1
ANDRÉIA FURTADO ERVILHA
EUNICE APARECIDA LACERDA MEDEIROS
NATHALIA CRISTINA NUNES DE MORAES
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
CÂNCER COLORRETAL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Monografia apresentada à Banca Examinadora
de Qualificação das Faculdades Unificadas
Doctum-Campus Cataguases como requisito
parcial para a obtenção do título de Bacharel em
Enfermagem.
Orientadora: Professora Paula Maria da Silva
Oliveira Guimarães.
Co-orientadora: Andreza Rodrigues Nakano.
FACULDADES UNIFICADAS DOCTUM – CATAGUASES
2008
2
RESUMO
Este estudo traz informações sobre o câncer, que é um dos principais problemas de saúde
pública. O câncer colorretal se enquadra como o quarto tipo mais comum no mundo. No
decorrer do desenvolvimento deste estudo, será descrita a anatomia gastrointestinal, a
etiologia e a fisiopatologia do câncer. O câncer colorretal será abordado em detalhes, com
seus estágios, fatores de risco, sintomas, epidemiologia, diagnóstico, quadro clínico e as
formas de tratamento. Mas o principal objetivo deste estudo é enfatizar a assistência de
enfermagem a pacientes com câncer colorretal, pois os enfermeiros são os profissionais da
área de saúde que estão presentes em todos os momentos, desde o diagnóstico, cumprindo o
papel de educador e cuidador. A enfermagem trabalha diretamente na assistência ao paciente
portador de câncer colorretal, como conselheiro tanto para o paciente quanto para a família,
pois é ele que os orientará sobre todas as fases do tratamento, desde a cirurgia para retirada do
tumor, com ou sem a presença da ostomia, tratamentos de radioterapia e quimioterapia,
levando as informações e incentivando o paciente ao autocuidado. O método utilizado para a
realização deste trabalho discritivo e qualitativo, tem embasamentos científicos, realizados
através de livros, sites de busca e sites especializados, voltados ao câncer colorretal e à
assistência de enfermagem.
Palavras-chave: Cuidado; Câncer colorretal; Assistência de Enfermagem
3
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
.................................................................................. 4
2 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM CÂNCER COLORRETAL:
UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................ 6
2.1
Fisiopatologia ................................................................................. 19
2.2
Sintomas ......................................................................................... 8
2.3
Diagnóstico ..................................................................................... 8
2.4
Diagnóstico diferencial ................................................................... 9
3 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ................................................... 11
3.1
Educação em saúde e orientação na colonoscopia ......................
12
3.2
Cuidado com as ostomias .............................................................. 12
3.3
Assistência Integral ao Paciente .................................................... 15
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................. 17
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................... 15
4
1 INTRODUÇÃO
Este estudo vem ressaltar a importância que o câncer colorretal tem atualmente como
demanda para cuidados de enfermagem, visando servir de material de consulta aos
profissionais responsáveis que atuam no cuidado direto aos pacientes. Foi desenvolvido um
estudo através de revisão bibliográfica onde será abordados o câncer colorretal e a assistência
de enfermagem.
O câncer é definido como uma doença causada por exacerbadas e incontroláveis
divisões de células anormais, as quais dão origem às células filhas, também com alterações
morfológicas e funcionais, com capacidade de invadir tecidos e estruturas regionais à
distância, podendo levar o indivíduo à morte (PENIDO e LIMA, 2007).
No contexto atual, o câncer configura-se um dos principais problemas de saúde
pública mundial. É uma doença crônico-degenerativa que afeta várias dimensões da vida
humana e causa importante impacto econômico na sociedade, necessitando de tratamento
especializado prolongado e oneroso. Além disso, é responsável pela redução do potencial de
trabalho humano e perda de muitas vidas (TONON et al., 2007).
Para COELHO (2005) o câncer colorretal é uma doença com evolução geralmente
silenciosa cujos sinais e sintomas são discretos na fase inicial e só são perceptíveis quando a
doença já atingiu um estado avançado. Aproximadamente 65% dos pacientes apresentam
doença avançada ao diagnóstico.
Mundialmente, em cada ano ocorrem cerca de 945 mil casos novos de câncer que
acometem o cólon e o reto, sendo o quarto tipo mais comum de câncer no mundo e o segundo
em países desenvolvidos (CASCAIS et al., 2006). No Brasil, o câncer colorretal é a quinta
neoplasia maligna mais diagnosticada (ocupando segundo lugar na região Sudeste) e a quarta
causa de morte por câncer (ANDRADE e PEREIRA, 2007).
Segundo o mesmo autor, além dos fatores genéticos e ambientais, acredita-se que
processos inflamatórios também possam estar envolvidos na gênese do câncer colorretal.
Nesse sentido, destacam-se as doenças inflamatórias intestinais. Na doença de Crohn, o risco
é menor do que na colite ulcerativa (estimado em mais de 40% após 25 anos de doença),
porém maior do que o da população geral. A incidência de câncer colorretal esporádico, ou
seja, aquele não associado a fatores hereditários parece aumentar com a idade, aparecendo
mais freqüentemente após a sexta década de vida, sendo que até 90% de todos os casos
ocorrem em pacientes com mais de 50 anos.
