Proteger a marca Unimed-Rio é uma

Propaganda
+ desafios
Saiba qual é o papel do
médico no controle de
custos com OPME
Mais!
+ PRESTADORES
+ VOLUNTARIADO
Para equilibrar
despesa e oferta, rede
credenciada é alterada
Participe do Horas
da Vida, projeto social
apoiado pela Unimed-Rio
Ano 4 | Número 14 | 2014
Reputação
Proteger a marca Unimed-Rio é uma
responsabilidade de todos nós
Mais!
Ano 4 | Número 14 | 2014
EDITORIAL
Os médicos e suas
responsabilidades
Com uma marca forte e
consolidada no mercado,
o esforço para manter a
reputação da cooperativa
em alto nível passa por
uma atuação conjunta da
organização e dos sócios, responsáveis por
boa parte da materialização dos serviços
oferecidos. Os cooperados são protagonistas na formação da percepção sobre a
empresa e formadores de opinião de alto
impacto para clientes, tendo a missão de
zelar pelos ativos intangíveis da Unimed-Rio.
Para falar sobre essas responsabilidades,
entrevistamos nesta edição quatro especialistas no assunto.
Os ativos tangíveis também devem ser
preservados. A Revista Mais 14 traz reportagem sobre um dos grandes dilemas do
negócio: os custos de OPME, que não são
uma preocupação somente da Unimed-Rio,
mas de todo o setor. Dentro desse contexto,
também está o desafio de equilibrar custos
e a oferta de prestadores. Explicamos alguns
recentes descredenciamentos e as difíceis
negociações com os grandes grupos que
controlam o mercado hospitalar no Rio.
Nesta edição, você encontra ainda análises
sobre o bom desempenho das unidades
próprias, a classificação da Unimed-Rio entre
as Melhores & Maiores do país, referendando
a atuação econômico-financeira da empresa, e o lançamento dos projetos Horas da
Vida e MBA em Gestão Empresarial.
Boa leitura.
Dr. Celso Barros
EXPEDIENTE
Revista Mais é uma realização da Superintendência
de Comunicação e Sustentabilidade da Unimed-Rio.
Jornalista Responsável: Virginio Sanches - MTb 12284
Edição: Thais Hunt
Direção de Arte: Agatha Garibe
Redação: Aline Araujo, Camila Magalhães, Diego
Cunha, Fábio dos Santos, Rafael Oliveira e Thais Hunt
Fotos: Photocamera e Shutterstock
Impressão: Gráfica Stamppa
Tiragem: 5.500 exemplares
Escreva para:
[email protected]
OLHA ESSA:
Uma das melhores empresas para trabalhar
Mais uma vez a Unimed-Rio é a 5ª melhor empresa para trabalhar no estado
do Rio de Janeiro e está entre as 100 melhores do país, segundo pesquisa
publicada pela Revista Época da Great Place to Work, consultoria especializada em gestão de clima organizacional. “Somos destaque nesse ranking
desde 2006 e, ano a ano, temos fortalecido nosso trabalho. Para o médico,
dono da empresa, isso passa tranquilidade, pois ele tem a garantia de que
conta com gente qualificada cuidando da empresa dele. A Unimed-Rio tem
um jeito diferente de ser e o acolhimento que queremos passar aos clientes
precisa começar dentro de casa”, destaca o presidente Celso Barros. Diante da
evidência nesse segmento, a empresa lançou seu perfil no LinkedIn, a maior
rede social na internet voltada para o mercado profissional, com mais de
300 milhões de usuários em todo o mundo. A cooperativa já conta com 7
mil seguidores na rede. Acesse www.linkedin.com.br (QR Code acima) e siga
a página da Unimed-Rio.
ÍNDICE
04 PRESTADORES
18 CLUBE DO MÉDICO
06 HOSPITAL UNIMED-RIO
Motivos para utilizá-lo
20 RECONHECIMENTO
08 REDE PRÓPRIA
21 cursos
Equilíbrio entre custo e oferta
Integração entre unidades
Vamos correr?
Entre as Melhores & Maiores
Sessões Clínicas no Hospital
10 PARA VIVER MELHOR
22 VOLUNTARIADO
12 OPME
Desafio no controle de gastos
24 SUSTENTABILIDADE
Instituto inicia atividades
15 CAPA
26 EDUCAÇÃO CONTINUADA
EPVM faz três anos
A reputação da marca
Participe do Horas da Vida
MBA de Gestão Empresarial
prestadores
Mudanças
na
rede
O desafio
de equilibrar
custos e oferta
de prestadores
primeiro semestre de 2014
foi marcado por alguns
ajustes na rede assistencial
da Unimed-Rio. Cada vez
mais, a gestão da saúde
suplementar se caracteriza pelo dinamismo, e essa movimentação também está
presente na oferta da rede hospitalar. Diversos motivos justificam mudanças no
grupo de prestadores, de negociações
pelos valores cobrados ao fechamento
de unidades não lucrativas por decisão
dos hospitais, passando pela necessidade
dos planos de saúde de manterem uma
gestão eficiente de seus custos. Mas o
ponto comum a qualquer justificativa é
a necessidade dos agentes envolvidos
com a saúde suplementar – incluindo
médicos e clientes – entenderem os
motivos de cada decisão e buscarem
alternativas para a assistência.
A notícia mais marcante nesse tema sobre
O
04 Revista
descredenciamento foi a saída recente
de quatro prestadores da rede: os hospitais Barra D´Or e Rios D´Or, Hospital
das Clínicas de Bangu e Clínica Ibol.
Nesses casos, o impacto para clientes e médicos cooperados é baixo.
As três unidades hospitalares, juntas,
tinham uma média mensal de 200
atendimentos, entre cirurgias eletivas
e internações clínicas. Conhecer mais
detalhes do relacionamento com esse
grupo aumenta a compreensão sobre
o movimento, que foi conduzido de
forma proativa pela Unimed-Rio.
O Hospital Rio´s D´Or, por exemplo,
somente estava na rede em função
da alienação da carteira de clientes
da Golden Cross. Sua presença atendia a um grupo específico e pequeno
de clientes, tendo seus atendimentos
facilmente absorvidos. Sobre o Barra
D´Or, há dois anos os clientes Unimed-Rio já
não têm essa opção para atendimentos
de emergência, sendo utilizado apenas
para casos cirúrgicos eletivos ou encaminhados por serviços de emergência.
Com a abertura completa do Hospital
Unimed-Rio, concluída no final de 2013,
as cirurgias que são feitas no Barra D´Or
podem ser realizadas em nossa unidade
própria, buscando maior ganho para o investimento de todos os cooperados. Por
fim, o Hospital das Clínicas de Bangu, que
não tem emergência aberta, está numa
região cujas principais opções de atendimento seguem disponíveis. O volume
de clientes atendidos pela unidade era
baixo, com os pacientes dando preferência a outros prestadores credenciados.
Já em relação ao Ibol, a rede oftamológica é ampla e capaz de atender os
clientes da clínica, descredenciada por
que não houve consenso na negociação.
Maternidades
fechadas
Pensar em custos, receita e lucratividade não é prerrogativa dos planos
de saúde apenas. Os prestadores,
não importa a natureza de suas
atividades ou seu perfil societário,
também precisam ter operações
rentáveis e sustentáveis do ponto
de vista financeiro. Um exemplo disso são as frequentes notícias sobre o
encerramento de serviços de maternidade em diferentes estados brasileiros. Hospitais tradicionais em São Paulo, Minas Gerais,
Rio e Paraná anunciam com antecedência o fim
dos serviços de obstetrícia, com objetivo de utilizar os espaços com especialidades mais lucrativas
como ortopedia, oncologia e neurocirurgia. Em
todos os casos, a explicação é a mesma: a conta
não fecha, pois a remuneração dos partos seria
inferior ao necessário para viabilizar a operação.
Muitas vezes, os planos de saúde são criticados por essas situações, apesar da decisão
ser alheia aos seus próprios interesses. No
caso da Unimed-Rio, uma movimentação recente, feita por decisão do prestador, foi o encerramento dos serviços de emergência obstétrica
no Hospital Santa Therezinha/Panamericano. Os
motivos para essa decisão são exclusivos do
prestador, ainda que os impactos da decisão sejam diretamente percebidos pelos planos de saúde. Para o plano, fica a obrigação de credenciar outro
prestador na cidade, ainda que
essa opção seja cada vez mais
reduzida. O mercado prestador,
nesse caso, tem a vantagem de
não ser regulado ou obrigado a
oferecer determinados serviços.
É uma relação assimétrica.
“A oferta de serviços de obstetrícia é
uma preocupação de todos os planos
e não poderia ser diferente conosco. Essa
realidade é uma comprovação de que todos
os agentes do setor estão buscando formas de
tornar suas atividades mais equilibradas, de que
existe uma grande movimentação em curso, com
um cenário que indica mais mudanças no futuro.
