Filosofia com crianças: a teoria e a prática.

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Filosofia com Crianças: a teoria e a prática
Resumo
Angélica Silva Costa ([email protected]), Caroline Mendes de Carvalho
([email protected]) e Luciana Xavier de Castro ([email protected]) ,
graduandas de filosofia na Universidade Federal de Uberlândia. Filosofia com Crianças:
a teoria e a prática. O ensino de filosofia com crianças não possui os mesmos pressupostos
teóricos e práticos do ensino médio e do ensino superior. Não se trata de ensinar história da
filosofia ou temas de filosofia, mas ensinar a filosofar, no sentido de estimular o
pensamento e a reflexão sobre diferentes áreas como a lógica e a ética. Além disso, é
preciso refletir os modos de ensinar filosofia. As brincadeiras, os jogos de regras e os
diálogos são estratégias didáticas que permitem a prática do filosofar com crianças. Por
fim, é preciso refletir sobre o conteúdo desse filosofar a ser praticado com e pelas crianças,
por isso, estabelece-se uma crítica ‘a obra de Matthew Lipman. Bibliografia: WAKSMAN,
Vera. Da tensão do pensar: sentidos da Filosofia com crianças: Ensino de Filosofia,
perspectivas 1.ed. Belo Horizonte, Autêntica, 2005. RENÊ, José, T. Silveira. A capacitação
do professor no “programa de Filosofia para crianças” de M. Lipman: abordagem crítica:
Ensino de Filosofia, perspectivas 1.ed. Belo Horizonte, Autêntica, 2005. PULINO, L.H.C.
Z.A brincadeira, o jogo, a criação: crianças e adultos filosofam: Ensino de Filosofia,
perspectivas. 1.ed. Belo Horizonte, Autêntica, 2005.
Brincadeiras e Jogos de Regras
Definir o que é ser criança, é uma preocupação de algumas áreas do conhecimento,
como a psicologia e a pedagogia. Para Piaget, por exemplo, o desenvolvimento do ser
humano acorre por meio de etapas, o qual nas primeiras etapas, ainda está incompleto,
contudo, está em constante desenvolvimento. A maioria dessas teorias, inclusive no sensocomum, entende criança como um ser humano em desenvolvimento, dependente dos
adultos.
A criança vive sobre os olhares dos adultos em diversas situações de sua vida. Todas
as regras do seu viver, são ditadas pelos mais velhos, seja na família , na escola, instituições
religiosas, enfim, em todos os atos da vida social. Ela é constantemente preparada para ser
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inserida dentro do contexto social, para desenvolver-se. A educação dada à criança é para
inseri-la socialmente, até tornar-se adulto.
Contudo, há uma ação própria da infância que consiste em inventar um mundo só
dela, independente do mundo dos adultos. Ela parte do que já conhece para criar novas
situações de forma fantasiosas, mas com efeitos reais que a ajuda a conhecer e entender o
mundo onde ela vive. Essa ação é a brincadeira e os jogos de regras.
A criança brinca com o que lhe parece ser interessante. Desde os primeiros meses de
vida ela começa a perceber o mundo e a aprender sobre este, transformando os objetos no
qual ela tem contato em brinquedos; em instrumentos de brincar . Às vezes, ela utiliza um
objeto para brincar, mas pode ser algo mais abstrato como uma música, uma fala ,uma
expressão popular ou científica. Por meio da brincadeira ela inventa um mundo novo, para
entender o mundo real.
Lembremos de um seriado a TV Cultura “O mundo da Lua” , em que, o personagem
principal, Lucas, de 10 anos, cria e constrói sempre um mundo imaginário, onde tudo é
possível. Sempre que surge uma dúvida a respeito de algo que o incomoda, ele cria por
meio de uma brincadeira um mundo novo, que o possibilita criar responder suas próprias
perguntas, sem precisar da ajuda de um adulto.