5
Os profissionais de saúde são desafiados em seu cotidiano a descobrir estratégias que
abordem uma melhor assistência a estes pacientes e a família, que vem enfrentando uma
ampla gama de crises físicas, emocionais, sociais, culturais e espirituais e deste modo, este
estudo poderá ainda contribuir para um cuidado de enfermagem pautada em evidências
científica. É fundamental que a enfermagem seja capaz de intervir de forma eficaz e de
transmitir uma mensagem de tranqüilidade e esperança, adequando as orientações e
assistência às necessidades individuais de cada paciente.
Para SILVEIRA e ZAGO (2006: 615), cabe à enfermagem acompanhar o
desenvolvimento dessa especialidade pelas investigações científicas, que são os principais
recursos para a atualização do conhecimento para o cuidado com o paciente oncológico. No
contexto do câncer, o enfermeiro atua em ações de prevenção e controle. Tem como
competência prestar assistência a pacientes com câncer na avaliação diagnóstica, tratamento,
reabilitação e atendimento aos familiares. Além destas, ele desenvolve ações educativas,
ações integradas com outros profissionais, apóiam medidas legislativas e identifica fatores de
risco ocupacional, na prática da assistência ao paciente oncológico e a sua família. Por isso, a
pesquisa em enfermagem oncológica é essencial para gerar a base de conhecimento que
fundamenta a prática clínica, além de poder identificar o impacto do câncer e do tratamento
na vida de pacientes e familiares.
O principal objetivo deste estudo é aprofundar o conhecimento da assistência de
enfermagem a pacientes com câncer colorretal, comparando as reações observadas através dos
diagnósticos, tendo por base uma revisão bibliográfica, realizada a partir de livros, de
periódicos científicos disponíveis em sites de buscas e de sites especializados na área de
câncer e nos cuidados de enfermagem.
Este estudo vem abordando em seu desenvolvimento, a etiologia e a fisiopatologia do
câncer em seus estágios no processo patológico. O câncer colorretal é descrito de forma
direta, relatando os fatores de riscos, sintomas, epidemiologia, as formas de diagnóstico e o
quadro clínico, sendo em seguida, as formas de tratamento citadas no contexto do trabalho. A
assistência de enfermagem, que é o foco principal deste estudo, será abordada no capítulo
seguinte, de forma mais detalhada, abordando todo o processo de enfermagem direcionado ao
paciente portador de câncer colorretal, relatando a assistência de enfermagem em todos os
níveis da doença, desde o diagnóstico, cirurgia, tratamentos e orientações para uma assistência
integral ao paciente com câncer colorretal.
6
2 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM CÂNCER
COLORRETAL: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Neste capítulo, será descrita de forma objetiva, com base numa revisão bibliográfica,
onde serão abordadas a anatomia do trato gastrointestinal, esclarecendo a etiologia do câncer
colorretal, sendo também descrita a fisiopatologia, com os estágios do câncer. Os fatores de
risco para o câncer colorretal serão apresentados juntamente com os sintomas, epidemiologia
e as formas de diagnóstico, assim como o quadro clínico e as formas de tratamento.
2.1 Fisiopatologia
O câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o
crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo
espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. O câncer é um processo patológico que
começa quando uma célula anormal é formada pela mutação genética do DNA celular. Essas
células alteradas passam, então, a se comportar de forma anormal, multiplicando-se de
maneira descontrolada (INCA, 2008).
Figura 2: Transformação de uma célula normal em célula cancerosa
Fonte: http://www.ufv.br/dbg/BIO240/ac12.htm
O estágio de iniciação é o primeiro estágio da carcinogênese. Nele, as células sofrem
o efeito dos agentes cancerígenos ou carcinógenos que provocam modificações em alguns de
seus genes. Nesta fase, as células se encontram geneticamente alteradas, porém ainda não é
possível detectar um tumor clinicamente. Encontram-se "preparadas", ou seja, "iniciadas"
para a ação de um segundo grupo de agentes que atuará no próximo estágio (ALMEIDA,
2005).
Figura 3: Estágio de iniciação
Fonte: http://www.ufv.br/dbg/BIO240/ac12.htm
7
O estágio de promoção é o segundo estágio da carcinogênese. Nele, as células
geneticamente alteradas, ou seja, "iniciadas", sofrem o efeito dos agentes cancerígenos
classificados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em célula maligna, de
forma lenta e gradual. Para que ocorra essa transformação, é necessário um longo e
continuado contato com o agente cancerígeno promotor. A suspensão do contato com agentes
promotores muitas vezes interrompe o processo nesse estágio. Alguns componentes da
alimentação e a exposição excessiva e prolongada a hormônios são exemplos de fatores que
promovem a transformação de células iniciadas em malignas (ALMEIDA, 2005).
Figura 4: Estágio de promoção
Fonte: http://www.ufv.br/dbg/BIO240/ac12.htm
O estágio de progressão é o terceiro e último estágio e se caracteriza pela
multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio o câncer já está
instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença. Os
fatores que promovem a iniciação ou progressão da carcinogênese são chamados agentes
oncoaceleradores ou carcinógenos. O fumo é um agente carcinógeno completo, pois possui
componentes que atuam nos três estágios da carcinogênese (ALMEIDA, 2005).
