WEB 2.0
Grupo 13
Caio Correa
Camila Amorim
Guilherme Santos
Isaac Chammah
Renato Oliveira
Vinicius Zabisky
Sumário Executivo
O termo Web 2.0 é utilizado para designar uma nova tendência da internet, onde os
usuários passam a interagir com as páginas e é possível compartilhar informação e
conhecimento entre eles. Alguns dos sites mais famosos do mundo utilizam a tecnologia,
tais como Google, Facebook, Wikipedia, Youtube etc. O interessante da web 2.0 é que as
páginas estão sempre em constante mudanças, e os usuários não precisam instalar
programas ou deixar arquivos salvos em seu computador para a interação. Basta qualquer
dispositivo conectado a internet para que o usuário possa fazer parte.
Embora o termo tenha sido criado em 2004 por Tim O´Reilly, já era possível observarmos
elementos da web 2.0 em páginas mais antigas, como a brasileira fulano.com.br.
Essa maior troca de informações entre os usuários traz vantagens e desvantagens para eles,
como, por exemplo, uma maior facilidade de acesso, de liberdade de expressão, uma
deficiência de monitoramento e a qualidade, muitas vezes, comprometida da informação
trocada por eles.
Histórico
O termo “Web 2.0” passou a existir em 2004, quando seu criador, Tim O´Reilly utilizou-a
pela primeira vez em um seminário para discutir o tema. O termo se popularizou desde
então, e todos as plataformas que permitiam a troca de informação entre usuários foi
denominada de web 2.0. Porém antes mesmo do termo existir, já era possível vermos
exemplos de onde existia tal interação, como foi apontado por Tim Berners-Lee, o inventor
da WWW, que ficara insatisfeito com o termo, pois, segundo ele, as ferramentes já existiam
na web 1.0.
O Google, que surgiu em 1998, por exemplo, ao criar um banco de dados, para mostrar
quais os sites mais acessados, lembrar o histórico de consultas e sugerir sites relacionados,
mostra aplicações da web 2.0. Seu botão “Estou com sorte”, por exemplo, depende dos
outros usuários do site, que mais visitaram algum site relacionado aquela busca. Ou seja,
sua busca foi influenciada pela busca dos outros.
O site de e-commerce Amazon, fundada em 1995, ao recomendar aos clientes produtos que
ele possa gostar e permitir que os próprios visitantes avaliem seus produtos é uma
ferramenta da web 2.0.
A Wikipedia, um dos principais sites da web 2.0, surgiu em 2001 e permite que os usuários
coloquem informações e administrem elas. Com isso, o site possui um dos maiores bancos
de dados de informação da internet.
A Web 2.0 mudou a forma de comunicação da empresa e a publicidade. Agora, através das
redes sociais, por exemplo, é possível uma maior interação entre a empresa e seus clientes,
principalmente no que se diz respeito a críticas. Tornou-se uma tarefa simples e rápida
mostrar uma insatisfação com alguma empresa, por exemplo. Outra mudança foi a forma de
marketing. Ferramentas como “google ads”, onde a empresa paga pela quantidade de
“clicks” é utilizada atualmente. Se antes as empresas só tinham o número de visitar como
informação, agora elas podem saber se a pessoa foi atrás do site da empresa em questão.
Embora o termo Web 2.0, que é considerado um “ beta eterno”, pois está sempre se
aprimorando e recebendo novas funções, há quem diga que está para surgir a web 3.0. A
diferença da web 2.0 entre a web 3.0 se dá no foco entre “semantica das redes “e
“compreensão das máquinas”, porém tal termo foi rejeitado nas comunidades virtuais e
não perpetuou. Atualmente, um foco muito forte da web 2.0 está na “Cloud Computing”, que
consiste em transportar todos os dados dos usuários, inclusive sistemas operacionais, a
servidores virtuais. O usuário envia o comando pela web para um servidor online, e o
mesmo processa a informação e devolve a resposta ao usuário.
O que é e Como funciona
A
definição
de
web
2.0,
segundo
seu
criador,
Tim
O
Reilly,
diz
que:
“Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras
para se obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é
desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores
quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”
Até os dias de hoje não há um consenso preciso do que é a web 2.0. Para Tim O Reilly, para
um site ser considerado como sendo 2.0, ele precisa seguir 3 etapas:
1- Usar a internet como plataforma para serviços.
