CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA DE CEPAS DE LEISHMANIA EM

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CARACTERIZAÇÃO GENÉTICA DE CEPAS DE LEISHMANIA EM CÃES
Teillor Machado Souza1; Fábio Santos Carvalho²; Haniel Cedraz de Oliveira²; Amauri Arias Wenceslau3;
¹ Discente do Curso de Medicina Veterinária DCAA/UESC, [email protected]; ²Pós-Graduação em Ciência
Animal DCAA/UESC; ³Docente do Curso de Medicina Veterinária DCAA/UESC
Palavras-Chave: Variabilidade Genética; Bahia; Leishmaniose
INTRODUÇÃO
A leishmaniose é uma zooantroponose distribuída mundialmente causada pelos protozoários do gênero
Leishmania que podem acometer o homem, canídeos domésticos e silvestres entre outros, tem como vetor
o díptero hematófago pertencente à família Phlebotomidae, embora haja relatos de outras formas de
transmissão, nas Américas essa transmissão entre os animais e o homem por intermédio da picada das
fêmeas de espécies distintas de flebotomíneos (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae) pertencentes ao
gênero Lutzomyia. As leishmanioses apresentam-se sob duas formas clínicas distintas: a leishmaniose
tegumentar ou cutânea (LT / LC), que acomete pele e mucosas, e a leishmaniose visceral (LV), que causa
comprometimento de órgãos internos, especialmente o fígado e o baço. A forma tegumentar ou cutânea da
doença é descrita da ponta sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina, com exceção de Chile e Uruguai.
No Brasil, sete espécies que causam a doença são reconhecidas, sendo como as mais importantes a
Leishmania braziliensis e Leishmania amazonensis. Já a forma visceral, causada por Leishmania infantum
chagasi, por sua vez, é uma doença de evolução crônica e, na América Latina, tem sido relatada em pelo
menos 12 países, com 90% dos casos da doença no continente concentrada no Brasil. Objetivou-se
investigar a variabilidade genética inter e intra específica de cepas de Leishmania infantum (Leishmania
chagasi) e Leishmania braziliensis isoladas em cães de áreas endêmicas no estado da Bahia.
MATERIAL E MÉTODOS
Para a análise de variabilidade genética foram utilizados entre 2 e 5mL de sangue de 30 cães de 8
municípios do Estado da Bahia que apresentam diferentes características geo-climáticas e sociais,
distribuídos entre os municípios de Eunápolis, Ipiaú, Dias d´Àvila, Jequié, Vitoria da Conquista, Conceição
do Coité, Brumado e Barreiras. Dentre os métodos realizados para análise de variabilidade foram utilizadas
os "primers" MC1 5’-GTTAGCCGATGGTGGTCTTG-3´ e MC2 5’-CACCCATTTTTCCGATTTTG-3’, para
amplificação do DNA do cinetoplasto. Após a amplificação do DNA, as amostras foram submetidas à
digestão com as enzimas BgL II, RsaI (AflI), DdeI, VspI (AseI), Bme1390 (BssKI), HaeIII e HapII. Para
reação de digestão foram utilizados tampão a 1X, 2U de enzima e, aproximadamente, 100ng de amplicon.
Os resultados foram visualizados em gel de agarose 3 e 3,5% e corados com Syber® Safe DNA Gel Stain.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Foram encontradas variabilidades genéticas entre as populações dos animais estudados, sendo possível
identificar os genótipos de cada bioma analisado. Os genótipos com mais frequência foram A, B e C
apresentando mais de 70% quando analisados com as enzimas BgL II, RsaI (AflI), DdeI, VspI (AseI),
Bme1390 (BssKI), HaeIII e HapII. Os biomas estudados apresentaram variabilidade genética para os
genótipos A, B, C, D, E, F, G, H, I e J. A área de transição entre Caatinga e Mata Atlântica apresentou-se
mais variável entre os biomas, contendo quase todos os genótipos.
CONCLUSÃO
Com esse trabalho pode-se concluir que mecanismos raros de troca de material genético e pequenas
mutações podem justificar a variabilidade encontrada nas subpopulações, apesar do parasito reproduzir-se
de forma assexuada.
AGRADECIMENTOS
À FAPESB pelo financiamento do projeto e bolsa de Iniciação Científica, à UESC pelo espaço físico.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BASANO, S. A.; CAMARGO, L. M. A. Leishmaniose tegumentar americana: histórico, epidemiologia e
perspectivas de controle. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 7, n. 3, pp. 328-337, 2004.
BATISTA F. M. A., et al., Leishmaniose: Perfil Epidemiológico Dos Casos Notificados No Estado Do Piauí
Entre 2007 E 2011. Revista Univap, São José dos Campos-SP-Brasil, v. 20, n. 35, jul.2014.
COUTINHO, S. G. et al. Leishmaniose tegumentar americana. Jornal Brasileiro de Medicina, Rio de
Janeiro, v. 41, pp. 104-118, 1981.
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