Figura 5: Estágio de progressão
Fonte: http://www.ufv.br/dbg/BIO240/ac12.htm
Para SMELTZER e BARE (2006: 1118), o câncer de cólon e reto é
predominantemente (95%) o adenocarcinoma (que se origina do revestimento epitelial do
intestino). Ele pode começar como um pólipo benigno, mas pode tornar-se maligno, invadir e
destruir os tecidos normais e estender-se para dentro das estruturas circunvizinhas. As células
cancerosas podem desprender-se do tumor primário e disseminar-se para outras partes do
corpo, mais amiúde para o fígado.
O intestino grosso é a sede mais freqüente de neoplasias primárias no corpo humano.
Estas podem ter caráter benigno, os adenomas, ou maligno, os carcinomas (adenocarcinomas).
Os adenocarcinomas representam a quase totalidade dos cânceres colorretais. A grande
maioria, senão todos os cânceres do intestino grosso, provêm de displasia epitelial acentuada,
8
acrescida de alterações na diferenciação, crescimento e proliferação celular, que determinam a
formação do adenoma (pólipo adenomatoso) e, subseqüentemente, do adenocarcinoma. A
lesão morfológica mais precoce do adenocarcinoma é uma cripta longa e dilatada, chamada
cripta aberrante. A seqüência adenoma-câncer representa a contrapartida morfológica da
carcinogênese por múltiplos passos dirigidos por alterações genéticas. O adenoma ou pólipo
adenomatoso tem papel fundamental no desenvolvimento do câncer, sendo reconhecido como
sua única lesão precursora (BRASIL, 2003).
Figura 6: Seqüência adenoma-câncer
Fonte: Brasil, 2003
Segundo SASSE (2004), após o diagnóstico do câncer é necessário fazer uma
avaliação da extensão do tumor, para programação do melhor tratamento possível.
2.2 Sintomas
Ficar alerta aos sintomas de câncer colorretal aumenta a possibilidade de um
diagnóstico precoce, aumentando as chances do sucesso do tratamento. Sintomas que podem
estar relacionados com um câncer colorretal incluem: alteração dos hábitos intestinais;
diarréia, constipação ou sensação de que o intestino não se esvaziou completamente por mais
de uma semana; sangue vivo ou escuro nas fezes; fezes mais finas e estreitas que o usual
("fezes em fita"); desconforto abdominal, incluindo cólicas, empachamento e excesso de
gases; perda não intencional de peso; anemia sem sangramento aparente em indivíduos acima
de 50 anos; cansaço constante e fadiga (SASSE, 2004).
2.3 Diagnóstico
O diagnóstico é dificultado pela ocorrência tardia dos sintomas e pelo preconceito que
existe contra os métodos de diagnóstico. Existem vários exames disponíveis para rastrear o
câncer colorretal (SASSE, 2004). Segundo CORDEIRO (2004), devido a este motivo, na
suspeita desta enfermidade, pela história clínica e pelo exame físico, é mandatória a realização
de um exame proctológico (toque retal) e para a identificação correta do local da lesão, é
importante que a retossigmoidoscopia (rígida ou flexível) seja sempre indicada inicialmente
na suspeita de câncer retal.
9
A pesquisa de sangue oculto nas fezes é confiável para a detecção de sangramento, e
não para o diagnóstico de câncer gastrointestinal. Por essa razão, é importante a associação do
toque retal e da retossigmoidoscopia à pesquisa de sangue oculto, para aumentar a
porcentagem de diagnósticos positivos no diagnóstico do câncer do intestino (BRASIL,
2003).
A colonoscopia, de acordo com NETTINA (2003), é a visualização de todo o intestino
grosso, cólon, sigmóide, reto e canal anal, sendo usada em rastreamento nos pacientes com
história de colite ulcerativa crônica, câncer prévio de cólon ou pólipos colônicos.
Segundo a mesma autora, o exame radiográfico enema baritado, que visualiza todo o
intestino grosso, é realizado depois que o paciente recebe um enema de sulfato de bário. Pode
visualizar as alterações estruturais, como tumores, pólipos, divertículos, fístulas, obstruções e
colite ulcerativa.
Se houver a suspeita ou a visualização de lesão em algum dos exames acima, exames
adicionais poderão ser realizados, como biópsia, que é um procedimento médico em que é
removida uma pequena amostra do tecido suspeito e, em seguida, é enviada para exame
microscópico realizado pelo patologista. Somente a biópsia é capaz de dar diagnóstico
definitivo de câncer. O marcador tumoral é um exame que mede os níveis no sangue de uma
proteína e são chamados de antígeno carcinoembrionário (CEA). Altos níveis de CEA podem
indicar que o câncer é agressivo ou que já se espalhou para outros órgãos. Os exames de
imagens, como a tomografia computadorizada, são usados para checar se o câncer se espalhou
pelo
abdome
e/ou
pélvis.
Ultrassonografia
de
abdome
para
avaliar
se
houve
comprometimento do fígado e o Raio X de tórax, para avaliar se o câncer atingiu o tórax
(SASSE, 2004).
