Pet-CT para pacientes com câncer

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Data: 27/11/2012
Nota Técnica 23/2012
Medicamento
Material
Procedimento X
Cobertura
Solicitante: Bruna Luísa Costa de Mendonça
Assessora do Juiz da 2ª Vara Cível
Numeração Única: 052512020931-3
Tema: Uso do pet scan em pacientes portadores de câncer
Sumário
1.Resumo Executivo .................................................................................. 2
1.1 Contextualização ........................................................................... 2
1.2 Considerações............................................................................... 2
1.3 Conclusão...................................................................................... 2
2.Análise Clínica da Solicitação ................................................................. 3
2.1 Pergunta Clinica Estruturada ......................................................... 3
2.2 Contextualização ........................................................................... 3
2.3 Descrição da Tecnologia a ser avaliada: ....................................... 3
2.4 Disponibilidade no SUS/ protocolos: ............................................. 4
3.Resultado da Revisão da Literatura ........................................................ 4
4.Conclusão ............................................................................................... 5
5.Referências ............................................................................................. 5
Pergunta encaminhada:
Prezado(a) Senhor(a),
Pelo presente, em razão de haver muitos casos de indicação de pet-ct para
pacientes com câncer,
1.
Resumo Executivo
1.1 Contextualização
A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é um exame de imagem
complexo e de alto custo. Pode contribuir para a definição diagnóstica e para a
tomada de decisão quanto ao melhor tratamento de alguns cânceres. 1
1.2 Considerações
Na maioria das situações a PET não acrescenta informações mais relevantes
que as obtidas por tomografias computadorizadas ou por outros exames de
imagem, menos caros e menos complexos.1,2 O seu impacto sobre desfechos
clínicos de maior relevância, como sobrevivência e qualidade de vida, não são
conhecidos.
1.3 Conclusão
A recomendação é que sejam observadas as indicações relacionadas abaixo.
Para melhor otimização de recursos é preciso saber se outros exames de
imagem não forneceram informações suficientes para o diagnóstico ou para
ajudar na decisão terapêutica.
2.
Análise Clínica da Solicitação
2.1 Pergunta Clinica Estruturada
Em que circunstâncias o paciente com suspeita de câncer ou sabidamente
portador desta doença necessita submeter-se à tomografia por emissão de
pósitrons?
2.2 Contextualização
A tomografia por emissão de pósitrons (PET) é um tipo de exame de imagem.
Mais especificamente, um dos tipos de exame produzidos pela medicina
nuclear.2,3
Diferentemente de outras tecnologias de imagem — como os raios-X, a
tomografia computadorizada (TC) e a imagem por ressonância nuclear
magnética (MRI) — voltadas predominantemente para definições anatômicas
de doença, a PET avalia a perfusão e a atividade metabólica tissular, podendo
ser utilizada de forma complementar ou mesmo substituta a estas
modalidades.4,5
2.3 Descrição da Tecnologia a ser avaliada:
Há necessidade do uso de um radionuclídeo, isto é, um elemento radioativo
cuja desintegração emite partículas denominadas pósitrons, que podem ser
captadas por aparelhos especiais. Este elemento radioativo, geralmente o
flúor18, é ligado a moléculas de glicose, formando a substância denominada
fluor-deoxiglucose (FDG). Os tecidos tumorais geralmente tem metabolismo
mais intenso que os tecidos normais e são ávidos por glicose (ou glucose).
Desta forma, o FDC concentra-se preferencialmente nos tecidos tumorais. Os
pósitrons emitidos no processo de desintegração do FDC ligam-se aos
inúmeros elétrons das substâncias orgânicas. Esta ligação leva à emissão de
raios gama com direções opostas, que são captados por gama câmaras e
processadas por um aparelho capaz de criar imagens tomográficas e
tridimensionais.1,2
2.4 Disponibilidade no SUS/ protocolos:
Esta modalidade tecnológica de diagnóstico ainda não é disponibilizada pelo
SUS.
3.
Resultado da Revisão da Literatura
A tomografia por emissão de pósitrons pode ser útil:
a) Na avaliação de tumores solitários do pulmão, podendo distinguir
tumores benignos de tumores malignos.1
b) No estadiamento do câncer de pulmão de células não pequenas. Nestes
casos fornece informações sobre a presença de metástases e sobre o
grau de disseminação da doença.1
c) Para detectar recorrência do câncer de pulmão.1
d) Para detectar metástases do tumor de esôfago, que não tiverem sido
detectadas por outros métodos.1
e) Em alguns subtipos histológicos de linfoma não Hodgkin. Mas, não em
todos. Em muitos casos, a tomografia computadorizada simples é
suficiente. Não há indicação de PET para acompanhar os pacientes em
remissão do linfoma não Hodgkin.2
f) Nos casos de câncer colo-retal, quando houver suspeita de recorrência
devido à elevação do CEA e nos quais a tomografia computadorizada
simples não conseguiu localizar nenhuma lesão.3,5
g) Nos portadores de câncer colo-retal que apresentem metástase isolada
no fígado e para os quais se quer avaliar a possibilidade de ressecção
cirúrgica da mesma. O PET SCAN evita cirurgias desnecessárias.3,5
Cabe ser mencionado que, na grande maioria dos protocolos de prática clínica
de vários países do mundo que foram levantados em dois pareceres
elaborados pelo Ministério da Saúde não se verificou uma recomendação
rotineira da PET, seja na localização de tumores em geral ou no estadiamento
e seguimento do câncer colo-retal, ainda que as diversas revisões sistemáticas
e relatórios de agências de avaliação de tecnologias obtidas sinalizem para
algumas indicações em que a tecnologia pareça possuir boa acurácia e
impacto no manuseio clínico terapêutico.5
4.
Conclusão
Pode-se concluir que a tomografia por emissão de pósitrons é um exame que
deve ser reservado para situações em que exames de imagem menos
complexos e menos caros não puderem fornecer todas as informações
necessárias.
5.
Referências
1. Stak P. Thoracic positron emission tomography. Literature review current
through:oct 2012. This topic last updated: Ago 24, 2012. Disponível em
www.uptodate.com
2. Freedman AS, Friedberg JW. Initial evaluation and staging of nonHodgkin lymphoma. Literature review current through:oct 2012. This
topic last updated:Ago 2, 2012. Disponível em www.uptodate.com
3. Ahnen DJ, Macrae FA, Bendell J. Clinical manifestations, diagnosis, and
staging of colorectal cancer. . Literature review current through:oct 2012.
This topic last updated: Jul16, 2012. Disponível em www.uptodate.com
4. Ministério da Saúde / Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos. Departamento de Ciência e Tecnologia. Parecer Técnicocientífico. Síntese das Avaliações Tecnológicas sobre PET realizadas
por Agências Internacionais de ATS na área de oncologia. Agosto 2004.
5. Ministério da Saúde / Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos. Departamento de Ciência e Tecnologia. Parecer Técnicocientífico: Uso da tomografia por emissão de pósitrons(PET) no
diagnóstico, estadiamento e re-estadiamento dos cânceres de cólon e
reto. 2009. http://www.saude.gob.br/rebrats
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