Médicos e clientes também precisam entender esse momento, tendo a certeza de que as empresas,
como a Unimed-Rio, estão buscando alternativas e
garantindo atendimento aos pacientes”, afirma Ana
Mola, Superintendente Médica da Unimed-Rio.
Negociações mais duras
Nessa busca pelo equilíbrio nas finanças, uma
das armas à disposição dos prestadores é a negociação de tabelas elevadas de preço por seus
serviços. A concentração no universo hospitalar
não é novidade. São dois grandes grupos (Esho
e D´Or) que controlam o mercado hospitalar do
Rio, já se expandindo com rapidez para outros
estados. Um dos efeitos desse modelo é o elevado poder de barganha que essas empresas
têm ao sentarem à mesa de negociação com
os planos de saúde, impondo tabelas de serviços muito altas.
“Muitos hospitais têm investidores financeiros entre seus sócios e buscam um retorno rápido para
o capital aplicado. As negociações são longas e
muitas vezes o consumidor recebe informações
incompletas, meias-verdades. O médico será
informado quando houver grandes mudanças.
Sem uma informação concreta, também cabe
ao cooperado tranquilizar os clientes, explicando as características de um setor como o nosso,
formado por agentes diversos, com interesses
distintos e sempre em busca de um ponto de
equilíbrio”, diz Ana Mola.
Vale frisar que nem toda negociação é para a retirada de serviços. Recentemente, a Unimed-Rio incluiu novas opções de prestadores em sua rede,
como o atendimento de emergência oftalmológico do Eye Center (Barra da Tijuca), o Neurolab
(Botafogo), para a realização de ressonâncias, e o
Ort Serv Serviços de Imagem (Campo Grande),
mais uma opção para RPG.
Mais!
Revista
05
hospital unimed-rio
6 motivos
para
realizar
cirurgias
no Hospital
Unimed-Rio
Unidade disponibiliza 11 salas de cirurgia
e infraestrutura de ponta em internação
e exames de imagem
C
om uma média de 670 cirurgias por mês no
primeiro semestre deste ano, o Centro Cirúrgico
do Hospital Unimed-Rio já funciona com alta
rotatividade e a estimativa é que esse número
aumente até o final do ano, com a inclusão de novos planos
credenciados para atendimento, chegando à casa de nove
mil pacientes atendidos.
A previsão indica um crescimento de quase 80% em comparação ao ano de 2013, que registrou mais de 5 mil pacientes, mesmo sem todos os leitos estarem disponíveis por boa
parte do período. Voltada para casos de alta complexidade, a
unidade também tem em seu plano de negócio o crescimento do número de cooperados utilizando as instalações para
a realização de cirurgias. Confira, ao lado, seis bons motivos
para você escolher o Hospital Unimed-Rio:
1
Tecnologia – A unidade é equipada com um completo
parque de imagens que proporciona toda a estrutura necessária para a realização dos exames pré e pós-operatórios. Os
equipamentos podem ser utilizados pelas mais diferentes especialidades médicas, como Cardiologia, Oncologia, Ortopedia,
Neurologia, Cirurgia Vascular e Pediatria, como exemplos.
Os equipamentos de tomografia e ressonância escolhidos têm
grande definição e possuem mais canais do que os disponíveis
atualmente na rede de saúde do estado. Os softwares são os
mais modernos do mercado. Para o paciente, uma vantagem
é a redução no uso de contrastes em alguns procedimentos,
já que a qualidade das imagens é superior.
São 11 salas de cirurgia, incluindo a Sala Híbrida, que permite
obter imagens em tempo real durante a realização da cirurgia.
Muito utilizada em procedimentos vasculares, cirurgias cardíacas
minimamente invasivas, neurocirurgias e cirurgias de coluna.
2
Segurança – A unidade possui cinco comissões para controle da segurança do paciente e fluxos internos: Comissão de
Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Comissão Transfusional,
Comissão de Farmácia e Padronização de Insumos e Materiais,
Comissão de Revisão de Prontuários e Comissão de Revisão
de Óbitos. Além da Comissão de Ética Médica, uma exigência
do CREMERJ. É mais segurança para o paciente e para o profissional que trabalha na unidade.
3 Hotelaria – Área fundamental do funcionamento de toda
a unidade, com foco no cuidado humanizado, acolhedor e
eficiente. É responsável pela limpeza e higienização dos ambientes, recepções, nutrição, controle do enxoval, controle de
resíduos, controle de pragas, entre outros serviços, tudo em
conjunto com outras áreas como Enfermagem, Manutenção
e Ouvidoria. Em resumo, seu paciente estará em instalações
confortáveis e de alto nível.
4
Novos convênios – A unidade está gradativamente. fechando novos convênios de atendimento. O principal
benefício para os médicos cooperados é poder cuidar de
pacientes de diferentes planos na mesma unidade. Mais facilidade de agendamento, tudo na mesma ligação, com a
mesma equipe.
5
Cuidado diferenciado – Os médicos cooperados contam com dois serviços de atendimento especial: o Serviço
de Apoio ao Médico, responsável pelo cadastro dos médicos na unidade (feito com antecedência antes da cirurgia
agendada), suporte e distribuição dos crachás e a entrega
dos honorários; e um restaurante somente para o centro cirúrgico, com quatro refeições diárias. Dessa forma, o médico
não precisa retirar todo o uniforme higienizado para realizar
suas refeições em outro local.
6
Usar o recurso próprio – Acima de tudo, o Hospital
Unimed-Rio é seu e ao utilizá-lo você está fortalecendo a
rede própria da empresa da qual é dono. Como exemplo,
se você tem um carro, vai usar um alugado para se locomover? Com 11 salas à disposição dos cooperados e toda a
estrutura de internação no pós-operatório, a unidade ainda
tem capacidade de absorver demandas novas de cirurgias.
COMO AGENDAR CIRURGIAS
NO HOSPITAL UNIMED-RIO
1) Agendamento do procedimento cirúrgico
pelo telefone 3883-1300.
2) Enviar relatório médico constando identificação completa do paciente, diagnóstico, cirurgia proposta com código TUSS, relação de materiais especiais para a Central
de Autorização do Hospital Unimed-Rio via [email protected]. O
prazo máximo de liberação da cirurgia é de até 21 dias,
de acordo com a norma da ANS.
3) Quando necessário, enviar laudos de exames que
comprovem o diagnóstico.
4) Realizar o procedimento solicitado e aprovado, na data disponível.
PLANOS DE SAÚDE ACEITOS
Abet | Assist Card | Banco Central | Bradesco (incluindo
o TMO) | CAPESESP | Eletronuclear | EMBRATEL/PAME
(incluindo TMO) | Furnas | Medservice | Mutua | Nuclep
| Real Grandeza
07
rede própria
Tratamento de
síndromes cardíacas
mostra integração
cada vez maior entre
PAs e Hospital
ritmo
No mesmo
Q
uando desenvolveu o projeto das suas unidades assistenciais integradas, a Unimed-Rio pensou em um modelo que contemplasse vários
níveis de atendimento: promoção à saúde e
prevenção de doenças, serviço de urgência e
emergência, internações de alta e média complexidade e
o tratamento de condições crônicas de saúde. A análise da
relação entre os Prontos Atendimentos (que hoje operam
em sua capacidade máxima), e o Hospital Unimed-Rio, por
exemplo, indica que essa integração tem atingido um estágio cada vez maior de maturidade, sobretudo no que diz
respeito às síndromes cardiovasculares.
Se para os PAs essa integração traz a segurança de dispor
de uma unidade de ponta para o encaminhamento dos
seus casos de maior complexidade, para o Hospital ela
ajuda a garantir a ocupação dos leitos e o recebimento
de pacientes previamente atendidos com qualidade, seguindo um padrão definido. Ao longo deste ano, o fluxo
de pessoas com problemas cardiovasculares de maior
complexidade entre os PAs e o Hospital aumentou con-
08 Revista
sideravelmente, conforme os protocolos estabelecidos.
“Percebemos, hoje, um entrosamento cada vez maior entre as equipes, premissas contempladas desde o início de
todo este projeto de unidades assistenciais integradas. Isso é ótimo para a definição de protocolos únicos e para
a manutenção de uma conduta terapêutica padronizada,
o que, com certeza, traz eficácia ao tratamento e maior
segurança tanto para o paciente quanto para o médico”,
avalia o diretor de Recursos Próprios e Assistenciais da
Unimed-Rio Empreendimentos, Eduardo Assis.
Para a gerente dos Prontos Atendimentos, Andrea London, o
estreitamento da relação entre essas unidades e suas equipes
traz uma tranquilidade ao médico que faz o atendimento de
emergência, uma vez que possibilita acompanhar o tratamento do paciente e o desfecho do caso. “Essa estratégia de
aproximação é fundamental, sobretudo porque prestamos
os cuidados iniciais a um paciente e queremos saber o que
acontecerá com ele em seguida, como será a continuidade
do tratamento. Com essa integração, é possível seguirmos
uma conduta única no cuidado”, comenta.