2.4 Diagnóstico diferencial
Como consta ANDRADE e PEREIRA (2007) os processos inflamatórios podem estar
envolvidos na gênese do câncer colorretal. Nesse sentido, destacam-se as doenças
inflamatórias intestinais. Na doença de Crohn, o risco é menor do que na colite ulcerativa,
porém maior do que o da população geral.
SMELTZER e BARE (2005) consideram a colite ulcerativa como uma doença
inflamatória e ulcerativa recorrente das camadas mucosas e submucosas do cólon e reto, onde
afeta a mucosa superficial do cólon e caracteriza-se por múltiplas ulcerações, inflamações
difusas e descamação ou desprendimento do epitélio colônico. O sangramento ocorre em
conseqüência de ulcerações. A mucosa torna-se edemaciada e inflamada. As lesões são
10
contínuas, ocorrendo uma depois da outra. Em geral, o processo patológico começa no reto e
espalha-se proximalmente para afetar todo o cólon. Geralmente, o intestino se estreita, encurta
e espessa por causa da hipertrofia muscular e do depósito de gordura.
Segundo o mesmo autor, a doença de Crohn ou Enterite Regional, comumente, ocorre
em adolescentes ou em adultos jovens, mas pode aparecer em qualquer momento na vida. Ela
é mais comum nas mulheres e ocorre mais amiúde na população idosa (entre 50 e 80 anos de
idade). Pode acontecer em qualquer ponto ao longo do trato gastrointestinal, porém as áreas
mais comuns são a porção distal do íleo e o cólon. A incidência da doença de Crohn
aumentou durante os últimos 30 anos e é observada com freqüência duas vezes maior nos
pacientes que fumam em comparação com os não-fumantes. Esta doença é uma inflamação
sub-aguda e crônica que se estende através de todas as camadas da parede intestinal a partir da
mucosa intestinal. À medida que a doença avança, a parede intestinal se espessa e fica
fibrótica, e a luz intestinal se estreita. Os sintomas são insidiosos, com dor abdominal
proeminente no quadrante inferior direito e diarréia não aliviada pela defecação.
11
3 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
A essência da enfermagem é o cuidar. Considerando-o como o objeto de trabalho, é
necessário que seja eficiente e prestado de forma humanizada. Ao se estabelecer o cuidado,
este deve ser sistematizado e holístico, a fim de promover a qualidade da assistência e o
cuidado emocional (SIQUEIRA et. al., 2006: 73)
De acordo com ALFARO-LEFEVRE (2005) o processo de enfermagem consiste em
cinco etapas inter-relacionadas, investigação, diagnóstico, planejamento, implementação e
avaliação. É uma forma sistemática e dinâmica de prestar os cuidados de enfermagem.
Essencial a todas as abordagens de enfermagem, o processo de enfermagem promove cuidado
humanizado, dirigido a resultados e de baixo custo. Também punciona as enfermeiras a
examinarem o que estão fazendo e a estudarem como poderiam fazê-lo melhor.
Para BITTAR e colaboradores (2006), a Sistematização da Assistência de
Enfermagem (SAE) é o modelo metodológico ideal para o enfermeiro aplicar seus
conhecimentos técnico-científicos na prática assistencial, favorecendo o cuidado e a
organização das condições necessárias para que ele seja realizado. O Processo de
Enfermagem, considerando a base de sustentação da SAE, é constituído por fases ou etapas
que envolvem a identificação de problemas de saúde do cliente, o delineamento do
diagnóstico de enfermagem, a instituição de um plano de cuidados, a implementação das
ações planejadas e a avaliação.
Conforme MENDONÇA e colaboradores (2007), a consulta de enfermagem é, além de
uma ação de ajuda, uma ação de aprendizado na qual enfermeiro e paciente interagem,
buscando solucionar problemas identificados por meio do diagnóstico de enfermagem.
Segundo os mesmos autores, a teoria de deficit de autocuidado constitui a essência da
teoria geral de enfermagem de Orem. Ela identifica cinco métodos de ajuda, sendo: agir ou
fazer para o outro; guiar o outro; apoiar o outro; proporcionar um ambiente que promova o
desenvolvimento pessoal, tornando-se capaz de satisfazer demandas futuras ou atuais de ação;
e ensinar ao outro. Assim, a teoria de enfermagem de Orem oferece uma base abrangente para
a prática da enfermagem, incluindo a educação permanente como parte do componente
profissional da educação em enfermagem. Sua premissa de autocuidado é contemporânea dos
conceitos de promoção e manutenção da saúde. O autocuidado na teoria de Orem é
comparável à saúde holística, pois ambas promovem a responsabilidade do indivíduo pelo
cuidado da saúde.
12
De acordo com REZENDE e LEITE (2004), o enfermeiro está presente em todos os
níveis de prestação de serviços de saúde, desde a atenção básica até os de mais alta
complexidade. Desenvolve pesquisas que contribuem para construir novos conhecimentos
sobre saúde e cuidados. A enfermagem desempenha papel fundamental no que diz respeito ao
acompanhamento, desenvolvimento de habilidades para que ocorram mudanças de atitudes e
reinserção desta pessoa no meio familiar e social.