2- Democratizar a internet
3- Empregar novos métodos de distribuição de informação
A seguir alguns exemplos de usos da internet que foram “evoluídos” para a web 2.0:
Para suprir as 3 etapas, a web 2.0 utiliza algumas ferramentes para seu auxílio. As principais são:
: O RSS, ou Really Simple Syndication, ou seja, uma forma simples de apresentar o que está em
um site. Feito com tecnologia XML, geralmente exibe o conteúdo de um site em forma de um resumo
para o leitor. Atualmente os navegadores já vem com a tecnologia embutida, e para verificar se um site
possui a tecnologia, basta procurar pelo símbolo do RSS ( ou feed ). O RSS é útil para o usuário , pois com
ele é possível filtrar o tipo de informação que se deseja receber ( Ex: Apenas assuntos relacionados a
economia, futebol etc).
: A ideia inicial do XML era a criação de uma linguaguem que fosse lida pelo
software e que pudesse se integrar com outros códigos. Como a Web 2.0 é dinâmica, seria
interessante que dados pudessem ser interligados. Com isso, se gera portabilidade, pois é
possível , através de um aplicativo, escrever um programa em XML , e o ler em outro banco
de dados distintos. O XML pode ser associado com
XHTML , RDF,SDMX ,SMIL, MathML (formato para expressões
matemáticas), NCL, XBRL, XSIL e SVG (formato gráfico vetorial).
AJAX: O Ajax (Asynchronous Javascript And XML ) não é uma outra linguagem, e sim
uma forma de deixar a experiência com a web 2.0 melhor. A tecnologia do AJAX está
presente nos navegadores atuais, e conta com um mix de várias outras tecnologias como
XML, JavaScript, DOM, CSS, entre outras. Na web 1.0, a troca de informações era feita de
forma individual, e o AJAX permite que a troca seja simultânea.
Na web 1.0, a informação era passada para os usuários de forma unilateral. Com isso, havia
um número limitado de sites. Porém, a popularização da internet e a web 2.0 reinventaram
o modelo. Agora o usuário - que antes só recebia a informação - pode compartilhar suas
experiências para agregar conhecimento coletivo. Sites de vendas de produtos, por
exemplo, permitem que o usuário crie um perfil para que possa avaliar o produto para
outros compradores. O usuário que antes era passivo passa a se tornar mais ativo. Como na
web 2.0 os usuários podem interagir, os sites estão sempre mudando, apresentando falhas,
soluções etc. Dessa situação vem o termo de “beta eterno”, que diz que nunca há uma
versão final de um site ou serviço.
Vantagens/Benefícios
Uma das vantagens da web 2.0 é a facilidade de se criar um conteúdo online ou
compartilhar uma informação em alguma rede social. Tal ação traz o benefício de se ter
mais acesso à informação, tornando mais fácil a busca pelo usuário de algo específico que
ele procura, ou simplesmente levando mais conhecimento à população.
Outra vantagem da web 2.0 é que a informação não fica no seu computador, e sim em
servidores virtuais. Então é possível acessar seus dados através de qualquer computador
conectado a internet, o que elimina a necessidade de ter programas instalados no seu
computador ou CD´s ou pendrivers contendo a informação para que não possa as perder.
A web 2.0 também permite o rápido fluxo de informação. Antes era preciso esperar os sites
serem atualizados, e hoje as informações chegam a nós em tempo real, como é o caso das
notícias de portais ou jornais.
Sendo assim, a informação fica mais difícil de ser manipulada. É possível ler notícias de
diversas fontes e ouvir vários pontos de vistas distintos.
Desvantagens / Dificuldades
Na web 2.0, a privacidade das pessoas diminui. Como toda a informação fica na internet, os
dados dos usuários podem ser encontrados e monitorados por qualquer um.
A confiabilidade dos dados também é um problema. Como qualquer pessoa pode
compartilhar e criar informação, muitas vezes essa informação é errônea, o que pode
causar danos a alguns usuários. Um exemplo disso é um grande grupo de pessoas que ao
invéz de contactar um médico, preferem se medicar com o auxílio de não profissionais da
área. A qualidade da informação pode ser afetada. É preciso filtrar as informações
pertinentes das irrelevantes, e com um número extremamente alto de informações sobre
diversos assuntos, essa tarefa passa a ser complexa.
A falta de regulamentação virtual pode causar alguns problemas. Como a informação não é
monitorada, é possível criar perfis “fakes” e se passar por outra pessoa que você não é. No
Twitter, por exemplo, é possível vermos a presença de vários perfis de famosos que não são
eles, com vários seguidores que acreditam se tratar da pessoa real.
A Ética na internet também não é bem regulamentada.Por exemplo não há nenhuma lei que
impeça uma empresa de enviar “jabás” para blogueiros, para que usem seu poder de
persuassão em defesa da marca.