Nos jogos de regras, as normas do jogo já vêm prontas, normalmente definidas por
um adulto. Entretanto, as crianças sempre inventam um jeito novo de jogar, e interpretam
as regras à sua maneira criando novas possibilidades. Mesmo quando há a supervisão de
um adulto, nota-se com freqüência que as respostas “prontas” dadas às possíveis dúvidas
das crianças, não as satisfazem. Elas sempre querem saber mais e inventar mais.
A brincadeira do faz de conta, permite a criança entender, por exemplo, como se
comportam os animais, como é ser um bombeiro, um policial, em fim, tudo aquilo que não
faz parte da sua vivência. A brincadeira é portanto algo próprio da infância, um instrumento
cognitivo que permite a criança compreender o mundo que a cerca.
No âmbito educacional, a prática da brincadeira e dos jogos de regras, possibilita a
criança a desenvolve sua autonomia cognitiva, sua capacidade de ir em busca do
conhecimento, de saciar suas dúvidas. Na Pedagogia da Autonomia (1996) , Paulo Freire já
ressalta a importância de os professores incentivarem a autonomia cognitiva do aluno,
como fundamental para seu desenvolvimento. Na educação infantil os materiais
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pedagógicos, são basicamente utilizados pelos educadores, como brinquedos que
possibilitam as crianças desenvolverem seu raciocínio e sua capacidade de aprenderem por
si só, mesmo que haja a supervisão do adulto.
O filosofar com crianças por meio da brincadeira:
A Filosofia na educação infantil, é uma prática muito recente nas escolas. Por esse
motivo, causa estranhamento a aqueles, principalmente filósofos, que não tiveram contato
com esse novo campo. São questionamentos freqüentes, como por exemplo, como ensinar
Filosofia para crianças? As crianças têm capacidade de aprenderem Filosofia? Tais
perguntas podem ser tomadas como preconceitos, advindos das teorias que concebem a
criança como um ser incompleto, consequentemente incapazes de aprender conceitos tão
abstratos quanto os da Filosofia.
A expressão Filosofia para crianças teve sua criação com os estudos de Matthew
Lipman, que é um dos grandes pesquisadores da inclusão do ensino de Filosofia na
educação infantil. Suas obras têm como objetivo preparar a criança para a reflexão e para o
exercício do pensamento, o que se dá por meio das próprias indagações das crianças a cerca
dos objetos que estão em sua volta e que lhes causa “espanto”. Ao iniciar o estudo sobre a
inclusão de Filosofia na educação infantil, Lipman nos responde sobre os preconceitos
apresentados por aqueles que não acreditam ou que duvidam da possibilidade de um
filosofar na infância.
A filosofia na educação infantil, não tem por objetivo ou por método, ensinar as
crianças a história da Filosofia, ou apresentá-las às grandes correntes filosóficas; mas sim
de prepará-las a filosofia. Essa preparação se dá por meio da indagação, ou seja, da
pergunta, que levará a investigação daquilo que se deseja saber. Essa prática conduz a uma
reflexão filosófica, e a uma preparação para Filosofia da academia, pois a criança
desenvolve seu pensamento, seu raciocínio lógico e crítico; ela apreender a pensar
corretamente.
Nesse contexto, há uma crítica da pesquisadora Pulino, autora do artigo A brincadeira,
o jogo, a criação: crianças e adultos filosofam (2005). O ensinar a filosofar proposto nas
obras de Lipman, são alvos de crítica da autora em questão. Ela propõe um filosofar com
crianças e não um ensinar a filosofar por meios de métodos prontos, que não exploram a
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autonomia investigativa da criança. Caso a filosofia na infância seja feita da segunda
maneira, ela se torna um dogma e não cumpre o que propõe, que é justamente levar a
criança a desenvolver seu raciocínio autônomo reflexivo. Conforme Pulino, só é possível
essa prática, ou seja, filosofar com crianças, quando os adultos se comportam como
crianças e vão em busca de respostas para seus questionamentos.
Mas como filosofar com crianças? A brincadeira e os jogos de regras são, segundo
Pulino, uma das maneiras mais proveitosas de atrair a criança para o mundo da reflexão
filosófica. Pois parte de uma vivência da própria criança, para resolver problemas e
questões elaborados por elas mesmas, em que, elas buscam suas próprias respostas. É nesse
sentido que os adultos devem entrar na brincadeira.