Conforme LORENCETTI e SIMONETTI (2005), a assistência de enfermagem ao
paciente canceroso e familiar consiste em permitir a todos verbalizar seus sentimentos e
valorizá-los; identificar áreas potencialmente problemáticas; auxiliar o paciente e familiares a
identificar e mobilizar fontes de ajuda, informações, busca de soluções dos problemas;
permitir tomadas de decisões sobre o tratamento proposto e levar a pessoa ao auto-cuidado
dentro do possível.
Para BECHARA e colaboradores (2005), assistência ao colostomizado/ileostomizado
não requer somente ensinar ao paciente os cuidados de higiene e troca de bolsas de
colostomia. É necessário um planejamento da assistência, uma abordagem multidisciplinar
que inclua a participação de enfermeiro estomaterapeuta, assistente social, psicólogo e médico
assistente. As visitas no pré-operatório visam, além de demarcar o local do estoma, preparar o
paciente e a sua família e minimizar o efeito de castração causado pela mutilação cirúrgica.
As visitas no pós-operatório têm como finalidade o ensino do autocuidado e encaminhamento
ao Programa de Ostomizados.
3.1 Educação em saúde e orientação na colonoscopia
Na Enfermagem, a educação em saúde é um instrumento fundamental para uma
assistência de boa qualidade, pois o enfermeiro além de ser um cuidador, é um educador,
tanto para o paciente quanto para a família, realizando orientações (REVELES e
TAKAHASHI, 2007).
Para o exame de colonoscopia, segundo NETTINA (2003), a enfermagem deve
observar alterações nos pacientes, como: sinais vitais, sangramento, dor, vômito, distensão ou
rigidez abdominal. Deve garantir aos pacientes que foram submetidos a procedimentos
endoscópicos, que exigem sedação, que tenham um acompanhante, a fim de assegurar-lhes a
volta para casa após o procedimento.
3.2 Cuidado com as ostomias
13
Os portadores de neoplasia colorretal são submetidos à ressecção cirúrgica radical,
resultando em uma ostomia (colostomia/ileostomia) de caráter temporário ou mesmo
definitivo. Esse procedimento agressivo altera a sua fisiologia gastro-intestinal, auto-estima,
imagem corporal, além de outras modificações em sua vida devido à presença de ostomia,
constituindo um desafio para o cuidado do enfermeiro (SONOBE et al., 2002).
Segundo SANTOS e colaboradores (2006), ostomia é uma palavra de origem grega
que significa “abertura” ou “boca”; é o termo que designa intervenção cirúrgica cujo objetivo
é criar a comunicação de um órgão oco para o meio externo com o objetivo de drenar
secreções, eliminações urinárias e intestinais. Colostomia é a abertura do cólon na parede
abdominal, visando ao desvio do conteúdo intestinal para o meio externo. A consistência das
fezes varia de acordo com a localização do ostoma, quando localizado no sigmóide, as fezes
são sólidas; no cólon descendente, são semipastosas; no cólon transverso, são pastosas e no
cólon ascendente, são líquidas.
Figura 7: Representação diagramática da posição das ostomias fecais e a natureza da
eliminação nestes locais
Fonte: Nettina, 2003
Segundo INCA (2003), existem basicamente dois tipos de bolsa coletora: abertas
(drenáveis) que podem ser esvaziadas quando necessário e fechadas (não drenável) que são
descartáveis após o uso, possuindo sistema de uma peça em que uma só peça estão dispostas a
bolsa coletora e a barreira protetora de pele (placa) e sistema de duas peças que possuem
barreira protetora de pele e bolsas separadas que será descrita a forma de troca a seguir.
De acordo com NETTINA (2003), a ação de enfermagem na fase de remoção da bolsa
de ostomia drenável de duas peças, o enfermeiro deve calçar luvas não estéreis; puxar
gentilmente a pele para baixo, enquanto levanta a placa; descartar a bolsa suja e a placa em
saco plástico à prova de odor; guardar o clamp para reutilização; limpar a pele, usando papel
higiênico, a fim de remover as fezes do estoma e da pele, se necessário; limpar o estoma e a
pele periostomal com lenço de papel e água, sabão opcional. O paciente pode tomar banho de
chuveiro com ou sem a bolsa em posição; retirar com pinça ou barbeador os pêlos
periostomais, quando apropriado; lavar e secar a pele por completo, depois de limpar. É
14
normal que o estoma sangre discretamente durante a limpeza e secagem. Para aplicar a placa:
Utilizar a guia de medição ou padrão para determinar o tamanho do estoma.
Figura 8: Placa com diâmetro interno
Fonte: Nettina, 2003
Marcar o tamanho correto sobre a parte posterior da placa e cortar o tamanho do
estoma. É aceitável cortar cerca de 0,5 cm maior que o tamanho do estoma. A bolsa drenável
transparente ou opaca é posicionada sobre o estoma no ângulo desejado (NETTINA, 2003).
Figura 9: Bolsa drenável transparente ou opaca
Fonte: Nettina, 2003
Aplicar a pasta de barreira cutânea ao redor do estoma ou sobre o lado da abertura da
placa. Permitir seguir de acordo com as orientações do fabricante. A bolsa pode ser removida
sem a remoção da placa (NETTINA, 2003).
