Slide 1 - UED-HAM

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DOENÇA DE GRAVES ASSOCIADA A
MIASTENIA GRAVIS FORMA OCULAR:
DIFICULDADES
NO
DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
Belfort P, Carvalho E, Griz L, Diniz E, Nunes A & Bandeira F
Unidade de Endocrinologia e Diabetes - Hospital Agamenon Magalhães – MS / SES / UPE, Recife - PE.
INTRODUÇÃO
Doença de Graves e miastenia gravis são doenças auto-imunes cuja associação é rara, porém bem reconhecida.
Estudos epidemiológicos mostram que doenças tiroidianas auto-imunes (DTA) ocorrem em 5 a 10% dos casos de
miastenia gravis(MG), enquanto que MG é relatada numa freqüência baixa (0,2%) dos pacientes com DTA. As
manifestações típicas da oftalmopatia de Graves (OG) são exoftalmia, edema periorbital, quemose e hiperemia
conjuntival. A ptose palpebral é uma manifestação rara da OG, sendo comum na forma ocular da miastenia gravis.
A ressonância nuclear magnética e tomografia computadorizada (TC) são úteis na demonstração das manifestações
clássicas da OG.
RELATO DE CASO
JAC, 34 anos, portadora de Doença de Graves há 10 anos, iniciou tratamento irregular com metimazol , droga
que permaneceu em uso apenas por 3 anos. Há 6 meses, a paciente evoluiu com exacerbação dos sinais e
sintomas clínicos do hipertiroidismo associado a ptose palpebral bilateral, predominantemente à direita, com
piora progressiva ao longo do dia e sem sinais inflamatórios. Ao exame clínico, apresentava motilidade ocular
prejudicada e sem redução de força muscular proximal ou de membros superiores e inferiores. Exames
laboratoriais: TSH< 0,004μUI/mL; T3 162ng/mL; T4l 2,11ng/mL. Realizou TC de órbita que não evidenciou
sinais sugestivos de oftalmopatia de Graves. A TC de tórax não mostrou alterações. Iniciamos teste diagnóstico
com 60mg de piridostigmina oral de 6/6h e 15mg de prednisona com aumento gradual da dose até 60mg/dia com
resposta clínica importante. Realizado tratamento do hipertiroidismo com radioiodo (20mCi). Paciente recebe alta
em uso de prednisona e piridostigmina nas doses descritas.
CONCLUSÃO
A coexistência de miastenia gravis deve ser considerada no manejo dos pacientes com Doenças tiroidianas autoimunes e oftalmopatia.
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