A brincadeira é utilizada na prática filosófica como meio de aprender a investigar, de
raciocinar reflexivamente, de construir os seus próprios conceitos e de desfazê-los. Nesse
processo de filosofar brincado, a criança desenvolve um espírito crítico sobre tudo aquilo
que lhe é imposto pela sociedade; por exemplo, em um jogo de perguntas e respostas, em
que, o que se quer saber é: o que só meninos usam? Com essa brincadeira por exemplo, a
criança e até mesmo o adulto, reflete sobre seus conceitos, descobre o que o outro pensa
sobre esse assunto e chega a uma idéia, que nesse caso pode levar a eliminar preconceitos
sobre o que é ser do sexo masculino.
A prática da investigação filosófica com o Jogo da Caixa:
Para essa brincadeira é necessário o uso de uma caixa de preferência de cor neutra.
Coloque no interior da caixa, um ou vários objetos. Para realizar a brincadeira, posicione os
alunos em um círculo fechado e peça para eles passarem a caixa um por um. O objetivo do
jogo é que eles descubram o que tem na caixa, mas para isso é preciso, seguirem as regras;
são elas:
1. Não podem abrir a caixa
2. Devem sacudir a caixa, para utilizarem audição.
3. Pelo tato, verificarem o peso da caixa
4. Pela visão verificarem o tamanho da caixa
5. Após essa percepção, os alunos devem fazer um pergunta investigativa para
tentarem descobrir o que tem na caixa.
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6. Cada aluno só pode fazer uma pergunta, ao estar com a caixa na mão.
7. A professora responde apenas sim ou não (por exemplo: o aluno pergunta: é algo
para alimentar? A professora responde: não).
8. Após a caixa passar pela mão de todos da roda, e todos já fizeram suas perguntas
investigativas, os alunos devem analisar todas as perguntas e respostas dadas, e por
meio de eliminação falar finalmente o que tem na caixa.
Essa brincadeira permite experimentar tudo que foi discutido acima sobre a prática do
filosofar com crianças por meio da brincadeira. As crianças começam primeiro com uma
curiosidade acerca de algo novo para elas, a caixa fechada. Os primeiros contatos por meio
dos sentidos levam-nas a fazerem perguntas; que é o ponto inicial de qualquer reflexão
filosófica. A partir daí iniciam uma investigação. Elas levantam as possibilidades, ligam as
varias perguntas e repostas por meio de um raciocínio lógico e chegam a uma conclusão.
Essa é uma forma de exercitar a reflexão filosófica.
Prática pedagógica na aula de Filosofia: as diferenças entre o debate e o diálogo.
A outra forma de exercitar a reflexão filosófica é por meio do diálogo o qual não se
confunde com o debate. Para Waskman, a filosofia tem um caráter investigativo, ou seja,
ela questiona, propõe formulação de hipóteses e tem aspiração pelo verdadeiro
entendimento. É necessário, portanto, que a investigação filosófica seja dialogada entre um
grupo de pessoas cujas opiniões diferentes geram tensão e deixam o filósofo indagando
mais a respeito do que havia proposto. Ao remeter a palavra “tensão” ela deve ser entendida
como algo que têm pólos opostos, ou seja, que impulsionam em sentidos contrários. A
autora dá o exemplo do instrumento de cordas: só há som quando há a tensão entre a corda
e os dedos. Isso quer dizer que para haver uma problemática, deve, necessariamente,
apresentar idéias distintas que possam ser trabalhadas, pensadas. Nesse sentido, então, isso
pode nos remeter à prática pedagógica muito utilizada, com crianças e jovens, que é o
debate em sala de aula.
No entanto, como se trata, de uma aula de filosofia, o debate não é um recurso
muito satisfatório. Como já citado, a filosofia não tem a pretensão de dar respostas exatas.
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Ela é o ato do pensar, do indagar, da formulação de perguntas sem necessariamente precisar
de uma resposta imediata. Poderíamos, assim, substituir a expressão “debate em sala de
aula” por “diálogo em sala de aula”.