Figura 10: Remoção da bolsa sem remoção da placa
Fonte: Nettina, 2003
A proteção cutânea adicional é imperativa para a ileostomia e colostomia à direita.
Colostomia à esquerda pode não precisar de barreira secundária, porque as fezes formadas são
menos corrosivas à pele. A pasta atua como um “calafetador”, para evitar a ação corrosiva das
fezes. Remover a cobertura de papel da placa, centralizar a abertura sobre o estoma e
pressionar a placa para baixo sobre a pele periostomal para garantir a aderência (NETTINA,
2003).
Figura11: Avaliação do ostoma sem remoção da placa
Fonte: Nettina, 2003
15
Descartar a bolsa de plástico com os materiais de desgaste. Limpar a bolsa drenável
com água e sabão, quando apropriado. As bolsas drenáveis podem ser reutilizadas várias
vezes. Um desodorizador comercial pode ser colocado na bolsa para diminuir o odor. O gás
pode ser liberado da bolsa abrindo o clamp ou descolando área na borda da bolsa. Nunca fazer
um furo de alfinete na bolsa para liberar o gás (NETTINA, 2003).
3.3 Assistência Integral ao Paciente
Para GEMELLI e ZAGO (2002), além dos problemas comumente enfrentados
pelos pacientes que são submetidos a uma cirurgia, os ostomizados encontram outros.
Normalmente esses problemas podem ser compreendidos sob as dimensões físico,
psicológica, social e espiritual. Os aspectos físicos referem-se às questões da ostomia
propriamente dita. O paciente terá que conviver com a mudança fisiológica na forma de
eliminação das fezes e com todas as implicações decorrentes desta alteração, como o odor das
fezes e o uso obrigatório de um dispositivo aderido ao abdome. Quanto aos aspectos
psicológicos, uma das preocupações para o cuidado é na alteração da imagem corporal, que
leva à sensação de mutilação e rejeição de si mesmo. A imagem corporal refere-se aos
sentimentos quanto à maneira como nos percebemos, nossas reações ao mundo que nos
circunda. A realização de um estoma produz mudanças na imagem corporal das pessoas que
irão influenciá-las futuramente e os sentimentos resultantes serão os mais diversos.
Segundo o mesmo autor, a assistência psicológica a ser prestada pelo profissional
enfermeiro ao paciente compreende fornecer informações que venham facilitar sua adaptação
à nova condição de vida, incentivar para que ele realize o autocuidado, ser o elo de ligação
entre os familiares e o ostomizado, para que a reabilitação seja facilitada. Trabalhar com suas
crenças, medos, tabus, com vistas a facilitar a manutenção do convívio profissional e social e
acompanhar a evolução da sua adaptação à nova condição.
De acordo com BECHARA (2005), a reabilitação do ostomizado visa restituir-lhe as
atividades de convívio social e melhorar sua qualidade de vida diante do impacto da aquisição
do estoma. A primeira etapa desse processo deve ser a aceitação do estoma pelo paciente. Ele
deve entender que o estoma foi confeccionado com o intuito de preservar sua saúde e quanto à
reintegração social dele, é facilitada se ele fizer parte do Programa de Ostomizados, que é
mantido pelo serviço público, para aquisição dos dispositivos e seguimento ambulatorial. Tais
associações permitem-lhe a convivência com outros ostomizados e colaboram para a melhor
aceitação da nova imagem corporal e para o melhor entendimento da nova situação, além de
16
fornecer-lhe suportes técnicos em como higienizar o estoma, trocar o dispositivo, estimulando
sempre o autocuidado.
Conforme TULLI e colaboradores (1999), o enfermeiro é o profissional da área da
saúde que permanece mais tempo junto ao paciente com dor, portanto, tem a oportunidade de
contribuir muito para aumentar o conforto do paciente e aliviar sua dor, através de cuidados
especiais.
Com relação à atividade sexual, os ostomizados enfrentam barreiras psicológicas, pois
consideram a bolsa coletora um empecilho tanto pelo odor, quanto pelo risco da bolsa
atrapalhar ou vazar durante o ato sexual. Segundo BECHARA et al., (2005), a mudança física
causada pela confecção do estoma pode afetar o desempenho sexual e a sexualidade do
indivíduo, atribuindo a isso problemas físicos, problemas com o dispositivo, vergonha ou não
aceitação pelo parceiro.
De acordo com MATHEUS e colaboradores (2004), conceitua-se grupo de apoio
como um grupo que se propõe a trocar experiências, sob a coordenação de um profissional, no
sentido de partilhar emoções e problemas comuns, com o intuito de servir de suporte a cada
elemento do grupo. No caso dos portadores de ostomias, o grupo se propõe a oferecer também
uma reeducação ao paciente, no sentido de ajudá-lo a lidar com a doença a partir da
experiência e do conhecimento dos membros.
Para GEMELLI e ZAGO (2002), a alta hospitalar é o momento de transferência do
cuidado do paciente do nível hospitalar para o domiciliar. A partir deste momento, em geral, a
família assume a continuidade do cuidado. O familiar como cuidador precisa estar apto a
desenvolver o cuidado.