Encontros para reforçar parceria
Casos raros
comprovam capacidade
diagnóstica dos PAs
Entre as estratégias para aproximar as equipes e discutir
tratamentos estão as reuniões científicas mensais, realizadas no Centro de Estudos do Hospital. Os primeiros debates abordaram síndromes cardiovasculares, que são o
carro-chefe desse fluxo PAs - Hospital. A integração cada
vez maior tem feito com que a UTI Cardiológica opere
com ocupação completa., atendendo casos complexos e
alinhados ao perfil da unidade.
“Temos, desta forma, o encontro de uma unidade estratégica, que já faz parte de uma realidade operacional importante - a USH - com os PAs, que desempenham um trabalho reconhecido tanto entre os clientes quanto no meio
médico, dentro de uma linha de investigação diagnóstica
e de início de tratamento. Essas reuniões intensificam a
interface entre as equipes. De um lado, o Hospital, com
a sua porta de entrada para esses casos de emergência,
e, do outro, os PAs, que são emergências avançadas do
Hospital. Ou seja, são unidades que se complementam e
devem estar integradas”, destacou o diretor médico do
Hospital Unimed-Rio, Luiz Antonio de Almeida Campos.
W é um menino de 10 anos que teve um desmaio e
foi levado por sua mãe ao PA Copacabana. A pediatra
Maria do Socorro da Silva realizou seu atendimento.
Todos os exames estavam bons, não havia motivo
para se preocupar. Mesmo assim, a médica suspeitava de que havia algo errado, por isso, conversou
com a mãe mais uma vez antes da alta. “Senti que
deveria investigar um pouco mais. Que havia algum
detalhe passando despercebido. Foi nesse momento que descobri que ele tinha reclamado de dor no
peito naquele dia, antes de ir para a escola. Essa era
a informação de que eu precisava para realizar um
eletrocardiograma”, explica a médica.
Foi possível, então, notar uma pequena alteração
no exame, o que despertou para a possibilidade de
um quadro de Síndrome de Brugada. “Falei com o
Dr. Diogo Diniz (médico rotina) e pensamos na possibilidade da síndrome, que é bastante rara. Para a
confirmação, pedimos a transferência da criança para
a realização de mais exames”, conta. Pela gravidade
da patologia e a possibilidade de arritmias malignas,
foi realizada imediata monitorização e encaminhamento ao Hospital Unimed-Rio. Lá, a Síndrome de
Brugada foi confirmada, sendo indicada instalação
de cardiodesfibrilador implantável. O procedimento
foi realizado pela equipe do Dr. Sérgio Bronchtein. “O
envolvimento de todas as camadas de atendimento
foi fundamental para salvarmos esse paciente, que,
agora, poderá ter uma vida normal”.
Dr. Luiz Antonio de Almeida Campos, diretor do Hospital, elogia integração das unidades
Uma rede integrada
2
Hospital Unimed-Rio
unidade de alta
complexidade
Centro de
Excelência
Oncológica
3
Cardiologia, cirurgia vascular, neurocirurgia, hemodinâmica, cirurgia ortopédica,
de coluna, bariátrica, entre
outras;
1
epvm e
cefis
4
PAs Barra
e Copacabana
atendimento de urgência e
emergência em Clínica Médica,
Pediatria e Ortopedia
Revista
09
para viver melhor
EPVM celebra melhoria
na qualidade de vida dos
clientes aliada a bom
desempenho
3 anos vida
de
E
sse cara sou eu — cantava em alto e bom
som, com os braços erguidos, Raimundo
Brito, 83 anos, ao que seus colegas de atividade no Espaço de Convivência do Idoso gargalhavam e vibravam com o "Rei Roberto" daquelas
bandas. Entre os que se divertiam com o gesto inusitado
e o clima descontraído do local estava a própria filha de
Raimundo, a também sorridente Marly, 56. A relação pai e
filha ali registrada ilustra bem o que representa o Espaço
Para Viver Melhor para muitos de seus frequentadores: uma
família. A unidade completou três anos de funcionamento em agosto e celebra resultados importantes, sobretudo
no que diz respeito à qualidade de vida dos seus clientes.
O EPVM atingiu a marca de sete mil atendimentos mensais
(registrados no mês de julho), distribuídos em ambientes
com resultado de curto prazo (Espaço de Infusão de Medicamentos); médio prazo (Espaço Cardiometabólico, com
suas unidades Clínica e de Reabilitação Cardíaca, e Espaço
de Reabilitação Postural); e longo prazo/qualidade de vida
(Espaço de Convivência do Idoso, Gourmet e Educação e
Saúde). Nesse cenário, o Infusão de Medicamentos continua
como carro-chefe no que tange ao desempenho financeiro
do negócio, respondendo por 89% do faturamento.
Mais!
10 Revista
Outro dado que chama atenção é o aumento da dispensação de medicamentos para terapia antineoplásica oral,
para pacientes em monoterapia, atividade que já registra
mais de 750 atendimentos por mês, superando em muito o
ano de 2013, quando esse número girou em torno dos 190
mensais. O crescimento foi impulsionado pela entrada em
vigor do novo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde
da ANS , que, a partir de janeiro, obrigou a disponibilização
desses medicamentos por parte das operadoras de saúde.
A compra e a dispensação desses itens pelo espaço constituem economia e geração de receita para a Unimed-Rio.
Para os clientes do EPVM - grupo composto por pacientes
com condições crônicas de saúde, como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, entres outros -, uma
das vantagens é poder desfrutar das diferentes atividades
oferecidas pela proposta multiprofissional da unidade, o
que promove um tratamento muito mais abrangente e
uma interação que ajuda a construir esse sentimento de
família em seus frequentadores. “Sofria bastante com dores na região lombar. Comecei participando do programa
de reabilitação postural, nas atividades de fisioterapia, RPG
e Pilates. Em seguida, passei a fazer acompanhamento na
Unidade Clínica e entrei na atividade Passos Seguros, do
Convivência do Idoso, a qual frequento
duas vezes por semana”, afirma a filha do
“Seu” Raimundo. “Brincamos, dançamos
e nos divertimos muito! Aqui, esqueço
dos problemas, e é muito legal desfrutar
disso na companhia do meu pai”, completa Marly.
Casado há 60 anos com Joveci - o que
motivou uma festa de bodas de diamante este ano -, Raimundo, por sua
vez, conta que até o relacionamento
em casa foi facilitado após ele e a filha
começarem a participar das atividades
do EPVM. “Moramos juntos, e o nosso
convívio melhorou bastante desde então. Passamos a entender melhor uns
aos outros e a respeitar as diferenças. O
EPVM nos deixou mais próximos”, revela.
“Hoje, me sinto muito mais bem disposto. Até para dormir foi melhor, pois antes
tinha dificuldade. Caminho todos os dias.
A atividade de passos seguros me deu
segurança. Além disso, os exercícios que
aprendo aqui repito em casa, então, estou
sempre me movimentando”, afirma, abraçado a Marly. Raimundo também passou
pelo programa de reabilitação postural
e, hoje, frequenta a Unidade Clínica e o
Convivência do Idoso.
Com o coração e o sono em dia
Outro espaço que impulsiona os números da unidade é o de Reabilitação
Cardíaca. Hoje, o local opera com cerca
de 1.500 atendimentos mensais, com
resultados significativos na melhoria da
saúde de seus pacientes. Que o diga Roberto Tavares Oliveira, 79 anos. Ele deu
esta entrevista de forma tranquila e nada
ofegante, caminhando em uma esteira
da unidade. “Isto aqui é uma maravilha
para mim. Estou há um ano e meio no
Raimund
o Brito e
sua filha,
Marly: fre
quentad
ores do
EPVM
programa e, desde então, perdi 11 quilos. E sem fazer dieta, hein!”, relata. “Minha disposição e até minha respiração melhoraram. Hoje, durmo bem melhor.
Diminuí bastante o ronco, e minha esposa, Ildenice, agradece... (risos). Também
passei a fazer mais programas com a família”, complementa o pai da Gisele
(44) e avô do trio Evelyn (22), Nathália (17) e Beatriz (16), indicado ao EPVM
após implantação de três endopróteses (artérias aorta e ilíacas).
Novas atividades no Espaço
de Convivência do Idoso
Com o intuito de oferecer novas experiências e promover convívio
social e interação ainda maiores, o Espaço de Convivência do Idoso disponibilizará, a partir de setembro, novas atividades para seus
clientes (a partir dos 55 anos). Encaminhe os seus pacientes e explore os benefícios que essas oficinas podem trazer para indivíduos
com os mais diferentes problemas de saúde (diabetes, hipertensão,
cardiopatias, obesidade, dores na coluna, entre outros). Soma-se a
isso o poder transformador da socialização na vida dessas pessoas.
