1- Tem como objetivo: “Estabelece condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a
fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação de
bens”.
Garantir a proteção contra choques elétricos, efeitos térmicos, sobrecorrentes e sobretensões para pessoas,
animais, instalações e equipamentos.
Prover os circuitos de dispositivos de desligamento de emergência, facilmente identificáveis e rapidamente
manobráveis.
Toda instalação elétrica, deve ser provida de dispositivo de seccionamento para fins de manutenção, verificação e
reparos (com dispositivo de bloqueio de religamento – NR-10).
Todo componente da I.E. deve atender as normas técnicas aplicáveis.
Toda instalação deve levar em conta os efeitos danosos ou indesejados que a I.E. possa apresentar em condições
normais (fp, correntes de magnetização, harmônicas, desequilíbrios, etc);
Toda I.E. e seus respectivos projetos devem ser executados por pessoas qualificadas.
Toda I.E. deve ser inspecionada e ensaiada, antes de sua entrada em funcionamento, bem como após cada
reforma.
Partes vivas perigosas (V>50V – vide anexo C) não devem ser acessíveis.
Massas ou partes condutivas acessíveis não devem oferecer perigo, seja em condições normais, ou em caso de vir
a se tornarem vivas acidentalmente.
Deve ser provida mediante combinação, a proteção básica (impedir o contato com partes vivas – isolação,
barreiras, invólucros, limitação de tensão) e a proteção supletiva (proteção contra choques quando massas ou
partes condutivas tornarem-se acidentalmente vivas – equipotencialização, seccionamento automático, isolação
suplementar, separação elétrica).
A medida de caráter geral a ser utilizada na proteção contra choques, é a equipotencialização (proteção básica) e o
seccionamento automático (proteção supletiva), as outras medidas são admitidas ou mesmo exigidas em situações
pontuais.
Para equipotencialização, todas as massas não condutivas devem estar ligadas a condutores de proteção e estes
interligados a um condutor de proteção principal, aterrado através de um único eletrodo, independentemente de
outros eletrodos que possam ser adicionados no decorrer da instalação e todo circuito deve ter um condutor de
proteção em toda a sua extensão.
Um dispositivo de proteção deve seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento por ele
protegido, sempre que uma falta (entre parte viva e massa ou entre parte viva e condutor de proteção) no circuito
ou equipamento der origem a uma tensão de contato superior ao valor pertinente da tensão de contato limite UL .
Partes vivas do circuito separado, não devem ser conectadas, em nenhum ponto, a um outro circuito, à terra ou a
um condutor de proteção.
Pode-se optar por proteção parcial contra choques elétricos (uso de obstáculos ou colocação fora de alcance)
desde que seja garantido o acesso somente de pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas (BA5) e para tensões
definidas na faixa II .
2- A equipotencialização é o ato de tomar-se medidas para fazer com que dois ou mais corpos
condutores de eletricidade possuam a menor diferença de potencial elétrico entre eles.
A equipotencialização é usada como forma de proteção elétrica de equipamentos e principalmente
de pessoas, evitando que, em caso de uma falta em um equipamento elétrico ele não venha a causar
choque elétrico em um indivíduo que inadivertidamente toque o mesmo pois o condutor de
equipotencialização, também conhecido como condutor de proteção elétrica ou fio terra, "escoa"
tensão que haveria na carcaça do equipamento onde a falta ocorreu, na forma de corrente elétrica
para a terra, fazendo com que a diferença de potencial entre a pessoa e a parte energizada do
equipamento esteja dentro dos valores suportáveis para aquela condição. É a pratica de unificar
convenientemente os eletrodos de aterramento criando assim um sitema unico de aterramento.
3- Disjuntor: é um dispositivo eletromecânico que permite proteger uma determinada instalação
eléctrica com sobre-intensidades (curto-circuitos ou sobrecargas).
Sua principal característica é a capacidade de se rearmar (manual ou eletricamente), quando estes
tipos de defeitos ocorrem, diferindo do fusível que têm a mesma função, mas que fica inutilizado
depois de proteger a instalação. Assim, o disjuntor interrompe a corrente em uma instalação elétrica
antes que os efeitos térmicos e mecânicos desta corrente possam se tornar perigosos às próprias
instalações. Por esse motivo, ele serve tanto como dispositivo de manobra como de proteção de
circuitos elétricos.
Atualmente é muito utilizado em instalações elétricas residenciais e comerciais o disjuntor
magnetotérmico ou termomagnético, como é chamado no Brasil.
Esse tipo de disjuntor possui três funções:

Manobra (abertura ou fecho voluntário do circuito)

Proteção contra curto-circuito - Essa função é desempenhada por um atuador magnético
(solenóide), que efetua a abertura do disjuntor com o aumento instantâneo da corrente
elétrica no circuito protegido

Proteção contra sobrecarga - É realizada através de um atuador bimetálico, que é sensível ao
calor e provoca a abertura quando a corrente elétrica permanece, por um determinado
período, acima da corrente nominal do disjuntor
As características de disparo do disjuntor são fornecidas pelos fabricantes através de duas
informações principais: corrente nominal e curva de disparo. Outras características são importantes
para o dimensionamento, tais como: tensão nominal, corrente máxima de interrupção do disjuntor e
número de pólos (unipolar, bipolar ou tripolar).
4- Corrente elétrica nominal é a corrente elétrica, normalmente expressa em ampères (A) ou
quiloampères (kA), que será observada (ou medida) em um determinado aparelho, quando este
estiver operando adequadamente. Este parâmetro é definido pelo fabricante do equipamento.
Também é utilizada para expressar a capacidade máxima de um determinado aparelho, sendo
portanto um limite de corrente elétrica que pode ser exigido do equipamento sem que este seja
danificado.
Sendo a tensão nominal dos equipamentos eléctricos normalmente constante, a corrente é usada
como um parâmetro indicativo da potência que está sendo desenvolvida ou exigida do mesmo. É
comum usar a medida da corrente para esse fim por ser mais facilmente medida do que a potência.
5- NBR-IEC-60898: Norma Brasileira, baseada na norma internacional IEC-60898, que especifica o uso e
aplicação de disjuntores para instalações residenciais ou análogas (até 440 V – 125 A) que podem ser operadas
por pessoas não advertidas (minidisjuntores);
NBR-IEC-60947-2: Norma Brasileira, baseada na norma internacional IEC-60947-2, que especifica o uso e
aplicação de disjuntores para instalações em geral de baixa tensão em qualquer corrente (disjuntor caixa moldada
ou aberto);
6- Tensão de Isolação (Ui): Máxima tensão que pode ser aplicada ao disjuntor sem que este altere suas
características (maior valor de Ue).
7- Corrente de Curto-Circuito (Ik): Sobrecorrente originária de uma falha no circuito (o dispositivo a ser
protegido, deixa de funcionar), normalmente está contida na faixa que vai de 3 a 20 vezes a corrente nominal.
8- DR é Disjuntor Diferencial Residual. É um dispositivo de proteção da instalação elétrica, que compara as
correntes de entrada e saída, detectando qualquer alteração por Corrente de Fuga (contato direto ou indireto –
choque). Ou seja, se um individuo recebe uma descarga elétrica, uma corrente fluirá pelo seu corpo até a terra,
causando diferença entre as correntes de entrada e saída da rede. O DR é acionado se a corrente de fuga for
superior a 15mA, seccionando o circuito e protegendo a pessoa.
9-
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Garantir a proteção contra choques elétricos, efeitos térmicos