Quanto à alimentação para o ostomizado, é importante o enfermeiro ressaltar que
alguns alimentos podem surtir efeitos diferentes em cada organismo. De acordo com INCA
(2003), alguns alimentos produzem gases demais, como os ovos, feijão, bebidas gasosas etc.
Outros amolecem demais as fezes, como as verduras e frutas cruas, lentilha, ervilhas, bagaços
de laranja etc. Há também alimentos que provocam prisão de ventre, como a batata, inhame,
maçã cozida, banana prata, arroz branco etc. Atenção aos alimentos que produzem cheiros
fortes, como a cebola, alho cru, ovos cozidos, repolho, frutos do mar, etc. Outros, ao
contrário, neutralizam odores fortes, como cenoura, chuchu, espinafre, maisena, entre outros.
17
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após análise da literatura, pode-se observar que vários fatores aumentam a
possibilidade de um indivíduo desenvolver o câncer, dentre eles os fatores genéticos,
ambientais e substâncias químicas, sendo que o hábito alimentar, com um consumo de dieta
rica em gorduras e pobre em fibras, favorece o aparecimento de pólipos e câncer,
enquadrando este em um dos grupos de risco médio para a predisposição a desenvolver o
câncer colorretal. O segundo grupo caracterizado pelo risco alto, são pessoas com histórico de
doenças inflamatórias antigas no intestino. E o terceiro grupo, considerado risco altíssimo,
que são os pacientes com predisposição genética.
Através deste estudo, observa-se que a alimentação, principalmente, a dieta rica em
gordura animal e o alto consumo de carne vermelha, podem aumentar o risco de
desenvolvimento do câncer colorretal, além das doenças inflamatórias crônicas como
retocolite, doença de Crohn e a polipose adenomatosa.
Os principais sintomas são descritos neste estudo como fonte de informação para se
detectar o câncer colorretal, trazendo também dados epidemiológicos, colhidos através de
sites e livros, como sinal de alerta, pois o câncer hoje é uma das doenças que continuam a
crescer em todo o mundo.
No Brasil, o câncer colorretal é a quinta causa de morte, sendo sua incidência maior
nas regiões desenvolvidas, como nos estados do sul e sudeste. As formas de diagnósticos são
os exames proctológicos, retossigmoidoscopia, colonoscopia, exame radiológico enema
baritado e a biopsia que é a remoção de uma pequena amostra de tecido servindo de
diagnóstico definitivo do câncer.
As formas de tratamento para o câncer colorretal são abordadas de forma clara e
sucinta, como a cirurgia para retirada do tumor, com a realização ou não de ostomia, nos
pacientes e também os tratamentos, como a radioterapia e a quimioterapia.
O enfoque maior deste estudo é realizado em torno da assistência de enfermagem,
aprofundando o conhecimento no processo de enfermagem e seguindo o modelo
metodológico do SAE, que é considerado o ideal para os enfermeiros aplicarem seus
conhecimentos técnico-científicos na prática assistencial. Os enfermeiros são os profissionais
de saúde que mais se relacionam com os pacientes e seus familiares em todo o tratamento,
executando o papel de cuidador e educador em todos os níveis da doença, desde o momento
do diagnóstico, cirurgia, tratamentos, cuidados com a ostomia, se necessário, incentivo ao
autocuidado e suporte psicológico.
18
A enfermagem tem importante papel na equipe multidisciplinar sendo o elo entre
médico e paciente, pois, a partir do diagnóstico, o enfermeiro, no pré-operatório, tem a função
de orientar e demarcar o local da inserção. Na fase trans-operatória, escolher o melhor
dispositivo a ser utilizado pelo paciente, e no pós-operatório, aconselhar e orientar o paciente
e seus familiares sobre a nova etapa do tratamento como por exemplo, a escolha da bolsa de
colostomia e seu autocuidado.
O enfermeiro é fundamental no cuidado integral ao paciente ostomizado, dando apoio
psicológico, físico, mental e espiritual diante da nova visão do seu corpo. É essencial a
reintegração deste paciente à sociedade e o enfermeiro deve orientar sobre a alimentação ideal
e explicar sobre as possíveis dificuldades sexuais, relacionada a sua nova condição física.
É de suma importância o trabalho investigativo da enfermagem no trato científico no
que diz respeito à atualização de conhecimentos para cuidados ao paciente oncológico.
Além da prevenção e do controle, cabe ao enfermeiro a árdua tarefa de atender e
assistir as famílias dos pacientes com câncer, amenizando o impacto duplo na vida do
paciente e de seus familiares.