Confira todas as atividades disponíveis:
»
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Passos Seguros
Yoga
Conversas no Divã
Aquarela da Vida
Globalizando (oficina de línguas)
Luz, Câmera, Interação
Viver entre Atos
Espaço Para
Viver Melhor:
R: Pinheiro Guimarães,
66, Botafogo
Tel: 2483-9383
opme
Sinal
vermelho
E
ste caso é real. O cliente Y precisava de
uma cirurgia na tíbia. Doutor X solicitou à
Unimed-Rio o material da operação, que
foi negado. O cliente, então, procurou a imprensa, afetando diretamente a marca da empresa e sua
reputação. O motivo da negativa? Doutor X solicitou um
material em processo experimental, aprovado pelos órgãos
competentes e com evidência científica para utilização somente em fenda palatina, e não em qualquer outro local
do corpo humano. Além disso, o custo desse material era
32 vezes maior do que o sugerido pela comissão de médicos da Unimed-Rio para aquele procedimento. O médico
insistiu no enxerto ósseo solicitado e, no final, a cirurgia
foi realizada com o material demandado pelo cooperado,
que aceitou diminuir o porte do enxerto, do grande, a R$
32 mil, para o pequeno, que custa a metade. Mas ainda
16 vezes mais caro do que o cadastrado para a cirurgia.
Casos como esse não são raros e expõem uma necessidade
de revisão da atuação do cooperado, respeitando a conduta médica, mas ampliando o foco para o uso consciente e
eficiente dos recursos e, portanto, dos custos, da empresa
da qual é dono. Todas as autorizações e pedidos de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) são analisados
por médicos especialistas, com os mesmos objetivos dos
sócios: prestar o melhor atendimento ao cliente sem deixar
de cuidar da saúde da empresa. Em seus acordos comerciais,
a Unimed-Rio trabalha sempre com marcas de alta credibilidade no mercado e consegue preços competitivos, por
conta dos grandes volumes negociados.
“Trabalhamos para conseguir a melhor relação custo-benefício e tenho certeza de que utilizamos produtos de
excelente qualidade. No entanto, quando o médico solicita um material similar de uma marca específica que não
12 Revista
foi negovezes: por
tratamos
de outra,
superior. Quandiferença é sigvice-presidente
Em quatro
anos, gastos
com OPME
aumentaram
49%,
reforçando
o desafio do
cooperado
no controle
de custos
ciada, perdemos duas
não usar o que já cone por ter que comprar
que certamente, terá valor
do se somam esses casos, a
nificativa”, lembra Abdu Kexfe,
e diretor Médico.
De todas as autorizações mensais de OPME – o custo
médio, hoje, é de R$ 20 milhões –, 30% são de materiais
não cadastrados, o que aumenta a despesa em cerca de
R$ 6 milhões. De 2010 a 2013, os gastos com esses materiais na Unimed-Rio aumentaram 49%. Saltaram de R$
133,5 milhões para R$ 198 milhões anuais. O custo só não
é maior porque as equipes das Comissões de Especialidades trabalham, através de negociações com o médico
cooperado, para gerar economia, que gira em torno de R$
700 mil mensais, otimizando a utilização dos materiais e
garantindo qualidade com preço mais acessível.
Um dos médicos mais conscientes em relação ao papel do cooperado no fechamento dessa conta é o cirurgião Luis Perisse, que sempre leva em consideração
as sugestões de material da operadora, optando pelos
que já são cadastrados, quando possível. Para ele, é
fundamental que haja parceria entre a cooperativa e o
médico: “Dentro do limite da ética e do bem estar do
Procedimentos mais
caros realizados
pelos cooperados
que utilizam OPME
Tipo de Cirurgia
Custo Médio do OPME
por Cirurgia
Cirurgia de Coluna
R$ 35.800
Neurocirurgia
R$ 27.900
Cirurgia de Buco Maxilo
R$ 21.200
Cirurgia Vascular
R$ 20.900
Cirurgia de Quadril
R$ 14.700
Cirurgia Cardíaca
R$ 11.000
Cirurgia de Ombro
R$ 9.900
Cirurgia de Obesidade
R$ 9.000
paciente, é possível chegarmos a um denominador comum. A posição financeira
da cooperativa é reflexo da forma como
o médico lida com isso. A relação com a
Unimed-Rio tem que ser diferente do que
é com as outras operadoras, pois somos
donos da empresa”, afirma. Ele alerta ainda
para a discrepância de valores: “Um material que custa R$ 300 é vendido por R$ 7
mil. Só no Brasil acontece isso. Geralmente,
o honorário médico é o menor custo de
uma operação. Se os materiais tivessem
um preço justo, os médicos poderiam ganhar mais, afinal, ele é peça fundamental”.
A questão dos custos com OPME no setor de saúde suplementar é tão delicada
que entrou na Agenda Regulatória de
2013/2014 da ANS. A proposta inicial da
agência é entender quão importantes são
os custos com OPME para o setor e, a partir daí, articular ações com outros órgãos
governamentais. “É um cenário complexo,
por isso, precisa que ações múltiplas e efetivas sejam propostas. Cada um deve, dentro do seu papel no setor, identificar pontos que mereçam ser mudados e conjuntamente atuar para essa mudança. Dados da
Anvisa permitem verificar que há grande
diferença nos preços praticados no Brasil
e em outros países”, afirma a assessoria de imprensa da ANS.
Em estudo realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) para uma amostra de planos individuais, o valor
médio das internações ocorridas variou 54,9% entre 2008 (R$
7.595) e 2012 (R$ 11.764). Do aumento total do custo de internação, os materiais contribuíram com 24,7%, elevação de custos
quase duas vezes e meia acima do IPCA. “É um item importante
a ser enfrentado. Uma das principais causas para a escalada
de custos desse componente é a assimetria de informações, o
que dificulta a comparação de preços no setor e compromete
a competitividade entre os concorrentes de mercado”, afirma
Luiz Augusto Carneiro, superintendente executivo do IESS.
De olho nessa divergência, está em tramitação na Câmara dos
Deputados o requerimento de instituição de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os cartéis de
preços e distribuição de órteses e próteses. Um dos focos é a
disparidade de preços praticados na venda de OPMEs do mesmo material e marca em diversas regiões brasileiras. Também
há uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) que tramita
na Comissão de Defesa do Direito do Consumidor da Câmara
dos Deputados.
É possível
chegarmos a um
denominador
comum
Luis Perisse,
cooperado
13
O que a Unimed-Rio gasta em OPME em:
opme
Evolução das
despesas com OPME
2010
R$ 134 milhões
2011
R$ 166 milhões
2012
R$ 182 milhões
2013
R$ 199 milhões
2014
R$ 121 milhões*
* Dados até Jun/2014
Um mês
Equivale ao custo de 600 carros
populares zero quilômetro.
5 meses
Seria suficiente para
abrir outros 16 Prontos
Atendimentos
10 meses
Bancaria a construção
de outro Hospital
Unimed-Rio
Alguns números
» Em 2013, OPMEs
consumiram 5,7%
dos R$ 3,49 bilhões
do faturamento
da operadora.
» A média mensal de
gastos com OPMEs
passou de 11 milhões
em 2010 para R$ 20
milhões em 2014.
» O custo com OPME
representou 7% do
custo assistencial total
no período de janeiro
a junho de 2014.
CFM proíbe ao médico exigir fornecedor
Em 2010, foi publicada pelo Conselho Federal de Medicina
a Resolução nº 1.956, por meio da qual ficou proibido ao
médico assistente requisitante exigir fornecedor ou marca
comercial exclusivos. Com essa regra, o CFM pretende evitar
que interesses econômicos se sobreponham ao benefício
para o paciente. Ainda de acordo com a resolução, cabe
ao médico assistente determinar as características (tipo,
matéria-prima, dimensões) das órteses, próteses e materiais
especiais implantáveis, bem como o instrumental compatível, necessário e adequado à execução do procedimento.
Outro objetivo da resolução do Conselho é disciplinar os
14 Revista
conflitos entre os médicos e as operadoras de planos de
saúde ou instituições públicas quando há divergências em
relação a órteses ou próteses que são fornecidas para o
paciente. Nesse caso, diz a resolução, o médico pode recusar o produto e indicar pelo menos três outras marcas
que tenham registro na Anvisa e que atendam às características previamente especificadas. A regra ainda prevê que
nos casos de conflitos entre a operadora e o médico solicitante, poderá ser escolhido, em comum acordo entre as
partes, um especialista para dar a decisão, dentro do prazo
final de cinco dias úteis.