Como as informações ficam armazenadas na internet, caso o servidor seja hackeado ou haja
um blackout, você pode perder todos os arquivos, já que a segurança dos mesmos não
depende de você. E como geralmente as empresas são hospedadas em território
estrangeiro, caso o governo brasileiro não concorde com o posicionamento de uma rede
social, não há um protocolo a ser seguido, como o caso da justiça brasileira pedir que o
orkut entregasse dados de pedófilos para a polícia. Outra desvantagem é a quantidade de
recursos que as empresas investem. Para poder armazenar tanta informação, é necessário
um gasto cada vez maior em servidores.
Casos e Exemplos
A Camiseteria é uma das maiores lojas online que vendem camisetas. O que fez com que ela
se diferencie dos concorrentes é que ela utiliza a web 2.0 desde a confecção de seus
produtos até o atendimento ao cliente.
Os usuários do site enviam uma estampa criada por eles mesmos, e há uma votação no site
para saber quais serão as estampas que farão parte do portfolio. Os criador esdas estampas
vencedoras recebem um vale-compra da loja e um prêmio em dinheiro. Dessa forma, o site
aumenta sua capacidade criativa para criação de novas estampas enquanto populariza seu
produto. Após isso, os clientes têm a oportunidade de enviarem fotos vestindo o produto
novo, e a foto é disponibilizada no site para que outros membros as vejam. Além disso, a
empresa sorteia alguns produtos, como Iphones e camisetas gratuitas para usuários que
divulgam sua marca nas redes sociais, além de manter um blog em seu site para que os
clientes possam ver os novos produtos e uma conta no twitter para dúvidas ou
reclamações. Com isso a empresa conseguiu com que o cliente se sentisse parte da
empresa,sendo assim, os clientes ficam mais satisfeitos e divulgam a empresa de forma
espontânea.
Twitter se torna arma de apoio aos protestos políticos do Irã
Embora um dos usos da web 2.0 seja para protestos, esse caso possuiu uma característica
diferente. O Irã, a fim de manter uma censura em relação as eleições em seu país, bloqueou
comunicações via celular e acesso a vários sites de cunhos contrários ao partido vencedor.
Após esse bloqueio de informação, os protestantes encontraram no twitter uma forma de
serem ouvidos. Vendo essa oportunidade, vários usuários passaram a postar no microblog
suas insatisfações e denúncias, como o caso de violência policial. Como houve a tentativa de
censura por parte do partido vencedor, provavelmente se a web 2.0 não existisse, o mundo
não teria acompanhado tão bem esse problema político. E o mais curioso é que o próprio
Twitter reconheceu a causa dos opositores, e adiaram uma manutenção no site que duraria
90 minutos, por acreditarem que sua ferramenta estaria sendo utilizada para uma maior
democratização do mundo.
CPI da Pedofilia avalia entrar na Justiça contra Google
O Google, que é uma empresa sediada nos Estados Unidos não cede dados dos usuários
alegando que isso fere a privacidade de seus usuários. Porém, muitos usuários brasileiros
estão criando perfis para práticas de pedofilia. Como os servidores não estão localizados no
Brasil, a justiça não pode simplesmente fechar o site ou ir atrás dos agressores. Nesse caso
é preciso entrar com um processo formal ao congresso americano. Esse processo
burocrático tende a enfraquecer a eficiência no combate das práticas dos pedófilos, e pode
vir a ser um incentivo para eles de utilizaram o site.
Download ilegal pode deixar 1,2 milhão de desempregados.
Estudos indicam também um prejuízo de até 240 bilhões de euros até 2015. Antes da web
2.0 era relativamente fácil controlar os downloads ilegais. Se algum site disponibilizasse
algum arquivo ilegal, era possível descobrir quem os colocou e era fácil de deletar esses
arquivos para que não fossem mais acessíveis. Porém, com a web 2.0, é uma tarefa
extremamente complicada monitorar esses downloadas, e como eles na maioria das vezes,
são trocados entre usuários por redes como o Bitorrent , por exemplo, não é possível
encontrar um servidor específico onde esse arquivo está armazenado e não há um culpado
apenas. Essa dificuldade aumenta mais ainda o download ilegal, que causa diversos
prejuízos à economia e produtores.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0#Breve_hist.C3.B3rico
http://www.directlabs.com.br/camiseteria-um-case-de-sucesso-nas-midias-sociais
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u492279.shtml
http://emoutatc.blogs.sapo.pt/837.html
http://rutedanoninha.blogspot.com/2008/02/vantagens-e-desvantagens-da-web-20.html
http://pos.unijorge.edu.br/noticias/prg_not_det.cfm?cod=1359
http://blogdereferencia.wordpress.com/2009/08/13/etica-2-0/
http://www.ebah.com.br/web-2-0-a-nova-onda-da-internet-pdf-a16810.html
http://www.twitterbrasil.org/2009/06/16/twitter-se-torna-arma-de-apoio-aos-protestos-politicosdo-ira/
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1533735-6174,00.html
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