O diálogo, na sala de aula, requer disposição dos alunos que conversam para escutar
uns aos outros, sem haver julgamentos de cada idéia apresentada, ou seja, se estão corretas
ou erradas, sem querer impor alguma regra ou verdade, se autocorrigir ou mesmo modificar
seu pensamento.Ele gera tensão entre o questionamento e a resposta, pois a resposta não é
suficiente, não resolve e nem conclui, ela pode ser palco para outros questionamentos.
Nesse sentido, a pergunta gera uma resposta e a resposta gera uma pergunta, ou seja, o
dialogar é uma dialética, e não precisa ser concluído com um consenso ou uma resposta
única.
O diálogo gera-se, constrói-se e cresce na intertroca, mas não
necessita ‘fechar-se’, chegar a uma conclusão ou resposta com a
qual todos concordem: no diálogo explicitam-se as diferenças, mas
não se aponta para a sua dissolução, superação ou para deixá-las de
lado, porque o que se privilegia é a tensão que o pensamento gera,
com o próprio eu e com os outros. (WAKSMAN, 2005,180)
O mais importante dos problemas filosóficos apresentados em sala de aula e
dialogados é que faz com que a criança aprenda a pensar, mas também a ouvir, interagir
permitindo que todos reflitam sobre tudo o que foi dito sem obrigarem-se a memorizar a
resposta pronta de uma conclusão.
Críticas ao método da educação filosófica para crianças de Lipman.
A reflexão sobre o filosofar por meio de jogos e brincadeiras e do diálogo nos
conduz a uma critica ao método de Lipman proposto por Silveira. Na década de 60, o
filósofo norte-americano Matthew Lipman sistematizou um programa de ensino de filosofia
para crianças, com o qual pretendia reformar o sistema educacional americano, a seu ver até
ali incapaz de promover o desenvolvimento adequado do raciocínio e da capacidade de
julgar dos alunos. Para tanto, segundo Lipman, a prática da filosofia era indispensável.
Além de buscar fundamentar teoricamente o papel da filosofia na educação das crianças, o
autor desenvolveu uma metodologia e um currículo específicos, destinados às escolas.
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Dessa forma, institucionalizou uma nova área de interesse da educação (e por que não
dizer, da própria filosofia?): o de fazer filosofia com crianças.
A proposta, que chegou ao Brasil na década de 80, é atualmente aplicada em mais
de 30 países do mundo, tendo inspirado críticas e alternativas. Da mesma forma, muitos dos
estudos, dissertações e teses a que deu origem pretendem hoje questionar suas bases, sua
metodologia e prática.
Podemos observar que a Comunidade de Investigação proposta pelo método de
Lipman tem por fundamental o diálogo. Obviamente, não se trata de um diálogo simples ou
qualquer, mas algo “criterioso e equilibrado”. Fatores que enfatizam a importância do papel
do professor no desempenho lógico dos alunos, promovendo através de tais exercícios a
aprendizagem do pensar. Porém, tal método nos desperta a seguinte questão: Até que ponto
a função do professor é algo que constitui garantia suficiente na “Comunidade de
Investigação” de que não cairá num processo manipulador ou de doutrinação?
De acordo com Silveira, o método de Lipman não anula ou elimina a doutrinação,
mas a dissimula, o que a torna mais eficaz. Tal método, proposto pelo material didático
realiza nada mais ou nada menos que a internalização da ideologia dominante.O que
significa cumprir com uma função política, uma vez que procura “educar crianças” de
modo a internalizar valores, comportamentos, etc, considerados ideais para a sociedade. O
que seria a produção de “bons cidadãos” que internalizam, aceitam, obedecem e cumprem.