O médico
e a marca
CAPA
Especialistas destacam o
cooperado como fator-chave
para a manutenção de uma
reputação forte
E
m julho, a Unimed foi eleita a marca de assistência médica
mais confiável do Brasil pela 13ª edição da pesquisa Marcas
de Confiança 2014, realizada pela Revista Seleções e pelo
Ibope Inteligência. O resultado é relevante para quem está há mais de 40 anos em um setor altamente complexo e reforça a
importância que elementos intangíveis têm na forma como as pessoas
percebem e se relacionam com as empresas. Mesmo com uma marca
forte e consolidada no mercado, a Unimed-Rio está sujeita a situações
que podem gerar grande exposição pública, e o esforço para manter a
reputação da Unimed-Rio em alto nível passa por uma atuação conjunta
da organização e dos sócios, responsáveis por boa parte da materialização dos serviços oferecidos. A Revista Mais conversou com quatro especialistas no tema, que destacaram os cooperados como protagonistas
na formação da percepção sobre a empresa e formadores de opinião
de alto impacto para clientes.
Qual a importância de uma marca e de uma reputação
fortes em momentos de pressão?
Ana Luisa Almeida (Reputation Institute): Bom, inicialmente, é importante
diferenciar os dois conceitos. A marca pertence à empresa e pode ser
fortalecida por meio de esforços de comunicação e marketing. Já a reputação pertence aos stakeholders, é um julgamento feito por eles a partir
das experiências nas entregas de produtos e serviços. Reputação tem a
ver com o grau de estima, admiração e
confiança que a organização tem e se
Rio
constrói em função das ações e comportamentos da empresa e da
influência de terceiros. Contar
com uma reputação forte dá
à empresa mais tranquilidade em momentos
importantes, mudanças e situações de turbulência. Se a empresa tem essa credibilidade com seus públicos, as pessoas podem
estar mais dispostas a entender, ouvir, dialogar e até dar um tempo maior
para a empresa lidar com dificuldades, se for este o caso.
15
CAPA
Ana Luisa
Almeida, do
Reputation Institute
Alexandre
Diogo, do IBRC
Além disso, também há uma relação com a situação econômico-financeira, à medida que ajuda a manter a confiança e
o grau de investimento. Se existe boa reputação, o investidor
sabe que a empresa tem capacidade para superar desafios.
O mercado leva a reputação de uma marca em
consideração na hora de fazer uma avaliação
econômico-financeira?
Mauro Moreira (Ernst & Young Terco): Leva, sem dúvida, e
essa reputação é diagnosticada de diversas formas. Investidores olham para uma empresa e avaliam fatores como
a rentabilidade, a governança corporativa e a qualidade do
produto ou do serviço oferecido. No caso da Unimed-Rio,
essa qualidade se materializa no momento do atendimento
médico em suas mais diversas formas, seja no consultório,
em uma clínica ou em um hospital.
Como o cliente tangibiliza a força da marca
e reputa valor a uma empresa?
Alexandre Diogo (IBRC): Pesquisas recentes mostram que o
fator mais relevante que relaciona satisfação com fortalecimento de marcas, aumento de vendas, lucro sustentável e
longevidade organizacional nos dias de hoje é a indicação,
a opinião que outras pessoas prestam a você sobre uma
empresa e seus produtos ou serviços. Isso é algo novo e
que impacta diretamente a construção e manutenção da
reputação corporativa. Quando pergunto para alguém se
ela indica alguma coisa, isso está associado ao quanto ela
acredita no produto ou serviço. E quando você traz essa
análise para o universo da Unimed-Rio, há um aumento da
importância. Sou médico ginecologista também e afirmo
que a relação médico-paciente é de uma estreiteza que faz
com que a indicação do médico tenha um peso enorme.
16 Revista
Mauro Moreira, da
Ernst & Young Terco
Fabio Fernandes,
da F/Nazca
Então, se a indicação de um leigo, de um amigo ou conhecido já é algo comprovadamente forte, imagina quando ela
sai do médico para o paciente. Além disso, é o médico também quem entrega o serviço, quem representa a qualidade
e, portanto, o elemento central para que o cliente faça sua
análise de satisfação e lealdade. Ele pode adotar três tipos
de comportamento: ser um promotor, ou seja, aquele que
indica; ser neutro, não indicando nem falando mal; e ser
um detrator, criticando. No caso da Unimed-Rio, em que o
médico é dono do negócio, não faz sentido que ele tenha
um comportamento diferente da primeira opção.
Que atributos da Unimed-Rio diferenciam a
marca de outros planos de saúde?
Fábio Fernandes (F/Nazca): O principal, sem dúvida, é a
afetividade. E é importante entender de onde vem isso. O
bom posicionamento é aquele que é extraído da realidade
da marca. Ele tem que destacar verdades da empresa, que
representem a cultura, a filosofia, o pensamento da organização, e ao mesmo tempo ser aspiracional, para ajudar
a empresa a evoluir. O posicionamento da Unimed-Rio foi
construído a partir do entendimento de sua história, da
união de médicos. O fato de ela ser dirigida por médicos já
havia sido destacado e percebemos que a grande verdade
a ser dita era o que se estabelecia a partir dessa realidade.
O médico é a razão do posicionamento da Unimed-Rio. É
a ideia de proximidade, de carinho. De medicina, e não de
finanças. De alguém preocupado com a saúde das pessoas, e não simplesmente com números. "O melhor plano
de saúde é viver. O segundo melhor é Unimed" fala disso.
Da possibilidade de viver bem e de contar com carinho,
afeto, caso preciso. Nesses aspectos, sem dúvida, a marca
Unimed-Rio se destaca das outras.
Na Unimed-Rio, o médico é cooperado, dono,
sócio do negócio, enquanto em outros planos ele é credenciado. Como essa diferença
deve se refletir no comportamento com pacientes e prestadores?
Mauro Moreira (Ernst & Young Terco): O credenciado tem
a visão de produção exclusivamente. O cooperado da Unimed-Rio tem que se posicionar como dono, como um acionista, e ter o entendimento de que
ele participa tanto da geração do custo quanto
da formação e da distribuição do resultado. A
responsabilidade é maior em todas as partes
é importante que ele aja como sócio em todas
as etapas do processo, desde o início. Quando
atende um paciente, ali está a qualidade do
serviço. A postura dele precisa valorizar a marca.
Ana Luisa Almeida (Reputation
Institute): No caso da Unimed, o médico precisa assumir que ele talvez seja o
principal formador da reputação da empresa. A entrega
do serviço de plano de saúde
se dá, em grande parte, nos consultórios. Nesse caso, o primeiro ponto
é ele se reconhecer de fato como
dono, entender que é parte do negócio. Muitas vezes, o médico se
coloca como vítima do processo,
ainda mais em um setor tão complexo. Então, ele tem que entender
que ele é a Unimed, que a Unimed
é diferente, que a diferenciação se
dá na qualidade da entrega do
serviço e que quem tem essa capacidade de entregar a qualidade é ele,
seja no consultório, em uma clínica ou em
um hospital. Por ser detentor do conhecimento médico, ele tem um peso grande
na construção da percepção do cliente e
acaba transferindo a autoridade científica
para a parte relacional. E, enquanto sócio,
dono, essa influência precisa acontecer de
forma positiva. Essa percepção precisa
ser coletiva para que os stakeholders
também tenham uma percepção coletiva.
Fabio Fernandes (F/Nazca): O médico tem que representar
o posicionamento da empresa e isso precisa acontecer da
forma mais simples possível. O melhor médico é aquele
que tem boa capacidade profissional, mas que trata seus
pacientes de forma humana, com a compreensão do que
isso representa. Ele precisa fazer com que as pessoas se
sintam à vontade, como se estivessem conversando com
um amigo. Precisam se sentir importantes, mais do que o
formulário que é preenchido. Ser bom médico vai além
de resolver os problemas da pessoa de natureza técnica.
É olhar no olho, pegar na mão, dar conforto, falar palavras
de carinho. É fazer o paciente se sentir especial, realmente
ocupando aqueles 20, 30 minutos da agenda do médico
com a coisa mais importante do mundo. Isso faz a pessoa
se sentir importante, valiosa. E digo que é a forma mais
simples possível porque isso é o básico que se espera no
relacionamento entre médico e paciente, é a verdade idealizada da categoria. Ser médico é primeiro uma vocação,
depois uma profissão. Se o cooperado agir dessa forma, ele
estará representando o posicionamento da marca, entregando aquilo que o conceito propõe e fazendo seu papel
enquanto médico e sócio.