19
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALFARO-LEFEVRE, R. Aplicação do processo de enfermagem: Promoção do cuidado
colaborativo. Porto Alegre: Artmed, 2005
ALMEIDA, V. L.; et. al. Câncer e agentes antineoplásicos ciclo-celular específicos e ciclocelular não específicos que interagem com o DNA: uma introdução. Revista Química
Nova. v. 28, n. 1, jan./fev. 2005
ANDRADE, S. M. S.; PEREIRA, F. L. Câncer Colorretal Sincrônico – Relato de Caso e
Revisão de Literatura. Revista Brasileira Coloproct. v. 27, n. 1, p. 069-079, jan./mar. 2007
APPOLINÁRIO, F. Metodologia da ciência: Filosofia e prática da pesquisa. São Paulo:
Pioneira Thomson Learning, 2006
BITTAR, D. B.; et al. Sistematização da Assistência de Enfermagem ao Paciente Crítico:
Proposta de instrumento de coleta de dados. Texto & Contexto – Enfermagem. v. 15, n. 4,
out./dez. 2006
BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Falando sobre Câncer de Intestino. Rio de Janeiro:
INCA, 2003
BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Orientações sobre ostomias. Rio de Janeiro: INCA,
2003
BECHARA, R. N. et al. ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR DO OSTOMIZADO.
Revista Brasileira de Colo-Proct. V.25, n.2, p. 146-149, 2005
CASCAIS, A. F. M.V. et al. O impacto da Ostomia no Processo de Viver Humano.
Texto Contexto Enfermagem. v. 16, n. 1, p. 163-167, Jan/Mar. 2007
COELHO, J. C. C. G. P. Papel da colonoscopia com magnificação de imagem associada à
cromoscopia no diagnóstico diferencial entre lesões neoplásicas e não neoplásicas do
intestino grosso. Dissertação apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo para obtenção do título de Mestre em Ciências. 2005
CORDEIRO, F. Diretrizes para diagnóstico, estadiamento e tratamento cirúrgico e
multidisciplinar do câncer colorretal Revista da Associação Médica Brasileira. v.50, n.1,
2004
DANTAS, J. J. Prevenção do câncer de intestino <http://www.reservaer.com.br> Acesso
em 27 abr. 2008
FILHO, G. B. et al. Bogliolo: Patologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1994
FORTES, R.C.; et al. Hábitos dietéticos de pacientes com câncer colorretal em fase
Pós-operatória. Revista Brasileira de Cancerologia. v. 53, n.3, p. 277-289. 2007
20
GEMELLI, L. M. G.; ZAGO, M. M. F. A Interpretação do Cuidado com Ostomizado na visão
do Enfermeiro: um estudo de caso.
Revista Latino Americana de
Enfermagem v.10, n.1 Jan. 2002
LORENCETTI, A.; SIMONETTI, J. P. As estratégias de enfrentamento de pacientes durante
o tratamento de radioterapia. Revista Latino Americana de Enfermagem. v. 13, n. 6, p.
944-50, nov./dez. 2005
MATHEUS, M. Q.; et al. Compartilhando o cuidado da pessoa ostomizada. Anais do 2º
congresso Brasileiro de Extensão Universitária. Belo Horizonte, 2004
MENDONÇA, R. S.; et al. A importância da consulta de enfermagem em pré-operatório de
ostomias intestinais. Revista Brasileira de Cancerologia. v. 53, n. 4, p. 431-435, 2007
NETTINA, S. M. Prática de Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003
PENIDO, I. S. O.; LIMA, E. D. R. P. Orientação de Enfermagem ao Paciente em Tratamento
Quimioterápico: uma revisão da literatura. Revista Nursing – Edição Brasileira. v. 111, n.
10, p. 372 - 376, ago, 2007
REVELES, A. G. & TAKAHASHI, R. T. Educação em saúde ao ostomizado: um estudo
bibliométrico. Revista da escola de enfermagem da USP. v. 41, n. 2, jun. 2007
REZENDE, E. M.; LEITE, S. M. C. Vivenciando o Cuidado do Ser Portador de Ostomia
Através da Extensão Universitária: Relato de Experiência. Anais do 2º congresso Brasileiro
de Extensão Universitária Belo Horizonte, 2004
SANTOS, G. S.; LEAL, S. M. C.; VARGAS, M. A. Conhecendo as vivências de mulheres
ostomizadas: contribuições para o planejamento do cuidado de enfermagem. Online
Brazilian journal of nursing. v. 5, n. 1, 2006
SASSE, A. D. Câncer de cólon e reto <http://www.andre.sasse.com> Acesso em 09 mar.
2008
SILVA, R. C. F.; HORTALE, V. A. Cuidados Paliativos Oncológicos: Elementos para o
Debate de Diretrizes nesta área. Caderno Saúde Pública. v. 10, n. 22, p. 2055-2066, out,
2006
SILVEIRA, C. S.; ZAGO, M. M. F. Pesquisa brasileira em enfermagem oncológica: uma
revisão integrativa. Revista Latino Americana de Enfermagem. v. 14, n. 4, p. 614-619,
jul./ago. 2006
SIQUEIRA, A. B.; et al. Relacionamento enfermeiro, paciente e família: fatores
comportamentais associados à qualidade da assistência. Arquivo Médico ABC. v. 31, n. 2, p.
73-77, 2006
SMELTZER, S. C.; BARE, B. G. Bruner e Suddarth Tratado de Enfermagem Médico
Cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006
TONON, L. M.; SECOLI, S. R.; CAPONERO, R. Câncer colorretal: uma revisão da
abordagem terapêutica com bevacizumabe. Revista Brasileira de Cancerologia. v. 53, n. 2,
p. 173-182, 2007
Download

Baixar trabalho completo