanças com a dos
procariontes;
4. · Muito da estrutura bioquímica dos cloroplastos, como por exemplo, a presença de tilacóides e tipos
particulares de pigmentos, é muito semelhante aos das cianobactérias;
5 · Tanto as mitocôndrias como os cloroplastos possuem genomas muito pequenos, em comparação com
outros organismos, o que pode significar um aumento da dependência destes organelos depois da simbiose
se tornar obrigatória, ou melhor, passar a ser um organismo novo.
Fonte: http://plastosbiologia.blogspot.com.br/2011/06/origem-teoria-da-endossimbiose.html
Por que Bicamada?
Os fosfolipídios, moléculas que formam a membrana plasmática, possuem a seguinte conformação:
A região polar, também chamada “hidrofílica” (hidro = água, filia = afeição), tem “afeição” com as moléculas
de água, interage com elas. Já a região apolar, ou hidrofóbica, repele a água completamente. Por conta desta
característica, o fosfolipídio tende a agrupar-se de forma que suas “cabeças” sempre estejam voltadas para o
meio externo, onde há água, e seus “corpos”, sempre para um meio onde não haja água. Este meio sem água é
criado a partir da aproximação dos “corpos” entre si, formando uma bicamada que impede que haja água em
seu interior. É por isso que os fosfolipídios geralmente encontram-se em camadas duplas.
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