Alexandre Diogo (IBRC): Digamos que sou professor e tenho uma turma. Tenho o dever de tratar todos os alunos
da mesma forma. Mas digamos que um dos alunos seja
meu filho. Não posso beneficiá-lo ou tratá-lo de maneira
diferenciada. Onde está o valor para mim? No prazer que
tenho quando vejo que ele aprendeu. É sem dúvida um
sentimento diferente em relação aos demais. Talvez essa
seja uma analogia boa para explicar a diferença de postura
que o médico deva ter ao ser cooperado da Unimed-Rio
e credenciado de outros planos. É intangível, mas a relação pode ser diferente na forma de se relacionar e cobrar
tanto o cliente quanto a cooperativa. Não pode haver discriminação nem qualquer ferimento à ética médica, mas o
médico precisa perceber que o fato de ser cooperado da
Unimed-Rio, mesmo que ele também seja credenciado de
outros planos, cria contornos especiais para esta relação.
E mais do que perceber, ele precisa agir de acordo com
esses aspectos. O ser humano tem uma tendência natural
de olhar para fora e não para dentro. Neste caso, o olhar
do dono precisa agregar valor. E quando ele fizer isso, teremos o médico e o paciente indicando a marca, reforçando
a reputação. O ciclo virtuoso da lealdade passa a ser um
diferencial efetivo.
17
clube do médico
Conheça as histórias de superação
de médicos que participam do Clube de
Corrida. Ação acontece em diversos pontos
da cidade e é aberta a todos os cooperados
Qual é a sua
motivação?
Q
uando começou a correr,
há 10 anos, e entrou para
o Clube de Corrida – ação
promovida pelo Clube do
Médico da Unimed-Rio a todos os
cooperados e colaboradores –, a pediatra Fátima Darcinete tinha um objetivo percorrer os 800 quilômetros do
Caminho de Santiago de Compostela,
na Espanha. Cinquenta corridas de rua
depois e com condicionamento físico
de colocar inveja em muitas adolescentes, em 2010, Fátima, então com
50 anos, conseguiu realizar seu sonho.
“Quero saúde e longevidade. Correr
me traz alegria e disposição. Desde
que comecei, parei de engordar e já
perdi 8kg, o que, para a minha faixa
etária, é muito importante. A cada ano,
engorda-se 700 gramas se você comer
normalmente e não fizer nenhum exercício físico”, lembra a cooperada.
Além da experiência no exterior, Fátima conta que, aqui mesmo em terras
brasileiras, também passou por um
momento marcante: “Meus primeiros
cinco quilômetros foram inesquecíveis.
Mais!
18 Revista
Treinei duro e consegui finalizar em
36 minutos o Circuito Vênus. Depois
dessa conquista, entendi por que um
maratonista fica tão feliz apesar da
dor muscular. A sensação de prazer
é indescritível”. Seu próximo objetivo?
Completar o Circuito Athenas 10km.
Esse, a ginecologista Alexandra Richa,
de 52 anos, participante do Clube de
Corrida há três, já riscou da lista de
desejos: “Foi cansativo, mas tinha certeza de que ia completar. Quando
você se exercita, o corpo responde”,
garante. Mas ainda consta na lista o
Caminho de Santiago, sua principal
motivação hoje. “O bom é que eu e
Fátima podemos trocar experiências!”,
fala ao perceber que as duas médicas
compartilham as mesmas motivações.
Se Alexandra e Fátima têm sonhos em
comum que se realizam, a dermatologista Ana Maria Rabello, de 50 anos,
acorda e dorme pensando em uma
promessa a ser cumprida em breve:
participar de uma maratona até o fim
do ano. São 42 km e muita disposição.
“Já fiz a meia maratona em maio de
2012. Esse é o próximo passo”, conta
animada. E manda um recado para os
cooperados: “Médico é sedentário, só
manda fazer, não gosta e não faz esporte. É preciso mudar isso”.
A bronca é dada também pelo clínico
e gastro Luiz Arruda, o novato do grupo, no Clube há oito meses: “A missão
do médico não é só diagnosticar, medicar e curar, mas também orientar, dar
exemplo e educar. Sabe aquele ditado:
faça o que eu digo, mas não faça o
que eu faço? Hoje os meus pacientes
fazem o que eu faço e não só o que
eu digo”. Há dois anos, aos 60 Luiz
rompeu o tendão de Aquiles. Ficou
sem andar por quatro meses e, hoje,
faz o que nunca imaginou que pudesse voltar a fazer: correr e brincar com
seus netos “emprestados” de 10 e 2
anos: “Essa é minha grande superação.
Correr melhora tudo, a saúde, o humor
e a disposição”.
Os cooperados Alexandra Richa, Fátima Darcinete e Luiz
Arruda com o professor Alexandre Maximiliano
aos sábados, massagem e frutas à vontade
“A corrida melhora o condicionamento cardiovascular e evita
doenças provocadas pela síndrome metabólica e pela epidemia de obesidade”, lembra Alexandre Maximiliano, professor de
Educação Física e responsável pelo Clube de Corrida. Durante
a semana, o treinamento acontece em diversos pontos da cidade do Rio, do Leme ao Recreio, passando pelo Maracanã e
por Niterói, em horários variados. Aos sábados, faça chuva ou
faça sol, Max, como é conhecido por seus alunos, monta a tenda do Clube no Parque dos Patins, na Lagoa, e, nesse dia, os
alunos contam com mesa de frutas e massagistas, um atrativo
a mais para o corredor.
LOCAIS DE TREINO
Segunda-feira
Leme (Rai & Sarah) - 6h30 às 8h
Lagoa (Caiçaras) - 18h30 às 21h
Maracanã (Beline) - 18h às 20h30
Terça-feira
apoio A 15 corridas de rua em 2014
Cooperados e colaboradores da Unimed-Rio, frequentadores ou não do Clube, têm a oportunidade de participar
de corridas de rua apoiadas pela cooperativa através de
sorteio de cortesias e descontos nas inscrições. Só este
ano, foram 15 circuitos patrocinados, entre eles Athenas,
Vênus, Night Run, Delta, Golden Four Asics e W Run.
“O patrocínio esportivo é totalmente pertinente para
uma empresa que prioriza a saúde como a Unimed-Rio.
O conceito de qualidade de vida e prevenção, junto ao
crescimento da prática esportiva na modalidade corridas
de rua, nos levou a investir no ano de 2014 em dez provas a mais do que investimos em 2013”, lembra Eduardo
Bordallo, diretor de Mercado.
Bosque da Barra - 7h às 9h
Leme (Rai & Sarah) - 18h às 21h
Recreio (Ipiranga) - 19h às 21h
Niterói (Icaraí) - 19h às 21h
Quarta-feira
Leme (Rai & Sarah) - 6h30 às 8h
Lagoa (Caiçaras) - 18h30 às 21h
Maracanã (Beline) - 18h30 às 20h30
Quinta-feira
Barra (Posto 6) - 7h e 19h
Leme (Rai & Sarah) - 18h às 21h
Niterói (Icaraí) - 19h às 21h
COMO SE INSCREVER
A mensalidade custa R$ 35 e para se inscrever no Clube de
Corrida é preciso enviar um e-mail para [email protected] solicitando a inscrição na equipe e informando
nome completo, código de cooperado na Unimed-Rio e telefone de contato. O participante receberá por e-mail o “Termo de
Responsabilidade” e deverá providenciar os seguintes exames
e documentos: Teste Ergométrico, Atestado de Aptidão Física e
Termo de Responsabilidade assinado.
Sábado
Lagoa (Parque dos Patins) - 9h às 11h
A médica Ana Maria Rabello
treina para participar de uma
maratona até o fim do ano
19
reconhecimento
entre as maiores
do brasil
Unimed-Rio tem crescimento em
pesquisa anual da Revista Exame sobre
desempenho econômico-financeiro
A
chancela do mercado é uma das melhores
formas de demonstrar o bom desempenho de uma empresa. Em agosto, a Revista Exame referendou a atuação econômico-financeira da
Unimed-Rio, apontando crescimento da empresa no ranking
dos 200 Maiores Grupos, que enumera os principais conglomerados privados de atuação no Brasil. A cooperativa
aparece na 121ª posição, na ordem por receita líquida, frente
à 129ª colocação em 2012. No ranking específico de vendas
líquidas também houve evolução em relação à pesquisa
anterior, passando do 170º lugar para a 152ª posição neste
ano. O levantamento avalia os principais indicadores desse
segmento. “Vivemos uma realidade econômico-financeira
extremamente desafiadora. Os compromissos financeiros
do Grupo são elevados, justificando o enorme crescimento
patrimonial da nossa organização nos últimos anos. A despeito dos boatos que vêm sendo divulgados, o valor dos
nossos ativos e as aplicações financeiras vinculadas à ANS
são bastante superiores ao endividamento que temos, e é
muito importante ressaltar que construímos isso sem que
o cooperado tivesse que participar de qualquer processo
de capitalização e deixasse de receber o melhor valor de
remuneração entre os planos de saúde da cidade. Ou seja,
nossos financiamentos são coerentes com nosso desenvolvimento e estão sendo honrados e tratados com a seriedade
que nos caracteriza e que nos colocou entre as Melhores
& Maiores empresas do Brasil”, avalia Luis Fernando Moraes,
diretor Financeiro.
