México - DSI – 13º MINIONU

Propaganda
MÉXICO
Contexto:
Os Estados Unidos Mexicanos, ou México, como popularmente o conhecemos,
é um Estado moderno com uma história rica que antecede o calendário gregoriano. A
região da Mesoamérica foi o berço de várias das grandes civilizações antigas. Existem
traços marcantes de civilizações que já plantavam, caçavam e se organizavam
socialmente há dez mil anos atrás: estas mesmas civilizações viriam a resultar nos
misteriosos impérios dos Astecas, Maias, Toltecas e Olmecas, entre outros.
A descoberta do México ocorreu em decorrência das explorações dos
espanhóis na região, que vinha se expandindo desde 1492. Em 1511, um naufrágio de
um navio espanhol deixou apenas dois sobreviventes, que anos mais tarde
conseguiriam entrar em contato com outros exploradores espanhóis, que por sua vez,
organizaram uma expedição às terras do sul do México. Desde a descoberta da região
do México, as expedições dos espanhóis tinham como objetivo a expansão territorial e
a erradicação das nações nativas. A campanha espanhola contra os astecas culminou
na captura de Tenochtitlan e a instauração da colônia, que passava agora a se chamar
Nova Espanha. Os descendentes destes povos até hoje compõem grande parte da
população mexicana, os mestiços (descendentes das uniões entre espanhóis e
nativas), e várias ruínas de cidades ainda existem e servem como pontos turísticos,
mas suas nações não sobreviveram.
A independência do México foi conquistada apenas em 1821, após vários anos
de batalhas e levantes contra a coroa espanhola. Declarou-se, então o Império do
México, sob o governo de Agustín de Iturbide. No entanto, uma série de generais
mexicanos decididos a derrubar a monarquia e instaurar a república logo iniciaram um
movimento para depor o imperador, e obtiveram sucesso no ano de 1824. Nascia,
então, uma república federativa sob o nome de Estados Unidos do México. Apesar da
declaração da república, seguiu-se um período de instabilidade política, marcada por
medidas drásticas e ditatoriais (como por exemplo a anulação da Constituição de
1824).
Foi ainda no século XIX que iniciaram-se as tensões com os Estados Unidos.
Colonizadores americanos passaram a montar comunidades nas cidades ao norte do
México, o que escalou as tensões nas fronteiras. Este período é conhecido, na história
dos Estados Unidos, como a Conquista do Oeste, ou Velho-Oeste, exaustivamente
retratado em filmes clássicos de Hollywood. Estas tensões resultaram em uma guerra,
com vitória dos Estados Unidos, que obtiveram, como um dos ganhos, o Estado do
Texas.
Em 1861, o Império da França invadiu o México, instaurando ali, novamente,
um império (embora não seja correto dizer que anteriormente o período configurava
uma república, visto que adequava-se mais aos moldes de uma ditadura). Embora os
interesses franceses na região fossem mais brandos (com preocupações com o povo
mexicano e cessão dos maus tratos à população, em detrimento da mera exploração
de riquezas naturais), os liberais mexicanos não aceitavam uma nova monarquia, e os
conservadores recusavam a ideia de uma monarquia limitada. Assim, em 1867,
instaurou-se novamente a república.
Mais uma vez, a república marcou-se por medidas ditatoriais, ainda que
acompanhadas por uma modernização relativa nas áreas da saúde e economia. Em
1910, diante de um quadro político instável, o ditador Porfírio Díaz, acreditando não
haver oposição suficientemente poderosa, decide realizar novas eleições. Para seu
espanto, uma grande camada da população passa a apoiar o acadêmico Francisco
Madero. Para evitar sua queda, o governo de Díaz fraudou as eleições com resultados
falsos: Díaz seria reeleito com a maioria esmagadora dos votos. A população então
iniciou a Revolução Mexicana, marcada por figuras ilustres como Pancho Villa e
Emiliano Zapata.
O fim da revolução, em 1929, colocou no poder o Partido Revolucionario
Institucional (PRI), que curiosamente permanerecia no poder pelos próximos 71 anos.
Neste
mesmo
período
houve
o
milagre
econômico mexicano, processo encabeçado
pelo governo do México no intuito de modernizar
o país e estabilizar a economia. Durante a
Segunda
Guerra
Mundial, o
México teve
participação modesta, ao lado dos americanos,
contra o Japão. A economia mexicana sofreu um
forte
baque
em
1970,
acompanhado
por
insatisfação pública com o governo, o que
resultou no Massacre de Tlatelolco, em 1968. A
crise
econômica
terminou
com
auxílio
americano, incluindo a entrada do México no
NAFTA, que é um bloco econômico atualmente composto por Estados Unidos,
Canadá e México.
Ainda no período de 1960, o México procurou desenvolver tecnologias para
enriquecimento de urânio para fins bélicos, e obteve sucesso: desde 1974 o país tem
capacidade e materiais para produzir armamentos nucleares. No entanto, oficialmente,
o país afirma não adquirir ou tentar adquirir armamentos desta natureza, inclus ive em
função do Tratado de Tlatelolco, assinado no México em 1967. Em 2010, o México
concordou em entregar seu urânio enriquecido para os Estados Unidos, mas esta
medida ainda não foi aprovada pelo Congresso Mexicano.
De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica, é possível que o
México possua armas nucleares ou tenha interesse em adquiri-las, visto que suas
instalações nucleares são fiscalizadas e controladas pelos militares. Estima-se que o
México pode ter participado no teste nuclear conhecido como o “Incidente Vela”. Esta
hipótese, no entanto, jamais foi confirmada.
Desde 2000, quando o Partido Revolucionario Institucional deixou o poder, as
eleições têm sido competitivas e conturbadas, com diversos recursos e pedidos de
recontagem dos votos. Atualmente, não é diferente: no mês de Julho do ano de 2012,
as eleições do México são foco de atenção da mídia internacional, visto que o
candidato mais popular e vencedor das eleições, Enrique Peña Nieto, que marca o
retorno do PRI ao poder, foi acusado de lavagem de dinheiro, e o principal partido
concorrente (que esteve no poder de 2000 a 2011) acusou uma fraude eleitoral,
demandando a anulação do resultado. Haverá, portanto, uma sessão no tribunal
eleitoral mexicano que decidirá se o presidente eleito no ano de 2012 é, de fato,
Enrique Peña Nieto.
Parceiros Comerciais:
Importações: Estados Unidos, China
Exportações: Estados Unidos, Canadá
Tratados Relevantes:

Tratado sobre Proibição Parcial de Testes Nucleares – assinado e ratificado
(1963)

Tratado de Tlatelolco – assinado e ratificado (1967)

Tratado do Espaço Exterior – assinado (1967) e ratificado (1968)

Tratado de Não-Proliferação – assinado (1968) e ratificado (1969)

Tratado de Controle de Armas no Leito Marítimo – ratificado (1984)

Tratado para a Proibição Completa dos Testes Nucleares – assinado (1996)
e ratificado (1999)
Download