A doutrinação ou dogmatismo, certamente, é uma questão muito delicada, pois
quem quer que ensine, ensina valores. A transmissão de valores, inevitável em si é
necessária e até certo ponto desejável. Dessa forma, precisamos reconhecer que
independente à consciência do professor e das crianças, em ambos há um princípio de
doutrinação. Afinal, ao chegarem à escola, crianças e professores trazem consigo valores,
opiniões, crenças, visões de mundo que constituem elementos ideológicos da sociedade;
devemos considerar que nem mesmo os materiais didáticos do Programa de Lipman fogem
a tal situação. “...É o risco que define a função docente: será que fiz tudo para fazer dos
meus alunos os homens que eu desejaria que eles fossem?” (SNYDERS, 1984, 29). Assim,
segundo Silveira, Lipman se preocupa em descrever como “deve ser” uma educação
filosófica para crianças, partindo de quatro conceitos: filosofia, investigação, diálogo e
educação democrática. Segundo o autor, faz-se filosofia quando se praticam regras que se
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definem pelos parâmetros lógicos e meta cognitivos de um diálogo ou uma investigação.
Identifica também como filosóficas as perguntas que questionam um tema comum (que
tenha a ver com todos os seres humanos e não apenas com alguns poucos), central (que
despreze detalhes ou particularidades sem maior significado, e coloque questões de
importância para a vida, tais como: liberdade, vida, morte, amizade) ou controverso (capaz
de gerar uma polêmica nunca esgotada pela investigação).
Além disso, segundo pesquisas de Silveira, a comunidade é o único lugar que
Lipman admite como ideal do diálogo filosófico, que é o caminho autêntico para se fazer
filosofia. O autor entende que uma pessoa se constitui pelas normas e valores que adquire
no convívio social, por isso, é de suma importância cultivar atitudes democráticas e
filosóficas na sala de aula, na comunidade de investigação, para que se possam formar
alunos com ideais democráticos e atitudes filosóficas. É de suma importância o
estabelecimento de tal comunidade, já que, ao estimular o que ele chama de «diálogo
filosófico», ela forneceria desenvolvimento ao modelo ideal de sociedade, que, por sua vez,
produziria o modelo ideal de indivíduos.
Dessa maneira, pode-se observar que Silveira critica toda a proposta de Lipman é a
concebe como definida por “modelagens”, pela busca de um ideal de homem a ser
alcançado através da educação filosófica das crianças. Por isso, critica a concepção de
ensino-aprendizagem baseada apenas na transmissão de conteúdos, que ele considera um
processo passivo de aprendizado. Reforça sua crítica ao dizer que o programa “filosofia
para crianças” seria o produto da interação entre os interesses, problemas e inquietudes das
diferentes faixas etárias e aquilo que a metodologia lipmaniana preparou para desenvolvêlos “adequadamente”.
Em suma, Silveira afirma que Lipman define sua proposta como uma inovação
pedagógica, porém intenciona impô-la como uma tábua de salvação para aquilo que
considera ser um modelo educativo naufragado. Traz uma “receita de bolo” já pronta e
acabada que serviria para estimular o interesse cognitivo dos alunos, tão acomodado pelas
metodologias das aulas tradicionais, porém, não intenciona discutir a aplicação de seus
“ingredientes”, empurrando-os “goela a baixo” dos alunos e professores pelo uso das
novelas e manuais. Esvazia o questionamento filosófico da subjetividade necessária para a
sua realização, substituindo-a por um “diálogo filosófico” artificial e fabricado, por uma
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metodologia de “solving problems”. Subtrai a possibilidade de criação, de transformação e
de verdadeira inovação.
Bibliografia:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à pratica educativa. São
Paulo e terra, 1996.
LIPMAN. Matthew. Issão e Guga, Maravilando-se com o mundo. Trad.; Sylvia Judith
Hamburger Mandel. Ed.São Paulo. 1995.
______. A filosofia vai à escola. SãoPaulo, Summus Editorial, 1990.
PULINO, Lúcia Helena Cavasin Zabotto. A brincadeira, o jogo, a criação: crianças e
adultos filosofam.
SNYDERS, G. Escola, classe e luta de classes. Lisboa. Moraes, 1986.
WAKSMAN, Vera. Da Tensão do pensar: sentidos da filosofia com crianças. In:KOHAN, Walter.
Ensino de filosofia ______(org.)1a. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2005. p.171 -180.
www.tvcultura.com.br, acesso em 01/02/2006.
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