Mais!
20 Revista
A pesquisa da publicação refere-se ao ano de 2013 e é realizada em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas
Contábeis, Atuariais e Financeiras da Universidade de São
Paulo (Fipecafi). Ela consiste na avaliação de mais de três
mil demonstrações financeiras, base de dados que sustenta
as informações do ranking.
Outras Unimeds
Diversas Unimeds são citadas na edição especial 2014 da
Revista Exame sobre as Melhores & Maiores – As 1000
Maiores Empresas do Brasil. Depois da Unimed-Rio, cooperativa do Sistema de maior destaque, aparece a Unimed
Paulistana, na 191ª colocação. As demais cooperativas que
aparecem no ranking são: Unimed BH (216ª),
Porto Alegre (382ª), Fortaleza (445ª), Federação das Unimeds do Estado de São Paulo,
(498ª), Vitória (622ª), Goiânia (667ª), Cuiabá
(674ª), Nordeste/RS (806ª), Grande Florianópolis (894ª) e São José do Rio Preto (904ª).
Mais valiosa
A Unimed subiu duas posições no ranking das marcas
mais valiosas do Brasil e, hoje, ocupa a 21ª posição, segundo a Brand Finance, empresa de consultoria líder
mundial nos setores de avaliação e estratégia de marca. Em 2014, a marca passou a valer R$ 2,817 bilhões.
cursos
Conversa
aberta
O
Reserve um espaço na sua
agenda para participar
das sessões clínicas e cursos
promovidos no Hospital
Unimed-Rio
Hospital Unimed-Rio tem uma programação semanal com sessões clínicas setoriais e uma sessão geral sobre
casos diferenciados ou de destaque. “Nosso objetivo é discutir casos curiosos por sua raridade e/ou gravidade e promover o diálogo e a capacitação técnica do nosso corpo clínico” explica Wolney de Andrade Martins,
coordenador de Ensino do Centro de Ensino e Pesquisa. A participação é liberada para todos os colaboradores
assistenciais e cooperados. Ficou interessado? Basta enviar um e-mail para [email protected] informando de qual
sessão deseja participar. Confira a programação:
SESSÕES SETORIAIS
» Sessão de Imagem
1ª segunda-feira de cada mês, 19h.
Público-alvo: profissionais de radiologia
e serviços de imagem.
» Sessão clínica no Bloco Cirúrgico
2ª segunda-feira de cada mês, 19h.
Público-alvo: cirurgiões, equipes de terapia
intensiva, profissionais da área cirúrgica.
outubro/2014 - Sessão Clínica Geral do Hospital Unimed-Rio
DIA
TEMA
3/10/2014
DESTAQUES DO CONGRESSO EUROPEU
DE CARDIOLOGIA
10/10/2014
CASO CLÍNICO DO BLOCO CIRÚRGICO (WEGENER)
17/10/2014
APLICABILIDADE CLÍNICA DO PET-CT
24/10/2014
DESTAQUES DO CONGRESSO EUROPEU
DE TERAPIA INTENSIVA
31/10/2014
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL IC
(Programação sujeita a alterações)
» Sessão de Anestesiologia
4ª segunda-feira de cada mês, 19h.
Público-alvo: profissionais da área
e anestesistas.
SESSÃO GERAL
» Sessão Clínica Geral do Hospital Unimed-Rio – todas as sextas-feiras, 12h.
Público-alvo: profissionais assistenciais.
O Hospital sedia cursos diferenciados com desconto para cooperados e colaboradores. O próximo será sobre Eletrocardiografia com o renomado Dr.
Prof. Ademir Batista da Cunha, com carga horária de 24h e desconto de 20%
para médicos cooperados.
Curso de ELETROCARDIOGRAFIA
Carga horária: 24h
Investimento: R$ 800 à vista ou 3 parcelas de R$ 300,00
Data: de 23/9 a 9/12, das 19h às 21h (sempre às terças-feiras)
Inscrições através do e-mail [email protected]
21
voluntariado
seja
voluntário do
H
Projeto une
voluntariado
e medicina
e incentiva médicos
a dedicarem tempo
para ajudar o próximo
da vida
D
e um lado, o médico, com sua vocação
para cuidar das pessoas. Do outro, milhares de pessoas com problemas de saúde e
necessidades específicas de cuidado, mas
sem condição de acesso à informação e tratamentos simples. Entre esses dois extremos, o crescimento do trabalho
voluntário como uma forma de aumentar o potencial e de
gerar autorrealização. Foi a partir desse cenário que o Dr.
João Paulo Ribeiro, médico paulista, e o economista Rubem
Ariano criaram o “Horas da Vida”, projeto que estimula o
exercício da medicina como trabalho voluntário.
“Eu já atendia pessoas que precisavam, mas não poderiam
pagar, e percebi que vários profissionais da saúde também
faziam isso, embora de maneira bem informal, ou tinham o
desejo de fazer, mas não sabiam como. Foi então que, em
Mais!
22 Revista
ras
dezembro de 2012, surgiu a ideia de criar o programa Horas da Vida”, explica o Dr. João Paulo. “Surgimos para facilitar
e otimizar o trabalho voluntário e para atender também a
uma demanda humanitária do próprio médico, uma vez
que os profissionais da saúde possuem um desejo muito
forte de ajudar o próximo”, complementa.
O objetivo primordial do Horas da Vida é proporcionar
atendimento humanizado e resolutivo a pacientes de baixa renda, com oferta à inclusão social e cidadania. Isso tudo acontece por meio de uma plataforma digital (www.
horasdavida.org.br), que organiza o fluxo (horários, datas e
necessidades) entre os voluntários cadastrados e instituições sociais com trabalho reconhecido. “Quem doa ganha
mais do que quem recebe, porque o trabalho voluntário
é extremamente gratificante. Dá um sentido para a vida”,
afirma Dr. João.
Além de consultas, os voluntários podem doar suas horas para realizar palestras e ações voltadas à saúde.
Veja todos os programas possíveis de inserção:
Atendimentos em consultórios: Os pacientes são triados e encaminhados para atendimento com
os profissionais do Horas da Vida. O atendimento é feito no próprio consultório do voluntário.
Ações de saúde: Mutirões relacionados a diversas necessidades de saúde.
Ex. audição, diabetes, obesidade, hipertensão, outros.
Palestras: Identificação e planejamento de palestras
para promoção de saúde e controle de doenças crônicas.
Conteúdos: Promoção de saúde através
de conteúdos no site do Instituto.
Com menos de dois anos de existência, o programa já possui cerca de 400
médicos cadastrados em São Paulo. E
com a disseminação do projeto para
o Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio
Grande do Sul, a tendência é aumentar
o número de participantes e, consequentemente, de beneficiados. "Qualquer pessoa que tenha interesse em
promover a saúde e a inclusão social
pode participar do programa”, lembra
Rubem Ariano.
A Unimed-Rio aderiu à ideia e incentiva
que seus cooperados participem. Para
fazer parte, basta acessar a plataforma,
fazer seu cadastro e colocar quantas
horas e o que você pode fazer para
doar. No campo “Possui algum código
de identificação?”, você deve inserir o
código UnimedRio.
Dr. João Paulo Ribeiro,
médico paulista, criou o
“Horas da Vida”, projeto
que estimula o exercício
da medicina como
trabalho voluntário
COMO PARTICIPAR
1. Acesse www.horasdavida.org.br.
“Nossos valores fundamentais compartilham os princípios que fizeram a
Unimed surgir e que constituem a base do cooperativismo. Está na raiz de
nossa profissão agir com vistas ao bem
comum. Por esse motivo buscamos influenciar e disseminar o conceito do
trabalho voluntário entre nossos cooperados”, comenta o Dr. Abdu Kexfe,
diretor Médico da Unimed-Rio.
2. Cadastre-se. No campo “Possui
algum código de identificação?”,
insira o código UnimedRio.
3. Informe quantas horas você pode
doar e o que pode doar. Ex: 2 horas
de consulta de oftalmologia.
Revista
23
sustenTabilidade
Instituto
Unimed-Rio
inicia suas
atividades
prospectando
parceiros
Captação de
investidores
I
ncentivo a iniciativas de pesquisa e ensino na área da saúde. Fortalecimento das
ações de desenvolvimento social. Ampliação de projetos de gestão de saúde.
Esses três caminhos formam a base de
atuação do Instituto Unimed-Rio, criado no final do ano
passado e que começa agora a ter suas primeiras atividades. O objetivo neste momento inicial é apresentar
as linhas de trabalho aos médicos cooperados, parceiros
e possíveis investidores para que, em breve, a estrutura
possa contar com novos projetos, além dos que já fazem
parte do portfólio da cooperativa.
“Somos protagonistas no setor de saúde suplementar e
isso nos dá a responsabilidade de provocar mudanças
reais e positivas para a sociedade. Dentro do contexto
da medicina, vamos estimular linhas de pesquisa e disseminar conhecimento a partir de tudo o que acontece
em nosso Hospital. Neste caso, médicos que tenham
interesse ou que conheçam organizações que possam
se associar à nossa marca podem e devem procurar a
equipe do Instituto. Também vamos concentrar todos
os esforços de responsabilidade social corporativa,
seja com recursos próprios ou incentivados,
24 Revista
no Instituto, de forma a ampliar o potencial de transformação
social. E, por fim, também acreditamos na potencialização de
nossas ações de gestão de saúde, como uma forma de expandir nossa capacidade de influência para o bem-estar e a
qualidade de vida. Em todos esses casos, o Instituto quer contar
com parceiros para que os projetos e os resultados tenham
impactos cada vez mais significativos”, destaca o presidente
Celso Barros, também presidente do Instituto.
Vale destacar que o Instituto possui os mesmos princípios
de governança da Unimed-Rio. Possui Diretoria e Conselho Fiscal independentes, compartilha áreas e
expertise do Grupo e utiliza as principais
ferramentas de gestão da sustentabilidade para assegurar transparência
na condução dos projetos
e na apresentação de
resultados.
SAIBA MAIS SOBRE AS LINHAS DE ATUAÇÃO DO INSTITUTO:
1. Ensino e Pesquisa
O Hospital Unimed-Rio já nasceu como um pólo de
desenvolvimento científico, com unidades dedicadas
a práticas de ensino e pesquisa.
Nesta área, você pode associar sua marca a projetos como:
» Pesquisas na área de terapia celular, em parceria
com o Instituto de Biofísica da UFRJ.
» Estudos de novas abordagens terapêuticas.
» Desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias
que contribuam para a evolução da medicina.
» Sessões de estudo sobre temas específicos.
» Congressos e eventos médicos.
2. Investimento Social Privado
Apoiadora de projetos sociais há mais de 20 anos,
a Unimed-Rio acredita nesse tipo de incentivo como uma forma de promover transformações reais
na sociedade.
Junte-se a nós e patrocine projetos sociais gerenciados pelo Instituto nas seguintes áreas:
»
»
»
»
»
Saúde
Educação
Cultura
Esporte amador
Meio ambiente
3. Gestão de Saúde
Nosso compromisso com o bem-estar e o estímulo à qualidade de vida se desmembra em diversos
programas de prevenção e promoção de saúde.
Missão
Estimular o desenvolvimento social e humano
e gerar conhecimento em saúde.
Visão
Ser reconhecido como um importante agente de desenvolvimento
social e produção de conhecimento científico em ensino e pesquisa.
Valores
Compromisso com a vida
Integridade
Sustentabilidade
Convergência e Inovação
O INSTITUTO
UNIMED-RIO
Organização da Sociedade Civil
de Interesse Público sem fins
lucrativos ou econômicos, que
tem por objetivo estimular o
desenvolvimento social
e humano e gerar
conhecimento em saúde.
Revista
25
educação continuada
PROMESSA
O
cUMPRIDA
dinamismo das relações de trabalho e do
mercado nos dias de hoje faz com que
o constante desenvolvimento profissional
seja uma meta para todos. Para o médico,
isso não é diferente. Nesse sentido, a Unimed-Rio procura
dar a sua contribuição e oferece aos seus cooperados o
MBA em Gestão Empresarial com Ênfase em Saúde, fruto de uma parceria com a Federação das Unimeds do
Estado do Rio de Janeiro e a Fundação Getúlio Vargas. A
ação é uma iniciativa do Instituto Unimed-Rio. A turma
piloto, que terá início em setembro, contará com sócios da
cooperativa que haviam manifestado interesse no curso
por meio do site minhaunimedrio.com.br e, conforme a
adesão e a evolução do MBA, a tendência é que novas
turmas sejam oferecidas em breve.
As mensalidades dos participantes serão inteiramente
pagas pela cooperativa. No entanto, caso o cooperado
abandone ou desista do curso durante a sua realização,
ele deverá ressarcir o valor pago pela cooperativa e quitar
as parcelas restantes, já que o serviço foi colocado à sua
disposição. O conteúdo contempla 432 horas de programa, ao longo de 18 meses, com aulas às sextas e sábados,
uma vez por mês, das 8h30 às 19h30. O curso será ministrado no auditório da Unimed Federação Rio, no Centro.
Além de promover o desenvolvimento profissional dos
participantes, a oferta de um curso de MBA como este
corrobora o entendimento da diretoria de que os conhecimentos em gestão também podem fazer parte da formação dos médicos, sócios de um Grupo. O conhecimento
adquirido também será importante para este profissional
no que diz respeito à administração de seu consultório.
“Queremos o cooperado cada vez mais participativo na
26
Cooperados iniciam MBA em
Gestão Empresarial. Novas turmas
serão oferecidas em breve
gestão, entendendo do negócio e conhecendo sua importância como gestor de custos. E, sem dúvida, o curso trará
um aprendizado valoroso para a carreira dos participantes”,
comenta o presidente, Celso Barros. “É o início de um novo
modelo de educação continuada para os sócios, e tenho
certeza de que será um sucesso”, completa.
Outro passo
A criação desta primeira turma de MBA era um dos projetos de gestão da atual diretoria da empresa. Outras ações
propostas também estão em prática, como o novo plano
de saúde para o cooperado, a inauguração do Centro de
Excelência Oncológica e a criação do Instituto Unimed-Rio,
que trabalhará na captação de recursos para a realização
de pesquisas científicas, projetos culturais e socioambientais. Acredita-se que este projeto também consista em um
campo de novas oportunidades, fonte de conhecimento
e reconhecimento para o cooperado, além de contribuir
para o desenvolvimento sustentável do Grupo.
CUIDADO, CARINHO
E AT E N Ç Ã O .
E S TA M O S C O N S T R U I N D O
A LG O M A I O R D O Q U E
UM PLANO DE SAÚDE.
CEFIS
O Centro de Excelência Física
Unimed-Rio / FJG apresenta
um conceito em planejamento
e prescrição de exercícios
direcionados para
o condicionamento físico
e treinamento desportivo,
de forma individual.
H O S P I TA L U N I M E D - R I O
E S PA Ç O
PA R A V I V E R
MELHOR
Construído para ser um centro nacional
de referência médica e de ensino em pesquisa.
Possui 219 leitos, um centro de hemodinâmica,
uma unidade de medula óssea, um centro
de diagnóstico de imagem com equipamentos
de alta tecnologia, além de um centro cirúrgico
com 11 salas, sendo uma sala híbrida.
Com arquitetura moderna, é eficaz,
seguro, e suas acomodações contam
com uma equipe médica, além de outros
profissionais à disposição dos clientes.
Desenvolvido para conscientizar,
estimular e apoiar os clientes na promoção da saúde,
mudanças de hábitos e controle de doenças crônicas,
melhorando a qualidade de vida.
CUIDADO
Plano com maior índice
de clientes satisfeitos.
Os melhores hospitais
e laboratórios.
COBERTURA NACIONAL. MAIS DE 5.400 MÉDICOS NA CIDADE DO RIO.
MAIS DE 110 MIL NO PAÍS.
BENEFÍCIO
É QUE NEM SAÚDE:
QUANTO MAIS, MELHOR.
BEN EF ÍCIOS
OP C IO NA IS
GAR ANT IA D E S E M P R E G O
TRANSP O RTE AE RO M É D IC O
Ise n ç ã o de a t é 6 m en s al i d a d es
A e ro n a ve s co m re cu rso s
q u a ndo o co r re r a d em i ss ã o
mé d i co s p a ra tra n sp o r te
invo l u n t á r ia d o b en ef i c i ár i o
i n te r -h o sp i ta la r e m ca so
(CLT) o u a fa sta m en to
d e u rgê n ci a e e me rgê n ci a .
p o r do e n ça / a c i d en te
d e p ro f iss io na l au t ôn om o.
U N IM E D V IAG E M
A ssi stê n ci a s e me rge n ci a i s
U N IP SIC O R IO
em vi a ge n s i n te r n a ci o n a i s.
D e s co n to e m a ten d i m en to
p s ico l ó g i co pers on a l i z a d o.
S O S UNIM E D
A te n d i me n to mé d i co
BE N E FÍC IO FA R M ÁCI A
d o mi ci li a r e p ré -h o sp i ta la r
D e s co n to e m m ed i cam en tos em
em ca so d e u rgê n ci a
d ive rs a s fa rm á c i as c red en c i a d a s .
e e me rgê n ci a .
Pa ra m a i s i n fo r m aç õ e s , li g ue 0 8 0 0 0 2 5 5522
o u a cess e: u n i m e d r i o . co m . b r
Informações resumidas. Consulte condições contratuais.
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